24 abril 2018

Fintech de gestão de cobrança e pagamentos via boletos bancários recebe aporte da Superjobs

A ReCB, fintech de gestão de cobrança e pagamentos via boletos bancários, recebeu um investimento da venture builder Superjobs, equivalente a uma participação de 11,11%. “Esse é o nosso número da sorte”, diz o CEO Marcos Botelho. A Superjobs tem investimentos em 23 startups, sendo 17 delas brasileiras e 7 estrangeiras, mas é a primeira vez que uma empresa do Nordeste faz parte do portfólio.

Sediada em Teresina, no Piauí, a fintech ReCB tem apenas 18 meses de vida, e está presente em 10 estados mais Distrito Federal e apresenta um valor transacionado de R$ 41,2 milhões. O valor representa uma parcela ínfima do gigantesco mercado brasileiro de boletos bancários, que movimenta por ano R$ 2,9 trilhões, segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Desde 2006, o volume de boletos pagos cresce a uma taxa média de 11% ao ano. Em 2017, por exemplo, foram 2,5 bilhões de boletos pagos.

A maior parte dos 20 mil pagamentos processados durante o mês são de clientes com negócios na região Nordeste. Agora, com a injeção de recursos da Superjobs, a fintech vai expandir as atividades para outros estados e ampliar o quadro de funcionários. “Esperamos crescer mais e entrar em outras praças, especialmente São Paulo, onde é importante ter uma presença forte, aumentando a nossa participação de mercado”, afirma Rodrigo Lima, 36 anos, que gerencia o negócio ao lado dos sócios, Lucas Veras e Delphino Luciani, e mais dois funcionários.

Smarthint
“Trazer a ReCB para São Paulo, capital do mercado financeiro no País, é o caminho natural para uma empresa que tem grande potencial de crescimento. Vamos abrir inúmeras portas e oportunidades que permitirão à empresa mudar de tamanho e patamar”, afirma o CEO da Superjobs, Marcos Botelhp. Ele conta ter se surpreendido com a praticidade e simplicidade do sistema online de gestão de cobrança e pagamentos desenvolvido pela ReCB. “Fiquei impressionado com a facilidade com que a fintech resolveu uma lacuna do mercado financeiro, que é gestão de recebimentos via boletos, e a capacidade de execução e desenvolvimento do gestor e do time”, explica Marcos Botelho. De 2016 para até o mês de março, o número de clientes da ReCB cresceu 50%, passando de 245, para 375.

O foco da ReCB são micro, pequenas e médias empresas, empreendedores informais e a área de educação (mensalidades de faculdades e comissões de formatura) que por gerarem um volume pequeno boletos costumam ter um custo bancário mais elevado. Além disso, também oferece ferramentas de gestão de recebimentos de boletos para pessoa física, como vendedores de produtos de beleza, contadores, advogados, profissionais liberais, entre outros.

O cliente da ReCB tem opção de fazer a cobrança por meio de uma plataforma inteligente, com envio de boletos por e-mail, SMS ou carta (boleto impresso) e um módulo de cobrança automatizada. A plataforma permite configurar critérios de cobrança e disparar avisos por e-mail e SMS dias antes ou depois do vencimento, para que o cliente esteja ciente dos boletos a pagar, aumentando assim a adimplência da empresa.

A experiência positiva com a ReCB despertou o interesse da venture capital em conhecer outras empresas digitais de alto impacto sediadas no Nordeste. A Superjobs ajuda startups inovadoras, injetando não apenas recursos financeiros, mas contribuindo também com uma área de pesquisa para os CEOs, networking, estratégia de crescimento, ajudando a liderar as próximas rodadas de investimento das startups do portfólio, de modo a deixar os executivos focados na operação do negócio. Leia mais em E-CommerceNews 24/04/2018

24 abril 2018



Ativos da Alphabet em startups agora valem US$ 11 bilhões

O Google compartilhou pela primeira vez, na segunda-feira (23), o resultado de anos de investimentos em "startups prodigiosas": os ativos valem cerca de US$ 11 bilhões, segundo as estimativas da empresa.

Uma nova regra contábil levou a empresa controladora do Google, a Alphabet, a divulgar o valor justo de suas participações acionárias privadas nos balanços de resultados a partir deste ano.

O número inclui a participação da empresa em algumas das firmas privadas mais bem avaliadas do Vale do Silício, como Uber Technologies, Airbnb e Stripe.. Leia mais em valoreconomico 24/04/2018



YDF adquire parte da IPPG Brazil e da Triple M para se consolidar no Brasil

Em abril deste ano, a YDF Valves, um dos principais fabricantes de válvulas na China e referência mundial no segmento, vislumbrando seu projeto de abertura e fortalecimento em novos mercados em território brasileiro, realizou uma fusão com a IPPG Brazil, que também é controladora acionária da Triple M.

Com a fusão, a YDF Valves ...Leia mais em petróleo 23/04/2018



Lotex atrai interesse de 4 grupos estrangeiros

O novo secretário de Acompanhamento Fiscal, Energia e Loteria do Ministério da Fazenda, Alexandre Manoel Angelo da Silva, disse nessa segunda-feira, 23, ao ‘Estadão/Broadcast’ que as quatro maiores empresas de loteria do mundo - IGT, Scientific Games, Tactics e Intralot - já demonstraram ao governo a intenção de participar da operação de venda da Loteria Instantânea Exclusiva (Lotex), que tem leilão marcado para 14 de junho na B3 (a bolsa de valores de SP).

Pelos parâmetros do edital de venda, as empresas nacionais não atendem aos requisitos mínimos, segundo Manoel. Por isso, um cenário possível para a venda é a associação de uma estrangeira com uma das empresas locais, que atualmente produzem, imprimem ou comercializam os bilhetes. As empresas do exterior devem vir principalmente de EUA, Europa e Austrália.

Operadores de loteria da Ásia chegaram a procurar o governo na primeira fase dos road shows, que foram em Londres e Las Vegas, antes da publicação do edital, disse o secretário. Nos road shows feitos após o edital, que saiu no início deste mês, elas ainda não procuraram, como já fizeram as norte-americanas e europeias. Manoel conta que as companhias dos EUA e Europa chegaram a dar sugestões na consulta pública do processo de venda.

A venda da Lotex, com outorga mínima de R$ 542 milhões, pode mais que dobrar o tamanho do mercado de loterias no Brasil, disse o secretário. Hoje esse setor representa 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) e a projeção é que essa participação pode chegar a 0,5% em cinco anos. Manoel ressalta que o governo tem o monopólio do setor de loteria instantânea (as raspadinhas) desde 1962 e a venda da Lotex deve estimular a competição.

Este mercado movimenta cerca de US$ 300 bilhões por ano no mundo e é dominado por "três ou quatro" grandes operadores, que respondem por 80% do setor, segundo o secretário. No Brasil, gira entre US$ 3 bilhões a US$ 4 bilhões.

Sem a Caixa

O secretário participou nessa segunda em São Paulo do 5.º Brazilian Gaming Congress - Driving Consensus for Legislative Progress in 2019. No mesmo evento, o chefe do Departamento de Privatização do BNDES, Guilherme Albuquerque, ressaltou que a Caixa não poderá participar do leilão.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já fez duas reuniões com potenciais interessados na Lotex. A última ocorreu no Rio de Janeiro, dia 17. Na semana anterior, havia sido em São Paulo. Pelas conversas com os investidores, Albuquerque afirma que o governo "tem convicção que o leilão em junho terá sucesso relevante".

"Esse mercado tem grande potencial de crescimento" disse o executivo do BNDES, ressaltando que o gasto per capita no Brasil com loterias é de US$ 18, enquanto no mundo é de US$ 40. "O Brasil é um dos maiores mercados inexplorados de loteria instantânea no mundo."

Na prática, a concessão da Lotex representa a retirada do negócio de loteria instantânea das mãos da Caixa. O banco público, no entanto, manterá as demais modalidades lotéricas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Altamiro Silva Junior Leia mais em atarde.uol 24/04/2018



NotreDame Intermédica abre a safra mais curta de ofertas iniciais de ações

Papel GNDI3 mostrou valorização de 22,73% na estreia e fechou cotado a R$ 20,25 no pregão de ontem, bem acima da precificação obtida junto aos investidores do IPO, de R$ 16,50 por ação ON

A NotreDame Intermédica abriu ontem a temporada de ofertas públicas iniciais (IPOs) de ações em 2018. Mas a expectativa é que a safra de operações do mercado de capitais será curta e pode durar apenas até o final de mês de maio.

Numa visão mais otimista – a do presidente da B3, Gilson Finkelsztain – haverá uma sequência de IPOs. “Estamos só no começo, foi o primeiro [o da NotreDame Intermédica] e teremos outro nessa semana [o da Hapvida], e temos outros na fila. Essa fila para o ano continua grande, e vamos torcer para que se materialize”, respondeu Gilson Finkelsztain ao DCI.

Ao mesmo tempo, sobre a expectativa ventilada no início do ano, de 9 a 10 ofertas de ações, ele ponderou que a conclusão de operações de IPOs e de follow-ons (aumento de capital) está condicionada a diversos fatores.

“Vai depender do cenário eleitoral e político, que torna isso mais desafiador. Nessa janela [safra], temos essas duas agora, e outras duas empresas com road-shows [apresentações aos investidores]. Mas também há muita expectativa do mercado de capitais ficar aberto no segundo e no terceiro trimestre”, diz o presidente da B3.

Na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), há seis pedidos de análise ao regulador: Hapvida, Banco Inter, Dass Nordeste, JHSF Malls, SBF e Blaú Farmacêutica.

Entre os profissionais de mercado ainda há dúvidas se o exercício terá todo esse dinamismo. “A janela dura até maio. Depois temos as férias no Hemisfério Norte em julho e agosto, e as eleições aqui no Brasil”, lembra o especialista em ações da Levante, Eduardo Guimarães.

Sobre a possível operação de levantamento de capital do Banco Inter que provavelmente deverá ser fechada até a próxima semana, Guimarães diz que não recomenda a entrada de pessoas físicas no IPO.

“O preço está um pouco elevado. É um banco tradicional com preço de fintech, talvez a relação risco e retorno não seja tão favorável. A demanda está menor e considerando o histórico, o controlador [a MRV Engenharia] pode retirar a oferta se não concordar com a precificação final”, alertou o especialista de renda variável.

Por outro lado, ele contou que as ofertas atuais – NotreDame Intermédica e Hapvida – tiveram demanda muito superior ao das ofertas. “Houve overbooking e forte participação de estrangeiros”, disse.

O diretor financeiro e de relações com investidores (RI) da NotreDame Intermédica, Glauco Desiderio confirmou o interesse de investidores estrangeiros pela companhia de hospitais e planos de saúde. “Os estrangeiros foram os principais compradores da oferta. Os fundos de investimentos ficaram 10%”, disse.

O CEO do Grupo NotreDame Intermédica, Irlau Machado Filho, preferiu destacar, justamente, a tradição da empresa ao comentar o sucesso do IPO. “Só posso falar do passado, e somos uma empresa sólida, com 50 anos, e crescemos muito nos últimos três anos e meio”, respondeu.

Sobre o interesse de estrangeiros, Finkelsztain, da B3, comentou que os investidores estão atentos às oportunidades e participaram com mais da metade do volume no primeiro IPO de 2018. “Os estrangeiros gostam de boas histórias de sucesso no Brasil e tem uma demanda por essas empresas e setores que tem muito potencial para crescer”, afirmou o presidente executivo da B3.

Para efeito de comparação, segundo dados da bolsa, no ano passado, os estrangeiros participaram de 46% do volume em ofertas de ações (IPOs e follow-ons), fundos com 33%, e a pessoa física com uma fatia de 5% no volume. Um perfil bem diferente do ano de 2007, época do boom de IPOs na bolsa brasileira, quando os estrangeiros registram uma fatia de 69%, os fundos com 18%, e a pessoa física com 8%.

Quanto à participação de pessoas físicas (varejo) vale lembrar que naquele ano, antes da crise global de 2008, a média em 76 ofertas (IPOs e follow-ons) foi de 14.626 pessoas físicas por operação.

Em 2010, quando foram realizadas as ofertas de aumento de capital da Petrobras (104.109 pessoas) e do Banco do Brasil (103.471), o número de participação foi puxada para cima, 11.062 por operação. Em 2017, essa média ficou em apenas 1,46 mil pessoas físicas por oferta de ações realizada.

Valorização de entrada
O IPO da NotreDame Intermédica recebeu demanda superior a cinco vezes o valor da operação prevista. O preço no book (livro de ofertas) encerrou em R$ 16,50 por ação, volume acima de R$ 2,7 bilhões, sendo cerca de R$ 2,4 bilhões para o caixa da companhia.

Ontem, na primeira meia hora após a cerimônia de abertura dos negócios na bolsa de valores (B3), o preço do papel (GNDI3) abriu em alta de mais de 10% e encerrou o pregão com valorização de 22,73%, cotado a R$ 20,25. Ao passo que o Ibovespa fechou o mesmo pregão em leve alta de 0,06%, aos 85.602 pontos.

A expectativa em torno da estreia da Hapvida no mercado secundário também está no radar. Guimarães, da Levante, ressalta que a demanda pelos papéis da operadora de saúde no IPO está “muito” elevada. “Investidores âncoras estão garantindo a oferta”, destacou.ERNANI FAGUNDES Leia mais em dci  24/04/2018 



Aquisição cria tele gigante na Europa

O mercado de telecomunicações dos EUA é dominado por quatro empresas. O da China, por três. Na Europa, no entanto, o mercado é fragmentado e ainda engloba mais de cem empresas locais.

A perspectiva de criar uma operadora gigante tem sido o sonho de executivos, investidores bilionários e até da Comissão Europeia nos últimos 20 anos.

Enquanto as maiores operadoras da Europa penam para justificar massivos investimentos para as redes 5G, empresas chinesas e dos Estados Unidos correm bem à frente. .. Leia mais em baloreconomico 24/04/2018



Fusão e aquisição? O que as empresas familiares devem considerar antes

Processos de fusões, aquisições ou vendas são questões relativamente novas para as empresas familiares brasileiras e demandam bastante atenção. De acordo com Eduardo Valério, diretor-presidente da GoNext Family Business, especializada em governança corporativa para empresas familiares, o próprio mercado nacional é submetido a estes movimentos, de maneira mais enfática, nos últimos dez anos. Frente a este cenário, é possível identificar vários fatores que “estimulam” esses processos. Sobre o tema, Valério apresenta algumas orientações.

Qual dos dois é mais verificado entre empresas familiares?
Em 2017, o número de fusões e aquisições no Brasil cresceu 3,6%, movimentando cerca de R$ 138,4 bilhões em transações, de acordo com dados divulgados recentemente pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Nas empresas familiares, ambos os processos têm sido verificados com bastante frequência e equivalência.

É possível estabelecer a partir de qual geração esses processos se tornam mais comuns?
Além da própria dinâmica dos setores empresariais, notamos que a maior incidência de fusões e aquisições acontece a partir das segundas e terceiras gerações de sucessores, nas quais há coincidências entre as dinâmicas de mercado e familiar. estimamos que dos mais de 100 projetos em que estive à frente pela GoNext, entre 15% e 25% das empresas familiares passaram por algum destes procedimentos. O que chama a atenção é que nos últimos cinco anos o número vem crescendo, seja nos movimentos de venda, de aquisição ou de fusão. Inclusive de companhias brasileiras que adquirem empresas fora do país.

Na sua opinião, quando uma fusão ou aquisição é recomendável?
Geralmente a os motivos para a escolha por processos de fusão, aquisição ou venda são variados: falta de alternativa para um processo sucessório; busca por capital; diminuição de endividamento; substituição de dívida; entre outros. Por isso, recomendamos aos proprietários das empresas familiares que conheçam a fundo como funcionam as metodologias de fusões e aquisição, de forma que estas possibilidades sejam eventualmente incorporadas às suas estratégias empresariais, evitando desgastes desnecessários e garantindo que todos os envolvidos na tomada de decisão estejam cientes das vantagens e/ou desafios. - Hamilton Fonseca, headhunter, fusões & aquisições, hamilton@hamiltonfonseca.com.br - Leia mais em bemparana 23/04/2018



Whirlpool anuncia venda da Embraco para japonesa Nidec por US$ 1,08 bi

Fabricante de eletrodomésticos quer focar em negócios para o consumidor final; com sede no Brasil, Embraco é líder em compressores herméticos para refrigeração

A fabricante de eletrodomésticos Whirlpool Corp disse na terça-feira que concordou em vender a Embraco para a japonesa Nidec Corp por 1,08 bilhão de dólares em dinheiro, enquanto busca focar em negócios voltados para o consumidor final.

Com sede no Brasil, a Embraco é líder na fabricação de compressores herméticos para refrigeração e desde 1997 pertence a Whirlpool. A empresa tem cerca de 11.000 funcionários em oito fábricas no Brasil, Itália, China, Eslováquia e México, disse a Whirlpool.

O acordo, que não inclui as instalações da Embraco na Itália, que a empresa planeja fechar, não deverá ter um impacto significativo nos resultados financeiros da Whirlpool em 2018, disse a Whirlpool.

A expectativa é que o negócio seja concluído em 2019.

A Whirlpool também disse que espera recomprar até 1 bilhão de dólares em ações por meio de uma oferta a um preço antecipado de 150 a 170 dólares por ação. A oferta está prevista para começar em 26 de abril.

A empresa, sediada em Benton Harbor, Michigan, informou também que pretende realizar recompras de ações no mercado aberto ao longo de 2018, após a conclusão da oferta pública. Reuters leia mais em dci 24/04/2018



Hapvida precifica IPO em R$ 23,50 por ação e movimenta R$ 3,43 bi

A operadora de planos de saúde Hapvida precificou sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em 23,50 reais por ação, segundo dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O número veio um pouco acima do meio da faixa indicativa que era entre 20,41 reais e 25,66 reais por papel, e confirma os dados antecipados na véspera pela Reuters.

A oferta primária (emissão de novos papéis) e secundária (venda de ações de acionistas) movimentou 3,43 bilhões de reais, segundo dados da CVM.

Os papéis começam a ser negociados na B3 na próxima quarta-feira, com o código HAPV3, marcando a segunda estreia na bolsa paulista esta semana.

Na véspera, as ações da Notre Dame Intermédica começaram a ser negociadas na B3, encerrando o dia com alta de 22,7 por cento em relação à precificação do IPO, de 16,50 reais. Reuters Leia mais em dci 24/04/2018



Raízen paga US$ 950 milhões pela Shell Argentina

A Raízen — joint venture da Cosan com a Shell — acaba de anunciar a compra da rede de postos de gasolina da Shell na Argentina, achando crescimento no exterior num momento em que o CADE vetou a compra da AleSat pela Ipiranga.

O valor da aquisição — US$ 950 milhões — será pago à vista e equivale a menos de 4 vezes o EBITDA da Shell Argentina. Para efeito de comparação, a BR Distribuidora negocia a cerca de 9,4 vezes seu EBITDA de 2017.

Dona de uma rede de 645 postos, uma refinaria, uma planta de lubrificantes, três terminais terrestres, duas bases de abastecimento em aeroportos e ativos de GLP (gás liquefeito de petróleo), a Shell Argentina vende aproximadamente 6 bilhões de litros/ano e é o segundo player do mercado, com um share de cerca de 20%.

Segundo a Cosan, a operação teve um faturamento líquido (proforma) de US$ 3,3 bilhões no ano fiscal terminado em dezembro de 2017.

A operação argentina é administrada por Teófilo “Teo” Lacroze, um veterano da Shell que trabalhou na Raizen entre 2011 e 2015 e em seguida retornou à companhia anglo-holandesa, onde melhorou substancialmente o resultado da operação argentina. Na Cosan, Teo é tido como um dos grandes talentos aportados pela Shell na Raízen.

O preço da aquisição assume que a companhias adquirida não possui endividamento e, segundo a Cosan, "está sujeito a ajustes de variações de capital de giro e pelo montante de dívida líquida no fechamento."

A Raízen fará um 'carve out’ (separação e venda) dos ativos relacionados à operação de exploração e produção de petróleo que fazem parte da operação.

O Morgan Stanley assessorou a Cosan.   Geraldo Samor Leia mais em braziljournal 24/04/2018
















Banrisul Cartões contrata bancos para IPO em julho

A operação de cartões do Banco do Estado do Rio Grande do Sul, a Banrisul Cartões, acaba de bater o martelo para a contratação do sindicato de bancos que irá estruturar sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). A companhia mira o mês de julho para a abertura de capital, se afastando dos meses mais próximos das eleições presidenciais, marcadas para outubro. O BTG Pactual será o coordenador líder.

Morgan Stanley, Credit Suisse, Bank of America Merrill Lynch (BofA) e Brasil Plural também fazem parte do sindicato. Neste mês, os sócios do banco gaúcho, que ano passado chegou a cogitar uma oferta de ações, aprovaram a redução do capital da instituição para a segregação da operação de cartões. Nesse processo, a restituição aos acionistas se dará mediante a entrega de ações preferenciais da Banrisul Cartões. Procurado, o Banrisul não comentou.- O Estado de S.Paulo Leia mais em portal.newsnet 24/04/2018



23 abril 2018

Mercado imobiliário e as startups

O uso crescente de tecnologia aliado ao avanço da economia compartilhada está alterando o comportamento do consumidor do mercado imobiliário. Já temos 3,8 bilhões de pessoas conectadas à internet no mundo, o que equivale a 46% da população mundial.

Esse incremento permite ao consumidor o acesso a todo tipo de informação de qualquer lugar, alterando sua relação com os espaços em que vive. Além disso, é possível, por meio da tecnologia e do compartilhamento, usar, emprestar e dividir todo tipo de ativo, somente acessível anteriormente por meio da propriedade. Daí, a importância de as empresas tradicionais de se envolverem cada vez mais com tecnologia.

O ambiente de trabalho tinha importância elevada, considerando que era o local em que as informações se tornavam acessíveis aos colaboradores de determinada corporação por meio dos equipamentos ali existentes, e onde também era possível se conectar e trabalhar em conjunto com colegas. Embora o contato humano seja insubstituível e desejável, é mesmo necessário se deslocar a um local por causa de informação, equipamentos e contatos, quando tudo isso está disponível no celular?

O que importa de fato na indústria imobiliária sempre foi e será a forma com que nossos consumidores querem e precisam fazer dos espaços. Os imóveis devem permitir que o consumidor exerça suas atividades - seja morar, trabalhar ou comprar - da forma mais confortável, eficiente, produtiva e agradável possível. Ora, se muda o comportamento do consumidor, muda a forma como ele exerce seu trabalho, alteram os hábitos de compra e as necessidades dentro e fora do lar. Esses espaços também devem evoluir.

Os três "cês" pertinentes a todas as gerações anteriores aos Millenials 'cargo, casa e carro' não norteiam os indivíduos nascidos após 1990. Esta geração, que é a primeira nativa digital, que nasceu conectada à internet e com conteúdo de interesse disponível como, quando e onde quiser. É este consumidor que visitará algumas dezenas de apartamentos decorados daqui a algum tempo até achar àquele que o atenda. Será que ele esperará 30 meses até a entrega da unidade? Talvez não. Pois, essa geração imediatista, quer um produto feito a partir das suas necessidades, e agora.

Diante deste contexto, ou as empresas tradicionais abraçam estes novos conceitos, ou serão atropeladas por aqueles que a enxergam. Existem exemplos de disrupção em nosso mercado: Airbnb e Quinto Andar são apenas dois exemplos de empresas que pensam tecnologia e economia compartilhada. As proptechs (empresas de tecnologia dedicadas ao mercado imobiliário) receberam investimento de USD 2,67 bilhões em 2016. Em 2011, haviam sido aportadas com apenas USD 186 mil.

As organizações terão de mudar internamente para atender o desafio: a cultura, o modelo de negócios, a forma de trabalhar. É necessário que elas se apoiem em tecnologias e se aproximem das startups, com o objetivo de produzir insights acerca do seu modelo de negócios. Há muitas ferramentas disponíveis e acessíveis, que, aliadas a experiência e quantidade de informação acumulada nas empresas tradicionais do mercado, têm potencial de produzir produtos incríveis.

É preciso que nosso mercado se prepare e conheça as tecnologias que suportarão as necessidades deste novo consumidor. É nesta esteira que surgiu o Movimente, iniciativa dos Novos Empreendedores do Secovi-SP. Por meio de uma chamada de startups, pretendemos estabelecer o intercâmbio entre elas e as empresas tradicionais, de forma que novas tecnologias sejam criadas com base em problemas empresariais conhecidos, propondo soluções tecnológicas existentes. Teremos eventos de aproximação entre empresários e startups, bem como rodadas de negócios, visando extrair o máximo de cada um para a construção de um mercado imobiliário mais conectado às necessidades do consumidor do futuro. PorMárcia Taques é empresária e coordenadora de Estratégias Digitais do Secovi-SP (Sindicato da Habitação). Leia mais em maxpress 23/04/2018



23 abril 2018



TI - RADAR de Fusões e Aquisições, em março/2018

  O volume de operações de fusões e aquisições de empresas de Tecnologia da Informação – TI e Telecom no primeiro trimestre de 2018 se apresentou estável, com 61 negócios.  No mês de março/18,  foram apuradas 24 transações, com crescimento de 14,3% em relação ao mês anterior.    
   Quanto ao  montante dos investimentos, no mês foi apurado o valor de R$ 1,3 bilhão, um crescimento de 64,9% em relação ao mês anterior e de R$ 9,9 bilhões no trimestre,  um aumento de 945% no acumulado do ano.
   Os segmentos de maior volume de operações no mês e também no acumulado do ano foram os de SOFTWARE  e  SERVIÇOS DE TI.
 Em março os Investidores Financeiros foram  mais ativos em volume - 15 negócios, e os Investidores Estratégicos realizaram somente 9.  No ano,  os Investidores Financeiros realizaram 34 operações, enquanto os Investidores Estratégicos somaram 27 negócios.
  Os Investidores Nacionais foram responsáveis neste mês por 25,0% dos investimentos enquanto os Estrangeiros ficaram com 75,0%.
  Somente quatro países investiram neste mês, com destaque para os EUA. No acumulado do ano, foram 17 operações com investidores estrangeiros, sendo  os EUA responsáveis por 47% dos negócios.
  O Indicador de Volume de Transações de M&A do mês sinaliza crescimento.
  A maior transação no mês de fevereiro/18, foi o aporte de US$ 185 milhões na Rappi, por parte dos Fundos Delivery Hero, Andreessen Horowitz e Sequoia Capital. A Rappi, um aplicativo de serviço de compras e entregas de produtos, recebeu investimento de 185 milhões de dólares, valor que será usado para expandir a operação da empresa no país. 25/03/2018

Operações de Fusões e Aquisições de Tecnologia da Informação – TI e Telecom, noticiadas com destaque na imprensa brasileira ao longo do mês corrente As informações deste relatório, elaborado pelo Blog FUSÕES & AQUISIÇÕES (http://fusoesaquisicoes.blogspot.com.br) estão apresentadas em blocos, detalhando as transações por Volumes e Valores, Segmentos, Racional do Investimento, Porte das empresas, Perfil do Investidor, Destaques do mês, etc.

ANÁLISE DO MÊS

Principais constatações.

No acumulado do 1º trim/2018, com 61 transações, manteve o mesmo volume comparativamente ao primeiro trimestre de 2017. No mês de março/18, foram realizadas 24 transações,  representando uma queda de 20,0%  em relação a março do ano passado (30 operações)  e um aumento de 14,3%  em relação ao mês imediatamente anterior (21 transações).


No fluxo de transações realizadas trimestralmente, verificou-se uma queda em relação ao último trimestre/17.


O objetivo do Indicador de Volume de Transações de M&A é sinalizar uma expectativa de tendência, com base na análise do verificado nos períodos semestrais móveis. O período móvel findo em março/18, sinaliza uma continuidade do crescimento.


Os segmentos de maior volume de operações em mar/18, foram os de SOFTWARE  e SERVIÇOS DE TI, representando uma concentração de 92% das transações.

Na classificação entre os Segmentos de TI no mês de março, os subsegmentos de BI, CRM, ERP, HR, SCM,CM,.. (Horizontais App) de SOFTWARE; e Finanças, Comunicações, Educação, Saúde, Energia e Meio ambiente, Setor público.. (Verticais App) foram os mais ativo. No acumulado do primeiro trimestre do ano, SOFTWARE  vem liderando o número de transações, seguido por SERVIÇOS DE TI.
O montante de transações no acumulado de 2018, alcançou   R$ 9,9 bilhões, representando um crescimento expressivo de 945% sobre igual período do ano anterior - fortemente influenciado pelo  IPO  da PagSeguro, em janeiro,  levantando US$2,7 bi.
No mês de março, o total das transações, incluindo as operações que divulgaram os valores (96,0%) e as não divulgadas (estimados) 4,0%, alcançaram cerca de R$  1,3 bilhão, representando um  crescimento de 492%  em relação ao mês de março/17.

Comparando-se o número de transações do acumulado do primeiro trimestre do ano, por segmentos, compiladas nos últimos três anos,  verifica-se  crescimento somente nos segmentos de SOFTWARE e de COMÉRCIO ELETRÔNICO.


Quanto à representatividade das transações por segmentos,  nos últimos 5 anos - considerando em 2018, somente o 1º trimestre -, constata-se um aumento expressivo de 3 segmentos: Software, Serviços de TI e Mídia. Em 2014, estes e segmentos representavam 60% do total das operações, atualmente concentram 82,0%.


RACIONAL DO INVESTIMENTO
A intenção é distinguir as transações de M&A na área de TI, Telecom e Mídia, em função da Tese de Investimento, ou seja, os conceitos que prevaleceram para a aquisição da empresa-alvo. Na maior parte das vezes a notícia não é muito clara a respeito dos direcionadores de valor que levaram à aquisição. Mesmo assim, procurou-se identificar as premissas sobre o Racional da transação para segregar em 4 grandes grupos, de modo a permitir o entendimento das principais vetores que estão orientando os investidores estratégicos e financeiros.
No acumulado do ano, as operações com o racional do investimento direcionado para Escala prevaleceram - voltadas para ampliar a participação de mercado em alguns segmentos ou geografias.

(1) Aumentar a atual capacidade ou faturamento; penetrar em novos mercados geográficos
(2) Aumentar ofertas de novos produtos e serviços – expansão/ complemento do mix, ampliar competências
(3)Aumentar market-share, aproveitar sinergias e economias de escala, geralmente entre duas companhias com negócios similares
(4) Empresa brasileira adquire empresa de capital estrangeiro – acesso a mercados globais seja no âmbito do escopo, seja de escala;

PORTE DAS EMPRESAS
O objetivo é proporcionar uma visão das transações classificadas em função do porte das empresas. Utilizou-se o critério adotado pelo BNDES e aplicável a todos os setores para a classificação do porte em função da Receita Bruta anual (informada ou estimada).
Em relação ao porte, os investidores deram preferência para empresas de pequeno e médios portes no presente mês.


 • Microempresa <= R$ 2,4 milhões
 • Pequena empresa > R$ 2,4 milhões e <= R$ 16 milhões
 • Média empresa > R$ 16 milhões e <= R$ 90 milhões
 • Média-grande empresa > R$ 90 milhões e <= R$ 300 milhões
 • Grande empresa > R$ 300 milhões

Quanto à representatividade das transações sob a ótica do Porte,  nos últimos 5 anos - considerando somente o 1º trimestre em 2018 -, observa-se uma queda da participação das micros  e pequenas operações.  Em 2014, estes e segmentos representavam 57,3% do total das operações, atualmente concentram 47,5%.


PERFIL DO INVESTIDOR
Em relação ao perfil do investidor das 24 operações destacadas, os Investidores Estratégicos foram responsáveis por 9 negócios em mar/18. Desse volume, 6 foram de capital nacional e 3 de estrangeiro. Os investidores Financeiros realizaram  15 negócios, sendo 11 de capital nacional.
No acumulado do primeiro trimestre de 2018, o Investidor Financeiro se destaca com maior número de operações - 34 (55,7%).
Por sua vez,  o Investidor de Capital Nacional foi mais ativo com 44 operações (72,1%), enquanto o Investidor Estrangeiro foi responsável por 17 negócios (27,9%).

Já no que tange ao montante das transações no mês, de R$ 1,3 bilhão, os Investidores Nacionais foram responsáveis por 25,0% dos investimentos enquanto os Estrangeiros ficaram com 75,0%.
No acumulado do ano, R$ 9,9 bilhões, verificou-se um crescimento de 945% comparado ao mesmo período do ano passado,   os Investidores estrangeiros responderam por 92,4%, com montante estimado em R$ 9,1 bilhões, (fortemente influenciado pelo IPO da PagSeguro ) enquanto os Nacionais foram responsáveis por 7,6%, com um valor de R$ 0,8 bilhão.

(1) Empresa adquire outra empresa (controladora ou não) relevante do ponto de vista estratégico, a fim de ter acesso a tecnologia, produto ou serviço.
(2) Fundo de Investimento Private Equity; Venture Capital, Angel;
(3) Empresa de capital nacional adquirindo participação em empresa brasileira (controladora ou não).
(4) Fundo de Investimento de capital estrangeiro adquirindo participação em empresa brasileira (controlador ou não).

VALOR MÉDIO
O valor médio das transações no primeiro trimestre/18, por Segmento de TI,  foi de R$ 162 milhões.

NACIONALIDADE DOS INVESTIDORES
Em relação à nacionalidade das empresas que estão investindo no Brasil no mês de março/18, foram registrados 7 operações. No acumulado do ano, foram 17 operações com investidores estrangeiros. Os EUA foram responsáveis por 47% dos negócios.


MAIOR TRANSAÇÃO DIVULGADA NO MÊS
A maior transação no mês de março,  foi o aporte de US$ 185 milhões na Rappi, por parte dos Fundos Delivery Hero, Andreessen Horowitz e Sequoia Capital. Apenas sete meses depois de chegar ao Brasil, a Rappi, um aplicativo de serviço de compras e entregas de produtos, recebeu investimento de 185 milhões de dólares, valor que será usado para expandir a operação da empresa no país. 25/03/2018

RELAÇÃO DAS TRANSAÇÕES
A relação das transações de Fusões e Aquisições na área de TI, segue a data em que foram divulgadas pela imprensa e compiladas pelo blog fusoesaquisicoes.blogspot.com. Todas podem ser pesquisadas e localizadas no blog.


M&A - QUEM, O QUÊ, QUANDO, QUANTO, COMO e POR QUÊ
 O RADAR de M&A em TI tem o propósito de captar o “clima” do mercado das operações de Fusões e Aquisições bem como sinalizar suas principais tendências. Trata-se da compilação de notícias visando tornar mais acessíveis e conhecidos os negócios de fusão, aquisição e venda anunciados/realizados entre empresas com atuação no Brasil. Todas as informações sobre os negócios citados no presente relatório são obtidas a partir de notícias consideradas confiáveis publicadas pela imprensa e divulgadas no “estado" pelo blog FUSOESAQUISICOES.BLOGSPOT http://fusoesaquisicoes.blogspot.com.br , não sendo feita qualquer verificação quanto à sua veracidade, precisão ou integridade do conteúdo. Operações divulgadas em relatórios anteriores podem sofrer alterações, por conta de cancelamentos, renegociações, atualizações,  etc. Sempre que possível, serão mencionados os nomes dos compradores – investidor estratégico ou fundos de private equity, dos vendedores, a tese de investimento e principais “value drivers”, o valor da transação, forma de pagamento, múltiplos praticados (Valor da Empresa/EBITDA, Valor da Empresa/Receita) etc. Muitas vezes a notícia não é clara a respeito dos valores/forma de pagamentos e respectivos múltiplos. É bem-vinda toda e qualquer contribuição para tornar as informações mais precisas e transparentes. 



Tata Consultancy Services se torna 1ª empresa de tecnologia indiana com valor de mercado de US$100 bi

A Tata Consultancy Services (TCS) se tornou a primeira empresa de tecnologia indiana a atingir a marca de 100 bilhões de dólares em capitalização de mercado nesta segunda-feira, se beneficiando do lucro recorde trimestral e de uma rúpia mais fraca.

O conglomerado de energia a telecomunicações Reliance Industries, liderado pelo homem mais rico da Índia, Mukesh Ambani, é a única outra empresa indiana que ultrapassou a marca de 100 bilhões de dólares, em 2007.

O valor de mercado da Reliance era de 88,8 bilhões de dólares no fechamento de sexta-feira, tendo caído com a desvalorização da moeda indiana de cerca de 40 por cento em relação ao dólar na última década.

As ações da TCS, a maior exportadora de serviços de software da Índia, subiram até 4,6 por cento, para um nível recorde de alta a 3.557,9 rúpias (53,73 dólares) nesta segunda-feira, estendendo os ganhos pela terceira sessão consecutiva depois que a empresa registrou seu maior lucro trimestral na semana passada.

"É uma ótima notícia não apenas para a TCS, mas para o mercado acionário indiano como um todo", disse Urmil Shah, analista da IDBI Capital.

"A TCS acertou na maior parte das coisas feitas no longo prazo ... um gerenciamento estável, melhor adaptação às mudanças da indústria e investimentos na hora certa."

A TCS, com sede em Mumbai, que começou a operar em 2004, é uma unidade do Tata Group, uma das empresas mais antigas da Índia, que agora vende carros, energia, chá e produtos químicos por meio de suas várias subsidiárias. (Por Vishal Sridhar e Gaurav Dogra) Por Vishal Sridhar e Gaurav Dogra(Reuters) - Leia mais em dci 23/04/2018



Vale Saúde Sempre recebe aporte

A Vale Saúde Sempre, empresa de meios de pagamento eletrônico responsável por credenciamento, captura, transmissão, processamento e liquidação financeira de transações com cartões de débito pré-pagos no segmento da saúde, recebeu um aporte de R$ 2,1 milhões.

O investimento foi feito por integrantes da HBS Alumni Angels of Brazil, entidade formada por mais de 130 ex-alunos de Harvard.

Com os recursos, a empresa buscará ampliar sua atuação no território nacional.
A meta para 2018 é desenvolver redes de aceitação em todas as 17 cidades brasileiras com mais de 1 milhão de habitantes. O próximo passo será expandir este atendimento para todos os municípios com mais de 100 mil habitantes.

“A solução ataca de forma simples e eficiente um dos principais problemas sociais do Brasil e beneficia de forma prática a população de baixa renda”, diz Eduardo Brigagão, CEO da Vale Saúde Sempre.

O executivo detalha que uma consulta médica, que custaria em média R$ 250 no atendimento particular, pode sair por R$ 60 com o cartão da empresa.

Magnus Arantes, presidente da HBS Almuni Angels of Brazil, explica que a associação avaliou o Vale Saúde Sempre como uma solução capaz de oferecer respostas a este desafio, unindo o impacto social positivo a uma operação saudável do ponto de vista financeiro.

“O projeto estruturado de forma consistente aliado à experiência e capacidade da equipe do Vale Saúde Sempre nos dão a segurança de participar de uma iniciativa que não terá somente sucesso econômico, mas principalmente provocará um grande impacto positivo na qualidade de vida dos brasileiros”, explica Magnus.

Para usar o cartão Vale Saúde Sempre os clientes pagam R$ 28,90 por mê. Com apenas um cartão, toda a família pode ser atendida. Entre as clínicas e laboratórios disponíveis estão A+, do Grupo Fleury, e a AFIP (Brasil Medicina Ocupacional). Júlia Merker // Leia mais em baguete 23/04/2018 



Kroton já tem nova aquisição engatilhada

A Kroton já tem assinada a aquisição de uma outra escola, que deve ser anunciada em breve. A companhia não informou o nome da instituição de ensino. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (23), durante entrevista coletiva para detalhar a aquisição da Somos Educação.

O negócio, anunciado hoje, havia sido antecipado pelo Valor. Neste mês, a Kroton já tinha anunciado comprou o colégio Leonardo da Vinci, de Vitória (ES). Rodrigo Galindo, presidente da Kroton, diz que os planos de aquisição de colégios continuam após a compra da Somos Educação...Leia mais em valoreconomico 23/04/2018




Negociação para compra da Somos foi processo intenso; sobreposição com Saber é baixa, diz CEO da Kroton

A negociação para aquisição do controle da Somos Educação foi fruto de um processo de negociação muito intenso da Kroton Educacional com a Tarpon que durou cerca de 72 horas, disse nesta segunda-feira o presidente do maior grupo de educação superior do país, Rodrigo Galindo.

"É um namoro de longa data, estamos conversando há mais de um ano... Mas na sexta-feira houve alinhamento de intenções entre Kroton e Tarpon, passamos dois dias virados e hoje pela manhã assinamos o contrato antes da abertura do mercado", explicou Galindo.

Nesta manhã, a Kroton anunciou a compra de uma fatia de 73,35 por cento da Somos por 4,566 bilhões de reais, dos quais 4,166 bilhões de reais serão pagos à vista na data de fechamento do negócio e o restante será mantido em conta vinculada até cumprimento de determinadas obrigações.

O negócio foi a segunda aquisição feita pela holding Saber, criada no início do mês pela Kroton para concentrar as operações em educação básica, e ocorre após a compra do Centro Educacional Leonardo Da Vinci, em Vitória (ES), por valor não revelado.

Segundo Galindo, a compra da Somos representa uma "volta às origens" na educação básica para Kroton Educacional, que entre 1966 e 2002 atuava exclusivamente neste segmento. "A Somos Educação é uma jóia, estamos confiantes de que tomamos o passo certo", afirmou o executivo.

Ele ressaltou que o mercado de educação básica no Brasil é bastante pulverizado e a participação de mercado conjunta de Somos e Kroton neste segmento será baixa. "É um mercado grande onde as companhias juntas podem aportar valor", comentou Galindo, acrescentando que apenas em sistemas de ensino haverá sobreposição de operações a ser analisada por autoridades competentes.

"É baixíssima a sobreposição entre o que a Somos e a Saber fazem, mas não podemos dar um prognóstico do que o Cade vai decidir", disse o presidente da Kroton. De acordo com ele, após a aprovação do órgão antitruste, a Kroton estenderá a proposta de 23,75 reais por ação aos demais acionistas da Somos Educação e só depois decidirá se fechará o capital da empresa.

Galindo afirmou que o desembolso total da Kroton pode chegar a cerca de 6,2 bilhões de reais após a oferta para aquisição de ações (OPA). Conforme o executivo, a companhia conta com 1,7 bilhão em caixa líquido e o plano prevê ainda emissão de dívida para cumprir o pagamento.

O negócio trará maior diversificação para o portfólio da Kroton Educacional, com a educação básica devendo responder por 28 por cento da receita líquida da companhia depois da conclusão da operação, ante 3 por cento em 2017, destacou Galindo.

Do ponto de vista do resultado operacional, o segmento passará a representar 21 por cento do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), ante 3 por cento no ano passado, concluiu o executivo.

Às 13:05, as ações da Kroton subiam 4,67 por cento, enquanto as da Somos Educação disparavam 49,16 por cento e da Tarpon avançavam 26,98 por cento. (Por Gabriela Mello) Reuters Leia mais em dci 23/04/2018



Kroton vê sinergias de R$300 mi nos próximos quatro anos com aquisição da Somos Educação

As sinergias resultantes da aquisição da Somos Educação pela Kroton Educacional devem girar em torno de 300 milhões de reais nos próximos quatro anos, disseram nesta segunda-feira executivos da Kroton, maior grupo de ensino superior do país.

“Temos as alavancas de sinergias bastante mapeadas e segurança de que vamos capturá-las”, afirmou o presidente da Kroton, Rodrigo Galindo, em teleconferência com analistas após o anúncio da compra de uma fatia de 73,35 por cento da Somos Educação por 4,566 bilhões de reais.

A operação está sendo realizada por meio da holding Saber, criada no início do mês pela Kroton para concentrar os ativos em educação básico.

Segundo o diretor financeiro da Kroton, Jamil Saud Marques, o desembolso total da Kroton com a transação pode chegar a até 6,3 bilhões de reais, valor que será financiado via caixa e captação de até 5,5 bilhões de reais com dívida.

Os executivos ressaltaram que a aquisição não muda os planos de crescimento orgânico anunciados pela companhia.

“Mantemos a estratégia até a aprovação pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica)”, disse Galindo. Ele acrescentou, contudo, que a compra da Somos permitirá à Kroton expandir sua atuação em educação básica além do segmento premium.

A Somos adicionará 42 escolas próprias e 2.779 parceiras, três unidades pré-vestibular e 120 de idiomas ao portfólio da Saber, que passará a contar com um total 3.624 escolas e 66 mil alunos, mostrou uma apresentação da Kroton divulgada nesta segunda-feira.

A receita combinada chega a 7,4 bilhão de reais, com lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de 3,01 bilhões de reais e margem Ebitda de 41 por cento, mostrou o documento. (Por Gabriela Mello) Reuters Leia mais em dci 23/04/2018




























Os dois lados do caso Itaú-XP

Raras vezes uma aquisição despertou tantas paixões quanto aquela pela qual o Itaú comprou uma participação minoritária na XP Investimentos (e o direito de se tornar controlador no futuro), e que será decidida pelo Banco Central nas próximas semanas.

A transação — que transformou muitos sócios da XP em multimilionários no papel — também injetou otimismo e confiança em empreendedores de outras fintechs e pavimentou o caminho para uma leva de novos investimentos nesse nicho.

Mas a percepção por setores do mercado de que a entrada do Itaú no capital da corretora vai agravar um quadro agudo de concentração bancária tem colocado pressão no Banco Central para a adoção de remédios adicionais aqueles já adotados pelo CADE.

Para uma análise desapaixonada do caso — e o que ele de fato representa para a concorrência — é preciso primeiro entender a estrutrura da transação, que se divide em basicamente duas etapas.

Na primeira — já aprovada pelo CADE — o Itaú ficará com 49,9% do capital votante da XP, permitindo a saída completa dos fundos de private equity que investiram na corretora. Esta etapa termina em 2022.

Finalmente, a partir de 2024, Guilherme Benchimol e seus sócios têm a opção de vender todas as suas ações ao Itaú, que aí passaria a ser controlador. Pela lei, o exercício dessa ‘put option' terá que ser notificado ao CADE e BC como se fosse uma nova transação. (Segundo uma pessoa que teve acesso ao contrato, ele prevê que, se o CADE ou o BC vetarem o exercício da put, o Itaú é obrigado a achar outro comprador para dar liquidez aos sócios da XP, colocando o banco na posição desconfortável de entregar um negócio redondo a um concorrente.) E, se esta 'put' não for exercida, o Itaú tem uma 'call option' a partir de 2033: o direito de comprar as ações dos sócios.

O preço pelo qual todas essas fatias adicionais serão vendidas ao Itaú está ligado à geração de caixa da XP, garantindo que — apesar do ceticismo de muitos — a XP continuará tentando roubar clientes dos bancos, incluindo o Itaú, e gerando valor para seu negócio. Qualquer atitude diferente equivaleria a tirar de Benchimol para dar a Setúbal.

Apesar desta lógica econômica, muita gente boa ainda não está convencida. Armínio Fraga deu a senha para os opositores do negócio quando, numa entrevista ao Valor, disse que “seria um erro eliminar a maior ameaça concorrencial [aos bancos] que surgiu em muito tempo”.

De certa forma, a XP é refém de seu próprio sucesso. Num país onde as tarifas e os juros altos fazem a sociedade pedir a cabeça dos bancos, a última coisa que as pessoas querem é ver o maior símbolo de inovação e sucesso do mercado financeiro ser engolido por um dos três grandes bancos privados que restaram. Na cadeira dos réus está não o destino da XP, mas o sentimento da sociedade em relação à chamada concentração bancária.

Mas as causas e consequências da concentração bancária têm pouco ou nada a ver com a XP continuar independente.

Para o economista Marcos Lisboa — casado com a economista-chefe da XP, Zeina Latif — a concentração bancária tem a ver com uma regulação pesada que distorce a atividade bancária. “Metade do crédito no Brasil é direcionado e tabelado. Com isso, o custo de fazer crédito é muito alto, e em vez de ganhar dinheiro com crédito os bancos ganham dinheiro com serviços,” diz. Lisboa defende que a melhor forma de estimular a concorrência é aumentar o acesso à informação do histórico de crédito dos clientes dos bancos.


Um eventual veto do BC não mudaria em nada esta situação, mas poderia ter efeitos adversos justamente sobre aquilo que mais se deseja proteger: o potencial de inovação no mercado financeiro. Desde o ano passado, uma sucessão de atores vem tentando replicar o sucesso chancelado pelo Itaú: a Fosun comprou a Guide, a Advent entrou no capital da Easynvest, e a Globo investiu na Órama.

Hoje, além destas plataformas independentes, bancos como BTG Pactual, Brasil Plural, Modal, Pine, Inter e Agibank — para citar apenas alguns — estão investindo em plataformas abertas, e os próprios Itaú e Bradesco começaram a abrir suas prateleiras a produtos de terceiros.

Antes de aprová-la por 5 votos a 2, o CADE fez suas diligências para avaliar o potencial anticoncorrencial da transação: enviou mais de 100 ofícios a 64 participantes do mercado e partes interessadas, como bancos, outras corretoras e agentes autônomos. A partir destes questionários, o CADE desenhou nove remédios para fortalecer a independência da XP tendo o Itaú como minoritário. Estes remédios foram então submetidos a 11 partes interessadas, 10 das quais se disseram satisfeitas.

Ainda assim, as dúvidas permanecem. Um respeitado economista antitruste (que se opõe à transação) disse ao Brazil Journal que, “se a XP quiser virar banco amanhã, o Itaú poderia barrar isso.”

Na verdade, a XP já obteve do BC autorização para montar um banco. Segundo um porta-voz da corretora, o Banco XP terá dois objetivos principais: emprestar dinheiro para os clientes da XP — por exemplo, adiantando os recursos de um resgate de um fundo D+90 — e permitir que a XP dê garantia firme a clientes corporativos para obter mandatos em IPOs, M&As e emissão de dívida. Ambas as iniciativas devem colocar a XP em mais concorrência com o Itaú.

A pergunta lógica, então, é por que o Itaú faria um investimento sobre o qual terá influência mínima agora e, no melhor cenário, uma chance indeterminada de aprovação no futuro, quando a questão do controle for enfrentada pelo CADE e BC. Não haveria aqui alguma jogada sinistra, um subterfúgio ao contrato, uma forma do banco mandar na XP apesar de todas as garantias e remédios já criados?

A resposta mais provável aqui parece ser que o Itaú fez (apenas) a transação que dava para fazer: um hedge do seu negócio em face à dificuldade — comum à maioria das grandes empresas — de fomentar a inovação dentro de casa, onde os processos, a inércia e a burocracia retardam decisões e inibem a tomada de risco.

Isto não quer dizer que o BC não possa subir ainda mais a parede que protege a XP. O contrato entre a corretora e o banco dá ao Itaú o direito a 23 vetos no relacionamento com sua investida. Como é comum neste tipo de contrato, a maioria dos vetos deve envolver proteções básicas ao investimento do banco, mas é possível que o BC encontre alguma gordura.

Como parte do acordo para a aprovação do negócio, a XP se comprometeu a não exigir exclusividade no relacionamento com seus agentes autônomos; não criar incentivos ou condições para que esta exclusividade exista de fato; não exigir de seus agentes tempo mínimo de permanência na casa; não exigir exclusividade na distribuição de qualquer produto financeiro; e oferecer condições de isonomia a emissores bancários e gestores com quem mantiver relação comercial, entre outras provisões.

Já o Itaú se comprometeu a distribuir seus produtos “por plataformas abertas concorrentes às da XP de forma não discriminatória”, e a não direcionar seus clientes para as plataformas da XP, “seja por meio de recomendação oficial ou institucional, por campanha publicitária ou qualquer meio de comunicação”.

Os termos do acordo parecem garantir que a 'Chinese wall' entre investidor e investida — que costuma ser porosa no mercado financeiro — existirá de fato neste caso, jogando um eventual veto de Brasília para 2024, quando os sócios podem decidir vender tudo e ser aposentar aos 40 e poucos anos.

Mas, daqui a seis anos, talvez a força hegemônica do sistema financeiro não seja mais os grandes bancos de hoje, e sim o Alipay, o Wechat Pay, o Apple Pay… who knows?

A concorrência e a inovação vieram para ficar e, felizmente, o nome delas não é só XP.   Geraldo Samor Leia mais em braziljournal 234/04/2018





CenterPoint Energy anuncia compra da Vectren, nos EUA, em acordo de US$6 bi

O companhia norte-americana de energia e gás CenterPoint Energy anunciou nesta segunda-feira que comprará a rival Vectren Corp por cerca de 6 bilhões de dólares para diversificar sua base de clientes e ganhar maior escala.

Os acionistas da Vectren receberão 72 dólares em dinheiro por cada ação detida, representando um prêmio de quase 10 por cento sobre o fechamento da Vectren na sexta-feira.

O acordo é o mais recente de uma série de fusões no setor de energia elétrica dos EUA, com o declínio do consumo em muitas partes do país.

O acordo levará o alcance da CenterPoint para além de Arkansas, Louisiana, Minnesota, Mississippi, Oklahoma e Texas, até os principais mercados da Vectren, em Indiana e Ohio.

A CenterPoint Energy também assumirá todas as dívidas líquidas da Vectren, disseram as empresas em comunicado. (Por John Benny, em Bangalore) Reuters Leia mais em dci 23/04/2018






Acionistas da Embraer aprovam incorporação das empresas Bradar e Neiva

Os acionistas da Embraer aprovaram, no dia 12 de abril, a incorporação das empresas Bradar e da Neiva. A ata do encontro foi divulgada nesta segunda-feira (23) no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A Bradar é uma empresa pertencente ao grupo Embraer Defesa e Segurança, criada no desde 15 de março de 2011. Na data, a Embraer Defesa e Segurança assinou contrato de compra de 64,7% e, posteriormente, 90% do capital social da divisão de radares da OrbiSat da Amazônia S/A, .. Leia mais em valoreconomico 23/04/2018

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Embraer propõe a acionistas incorporação da Neiva e da Bradar

A Embraer vai apresentar proposta para incorporação das subsidiárias Bradar e Neiva durante a assembleia geral que acontece nesta quinta-feira (12). A empresa joseense já detém 100% do controle das duas empresas.

“A incorporação resultará na unificação e centralização das atividades de Neiva e Bradar na Embraer, de forma a racionalizar operações, otimizar a administração e reduzir despesas”, informou a Embraer ao Meon, por meio de nota enviada pela assessoria de imprensa.

A Neiva tem um patrimônio líquido contábil de R$ 15,7 milhões. Já a Bradar opera no vermelho, com R$ 43 milhões no negativo.

De acordo com laudos registrados na CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que serão apresentados na assembleia dos acionistas desta quinta-feira, o saldo negativo da Bradar se deve a um empréstimo de R$ 81 milhões feito pela própria Embraer –a data desta transação não consta no laudo.

“As incorporações de Neiva e Bradar, se efetivadas, não terão qualquer efeito sobre o patrimônio líquido da Embraer”, informa a fabricante de aviões.
De acordo com o manual da assembleia desta quinta-feira, a aprovação da incorporação da Bradar depende também de aprovações de terceiros –não citados no documento.

Raio X das Empresas

A Bradar foi criada em 2011, a partir da aquisição da divisão de radares da OrbiSat pela Embraer. A subsidiária possui unidades em São José dos Campos, Campinas e Barueri e emprega cerca de 250 trabalhadores.

Com foco na área de sensoriamento remoto e desenvolvimento de radares de defesa e vigilância, a Bradar mantém um histórico de crescimento, com grandes clientes no mercado nacional e internacional, como Exército Brasileiro, Petrobras, Odebrecht, Vale do Rio Doce e Alcoa.

Entre 2013 e 2017, o governo repassou R$ 143 milhões diretamente a Bradar e mais R$ 354 milhões para o consórcio Tepro, criado com a Savis (também subsidiária da Embraer), para implementação do Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras) –contrato que ultrapassa os R$ 800 milhões.

A Neiva pertence a Embraer desde 1980 e emprega cerca de 1.900 trabalhadores. A fábrica fica em Botucatu, produz o avião agrícola Ipanema, faz montagem e modificação de aeronaves, projetar, fabricar e comercializar aeronaves e respectivos acessórios, componentes e equipamentos; além de prestar assistência técnica, manutenção e reparo de aeronaves. Leia mais em noticiasdecampinas 10/04/2018



Raia Drogasil perde quase R$ 8 bi em valor neste ano

O maior grupo de farmácias do país, a Raia Drogasil é uma das poucas varejistas que não foram atingidas pela crise no consumo. Desde 2015, quando a recessão instalou-se no país, até o fim de 2017, a receita e o lucro cresceram cerca de 50%. No fim do ano passado, a rede valia R$ 30,3 bilhões, mais do que operações como Lojas Americanas ou o Grupo Pão de Açúcar. Desde janeiro esse cenário mudou e o grupo RD, como é chamado, perdeu R$ 7,8 bilhões em valor de mercado, ou um quarto do apurado no fim de 2017. O Ibovespa subiu 12% no período.

Um sinal amarelo foi acionado após a divulgação de números do quarto trimestre de 2017, em fevereiro, quando especialistas começaram a buscar as razões para as vendas de lojas maduras e a margem bruta não estarem indo tão bem quanto antes. Um dos pontos que passaram a ser mencionados nos relatórios dos analistas é a "canibalização", quando lojas novas "tomam" vendas das antigas.

"Há dois fatores que pesam hoje. A concorrência piorou muito na praça principal deles, o Sudeste. Não é nada sutil, é muito claro. Começou de um ano e meio a dois anos para cá. Tivemos Extrafarma entrando na região, a Panvel chegou, e a Drogaria São Paulo ficou mais agressiva. Além disso, eles entraram em mercados novos e isso afeta rentabilidade. É uma empresa bem estruturada, eles erram pouco, mas há hoje variáveis novas pesando", diz uma fonte próxima ao conselho de administração.

Foi a recente entrada em novos mercados, como o Nordeste, que ajudou a elevar a participação da empresa nas vendas do setor em 2017. No Nordeste, o grupo ganhou um ponto, para 5,7% no fim de 2017. No Sudeste, o ganho foi de 0,3 ponto, para 8%.

Especialistas ouvidos explicam que além do acirramento da disputa no setor, há o movimento de desaceleração nos reajustes de medicamentos, como reflexo da queda da inflação após 2016. Aumentos nas tabelas historicamente ajudam a "turbinar" receita e margens. Em 2016, esse reajuste foi de 12,5%, atingiu até 4,76% em 2017 e, neste ano, será de até 2,38%, a menor taxa em 11 anos.

Para efeito de comparação, a expansão da receita consolidada da empresa foi de 20,5% no quarto trimestre de 2014; de 21% um ano depois; 24,5% em 2016; e 14,2% no mesmo período de 2017. O comando do grupo já tem alertado o mercado para esse novo ritmo de crescimento há trimestres, e dito que tem reforçado o trabalho de redução de despesas para equilibrar a desaceleração em receita.

"A trégua nas despesas operacionais, que consideramos impressionante [queda de 13% em 2017], apesar do rápido ritmo de abertura das lojas [foram 210 inaugurações], compensaram o morno crescimento da receita no quarto trimestre", escreveu Guilherme Assis, do Brasil Plural.

No entendimento de Assis, embora seja esperada uma margem bruta estável em 2018 (ficou em 28,8% no quarto trimestre de 2017, queda de 0,8 ponto) a margem que mede lucro operacional deve subir, impulsionada pelo controle mais rigoroso das despesas.


Segundo ele, houve uma desaceleração nas vendas em lojas maduras - o crescimento foi só de 0,8% no quarto trimestre e de 8,1% um ano antes - também por conta de feriados adicionais em dezembro. Mas essa desaceleração aumenta o risco de que o índice vire para uma taxa negativa, diz.

Em relatório neste mês, o Credit Suisse afirma que não vê mudanças na "história da empresa", com fundamentos sólidos e historicamente "superando" expectativas - um discurso unânime entre os especialistas. Mas a menor inflação, aumento da concorrência e "canibalização" de lojas, acrescenta o banco, vai tornar mais difícil manter as margens em expansão.

"Desde o segundo trimestre de 2017, as vendas "mesmas lojas" [pontos em operação há mais de 12 meses] estão desacelerando abruptamente e acredito que será redefinida uma base de vendas mais baixa por algum tempo [...] Acreditamos que será mais difícil manter as margens em expansão", afirma a equipe do Credit Suisse, liderada por Tobias Stingelin. "Estamos cortando nossas estimativas de ganhos de 2018 e 2019 em 13% e 12%, respectivamente, e estão agora bem abaixo do consenso".

O banco rebaixou a recomendação da ação de compra para venda e o preço-alvo de R$ 80 para 68.

Estudo do UBS de março sobre o setor de farmácias mostra que, entre as maiores cadeias, o grupo RD tem a maior taxa da canibalização, que mede o número de lojas de uma mesma empresa que estão a cinco minutos uma da outra. No grupo RD, a taxa é de 85,1%, contra 80,1% da Panvel, 77,7% para Drogaria São Paulo Pacheco e 75,9% para a Extrafarma. "Como a RD está concentrado no Estado de São Paulo, enfrenta risco de canibalização maior do que seus concorrentes, especialmente do que DPSP e Pague Menos. A expansão nacional pode permitir que a RD diversifique esse risco", escreveu Gustavo Oliveira, analista do UBS.

O analista lembra um fator que continua a ser destacado pelo mercado: a resiliência da empresa e do negócio, além da capacidade de execução dos administradores.

Em nota enviada ao Valor, o grupo afirmou que o momento atual reflete "flutuações de curto prazo" no preço das ações. "Tanto para cima como para baixo, [essas flutuações] são absolutamente normais." A empresa não concedeu entrevista. Mas na nota, afirma que "o foco da nossa companhia é sempre o longo prazo".

"Operamos em um mercado que sempre foi extremamente competitivo, no qual existem cerca de 80 mil drogarias, incluindo concorrentes de grande qualidade, mas a força das nossas marcas, o comprometimento da nossa equipe, a qualidade dos nossos pontos e o padrão da nossa operação vêm nos permitido crescer e criar valor". Com cerca de 1,6 mil lojas, o grupo teve vendas líquidas de R$ 13,2 bilhões em 2017.

Para a empresa, "o varejo farmacêutico continuará crescendo a taxas expressivas por mais de uma década em função do envelhecimento da população", afirmou. "Por ser mercado fragmentado, no qual temos uma participação de apenas 12%, ele também nos oferece uma significativa oportunidade de consolidação". O grupo RD planeja inaugurar 240 lojas por ano em 2018 e em 2019. - Valor Econômico Jornalista: Adriana Mattos Leia mais em portal.newsnet 23/04/2018





BR Properties vende Edifício Celebration, na Vila Olímpia

A BR Properties vendeu a totalidade do imóvel comercial "Edifício Celebration" ao fundo de investimentos imobiliários RBR Properties, por R$ 57 milhões. Segundo a empresa, desse valor, "R$ 11,4 milhões foram pagos nesta data, e o restante será pago na forma da escritura de venda e compra".  Leia mais em silla 17/04/2018
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BR PROPERTIES S.A. FATO RELEVANTE

BR PROPERTIES S.A. (“Companhia”) (BRPR3) vem a público informar, nos termos do artigo 157, parágrafo 4o, da Lei n 6.404/1976 e da Instrução CVM n° 358/2002, conforme alteradas, que concluiu nesta data, por meio da celebração de Escritura Pública de Compra e Venda, a venda da totalidade do Imóvel Comercial denominado “Edifício Celebration”, localizado na Rua Casa do Ator, número 1155, na Cidade de São Paulo, SP, ao FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO RBR PROPERTIES – FII, inscrito no CNPJ/MF sob o no 21.408.063/0001-51, devidamente registrado perante a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”), representado por sua administradora PLANNER CORRETORA DE VALORES S.A., com sede na Cidade de São Paulo, SP, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, no 3.900, 10o andar, Vila Olímpia, inscrita no CNPJ/MF sob no 00.806.535/0001-54, e por sua gestora RBR GESTÃO DE RECURSOS LTDA. (RBR ASSET MANAGEMENT), com sede na Cidade de São Paulo, SP, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, no 3.015, conjunto 132, inscrita no CNPJ/MF sob no 18.259.351/0001-87. O valor total da referida alienação foi de R$57.000.000,00 (cinquenta e sete milhões de reais), sendo R$11.400.000,00 (onze milhões e quatrocentos mil reais) pagos nesta data, e o restante a ser pago na forma da Escritura de Venda e Compra.

A alienação faz parte da estratégia da Companhia de buscar reciclar parte de seu portfólio, vendendo imóveis que já possam ter alcançado sua maturidade e potencial de criação de valor no seu ciclo dentro da Companhia. São Paulo, 16 de abril de 2018 Andre Bergstein Diretor Financeiro e de Relações com Investidores leia mais em bovespa 17/04/2018



"Não precisamos de advogados ou contadores. Precisamos de engenheiros", diz sócio do fundo Kaszek

Hernán Kazah defende que o empreendedorismo no Brasil evoluiu de forma significativa - mas que ainda é preciso investir em muita educação técnica

Com um portfólio que inclui Netshoes, OQ Vestir, Viva Real, GetNinjas, o fundo de venture capital Kaszek Ventures ficou conhecido por investir em empresas de e-commerce e marketplace. Os negócios inovadores e digitais, porém, extrapolaram esses segmentos e a Kaskek, fundada em 2011 por ex-executivos do Mercado Livre, passou a olhar com atenção para as fintechs, empresas de saúde e de educação. O que não mudou, segundo o sócio Hernán Kazah, foi buscar ideias inovadoras, capazes de mudar indústrias latino-americanas.

Uma das startups que receberam investimento recente foi a Escale. Baseada em São Paulo, a startup combina marketing digital, inteligência artificial e promoção de vendas para ajudar grandes corporações a adquirirem novos clientes. A startup brasileira é uma das quatro que recebeu investimento no terceiro fundo da Kaszek, de US$ 200 milhões. Kazah ainda não revela as outras três, mas analisa que as empresas brasileiras têm concentrado grande parte dos aportes. "Olhamos para toda a América Latina, mas cerca de 70% do investimentos do nosso fundo ficou no país", afirma.

A explicação, segundo ele, é que o ecossistema de empreendedorismo brasileiro evoluiu de forma significativa - tanto em questões de qualidade dos empreendedores, como em  tecnologia e financiamento. Há ainda, porém, um longo caminho. E, na opinião de Kazah, o que falta para o Brasil alcançar a maturidade de outros países não é nenhuma novidade. "Para continuar crescendo pelos próximos 30 anos, é preciso de talento local. Não precisamos de advogados, contadores, precisamos de engenheiros", disse em entrevista à Época NEGÓCIOS.

Desde 2011, a Kaszek investiu em três fundos. No portfólio, empresas como Nubank, GuiaBolso, VivaReal, QuintoAndar, Creditas, Dr. Consulta e Loggi. O que mudou nesses anos considerando os negócios investidos?
Aprendemos bastante. Desde o começo, sempre olhamos de perto a qualidade e o compromisso da equipe de fundadores. Mas, se isso já era importante no passado, hoje é fator nota dez. Partimos desse pressuposto. Antes, se nós tivéssemos oportunidades, investíamos em uma empresa mesmo que fosse com uma participação menor. Hoje, não. Queremos pegar menos empresas, mas colocando mais capital nelas. Porque, no final do dia, gastamos o mesmo tempo se investirmos dez dólares ou 20 milhões de dólares. Mas o retorno do trabalho é diferente.

Vocês são muito conhecidos por investimentos em e-commerce e marketplace. Como esses setores evoluíram no país?
Em 2000, houve a bolha da internet, que inibiu o surgimento de empresas do setor por oito, nove anos. Lá por 2010, quando lançamos o primeiro fundo, as empresas voltavam a surgir. Havia bastante e-commerce, marketplace mais evidentes (móveis e seguros). Era o começo desse modelo no Brasil – as empresas tentavam replicar o que era sucesso lá fora. Já no 2º e no 3º fundos, nós começamos a focar em empresas que desenvolvem ideias especiais para o Brasil, que olham para as dores da economia brasileira. Como as fintechs – que são uma revolução mundial, mas aqui no Brasil se destacam devido a dificuldade de acesso a crédito, ao custo dos produtos oferecidos pelas instituições e ao nível de juros.

Uma das empresas que vocês investiram é do setor de educação, a argentina Digital House. O que chamou atenção de você e dos sócios da Kaszek?
A educação digital, acreditamos, é a grande revolução que o setor vai ter. Temos no nosso portfólio mais de 40 empresas e todas estão procurando profissionais com experiência digital. Alguém já disse que se hoje o mundo tivesse o dobro de desenvolvedores, todos estariam contratados. Do lado dos investidores, nós vemos a responsabilidade de ajudar a produzir mais desenvolvedores. Ao mesmo tempo que também vemos que a educação tradicional não consegue atrair os talentos que são necessários hoje. O modelo de só receber informação para aplicar dali seis anos, não funciona mais. O conhecimento adquirido fica ultrapassado muito rápido. A Digital House ensina programação, marketing digital e outras habilidades que você precisa para a economia digital. E tem uma combinação ótima entre prática e teoria. Aquela ginástica de pegar conhecimento na hora, reagir, aplicar, depois voltar a aprender mais uma coisa. E acho que o método deles poderia ser aplicado em outras áreas, como matemática e história.

Na visão da Kaszek, o empreendedorismo no Brasil tem evoluído – em termos de ideias e tecnologias?
O Brasil tem hoje o ecossistema mais desenvolvido da região. Diria que está dois passos à frente. Não somente porque tem a maior economia, mas porque tem mais qualidade nos empreendedores, é mais desenvolvido na questão de financiamento. Uma prova disso é que cerca de 70% do investimentos do nosso fundo ficou no país. Do lado dos consumidores, há por aqui uma grande penetração de internet e banda larga. Do lado dos empreendedores, há uma qualidade grande da inovação criada. Ao mesmo tempo, há uma quantidade de investidores olhando para oportunidades na área de tecnologia. Claro que estamos falando ainda de um ecossistema jovem, que não se compara ao desenvolvimento da China ou do Vale do Silício. Precisamos, porém, continuar evoluindo 30 anos para atingir o nível de maturidade comparado desses e de outros mercados.

Quais os desafios precisamos superar para construir esse ecossistema mais maduro?
Para continuar crescendo pelos próximos 30 anos, é preciso de talento local. Temos que continuar gerando incentivos corretos para que mais e mais pessoas se formem com educação técnica. Não precisamos de advogados ou contadores. Precisamos de engenheiros. O Brasil tem boas escolas de engenharia, bons engenheiros, mas precisamos de mais. E essa é uma luta que precisa envolver governo, universidades e empresas. Além disso, a tecnologia tem oportunidade enorme no país, mas as oportunidades de financiamento são limitadas. Temos que criar ferramentas para que as empresas possam se financiar. Outra questão é a da regulação. O país está indo na direção correta. Estão sendo aprovados, por exemplo, projetos de leis que ajudam as fintechs a operar no mercado. Mas temos que dar continuidade, para ajudar a tirar burocracia da economia e burocracia das companhias novas.POR BARBARA BIGARELLI Leia mais em epocanegocios 10/04/2018



“É muito simplista falar que o investidor quer colocar dinheiro e receber retorno”

Humberto Matsuda, sócio-gestor da Performa Investimentos, diz que empreendedores devem estudar a estratégia dos fundos antes de buscar investimentos

Os empreendedores precisam estudar as estratégias dos fundo antes de buscar recursos para suas empresas. É o que defende Humberto Matsuda, sócio-gestor da Performa Investimentos, gestora de venture capital e private equity que investe em soluções sociais e ambientais.

Para ele, há uma "ingenuidade" por parte de alguns empresários em pensar que todos os investidores são iguais e só pensam nos aspectos financeiros. "Em casos extremos, isso leva a um conflito de interesse do que a empresa quer fazer e de qual é a tese de investimento do fundo", diz o executivo.

Em entrevista à Época NEGÓCIOS, o executivo também fala sobre o atual cenário do ecossistema de empreendedorismo no Brasil, os setores de startups que devem bombar em 2018 e a dificuldade dos negócios verdes em captar recursos. "A maior parte dos investidores só quer saber de internet e TI", afirma Matsuda. "O investimento ambiental acaba ficando marginalizado ou com montantes muito inferiores".

Como foi o ano de 2017 para a Performa Investimentos?
Foi um ano desafiador e de extremos. Fizemos uma série de investimentos e algumas empresas de nosso portfólio começaram a se descolar de uma maneira positiva, outras de uma maneira negativa. Em alguns casos, tivemos que fazer esforço para o negócio não fechar, em outros recebemos propostas de aquisição. Passamos por momentos de aperto, preocupação e de muito trabalho.

Quando você diz que algumas empresas descolaram de uma maneira negativa, você quer dizer que deram prejuízo?
Não chega a ser prejuízo, mas algumas chegaram a um ponto em que estavam com um caixa muito baixo. Em alguns casos, fizemos uma nova rodada de captação e em outros o faturamento retornou, conseguindo reequilibrar e dar continuidade ao trabalho bem feito.

O período de crise, principalmente em 2017, afetou de alguma maneira os negócios da Performa? E você considera que a crise já passou?
É difícil responder essa pergunta. Há uma conjuntura da economia, que vem desde a crise do impeachment da Dilma. De uma certa forma, essa conjuntura política vem afetando nosso trabalho desde 2015. Em 2017 tivemos alguns momentos difíceis, mas o cenário parece estar melhorando. Mas não há uma mudança real. Continuamos com um governo provisório, um presidente que está lá por consequência e não por eleição. Além disso, estamos às vésperas de uma nova eleição com um cenário político totalmente indefinido, sem candidatos claros, sem uma visão minimamente previsível de quem vai ser o presidente. Ainda temos muitas consequências de casos como o Petrolão e das denúncias contra fundos de pensão que estão sendo investigados. Esperamos que a Lava Jato continue avançando e crie um ambiente melhor politicamente e que reduza a corrupção. O mercado internacional e os investidores estão aguardando para ver o que acontece. Embora estamos otimistas com o país em longo prazo, estamos preocupados com a conjuntura em curto prazo.

E quais são as expectativas de vocês para 2018. Em quais setores vocês planejam focar?
Como gestora, a gente não tem foco em um setor, mas acreditamos que algumas áreas devem se tornar mais atraentes este ano. É o caso das fintechs, agritechs e healthtechs. São três setores que imaginamos que vão crescer, independentemente da eleição e outros fatores.

Por que você acredita na força desses setores?
São setores bastante aquecidos, existe uma demanda internacional. Independente de cenário político, as pessoas continuam precisando de saúde, continuam consumindo e precisam de dinheiro. Esse dinheiro continua financiando empresas e a infraestrutura do país. Além disso, a matriz econômica brasileira ainda depende de grandes commodities que são mais regidas pela época do ano e pelo momento da safra, do que pela vontade das pessoas ou conjunturas econômicas.

O foco da Performa é investir em negócios de impacto socioambiental. O que exatamente uma startup precisa para se enquadrar nessa classificação?
Buscamos empresas com perfil de lucratividade, como os outros fundos, só que escolhemos necessariamente as que tenham o potencial de gerar um benefício para a sociedade, seja de consequências ambientais ou sociais.

Os empreendedores de negócios verdes reclamam da dificuldade para captar recursos. Você concorda que existe uma dificuldade para negócios desse setor?
Acho que eles têm razão, porque a maior parte dos investidores só quer saber de internet e TI. Tem um grupo de investidores que foca em impacto social e base da pirâmide. A parte de investimento ambiental acaba ficando marginalizada ou com montantes muito inferiores. A maior parte do dinheiro que vai para os negócios ambientais tem tradicionalmente sido dirigida para geração de energia eólica e mais recentemente, solar. Acho que como a necessidade de infraestrutura e a carência energética eram muito grandes, existia naturalmente uma atração maior por esses segmentos. Isso está mudando. As oportunidades já não são tão boas como eram antes. Naturalmente os investidores vão começar a olhar negócios além da energia. Esperamos que outros subsegmentos de empresas, que têm esse perfil ambiental e ecológico, consigam captar mais dinheiro e tenham mais oportunidades.

Como você vê o cenário atual do ecossistema de startups no Brasil? O que de mais interessante está acontecendo e o quanto ainda podemos evoluir?
Tivemos algo muito emblemático no início de 2018: o surgimento dos primeiros unicórnios brasileiros [99 e Nubank]. Isso mostra que o Brasil está chegando a um ponto de maturidade em que, mesmo com crise e todas as dificuldades, empresas que têm potencial vão crescer. O problema é que o Brasil, do ponto de vista de marco regulatório e ambiente de negócios, é um país ruim. Quando pensamos em longo prazo, acreditamos muito no potencial do Brasil, mas precisamos criar um ambiente de negócios com crescimento minimamente previsível, estável e justo. A boa notícia é que os problemas estão sendo enfrentados agora. Como consequência, teremos um ambiente de negócios melhor, uma maturidade maior dos investidores e dos empreendedores. A expectativa é que o ambiente melhore com o passar do tempo, à medida que gerarmos mais exemplos positivos e termos pessoas mais experientes e capazes atuando nesse mercado, tanto empreendedores quanto investidores.

Você acha que teremos mais unicórnios num futuro próximo?
Acho que sim. Os próximos unicórnios podem surgir em diversos setores, não necessariamente setores mais sexy. Simplesmente porque o nosso mercado é grande o suficiente para comportar unicórnios em diversas áreas.

Muitos empreendedores dizem que para conseguir os grandes investimentos não existe outro caminho a não ser deixar o Brasil. Você concorda?
Eu discordo. Acho que esse raciocínio já foi verdade, mas está mudando. Hoje existem alguns fundos capazes de fazer investimentos relativamente grandes. A própria Performa consegue trabalhar com tíquetes de R$ 30 a 40 milhões por empresa. O que acontece é que muitas das empresas não conseguem gerar tração para justificar a avaliação de mercado que permita montantes maiores. Em algumas situações, empresas foram buscar dinheiro em regiões como o Vale do Silício, onde a avaliação dos negócios é muito mais agressiva. Duas empresas idênticas, com o mesmo faturamento e do mesmo ramo de atuação, vão ter uma avaliação muito diferente no Brasil e nos Estados Unidos. Lá, para uma empresa crescer, é infinitamente mais fácil do que aqui. Então tiveram algumas startups que conseguiram captar mais dinheiro lá fora e isso gera a sensação de que é necessário ir pra lá. Mas conforme o mercado brasileiro foi amadurecendo de três anos pra cá, existem alguns fundos de porte médio e até de porte grande que estão atuando de maneira consistente.

Na sua opinião, quais são os erros mais comuns cometidos pelos empreendedores na hora de buscar investimentos?
A ingenuidade de tratar investidores como se todos fossem iguais. Pensar que o único aspecto que importa para eles é o financeiro. Em casos extremos, isso leva a um conflito de interesses do que a empresa quer fazer e de qual é a tese de investimento do fundo. É muito simplista falar que o investidor quer colocar dinheiro e receber retorno. Cada fundo tem uma estratégia, tem um perfil de atuação, um prazo para esperar a empresa crescer, volumes diferentes. Quem atua como investidor sabe como é difícil achar empresas que tenham um encaixe perfeito com a tese de investimento. E os empreendedores não gastam tempo estudando e entendendo isso. Aí acaba tendo um monte de desencontros de empreendedores e investidores por conta dessa simplificação por parte do empreendedor da figura do investidor. por FILIPE OLIVEIRA Leia mais em epocanegocios 22/04/2018