28 fevereiro 2018

Disputa pela compra da Itambé é bagunça da Lala, diz presidente da Lactalis

A disputa judicial gerada após a aquisição da mineira Itambé pela gigante francesa Lactalis em dezembro é uma "bagunça" criada pela concorrente mexicana Lala -que no ano passado comprou a Vigor-, segundo Patrick Sauvageot, presidente da Lactalis na América Latina.

Desde que teve início a batalha no Brasil entre as duas gigantes multinacionais dos lácteos, nenhum executivo havia falado publicamente sobre o caso, que corre em segredo de Justiça.

Nesta quarta-feira (28), durante a cerimônia de inauguração de uma linha de produção do grupo Lactalis em Teutônia (RS), Sauvageot insinuou que a Lala está tentando estragar a imagem da Itambé porque gostaria de, ela própria, ter feito a compra da empresa mineira, mas não conseguiu.

"Toda essa briga judicial tem um objetivo só.  Eu como empresa, e não vou citar o nome da empresa, não consegui comprar [a Itambé]. Já que ela não foi comprada por mim, vou queimar a empresa. Vou esvaziar o caixa, vou fazer um barulho muito negativo para os bancos não colocarem dinheiro nela e vou atrasar com essa coisa judicial", disse o executivo.

Após o anúncio da aquisição estimada em R$ 1,9 bilhão pela Lactalis, em dezembro, a Vigor, que era dona de uma parte da Itambé antes de a mineira ser vendida aos franceses, questionou a operação na Justiça. Segundo a argumentação da Vigor na Justiça, a operação não poderia ter acontecido porque quebrava um acordo de acionistas firmado pela CCPR, cooperativa que detinha 50% da Itambé e comprou a outra metade para depois revender aos franceses em menos de 24 horas.

A decisão mais recente da Justiça autoriza a venda (que também já foi aprovada pelo Cade), mas não dá aos franceses da Lactalis a chance de exercer seus direitos de acionista, gerando um impasse. O caso será resolvido por meio de arbitragem.

Sauvageot disse que o conflito deixou a Itambé como a imagem de uma empresa "sem dono".
"Tem muitas coisas que foram ditas que são mentiras", disse o executivo a jornalistas
Ele se mostrou preocupado com a situação da Itambé e criticou sua gestão anterior.

"Pelo que eu entendi, a Itambé se encontrou em uma situação em que o caixa estava vazio. Ela tinha um caixa de R$ 150 milhões por mês em 2017."

Ele afirma que, quando o negócio foi assinado, em 4 de dezembro, porém, o caixa estava em R$ 50 milhões, mas a Itambé precisa pagar mais de R$ 110 milhões por mês a seus produtores.

"Se não pagar essa fatura, fecha. E ao mesmo tempo você lança uma ação judicial, criando bagunça e incerteza", disse Sauvageot, completando que isso provoca recuo dos bancos. "Então você tem uma empresa que não tem caixa e não pode tomar dos bancos. Não é razoável."

Questionado se a Lactalis trabalha com o cenário hipotético de o acordo não ser aprovado após a disputa judicial com a Vigor, o executivo afirma que a empresa não vê essa possibilidade.

 Sauvageot, que é francês, diz não entender a discussão judicial que se iniciou após os questionamentos da Vigor e criticou a Justiça brasileira.

 "Nenhum dos motivos que a Vigor está usando nos parece muito sólido e baseado juridicamente. No Brasil tem um sistema que se chama liminar. Com a liminar você pode fazer coisas e coisas", disse ele.

Outro ponto de discórdia entre Lactalis e Vigor/Lala na Justiça é o fato de a francesa ter assinado um acordo de confidencialidade, o chamado NDA (Non Disclosure Agreement), quando ela demonstrou interesse em comprar a Vigor, que pertencia à J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, e foi vendida para a Lala, meses antes, também no ano passado.

"Essa é a segunda mentira. O juiz está respondendo sobre o NDA, que tem como objetivo fechar uma operação entre a JBS vendendo Vigor e 50% de Itambé. Isso dura até o momento que se fecha essa venda. No momento que a venda está fechada, não tem sentido. E a Vigor estava a venda há mais de três anos", diz o francês.

Procuradas, a Vigor e a Lala disseram que não iriam se pronunciar porque o caso está em segredo de Justiça. Pessoas próximas à Vigor afirmam que a Lactalis não poderia ter comprado a Itambé porque o NDA assinado pela francesa na ocasião da tentativa frustrada de comprar a Vigor era válido por 24 meses, diferentemente do que afirma Sauvageot.

 Segundo esses executivos, nesse NDA, a Lactalis se comprometia textualmente a não comprar a Itambé. A francesa nega que exista tal cláusula. *A jornalista viajou a convite da Lactalis JOANA CUNHA (FOLHAPRESS) - Leia mais em bemparana 28/02/2018



28 fevereiro 2018



Despreparo de empresas pode atrasar conclusão de negócios

Desconto nos preços. Passivos tributários e trabalhistas, questões legais, éticas e concorrenciais, e até divergências de valores entre sócios influenciam na avaliação de venda das companhias

O despreparo de empresas em apresentar todas as informações exigidas por investidores pode atrapalhar a conclusão de negócios num cenário econômico de 2018 considerado favorável para fusões e aquisições ou para a venda de participações societárias.

Segundo um levantamento realizado pela Okto Finance com mais 150 investidores, a falta de controles da contabilidade, problemas de registros de contratos, questões fiscais e trabalhistas, cálculo do lucro antes de impostos, taxas, amortizações e depreciações (Ebitda) , dentre outros, respondem por cerca de 55% da não conclusão dos negócios na fase de due diligence (diligência) ou na próxima etapa, quando já se passaram meses ou até anos de negociação.

“Muitas vezes, o dono do negócio é surpreendido com um lançamento errado do contador, e o investidor estrangeiro já cria uma dúvida sobre a toda a contabilidade e a transparência no negócio”, conta o especialista em M&A e diretor da Okto Finance, David Denton.

Ao mesmo tempo, o cenário econômico é considerado como promissor para a realização de negócios em 2018. “É um casamento entre o comprador e o vendedor, deve-se ter transparência, honestidade e confiança”, afirma o conselheiro da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (Abvcap), Clóvis Meurer.

Na expectativa dele, o mercado de private equity e venture capital – que adquire participações em empresas e projetos – poderá crescer entre 25% a 30% neste ano. “A economia está pujante”, diz Meurer. Ele pondera que o processo de compra de uma empresa pode demorar de seis meses a um ano. “É o namoro antes do casamento.”

Segundo a CEO da AGR Consultores, Ana Paula Tozzi, para que essa união entre parceiros, ou entre compradores e vendedores seja possível, antes da decisão de venda de uma empresa ou de parta da empresa deverá haver consenso entre os sócios. “Cada acionista deve fazer uma reflexão sobre o que planeja para sua vida pessoal. Se ele pretende continuar no negócio ou sair. Se abrirá mão do controle ou não. Se venderá para um investidor estratégico ou para um fundo. Muitas vezes, o negócio não anda por desencontro entre sócios. É preciso um alinhamento entre as partes interessadas”, afirma a executiva.

O sócio da Iwer Capital, Artur Lopes, completa que os empresários devem passar as informações sobre o negócio – passivos fiscais e trabalhistas – com a maior clareza. “É desejável fazer uma reestruturação antes, a lição de casa, para comprovar números melhores”, sugere. Lopes acredita que neste ano virá muito capital de fora para o Brasil. “Os ativos estão muito baratos [em dólar]”, observou o especialista.

Para a CEO e fundadora da Sparks Capital, Ana Elisa Bacha Lamounier, a maior parte das transações não são concluídas devido à divergência de valores e divergências entre os sócios. “É sempre uma briga”, confirma.

Por outro ângulo, Ana Elisa aponta que o crescimento da economia deverá incentivar a conclusão de centenas de transações. “O juro mais baixo vai reduzir o custo de capital para investimentos. Esse cenário mais estável melhora o índice de perpetuidade das empresas e torna o valuation [avaliação] mais técnico”, diz a CEO da Sparks.

Na opinião do professor da Trevisan Escola de Negócios, Walter Franco Lopes da Silva, o ambiente para operações de compras de empresas e participações é promissor. “A dificuldade está na mensuração dos riscos”, disse.

O professor recomenda que os vendedores entreguem os números “impecavelmente” apurados aos potenciais interessados. “Isso evita perdas, multas contratuais, obrigações ou revisões no futuro”, aconselha Silva sobre a verificação de pendências tributárias, trabalhistas, questões societárias, legais e concorrenciais”, diz.

Já o sócio do escritório Miguel Neto Advogados, Bruno Guarnieri, sugere que os empresários realizem a “vendor-diligence” para apurar contigências e ajustar preços antes se lançar ao mercado. “Até por falta de uma gestão mais profissional, o empresário acaba descobrindo surpresas negativas na diligência. É mais recomendado fazer esse processo com mais calma e não ceder a ansiedade do momento”, avisa.

Quanto aos demais riscos, na semana passada, mais uma agência de classificação de risco – a Fitch Ratings – rebaixou a nota do Brasil, fator que pode afetar a intenção de fundos internacionais em aportar recursos no País.

“Desde 2015, não temos mais a nota de bom pagador. Para o estrangeiro fica a percepção de que o Brasil não vai ter condições de honrar seus compromissos. Isso compromete a nota de empresas como a Petrobras”, alerta o diretor comercial nacional do Grupo Brugnara, Luiz Souza, sobre um eventual aumento dos tributos sobre as empresas para equacionar as contas públicas no País.

Souza lembrou que no ano passado, o mercado de fusões e aquisições movimentou US$ 48 bilhões em transações no Brasil. “Ainda não sabemos as consequências desse novo rebaixamento”, ponderou o diretor.

História de avanços
Em clima positivo, o setor de private equity e venture capital lança amanhã (28), o livro “Abvcap, A força da indústria de participações no desenvolvimento do Brasil”, contando a história dos 18 anos do segmento. “Temos desafios pela frente. Mas construímos uma história rica e com avanços”, disse Meurer. ERNANI FAGUNDES Leia mais em dci 28/02/2018



Quem é a Brookfield, a empresa canadense que investiu quase R$ 27 bilhões no Brasil em 5 anos

A canadense Brookfield anunciou nesta terça-feira (27) um aporte de R$ 650 milhões na Renova Energia. Esse é mais um dos negócios fechados pela empresa, que nos últimos anos aproveitou a crise econômica e veio às compras no Brasil. De 2013 para cá, ela investiu quase R$ 27 bilhões por aqui, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) e da própria empresa.

Os valores não consideram os aportes feitos por empresas nas quais a Brookfield tem participação, como a Arteris, dona de concessões das rodovias Fernão Dias e Regis Bittencourt. Eles também não consideram o negócio fechado com a Renova.

A Brookfield é uma gigante global em gestão de ativos, com US$ 265 bilhões aplicados em negócios e investimentos em mais de 30 países. A companhia é considerada low profile e pouco conhecida dos brasileiros – apesar de ter começado seu negócio no país como fundadora da Light e ter sido uma das responsáveis pela iluminação do Cristo Redentor (leia mais abaixo).

Seus executivos são avessos a entrevistas e sua estratégia de negócios é revelada em raras declarações à imprensa. A empresa foi procurada pelo G1 e não quis dar entrevista.

Odebrecht vendeu projeto de irrigação Olmos, no Peru, para a Brookfield

A empresa é especialista em aproveitar crises para investir onde poucos têm coragem (ou dinheiro). E foi protagonista nas aquisições no Brasil nos últimos anos. Entre os negócios em que investiu estão ativos de energia e infraestrutura de empresas atingidas em cheio pela recessão e pela operação Lava Jato, como Odebrecht e Petrobras. .

No total, a Brookfield tem aproximadamente R$ 60 bilhões aplicados no Brasil e um time local de 16 mil funcionários, incluindo profissionais de investimento e de operações.

Veja onde o dinheiro foi aplicado de 2013 para cá:

  • Investimentos em ativos florestais no valor de R$ 1,3 bilhão
  • Compra de 26% da VLI por R$ 1,9 bilhão
  • Compra de ativos do grupo Energisa por R$ 1,8 bilhão
  • Compra de 7 imóveis da BR Properties por R$ 2,07 bilhões
  • Compra de 90% da Nova Transportadora do Sudeste (NTS) da Petrobras, por R$ 16 bilhões (parte do investimento foi vendido posteriormente para a Itaúsa por cerca de R$ 1,4 bilhão)
  • Compra de 70% de participação na Odebrecht Ambiental (agora chamada BRK Ambiental), por R$ 3,2 bilhões
  • Compra de torre da incorporadora EzTec por R$ 696 milhões
  • Compra do controle de uma concessão rodoviária (a Rutas de Lima) e de um projeto de irrigação (Olmos) que a Odebrecht tinha no Peru

Além desses investimentos, a Brookfield se associou à espanhola ACS para administrar as concessões de quatro linhas de transmissão que a companhia detinha, em 2016. Posteriormente, junto com a parceira, arrematou outras três. Os sete projetos, juntos, somam 4,2 mil quilômetros de linhas de transmissão e demandarão aportes de R$ 9 bilhões até 2020.

A companhia fechou ainda, em 2015, um contrato para construir a nova sede da L’Oréal no Rio de Janeiro, por um valor não divulgado. A canadense é dona de 70% do imóvel, que fica no Porto Maravilha e foi entregue em julho deste ano.

Ela ainda é cotada como possível compradora para alguns negócios que estão na mesa: a venda pela Petrobras de uma participação na Braskem (que é controlada pela Odebrecht), a venda da companhia de energia Âmbar pela JBS, e a venda de concessões rodoviárias detidas pela Odebrecht Transport.

Dinheiro ‘sobrando’ na recessão

Com dinheiro na mão e analistas em todo canto do mundo, a Brookfield costuma aproveitar as crises – quando muitas empresas se desesperam para fazer caixa e há poucos recursos disponíveis no mercado – para comprar ativos baratos e sem competição.

É o que presidente do grupo, Bruce Flatt, chama de estratégia “do contra” (ou contrarian, em inglês). “Nosso negócio é levar dinheiro a investimentos e países que acreditamos que no longo prazo serão bons, mas onde a maioria das pessoas não tem capital disponível ou operadores para aproveitar essas oportunidades”, resumiu o executivo à Bloomberg TV em 20 de setembro.

Para ele, os aportes no Brasil, intensificados nos últimos 18 meses, são o maior exemplo desse modelo de investida.

“Não havia investidores estrangeiros no país [quando a Brookfield começou a comprar ativos] e a maioria dos investidores locais não tinha dinheiro sobrando para fazer apostas. E, assim sendo, a maioria das incríveis concessões que conseguimos nos últimos dois anos (…) foram compradas sem nenhum comprador disponível competindo com a gente. Isso nem sempre garante sucesso, mas geralmente favorece bons retornos”, disse na mesma entrevista.

Trajetória a partir do Brasil

Foi no Brasil que toda a Brookfield nasceu, há mais de cem anos. Ela foi fundada em 1889 por dois investidores canadenses para lançar os primeiros bondes elétricos de São Paulo e do Rio de Janeiro, com o nome de Light (sim, a mesma Light atual). Foi a primeira fornecedora de serviços de transporte e eletricidade do país.

Bonde da antiga Light, empresa que deu origem aos negócios da Brookfield

Em 1912, a empresa foi listada na bolsa de Toronto. Com o dinheiro captado, começou a investir em ativos imobiliários e de energia renovável e infraestrutura – começava aí a nascer uma firma de investimentos internacional.

A Brookfield se separou da Light aos poucos, vendendo suas ações para o governo (federal e dos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro). A saída dos negócios começou em 1963, quando ela repassou os serviços de bonde elétrico ao antigo estado da Guanabara (hoje a cidade do Rio) e terminou em 1981, quando a Eletropaulo, que ainda era uma estatal, assumiu as operações de energia no Estado de São Paulo.

Por aqui ela ficou conhecida pela sua empresa imobiliária criada em 1978, a Brascan – nome que mistura sua origem brasileira e canadense. Em 2009, ela foi rebatizada de Brookfield Incorporações, após comprar as concorrentes Company, MB Engenharia e Tamboré.

Evento da incorporadora Tegra, na Avenida Paulista, em São Paulo

E, neste ano, trocou novamente seu nome para Tegra. A mudança é parte de um reposicionamento de marca iniciado em 2014, quando a controladora Brookfield Asset Management comprou as ações que ela tinha na bolsa brasileira e fechou seu capital por aqui, tornando-a sua subsidiária integral.

Além de atuar no ramo imobiliário, a empresa também é uma das donas da concessionária Arteris, que administra nove concessões de rodovias, entre elas a Autopista Fernão Dias e a Regis Bittencourt, e da VLI, antigo braço de logística da Vale.

Concessão da rodovia Fernão Dias, que liga São Paulo a Minas Gerais, é da Arteris, empresa que pertence à Brookfield

Como funciona o negócio da Brookfield

A consolidação como uma empresa de gestão de ativos se deu nos anos 2000, quando a companhia começou a convidar outros investidores privados para formar parcerias e aportar dinheiro nos seus negócios. Foi em 2001, já sob direção de Bruce Flatt, que ela lançou seu primeiro fundo para terceiros, o Brookfield Capital Partners I.

A partir daí, a empresa só cresceu e expandiu sua presença mundial, comprando e reestruturando empresas do ramo na Austrália, Estados Unidos e Inglaterra, por exemplo.

O grupo todo tem mais de 70 mil funcionários operacionais e administra US$ 265 bilhões em ativos no mundo. A divisão de investimento em imóveis comerciais é o principal negócio, com cerca de US$ 150 bilhões em ativos administrados. Em seguida vem os investimentos em infraestrutura, que somam cerca de US$ 40 bilhões.

As unidades de energia renovável e de private equity (que compra participações em outras empresas) somam respectivamente US$ 30 bilhões e US$ 24 bilhões investidos. Todas as quatro divisões são estruturadas como empresas têm capital aberto.

O grupo capta dinheiro em bolsa por meio dessas companhias e também de fundos privados e negociação de títulos públicos. E investe nos negócios, com a expectativa de valorizá-los.

Sob sua administração estão diversos imóveis comerciais; serviços públicos de transporte; geração transmissão e distribuição de energia (com mais de 260 hidrelétricas e parques de energia eólica); além de investimentos em empresas de variados segmentos por meio da divisão de private equity.

Imóveis da Brookfield em Nova York

Nos primeiros nove meses deste ano, as receitas de todo o grupo somaram US$ 27,7 bilhões, contra US$ 17,4 bilhões no mesmo período de 2016, alta de 58,62%, segundo balanço não auditado divulgado pela empresa.

O lucro líquido chegou a US$ 2,4 bilhões no acumulado até setembro, ante US$ 3,2 bilhões em igual intervalo de 2016, queda de 23,8%. O resultado do ano passado havia sido inflado por créditos tributários.

No balanço, a empresa menciona que está “progredindo em várias grandes expansões” de projetos em operações de pedágio e transmissão de eletricidade no Brasil.

Durante o longo histórico no Brasil, a Brookfield enfrentou algumas crises. A empresa teve o nome envolvido em dois escândalos de corrupção: o “caso Aref” e a “máfia do ISS”.

No primeiro, uma ex-diretora da Brookfield Gestão de Empreendimentos (BGE), a administradora de shoppings do grupo, disse ter pagado R$ 1,6 milhão em propina a pessoas ligadas a Hussain Aref Saab, em 2012. Ele comandava o departamento que aprova o licenciamento de novos empreendimentos na prefeitura de São Paulo e teria acelerado a liberação de shoppings construídos pela companhia, ainda que eles tivessem irregularidades. A negociação envolveria o shopping Pátio Paulista e o shopping Higienópolis, na região central da capital paulista. Aref chegou a ter mais de 100 apartamentos, avaliados em mais de R$ 100 milhões.

A Brookfield alega que uma executiva fez a acusação para conseguir embasar um pedido de indenização trabalhista por ter sido demitida em 2010. Segundo a empresa, ela foi desligada por ter desviado R$ 1,5 milhão da companhia em esquema com seu marido e laranjas. A Brookfield afirma que conseguiu decisão favorável da Justiça na primeira e segunda instâncias do processo, no qual a diretora foi condenada a pagar cerca de R$ 600 mil.

As declarações dela geraram inquéritos civis e policiais contra a Brookfield e alguns de seus executivos – segundo a empresa, a maioria deles foi arquivada por ausência de provas e os demais seguem parados. As denúncias também culminaram em fiscalizações em shoppings administrados pela companhia, que terminaram “sem obras embargadas ou funcionamento interrompido”, de acordo com a companhia. Porém, a prefeitura de São Paulo encontrou irregularidades nos estacionamentos tanto do shopping Paulista quanto do Higienópolis.

Shopping Pátio Paulista, construído pela Brookfield

A Brookfield processou a executiva, seu marido e laranjas. Segundo ela, o grupo foi indiciado por falsidade ideológica, estelionato e uso de documentos falsos. A ação ainda corre na Justiça.

No segundo caso, em colaboração com investigação do Ministério Público, a construtora da companhia admitiu ter pagado R$ 4 milhões a fiscais da prefeitura de São Paulo como propina para que eles permitissem a sonegação do Imposto Sobre Serviços (ISS), em 2014.

A Brookfield destaca que não há “nada contra a Tegra (antiga Brookfield Incorporações) e seus executivos” na esfera criminal. A empresa diz ainda que, em fiscalizações em 23 empreendimentos para verificar se os impostos pagos correspondem ao valor devido, ela obteve desfecho favorável em oito. As demais seguem com recurso na esfera administrativa. Fonte Oficial: G1. Leia mais em tesouroinvest 28/02/2018



RBS nega venda de operação no Rio Grande do Sul

Após informação publicada pela Veja, de que a família Sirotsky estaria prestes a se desfazer do grupo, empresa afirma que não existem negociações em curso
 
A RBS afirmou, em nota enviada ao Meio & Mensagem, que não negocia suas operações no Rio Grande do Sul. “As áreas de mídia do Grupo RBS no Rio Grande do Sul não estão à venda nem vêm sendo negociadas com outra empresa.”

O posicionamento da empresa ocorre alguns dias após uma nota da revista Veja, publicada pelo jornalista Maurício Lima, da coluna Radar, afirmar que “estão avançadas as negociações entre a família Sirotsky e Carlos Sanchez para a venda total da RBS.”

Ainda de acordo com a Veja, o negócio está avaliado em R$ 2 bilhões e envolve 12 emissoras de TV, 15 de rádio e três jornais. Em março de 2016, a operação da RBS em Santa Catarina foi adquirida por Carlos Sanchez. O valor da negociação não foi divulgado, no entanto, estimativas do mercado avaliam que a venda supere R$ 1 bilhão. No ano passado, após um sorteio popular, foi escolhida a nova marca da RBS em Santa Catarina passando a atender por NSC.

História
O Grupo RBS foi fundado em 1957 no Rio Grande do Sul por Maurício Sirotsky Sobrinho e chegou a 2016 com oito jornais, entre eles Zero Hora e A Notícia, 24 emissoras de rádios, além de duas emissoras de TV locais. O conglomerado é afiliado à Rede Globo. Nas plataformas digitais, RBS atua com sua empresa e-Bricks, entre outras operações de eventos, gráfica e logística.
Luiz Gustavo Pacete Leia maias em maioemenagem 27/02/2018





Vórtx negocia aporte de fundos estrangeiros

Valuation é de 100 milhões de reais para empresa criada há dois anos

Criada há dois anos, a empresa de serviços fiduciários Vórtx está negociando a venda de participação acionária com dois fundos estrangeiros, que avaliaram a companhia em 100 milhões de reais. A empresa assumiu a liderança do segmento, participando de 70% das operações de certificados de recebíveis imobiliários (CRIs) e quase 60% das operações de certificado de recebíveis do agronegócio (CRA) no ano passado.

Fundada pelos advogados paulistas Alexandre Assolini e Juliano Cornacchia, a empresa representa os investidores na relação com emissões de valores mobiliários, analisando escritura de títulos, checando garantias e fazendo acompanhamento diário do cálculo da curva de rentabilidade do papel, por exemplo — embora seja contratado pelos gestores e emissores de títulos. Por Maria Luíza Filgueiras Leia mais em exame 28/02/2018



Fusões e aquisições de bancos terão de ser aprovadas por Cade e BC

O Conselho Administrativo de Direito Econômico (Cade) e o Banco Central assinaram nesta quarta-feira, 28, um memorando de entendimentos sobre como serão feitas a análise de fusões e aquisições envolvendo instituições financeiras pelas duas autarquias. A competência dos dois órgãos é alvo de disputa há muitos anos. Em 2001, a compra do BCN pelo Bradesco foi judicializada e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) entendeu que a competência sobre a questão é exclusiva do Cade. O processo foi levado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que ainda não decidiu o tema.

De acordo com o presidente do Cade, Alexandre Barreto, o memorando prevê que é necessário o aval dos dois órgãos para a aprovação de negócios envolvendo instituições financeiras, como ocorre, por exemplo, no setor de telecomunicações e energia, em que as operações são analisadas pelo Cade e pelas agências reguladoras do setor.

No caso dos bancos, porém, se o Banco Central entender que há risco prudencial, para a estabilidade financeira, ele poderá aprovar uma operação unilateralmente, e caberá ao Cade segui-lo, independentemente do impacto concorrencial. "Se houver risco prudencial, o Cade segue o entendimento do BC", afirmou Barreto.

Durante a cerimônia de assinatura do memorando de entendimento, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, e o presidente do Cade, Alexandre Barreto, disseram que os dois órgãos vão trabalhar para que o que foi acordado seja colocado em projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional e levado em consideração no julgamento do Supremo Tribunal Federal.

"Estamos fazendo história depois de décadas de conflitos entre Cade e BC. O entendimento favorece o Brasil e a concorrência, reduz custo de crédito e torna o sistema mais eficiente", afirmou Goldfajn.

Ele acrescentou que o entendimento tornará mais claro os limites para a atuação do Banco Central e do Cade, gerando maior previsibilidade às instituições financeiras. "O resultado será o aprofundamento do exame concorrencial, sem o prejuízo da estabilidade financeira", completou. Lorenna Rodrigues Leia mais ema tarde.uol 28/02/2018



Consórcio de seis empresas leva lotes rodoviários estaduais de MT

O Consórcio Via Brasil, formado por seis empresas, arrematou os dois lotes rodoviários leiloados pelo Estado do Mato Grosso nesta quarta-feira, 28, na sede da B3, em São Paulo. Somados, os lances pelos ativos do grupo vencedor foram de R$ 16,0 milhões, que devem ser pagos em parcela única na assinatura dos contratos de operação e manutenção das rodovias.

Foram ofertados R$ 10,05 milhões pela outorga fixa do Lote 1, que compreende um trecho de 111,9 quilômetros da MT-100 em Alto Araguaia. O valor corresponde a um ágio de 179,16% em relação ao lance mínimo estipulado pelo edital. Já pelo Lote 2, de 188,2 quilômetros da MT-320/MT-208 em Alta Floresta, a proposta ganhadora foi de R$ 6,16 milhões, significando ágio de 516% ante o valor mínimo definido.

O Consórcio Via Brasil é formado pelas empresas Conasa Infraestrutura, Zetta Infraestrutura e Participações, Construtora Rocha Cavalcante, Fremix Pavimentação e Construção, FBS Construção Civil e Pavimentação e CLD - Construtora Laços Detetores e Eletrônico. A outra concorrente da disputa era a Planova Planejamento e Construções.

De acordo com a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) do governo de Mato Grosso, serão investidos R$ 867 milhões em novas obras e R$ 951 milhões na manutenção e na conservação dos trechos ao longo dos contratos, que duram 30 anos.

A Sinfra pretende organizar mais uma concorrência de rodovia já em abril. Será ofertado o Lote 3, que corresponde às rodovias MT-246, MT-343, MT-358 e MT-480 (Tangará da Serra), com 233,20 quilômetros de extensão.  Letícia Fucuchima Leia mais ema tarde.uol 28/02/2018



AccorHotels inicia venda da participação majoritária na AccorInvest

A AccorHotels anuncia ter assinado acordos com um grupo de investidores internacionais com a proposta de vender a participação majoritária no capital da AccorInvest.

Pelos termos do acordo, a AccorHotels venderia inicialmente 55% da AccorInvest para Fundos Soberanos, sendo Public Investment Fund (PIF – Fundo de investimento público) e GIC, Investidores Institucionais, sendo Credit Agricole Assurances, Colony NorthStar e Amundi, e outros investidores. Para a AccorHotels, a venda resultaria em uma contribuição em dinheiro de 4,4 bilhões de euros.

Segundo Sébastien Bazin, Presidente e CEO Global da AccorHotels, “esses acordos representam um marco-chave para o Grupo. Após a separação da AccorInvest em uma entidade jurídica segregada em julho de 2017, agora estamos selecionando uma mesa-redonda de investidores líderes, com base na valorização que reflete completamente a sua liderança global e a qualidade de seus ativos, enquanto construímos um relacionamento de longo prazo entre a AccorHotels e a AccorInvest. Esses elementos foram essenciais para o sucesso desta operação para todos as partes interessadas: equipes, parceiros, bem como acionistas atuais e futuros de ambas as entidades. A entrada de novos acionistas e a desconsolidação da AccorInvest fornecerão à AccorHotels uma importante margem de manobra para ampliar nosso crescimento dinâmico, estratégia de inovação e para criar valor para os acionistas. Em sua parte, a AccorInvest vai tirar vantagem do apoio de seus novos e poderosos acionistas, bem como terá uma fortalecida estrutura financeira para executar seu roadmap e continuar reforçando seu portfólio de ativos”.

Os hotéis da AccorInvest serão operados pela AccorHotels por meio de contratos de longo prazo: 50 anos (incluindo a opção de renovação por 15 anos adicionais) para os hotéis de luxo e upscale e 30 anos na média (incluindo a opção de renovação por 10 anos adicionais) para os hotéis do segmento midscale e econômico. Os termos do contrato de gestão foram negociados entre as partes seguindo as práticas do mercado.

Com quase 30.000 funcionários e operações em 27 países, a AccorInvest é a líder mundial em propriedades hoteleiras, com um portfólio atual de 891 hotéis. A maioria desses hotéis está localizada na Europa, nos segmentos econômico e midscale. Deste total, 324 hotéis são proprietários e 567 são operados por arrendamentos fixos ou variáveis.

Conforme os termos dos acordos, os investidores assumiram compromissos vinculativos para executar a transação e a AccorHotels concedeu a eles exclusividade, com consulta no conselho de trabalho ainda pendente. A transação também está sujeita a aprovações regulatória e antitruste. Será sujeita a uma reunião dos acionistas da AccorHotels para consulta. Espera-se que esteja finalizada no segundo trimestre de 2018. A AccorInvest seria então a responsável por utilizar o método de equivalência patrimonial nas declarações financeiras consolidadas da AccorHotels.

SOBRE ACCORHOTELS
AccorHotels é um líder mundial em viagens e estilo de vida e inovador digital oferecendo experiências únicas em mais de 4.200 hotéis, resorts e residências, bem como em mais de 10.000 das melhores casas particulares em todo o mundo. Beneficiando-se da experiência como investidor e operador, a AccorHotels opera em 95 países.

Sua carteira inclui marcas de luxo de renome internacional, incluindo Raffles, Sofitel Legend, SO Sofitel, Sofitel, Fairmont, onefinestay, MGallery by Sofitel, Pullman e Swissôtel; bem como o popular midscale e marcas boutique como 25hours, Novotel, Mercure, Mama Shelter e Adagio; as reconhecidas marcas econômicas incluindo JO&JOE, ibis, ibis Styles, ibis budget e as marcas regionais Grand Mercure, The Sebel e hotelF1. A AccorHotels também oferece serviços inovadores durante toda a experiência do viajante, sobretudo pela recente aquisição do John Paul, líder mundial em serviços de concierge.

Com uma coleção incomparável de marcas e uma rica história que se estende por quase cinco décadas, a AccorHotels, juntamente com sua equipe global de mais de 250.000 homens e mulheres dedicados, tem uma missão intencional e sincera: fazer com que cada hóspede se sinta bem-vindo. Os hóspedes têm acesso a um dos programas de fidelidade mais gratificantes do mundo - Le Club AccorHotels.

A AccorHotels está ativa nas suas comunidades locais e comprometida com o desenvolvimento sustentável e a solidariedade através do PLANET 21, um programa abrangente que reúne funcionários, clientes e parceiros para impulsionar o crescimento sustentável. A Accor SA está cotada em bolsa com ações negociadas na Euronext Paris (código ISIN: FR0000120404) e no mercado OTC (Código: ACRFY) nos Estados Unidos. Leia mais em maxpress 28/02/2018






Ri Happy dará largada em IPOs e precificará oferta no dia 22 de março

Depois dos primeiros contatos iniciais com os investidores, a varejista de brinquedos Ri Happy, do fundo americano de private equity Carlyle, atualizará seu prospecto para uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).

A operação deve ser precificada no dia 22 de março e dará a largada para a onda de aberturas de capital programadas para a Bolsa brasileira nesse primeiro semestre. A oferta deve movimentar por volta de R$ 1 bilhão (US$ 300 milhões a US$ 400 milhões). Procurado, o Carlyle não comentou. Estadao leia mais em istoedinheiro 28/02/2018



Rede de calçados e artigos esportivos Dass pede registro para IPO

A rede de calçados e artigos esportivos Dass Nordeste pediu registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para realizar uma oferta inicial de ações (IPO).

A operação, que será coordenada pelo Itaú BBA, inclui a venda de um lote primário (ações novas, que vão para o caixa da empresa) e secundário (papéis de detidos por atuais sócios).

A empresa terceiriza a produção de artigos esportivos de marcas globais como Adidas e Nike e tem sede no Ceará. (Por Aluisio Alves, edição Flavia Bohone) Leia mais em ultimoinstante 28/02/2018







Bayer deve ter aprovação da UE para negócio de US$62,5 bi com Monsanto

A aquisição deve criar uma companhia com uma fatia de mais de um quarto no mercado mundial de sementes e pesticidas

O grupo alemão de remédios e agroquímicos Bayer deve obter uma aprovação antitruste condicional da União Europeia para sua proposta de 62,5 bilhões de dólares pela Monsanto, líder global em sementes, disseram duas fontes com conhecimento do assunto nesta quarta-feira.

A aquisição, a última de uma série no setor agrícola nos últimos anos, deve criar uma companhia com uma fatia de mais de um quarto no mercado mundial de sementes e pesticidas.

A Bayer já se comprometeu a vender certos ativos em sementes e herbicidas por 5,9 bilhões de euros (7,2 bilhões de dólares) para a Basf para endereçar preocupações regulatórias da UE.

Mais cedo nesta quarta-feira, a Bayer disse que novas concessões aos órgãos antitruste devem incluir a venda de seu negócio de sementes, confirmando uma matéria anterior da Reuters.

A Comissão Europeia, que deve decidir sobre a transação em um prazo que encerra em 5 de abril, não quis comentar.

A Bayer também não comentou, dizendo que continua um diálogo construtivo com o órgão de defesa da concorrência na Europa.

O negócio entre Bayer e Monsanto levantou críticas por parte de ambientalistas e alguns grupos de produtores, que estão preocupados com o poder de mercado da nova companhia. Reuters Leia mais em epocanegocios 28/02/2018



Neoenergia prevê investir € 5 bi no Brasil nos próximos cinco anos

Neoenergia prevê investir € 5 bi no Brasil nos próximos cinco anos

A Neoenergia, elétrica controlada pelo grupo espanhol Iberdrola, deve investir € 5 bilhões (o equivalente a cerca de R$ 20 bilhões) no Brasil entre 2018 e 2022. O montante, estimado pelo presidente do conselho de administração da empresa e presidente mundial da Iberdrola, Ignacio Galán, é referente ao plano de crescimento da companhia no país, que inclui projetos "greenfield" (a ser construído a partir do zero), principalmente de geração e transmissão de energia. A cifra, porém, pode aumentar, caso o grupo faça alguma aquisição no Brasil.

"Somos uma companhia que sente liberdade de olhar, se houver oportunidades rentáveis, ativos para construir ou ativos 'brownfield' [já em operação]", afirmou o diretor-presidente da Neoenergia, Mario Ruiz-Tagle, em sua primeira entrevista desde que assumiu o cargo, há cinco meses. "Se forem ativos que têm oportunidade de acrescentar eficiências [à empresa], nesse caso são ativos que olhamos" completou o executivo.

Questionado sobre as distribuidoras que a Eletrobras pretende vender no fim de abril, o executivo explicou que "esse é um processo do qual vem se falando há muitos anos, mas, para nos pronunciarmos de alguma maneira, é preciso uma forma concreta, um edital, umas condições [definidas]".

O chileno, que desde 2002 atua pela Iberdrola no Brasil, onde chegou a ocupar o cargo "country manager" em 2010, reforçou a estratégia definida por Galán de que a Neoenergia será o veículo de novos investimentos do grupo espanhol no país.

Essa estratégia teve início em setembro, após a incorporação da Elektro, que era 100% Iberdrola, pela Neoenergia. Com o negócio, a companhia espanhola ampliou sua participação na Neoenergia para 52,45%. Os demais sócios, Previ e Banco do Brasil, passaram a ter 38,2% e 9,35%, respectivamente.

A condição de controlador, aliás, é indiscutível para o grupo Iberdrola. O objetivo da companhia no Brasil é investir em empresas ou ativos em que ela seja controladora e responsável pela operação. Por esse motivo é que a Neoenergia tem o desejo de vender sua fatia de 10% na Norte Energia, empresa responsável pela hidrelétrica de Belo Monte, em construção no rio Xingu, no Pará, e que terá capacidade instalada de 11.233 megawatts (MW).

"Temos publicamente comunicado ao mercado que o único ativo que temos à venda no plano de longo prazo é Belo Monte. [...] É um investimento muito grande, que não controlo, [de] que sou investidor financeiro, porque não consigo mostrar no balanço o Ebitda que esse negócio está gerando. Perdeu o sentido o investimento em Belo Monte", afirmou Ruiz-Tagle.

Em âmbito mundial, a Iberdrola possui plano de aquisições e venda de ativos que atinge valor de € 3 bilhões (quase R$ 12 bilhões), com o objetivo de reorganizar seu portfólio.

Questionado sobre o cancelamento da oferta pública inicial de ações (IPO) da Neoenergia, no fim do ano passado, Ruiz-Tagle explicou que a operação não tinha como objetivo principal levantar recursos para a companhia, e sim o interesse de alguns acionistas em vender sua participação na empresa. Ele lembrou, porém, que não houve consenso entre os acionistas e o mercado com relação ao preço da oferta, que acabou não se viabilizando.

Segundo o presidente da Neoenergia, mesmo não sendo concretizado, o IPO permitiu a divulgação de dados relevantes e planos da empresa para o mercado internacional. Ele acrescentou que, no fim do ano passado, os acionistas também aprovaram a capitalização de dividendos retidos e a emissão primária, em que os sócios colocaram mais R$ 1,1 bilhão.

Maior grupo de distribuição de energia do país em número de clientes, atendendo aproximadamente 13,5 milhões de unidades consumidoras, a Neoenergia acompanha com muita atenção as discussões na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre a taxa de remuneração (o "WACC regulatório") para o próximo ciclo de revisões tarifárias das distribuidoras, que se inicia em março deste ano e vai até 2020.

A proposta inicial da área técnica da Aneel, de redução do WACC de 8,09% para 7,71%, tem preocupado o setor, que alega que essa diminuição terá um desconto imperceptível na tarifa de energia do consumidor, porém com impacto expressivo no Ebitda e capacidade de investimento das empresas.

"Quando você faz menos investimentos, quem sofre é a rede. E, quando sofre a rede, quem sofre no final é o cliente, que acaba pagando um desconto mínimo na tarifa e uma perda de qualidade expressiva", disse Ruiz-Tagle.

O executivo propõe que a Aneel mantenha a taxa de remuneração em 8,09% para o próximo ciclo. "Estamos confiante de que a Aneel terá uma postura mais realista, com visão de longo prazo", afirmou, lembrando que a Neoenergia investiu R$ 10 bilhões nas distribuidoras Cosern (RN), Coelba (BA) e Celpe (PE) de 2013 a 2017.

Questionado sobre a perspectiva para o cenário econômico brasileiro este ano, Ruiz-Tagle explicou que o grupo já percebe sinais de melhora na economia. E acrescentou que, mesmo sendo um ano eleitoral, a economia tem um "certo grau de descolamento" da política. "Estamos além da disputa eleitoral", disse.Valor Econômico Leia mais em investe.sp 28/02/2018



Renova aceita proposta da Brookfield e vende parques eólicos

A proposta prevê a venda do Complexo de Alto Sertão III, pelo valor de 650 milhões, a serem pagos na data de fechamento da transação

O conselho de administração da Renova Energia decidiu a favor da proposta vinculante da Brookfield Energia Renovável, em acordo que envolve um complexo eólico e projetos em desenvolvimento, segundo fato relevante nesta terça-feira.

A proposta prevê a venda do Complexo de Alto Sertão III, pelo valor de 650 milhões, a serem pagos na data de fechamento da transação, valor que pode ser acrescido de “earn-out” de até 150 milhões de reais vinculado à geração futura.

Além disso, o acordo envolve a aquisição pela Brookfield de projetos eólicos em desenvolvimento, com capacidade instalada estimada de 1,1 GW, ao preço de 187 mil reais por MW, a serem pagos como “earn-out”.

A Renova afirmou que os recursos oriundos da transação serão destinados prioritariamente ao pagamento dos fornecedores e credores do projeto Alto Sertão III.

A proposta da Brookfield substituiu a oferta de capitalização primária aceita em novembro, que previa um aporte primário de 1,4 bilhão de reais na endividada companhia de geração renovável.

A operação tornaria a Brookfield majoritária e diluiria fortemente a posição de Cemig e Light, controladores da Renova.  Por Roberto Samora, da Reuters Leia mais em exame 27/02/2018



Transações de M&A por fundos de private equity caem 38% em janeiro

As incertezas no Brasil seguem deixando acanhados os investidores de fundos de private equity, que compram participação em empresas, especialmente os estrangeiros, mostrou levantamento da PwC.

Em janeiro, o número de transações de fusões e aquisições (M&A, na sigla em inglês) realizadas por tais fundos caiu 38%, para oito, em comparação ao mesmo mês de 2017, quando somavam 13.

Os fundos estrangeiros participaram de três operações de M&A em janeiro deste ano, contra seis em janeiro de 2017.  ..      Leia mais em ColunadoBroadcast.estadao 28/02/2018



Cade aprova compra da TGM pela WEG, com restrições

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, com restrições, a compra da TGM Indústria e Comércio de Turbinas e Transmissões pela WEG Equipamentos Elétricos. A WEG é líder nacional na venda de geradores elétricos, enquanto a TGM atua na produção de turbinas a vapor e redutores industriais.

A relatora Polyanna Vilanova entendeu que a determinação de venda de ativos seria "desproporcional" e condicionou a aprovação da operação à assinatura de um acordo que prevê que a WEG não poderá discriminar concorrentes na venda de componentes de turbogeradores de forma avulsa.

A empresa terá ainda que apresentar relatórios com sua política de preços e haverá uma auditoria independente para monitorar a prática. Os demais conselheiros seguiram o voto da relatora.

Em novembro, a superintendência-geral do Cade recomendou a aprovação do negócio condicionada à adoção de restrições. O parecer da superintendência apontou que a operação apresenta elevada concorrência no mercado de equipamentos para turbogeradores, como turbinas a vapor, redutores turbo e geradores elétricos.

A superintendência propôs que a operação fosse aprovada condicionada à assinatura de um acordo proposto pelas empresas, que foi seguido pela conselheira relatora, com poucas alterações, segundo Polyanna. - Jornal do Comércio Leia mais em jcrs.uol 28/02/2018



Grupo CanalEnergia é vendido para inglesa UBM Brazil

O Grupo CanalEnergia, empresa de comunicação integrada com foco no setor elétrico, passou para as mãos do inglês UBM Brazil, organizador de eventos B2B. O valor da transação está em segredo.

Fazem parte do Grupo CanalEnergia o CTEE, responsável pela produção e realização de eventos e treinamentos e o portal CanalEnergia.com.br. O Grupo CanalEnergia foi fundado no ano 2000 pelos irmãos Ricardo e Rodrigo Ferreira. Leia mais em ColunadoBroadcast 28/02/2018



Fatia da Infraero em 3 aeroportos será vendida

O governo federal pretende vender até o fim deste ano a participação de 49% que a Infraero detém nos aeroportos de Guarulhos (SP), Brasília (DF) e Confins (MG). Nos próximos dias, será assinado um contrato para que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) faça a operação de venda dos ativos, que inclui o cálculo do valor das participações e a avaliação das condições de mercado.

Segundo o secretário Nacional de Aviação Civil, Dario Rais Lopes, a expectativa é arrecadar algo em torno de R$ 5 bilhões apenas com os três aeroportos. A venda deverá ser feita por meio de leilão e terá algumas restrições para os atuais sócios da Infraero. Eles poderão participar da disputa, mas serão proibidos de dar lances em outros terminais. Ou seja, o sócio de Guarulhos, por exemplo, não poderá comprar afatia da Infraero em Confins ou em Brasília.

Lopes diz que tem recebido boa sinalização dos investidores em relação à venda das participações. Mas que há grandes chances de os atuais sócios (ou parceiros desses investidores) comprarem a participação da Infraero. Os três terminais foram concedidos para a iniciativa privada em 2012 e 2013, com ágios que chegaram a 600% (caso de Brasília).

O Aeroporto de Guarulhos foi arrematado pelo consócio formado pela Invepar (empresa dos fundos de pensão do Banco do Brasil, Petrobrás e Caixa) e pela operadora sul-africana ACSA; Brasília pela argentina Corporación America e pela Infravix (que vendeu a participação para a sócia depois do envolvimento na Lava Jato); e Confins, pelo grupo criado entre CCR e Zurich Airport. Os outros dois aeroportos licitados na primeira e segunda rodada de licitações (Viracopos, em Campinas, e Galeão, no Rio) serão avaliados pelo BNDES, mas não deverão ser vendidos neste ano.

Otimismo

A expectativa de arrecadação prevista pelo governo federal foi vista por alguns analistas como otimista. Em estudo feito pela consultoria alemã Roland Berger, a pedido da Infraero para nortear sua reestruturação, o valor potencial de venda de todas as participações ficou entre R$ 500 milhões e R$ 600 milhões - bem abaixo da previsão do governo. A avaliação constante no documento, entregue às principais autoridades em Brasília, é de que o governo não deveria se desfazer das participações neste momento. O ideal seria aguardar uma valorização maior dessa fatia e futuramente vendê-la.

O documento obtido pelo Estado traz alternativas que dariam independência para a Infraero. Uma delas é a venda (de 49% ou 51%) da estatal para a iniciativa privada. Isso representaria algo em torno de R$ 17 bilhões de arrecadação para o governo federal. Procurada, a Roland Berger não quis se pronunciar sobre o estudo.

O fato é que o governo federal precisa fazer caixa e a venda das participações nos três aeroportos parece ter consenso de boa parte do governo, menos da Infraero. Na semana passada, o presidente da estatal, Antônio Claret, afirmou publicamente que tinha intenção de suspender a venda das participações. Em nota enviada à reportagem ontem, porém, a empresa afirmou que " seguirá as diretrizes do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil para o setor aéreo".

O BNDES foi procurado, mas não retornou ao pedido de entrevista. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Leia mais em dci 28/02/2018



Startup brasileira de inovação em educação recebe novo aporte e soma R$6 milhões em investimentos

A Tamboro, startup brasileira de inovação em educação, acaba de anunciar um aporte de seu novo investidor, o empresário Paulo Ferraz. A startup oferece soluções on-line (web/mobile) para aprimorar o desempenho de jovens profissionais, alunos, e empresas e suas equipes, por meio do desenvolvimento das habilidades do século 21.

O montante será direcionado para desenvolvimento de novos cursos, e também para aprimorar as áreas de Comunicação, de Marketing e Comercial da empresa. Junto com os montantes recebidos do Leblon Equities e da Vox Capital, grupo que investe em empresas de impacto social, a empresa soma R$6 milhões em investimentos.

Com sólida carreira no mercado financeiro à frente de companhias como o banco Bozano, Simonsen, Paulo Ferraz é um investidor estratégico para a startup. Segundo Samara Werner, sócia e cofundadora da Tamboro, a experiência em gestão e desenvolvimento do empresário – ex-conselheiro da agência de promoção de investimentos do Rio de Janeiro, a RioNegócios – contribui de forma relevante ao momento atual da empresa, que busca alavancar a nova unidade de negócios voltada para empresas e jovens que estão entrando no mercado de trabalho.

“Nosso primeiro encontro com o Paulo Ferraz ocorreu em 2010, mas, ao longo de todos estes anos, sempre mantivemos contato, pois temos esse interesse em comum de desenvolver uma educação de qualidade para todos”, comenta Samara. “Seu entusiasmo em temas que estão relacionados com a proposta da Tamboro fez com que ele acompanhasse de perto nossa trajetória, que culminou na consolidação de nossa parceria.” Desde 2011, a startup trabalha com soluções on-line que colaboram para um melhor desempenho de jovens, seja no ambiente escolar, seja no mercado de trabalho, por meio do desenvolvimento de habilidades e competências essenciais para atuar no mundo contemporâneo. Leia mais em startups 27/02/2018



Aquisição da Amazon

A Amazon.com está pronta para comprar a Ring, startup que faz campainhas e câmeras de segurança de vídeo, por mais de US$ 1 bilhão, disse à Reuters uma fonte a par do assunto.

Esse é o último movimento da Amazon em expandir-se para o mercado de "casas conectadas". A Amazon confirmou que compraria a Ring, mas se recusou a comentar os termos do negócio. Fonte:Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 28/02/2018



Geely segue nas compras, agora com 10% da Daimler por US$ 9 bilhões

Aquisição torna montadora chinesa a maior acionista do grupo alemão

A fabricante chinesa Geely continua comprando operações europeias. O lance mais recente dessa estratégia foi a aquisição de 9,7% de participação na Daimler, empresa que controla a Mercedes-Benz. A transação envolveu cerca de US$ 9 bilhões, de acordo com a Bolsa de Valores de Frankfurt. Dessa forma a Geely se tornou o maior acionista da empresa alemã. Este também teria sido o maior investimento feito por uma companhia chinesa em uma montadora internacional.

A Geely tem se mostrado ávida em adquirir participações em montadoras europeias. No meio do ano passado se aproximou da FCA (Fiat Chrysler), gerando rumores e especulações por algumas semanas sobre a aquisição da companhia pelos chineses. O empresário Li Shufu, que controla a Geely, tentou se aproximar da FCA a fim de explorar a expansão de seus negócios fora do mercado doméstico.

A chinesa causou espanto no mundo corporativo das grandes montadoras em 2010, quando comprou a Volvo Cars da Ford. Mais recentemente, no fim de dezembro passado, desembolsou mais US$ 3,3 bilhões para adquirir participação de 8,2% na unidade de caminhões da marca sueca, a Volvo Trucks. Também levou em 2017 metade da montadora malaia Proton, e o controle acionário da Lotus, tradicional fabricante inglesa de esportivos.

A marca Geely atuou no Brasil entre 2014 e 2016 representada pelo Grupo Gandini, também importador da coreana Kia. Com 26 concessionárias, foram vendidas pouco menos e 2 mil unidades. Os carros eram montados sob responsabilidade de Gandini na Nordex, no Uruguai, e trazidos ao Brasil. A produção no país vizinho parou em 2016. Leia mais em automotivebusiness 28/02/2018



Carrefour sonda Casino sobre fusão

Representantes do Carrefour sondaram o comando do Casino a respeito da hipótese de fundir as empresas, apurou o Valor. O contato foi feito por banqueiros emissários do Goldman Sachs na França com o presidente do Casino, Jean-Charles Naouri, há duas semanas, como antecipou ontem o Valor Pro, serviço de informações em tempo real do Valor.

A reação foi negativa - a resposta foi de que a empresa, controladora do Grupo Pão de Açúcar no Brasil, não vê méritos na operação e, por conta disso, não há espaço para uma negociação.
Procurado na noite de ontem, o Carrefour informou que não poderia se manifestar porque não localizou porta-voz. O Casino também não se manifestou.

O Carrefour Brasil tem marcada para hoje uma teleconferência com analistas sobre os resultados do quarto trimestre do ano passado, previstos para serem divulgados na noite de ontem. Os números globais do grupo também serão apresentados na França hoje, após o fechamento do mercado local. Como ocorre nesses períodos, sócios da empresa estiveram em reuniões na sede da companhia francesa.

O Valor apurou que Alexandre Bompard, presidente do Carrefour no mundo, e Abilio Diniz, sócio do grupo francês por meio de sua empresa, a Península Participações, teriam tido conversas sobre um projeto nesse sentido que envolveria não apenas o Brasil, mas as operações globais.

Bompard é CEO do Carrefour há cinco meses, e foi eleito para avançar num plano de transformação da companhia. Procurada, a Península Participações preferiu não comentar o assunto.

Em 2011, Abilio era presidente do conselho de administração do GPA e o Casino era sócio da companhia brasileira, e o empresário brasileiro defendeu um plano de união dos ativos do Carrefour e do GPA, mas após forte reação contrária por parte do Casino, o projeto foi abortado.

O Casino criticou duramente, na época, o movimento de Abilio em torno do plano de fusão das varejistas no país Por meio de diferentes holdings, Naouri tem controle do capital votante do Casino e de suas subsidiárias. Abilio e Naouri chegaram a se encontrar num jantar de aproximação, no fim de 2016, após o profundo desgaste gerado na relação entre eles. As partes negaram naquele momento se tratar de um jantar de negócios.

Essas informações circulam no mercado num momento difícil para Abilio Diniz, um dos sócios do Carrefour e acionista da BRF, que tem sido pressionado para deixar o conselho da BRF após a companhia registrar o maior prejuízo anual de sua história. Jornalista: Adriana Mattos - Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 28/02/2018 



27 fevereiro 2018

Scientific Games compra participação majoritária em empresa de vídeo bingo de São Paulo

A Scientific Games Corporation anunciou que acertou a aquisição de uma participação majoritária na E-SYS Technologia em Informática S.A. (EsysnetG), um estúdio de conteúdo de video bingo com sede em São Paulo.  A EsysnetG é uma empresa privada e os valores da negociação não foram divulgados.

"Estamos entusiasmados em receber a EsysnetG na família Scientific Games”, disse o Chefe Executivo de Gaming do grupo Scientific Games, Derik Mooberry.

"Esta aquisição nos permitirá oferecer aos nossos clientes conteúdo de vídeo bingo maior, atraente e é mais um exemplo de nosso investimento contínuo em soluções que ajudam a empresa a oferecer o portfólio mais amplo de produtos inovadores na indústria", acrescentou.

Mauricio Lara, fundador da EsysnetG, tem uma longa história no desenvolvimento de modelos de matemática, motores e conteúdo de vídeo bingo para múltiplos mercados.

Esta aquisição dá a Scientific Games acesso ao conteúdo de vídeo bingo existente e futuro da EsysnetG para o desenvolvimento de jogos online, móveis e terrestres que podem ser colocados no mercado ao redor do globo.

A EsysnetG é uma empresa privada e os valores da negociação entre as companhias não foram divulgados. Fonte: GMB Leia mais em gamebras 27/02/2018

27 fevereiro 2018



HSF Malls, empresa de shoppings da JHSF, entra com pedido de IPO

A holding JHSF Participações confirmou, por meio de fato relevante, que sua subsidiária de shopping centers JHSF Malls apresentou pedido de registro de oferta inicial de ações na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O Valor noticiou em janeiro a intenção da holding, já listada em bolsa, de abrir o capital de sua empresa de shoppings.

A oferta deve movimentar entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão, de acordo com fontes de mercado. JHSF Malls é o novo nome da empresa Shopping Cidade Jardim S.A., na qual a holding passou a concentrar suas operações de shoppings ... leia mais em valoreconomico 27/02/2018



Qualcomm admite fusão com Broadcom se preço melhorar

Na semana passada, a Broadcom reduziu sua oferta para 79 dólares por ação, o que daria ao negócio um montante de 117 bilhões de dólares

A fabricante de semicondutores Qualcomm disse nesta segunda-feira estar aberta para negociar com a rival Broadcom, desde que ela aumente sua oferta de compra.

A Qualcomm, sediada na Califórnia, divulgou uma carta à Broadcom, com sede em Cingapura, que salienta que nas negociações recentes foram discutidas questões de interesse para ambas as partes, mas as duas ainda discordam sobre o preço.

Na semana passada, a Broadcom reduziu sua oferta para 79 dólares por ação, o que daria ao negócio um montante de 117 bilhões de dólares, tornando-se o maior da história do setor.

O corte foi a resposta à decisão da Qualcomm de aumentar sua oferta de compra da empresa NXP, com sede na Holanda.

O presidente da Qualcomm, Paul Jacobs, disse que deverá discutir com a Broadcom um preço de compra mais alto.

Qualquer acordo entre as duas empresas poderia revolucionar o mercado de fabricação de chips para smartphones e aparelhos com conexão à internet. Contudo, autoridades de vários países teriam que aprová-lo.

A empresa americana pode sofrer mais pressão na reunião de acionistas, em 6 de março, onde se votará a incorporação de diversos executivos favoráveis à fusão na direção do grupo. AFP Leia mais em exame 27/02/2018



WPP anuncia fusão entre Burson-Marsteller e Cohn & Wolfe

Burson Cohn & Wolfe será comandada por Donna Imperato e terá Don Baer como chairman
 
O WPP anunciou nesta terça-feira, 27, a fusão entre as agências de relações públicas Burson-Marsteller e Cohn &Wolfe. Batizada de Burson Cohn & Wolfe, a empresa será liderada por Donna Imperato, até então CEO da Cohn & Wolfe. Don Baer, chair global e CEO da Burson, ocupará a função de chairman, prestando consultoria aos clientes da operação.

A BCW une a expertise de conteúdo criativo e guiado pelo digital da Cohn & Wolfe à força da Burson em relações públicas, crises corporativas e de gerenciamento. Com a junção das duas empresas, a operação torna-se uma rede com mais de 4 mil funcionários, distribuídos em 42 países.

“Nossa decisão de unir as duas agências é guiada pelo fato de terem capacidades fortes e compatíveis, além da habilidade de entregar soluções integradas em diversos setores em larga escala, podendo concorrer com as maiores agências de comunicação do mundo”, declarou Sir Martin Sorrell, CEO do WPP, em comunicado.

“O lançamento da Burson Cohn & Wolfe cria uma nova entidade no mundo da comunicação que oferece aos nossos clientes soluções digitais e integradas sem paralelos fincadas em earned media. Estamos energizados com as novas ofertas que traremos para nossos clientes e funcionários”, disse a CEO Donna Imperato, que, para assegurar uma integração fluida, formou um grupo com líderes sêniores de ambas as agências. Leia mais em meioemensagem 27/02/2018
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WPP promove fusão das agências Burson-Marsteller e Cohn & Wolfe 

O grupo britânico WPP anunciou nesta terça-feira (27) a fusão das agências de comunicação Burson-Marsteller e Cohn & Wolfe. A nova empresa, que terá quatro mil funcionários e operação em 42 países, foi batizada de Burson Cohn & Wolfe e será comandada por Donna Imperato, atual presidente da Cohn & Wolfe. Don Baer, presidente do conselho e também presidente da Burson-Marsteller assumiu o conselho da nova companhia.

O anúncio pegou o mercado e os funcionários das duas companhias de surpresa, apurou o Valor. "Nossa decisão de fundir a... Leia mais em valoreconomico 27/02/2018



Cteep mira leilões e aquisições para crescer após começar a receber indenização

A transmissora de energia Cteep, controlada pela colombiana Isa, está de olho em oportunidades de aquisições e nos leilões para concessão de novos projetos de linhas de eletricidade realizados pelo governo para seguir em expansão, disseram executivos da companhia em teleconferência nesta terça-feira.

O forte apetite vem após a companhia ter começado a receber no ano passado as primeiras parcelas de uma indenização de mais de 4 bilhões de reais (em valores de 2012) pela renovação antecipada de seus contratos de concessão em 2013.

A compensação, referente a investimentos feitos nos ativos e ainda não amortizados quando da prorrogação onerosa dos contratos, representou faturamento de 823,4 milhões de reais para a Cteep em 2017, com impacto de 661,3 milhões de reais no caixa.

"A gente vai continuar olhando os leilões, vai continuar olhando aquisições, acho que de uma forma muito proativa", disse o presidente da transmissora, Reynaldo Passanezi, que destacou o interesse em ativos de transmissão que a Eletrobras pretende colocar à venda em um leilão previsto para junho.

Ele disse que a empresa avaliará novos projetos "com a disciplina que lhe é característica", o que significa uma busca por retornos de dois dígitos.

Mas a companhia também está aberta a distribuir mais dividendos se não fechar novos investimentos.

"Estamos de fato buscando essas oportunidades... se nós ao final não estivermos trazendo oportunidades rentáveis, não tem porque a companhia ficar acumulando caixa", disse Passanezi.

A Cteep fechou 2017 com lucro líquido de 1,385 bilhão de reais, contra 4,95 bilhões em 2016, quando a companhia teve um efeito favorável não-recorrente ao registrar em seu balanço as indenizações a serem recebidas pela renovação dos contratos de transmissão.

A elétrica aprovou o pagamento de 585,1 milhões de dividendos aos acionistas referentes ao exercício de 2017, sendo que 500,4 milhões foram pagos durante o ano passado.

SEM ACORDO

Os executivos da Cteep também disseram na teleconferência desta terça-feira que a companhia deve rejeitar uma proposta do governo federal para ampliar o prazo de recebimento pela companhia da indenização bilionária devida pela renovação antecipada de seus contratos em 2013.

A oferta do governo, que consta de um projeto de lei do Ministério de Minas e Energia para reforma da regulamentação do setor elétrico, prevê a possibilidade de ampliar para 25 anos o prazo para que a Cteep e outras empresas recebam as indenizações, hoje fixado em oito anos.

Inicialmente, caberia à União indenizar a empresa e outras elétricas pela renovação antecipada dos contratos, mas posteriormente o governo decidiu repassar o custo do pagamento às tarifas.

Atualmente, existe uma disputa judicial em andamento na qual consumidores questionam o pagamento de parte dessas indenizações, e o governo pretende chegar a um acordo para retirada das ações na Justiça.

A proposta do governo é de que as empresas aceitem um prazo maior de pagamento em troca da retirada das ações judiciais, enquanto os consumidores seriam beneficiados com a possibilidade de as indenizações serem pagas com recursos de um fundo do setor elétrico, a chamada Reserva Global de Reversão (RGR), reduzindo o impacto nas tarifas.

"Esse assunto a gente tem discutido, e temos destacado que para nós o mais provável é a não adesão, se ao final for aprovado nesses termos", afirmou Passanezi, durante teleconferência com investidores.

Ele afirmou que a companhia tem como argumento a segurança jurídica, uma vez que já tem realizado investimentos com base nos recursos que projeta receber a título de indenização.

A proposta de alongamento no prazo de recebimento das indenizações também foi feita pelo governo federal à Eletrobras, elétrica que tem os maiores valores a receber pela renovação de seus contratos. A oferta consta do projeto de lei enviado pelo Planalto ao Congresso com uma modelagem para a privatização da companhia. Por Luciano Costa  (Reuters) - Leia mais em r7.noticias 27/02/2018





Nildemar estava certo: as lições do colapso da BRF

O resultado da BRF publicado na quinta-feira inicia o epílogo da complexa, atribulada e voluntariosa trajetória da Tarpon à frente da BRF, a companhia dona de marcas icônicas que a gestora de investimentos pretendeu reinventar — colhendo, em vez disso, uma das maiores destruições de valor da história corporativa brasileira.

Quando a Páscoa chegar, é muito provável que nem a Tarpon nem Abilio Diniz tenham mais assentos no conselho da empresa, na medida em que o pêndulo do poder oscila de volta na direção dos acionistas que sempre se mantiveram céticos quanto à gestão atual.

No sábado, Abilio recebeu uma carta na qualidade de presidente do conselho da BRF. Nela, os acionistas Petros e Previ, que juntas têm 22% da empresa, pedem a convocação de uma assembleia geral extraordinária para eleger um novo conselho.

O nome de Abilio não estará na chapa a ser proposta pelos fundos. Nem o de Flavia Buarque, seu braço-direito na Península. Nem o de José Carlos Reis de Magalhães Neto, o “Zeca” da Tarpon.

Um nome que estará na chapa, no entanto, é o de José Antonio do Prado Fay, o ex-CEO da Perdigão intimamente ligado a Nildemar Secches.

Para muita gente no mercado, o movimento dos fundos para tirar Abilio seria apenas o primeiro passo para uma volta sebastianista de Nildemar, o CEO que salvou a antiga Perdigão do colapso, fez a fusão com a Sadia que criou a BRF, e mais tarde foi deposto pela dobradinha Tarpon-Abilio.

Ao longo de toda a gestão da Tarpon, Nildemar manteve um silêncio obsequioso, recusando-se a criticar a gestora em público. Hoje, Nildemar acha que a verdade dos fatos sobre a lógica industrial da BRF prevaleceu, mas não parece disposto a voltar ao comando. O ex-CEO leva uma vida tranquila: participa de conselhos, administra sua liquidez num family office, viaja quatro vezes por ano e acaba de voltar da Índia.

O retorno de Fay, que presidiu a BRF entre 2008 e 2013, já será emblemático o suficiente.

Abilio nunca fugiu de uma briga mas, se decidir se entrincheirar, estará se metendo na segunda guerra corporativa de sua história recente, e o track record da BRF o deixa sem muitos aliados.

“Tudo o que aconteceu na BRF mostra que o Nildemar estava certo e a Tarpon estava errada, e de maneira acachapante,” diz um gestor com trânsito junto aos dois lados.

Em 2016, a BRF deu o primeiro prejuizo de sua história: R$ 370 milhões. No ano passado, o segundo buraco consecutivo: R$ 1 bilhão.

Destronando o rei

Nos primeiros dois anos de BRF, até a aprovação da fusão pelo CADE, a Tarpon foi um acionista paciente. Estava focada em ajudar a companhia a aprovar o negócio em Brasilia.

Mas assim que a fusão foi aprovada, Zeca e Pedro Faria se tornaram mais ativos, buscando mudar a forma como a BRF era administrada.
Começaram a ter embates frequentes com Nildemar, um executivo calejado que entendia a lógica industrial da companhia e sabia que os resultados eram apostas de longo prazo. "O presunto de 2020 é discutido hoje,” diz um ex-executivo da empresa.

Mas para tirar Nildemar — que pegara uma Perdigão quebrada pela família Brandalise (e fundos de pensão) e a levou a uma posição de comprar a Sadia 18 anos depois — Zeca precisava de um nome parrudo, uma estrela. Abilio havia recém saído do GPA depois de sua briga épica com o sócio francês. Era um homem riquíssimo em busca de um novo protagonismo.

Entendendo aquele momento pessoal, Zeca convidou Abilio a comprar R$ 1 bilhão em ações da BRF e se tornar o chairman da empresa. Abilio topou rapidamente.

O avanço da Tarpon pegou Nildemar num momento em que ele não queria briga. Fontes próximas à companhia dizem que, se tivesse tomado um avião e ido conversar com Petros e Previ, teria se mantido no cargo. Mas preferiu ligar o proverbial ‘f***-se’, e caiu sem resistência.

Causou revolta na época a forma como Nildemar foi defenestrado. Além de ter salvado a Perdigão e integrado as duas empresas, Nildemar era um executivo idolatrado pelos funcionários. Pessoa de personalidade mansa, não colecionava inimigos.

O diagnóstico equivocado

A Tarpon chegou na BRF com um olhar mais financeiro, focando em aumentar o fluxo de caixa livre, diminuir os estoques e reduzir o número de contratos com os integrados (os criadores que fornecem aves à empresa).

Na época, 80% dos suínos e 100% dos frangos chegavam à BRF via contratos fixos, o que deixava a formação de preço inteiramente na mão da BRF, aumentando a visibilidade do negócio. Historicamente, os contratos eram mais baratos que o mercado spot, mas o modelo de negócios demandava muito capital.


Só em matrizes, a BRF investia R$ 500 milhões/ano; a ração (que ela fornece aos integrados) custava outros R$ 8 bilhões.

A Tarpon intuía que havia uma outra forma de tocar o negócio, reduzindo a demanda de capital e deixando mais dinheiro para o acionista.

“Mas isso é típico de quem não conhece a indústria, porque só quem viveu os altos e baixos sabem o que acontece,” diz um ex-executivo. “E o Nildemar vinha de banco, ele sabe fazer conta: se ele não fazia de outra forma era porque não tinha jeito. O jeito dele era: 'vamos ganhar R$ 1 bi sempre, em vez de tentar ganhar R$ 5 bi e perder R$ 1 bi.”

A Tarpon pintava a companhia como ineficiente e a visão de Zeca era transformá-la numa ‘Ambev da carne’. Um dos objetivos declarados era fazer com que a BRF deixasse de ser uma empresa de commodities e passasse a ser uma holding de marcas de alimentos, capturando mais valor na cadeia de produção.

Deu tudo errado. Hoje, o percentual da receita que vem de produtos in natura da BRF é maior do que era antes da Tarpon assumir.

A Tarpon também dizia ser capaz de elevar a margem EBITDA, então ao redor de 10%, para de 15% a 20%. No último trimestre, a margem foi 5%, patamar muito baixo ainda que o trimestre possa ser considerado atípico.

“Até 2015 eles foram favorecidos pelo ciclo [o preço baixo do milho] e tinham liberdade para tocar a companhia mesmo tendo um percentual menor de ações, mas depois enfrentaram a tempestade perfeita,” diz outro gestor.

Reinventando a roda

Ainda assim, a Tarpon foi adiante. Começou a diminuir o percentual de integração da empresa, comprando mais frango no mercado spot e menos dos integrados no contrato fixo.

Para reduzir o capital de giro, a BRF começou a trabalhar com um estoque de 45 dias, em vez dos 90 dias de até então. Isso potencializou a exposição da empresa à volatilidade do preço do milho e da soja. Antes, quando acontecia um pico de preço nas commodities, a empresa tinha como esperar para comprar melhor. Agora, tinha menos latitude.

“Eles começaram a tomar decisões que iam contra a lógica do ciclo longo,” diz outro ex-executivo.

E fizeram, logo no início, o que os críticos chamam de 'modelo de terra arrasada': chamaram Claudio Galeazzi, o ex-CEO do Grupo Pão de Açúcar na era Abilio, para cortar a gordura da empresa.

Em seis meses, Fay e mais 9 vice-presidentes estavam na rua. Pessoas ligadas a Abilio e à Tarpon entraram.

Pouco tempo depois, cerca de 40 diretores e um número maior de gerentes foram desligados. Muitos atravessaram a rua e se empregaram na Seara, que a JBS havia recém comprado. Toda a inteligência de negócios da BRF, de uma hora para outra, estava na mão do concorrente.

“Eles foram muito arrogantes em achar que todas essas pessoas eram facilmente substituíveis,” diz uma fonte.

Numa recente entrevista ao Brazil Journal, Zeca expôs cada um dos motivos que, na sua visão, levaram aos problemas atuais da empresa, e o ex-CEO Pedro Faria defendeu seu legado num artigo. Ainda assim, contra números não há argumentos, e o sentimento geral do mercado é de que a Tarpon tem sido incapaz de um mea culpa.

"Eles dizem que foram vítimas da maior alta da história das commodities, do milho e da soja, mas tanto a Sadia quanto a Perdigão atravessaram altas históricas lá atrás e conseguiram passar por isso. A Carne Fraca também atingiu várias empresas e o resultado não foi tão ruim para elas.”

A ação da BRF caiu mais que a da JBS em meio a todas as delações. (Nos últimos cinco anos, a ação da JBS sobe 50%; a da BRF cai 35%.)

Além dos erros de aprendizado ‘on the job’ cometidos pela Tarpon — que custaram caro à gestora, a Abilio e aos demais acionistas — a BRF também sofreu com outro vento contra: um conselho com visões estratégicas conflitantes. Tarpon e Abilio nunca tiveram vida fácil com as fundações, que questionavam cada decisão e se comportaram desde o início como 'viúvas do Nildemar’. No final, as viúvas estavam certas.

Quando a poeira assentar e os ânimos tiverem se acalmado, a história do envolvimento da Tarpon com a BRF deixará uma pergunta básica para os estudiosos do mercado de capitais: para todos os efeitos práticos, quais deveriam ser os limites do ativismo de acionistas minoritários que nunca foram operadores do negócio? Este debate ainda deve durar muito tempo, mas já começa com a Tarpon como grande perdedora.

Já o futuro da BRF dependerá da capacidade dos fundos de pensão de recolocar a empresa nos trilhos e curar o trauma de mais uma mudança de comando e estratégia. E neste quesito, os fundos de pensão brasileiros são, historicamente, tão perdedores quanto a Tarpon. Geraldo Samor Leia mais em braziljournal 25/02/2018



Brasileira Âncora compra operação da alemã Einhell no Brasil com investimentos de US$ 30 milhões

Meta é posicionar a marca alemã entre os líderes dos segmentos de ferramentas, jardinagem e linha estacionária.

A empresa Âncora, líder no mercado brasileiro de sistemas de fixação para construção civil, comprou a operação da Einhell no Brasil. A aquisição envolverá investimentos de US$ 30 milhões neste ano, como parte do esforço para posicionar a marca alemã entre os líderes dos segmentos de ferramentas elétricas, jardinagem e linha estacionária. A meta é fazer com que o faturamento da Einhell supere em três anos o da própria Âncora, hoje na casa dos R$ 150 milhões.

A Einhell atua no Brasil desde 2010 e está presente em 82 países. Em 2016, seu faturamento global foi de US$ 650 milhões, com projeção de chegar a US$ 1 bilhão até 2020. Com a aquisição, a Âncora passa a ser controladora da Einhell no Brasil, com gestão independente da unidade alemã. “Um dos trunfos para alavancar a marca Einhell entre os líderes será a penetração que a Âncora tem em todo território nacional junto às casas de materiais de construção, ferragens, especialistas em drywall, entre outros segmentos”, adianta Roberto Bernardi, diretor comercial da Âncora e um dos sócios da empresa.

Segundo Bernardi, serão duas frentes com atuação complementares. “A Âncora incluirá os produtos Einhell em seu catálogo, o que deverá gerar, só em 2018, R$ 30 milhões adicionais no faturamento da empresa. E a Einhell, cuja gestão é separada da Âncora, terá sua própria estratégia de vendas”, conta Bernardi ressaltando que o modelo de gestão da Einhell está sendo totalmente reformulado. “Vamos imprimir à Einhell a mesma excelência de gestão que caracteriza a Âncora”.

Na prática, isso significa que os representantes e distribuidores poderão fazer seus pedidos de compra com a certeza de que receberão a encomenda em prazos curtos, de até 24 horas a depender da distância. “Para atender com rapidez, adotamos uma política agressiva de estoque e em três meses já investimos em mercadorias vinte vezes mais do que no ano passado inteiro”, ressalta Bernardi.

A estratégia comercial, a logística e o pós-venda foram reformulados. Além de uma política nacional de preço e de gestão de grandes, médios e pequenos clientes, os revendedores terão respaldo de marketing, ações promocionais permanentes e meios para demonstração de produtos, entre outras iniciativas.

“No pós-venda, estamos implantando um modelo inovador de assistência técnica para qualificar a rede e a prestação de serviços, inclusive com metas de eficiência”, conta Bernardi. O objetivo é ter uma rede com mais de 500 postos de assistência técnica em todo o país.

Carro chefe – Além das mudanças operacionais, a ‘nova Einhell’ terá sua linha de produtos ampliada. No ano passado, eram 120 produtos. Em 2018, esse número sobe para mais de 200. Até o final de 2019, serão 250. O carro chefe das vendas será a linha Power X-Change, em que seus 90 produtos – de uma furadeira a um cortador de grama – são movidos por uma mesma bateria de lítio, intercambiável entre eles. “No Brasil, nenhuma outra marca que trabalha com ferramentas a bateria tem uma linha completamente intercambiável. É uma exclusividade da Einhell que estamos implantando no mercado brasileiro”, conta Pedro Braga, diretor comercial da Einhell que atua neste mercado há mais de 25 anos, boa parte deles na concorrente Bosch.

Ferramentas a bateria já são predominantes nos Estados Unidos e na Europa, onde representam 60% e 50% das vendas, respectivamente. No Brasil, esse índice é de 15%. “Trata-se de uma realidade que começa a despontar aqui e vamos explorar isso, não só entre os profissionais de construção civil, mas também entre os usuários domésticos de ferramentas do segmento Do it yourself”, acrescenta Braga.

Roberto Bernardi aposta também na qualidade dos produtos Einhell para ganhar terreno no mercado brasileiro. “Na Alemanha, a marca é um dos top players do segmento”, ressalta. Trata-se de uma linha diversificada, apropriada para uso profissional e doméstico, e que se destaca por sua durabilidade, eficiência e ergonomia. “Nossa proposta é oferecer produtos de alta qualidade, com melhor serviço e custo menor”, finaliza.

Sobre a Âncora
Líder no mercado de sistemas de fixação para construção civil, a Âncora é uma empresa 100% nacional, fundada em 1992. Até recentemente, cresceu a uma média de 20% ao ano. Com a crise econômica, a partir de 2015 a média anual de crescimento caiu para 9%. Sua linha de produtos conta com 2.071 itens, de 30 famílias.

Sediada em Vinhedo, no interior do Estado de São Paulo, a Âncora está instalada em uma área de 30 mil m2, onde se concentram todas as suas operações e seus 200 funcionários. A Âncora possui mais de 80 representantes em todo o País.

A aquisição da Einhell foi formalizada no final de 2017. No início de janeiro, a sede da empresa já havia sido transferida de Embu das Artes, na Grande São Paulo, para Vinhedo, no interior paulista. A nova sede da Einhell está abrigada em uma área de 6 mil m2, contigua à Âncora. Juntas, somam uma área de mais de 36 mil m² abrangendo os setores fabril, logístico e administrativo. Leia mais em maxpress 27/02/2018





Operadora cearense de planos de saúde Hapvida pede registro para IPO

A operadora cearense de planos de saúde e odontológicos Hapvida pediu registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para realizar uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), a quarta companhia neste ano a anunciar planos de se listar na bolsa paulista.

A operação, que inclui ofertas primária (papéis novos, cujos recursos da venda vão para o caixa da empresa) e secundária (ações detidas por atuais sócios), será coordenada por Bank of America Merrill Lynch, BTG Pactual e Goldman Sachs.

A empresa criada em 1979 e que se apresenta como terceira maior empresa de assistência médico-hospitalar e odontológica no Brasil, afirma no prospecto preliminar da oferta que tinha no fim de 2017 uma carteira de clientes de cerca de 55 mil empresas e 1,6 milhão de clientes individuais.

O documento não detalha quem serão os vendedores na oferta secundária, mas informa membros da família do fundador, Cândido Koren de Lima, como acionistas controladores da companhia.

O grupo afirma ter uma rede própria de 25 hospitais, 74 clínicas, 17 unidades de pronto atendimento, 72 laboratórios e unidades de diagnósticos por imagem.

A Hapvida teve receita líquida de 3,85 bilhões de reais em 2017, alta de 26,7 por cento sobre o ano anterior. Na mesma medição, o lucro subiu 42,5 por cento, a 650,6 milhões de reais.

A empresa afirma que pretende usar os recursos da oferta primária para expansão atividades, "que pode ocorrer por meio de aquisições de carteiras de clientes, aquisições de hospitais e/ou investimentos orgânicos para ampliação geográfica da sua atual estrutura de atendimento".

Um dos projetos da Hapvida para 2018 é concluir a construção de um hospital em Joinville (SC), marcando sua entrada na região Sul do país.

O anúncio reforça a perspectiva otimismo de empresas do país com a retomada do mercado de capitais, no momento em que o principal índice de ações da B3 renova máximas históricas consecutivas. Na véspera, o Ibovespa marcou a nona sessão seguida de valorização.

Na véspera, outra operadora de planos de saúde, a Notre Dame Intermédica, havia também pedido registro para IPO, dias depois de o Banco Inter ter feito o mesmo. A fabricante de brinquedos Ri Happy pediu registro para IPO em janeiro. Reuters leia mais em dci 27/02/2018






LexisNexis Risk Solutions anuncia aquisição da ThreatMetrix

Aquisição abre caminho para que empresas possam prevenir e detectar fraudes de forma mais eficiente enquanto aprovam mais contas e transações

LexisNexis® Risk Solutions, líder global em tecnologia de dados e análises avançadas, anunciou hoje que sua empresa matriz, a RELX Group, fechou a aquisição da empresa ThreatMetrix. A ThreatMetrix passará a fazer parte do segmento de Risk & Business Analytics do RELX Group, o qual inclui a LexisNexis Risk Solutions.

A junção da experiência em identidade digital da ThreatMetrix com a experiência de identidade física da LexisNexis Risk Solutions avançará o desenvolvimento de soluções inovadoras que capacitará empresas de todo o mundo a se protegerem contra existentes e emergentes fraudes, riscos e crimes financeiros.

Esta aquisição permitirá uma abordagem integrada e abrangente para a gestão de fraude e risco de identidade. Empresas poderão tomar decisões mais rápidas, reduzir a fraude online e combater ameaças emergentes mais rapidamente e com menos atrito.

Rick Trainor, CEO, Business Services da LexisNexis Risk Solutions, comentou: "Somos reconhecidos no mercado por desenvolver e alavancar tecnologia e análises avançadas para inovar soluções de prevenção a fraude que protegem a sociedade através da disponibilização de documentos físicos de identidade. Ao agregar tecnologias de identidade digital poderemos inovar cada vez mais e oferecer soluções escaláveis que ajudarão nossos clientes a estarem sempre à frente dos fraudadores."

"Acreditamos que uma maior abrangência da cobertura de atributos de identidade em todas as áreas de risco e compreender as interações de identidades físicas e digitais nos permitirá responder de forma abrangente ao grande número de ameaças que enfrenta a economia global,"  complementou Rick Trainor.

"A nossa bem-sucedida parceria com a LexisNexis Risk Solutions antes da aquisição provou para ambas as organizações que existe uma grande oportunidade para combinar identidade on-line com off-line e oferecer soluções ainda mais valiosas aos nossos clientes", observou Reed Taussig, CEO da ThreatMetrix. "Nos últimos 10 anos, a ThreatMetrix ajudou a definir o espaço de identidade digital. Ao unir forças com a LexisNexis Risk Solutions poderemos atender à economia global de maneira mais inovadora, permitindo que as empresas expandam com confiança e segurança para alcançar novos clientes, mercados e fluxos de receita."

Sobre a LexisNexis® Risk Solutions

Na LexisNexis Risk Solutions, acreditamos no poder dos dados e análises avançadas para um melhor gerenciamento de riscos. Com mais de 40 anos de experiência, somos o provedor de confiança de análise de dados para organizações que buscam soluções práticas para gerenciar riscos e melhorar os resultados, mantendo os mais altos padrões de segurança e privacidade. Com sede na área metropolitana de Atlanta, a LexisNexis Risk Solutions atende clientes em mais de 100 países e faz parte do RELX Group, um provedor global de informações e análises para clientes profissionais e corporativos em diversos ramos de negócios. Para mais informações, visite risk.lexisnexis.com Leia mais em PRNewswire 27/02/2018



Taesa vê oportunidade de aquisição de linhas de transmissão neste semestre

A Taesa, transmissora de energia controlada pela mineira Cemig e a colombiana ISA, vê a possibilidade de fechar ainda no primeiro semestre a aquisição de algumas linhas de transmissão em operação no país.

Entre os principais ativos do tipo estudados pela empresa estão participações que a Eletrobras colocará à venda, conforme aprovado pelo conselho de administração da estatal na última semana, e linhas da Âmbar Energia, da holding J&F. ... Leia mais em valoreconomico 27/02/2018



La Perla: aquisição surpreendente pelo grupo de investimentos Sapinda

A casa de luxo La Perla mudou de mãos, embora o nome do seu novo proprietário seja uma surpresa. A marca especializada em lingerie, que diversificou a sua oferta ao prêt-à-porter, anunciou há algumas semanas ter entrado em negociações exclusivas com o grupo chinês Fosun, que acabou de adquirir a Lanvin. Mas, as negociações não chegaram a bom porto, o que abriu espaço para o Sapinda, um grupo de investimentos com sede em Amsterdão.

Proprietário da marca desde 2013, Silvio Scaglia, através da sua holding Pacific Global Management, havia restruturado a La Perla e procurava há vários meses um comprador. Em tempos com dificuldades financeiras, a marca originária de Bolonha relançou-se com a diversificação da sua atividade, especialmente com um impulso dado pelo prêt-à-porter, tanto feminino como masculino, apresentando-se agora como uma marca de luxo lifestyle.

Depois de ter mudado a sede para Londres, embora mantendo os ateliers em Bolonha, a La Perla perde mais laço com Itália ao passar das mãos de Silvio Scaglia para as da Sapinda.

Sob a direção artística de Julia Haart durante quase dois anos, a marca conta hoje com 150 pontos de venda em todo o mundo, graças ao desenvolvimento asiático levado a cabo nos últimos anos. A La Perla é uma marca italiana histórica, fundada nos anos 50 por Ada Masotti em Bolonha, onde ainda fabrica algumas das suas coleções, mas recorre cada vez mais ao “made in Europe”.

“Estamos encantados por a Sapinda ter adquirido a La Perla para dar continuidade à sua visão de criar a primeira marca mundial de moda de luxo que explora a imaginação feminina em todas as suas facetas”, declarou Silvio Scaglia num comunicado. “Conheço a Sapinda e o seu CEO Lars Windhorst há vários anos e trabalhei com ele diversas vezes no passado. Sei que a Sapinda tem os recursos necessários para levar a La Perla para um novo patamar e prosseguir com a minha visão de construir uma marca de luxo mundial, mantendo a produção na Europa”, acrescentou Scaglia.

“Silvio e a sua equipa fizeram um excelente trabalho no desenvolvimento da empresa num setor que continua a demonstrar um enorme potencial de crescimento”, afirmou por seu lado o CEO da Sapinda. “Estamos prontos para investir mais, melhorar o desempenho financeiro da empresa e continuar a implementar a visão de Silvio para a La Perla e as suas criações ‘Made in Italy’. Temos vindo a tentar investir no setor do luxo há algum tempo e, após termos analisado uma série de oportunidades nos últimos meses, estamos felizes por termos chegado a acordo com a La Perla.”

A Sapinda Holding é uma estrutura de investimento holandesa com escritórios em Amsterdão, Berlim e Londres. Em Londres, as suas instalações situam-se no 23 Savile Row, uma das raras ligações do grupo com o mundo da moda. O grupo de investimentos apresenta-se muito sucintamente no seu site como uma estrutura fundada em 2009 por um pequeno número de empresários e famílias ricas desejosas de aproveitar oportunidades de investimento na Europa, África Subsaariana e Ásia. Concretamente, a Sapinda Holding opta por investir ou em organizações em dificuldades, muitas vezes através de uma sociedade com sede no Luxemburgo, ou em start-ups. Os seus setores de eleição são o da energia e mineração ou as novas tecnologias.

O rosto desta estrutura é Lars Windhorst, cofundador do grupo, herdeiro de uma empresa industrial alemã e apresentado como “flamboyant” pela imprensa financeira. Windhorst teve um historial de bancarrota na Alemanha antes de se relançar em Inglaterra, e os seus métodos são por vezes muito agressivos para o suave meio financeiro… com o seu grupo a defender regularmente os seus casos perante os tribunais.

A estratégia da Sapinda com a marca italiana será, portanto, acompanhada de perto nos próximos meses.  Por Anaïs Lerévérend  -  Leia mais em br.fashionnetwork 27/02/2018