24 maio 2018

9 startups de fintech brasileiras que podem virar unicórnios em breve

Essas 9 startups possuem potencial para se transformar em unicórnios nos próximos anos, conheça-as

Não importa para onde você olhe, o Brasil tem um talento e um potencial gigantesco para empresas inovadoras na área de finanças – as famosas startups de fintech. A maior delas do Brasil no momento é o Nubank, com valuation estimado de US$ 2 bilhões, enquanto as principais empresas privadas do Brasil são bancos (Itaú e Bradesco) e um dos principais cases de empreendedorismo das últimas décadas também é na área de finanças (XP Investimentos).

Por conta desse potencial e talento, existem várias startups nacionais com capacidade de se tornarem fintechs. Com a retomada de investimentos e crescimento no Brasil, é possível que alguma delas já se torne um unicórnio – isto é, uma empresa com valor de mercado acima de US$ 1 bilhão – já este ano. Contudo, a proximidade da eleição pode ser um empecilho para tal já neste ano.

Várias delas estarão conosco no Fintech Conference, nosso evento para o setor que será realizado no dia 6 de junho. Teremos a participação de grandes nomes do mercado brasileiro e estrangeiro (como Eddie Deng, da Ant Financial), em um dia de muito aprendizado, networking e conhecimento de como a tecnologia vai mudar de maneira definitiva a experiência financeira. Conheça-as:

GuiaBolso
Uma das principais fintechs do Brasil, o GuiaBolso é um aplicativo espetacular para que as pessoas tomem o controle das suas próprias finanças. Conectado com seu banco, a empresa lê todas as informações, analisa e classifica de acordo com o tipo de gasto que foi. É muito interessante, pois abre vários insights que as pessoas nunca tinham pensado a resoeito.

A empresa também tem o Just, que realiza empréstimos pessoais a taxas mais baratas que o mercado, colaborando para a monetização, usando a base de dados do GuiaBolso para conseguir filtrar melhor os riscos. O GuiaBolso já recebeu vários aportes, vem expandindo a equipe e os produtos (deverá entrar em crédito em breve) e está no caminho de se tornar um unicórnio neste ano ou nos próximos.

Creditas
O Creditas nasceu com nome de BankFacil – o que dava a entender que ela iria entrar eventualmente no ramo de bancos digitais, como Nubank está fazendo agora – , mas hoje ela opera com empréstimos abaixo da taxa do mercado, desde que seja dado uma garantia (como imóvel ou carro).

Além disso, a empresa funciona como um marketplace, o que faz com que diversos players estejam lá, permitindo a queda dos juros de maneira geral. Com isso, a Creditas consegue entregar empréstimos com um quinto do juro de outros players de mercado em seu processo online e simplificado.

Geru
Já a Geru também opera no mercado de crédito, mas com foco em empréstimo pessoais sem garantia e no segmento do crédito consignado, que também costumar ter taxas muito menores do que o que os grandes bancos. Além disso, a estrutura super enxuta e a plataforma online que garante maior exigência na concessão também fazem a Geru ter taxas mais atraentes.

O fato de que duas das startups já citadas focam em crédito e a outra tem uma área relevante disso explica muita coisa. Crédito no Brasil é muito caro e com muito risco, então plataformas que conseguem entender melhor o usuário ou que tenham garantias tendem a operar com taxas menores por conta disso.

4all
Entrando no meio de pagamentos, a 4all é outra startup que se mostra muito promissora e que pode ser um unicórnio um dia. A ideia dela é trazer para o Brasil uma das grandes tendências do mundo financeiro na China: o pagamento através do celular, criando uma super-plataforma capaz de fazer quase tudo.

A ideia é ser uma solução tanto no mundo de meio de pagamento quanto para varejistas, integrando tudo – como o próprio nome diz. Assim, você pode tanto pedir uma pizza através do aplicativo quanto pagar por ela dentro da própria pizzaria. A empresa opera primariamente no Rio Grande do Sul, mas vem expandindo aos poucos para outras regiões.

PicPay
Outra empresa que gostaria de fazer com que pagamentos sejam realizados pelo celular. O PicPay permite que pessoas transfiram dinheiro entre elas, ou paguem estabelecimentos através do aplicativo.

Basta conectar seu cartão de crédito, ou transferir uma quantia, e começar a realizar os pagamentos (para pessoas ou empresas). É simples e funcional, como toda startup tem que ser. Ela também permite que empresas operem com taxa ZERO (desde que você espere 80 dias para sacar seu dinheiro), o que é um grande diferencial para qualquer startup.

Contabilizei
Se tem um segmento no Brasil que é complicadíssimo, é o de contabilidade. Burocracias e mais burocracias, impostos que não acabam mais e uma grande confusão que fazem que contabilidade seja impossível de fazer sozinho. Por isso a Contabilizei surgiu com o intuito de colocar a contabilidade das empresas (a grande maioria pequenas empresas) na internet.

Isso salva tempo e dinheiro das pessoas, disruptando o mercado de contabilidade. Com isso, mais pessoas podem ter acesso aos serviços de contabilidade profissional, reduzindo as chances de errarem e terem que prestar contas para a Receita Federal. Além disso, é mais dinheiro que sobra no final do mês.

Neon
O Neon tinha acabado de levantar mais de US$ 70 milhões para expandir suas operações quando o Banco Central resolveu liquidar o Banco Neon, fruto de um acordo operacional com um banco tradicional. Alguns dias de caos se passaram, mas a empresa conseguiu retomar suas operações ao realizar uma parceria com o Banco Votorantim.

A empresa opera uma espécie de banco virtual, sem agências, mas já com conta-corrente. Deixado o caos das últimas semanas para trás, a empresa tem uma ótima oportunidade para crescer e se tornar o primeiro banco virtual completo do Brasil a nascer como startup – pois o Banco Inter já realiza tudo isso.

Bidu
Quer contratar um seguro online? Vá atrás da Bidu Corretora, uma startup que quer levar a contratação de seguros para a internet. Por lá, você acessa os seguros de diversas parceiras, com diversas modalidades: seguro auto, residencial, viagem, moto… enfim você escolhe.

A empresa está evoluindo para oferecer outros produtos de fintechs também, como cartões de crédito de parceiros (o Nubank é um deles) e planos de saúde. Ou seja, é uma empresa que olha para todo o ecossistema de startup e tenta integrá-las.

Warren
Warren Buffett é o maior investidor da história. A startup que carrega seu nome, embora por coincidência, é uma das mais promissoras para o setor de investimentos. Ele ajuda você a estabelecer um objetivo para seus investimentos (sejam eles de curto, médio ou longo prazo) e procura os melhores investimentos condizentes com esse objetivo.

Tudo isso ele faz de maneira rápida e sem que o usuário, maximizando os ganhos conforme ele vê oportunidades para tal. A empresa se estabeleceu nos Estados Unidos mas, com fundadores brasileiros, veio para o nosso país para revolucionar nossos investimentos antes de embarcar em mercados um pouco mais avançados que o nosso. por Felipe Moreno - editor-chefe do StartSe e fundador da startup Middi, era editor no InfoMoney antes Leia mais em atrase 24/05/2018

24 maio 2018



Fundos compram R$ 1,5 bi em shoppings

Leandro Bousquet, ex-BRMalls e sócio da Vinci: captação de quase R$ 500 milhões para elevar carteira de empreendimentos de 7 para 11 ainda este ano

Em menos de seis meses, fundos de investimento captaram R$ 1,5 bilhão para a compra de participação em shopping centers, num movimento de entrada de novos investidores no setor. Para efeito de comparação, a soma equivale à construção, a partir do zero, de três a quatro empreendimentos de grande porte. São recursos captados pelas gestoras XP, Vinci Real Estate e Brasil Plural e que têm sido direcionados para a compra de fatias minoritárias de 11 ativos, calculou o Valor.

A expectativa de uma retomada no ritmo de crescimento do setor explica o maior interesse. Houve também uma oferta maior por parte dos vendedores. Empresas de capital aberto passaram a oferecer no mercado fatias em shoppings não estratégicos para melhorar a sua estrutura de capital. Além disso, famílias donas de empreendimentos que estão endividadas sondam sócios para se desfazer de até 49% de seus ativos.

Parte das negociações envolvendo o montante de R$ 1,5 bilhão ainda está em andamento. Cerca de 80% dessa soma deve ser direcionada para concluir aquisições nos próximos meses.

Entre as operações recentes está a liderada pela Vinci Real Estate, numa emissão de cotas de quase R$ 500 milhões. A oferta foi finalizada há menos de um mês por meio de um fundo específico para este setor. Os recursos devem ser aplicados na aquisição, em fase de negociação avançada, de três a quatro shoppings, disse Leandro Bousquet, ex-BRMalls e sócio da Vinci responsável pela área de real estate. A intenção é elevar a carteira de 7 ativos para 11 neste ano.

O foco são empreendimentos maduros em cidades com mais de 250 mil habitantes. Entre os sete empreendimentos já na carteira estão fatias minoritárias no Shopping Granja Vianna, em Cotia; no Ilha Plaza, no Rio de Janeiro; e no Shopping Paralela, em Salvador.

Segundo Bousquet, em outubro foi concluída uma emissão de R$ 230 milhões, e, em abril, foram mais R$ 500 milhões por meio de nova oferta. Os R$ 230 milhões reduziram o nível de alavancagem e foram gastos, em dezembro, na aquisição de 12,5% do Granja Vianna, que custou R$ 32,5 milhões. O fundo, com 70% de cotistas como pessoa física, é negociado na B3 desde novembro.

Nos últimos dois anos foram avaliadas 50 "potenciais transações" pela Vinci, representando cerca de R$ 10,8 bilhões em negócios (só uma parcela foi finalizada). O Valor apurou que as famílias Sá Cavalcante e Almeida Junior, com atuação em shoppings no Sudeste e no Sul, respectivamente, estiveram em contato com a gestora. A Vinci não confirma as informações. "É possível que as transações não realizadas retornem ao mercado ao longo dos próximos meses", afirma o prospecto da Vinci.

A Almeida Junior nega que tenha feito contato com a gestora Vinci.

"Nessa fase de retomada do setor, quase todos estão vindo com gestão ativa do portfólio. No nosso caso há um pacote mínimo de governança corporativa que é aplicado", diz Bousquet.

Na XP Gestão de Recursos, uma oferta de emissão de cotas de R$ 780 milhões foi informada em maio, por meio de fundo criado no ano passado. A oferta tem como foco a compra de participação nos shoppings e no outlet da JHSF Participações. "É operação com dinheiro carimbado porque o investidor entra no fundo e sabe o que está comprando", diz uma fonte ouvida.

Na operação entre XP e JHSF, o Valor apurou que está sendo vendida, por R$ 745 milhões, 30% da carteira que reúne o Shopping Cidade Jardim, Shopping Bela Vista, Shopping Ponta Negra, Catarina Fashion Outlet e Cidade Jardim Shops, este último ainda a ser construído em São Paulo. No começo do mês, foi informada a assinatura do compromisso de compra e venda entre as partes. A transação ainda não foi finalizada. O "cap rate de entrada" é de 7,7% (rentabilidade esperada com a aquisição dos ativos). Quanto menor esse índice, maior a qualidade do ativo comprado (a compra de parte do Shopping Higienópolis pela Iguatemi em 2015 teve "cap rate" de 6,6%).

"Não existe mais 'cap rate' de 6%, 7%, assim como não dá para pagar mais múltiplos [para aquisição de participações] que existiam antes da crise. Muitas operações com fundos não são fechadas porque há shoppings que ainda têm a cabeça daquela época", diz um gestor ouvido.

Compõem o fundo da XP fatias minoritárias do Caxias Shopping, no Rio, do Parque Shopping Belém e do Shopping Cidade São Paulo. A gestora tem avaliado ativos de empresas abertas com administração mais profissional dos shoppings e com menores riscos em relação à governança, apurou o Valor. Procurada, a XP Gestão de Recursos preferiu não se manifestar. O fundo é negociado na B3.

As negociações com a JHSF ajudam a empresa a tentar equilibrar a sua estrutura de capital, por conta do aumento de sua alavancagem. Se for concluída, a JHSF pode não avançar na abertura de capital de seu braço de shoppings, apurou o Valor. Já a venda de fatia do Caxias Shopping pela Aliansce foi motivada por não ser mais considerado um ativo estratégico. Nessas situações, os fundos entram como uma solução para as empresas.

Paralelamente, há outro motivador para novas negociações envolvendo fundos. Está em discussão a reforma de uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) que deve impedir que fundos de pensão invistam diretamente em imóveis.

Esses fundos podem, com isso, se desfazer de suas participações em shoppings, aumentando o volume de ativos para venda no mercado. Eles podem também criar fundos imobiliários com esses ativos, mas a perspectiva é que isso ficaria caro para eles.

Uma definição mais clara sobre esse assunto é esperada para os próximos dias, quando o CMN se manifestar. "Uma série de encontros estão acontecendo entre fundos de pensão e gestoras para tentar entender como esses fundos devem se posicionar se isso avançar", diz uma fonte ouvida.

Outra gestora, a Brasil Plural, fechou em dezembro a sua primeira emissão de um fundo de shoppings, em R$ 186 milhões, mas o valor ficou abaixo da captação esperada, de pouco mais de R$ 300 milhões. Há um imóvel na carteira, o Maceió Shopping. Procurada, a gestora preferiu não comentar.Publicado em 24/05/2018 por Valor Online Leia mais em gsnoticias 25/04/2018



LyondellBasell avalia Braskem em r$ 41,5 bi em oferta à Odebrecht

Há tempos interessada no negócio, a terceira maior produtora de resinas plásticas do mundo, a holandesa LyondellBasell, preparou sua proposta à Odebrecht na tentativa de comprar o controle da Braskem. A oferta será válida para a sócia Petrobras.

O modelo para a transação, que prevê pagamento em dinheiro e em ações da LyondellBasell, avalia Braskem em R$ 41,5 bilhões, ou US$ 11,5 bilhões. Trata-se de um prêmio de 12% sobre o valor da petroquímica na B3, que fechou o dia em R$ 37,1 bilhões, pouco mais de US$ 10 bilhões.

Trocando em miúdos, a avaliação equivale a R$ 52,00 por ação da Braskem, mas o pagamento não é todo em dinheiro. Listada na bolsa de Nova York (Nyse), a LyondellBasell encerrou a quarta-feira em US$ 45,5 bilhões, com a ação cotada em US$ 115,66.

A combinação dos dois negócios resultaria, sem considerar sinergias, na maior produtora mundial de resinas plásticas, avaliada em US$ 57 bilhões, com receita líquida próxima de US$ 50 bilhões - LyondellBasell com US$ 34,5 bilhões e Braskem, US$ 13,5 bilhões.

Odebrecht e Petrobras controlam a petroquímica brasileira com participações bastante próximas. O conglomerado criado por Noberto Odebrecht tem 50,1% das ações ordinárias (ON) e 38,3% do capital total, considerando a fatia em preferenciais classe A (PNA). A petroleira estatal tem pouco mais de 47% das ON e 36,1% do capital total.

A estrutura em discussão considera que a participação da Odebrecht seria paga em ações, o que daria ao grupo cerca de 10% no negócio resultante - equivalente a US$ 5,7 bilhões, sem embutir sinergias (R$ 21 bilhões). Nas conversas preliminares entre as partes já realizadas, o grupo deixou claro que busca ter atuação no conselho da empresa combinada.

Já a Petrobras receberia boa parte do pagamento em dinheiro e mais uma parcela em ações. O plano da holandesa é comprar também as ações de mercado da Braskem, pagando com uma cesta de dinheiro e ações. Consultada, a estatal não se manifestou até o fechamento desta edição.

Se concretizado, o interesse da Lyondell é que, do investimento total em Braskem, 60% seja quitado em ações e 40%, em dinheiro.

As conversas entre Odebrecht e LyondellBasell ganharam consistência durante o Carnaval e foram paralisadas no começo do mês, segundo fontes envolvidas com o tema. O diálogo sofreu interrupção diante do avanço na operação de financiamento que o grupo brasileiro está fechando com os cinco maiores bancos públicos e privados do Brasil, para obtenção de R$ 2,6 bilhões em crédito novo e alongamento de R$ 7 bilhões de dívidas já existentes. O acordo está na fase final de assinatura e envolve as ações da Braskem, dadas em garantia às instituições.

O objetivo dos envolvidos é retomar o diálogo após o fechamento da operação de financiamento. Qualquer negócio exige aval dos bancos credores. Essa é a realidade desde julho de 2016, quando foi feita a primeira reorganização de dívida da Odebrecht envolvendo a petroquímica como garantia.

Ao Valor, a Odebrecht "nega ter recebido proposta sobre a sua participação na Braskem" e afirma que "segue trabalhando em alternativas que agreguem valor à Braskem e a todos os seus acionistas". Além disso, "reafirma a intenção de manter a sua presença no setor petroquímico." Contudo, fontes próximas ao grupo confirmam a existência do diálogo.

Já a Braskem disse que não tem conhecimento do assunto, que é da alçada dos acionistas.

Além do envolvimento da alta cúpula das companhias, as conversas entre Odebrecht e LyondellBasell tem intermediários. O conglomerado brasileiro é representado, fora do Brasil, pelo Lazard. Já a holandesa é assessorada pelo Morgan Stanley e pelo executivo de fusões e aquisições Gordon Dyal, ex-Goldman Sachs.

Apesar da disposição ao diálogo, as indicações de valores feitas pelo grupo holandês até o momento foram recebidas com muito ceticismo pela controladora da Braskem, segundo o Valor apurou com pessoas próximas ao assunto.

Para seguir adiante, as negociações tem condições da parte da Lyondell. As principais são um acordo de abastecimento de nafta pela Petrobras de longo prazo e que o preço de suas ações na Nyse fique entre US$ 105 e US$ 120.

Para seguir adiante, as negociações têm condições da parte da Lyondell, como o acordo de fornecimento de nafta

Há grande preocupação a respeito da receptividade da Petrobras. A estatal tem direito a "tag along" (venda conjunta) de 100%. Mas há temor de que o negócio enfrente entraves, além do acordo de nafta, relacionados às preocupações da Petrobras com o Tribunal de Contas da União (TCU), uma vez que a oferta não é fruto de um processo competitivo formal.

A LyondellBasell aposta que este é o momento ideal para uma união das companhias - "mais oportuno do que nunca" conforme fonte com conhecimento do tema. A avaliação é que os interesses convergiram: a Petrobras quer vender, a Lyondell continua querendo comprar e a Odebrecht precisa valorizar seu ativo petroquímico. A conjunção é coroada pelo ciclo de alta do setor, que alcançou o pico no ano passado e ainda tem gerado bons resultados.

No Brasil, a LyondellBasell tem pequena operação, com uma fábrica de compostos de polipropileno (PP) para a indústria automotiva no interior de São Paulo. Além disso, importa resina produzida em outras unidades para o país.

Não é nova a tentativa de aproximação da empresa holandesa, cujo principal acionista é o investidor bilionário Len Blavatnik, de 60 anos. Há tempos, o empresário soviético vê com grande interesse a combinação das companhias.

Da união dos negócios, nasceria a maior produtora de polietileno e polipropileno do mundo. O portfólio das duas companhias, que juntas dão origem a uma gigante no setor petroquímico, é complementar. Mais do que escala em resinas, interessa à Lyondell o portfólio de produtos químicos da Braskem usados como matéria-prima em outras indústrias, como butadieno, benzeno, solventes, entre outros.

Nascido na Ucrânia, Blavatnik foi criado na Rússia e se transferiu para os Estados Unidos em 1978. Em 2007, liderou a aquisição da Lyondell Chemical, em uma operação de US$ 20 bilhões em assunção de dívidas, e deu origem à LyondellBasell após fundi-la com a Basell, da qual era dono.por Valor Econômico Leia mais em gsnoticias 24/05/2018



Multilaser pede registro para IPO

A empresa de produtos eletrônicos Multilaser submeteu à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta quinta-feira um pedido de registro de companhia aberta e para realizar uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).

A operação, que envolve lotes primário (ações novas) e secundário (papéis detidos pelos atuais sócios), será coordenada por Itaú BBA, JPMorgan, BTG Pactual, Citi, Credit Suisse e Safra, segundo o prospecto preliminar da oferta. (Por Aluísio Alves) Reuters Leia mais em dci 24/05/2018



Fintech Creditas pede registro para ser banco

A Creditas, plataforma de serviço financeiro especializada em crédito com garantia, registrou nesta quinta-feira um pedido no Banco Central para ser uma instituição financeira. Este é o primeiro pedido do tipo após o Banco Central ter regulamentado em abril a atividade das fintechs de crédito.

Segundo o fundador e presidente da Creditas, Sergio Furio, o objetivo da iniciativa é ganhar autonomia para poder operar produtos e serviços de forma independente e com custos menores.

"Pretendemos lançar por exemplo uma linha de crédito com garantia, que vai funcionar como uma espécie de cheque especial, porém bem mais barata do que as oferecidas por bancos", disse.

Criada em 2012, a Creditas oferece crédito tomando imóveis ou veículos como garantia, em parceria com instituições financeiras Sorocred, Santana, CHP e Fapa.

A regulamentação do BC em abril abriu espaço para que as fintechs possam operar sem um intermediário, seja como Sociedade de Crédito Direto (SCD), realizando operações com recursos próprios, ou como Sociedades de Empréstimo entre Pessoas (SEP).

Segundo Furio, a Creditas deve liberar cerca de 340 milhões de reais neste ano, dentro do plano de tornar a companhia a maior de empréstimos com garantia na América Latina.

Em dezembro, a Creditas recebeu aporte de 165 milhões de reais liderado pelo fundo de private equity sueco Vostok, no maior investimento de 2017 no setor na América Latina. Reuters Leia mais em dci 24/05/2018





Bancos médios dos EUA devem passar por consolidação

Oferta do Fifth Third nesta semana, de US$ 4,7 bi, para comprar o MB Financial trouxe novo ânimo para o segmento

Os bancos dos Estados Unidos em grande medida ficaram de fora da onda generalizada de fusões e aquisições dos últimos anos. Enquanto quase todos os setores de negócios viram transações com valores recorde, os grandes bancos passaram praticamente em branco. E a atividade de fusões e aquisições entre os bancos pequenos e médios - 5.607 pelo último levantamento - foi ainda menor.

Mas, na segunda-feira, quando o Fifth Third Bancorp, de Cincinatti anunciou sua oferta de US$ 4,7 bilhões pelo MB Financial, de Chicago, as ações de outros bancos na área de Chicago também começaram a subir. Os papéis do Wintrust, um banco de tamanho similar com sede em Rosemont, Illinois, encerraram o dia em alta de quase 4%, enquanto os do First Midwest, de Itasca, avançaram 3%.

As implicações são óbvias: depois de anos de poucas fusões bancárias, essa aquisição poderia ser o marco de uma virada.

As condições para as fusões e aquisições parecem estar melhores do que nunca desde a crise financeira. Taxas de juros mais altas e impostos mais baixos impulsionaram os lucros dos bancos, dando às equipes executivas plataformas mais sólidas para contemplar passos ousados. Dados divulgados na terça pelo Federal Deposit Insurance Corp. (FDIC), agência do governo dos EUA que garante depósitos bancários, mostraram que o lucro líquido dos bancos no primeiro trimestre subiu 27% em relação ao mesmo período de 2017, somando o recorde de US$ 56 bilhões.

Acionistas ativistas também começaram a pressionar, defendendo novas maneiras de elevar os lucros de nomes como Ally Financial, Comerica, Citigroup, Morgan Stanley e Regions Financial, entre outros.

E, mais importante ainda, houve uma mudança de atitude dos órgãos reguladores.

Durante grande parte do período pós-crise, as agências de supervisão fechavam a cara para qualquer transação que pudesse tornar os bancos maiores, mais complexos e mais difíceis de policiar. Várias propostas de fusão foram abandonadas porque as autoridades demoravam muito para avaliá-las, como a oferta do New York Community Bancorp pelo Astoria Financial e a do Investors Bancorp pelo The Bank of Princeton. A combinação de US$ 5,3 bilhões entre o M&T Bank, de Nova York, e o Hudson City Bancorp, de Nova Jersey, levou mais de três anos para ser concluída.

Agora, sob a presidência de Donald Trump, há claros sinais de que essa atitude vem mudando. Em 2017, o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) facilitou a fusão de bancos ao elevar, de US$ 25 bilhões para US$ 100 bilhões, o limite de ativos combinados que exige investigações reguladoras mais profundas.

Além disso, o Fed estuda mudar a forma como classifica as equipes administrativas dos bancos, de uma escala de cinco pontos para uma de quatro. Na prática, disse Rodgin Cohen, presidente sênior do conselho de administração da Sullivan & Cromwell, isso pode significar que muitos executivos vão passar de uma nota 3 ("abaixo de satisfatória") para uma 2 ("satisfatória"). No passado, ter uma nota 3 era um obstáculo para fusões, deixando à margem muitos interessados em negócios.

Outro incentivo à consolidação foi o novo projeto de lei de ajuda aos bancos aprovado na terça pelo Congresso, que vai liberar os de pequeno e médio porte de muitas das restrições que se aplicam aos megabancos, como J.P. Morgan Chase e Bank of America.

Os beneficiados mais óbvios são as instituições regionais, com ativos entre US$ 50 bilhões e US$ 100 bilhões, disse Quyen Truong, sócia da Stroock & Stroock & Lavan.

Ela destacou que esses bancos agora se encontram livres de todos os "padrões prudenciais incrementados" do Fed - exigências mais rigorosas de capital e de liquidez, limites à alavancagem e à concessão de empréstimos, comitês obrigatórios de avaliação de riscos, planos de liquidação ordenada das operações e testes anuais de resistência. Os bancos com ativos entre US$ 100 bilhões e US$ 250 bilhões ainda vão precisar passar por testes periódicos de resistência, mas vão ficar livres das outras exigências 18 meses depois da entrada em vigor da lei.

Tudo isso sugere a probabilidade de termos mais aquisições bancárias. "Acho que estamos em um possível ponto de virada", disse Cohen. "Você tem bons incentivos para fazer fusões e a remoção de obstáculos para fazer fusões."

O único porém, por enquanto, é o valor relativo das ações de bancos. Os papéis do Fifth Third tiveram a maior queda em quase dois anos na segunda-feira, de 8%, depois de os investidores receberem mal a notícia sobre a transação com o MB Financial. Criticaram, em particular, a projeção de aumento no lucro por ação em 2019 de apenas 2% - mesmo presumindo altos cortes de custos - e a estimativa de que vai levar sete anos para que se supere o impacto no valor patrimonial tangível, bem maior do que os três a cinco anos considerados normal para aquisições bancárias, segundo especialistas em fusões.

Chris Marinac, cofundadora da FIG Partners, uma firma de assessoria e análises financeiras com sede em Atlanta, disse que o Fifth Third pode ter sido pressionado a agir pelos rumores, na semana passada, de interesse no MB de outros possíveis compradores. Dois dos bancos relacionados ao MB, o US Bancorp e o Bank of Montreal, não comentaram o assunto.

A queda nas ações do Fifth Third foi "claramente um alerta" para outros possíveis compradores, segundo Marinac. "Você precisa ter sua transação bem amarrada e com um período mais rápido de retorno."

Caso uma onda de fusões e aquisições realmente ganhe força, os investidores podem acabar analisando com melhores olhos os que se anteciparem em vez dos que perderem o bonde.  por Valor Online Christopher Dilts/Bloomberg Leia mais em gsnoticias 24/05/2018



Incerteza do ano eleitoral pode afetar fusões e aquisições, diz PwC

A atividade de fusões e aquisições no Brasil em 2018 deve permanecer estável, na comparação com o ano passado, com os investidores apostando na recuperação da economia e nos efeitos que as aquisições podem ter em suas operações e resultados financeiros no longo prazo para fazer investimentos, afirma Alessandro Ribeiro, sócio da consultoria PwC.

Mas ele alerta que a incerteza provocada pelo cenário eleitoral polarizado e indefinido pode prejudicar o andamento de novas operações.

No acumulado do ano até abril, foram realizadas 195 negociações no país, uma queda de 1,5% em relação ao mesmo período de 2017,.. Leia mais em valoreconomico 24/05/2018

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FUSÕES E AQUISIÇÕES: 73 TRANSAÇÕES REALIZADAS EM ABRIL/18

   O mercado de fusões & aquisições apresenta redução no número de negócios e crescimento no montante dos investimentos, considerando as  transações registradas no primeiro quadrimestre de 2018. Queda de 3,8%, no volume, referente a 255 operações,  e um aumento de 69% no montante dos investimentos, com cerca de  R$ 98,3 bilhões.

   No mês foram realizadas 73 transações, com um crescimento de 15,3%, e investimentos de R$ 24,9 bilhões - representando uma redução de 36,4%, comparativamente ao mês anterior.... Fonte fusoesaquisicoes.blogspot



Fusões e aquisições crescem no Brasil no início do ano, aponta KPMG

No primeiro trimestre de 2018, foram realizadas 234 operações de fusão e aquisição, um aumento de 16,4% na comparação com o mesmo período de 2017. Este foi o maior número dos últimos 20 anos, segundo pesquisa realizada pela KPMG.

Já na comparação com o quarto trimestre de 2017, houve uma queda de 4,9%. Naquele período, ocorreram 246 negócios. De janeiro a março de 2018, o setor que teve destaque foi o de companhias de internet, com 38 transações, seguido por tecnologia da informação, com 26, e óleo e gás, com 24.... Leia mais em valoreconomico 23/05/2018

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Mais startups criam programas de opções de ações para executivos

Na esteira dos grandes grupos, startups estão oferecendo opções de compra de ações para os funcionários.

Conhecido como "stock options", o modelo de bonificação é geralmente cedido a executivos em postos de liderança, atrelado ao desempenho da empresa.

As ações são vendidas a um preço pré-estabelecido, depois de um determinado período de permanência do profissional na organização. A iniciativa funciona para manter e atrair  talentos que dificilmente iriam trabalhar em uma companhia em crescimento, sem um bom pacote financeiro.

Na Endeavor, organização de estímulo ao empreendedorismo que apoia mais de 300 empresas em oito cidades do Brasil, cerca de 15% do total já utilizam o método... Leia mais em valoreconomico 24/05/2018



LyondellBasell volta a rondar a Braskem

Após várias conversas com a Odebrecht com o objetivo de comprar a Braskem, a companhia holandesa LyondellBasell prepara uma nova oferta pela petroquímica, segundo fontes com conhecimento do assunto.

Terceira maior produtora global de resinas, a empresa passaria a ser líder global do setor com a aquisição da companhia brasileira, que tem a Odebrecht e a Petrobrás como controladoras. A holandesa já teve conversas com o grupo brasileiro em outubro e em dezembro do ano passado, apurou o jornal O Estado de S. Paulo.

Como a Petrobrás já anunciou sua intenção de se desfazer da Braskem, o desafio da LyondellBasell seria a negociação com a Odebrecht. O grupo, em dificuldades financeiras após o envolvimento na Operação Lava Jato, cogitaria manter uma parte das ações, para virar sócio, ainda que minoritário, de uma companhia bem maior, segundo fonte próxima ao tema. A holandesa voltaria a ter ativos no Brasil com o negócio - no passado, atuou no País em parceria com a Suzano.

A Odebrecht negou ter recebido proposta. A Braskem não comentou. A Petrobrás não respondeu o contato. A Lyondell Basell não foi encontrada. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Leia mais em dci 24/05/2018



Brasil é atrativo para investidores estrangeiros

 Segundo o presidente do conselho consultivo do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef), Carlos Alberto Bifulco, mesmo com o adiamento das reformas, as empresas estrangeiras mantém interesse em investir em longo prazo no Brasil.

Para ele, o País continua atrativo aos investidores estrangeiros, pois dá sinais de segurança financeira e de um mercado atrativo, uma vez que a instabilidade política se encerre com a realização das eleições no final deste ano. “A situação atual é um pouco complicada, o mercado financeiro estava vindo muito bem até a desistência da votação da reforma da previdência e o que ela sinalizou, além da recente expansão da economia americ a n a”, comenta ao DCI.

“Mas o cenário ainda é positivo, existe muita gente esperando para investir aqui, eles sabem principalmente que o Brasil tem reservas cambiais muito fortes”, afirma.

Carlos Bifulco comenta ainda que o momento é de observação com a alta da taxa do dólar e questiona os recentes cortes da taxa de juros básica, Selic, feitos pelo Banco Central (BC). “Não entendi como o Banco Central continuou baixando até pouco tempo a taxa de juros. Não faz sentido porque o efeito da Selic é relativo quando comparado às taxas altíssimas oferecidas pelos b a n c o s”, pondera.

Premiação do setor A Pe t ro b ra s foi a vencedora do Prêmio Golden Tombstone 2018. A operação classificada como vitoriosa foi a oferta de US$ 9,6 bilhões em bônus (bonds) no mercado internacional realizada no ano passado.

Essa emissão concorreu com outros nove finalistas. Leia mais em dci 24/05/2018



23 maio 2018

Banrisul anuncia fundo de R$ 50 milhões para as fintechs

Banco será investidor âncora, com aporte de R$ 25 milhões

O Banrisul anunciou nesta quarta-feira (23), durante o 11º Fórum Internacional de Tecnologia da Informação (foto), a instituição do primeiro fundo de corporate venture totalmente voltado às fintechs. Pioneiro no mercado, o Fundo Fintech Ventures foi estruturado em conjunto com a Gama Investimentos. Como investidor âncora, o Banrisul aportará R$ 25 milhões e buscará, com a Gama, outros R$ 25 milhões junto a investidores privados. O diretor de Tecnologia da Informação do Banrisul, Jorge Krug, explica que as fintechs já integram o ecossistema de negócios financeiros do Brasil. Elas já são mais de 400 no país, combinando tecnologia com modelos de negócios inovadores. “Queremos ser cada vez mais eficientes e oferecer soluções melhores, mais ágeis e mais amigáveis aos nossos clientes, sem abrir mão da força da nossa tradição”, afirma ele. “Não temos dúvida de que o Banrisul e seus parceiros e clientes têm muito a ganhar com a nossa exposição e uso das fintechs por meio do Fundo”.

Pela iniciativa, o Banrisul receberá as fintechs investidas, em formato open banking, num processo a que Krug chama de sinérgico, por promover mútuo crescimento. Uma equipe composta por empreendedores e executivos com experiência acumulada em tecnologia, mercado financeiro e na administração de fundos de venture capital e private equity fará a gestão do Fundo Fintech Ventures.

A Era da Disrupção 
A atualidade e o futuro da transformação digital foram temas destacados no primeiro dia do Fórum Internacional de TI Banrisul. Na 11ª edição, que tem como tema central A Era da Inovação Disruptiva, o Teatro do Bourbon Country estava completamente lotado na solenidade de abertura, que ocorreu na manhã de quarta-feira (23).

No primeiro painel do encontro, A Era da Disrupção Transformando Empresas, o painelista Carlos Giusti, sócio da empresa PwC Brasil, afirmou que “quando a gente fala de tecnologia, inovação e transformação, temos que entender que isso passa por comportamento humano. Eu não consigo criar valor para o meu negócio se eu não atender uma necessidade reconhecida de meu usuário ou cliente”.Giusti enfatizou que “se a gente prestar atenção aos grandes modelos de negócios disruptivos dos últimos anos, veremos que a tecnologia utilizada está presente de forma madura há uma década. O que é disruptivo é o modelo de negócio, é entender demandas, abandonar o que se tem hoje e construir novos modelos a partir de uma tela em branco”.

Para o painelista Frank Meylan, sócio da empresa KPMG Brasil, a disrupção digital mudou radicalmente o ambiente de negócios e as funções de atendimento estão sendo digitalizadas. “A digitalização é pegar o processo que se tem hoje e embutir tecnologia, e a transformação digital é mudar o modelo de negócios. Isso exige uma forma de pensamento mais radical e um entendimento de como será a indústria no futuro”, ressaltou. Uma pesquisa feita pela KPMG constatou que os executivos estão vendo a transformação digital com uma grande ansiedade. “Os CEOs acreditam que os próximos três anos vão ser muito mais críticos para as suas indústrias do que os últimos 100 anos. É diferente você falar de digitalização e falar de transformação digital. Na digitalização é você pegar o processo como ele está hoje e embutir tecnologia para ganhar eficiência. Transformação digital é você repensar o se modelo de negócio”, atestou Meylan.

Internet das Coisas
O palestrante Laércio Albuquerque, presidente da empresa Cisco Brasil, que participou do segundo painel Uma Viagem pelo Mundo da Internet das Coisas, demonstrou onde nós estamos inseridos neste assunto, trazendo para a realidade do Brasil. “Conectar coisa com coisa diretamente é uma guinada total em termos de inovação tecnológica. E isso vai afetar literalmente todas as áreas que se possa imaginar, desde a área da saúde, até o agronegócio, por exemplo”, definiu Albuquerque.

Sobre o agronegócio, aliás, ele destacou que é um dos setores com maior automação e informatização, atualmente. Para ele, é fato que os modelos de negócios irão mudar. Antes, mudava a maneira de fazer o negócio. A Internet of Things (IOF – sigla em inglês para internet das coisas), reinventará completamente a experiência do consumidor. A IOF nada mais é do que “sensorizar” uma cadeia de produção, dando todo o tipo de informação sobre as diversas etapas do processo, até a sua conclusão.

Essas novas informações, exatas e detalhadas, chegarão às mãos do gestor, podem e mudarão todo esse processo e a linha de produção. Lembrando um tema importante, as Smart Cities (Cidades Conectadas), o presidente da Cisco Brasil dá exemplos de como esta tecnologia não é um luxo, mas sim um investimento em qualidade de vida. “Bueiros e lixeiras que sinalizam quando devem ser esvaziados ou limpos; idosos que utilizam um colar que sinaliza e chama o atendimento de emergência em casos de mal súbito; são apenas algumas das infinitas utilidades que se pode ter em uma cidade”, concluiu.

Até 2020, teremos 50 bilhões de devices (dispositivos) conectados, e o dado será processado diretamente na “ponta final”, não mais será enviado para uma “nuvem”, que então retorna uma resposta. A resposta tem que ser, e será imediata. “A palavra transformação digital já passou. Transformação digital a gente já vive ela. Não é de hoje. Nós todos já somos completamente digitais. Então, as nossas empresas, os negócios não têm mais projetos de transformação. O que temos são projetos de uma era em que milhões de cidadãos já se transformaram e digitais. Todo o mundo, dos mais novos aos mais velhos já são digitais”, opinou.  Por Dirceu Chirivino Leia mais em amanha 23/05/2018


23 maio 2018



Mais transparência na remuneração de executivos

O Tribunal Federal do Rio de Janeiro decidiu hoje de forma unânime que as empresas de capital aberto terão que dar publicidade à remuneração média dos seus executivos, numa vitória histórica da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da governança corporativa no Brasil.

Ainda cabe recurso, mas nenhum deles com efeito suspensivo. Ou seja: assim que a decisão for publicada, todas as empresas listadas vão ter que dar publicidade aos dados de remuneração média, máxima e mínima dos diretores, exigidos pela Instrução CVM 480 desde 2009.

A decisão resolve uma pendenga criada em 2010, quando o Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF) conseguiu uma liminar que suspendeu a transparência – contrariando uma tendência adotada em todo o mundo, especialmente após a crise financeira de 2008.

A informação é relevante porque, apesar de os acionistas terem que aprovar o total de remuneração global a ser paga a todos os diretores em assembleia, não é possível saber quanto ganha cada um deles individualmente – e se uma parcela desse valor total está sendo direcionada desproporcionalmente para algum executivo.

Um levantamento feito recentemente pelo Valor Econômico mostra que, de 214 companhias listadas na Bolsa, apenas em metade dos casos é possível saber a remuneração máxima paga a diretores. Boa parte das empresas preenche o formulário de forma incorreta mesmo. Mas 23% delas – incluindo gigantes como a Vale – se apoiam na liminar do IBEF para não divulgar o número.

A alegação principal do IBEF é que a norma coloca em risco o direito de privacidade, ainda que, ao contrário do que acontece nos Estados Unidos, o salário do executivo não seja divulgado de forma nominal. (O instituto chegou a apresentar um parecer contrário à norma da CVM feito pelo por Luís Roberto Barroso, hoje ministro do STF).

Na primeira instância, o choro colou: o juiz Firly Nascimento Filho deu ganho de causa ao IBEF em maio de 2013. Na sentença, ele disse que "os executivos não se confundem com agentes públicos, cujas remunerações podem ser levadas ao conhecimento da comunidade, uma vez que derivados de verbas públicas" e citou a "violência brasileira" como uma das causas do sigilo.

A CVM recorreu, mas o recurso demorou quase cinco anos para ser julgado. Na tarde de hoje, os três desembargadores deram ganho de causa à autarquia.

"Nenhum desembargador comprou os argumentos furados lá de trás, que pertencem a um Brasil velho e preso às trevas", disse Mauro Cunha, presidente da Associação Brasileira de Mercado de Capitais (Amec). "Os tempos são outros e ganhou a transparência".

A Amec, a Apimec e a CFA Society participaram do processo como amicus curiae. Os advogados Walter Albertoni, Eduardo Boccuzzi e Renato Vetere produziram memoriais defendendo a validade da regulamentação da CVM.

Nos últimos anos, diversos fundos vem pressionando por mais transparência em relação à remuneração. A Glass Lewis, que aconselha investidores estrangeiros para votação em assembleia, recomenda abstenção em todas as decisões envolvendo remuneração em empresas que não dão publicidade à remuneração média.

O fundo britânico Hermes, que administra mais de £ 33 bilhões e é conhecido por seguir princípios de governança e sustentabilidade (ESG), resumiu a questão num documento recente sobre governança, direcionado ao Brasil: “Nas organizações em que o pagamento dos funcionários representa uma parcela alta dos custos gerais, temos a preocupação de que os níveis de remuneração e os critérios de desempenho possam criar incentivos perversos e de curto prazo para os funcionários. Por isso incentivamos as empresas a melhorar sua divulgação sobre como os incentivos atribuídos às pessoas com capacidade de afetar materialmente o desempenho do negócio estão vinculados aos interesses dos acionistas de longo prazo.” Natalia Viri  Leia mais em braziljournal 23/05/2018



FUSÕES E AQUISIÇÕES - DESTAQUES DA SEMANA 14 a 20/mai/2018

Divulgadas 18 operações de Fusões e Aquisições com destaque pela imprensa na semana de 14 a 20/mai/2018.  Envolvem direta ou indiretamente empresas brasileiras de 7 setores.

ANÁLISE DA SEMANA                                                                                                                
Principais transações


NEGÓCIOS DA SEMANA

"Market Movers" - Brasil

  • Stefanini Scala adquire startup na área de saúde - Criada há dois anos, a Magma é especializada no desenvolvimento de sistemas de gestão e monitoramento de pacientes e equipes. Menos de um mês após anunciar a aquisição da Estatística Segura (ES), que transforma os dados coletados em insights para os negócios, a Stefanini Scala, coligada da Stefanini que atende grande parte do portfólio de software da IBM no Brasil, realiza uma nova movimentação, dessa vez na área de saúde. A 14/05/2018
  • Fundo soberano de Cingapura investe R$100 mi na SmartFit - Investimento da GIC Special Investments, ocorreu por meio de subscrição de ações preferenciais da empresa. A rede de academias de ginástica SmartFit anunciou  que fez acordo com a GIC Special Investments, do fundo soberano de Cingapura, para receber investimento de R$ 100 milhões. Na semana passada, a SmartFit anunciou a aquisição da Corporación Sport City, que tem 50% das ações da Latamgym e 50 das ações da Servicios Deportivos para Latinoamérica, que operam academias da marca do grupo brasileiro no México. 14/05/2018

"Market Movers” - Exterior

  • PayPal faz acordo para comprar iZettle por US$ 2,2 bi - A PayPal fechou acordo para comprar a iZettle, uma das mais conhecidas startups de tecnologia financeira da Europa, por 2,2 bilhões de dólares, anunciaram as empresas nesta quinta-feira. O acordo permitirá à PayPal expandir sua presença em pagamentos em lojas físicas no mundo todo e vai marcar a maior aquisição já feita pela companhia norte-americana. A iZettle, mais conhecida pela oferta de maquininhas de pagamento para pequenos comerciantes, tem entre as rivais a norte-americana Square, fundada pelo presidente-executivo do Twitter, Jack Dorsey.17/05/2018
  • Gigante chinesa do lítio adquire 24% da chilena SQM por US$ 4 bi - A gigante chinesa do lítio Tianqi chegou a um acordo para comprar da canadense Nutrien 24% das ações da chilena SQM, que explora um dos maiores depósitos de lítio do mundo, anunciaram as empresas nesta quinta-feira (17). O acordo entre a canadense Nutrien, que opera no setor dos fertilizantes, e a Tianqi Lithium prevê um desembolso da empresa chinesa de 4,066 bilhões de dólares, que será financiado com fundos próprios e créditos, segundo a nota.17/05/2018
  • Logicalis anuncia intenção de adquirir o grupo Coasin - A Logicalis, empresa global de soluções e serviços de tecnologia da informação, anunciou sua intenção de adquirir o grupo Coasin, integrador de sistemas de TIC que oferece soluções tecnológicas para setores como mineração, serviços financeiros, telecomunicações e varejo, com operações no Chile e no Peru. A aquisição, que será realizada pela operação latino-americana da Logicalis, está sujeita à revisão e à aprovação das autoridades locais. O Grupo Coasin é um renomado integrador de sistemas e fornecedor de serviços de TI, estabelecido há mais de 50 anos, com receita anual de aproximadamente US$ 85 milhões. Com a aquisição, a Logicalis assume um papel de liderança no mercado chileno – onde já opera há mais de 10 anos – e consolida ainda mais sua presença na região latino-americana, unindo a excelência tecnológica e o portfólio de soluções das duas companhias. 15/05/2018

HUMORES & RUMORES

M & A - VENDA

  • SulAmérica recebe até junho propostas por vida, previdência e capitalização - O Estado de S. Paulo anota que a seguradora SulAmérica receberá propostas de interessados pelas carteiras de previdência privada, seguro de vida e capitalização até o final de junho. É o prazo para o envio das ofertas não vinculantes, ou seja, que não obrigam à compra do ativo pelo preço apresentado. Na rodada seguinte, são selecionados os candidatos que farão uma proposta firme, sendo que a melhor delas leva as carteiras que somam pouco mais de R$ 1 bilhão. 20/05/2018
  • Netpoints vira 'loyaltytech' e busca novo sócio - Quando fundaram a empresa em 2011, os sócios da Netpoints acharam uma ótima ideia ter acionistas como a Smiles e as Lojas Marisa, que lhes dariam capilaridade para atingir o consumidor no mundo de concorrência brutal dos programas de fidelidade. Sete anos depois, a estratégia não funcionou: mais que ajudar, as agendas conflitantes dos diversos sócios atrapalharam o progresso do negócio. A tarefa foi cumprida em 2017, quando a Netpoints gerou EBITDA de R$ 2 milhões. Desde então, ele tem o mandato para vender a companhia e está em conversas com investidores — financeiros e estratégicos — sobre o negócio. 18/05/2018
  • Venda do Walmart Brasil pode atingir R$ 8 bilhões  - O comando global do Walmart admitiu ontem, pela primeira vez, que "está considerando opções" para o negócio no Brasil, em teleconferência com analistas. O Valor apurou que as conversas envolvem a venda de 80% da operação brasileira para a empresa de private equity Advent International por montante entre R$ 7,5 bilhões e R$ 8 bilhões, considerando as condições negociadas no início deste mês. Os americanos ficariam com os 20% restantes. Uma proposta para que Luiz Fazzio, ex-presidente do Carrefour, assuma o comando da rede já foi apresentada ao .. 18/05/2018
  • Mirae coloca prédios à venda com recuperação de setor imobiliário em SP - A Mirae Asset Global Investments colocou à venda duas torres comerciais em São Paulo avaliadas em cerca de 1 bilhão de reais, disseram à Reuters três fontes com conhecimento do assunto. A sul-coreana Mirae, com investimentos imobiliários em três continentes, colocou à venda as torres A e B do complexo corporativo Rochaverá, em São Paulo, disseram as fontes. Juntas, as duas torres oferecem cerca de 56 mil metros quadrados de área para escritórios.18/05/2018
  • Taesa fez oferta pela Centroeste, diz Cemig - A elétrica mineira Cemig informou que recebeu uma oferta da transmissora de energia Taesa por sua fatia de 51% na empresa de transmissão Centroeste e que planeja divulgar até o dia 31 edital de um leilão para a venda de seus ativos em telecomunicações que antes pertenciam à Cemig Telecom, recentemente incorporada pela companhia. 17/05/18 
  • Vitol, Glencore e Shell disputam ativos nigerianos da Petrobras - Os três maiores negociadores de petróleo do mundo estão disputando a compra do braço africano da Petrobras, que detém participações em dois grandes blocos, disseram pessoas da indústria e bancos nigerianos com conhecimento do assunto, após apresentarem lances no início deste mês. Em novembro passado, a estatal colocou a venda 100 por cento da Petrobras Oil & Gas como parte do plano da empresa altamente endividada de obter 21 bilhões de dólares em ativos até o final de 2018. A Petrobras detém metade das ações da empresa, enquanto 40 por cento pertencem a uma subsidiária do Grupo BTG Pactual e 10 por cento a Helios Investment Partners. Os banqueiros estimaram que o valor do empreendimento seria de cerca de 2 bilhões de dólares. 17/05/2018
  • Copel apresenta plano de desinvestimentos a conselheiros em junho, diz diretor - A estatal paranaense Copel apresentará ao Conselho de Administração na próxima reunião do colegiado, em junho, um plano para desinvestimentos de ativos não estratégicos, para o qual a empresa deve fechar nas próximas semanas a contratação de assessores legais e financeiros, disse o diretor financeiro da empresa, Adriano de Moura, em teleconferência nesta quinta-feira. O presidente da unidade de geração e transmissão, Copel GT, Sérgio Lamy, disse que a companhia deverá adicionar 500 milhões de reais à geração de caixa a partir de 2019, devido à entrada de operação de projetos atualmente em andamento, como as hidrelétricas de Colíder e Baixo Iguaçu. 17/05/2018
  • CSN pode obter até R$ 500 milhões com venda de Lusosider, calcula XP - A Lusosider, unidade de laminação a frio e galvanização do aço que a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) mantém em Portugal, pode render entre US$ 300 milhões e US$ 500 milhões à empresa, calcula a XP Investimentos. Na terça-feira, o presidente da companhia, Benjamin Steinbruch, anunciou que o ativo está entre os que podem ser vendidos até o fim deste ano. Com isso, a gama de negócios colocados à venda pela CSN soma cerca de R$ 5,2 bilhões. Esse valor considera o piso considerado pelo terminal de 16/05/2018
  • CSN quer vender mais R$4 bi em ativos neste ano, metade até o final de junho - A Companhia Siderúrgica Nacional parece ter embarcado decididamente num processo de redução de dívida, esperando vender mais 4 bilhões de reais em ativos até o final deste ano. Após ter anunciado na noite da véspera a venda da usina LLC nos EUA para a Steel Dynamics por 400 milhões de dólares, a CSN deve vender mais 2 bilhões de reais em ativos até o fim de junho e outros 2 bilhões na segunda metade do ano, disse o presidente-executivo da empresa, Benjamin Steinbruch. Em teleconferência com analistas, Steinbruch disse que a CSN, que passou anos rejeitando ofertas que considerava abaixo do preço que considerava justo por seus ativos, quer reduzir o endividamento este ano "em pelo menos 1 Ebitda". 15/05/2018
  • Acionista acredita na venda do Aeroporto de Viracopos - Na última semana, a concessionária do Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP) pediu recuperação judicial a fim de reestruturar uma dívida de R$ 2,88 bilhões. Agora, a Triunfo Participações e Investimentos (TPI), uma das acionistas do terminal, pretende devolver ao governo a concessão da Concebra — corredor rodoviário no eixo Brasília-Goiôania-Betim —, além de acreditar na futura venda do aeroporto. Ao Valor Econômico, o presidente da empresa, Alberto Botterelli, revelou que não há outro caminho a ser seguido. Controladora junto com a UTC do aeroporto de Viracopos (SP), a Triunfo se viu diante de problemas regulatórios em uma série de ativos com o corredor.14/05/2018
  • Universidade de Harvard põe à venda suas fazendas no Brasil - Nova política da instituição é colocar menos dinheiro em investimentos lastreados em recursos naturais, como fazendas de pinus e eucalipto espalhadas pela América do Sul. A Universidade de Harvard está tentando se desfazer de parte de seus ativos no setor florestal da América do Sul, incluindo extensas áreas no Brasil, numa política de colocar menos dinheiro em investimentos lastreados em recursos naturais. A Harvard Management Co. (HMC) tem procurado investidores interessados em adquirir participações minoritárias, ou mesmo majoritárias, oferecendo cerca de US$ 700 milhões em negócios que envolvem fazendas no Brasil, no Uruguai e na Argentina.. 13/05/2018

 M & A - COMPRA

  • Empresas lácteas preveem nova onda de aquisições - Multinacionais avaliam a entrada ou expansão no país e empresas médias negociam compras. O setor de lácteos deverá passar por uma nova temporada de fusões e aquisições no país nos próximos meses, segundo executivos da área. Há dois movimentos paralelos: o de multinacionais que avaliam a entrada ou a expansão no Brasil e o de empresas médias do ramo que, pressionadas por operações recentes, negociam compras. 18/05/2018
  • Chinesa Spic quer ampliar participação em energia - Depois de vencer no ano passado o leilão da Hidrelétrica de São Simão, por R$ 7,2 bilhões, a chinesa Spic Pacific Hydro está de olho em novos negócios nas áreas de geração de energia elétrica no Brasil. A empresa, que começou a operar a usina na semana passada, planeja expandir sua atuação no País por meio de aquisições e projetos greenfield (que ainda terão de ser construídos) de hidrelétricas, eólicas e parques solares. A presidente da Spic, Adriana Waltrick, afirma que o Brasil foi eleito pelo grupo como uma das prioridades de investimentos no setor elétrico. “Até 2020, a empresa planeja ampliar a geração de energia em 30 gigawatt (GW) no mundo, e o Brasil será uma das prioridades.” A companhia chinesa tem uma capacidade instalada de 140 GW – equivalente a 83% da matriz elétrica brasileira. No radar do grupo no País, estão ativos de peso – e problemáticos -, como a Hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira. Questionada sobre o negócio, Adriana disse que não fala de processos de fusões e aquisições, mas que a empresa está avaliando várias opções no mercado. 16/05/18
  • Comfrio pretende investir até R$ 150 milhões em aquisições - Com o objetivo de ganhar mercado no bojo do agronegócio e alimentos, a rede de logística e armazenagem Comfrio pretende investir R$ 150 milhões em aquisições este ano. Com as compras, a empresa projeta elevar o faturamento de R$ 370 milhões para R$ 450 milhões ao longo de 2018. Uma das estratégias tem como foco a construção de um centro de distribuição em Recife (PE), com aporte de R$ 15 milhões e previsão de início no segundo semestre. Outro local que está no radar da empresa é o município mineiro de Extrema, divisa de Minas Gerais e São Paulo.15/05/2018
  • Capital para inovação - A distribuidora de energia EDP vai lançar um veículo de investimento de venture capital (capital de risco) de destinado a startups brasileiras. O montante a ser aplicado será de R$ 30 milhões. “Vamos identificar empresas que tenham bom potencial de desenvolvimento e aportaremos capital em troca de participação minoritária”, diz o vice-presidente Carlos Andrade. A companhia vai priorizar na seleção startups com projetos nas áreas de redes inteligentes, energia renovável, armazenamento de energia, internet das coisas e soluções aos clientes. A EDP tem uma iniciativa similar em Portugal, que já aportou cerca de R$ 111,8 milhões em 16 negócios.  14/05/2018

PRIVATE EQUITY

  • Fundos buscam pequena e média empresa - Pequenas e médias empresas costumam ficar longe dos holofotes do mercado financeiro. Os bancos querem financiar as grandes companhias, ou levá-las ao mercado de capitais, assim como os fundos de private equity tendem a concentrar suas disputas no segmento de empresas que faturam acima da casa do bilhão de reais. Novatas de tecnologia e finanças também atraem recursos, voltados especificamente para startups. Mas um grupo cada vez maior de investidores escolheu olhar justamente para o nicho de pequenas e médias empresas da economia real, em que o número de companhias é maior, a disputa, menos acirrada e há mais oportunidades de crescimento. Entre recursos já levantados e em processo de captação, gestoras de private equity como HIG Capital, DXA Investimentos, Principia Capital Partners e Stratus somam R$  3,6 bilhões para aquisições de empresas de menor porte..15/05/2018

IPO

  • Até seis empresas miram julho para IPO na B3  - Ao menos seis companhias estão realizando os preparativos para protocolarem, até o fim deste mês, a documentação necessária junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para abrirem capital na B3. Essas empresas miram uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em julho. Depois disso, as chances podem ficar menores com a proximidade das eleições, período em que a volatilidade pode aumentar. O banco digital Agibank já fez o pedido junto ao regulador. Além dele, estão na fila Banrisul Cartões, Multilaser e a varejista de materiais de construção Quero-Quero. O grupo de sistemas de ensino Arco Educação também programa sua oferta para julho,. 16/05/2018
  • Bunge protocola pedido de IPO de negócio de açúcar no Brasil - A Bunge Limited anunciou nesta terça-feira, 15, que protocolou junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) um pedido de registro de oferta pública inicial de ações (IPO) da Bunge Açúcar & Bionergia, o negócio de açúcar da companhia no Brasil. A Bunge vem preparando o negócio para operar como uma companhia independente e recentemente captou recursos para a unidade via emissão de dívida. Em comunicado, a Bunge disse que o pedido de registro de IPO faz parte da estratégia da companhia de se concentrar nos segmentos de Agronegócios e Alimentos e Ingredientes.15/05/2018
  • Multilaser conversa com investidor para IPO em julho - A Multilaser, fabricante de eletrodomésticos e de itens de informática com foco na baixa renda, colocou tração na sua meta de abrir capital na Bolsa brasileira em julho próximo. Com os bancos Bradesco BBI, Itaú BBA, JPMorgan, Citi e Safra, a companhia já começou a sondar o interesse dos investidores em sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). Apesar do nome ainda pouco conhecido no mercado, a apresentação tem chamado a atenção dos gestores. 15/08/2018

RELAÇÃO DAS TRANSAÇÕES

  • H.I.G. Capital adquire empreendimento imobiliário em Santos - A H.I.G. Capital, empresa global de private equity, adquiriu o Parque Ana Costa, em Santos (SP). De acordo com comunicado da H.I.G. Capital, o Parque Ana Costa é um edifício 17.997 metros quadrados de área locável, entregue em 2013. A operação segue a avaliação da empresa de que o setor imobiliário brasileiro deve passar por uma recuperação. O valor da transação não foi divulgado.  15/05/2018
  • Cedro Capital compra 25% da startup iMedicina - O fundo de venture capital pagou US$ 2,5 milhões na transação. O fundo de venture capital Cedro Capital comprou 25% da startup iMedicina, que fornece softwares de gestão de negócios e relacionamento com o cliente para a área de saúde. O valor pago na transação foi de aproximadamente US$ 2,5 milhões, segundo fonte a par da operação, e o fundo deve investir mais R$ 10 milhões na empresa ao longo dos próximos anos. 19/05/2018
  • Shell vende R$ 709 milhões em ações da Cosan, 4% do capital, com ágio de 6%; papel sobe 2,68% e lidera Ibovespa - A Shell vendeu hoje em leilão na B3 17.183.937 ações ordinárias (ON, com voto) da Cosan, que representam 4,2% do capital da empresa. O papel foi vendido com ágio de 6%, a R$ 41,25, mais que os R$ 38,85 previstos no edital do leilão e resultando em um valor de R$ 709 milhões, o que fez a ação da Cosan ser o segundo papel mais negociado no dia.  O maior comprador, que levou 13 milhões de ações, atuou por meio da corretora Merrill Lynch, o que pode indicar um outro investidor estrangeiro muito interessado no papel e disposto a pagar esse ágio.17/05/2018
  • Grupo suíço faz joint venture com empresa de Rolândia - A Glencore - multinacional com sede na Suíça – e a Ricolog – empresa de Rolândia especializada na logística do agronegócio – formaram a Glen-Rico, uma joint venture cujo objetivo é levar o açúcar exportado pelas usinas da Glencore até o Porto de Paranaguá. Embora tenha sido aprovado pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) em janeiro, o negócio só foi tornado público nesta terça-feira (15), por meio de nota divulgada pela JMB Advisors, empresa londrinense de fusões e aquisições que assessorou a transação. Segundo comunicado do Cade, a joint venture foi constituída para construção e operação de um armazém interligado ao terminal de transbordo da Ricolog em Rolândia. "O market share (participação no mercado) da Ricolog e da Glencore se encontra abaixo de 30% nos mercados verticalmente relacionados, não dando margem portanto à adoção de condutas anticompetitivas de fechamento de mercado", concluiu o conselho.17/05/2018
  • VIA\W compra Meu Plano - A VIA\W, uma consultoria especializada em controle de uso de telecomunicações, comprou uma participação majoritária na startup catarinense Meu Plano, que desenvolveu um aplicativo de controle de gastos voltado para o público consumidor final. A Meu Plano foi fundada em 2016 por Rudinei Gerhart, ex-gerente de B2B da Oi na região Sul, na Incubadora Tecnológica da Unochapecó, em Chapecó, no interior de Santa Catarina. A empresa participou do Samsung Economia Criativa, um programa de aceleração em parceria com a Anprotec e Ministério de Ciência e Tecnologia, com nove meses de mentorias técnicas, de design e negócios. Foram 300 candidatos para 15 vagas. 16/05/2018
  • Após aporte, startup de TI quer quadruplicar de tamanho até 2019 - Com foco em suporte de tecnologia de informação e consultoria, a startup Help Digital espera quadruplicar de tamanho até o final de 2019. O salto será possível após o aporte da empresa de venture capital 5Xmais, de R$ 150 mil. Com a injeção de recursos, a Help Digital já alcançou uma rede de 50 microfranquias e seu plano é bater a marca de 100 unidades neste ano e 200 no próximo exercício. (... 16/05/2018
  • Wevo capta investimento - A Wevo, fornecedora de uma plataforma em nuvem para a integração de diversos sistemas utilizados em operações de e-commerce, recebimento um investimento “milionário” de valor não-revelado em rodada Série A. Série A, no jargão do mundo de investimentos, é o primeiro aporte significativo de fundos de investimento, normalmente feito depois da entrada de aceleradora, investidores anjo e outras adições de capital de menor porte. Não existem dados para o mercado brasileiro, mas nos Estados Unidos um aporte de série A típico fica entre US$ 2 milhões e US$ 10 milhões, em troca de 10% a 30% da companhia. O investimento na Wevo foi feito em conjunto pelo fundo de Venture Capital Cventures Primus, que investe em empresas inovadoras de base tecnológica, e pelo empreendedor do segmento de tecnologia Cileneu Nunes, fundador da líder em telemática Omnilink. Com o aporte, a companhia projeta um faturamento de R$ 7 milhões em 2018 e um crescimento anual de 50%, chegando a R$ 35 milhões em 2022.16/05/2018
  • Startup de mobilidade de fundadores da 99 recebe aporte de US$ 9 milhões - A Yellow, um aplicativo de bike-sharing, é o novo empreendimento dos fundadores da 99 com o CEO da Caloi, Eduardo Musa. Janeiro de 2018 começou com a notícia do primeiro unicórnio brasileiro: a 99. O serviço de mobilidade urbana por aplicativo se tornou a primeira startup do país com valor de US$ 1 bilhão após aquisição realizada pela chinesa Didi. No mesmo mês, dois dos fundadores da 99 criavam o próximo empreendimento: a Yellow. Os empreendedores Renato Freitas e Ariel Lambrecht se juntaram a Eduardo Musa, CEO da Caloi, para criar outra startup de mobilidade urbana. Agora, os fundadores da 99 trocaram os carros por bicicletas e receberam o aporte de US$ 9 milhões para iniciar o serviço no país. 04/04/2018
  • Com novo aporte de capital da Superjobs Ventures, Apptite vai expandir atividades para o Rio de Janeiro - O crescimento médio de 20% ao mês das vendas do Apptite, aplicativo de delivery de comida artesanal que conecta cozinheiros a clientes em busca de comida saudável, levou a venture builder Superjobs a realizar um segundo aporte de capital na empresa de 10%, aumentando assim a participação para 20%. No ano passado, a Superjobs investiu R$ 1 milhão no app. Essa nova injeção de recursos no Apptite vai permitir um crescimento maior da startup e a ampliação dos negócios para o Rio de Janeiro. “Ficamos muito satisfeitos em ver que desde que fizemos o primeiro aporte o Apptite atingiu todas as metas de crescimento assumidas”, afirma o CEO da Superjobs, Marcos Botelho. Diante do sucesso alcançado na cidade de São Paulo, onde a plataforma atende pedidos num raio de 10 km do centro, a empresa vai estender o serviço para a cidade do Rio de Janeiro, mantendo o mesmo padrão de gestão. “A equipe técnica é muito hábil”, diz Botelho. O objetivo do aplicativo é transformar o momento da refeição numa experiência gastronômica prazerosa, não importa se o cliente está em casa ou no ambiente de trabalho. Ele vai receber dos chef um prato saboroso, preparado com ingredientes frescos. 06/04/2018
  • Editora Sanar recebe aporte da Vox Capital e e.Bricks - A Vox Capital e e.Bricks fizeram um investimento na Editora Sanar. A startup que iniciou suas operações em 2013 tem como foco a educação para profissionais de saúde. Parabéns ao pessoal! A matéria completa (em inglês) você vê aqui: 19/04/2018
  • DXA Investments vende aposta no Zeedog - A empresa brasileira de private equity DXA Investments vendeu sua principal participação acionária na ZeeDog, marca de estilo de vida de acessórios para animais de estimação, aos fundadores das empresas Felipe Diz, Thadeu Diz e Rodrigo Monteiro.... 26/02/2018
  • SmartFit: Após compra das operações no México, rede mira a Colômbia - Cinco dias após integralizar a aquisição das operações no México, a rede de academias de ginástica SmartFit anunciou na noite desta segunda-feira (14) a compra de 27,09% do capital da Latam Fit, que detém 100% de participação na sociedade que opera academias SmartFit na Colômbia. A SmartFit já era dona de 50% das ações da Latamfit antes da operação anunciada nesta segunda-feira e opera no vizinho sul-americano desde 2016, com 28 academias em funcionamento (dado de dezembro de 2017).14/05/2018
  • BRMalls fecha parceria com a Delivery Center - Empresa atua no segmento de tecnologia e busca integrar o varejo físico ao online, com entrega de produtos no mesmo dia ou até na mesma hora da compra. A BRMalls anunciou nesta segunda-feira, 14, que acertou uma parceria, acompanhada de investimento não majoritário, na Delivery Center. A empresa atua no segmento de tecnologia e busca integrar o varejo físico ao online, com entrega de produtos no mesmo dia ou até mesmo na mesma hora da compra, utilizando shoppings como centros de distribuição. Segundo a BRMalls explicou, a Delivery Center atuará como plataforma aberta, integrando diferentes sites de e-commerce às lojas dos shoppings e executando a entrega física. O conceito de plataforma aberta também permitirá que shoppings de diferentes grupos se associem à Delivery Center.14/05/2018
  • CSN vende subsidiária nos EUA para SDI por US$400 milhões - A CSN informou nesta segunda-feira que seu conselho de administração aprovou a venda da participação na Companhia Siderúrgica Nacional LLC, nos Estados Unidos, para a Steel Dynamics (SDI), por um valor estimado em 400 milhões de dólares. De acordo com fato relevante, o valor será pago no fechamento do negócio, previsto para acontecer em até 90 dias. Segundo a CSN, após o fechamento do negócio, o preço de compra será ajustado de acordo com o capital de giro, definido no contrato como 60 milhões de dólares. 14/05/2018
  • BTG e consórcio de investidores compram ativos florestais a US$ 1,4 bi - O BTG Pactual Timberland Investment Group (TIG), empresa de administração de investimentos em ativos florestais que pertence ao banco BTG Pactual, acertou a aquisição de 445 mil de hectares do East Texas Timberlands, por US$ 1,39 bilhão. A operação faz parte de uma joint-venture entre o TIG e a CatchMark Timber Trust, em que tinham assegurado uma preferência de compra. Eles formaram um consórcio com outros investidores, incluindo Medley Management e Highland Capital Management... 14/05/2018
  • Empresa gaúcha compra a goiana EntregaWeb - Destaque na área de entregas de comida com 70 mil usuários cadastrados, negócio foi adquirido com perspectiva de atuar também em 20 cidades do interior. Uma das startups goianas que mais se destacou nos últimos anos, a EntregaWeb, que atua com entrega de comida, foi vendida para a Delivery Much, do Rio Grande do Sul, uma das líderes do seguimento em sua região.13/05/2018
  • Stefanini Scala adquire startup na área de saúde - Criada há dois anos, a Magma é especializada no desenvolvimento de sistemas de gestão e monitoramento de pacientes e equipes. Menos de um mês após anunciar a aquisição da Estatística Segura (ES), que transforma os dados coletados em insights para os negócios, a Stefanini Scala, coligada da Stefanini que atende grande parte do portfólio de software da IBM no Brasil, realiza uma nova movimentação, dessa vez na área de saúde. A empresa acaba de anunciar a aquisição da Magma, startup multidisciplinar especializada em tecnologia da informação para o segmento de saúde. Criada há dois anos, a Magma desenvolve sistemas de gestão e monitoramento de pacientes e equipes, a partir de estudos profundos do cotidiano dos hospitais e de centros médicos.  14/05/2018
  • Fundo soberano de Cingapura investe R$100 mi na SmartFit - Investimento da GIC Special Investments, ocorreu por meio de subscrição de ações preferenciais da empresa. A rede de academias de ginástica SmartFit anunciou nesta segunda-feira (14/05) que fez acordo com a GIC Special Investments, do fundo soberano de Cingapura, para receber investimento de R$ 100 milhões. Segundo a SmartFit, o investimento da GIC Special Investments, ocorreu por meio de subscrição de ações preferenciais da empresa. Na semana passada, a SmartFit anunciou a aquisição da Corporación Sport City, que tem 50% das ações da Latamgym e 50 das ações da Servicios Deportivos para Latinoamérica, que operam academias da marca do grupo brasileiro no México. A empresa iniciou operação no México em 2012 e no final de 2017 possuía 258 mil clientes e 92 unidades.14/05/2018

RELATÓRIOS - DESTAQUES DA SEMANA


QUEM, O QUÊ, QUANDO, QUANTO, COMO e POR QUÊ
 A pesquisa FUSÕES E AQUISIÇÕES - DESTAQUES DA SEMANA tem o propósito de captar o “clima” do mercado das operações de Fusões e Aquisições bem como sinalizar suas principais tendências. Trata-se da compilacão semanal das notícias visando tornar mais acessíveis e conhecidos os negócios de fusão, aquisição e venda realizados entre empresas com atuação no Brasil. Todas as informações sobre os negócios citados no presente relatório são obtidos a partir de notícias publicadas pela imprensa e divulgadas no “estado" pelo blog FUSOESAQUISICOES.BLOGSPOT http://fusoesaquisicoes.blogspot.com.br, não sendo feita qualquer verificação quanto à sua veracidade, precisão ou integridade do conteúdo. Sempre que possível, serão mencionados os nomes dos compradores – investidor estratégico ou fundos de private equity, dos vendedores, a tese de investimento e principais “value drivers”, o valor da transação, forma de pagamento, múltiplos praticados (Valor da Empresa/EBITDA, Valor da Empresa/Receita) etc. Muitas vezes a notícia não é clara a respeito dos valores/forma de pagamentos e respectivos múltiplos. É bem-vinda toda e qualquer contribuição para tornar as informações mais precisas e transparentes. Caso o conteúdo estiver em desacordo, nos contate que estaremos retirando o mesmo ou corrigindo a respectiva  informação. Blog FUSÕES & AQUISIÇÕES



SP Ventures: novo fundo de agronegócio

A SP Ventures, gestora de investimentos em companhias com tecnologias voltadas para o agronegócio, terá um novo fundo para aplicar em 20 startups do setor.

De acordo com o DCI, o objetivo é fazer aportes em empresas nascentes e participar da gestão delas para, em até dez anos, vender sua participação.

Com esse segundo fundo, a gestora vai procurar investir em empresa de outros países da América Latina além do Brasil.

A SP Ventures busca, a partir do aporte, adquirir de 20% a 30% de participação nas startups investidas.

Em entrevista ao DCI, Francisco Jardim, CEO da SP Ventures, relatou que os valores de investimento variaram bastante de acordo com o negócio no primeiro fundo.

"Teve empresa que recebeu R$ 1 milhão e outras que receberam R$ 13 milhões”, explica.
A SP Ventures é a gestora responsável pelos investimentos do Fundo de Inovação Paulista (FIP), que conta com o aporte de recursos de Desenvolve SP, FINEP, FAPESP, Sebrae-SP, CAF e Jive Investments.

O fundo possui patrimônio de R$ 105 milhões, direcionado para startups de base tecnológica do estado de São Paulo e ênfase nos setores de agropecuária, saúde  e finanças.

No portfólio da gestora estão empresas de agronegócio como Agrosmart (plataforma de big data e IoT para o campo), InCeres (softwares para manejo da agricultura), Aegro (sistema de gestão rural), JetBov (plataforma de gestão para produtores de pecuária de corte) e Agrofy (marketplace de produtos para o agronegócio).

Em outros setores, a companhia é investidora de nomes como Concil, Nexto, Ventrix, BartDigital e Genotyping. Júlia Merker Leia mais em baguete 23/05/2018




Trina Solar adquire espanhola Nclave

Aquisição marca transformação estratégica de empresa chinesa para tornar-se fornecedora mundial de produtos fotovoltaicos e soluções inteligentes que funcionem com a internet das coisas (loT)

A Trina Solar anunciou a aquisição da Nclave, fabricante espanhola de sistema seguidor de energia solar do mundo. É a primeira vez que uma empresa chinesa de energia solar compra uma fabricante estrangeira de seguidores, acelerando a transformação estratégica de fornecedora de produtos fotovoltaicos para uma fornecedora mundial deste tipo de solução inteligente.

A aquisição também marca outro passo rumo à estratégia da empresa focada no desenvolvimento de soluções de energia renováveis e alternativas que funcionem com o ecossistema da internet das coisas (IoT).

Com a compra, as mais recentes soluções fotovoltaicas da Trina Solar, TrinaPro, serão diretamente incorporadas aos produtos de seguidor e designs de engenharia da Nclave, enquanto as tecnologias de ponta da mesma também serão integradas às soluções da empresa chinesa.

A Nclave, com mais de 12 anos de experiência em recursos de energia renovável, foi fundada pela família Clavijo e integrada à empresa MFV em 2017, junto com a participação do fundo Q-Growth.  Com sede atual em Madri, Espanha, escritórios comerciais em cinco continentes e unidades de produção em Navarra (Espanha), a empresa já forneceu mais de 2,5 GW em todo o mundo.

A fabricante atua no desenvolvimento, design, produção, instalação e manutenção de estruturas fixas e de seguidores solares fotovoltaicos, incluindo o dimensionamento e a implementação de todas as soluções de fundação. Leia mais em canalenergia 22/05/2018




Hering de roupa nova: no conselho e na base acionária

Lutando para reverter cinco anos consecutivos de queda nas vendas, a Hering está injetando sangue novo — e uma perspectiva idem — em seu conselho.

A companhia acaba de eleger Claudia Sciama, uma executiva veterana do Google no Brasil, e, em março, já havia escolhido Andréa Mota, a ex-diretora executiva do Boticário que já teve uma passagem anterior pelo board da Hering em 2015/2016.

Claudia tem 11 anos de Google, onde ocupa o cargo de diretora de negócios para o varejo, o que lhe dá interface com todos os grandes varejistas e comércio eletrônico no brasil. É mãe de quatro filhos.

Andrea, descrita num perfil como 'uma baiana falante de sorriso largo’, foi instrumental para levar o Boticário à liderança do mercado brasileiro de perfumaria. O sucesso cobrou um preço alto: sofreu um ‘burnout' em 2014 e deixou a empresa no início do ano seguinte. Seu relato em primeira pessoa à Glamour está aqui. Andrea tem dois filhos.

Os dois nomes conferem ao conselho da Hering um perfil menos financeiro e mais especializado em varejo e digital, num momento em que a Hering precisa dar mais assertividade às coleções para atrair o consumidor de volta às lojas, e instalam duas mulheres no board de uma empresa que depende predominantemente do público feminino.

As novas conselheiras substituem Marcelo Medeiros, da Cambuhy, e Marcos Pinto, da Gávea Investimentos, que estão de saída depois que as duas gestoras se desfizeram de suas posições na companhia.

Elas vão se juntar a Ivo Hering e Fabio Hering, membros da família fundadora; Patrick Morin, ex-CEO do Chase no Brasil; Fabio Barbosa, ex-presidente do Santander Brasil e da Febraban; e Márcio Guedes, o veterano banqueiro hoje sócio da Pangea Associados, uma consultoria financeira.

Uma das varejistas mais castigadas na Bolsa nos últimos anos, a Hering ganhou um raro respiro no pregão de ontem com o anúncio de que a Dynamo atingiu 5,76% do capital da companhia, que tem cerca de 85% das ações na mão do mercado. Os papéis subiram 12,7% para R$ 18,55; hoje, em meio à correção geral, devolvem parte dos ganhos, com queda de 5% por volta de meio-dia.

Segundo brokers, a Atmos Capital, outra gestora carioca que já atingira 5% do capital da Hering em novembro, vem aumentando sua participação e já estaria próxima de 10% da empresa. Este 'stake' faria da Atmos a maior acionista depois da família Hering, que tem 14,7% da companhia.

A Dynamo já adiantou em comunicado que 'avalia a oportunidade e a conveniência de adquirir participação adicional'.

A dupla do Leblon vem ocupar a lacuna deixada por Cambuhy e Gávea, que juntas chegaram a ter mais de 20% da companhia, mas venderam suas posições ao longo do ano passado depois de uma alta no papel.

Em meados do ano passado, a Hering já tentou oxigenar a gestão mudando postos-chave na direção executiva. Trouxe Rafael Bossolani, com passagens por Walmart e Natura, para a diretoria financeira no lugar de Frederico Oldani, que tinha oito anos e meio de companhia.

Além disso, reestruturou a área comercial. O diretor Ronaldo Loos passou a ser responsável apenas pelo canal multimarcas e o mercado internacional e, para cuidar das franquias, lojas próprias e ecommerce, a companhia contratou Felipe Pivatelli, que fez carreira da C&A e na Malwee.

Com as vendas orgânicas em queda desde 2012, a Hering vem lutando para recuperar seu apelo num período em que a concorrência em produtos básicos (seu ponto forte) ficou mais acirrada e os consumidores querem roupas mais de acordo com as tendências de moda (seu ponto fraco).

Apesar de ter sofrido com a queda nas vendas, a Hering gera bastante caixa por conta de seu modelo 'asset light', baseado em franquias. "A margem está muito abaixo do que já esteve historicamente", diz um gestor comprado no papel. "O desafio é trazer o cliente de volta, o que faria essa margem crescer rápido".

No primeiro trimestre, as vendas no conceito mesmas lojas — as unidades abertas há pelo menos 12 meses — tiveram um leve aumento de 1,6% em relação ao mesmo período de 2017, mas a margem bruta sofreu com reajustes abaixo da inflação e a atividade promocional.

A coleção foi mais assertiva, o que se traduziu em um aumento de no número de itens por compra na rede da Hering Store. Mas o tráfego nas lojas não reagiu, mostrando que a empresa precisa investir mais (ou melhor) em marketing. O ecommerce também não engrenou -- apesar de crescer ano a ano, ainda representa menos de 5% das vendas.

A companhia vem sinalizando ao mercado que o segundo trimestre foi mais difícil que o primeiro, por conta da temperatura. "Abril foi um mês especialmente complicado, e o Dia das Mães não foi muito bom", diz uma fonte próxima à companhia. Geraldo Samor e Natalia Viri  Leia mais em braziljournal 23/05/2018



O 'risco fintech’ dos bancos: gradual e súbito

No romance 'O Sol Nasce Sempre', de Ernest Hemingway, um banqueiro responde assim à pergunta sobre como havia quebrado: ‘gradually, and then suddenly.'

A frase sintetiza o momento do mercado bancário brasileiro com a proliferação das fintechs. Ainda estamos na fase do ‘gradualmente’ mas, em breve, olharemos para trás e veremos que a perda de share dos bancos em diversos serviços ocorreu ‘subitamente’.

Quem visita a China volta impressionado com a revolução na indústria financeira: pouco papel-moeda circula, e os pagamentos são quase todos feitos por celular. Quem tenta pagar um taxista com dinheiro em espécie arrisca ser maltratado. Dois aplicativos tem papel fundamental neste processo: WeChat Pay e Alipay.

O WeChat é o WhatsApp que deu certo na China. Em 2013, já tendo consolidado sua posição como serviço de mensagens, o aplicativo lançou um e-wallet, o WeChat Pay, um sistema simples e funcional de transferências e pagamentos baseados em códigos QR, tanto para pagamentos online como offline. O usuário vincula sua conta de banco ou cartão de débito ou crédito — que tem baixa penetração na China — ao aplicativo e, ao chegar a um estabelecimento comercial, escaneia seu código QR e está pago. (O WeChat pertence à Tencent, a terceira empresa de internet mais valiosa do mundo, com cerca de US$ 500 bilhões de valor de mercado.)

O Alibaba veio em seguida e introduziu o AliPay, a solução de pagamentos usada no Taobao, sua popular plataforma de comércio eletrônico. Ao mesmo tempo que os pagamentos por celular se popularizavam, o sistema se aprimorava e era incorporado por grandes redes de varejo, como McDonald’s e Starbucks.

Como consequência natural do dinheiro circular pelos aplicativos, apareceram novos usos e funcionalidades, como contratar um seguro ou tomar um empréstimo. Como os usuários e comerciantes também deixavam saldos nas suas contas, os aplicativos passaram a oferecer também aplicações financeiras, que tiveram altíssima aceitação: por que transferir o dinheiro disponível no seu e-wallet para um banco se você consome a mesma oferta de serviços financeiros com dois cliques no seu app de uso constante?

Em apenas quatro anos, o fundo mútuo Yu’e Bao, da Ant Financial — o braço financeiro do Alibaba — se tornou o maior do mundo, com US$ 266 bilhões em ativos ao final do primeiro trimestre, quase o dobro do segundo maior, do JP Morgan.

‘Gradually and then suddenly’, as fintechs revolucionaram o mercado chinês e se tornaram o ponto central da vida financeira dos consumidores, destronando os bancos tradicionais.

No Brasil, por muito tempo o Banco Central priorizou a consolidação da solidez do nosso mercado bancário. O fato de nos sentirmos à vontade para abrir contas em bancos de nome divertidos, sites coloridos e sem agência, mostra que essa estratégia foi bem sucedida. Agora, o Banco Central tem nas fintechs a oportunidade de atacar um efeito colateral daquele foco na solidez: um mercado extremamente concentrado, caro e lento para atualizar sua oferta de serviços.

O brasileiro se acostumou com a oferta limitada de produtos financeiros de seus bancos e a ter produtos ‘da casa’ empurrados goela abaixo a custos altos, muitas vezes como condicionante para a obtenção dos produtos realmente necessários. As empresas adquirentes ganharam, por muito tempo, as maiores intermediações do planeta, além de receitas acessórias como aluguel de máquinas de POS e uma exclusividade, na prática, na antecipação de recebíveis.

Com efeito, criou-se um generoso e duradouro ‘profit pool’ no setor financeiro, concentrado nas mãos dos suspeitos usuais. Com a ajuda de um arcabouço regulatório amigável que favoreça as melhores ideias, e não as maiores empresas, em poucos anos as fintechs vão redividir esse bolo.

Há poucas semanas, o Itaú lançou com estardalhaço — três anos depois dos Estados Unidos — o Apple Pay, e o Google adotou solução semelhante ainda sem o mesmo brilho. Num país que é um paraíso para fraudes de cartão, o Apple Pay é um oásis de segurança. Tecnicamente, o pagamento é feito através de um token, uma representação criptografada do cartão, o que evita que dados sensíveis transitem pela máquina do estabelecimento, impedindo fraudes como a clonagem.

Graças à grande expansão recente da adquirência no Brasil, muitos estabelecimentos já tem máquinas prontas para o padrão utilizado pelos pagamentos por celular, o NFC (near field communication). Para o usuário, a vantagem sobre o cartão é óbvia: mais rápido, sem fraude e com a conveniência de usar o aparelho que está consigo a todo momento. Com a infraestrutura pronta e oferecendo vantagens para todos os envolvidos — bancos, consumidores e estabelecimentos — o sistema deve decolar no Brasil.

Os bancos serão o impulsionador deste novo hábito mas, curiosamente, isso poderá ser um tiro no pé. Quando o brasileiro se acostumar a pagar com o celular, o caminho estará pavimentado para muitas fintechs. Por que pagar pelo celular somente com cartão do banco?

Em março deste ano, buscando estimular a concorrência, o Conselho Monetário Nacional aprovou a Resolução nº 4.649 que veda aos bancos a prática usual — que embarreira inovações no mercado — de limitar ou impedir o acesso a débitos autorizados pelo cliente em outras instituições. Quando estiver plenamente em vigor a partir de novembro, essa norma forçará os bancos a aceitar integrações que abrirão caminho para novas fintechs.

Na Índia, já está funcionando desde o início do ano a transferência de recursos via WhatsApp. O Banco Central indiano deu um importante passo ao criar a UPI (Unified Payments Interface) em 2016 e preparar o terreno para as inovações. Estão no caminho do chamado 'open banking', onde o cliente é o dono da sua informação e o banco abre sua plataforma para serviços de terceiros, permitindo o florescimento de novas soluções e negócios.

Ao abraçar essa ideia, o BC brasileiro pode mexer na placas tectônicas do mercado. Com um ambiente regulatório favorável às fintechs, o órgão regulador pode, de uma só vez, desconcentrar o mercado, melhorar os serviços aos consumidores, diminuir os custos e oxigenar nossa indústria financeira criando novos vencedores e perdedores. Por Guilherme Pacheco - empreendedor e investidor em tecnologia. Leia mais em braziljournal 23/05/2018