18 fevereiro 2018

Airbus adquire empresa "brasileira" que oferece serviço sob demanda de helicópteros

A Airbus anunciou nesta semana que comprou a Voom, uma empresa brasileira especializada em oferecer serviços de voo sob demanda com helicópteros. A Voom opera desde o início em São Paulo, quando inaugurou suas operações no começo de 2017.

A empresa não é tão brasileira, ela era controlada por uma subsidiária A3, este último se localiza no vale do Silício. O destaque da Voom era a operação sob demanda.. Leia mais em aeroflap 18/02/2018

18 fevereiro 2018



17 fevereiro 2018

Startup de ingressos recebe aporte de R$ 20 milhões de fundos

A Ingresse vai usar o dinheiro da a quarta rodada de investimento para aquisições e parcerias

A startup de ingressos online Ingresse fechou a quarta rodada de investimento, de 20 milhões de reais, com os fundos Confrapar, Qualcomm Ventures, Mercado Livre e FJ Labs.

Parte do capital será usada para aquisições e parcerias — a empresa assinou, em fevereiro, um acordo de fusão de operações com a concorrente Total Acesso. Por Maria Luíza Filgueiras Lei mais em exame 15/02/2018

17 fevereiro 2018



Petrobras obtém R$ 444,2 mi com venda de fatia na São Martinho

Com o negócio, empresa encerra sua participação no capital social do grupo

APetrobras informou nesta sexta-feira que vendeu 24 milhões de ações do grupo do setor de açúcar e etanol São Martinho ao preço de R$ 18,51 por ação, obtendo R$ 444,2 milhões com o negócio realizado por meio de leilão na B3.

A Petrobras, que havia vendido em 2016 sua fatia na joint venture Nova Fronteira para a São Martinho, afirmou que com o negócio anunciado nesta sexta-feira encerra sua participação no capital social da São Martinho, que era de 6,593%.

Quando a São Martinho e a Petrobras fecharam a negociação relacionada à Nova Fronteira, o grupo sucroalcooleiro emitiu pouco mais de 24 milhões de ações, as quais a Petrobras poderia vender no prazo de até quatro anos. (Por Roberto Samora) Reuters Leia mais em epocanegocios 17/02/2018



Após ser colocada à venda sem sucesso, Flora, da J&F, tenta voltar ao lucro

Empresa de higiene e beleza dos irmãos Batista esperava fechar no azul em 2017, mas despesas jurídicas do acordo de leniência firmado pelo grupo frustraram planos

Após extinguir marcas, reduzir o número de mercadorias do portfólio e relançar alguns de seus principais produtos, a Flora, empresa da J&F que é dona do detergente Minuano e do condicionador Neutrox, vai concentrar esforços para voltar ao azul em 2018. A expectativa era registrar lucro no ano passado - a companhia opera no vermelho desde 2013 -, mas a empresa de higiene e limpeza dos irmãos Batista, que se tornaram delatores, teve de colocar na conta as despesas jurídicas do acordo de leniência firmado pelo grupo, frustrando os planos.

O trabalho de reestruturação financeira da companhia começou há quase três anos, com a chegada do executivo José Vicente Marino, ex-Natura e Johnson & Johnson, a pedido de Joesley, que estava à frente da holding J&F, mas foi preso no ano passado. Depois que as delações dele e de seu irmão Wesley vieram à tona, em maio último, a Flora e outros importantes negócios do grupo, como Alpargatas, Eldorado e Vigor, foram colocados à venda para reforçar o caixa dos Batistas.

A Flora foi a única que não atraiu investidor, segundo fontes de mercado."Nunca trabalhei com a pressão de vender a empresa", disse Marino ao jornal O Estado de S. Paulo. O executivo reconhece, contudo, que a Flora esteve entre os ativos que foram colocados à disposição do mercado pela família.Segundo ele, seu foco na empresa é outro: aumentar a rentabilidade. "Estamos conseguindo." Em 2015, quando assumiu a Flora, a geração de caixa (Ebitda) foi negativa em R$ 36 milhões. "No ano seguinte, encerramos com geração positiva de R$ 31 milhões e a previsão é de fechar 2017 com Ebitda de R$ 63 milhões."

O endividamento da empresa está próximo da R$ 2 milhões, ante R$ 149 milhões em 2016. O balanço dever ser divulgado no início de março. As vendas líquidas devem ficar em R$ 977 milhões, ligeiro recuo de 2,7% sobre 2016.A melhora em alguns dos indicadores pode ser creditada a ajustes na operação. Nos últimos meses, o portfólio ficou menor. O número de produtos caiu de 250 para 195.

Outra estratégia foi aumentar o preço das mercadorias, como o do sabonete Francis, que mudou de embalagem e de fórmula e teve reajuste de 40% no valor cobrado nos últimos três anos.Vista como uma empresa com produtos de segunda linha pelos rivais, a Flora quer mudar sua imagem. "A estratégia da Flora era fazer o que os outros faziam um pouquinho pior e vender um pouquinho mais barato. Isso acabou", disse Marino. Hoje, nenhum dos produtos do portfólio é líder em seus segmentos. Minuano, carro-chefe da empresa, é a quinta no ranking de sua categoria, segundo dados da Euromonitor. Este ano, a empresa aposta ainda no aumento das vendas diretas com o pequeno varejo. Nos próximos meses, começará a testar uma operação online, por meio da qual pequenos comerciantes de São Paulo poderão encomendar os produtos.

Desafio
Uma fonte do mercado financeiro, que preferiu não se identificar, afirmou que a companhia tem um trabalho difícil pela frente, uma vez que compete com gigantes multinacionais no Brasil, como Unilever, L'Oréal, Colgate e P&G. Para essa fonte, não há interesse entre as rivais, pelo menos por ora, em adquirir a Flora. Houve tentativa, no ano passado, de vender marcas separadas da Flora. Marino nega.Outro desafio, segundo um concorrente da Flora, é em distribuição. Com boa presença no Rio, Marino afirmou que a companhia está revendo esse processo e já está negociando diretamente com o pequeno varejo na cidade de São Paulo.

A recuperação da economia tem dado ânimo à companhia e ao setor, após dois anos de retração. Segundo dados preliminares da Associação da indústria de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos (Abihpec), as vendas cresceram 5% em 2017. "Nos três primeiros meses do ano passado, vimos que o fundo do poço tinha alçapão. A sociedade agora está começando a criar confiança", disse João Carlos Basílio, presidente da associação. Segundo ele, a alta nas vendas deve se manter em 2018.  Por estadao Leia mais em epocanegocios 17/02/2018



Apollo compra fatia de 20% em empresa brasileira de reestruturação

A Apollo Global Management fechou acordo para comprar uma fatia de 20 por cento na empresa de investimento em situações especiais Starboard Restructuring Partners, informaram as duas empresas em um comunicado nesta sexta-feira.

O valor do acordo não foi informado. A Apollo, que geria 249 bilhões de dólares em dezembro passado, terá direito de aumentar sua participação no futuro. A empresa também está investindo em um novo fundo de ativos em dificuldades que está sendo criado pela Starboard.

A Starboard levantou até agora 275 milhões de dólares para o fundo e espera chegar a 325 milhões em abril.

Credores conquistaram uma grande vitória em dezembro, quando uma assembleia da reestruturação judicial aprovou um plano de converter 20 bilhões de dólares de dívida em ação.

A Starboard também anunciou na sexta-feira que terminou de captar seu segundo fundo de situação especial, com 275 milhões de dólares para investir.

Fabio Vassel, co-fundador do Starboard, espera que o fundo compre até seis empresas de médio porte afetadas em setores como químicos, bebidas, agronegócio e construção. "Nosso acesso a capitalfica significativamente fortalecido com o acordo", disse.

"A Starboard tem conhecimento do produto e do mercado que a Apollo procura em parceiros de investimento", disse Rob Ruberton, chefe global de crédito ilíquido da Apollo, no comunicado.

A Vassel e a parceira Warley Pimentel fundaram a Starboard em 2016, após ambos deixarem o Brasil Plural. Seu primeiro fundo de situações especiais investiu 55 milhões de dólares em empresas como a mineradora Mineração Caraiba e o grupo de infra-estrutura Inepar. Por Carolina Mandl  (Reuters) - Leia mais em dci 16/02/2018




16 fevereiro 2018

Wyndham vende operação do Vacation Rentals na Europa

Marca WVR seguirá sendo utilizada pelo Platinum Equity em um acordo de concessão de 20 anos

O Wyndham Worldwide Corporation finalizou a negociação pela venda do braço europeu da marca de aluguel de casas para férias por um valor bilionário. O comprador será o fundo privado de investimentos Platinum Equity, que assumirá o comando das operações do Wyndham Vacation Rentals (WVR) na Europa por US$ 1,3 bilhão.

Junto à compra, o fundo norte-americano também assume um acordo para manter a utilização da marca por 20 anos, o que acarretará em uma taxa de royalties de 1% das receitas à rede hoteleira. As operações do WVR na Europa também seguirão fazendo parte do programa de fidelidade Wyndham Rewards.

Ao todo, a marca de aluguel de casas de férias do Wyndham controla cerca de 110 mil unidades em mais de 600 destinos, em 25 países diferentes, na Europa. Além disso, também inclui a operação de marcas ramificadas como James Villa Holidays, Landal Green Parks, Novasol and Hoseasons, totalizando receitas anuais de US$ 750 milhões. O lucro anual antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) chega a US$ 130 milhões.

"Junto ao nosso plano de separação e o recente anúncio de compra do La Quinta, esse é um importante passo para a nossa empresa", afirmou o presidente e CEO do Wyndham Worldwide, Stephen Holmes. Segundo ele, a decisão de vender as operações e oferecer uma concessão de marca da WVR segue a estratégia de posicioná-la em longo prazo.

"Buscamos o comprador certo. Temos certeza de que ser parte do portfólio do Platinum Equity garantirá um futuro brilhante e proverá oportunidades significantes aos parceiros", concluiu Holmes. Raphael Silva Leia mais em panrotas 16/02/2018

16 fevereiro 2018



Gigante farmacêutica Roche compra startup de healthtech por US$ 1,9 bilhão

A Roche comprou a startup Flatiron Health, que coleta e analisa dados reais de tratamento de pacientes com câncer

A Roche, empresa suíça farmacêutica com trajetória de 120 anos, está comprando a startup Flatiron Health, fundada em 2012, por US$ 1,9 bilhão. A healthtech coleta dados clínicos de pacientes com câncer – como quais medicamentos estão tomando e suas reações.

A aquisição poderá ajudar os profissionais da empresa a ter uma ideia ainda melhor – e mais tangível -, de como os medicamentos para tratar câncer funcionam na rotina dos pacientes além dos testes em laboratório.

“Essa é um importante passo em nossa estratégia personalizada para a Roche. Acreditamos que evidências do mundo real são ingredientes-chave para acelerar o desenvolvimento e o acesso a novos tratamentos para câncer. Como uma empresa líder em tecnologia e oncologia, Flatiron Health está melhor posicionada para trazer mais tecnologia e infraestrutura de análise de dados necessárias não apenas para a Roche, mas para pesquisas e desenvolvimentos no setor oncológico de toda a indústria”, afirmou Daniel O’Day, CEO da Roche Pharmaceuticals.

A compra da Flatiron Health não significa uma fusão na Roche – a startup continuará funcionando de forma separada, tornando possível se relacionar com outros players da indústria farmacêutica.

“Nós temos uma estrutura clara para continuar a operar com todos nossos clientes à medica que estamos criando uma plataforma de aprendizado para oncologia. Importante, isso não muda nossos objetivos estratégicos ou prioridades; apenas nos ajudará a alcançar a linha de chegada mais rápido”, disse o CEO Nat Turner em um anúncio nesta quinta-feira.

Os dados coletados pela Flatiron Health já chamaram atenção até do FDA, órgão regulador de alimentos e remédios nos Estados Unidos. A startup e o órgão federal realizaram uma parceria pelo mesmo motivo – ter acesso a dados reais da rotina de pessoas em tratamento de câncer. Tainá Freitas Leia mais em  StartSe 15/02/2018




Mexichem conclui compra de participação majoritária da Netafim

A mexicana Mexichem informou em nota a conclusão da compra de 80% da multinacional israelense Netafim de seus atuais acionistas, a gestora de fundos Permira, Kibbutz Magal e Kibbutz Hatzerim. A Netafim é líder global em soluções de irrigação. A Mexichem é a maior empresa mundial de tubulações de plástico, produtos químicos e petroquímicos.

Os 20% restantes da Netafim continuam pertencendo ao grupo fundador da empresa, Kibbutz Hatzerim.

A Netafim opera em mais de 30 países e possui 17 fábricas.

No Brasil, conta com duas unidades, em Ribeirão Preto (SP) e em Cabo de Santo Agostinho (PE). Conforme a nota, o valor da empresa em transação chega a US$ 1,895 bilhão.

A israelense manterá sua marca e a atual equipe de liderança e não estão previstas mudanças organizacionais. Estadão Conteúdo Leia mais em istoe 16/02/2018



Restaurateur Milton Freitas compra cinco pontos em cinco anos

O primeiro endereço adquirido pelo ex-executivo do ramo das telecomunicações foi a cantina Antonietta Cucina, em Higienópolis

 O restaurateur, no Taka Daru: negócio estimado em 1,2 milhão de reais

Em apenas cinco anos, ele adquiriu cinco endereços gastronômicos — três deles nos últimos seis meses. O apetite pelo segmento garantiu a Milton Freitas a fama de comprador de restaurantes. Não é de estranhar, tamanha sua rapidez para negócios. “Em janeiro, ofereceram-me quinze estabelecimentos”, calcula o economista de 48 anos. Egresso do mercado de telecomunicações, o agora restaurateur começou comendo pelas beiradas, como se diz em Minas Gerais, terra de João Tiago de Freitas, pai do empresário e fundador da boate Love Story.

O primeiro passo no ramo foi em 2012, quando Milton adquiriu por 480 000 reais a cantina Antonietta Cucina, em Higienópolis. Ainda assim se manteve na carreira executiva, abandonada um ano antes de arrematar da argentina Ana Massochi, em 2016, o quatro-estrelas COMER & BEBER Jacarandá, em Pinheiros.

Não parou mais. Em setembro, associou-se ao Solo Cozinha & Bar, também em Pinheiros. Na sequência, desembolsou 1,2 milhão de reais pelo izakaya Taka Daru, no mesmo bairro. Em dezembro, comprou o variado Obá, no Jardim Paulista.“Venho de um mercado agressivo”, diz. Com essa visão, fechou o negócio em cinco dias. “Eu pensava em vender o ponto, mas o Milton quis todo o conceito”, conta o ex-dono Hugo Delgado.

“A gastronomia era para quando me aposentasse”, lembra Freitas. O projeto se antecipou quando ele soube que o Antonietta estava à venda. Com experiência em gestão, garante ter feito o faturamento mensal da trattoria saltar de 23 000 reais para mais de 200 000 reais em um ano. Para incrementar a lucratividade, acaba de contratar o chef Bruno Alves, ex-Kod.

Houve, porém, um recuo no início deste ano. Freitas pôs à venda o Solo. “Não estava funcionando, e, para piorar, o chef e sócio Danilo Gozetto vai morar na Itália”, explica. Para administrar lugares tão diferentes, ele conta com os filhos Ariel e Armani e o parceiro Alessandro Tagliari. Apoio necessário, já que se trata de um grupo com 85 funcionários e capacidade de atender 400 pessoas simultaneamente.

Juntos, todos os endereços recebem uma média de 15 000 clientes por mês, gerando um faturamento de cerca de 1,8 milhão de reais. E as próximas investidas? “Quero focar as recentes aquisições”, despista Freitas.  Por Fábio Galib Leia mais em vejasp 16/02/2018



Além da primeira impressão

Quando a HP separou suas operações, a área de PCs e de impressoras era considerada o patinho feio. Dois anos depois, a empresa está mudando essa imagem

Reflexo: para Claudio Raupp, CEO da HP Inc. no Brasil, a separação trouxe mais autonomia e foco para a empresa - Por Moacir Drska

Quando a HP separou suas operações, em novembro de 2015, o mercado logo escolheu a sua menina dos olhos entre as duas empresas resultantes da divisão. Para boa parte dos investidores e analistas, tratava-se de uma barbada. A HPE, braço que acabara de herdar as ofertas de infraestrutura de tecnologia, tinha pela frente um campo fértil em segmentos com alto potencial de crescimento, como a computação em nuvem e a armazenagem de dados. Seu comando seguiria com a toda-poderosa Meg Whitman, até então, CEO do grupo. A executiva saíra fortalecida da cisão, depois de convencer os acionistas de que a melhor alternativa para a gigante era dividir para crescer. Nesse páreo, o papel de azarão coube a Dion Weisler. O executivo foi o escolhido para liderar a HP Inc., que reunia o portfólio em computadores pessoais e impressão, dois mercados em intenso e, para muitos, irreversível declínio. Para reduzir ainda mais as expectativas, a HP já havia falhado nas tentativas de replicar seu protagonismo dos PCs em categorias como os smartphones e os tablets. Poucos se arriscavam a apostar suas fichas – e dólares – na “novata”.

Passados pouco mais de dois anos, no entanto, o patinho feio virou cisne. De um valor de mercado de US$ 22,4 bilhões, no fim de novembro de 2015, a HP Inc. saltou para uma avaliação de US$ 35 bilhões. A empresa vem reportando crescimento tanto nos negócios de computação pessoal, como em impressão, algo que não ocorria desde 2010. Mais: apurou uma receita de US$ 52 bilhões no ano fiscal encerrado em 31 de outubro de 2017, um avanço de 8% sobre o exercício anterior. A HPE, por sua vez, ainda não conseguiu concretizar suas promessas. O valor de mercado da companhia caiu de US$ 25,8 bilhões, na época da separação, para os atuais US$ 25 bilhões. Em seu último ano fiscal, o faturamento recuou quase 5%, para US$ 28,8 bilhões. E o clima pouco favorável foi reforçado com o anúncio,em novembro do ano passado, da saída de Meg Whitman do posto de CEO.

Mas o que explica o desempenho, até aqui, surpreendente da HP Inc.? Ao que tudo indica, a empresa seguiu à risca o mantra propagado por Meg antes e durante a separação: mais enxutas, as duas operações teriam mais foco e agilidade para aproveitar as oportunidades em seus respectivos segmentos. “Antes, naturalmente, havia diversas áreas concorrendo pela atenção da CEO e do board”, diz Claudio Raupp, CEO da HP Inc. no Brasil. Ele observa que cada área de negócios vinha sendo impactada por diferentes disrupções. Volta e meia, a resposta necessária e urgente a essas tendências esbarrava no tamanho e nas prioridades da organização. “Hoje, estamos mais leves e somos donos de nosso próprio destino.”

Novo foco: a impressora móvel Sprocket é uma das apostas da área de impressão doméstica da HP Inc, liderada por Anneliese Olson , para ganhar espaço em novos mercados e categorias

A sensação de que a separação trouxe um novo fôlego para a HP Inc. não está restrita aos corredores da empresa. “Essa área estava sendo estrangulada pela perda de executivos, a má gestão e a falta de recursos”, diz Rob Enderle, analista da consultoria americana Enderle. “Com a nova estrutura, eles deixaram de ser um problema do qual Meg Whitman queria se livrar.” A comparação com o desempenho da coirmã é inevitável. “A HPE tentou abrir diversos caminhos, mas não atingiu massa crítica para competir com IBM e Dell”, afirma Roger Kay, analista da consultoria americana Endpoint. “Enquanto isso, a HP Inc. se concentrou exatamente no que sabe fazer melhor.”

Essa postura não significa que a HP Inc. está restrita aos seus mercados tradicionais. A empresa parece disposta a resgatar o espírito de garagem do Vale do Silício, do qual a antiga HP era o maior símbolo. A criação de novas categorias é um dos pilares. E a área de impressão para consumidores é um bom exemplo dessa abordagem. “A ideia é reinventar o nosso negócio. Não queremos arrastar o consumidor para o modelo antigo de impressão”, diz Anneliese Olson, executiva responsável pela divisão global de impressão doméstica da HP Inc. “Nós precisamos ir até onde as páginas e as fotos estão.”

Anneliese observa que, hoje, as pessoas tiram e compartilham cada vez mais fotos. No entanto, muitas dessas memórias ficam “esquecidas” em smartphones e tablets. Uma das tentativas da HP Inc. para preencher essa lacuna é uma impressora batizada de Sprocket. Do tamanho de um celular e com 170 gramas, o produto já está disponível no Brasil, pelo preço de R$ 899, ele permite imprimir, via bluetooth, as imagens armazenadas em dispositivos móveis, em formato 5×7. Também é possível editar as fotos, adicionando margens, textos, molduras e filtros, entre outras funções. No fim de 2017, a HP Inc. lançou uma nova versão da impressora no exterior, com uma câmera acoplada.


A incorporação de novas tecnologias de parceiros ao portfólio é mais uma ponta da estratégia. Em impressão, por exemplo, a empresa está adicionando recursos de assistentes pessoais de voz aos seus equipamentos. Estão nessa lista o Google Assistant, do Google, a Cortana, da Microsoft, e a Alexa, da Amazon. A companhia também está começando a testar aplicações de realidade aumentada. “A HP Inc. está aprimorando seus produtos e buscando expandir o seu mercado”, diz Enderle. “Trazer esse espírito inquieto de volta propiciou um caminho sólido para restaurar a saúde desses negócios.”

A HP Inc. também está investindo em áreas adjacentes aos seus negócios tradicionais, como a impressão 3D e as impressoras digitais para projetos gráficos customizados. Nas ofertas corporativas, o grande passo foi dado no fim de 2016, com a aquisição da divisão de impressão da Samsung, por US$ 1,05 bilhão. A empresa teve acesso a mais de 6,5 mil patentes e fortaleceu sua presença no formato A3, um mercado estimado em US$ 55 bilhões. E, de quebra, incorporou a brasileira Simpress, líder no mercado local de serviços de terceirização de impressão e que havia sido adquirida pela Samsung no fim de 2014. “Há alguns anos, não teríamos feito um movimento desse porte”, diz Anneliese. No último ano fiscal, a divisão de impressão da HP Inc. faturou US$ 18,8 bilhões, um avanço de 3%. No período, o mercado cresceu 1%.

A área de PCs também acumula bons resultados. Enquanto o mercado global recuou 2,8%, em 2017, segundo a consultoria Gartner, o faturamento da HP Inc. no segmento cresceu 11%, para US$ 33,3 bilhões. No período, com uma fatia de 21%, a empresa desbancou a liderança da chinesa Lenovo. Em linha com a estratégia global, no Brasil, a companhia priorizou a oferta de máquinas mais sofisticadas. E, com maior foco em clientes empresariais, buscou racionalizar sua presença nas lojas físicas, onde a guerra de preços cada vez mais dá o tom da competição. Como parte desse movimento, licenciou sua marca Compaq, de PCs mais populares, para a brasileira Global K.

Até aqui, o caminho percorrido pela HP Inc. fez com que uma parcela representativa do mercado mudasse sua percepção sobre a operação. No entanto, ainda existem dúvidas quanto à capacidade de sustentação desse bom momento no longo prazo. Uma prova dessa desconfiança foi dada no fim de novembro do ano passado, quando as ações da companhia chegaram a cair 5%, logo após a divulgação do balanço do ano fiscal de 2017. Alguns analistas destacaram o desafio de seguir crescendo no mesmo ritmo, especialmente com a base alta de comparação estabelecida nos dois últimos anos. E com as projeções pouco otimistas para os segmentos de atuação da empresa. “De fato, os mercados de PCs e de impressão estão em declínio. Mas só quando se olha sob o ângulo tradicional do negócio”, diz Raupp. “Nosso segredo tem sido equilibrar o que temos hoje na prateleira com o que teremos no futuro.”

O Brasil na contramão do mundo

Por Rodrigo Loureiro

Otimismo: para Hélio Rotenberg, CEO da Positivo, o País voltará a representar 2,5% das vendas globais de PCs (Crédito:Guilherme Pupo / AG. ISTOÉ)
Depois de cinco anos em queda, o mercado de computadores voltou a crescer em 2017, segundo dados da consultoria IDC referentes aos três primeiros trimestres do ano passado. Entre janeiro e março, as vendas subiram 5%. O percentual foi repetido entre os meses de abril e junho. Já no terceiro trimestre foram vendidas 1,36 milhão de máquinas, ante 1,04 milhão no mesmo período de 2016, alta de 30%. Os dados do quarto trimestre ainda não foram divulgados. Os números são ainda mais surpreendentes considerando que o Brasil está na contramão do mercado global. No ano passado, mundialmente, o setor registrou o sexto ano consecutivo de vendas negativas.

A retomada está devolvendo o otimismo às empresas brasileiras. “Vamos voltar ao mesmo patamar de 2012”, afirma Hélio Rotenberg, CEO da Positivo, principal fabricante local. Na época, o País detinha uma fatia de 2,5% das vendas de PCs no mundo. Hoje, responde por apenas 1,5%. Ele credita esse movimento do Brasil em relação ao resto do mundo à recuperação da economia. “As vendas despencaram pelo momento econômico que o País atravessou nos últimos anos”, diz Rotenberg. “Quando a economia começa a crescer, como agora, as vendas aumentam.”

A mesma onda de otimismo está contagiando a taiwanesa Acer no País. Focada no mercado de consumo, a empresa diz que, desde o ano passado, está se estruturando para ampliar seus negócios visando o setor corporativo. “Tivemos uma situação econômica muito adversa nos últimos anos”, diz Anderson Kanno, diretor de vendas da companhia no Brasil. “A leve melhora em 2017 já está ajudando o consumidor a comprar um novo produto.”

Os fabricantes de computadores, no entanto, vão ter de se desdobrar para repetir o resultado do ano passado. Segundo a IDC, o bom desempenho em 2017 se deve à necessidade de renovação do parque tecnológico, tanto de empresas quanto de consumidores domésticos. “As pessoa querem baterias que duram o dia todo e mais poder computacional”, afirma o analista Jay Chou, responsável pelo estudo. Esse movimento já estava previsto e dificilmente será repetido em 2018, diz ele. Por isso, apesar de demonstrarem otimismo, as fabricantes não estão apostando todas as fichas na manutenção dessa tendência.

A Positivo, por exemplo, investe no mercado de celulares e, mais recentemente, no segmento de equipamentos médicos. “Nós diversificamos nossos negócios buscando novas oportunidades”, diz Rotenberg. “Mas, para os próximos dez anos, ainda acredito que vai haver um espaço considerável para os computadores”.  Leia mais em istoedinheiro 16/02/2018





Startup trabalha em tecnologia para aumentar o tempo de vida e curar o câncer

Celularity recebeu US$ 290 milhões em investimentos

E se os 60 anos de hoje fossem os 100 anos de amanhã? É essa a ambição da startup de biotecnologia Celularity. A empresa trabalha com células-tronco retiradas de placentas humanas para desenvolver formas de estender o tempo de vida das pessoas e curar alguns tipos de câncer. A startup recebeu até agora US$ 290 milhões em investimentos.

"Meu objetivo é fazer com que as próximas gerações cresçam em um mundo onde o câncer é tratado como um resfriado comum, e que os mecanismos de regeneração natural do corpo se mantenham ativos ao longo de nossas vidas", disse o CEO da Celularity, Dr. Robert Hariri, ao CNBC Make It. "Pense sobre o que fazemos como um negócio de refinaria. A placenta é nosso petróleo. O que fazemos é encontrá-la e perfurá-la."

A startup já colocou no mercado produtos que utilizam as células-tronco para beneficiar pacientes. Os curativos biológicos, estilo band-aid, desenvolvidos por eles, por exemplo, promotem acelerar o processo de cicatrização de ferimentos e queimaduras. Há também produtos com células-tronco injetáveis que permitem a restauração mais rápida de tecidos e órgãos.

Os itens para o tratamento imunoterápico ainda estão sendo desenvolvidos pela Celularity. O objetivo é que eles fortaleçam o sistema imunológico do paciente, de forma a auxiliar no combate a doenças mais graves, como o câncer.

As células-tronco são aquelas encontradas no corpo humano e que são capazes de serem divididas e transformadas em um número maior de células específicas, como as cerebrais, sanguíneas ou musculares. Para Hariri, no entanto, as células-tronco encontradas na placenta são mais valiosas por serem mais versáteis. "Elas são a fonte para o que eventualmente se torna o sangue do cordão umbilical", diz.

Hariri explica que o tratamento proposto pela Celularity consistirá em fazer das células retiradas da placenta uma opção a ser aplicada em qualquer paciente, diferente dos métodos de cura tradicionais usados hoje que, mesmo com o uso de células, precisam ser personalizados para cada indivíduo. "O que estamos dizendo é que a placenta é uma forma de democratizar essa tecnologia", afirma.

A empresa foi fundada por Hariri, engenheiro e cirurgião que atua com células-tronco desde 1998, e Peter Diamandis, empresário que também criou a XPRIZE Foundation, focada em soluções para inovação, e a Human Longevity Inc., destinada a trabalhos pela longevidade humana. Diamandis fundou ainda a Singulariy University.

Peter Diamandis minimiza o risco de que a tecnologia para o tratamento de câncer da Celularity fique disponível apenas para os mais ricos. Para ele, o início de qualquer novo dispositivo ou solução é esse. "O celular foi disponível para os mais ricos primeiro. O que vemos hoje em todo tipo de mercado é que quanto melhor eles ficam, mais baratos se tornam", diz. "Cada tratamento médico começa caro e ineficiente, mas fica mais barato com o tempo e se torna disponível para todos."

Ele também defende o potencial do mercado voltado à longevidade. "Adicionar 20 ou 30 anos à expectativa de vida de uma pessoa? É um negócio massivo, porque ultimamente o desejo das pessoas não é gastar seu suado dinheiro para viver mais, mas para viver mais e mais saudável", diz. "Nossa visão é fazer com que os 100 anos de idade sejam o novo 60, dando às pessoas a máxima cognição, mobilidade e estética ao envelhecer." Leia mais em epocanegocios 16/02/2018



Totvs aposta em tecnologia de Internet das Coisas para conectar pequenos varejistas

A produtora de software empresarial e hardware está fabricando dispositivos conectados à Internet, que incluem máquinas de pagamento eletrônico e sensores

A companhia brasileira de tecnologia Totvs iniciou uma ofensiva sobre o pequeno varejista do Brasil, apostando que um crescimento na procura por melhores ferramentas de gestão de negócios possa incrementar o faturamento da empresa nos próximos anos.

A produtora de software empresarial e hardware está fabricando dispositivos conectados à Internet, que incluem máquinas de pagamento eletrônico e sensores. Esses produtos em conjunto com programas agregadores de dados prometem dar informações aos pequenos varejistas, como o perfil de seus compradores, e permitir estratégias mais acertadas de vendas, algo que já vem sendo promovido por gigantes nacionais como GPA e Magazine Luiza.

Segundo Eros Jantsch, vice-presidente de hardware e micro e pequenos negócios da Totvs, um dos objetivos da ofensiva é a construção de uma base de dados de varejo que poderá nos próximos anos ajudar a empresa a avançar suas ofertas de produtos com tecnologia de Internet das Coisas para além do universo das micro e pequenas empresas.

"Cada vez mais dados são relevantes para os negócios e em algum momento esses dados (que a Totvs vai começar a reunir) vão ter relevância importante e poderão ser monetizados", afirmou o executivo. "Todas as empresas de tecnologia vão ter uma parcela expressiva de suas receitas sendo geradas a partir de dados", acrescentou.

A tecnologia de Internet das Coisas permite que dispositivos eletrônicos troquem informações pela Internet, coletando dados e permitindo automatização de funções. No caso da estratégia da Totvs, a iniciativa está sendo tocada pela divisão Bematech, empresa focada em varejo comprada pela Totvs em 2015.

O mercado mirado pela Totvs com o conjunto de produtos de Internet das Coisas é composto por cerca de 10 milhões de micro e pequenas empresas do país que faturam até 4,5 milhões de reais por ano.

Em 2017, a Totvs, que compete com empresas como a Linx no varejo, teve queda de 40,5 por cento no lucro líquido, para 96,4 milhões de reais, com a geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado recuando 15,4 por cento, para 303,5 milhões.

Apesar disso, a empresa conseguiu elevar em 34 por cento a receita com software vendido sob assinatura, uma das frentes da iniciativa de Internet das Coisas promovida pela companhia, para 308 milhões de reais.

Jantsch afirmou que os negócios da Totvs no início deste ano estão sendo melhores que os registrados no final do ano passado do ponto de vista de atração de novos clientes, com o clima de negócios mostrando sinais de mais confiança.

"Tradicionalmente tem muita abertura e fechamento de micro e pequenas empresas por ano, mas, por outro lado, estamos vendo os empreendedores mudando um pouco de perfil", disse o executivo. "Eles estão cada vez mais qualificados...existe sim fechamento e inadimplência, mas a procura por soluções de gestão empresarial tem aumentado", acrescentou Jantsch.

O executivo comentou que o investimento na estratégia de Internet das Coisas é de 9 milhões de reais. Do total, cerca de 2 milhões de reais foram usados no desenvolvimento de dispositivos como o terminal de vendas posGo, equipado com sistema operacional Android e que tem como parceiro de adquirência a Stone. A máquina vai competir com aparelhos de empresas como a Cielo e Jantsch afirmou que a Totvs está analisando outras adquirentes.

Em março, a Totvs vai colocar no mercado uma versão menor de ponto de vendas chamada de "Bemacash Start" e que vai cobrar mensalidade de 139 reais dos lojistas. "Vai ser o menor ponto de venda do mercado com softwarte de controle de vendas", disse o executivo, acrescentando que a Totvs pretende inserir soluções de inteligência artificial no dispositivo para ajudar clientes a ampliar as vendas. Leia mais em epocanegocios 16/02/2018



Walmart negocia compra de fatia da varejista indiana Flipkart

A compra daria à Flipkart um impulso adicional para concorrer com a Amazon na Índia

O Walmart está em conversas para comprar uma fatia de mais de 40 por cento no grupo indiano de comércio eletrônico Flipkart, em um desafio direto para a rival Amazon.com na terceira maior economia da Ásia, disseram duas fontes familiarizadas com o assunto nesta sexta-feira.

No que poderia ser um dos maiores acordos no exterior, a varejista norte-americana busca comprar ações novas e existentes da Flipkart e o processo de ‘due diligence’ deve começar ainda na próxima semana, afirmaram as fontes.

Os termos em discussão não estavam imediatamente disponíveis, mas a Flipkart estava avaliada em mais de 12 bilhões de dólares quando o Vision Fund do japonês SoftBank assumiu 20 por cento da companhia no ano passado por 2,5 bilhões de dólares.

Um porta-voz da Flipkart disse que a companhia não comenta rumores ou especulações, enquanto um representante do Walmart na Índia não quis se manifestar sobre o assunto.

Um acordo com o Walmart daria ao Flipkart a tão necessária força contra a Amazon, que se comprometeu a investir 5 bilhões de dólares na Índia, à medida que expande agressivamente as operações, incluindo entregas de mantimentos.

Para o Walmart, um acordo abriria uma nova frente nos esforços para competir com a Amazon, dando à varejista acesso a um mercado de comércio eletrônico que o Morgan Stanley estimou que valerá 200 bilhões de dólares em uma década.

A aquisição faria parte de uma enorme ofensiva de ecommerce, por meio da qual o Walmart adquiriu startups, incluindo a Jet.com por cerca de 3 bilhões de dólares.

No mês passado, a varejista norte-americana também informou parceria com a japonesa Rakuten em entregas online de compras em supermercados.

“Por maior que seja, a Amazon consumiu parte significativa das receitas e eu acho…que eles veem a Índia como o maior mercado possivelmente para isso (combater a Amazon)”, disse uma das fontes.

Por anos, o Walmart tentou entrar na Índia, mas permaneceu confinado ao segmento de atacado de autosserviço em meio às duras restrições ao investimento estrangeiro. Atualmente, o Walmart opera 21 lojas do tipo na Índia.

Investidores existentes da Flipkart incluem o fundo de hedge norte-americano Tiger Global Management, a chinesa Tencent Holdings, o eBay e a gigante de software Microsoft. Reuters Leia mais em exame 16/02/2018





Nokia coloca unidade de tecnologia para saúde à venda

Nokia pagou € 170 milhões pela Withings, e agora estuda se livrar do ativo. No final de 2017, já havia dado baixa de € 141 milhões no valor contábil da unidade.

A Nokia anunciou hoje, 15, que está fazendo uma “revisão estratégica” da sua divisão de tecnologia para saúde. A divisão foi formada em 2016 com a aquisição da empresa Withings, que produz balanças, relógios e outros produtos de monitoramento da saúde, por € 170 milhões.

A empresa afirma, em nota, que a revisão estratégica “pode ou não resultar em uma transação [de venda] ou em outras mudanças” no negócio. Mas não detalha que outras mudanças considera possíveis.

Estariam de fora dessa transação patentes, marcas e unidade de licenciamento das tecnologias da área.

A divisão de saúde é a única da companhia, atualmente, focada no consumidor final. Todos os outros negócios são B2B, baseados na oferta de serviços e equipamentos para empresas.

Em 2017, a Nokia teve prejuízo bilionário e queda de faturamento. A unidade de saúde digital contribuiu negativamente para o resultado: representou uma baixa contábil de € 141 milhões no último trimestre de 2017. Enquanto a receita da Withings teria sido de € 52 milhões no ano.
RAFAEL BUCCO Leia mais em telesintese 16/02/2018



Nestlé rastreia aquisições no Brasil

A suíça Nestlé está "disposta" a fazer aquisições no Brasil, seu maior mercado na América Latina. O vice-presidente para as Américas da empresa, Laurent Freixe, vê espaço para consolidação, como ocorre no segmento de lácteos, em comida para animais de estimação (petfood) e em café. "Fazemos screening [rastreamento] de oportunidades no Brasil", afirmou ele.

A suíça Nestlé está "disposta" a fazer aquisições no Brasil, seu maior mercado na América Latina

Freixe esteve ontem na apresentação do balanço da Nestlé de 2017, quando a expansão das vendas foi a menor desde meados dos anos 90. Estados Unidos e Brasil ajudaram nessa desaceleração. "O Brasil é um mercado de 200 milhões de habitantes com um potencial de consumo enorme e vamos investir em inovação, em nossas marcas e olhamos oportunidades de crescimento externo", disse Freixe. Para ele, o mercado brasileiro, com muitas empresas regionais de alimentos, não é tão concentrado como na Europa e no México.

A Nestlé não está sozinha no interesse pelo setor de café no Brasil. Concorrentes como a multinacional Jacobs Douwe Egberts (JDE), a brasileira 3Corações e a alemã Melitta fizeram aquisições estratégicas nos últimos anos. Embora queira se desfazer de alguns ativos em certos mercados, no Brasil o plano da Nestlé só inclui mesmo prosseguir na venda de certas marcas de chocolate por causa da fusão com a Garoto. "No Brasil, procuramos mais é ampliar nosso perímetro do que reduzi-lo", garantiu Freixe. A estratégia de Nestlé é direcionar seu portfólio global para categorias de alimentos e bebidas de expansão rápida, que atendam a novas preferências do consumidor e tenham margens mais elevadas.

Na América Latina, na semana passada, a Nestlé anunciou a compra da Terrafertil, maior produtora mundial de "uvillas" (ou physalis peruviana), uma fruta rica em vitaminas e antioxidantes. A empresa foi fundada em 2005 no Equador, e tem fábricas também no México, Colômbia e Chile. Sua marca principal, "Nature's Heart" está presente também no Reino Unido. O valor da operação não foi revelado.

O Brasil passou a ser o quarto maior mercado da Nestlé no mundo, depois que o grupo dobrou sua presença na China justamente com aquisições bilionárias. O primeiro mercado é os EUA, o segundo a China, e a França e o Brasil se revezam nos dois seguintes. O novo CEO mundial de Nestlé, Mark Schneider, que assumiu no ano passado, permanece sob forte pressão do investidor ativista americano Dan Loeb, que comprou US$ 3,5 bilhões de ações do grupo suíço e exige mais agilidade e aumento dos lucros da companhia. Schneider, que ontem comentou os resultados da companhia em 2017, promete uma "gestão ativa do portfólio" de produtos, estimando nisso mais potencial para aquisições pequenas e médias, sem descartar compras maiores.

A multinacional quer assim responder a novos desafios na indústria de alimentos, que inclui a busca do consumidor por mais produtos naturais e mais saudáveis, produzidos a partir de plantas orgânicas, livres de lactose e de glúten ou com alta proteína. No ano passado, a Nestlé desembolsou US$ 2,3 bilhões pelo fabricante canadense de vitaminas Atrium Innovation, crescendo em produtos de saúde para o grande público a fim de compensar o declínio em atividades tradicionais como alimentos processados. Nos EUA, adquiriu uma parte da rede de café premium Blue Bottle Coffee; a Chameleon Cold-Brew, em primeira posição no mercado de café frio biológico. E também comprou a Sweet Earth de comidas vegetarianas. Com isso, posiciona-se para enfrentar a concorrência no segmento de produtos naturais e orgânicos.

A parcela de produtos premium, com mais valor, passou a 21% do total das vendas em 2017 comparado a 14% em 2014. Ao mesmo tempo, a companhia vendeu seu negócio de doces nos EUA para a Ferrero por US$ 2,8 bilhões.

Conforme analistas do banco UBS, a Nestlé busca renovar 10% de seu faturamento por meio de fusões e aquisições, e de venda de ativos com fraco crescimento. A empresa quer crescer na área de saúde, mas seu CEO evitou comentar se teria feito propostas pelos produtos sem receita médica dos laboratórios farmacêuticos Pfizer e Merck.

Schneider anunciou ontem que a companhia não vai renovar o pacto de acionistas entre a Nestlé e a família Bettencourt no grupo francês de cosméticos L'Oréal. A participação de Nestlé é estimada em cerca de € 24 bilhões. O CEO não deu qualquer indicação de qual será a posição do grupo suíço, quando expirar o pacto de acionistas no dia 21 de março. Para certos analistas, a venda da fatia na L'Oréal daria mais munição para grandes aquisições. As informações são do jornal Valor Econômico. Leia mais em milkpoint 16/02/2018
























Avaliação de empresas: o valor justo

O número de Fusões e Aquisições no mercado brasileiro, conforme pesquisa da PWC Brasil (2017), foi de 517 até outubro 2017. Na região Sul, foram realizadas 68 negociações e citamos como exemplo o grupo brasileiro Cosan, que realizou a compra minoritária de 16,8% da Companhia de Gás de São Paulo (Comgás) pelo valor de R$ 1,16 bilhão, e a empresa chinesa State Power Investment, que arrematou a usina São Simão, uma das maiores do país, pelo valor de R$ 7,18 bilhões. Mas quanto vale uma empresa? E como mensurar esse valor?

A avaliação de empresas é um importante tema dentro da área financeira. Como existem diversas abordagens muitas metodologias foram criadas, podendo ser utilizadas em conjunto ou separadamente, a escolha do melhor método tem sido um dos grandes desafios neste campo, pois é uma tarefa complexa, exigindo coerência e rigor conceituais na formulação da sistemática de cálculo. A metodologia de avaliação de uma empresa exige o domínio dos conceitos teóricos de finanças, de suas técnicas e procedimentos e dos inúmeros fatores que condicionam o valor da empresa.

Martelac (2005) relata que avaliação de empresas torna-se, então, uma das principais atividades dentro do processo de negociações de fusões e aquisições. Empresas compradoras e vendedoras envolvidas nos processos objetivam encontrar uma faixa de referência que reflita o “valor justo” da empresa em questão, isto é, um valor que represente o potencial da empresa de gerar resultados futuros. O tal preço poderá servir como base para negociações de fusões e aquisições e também para estratégias de investimentos.

Assaf Neto (2003) também contribui acrescentando que, em verdade, não há como prescindir de certa dose de subjetividade na definição de valor de uma empresa, principalmente por se tratar de uma metodologia que se baseia em resultados esperados obtidos do comportamento do mercado.

O investidor adquire, por certo valor, um retorno futuro esperado, sujeito a imprevistos e fatores não totalmente controláveis no processo de previsão. Além do problema de julgamento, outras razões e objetivos associados ao comprador e vendedor também interferem na avaliação, ampliando as possíveis áreas de questionamento do valor encontrado.

Quanto melhor quantificados esses parâmetros previstos, eles se constituirão em aproximações bastante razoáveis da realidade, incorporando, como é natural neste tipo de avaliação, certa margem de arbítrio trazida pelo analista.

Existem vários modelos de avaliação de empresas, devendo sua escolha considerar o propósito de avaliação e as características próprias do empreendimento. Eles podem ser classificados da seguinte forma:
(i) técnicas comparativas de mercado;
(ii) técnicas baseadas em ativos e passivos contábeis ajustados;
(iii) técnicas baseadas no desconto de fluxos de benefícios.
Cada uma dessas categorias compreende vários modelos. Para o avaliador, o grande desafio consiste em escolher o mais apropriado e atentar para suas limitações e encontrar o valor justo. Fonte Luís Henrique Dal Molin
Leia mais em notisul 15/02/2018



A bolsa brasileira ficou cara após a recente valorização?

Temos ouvido a mesma pergunta de investidores após o recente rali do Ibovespa: "Depois da alta da bolsa, ela estaria cara?" Esse é um tema que debatemos de forma recorrente, internamente e com outros atuantes do mercado. A partir desse debate concluímos que temos motivos para acreditar que a bolsa não está cara se levarmos em conta alguns pontos. E quais seriam eles? Primeiramente, o potencial de uma valorização significativa da bolsa caso se concretize um ciclo eleitoral favorável. Se eleito um candidato que dê continuidade às reformas iniciadas pela atual gestão, teremos um ciclo bastante positivo de avanços da economia brasileira, possivelmente com crescimentos superiores a 3% ao ano por alguns anos.

O Brasil saiu recentemente de uma recessão e ainda tem uma capacidade ociosa relevante, podendo crescer bem sem o ônus da inflação. Ou seja, considerando perspectivas de investimentos maiores no futuro, o potencial de crescimento da economia é grande e a probabilidade desse evento se realizar é de razoável a boa.

Um segundo ponto diz respeito aos múltiplos. Se olharmos para o múltiplo de price/earnings (P/E) do Ibovespa para 2018 (13,6 vezes), podemos observar que esse está acima da média histórica (10,9 vezes) e, portanto, seria um alerta em condições normais. Mas se não olharmos para foto e sim para o filme, ou seja, se ajustarmos pelo crescimento esperado para os próximos três anos, podemos também observar que a bolsa não está cara, pelo contrário.

Um bom paralelo é com a bolsa americana, que atualmente negocia a um múltiplo acima do histórico. Ao comparar os múltiplos das empresas negociadas no Brasil e nos Estados Unidos, vemos que o Ibovespa segue em linha com o S&P e, portanto, não nos parece estar caro, como a bolsa americana também não.

Uma análise válida é comparar os múltiplos das empresas no Brasil com os de empresas de mercados de referência com boas perspectivas de crescimento. Se olharmos para os múltiplos do banco J.P. Morgan e compararmos com Itaú e Bradesco, observamos que os três negociam próximo de 12 vezes e 13 vezes o P/E para 2018, já incorporando nas estimativas do banco americano a redução do Imposto de Renda aprovado pelo governo americano e os aumentos de juros nos EUA, que favorecem os lucros do banco.

Apesar de o banco americano merecer prêmio, o crescimento dos brasileiros para os próximos anos é bem superior.

Outro exemplo é comparar as empresas premium americanas e brasileiras. O Google e a Visa negociam aproximadamente a 25 vezes o P/E para 2018, pouco acima das empresas premium brasileiras, como Localiza e CVC, que negociam entre 20 vezes e 25 vezes o P/E para 2018 e que, apesar de serem grandes em seus setores, devem aumentar suas receitas acima de 15% ao ano nos próximos anos.

Se ainda levarmos em conta o fator externo, no qual estamos vivenciando um período de crescimento global robusto, com constantes revisões do crescimento para cima, esse potencial de valorização da bolsa é ainda superior.

Recentemente, o FMI revisou a sua estimativa de crescimento global para 3,9% em 2018 e 2019 (era 3,7% anteriormente para ambos os períodos).

Outra evidência é a economia chinesa, que durante boa parte dos últimos anos foi o principal motivo de preocupação para investidores globais, porém em 2017 cresceu 6,9%, mais do que os 6,7% de 2016. Ou seja, de acordo com os dados oficiais, houve uma aceleração.

Além disso, as perspectivas para os EUA e para Europa também são de crescimentos robustos nos próximos anos, superiores a 2,5% ao ano, mostrando que o cenário é benigno não só para os emergentes, como também para os países desenvolvidos. Essa atual conjuntura de crescimento sincronizado favorece o Brasil, que vem crescendo e está partindo de uma base mais fraca.

Por fim, um terceiro ponto, e este apesar de assimétrico nos parece menos provável, é que esse ciclo de forte crescimento global poderia elevar as commodities para um outro patamar, a níveis substancialmente superiores aos atuais. Se levarmos em conta que nos últimos anos tivemos um baixo nível de investimento das grandes empresas do setor e uma demanda que vem crescendo firmemente em diversas regiões do mundo, existe uma história plausível de valorização das commodities, apesar de não incorporarmos no nosso cenário base.

Cerca de 25% do Ibovespa é composto por empresas ligadas a commodities.
Se a alta das commodities se confirmar, acreditamos que a bolsa também se beneficiaria desse movimento por ter uma parcela relevante de sua composição em empresas ligadas a esse setor. Fonte:Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 16/02/2018



Suzano e Fibria voltam a discutir possível fusão

As duas maiores produtoras de celulose do País voltaram a conversar sobre uma possível fusão para criar uma gigante mundial do setor. A Suzano Papel e Celulose, segunda no ranking, procurou a líder Fibria para discutir a possibilidade de combinar ativos ou até mesmo propor uma aquisição, apurou o 'Estado' com três pessoas a par do assunto. As conversas, que põem frente a frente duas das mais tradicionais famílias industriais do País - Feffer, dona da Suzano, e Votorantim, acionista da Fibria - estão em andamento, mas não há ainda uma proposta oficial na mesa.

A fusão entre as duas companhias já esteve em discussão, mas sem negociação efetiva. No entanto, a entrada da Paper Excellence (PE) no Brasil levou os controladores da Suzano a voltar a pensar em uma associação com sua maior concorrente brasileira, afirmam as fontes. A empresa da família indonésia Wadjaja anunciou no ano passado a compra da Eldorado, dos irmãos Batista.

Segundo uma pessoa ligada à Suzano, que preferiu não se identificar, as conversas tiveram início há cerca de três meses. Embora ainda não haja uma negociação oficial, representantes dos controladores das duas companhias se encontraram e se propuseram a discutir qual seria o melhor modelo de associação entre as duas empresas. Não há, contudo, um formato fechado sobre o possível negócio.

Maior empresa de celulose de eucalipto do mundo, a Fibria tem entre seus acionistas o grupo Votorantim e o braço de participação do BNDES, o BNDESPar. As negociações teriam de ser submetidas a esses acionistas, que fazem parte do bloco de controle do grupo. A companhia, com faturamento de R$ 11,7 bilhões em 2017, é avaliada em R$ 29,7 bilhões no mercado. Já a Suzano, que tem o BNDESPar como acionista minoritário, teve receita líquida de R$ 10,5 bilhões em 2017 e seu valor de mercado é de R$ 22,15 bilhões, segundo Economática.

Segundo fontes ligadas ao banco de fomento, as duas empresas consultaram separadamente o BNDES sobre a parceria entre elas e não encontraram objeção. As empresas já teriam entrado em contato com bancos para assessorá-los em uma possível condução do negócio, afirma uma fonte do mercado financeiro. Procurada, Fibria e seus acionistas informaram que "não estão cientes de qualquer negociação envolvendo a companhia. Não existe, no momento, nada em andamento". Já a Suzano não quis comentar o assunto. O BNDES não retornou os pedidos de entrevista.

Consolidação. A aquisição do grupo Eldorado, de Três Lagoas, pela PE, por R$ 15 bilhões, voltou a movimentar o mercado de papel e celulose no Brasil. Quando a família Batista decidiu colocar sua companhia à venda, vários grupos nacionais e estrangeiros fizeram propostas para levar o negócio.

A empresa dos irmãos Batista chegou a assinar um memorando de entendimentos com a chilena Arauco, mas as negociações não foram para frente. Fibria e Suzano também tinham interesse pela Eldorado, mas a Paper Excellence fez a melhor proposta aos controladores, que venderam diversos ativos no ano passado, após se tornarem delatores.

Fontes de mercado afirmaram que a PE teria interesse em expandir ainda mais seus negócios no Brasil por novas aquisições. Procurada, a PE, por meio de sua assessoria, informou que o grupo está focado em concluir a aquisição da Eldorado.

Grupos da Ásia, onde se concentram alguns dos maiores consumidores globais de celulose, estão olhando ativos no Brasil e na América Latina para garantir acesso à matéria-prima. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Mônica Scaramuzzo Leia mais em dci 16/02/2018



Empresas correm para fazer IPO na B3 em abril

As empresas na fila para abrir capital na Bolsa brasileira, a B3, em abril, estão correndo para preparar a documentação para o pedido de registro de oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) até o fim deste mês.

A rede de brinquedos RiHappy, que já tem o prospecto protocolado, virá no fim de março.

Os demais nomes, como Hapvida, Saneago, Codemig, Almeida Jr, Banco Inter e uma subsidiária da incorporadora JHSF também almejam uma oferta antes do período eleitoral.

A maioria deve escolher o mês de abril. A volatilidade externa que assustou o mercado recentemente trouxe algum ajuste nos preços desejados pelas candidatas à abertura de capital.

Essa redução, contudo, foi pequena e não fez nenhuma empresa desistir de seus planos. Nem mesmo a suspensão da oferta inicial da Blau Farmacêutica na semana passada, por falta de demanda, desanimou essas companhias. Fonte:O Estado de S.Paulo Leia mais em portal.newsnet 16/02/2018



15 fevereiro 2018

Vinci Partners vende a Inbrands para Nelson Alvarenga, ex-Ellus

A Vinci Partners, gestora de investimentos de Gilberto Sayão, acertou a venda da Inbrands para o empresário Nelson Alvarenga Filho, ex-dono da Ellus. O acerto aconteceu há algumas semanas e Alvarenga passa a ser o único sócio da holding dona das marcas Ellus, Richards, VR, Mando, Salinas entre outras.

A Inbrands é dona de marcas como Ellus, Richards, VR, Mandi e Salinas
A negociação entre Vinci e Alvarenga teve início no segundo semestre do ano passado. Foi nesse período que o empresário renunciou à presidência executiva da Inbrands e ficou apenas no Conselho de Administração. Em seu lugar assumiu Paulo Soares, que teve passagens por Lojas Renner e Restoque. Pessoas próximas afirmam que o afastamento aconteceu para que as partes acertassem o prazo de pagamento. Ficou acertado que Alvarenga pagará a Vinci em até cinco anos.

A decisão de vender a Inbrands passa pelos seguidos resultados ruins acumulados pela holding de marcas de moda e lifestyle. Nos primeiros nove meses do ano passado, a Inbrands teve prejuízo líquido de R$ 41,5 milhões. No mesmo período do ano anterior, o prejuízo foi de R$ 95,8 milhões. A Vinci avalia que já tinha acumulado perdas suficientes com a empresa.

O descontentamento da Vinci com a Inbrands não é de hoje. Sayão, que sonhava criar a LVMH brasileira quando adquiriu a Ellus em 2008, tentou se desfazer da holding em 2015. Na época, o negócio foi avaliado em R$ 1,5 bilhão. Márcio Kroehn Leia mais em istoedinheiro  15.02.18 

15 fevereiro 2018



Cade confirma aprovação de compra da Itambé pela Lactalis

Sem recursos à decisão, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) confirma a compra da Itambé pelo grupo francês Lactalis. Segundo as advogadas Amanda Barelli e Sandra Terepins, da BMA, que defende a Lactalis no caso, a Vigor, parte interessada, não apresentou questionamentos à decisão do Cade publicada no dia 30 de janeiro.

Desta forma, o órgão aprovou sem restrições a venda da Itambé Alimentos, pela Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais (CCPR). “Isso mostra que a operação não trazia problemas concorrenciais”, diz Terepins. A Vigor não comentou o caso.

A Itambé, no entanto, segue sob gestão da CPPR, porque a operação é alvo de uma disputa judicial entre a cooperativa e a Vigor (hoje controlada pela mexicana Lala).

A Vigor considera que a venda aos franceses feriu o acordo de acionistas entre as empresas. A cooperativa nega. O imbróglio entre as empresas começou em agosto de 2017, quando a J&F anunciou a venda da Vigor, com 50% de participação na Itambé, para a Lala. Na época, a CCPR comprou a fatia da Vigor, em 4 de dezembro, ficando então com 100% da Itambé. No dia seguinte, a CCPR anunciou a venda da marca mineira ao grupo francês Lactalis.

No entanto, na sequência, uma ação cancelou a venda das ações da Vigor na Itambé para a CCPR e, consequentemente, suspendeu a negociação com a francesa. No fim de dezembro, a CCPR conseguiu retomar o controle da Itambé, mas o processo ainda corre na Justiça. Estadão Conteúdo Leia mais em istoedinheiro 15.02.2018



Italiana Kerakoll amplia ações no Brasil e compra Cimentolit

 O grupo industrial italiano Keracoll, líder mundial no setor de produtos e serviços para construções ecossustentáveis, anunciou a compra de 100% das ações da brasileira Cimentolit.  

“Olhamos com interesse os mercados estrangeiros e não poderia ser diferente para um grupo que fechou o ano de 2017 com uma receita de 420 milhões e uma exportação de 45%, que queremos levar aos 50% no próximo triênio graças a outras novas aquisições”, disse em nota a empresa.  

“Partimos com a aquisição da Cimentolit, uma empresa brasileira do estado de São Paulo, em Santa Bárbara d’Oeste, um estabelecimento com faturamento de 14,5 milhões, 150 funcionários e milhares de clientes, especializada na produção e venda de materiais para a colocação de cerâmica e pedras naturais”, informa ainda a empresa.  


Esse é o primeiro passo para dar força a uma penetração mais ampla no mercado brasileiro, onde a Kerakoll vai investir 25 milhões de euros no biênio com o objetivo de “tornar-se um ponto de referência para projetistas e grandes clientes que estão sempre em busca de tecnologias verdes e com baixo impacto ambiental”.  

Segundo os italianos, o Brasil se tornará “o nosso centro para América Latina” com um mercado de consumo que reúne “mais de 200 milhões de pessoas”. “E depois que nós concluímos a compra de um importante player do mercado inglês e, agora com o desembarque no Brasil, estamos já avaliando operações no mercado asiático”, acrescentou em nota.  

Além das aquisições internacionais, a Kerakoll anunciou um investimento de 60 milhões de euros no distrito cerâmico de Sassuolo, que fica na província de Modena, na Itália. (ANSA) Leia mais em istoe 15/02/2018



Fundo do cofundador brasileiro do Facebook capta US$ 360 milhões

B Capital Group, que tem Eduardo Saverin como sócio, pretende investir em até 25 startups

OB Capital Group, empresa fundada pelo brasileiro Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, e o pelo empresário Raj Ganguly, captou US$ 360 milhões para um fundo de venture capital. A informação foi publicada pelo The Wall Street Journal e compartilhada pelo próprio empresário brasileiro no Linkedin.

“No verão de 2016, Raj Ganguly e eu começamos o B Capital Group com uma ideia simples: empreendedores de tecnologia crescem mais rapidamente com parcerias poderosas. Hoje, estamos felizes em anunciar que o nosso fundo levou US$ 360 milhões”, escreveu Saverin.

De acordo com o empresário, apesar das grandes empresas poderem escalar efetivamente seus negócios, essas companhias são muito grandes para inovar rapidamente. Enquanto isso, as startups inovam por necessidade, mas sofrem com a falta de recursos e acesso aos consumidores, canais e parceiros durante os estágios iniciais de crescimento. "A B Capital é uma plataforma que supera essa divisão, conectando empreendedores, que precisam de recursos para escalar seus negócios, as corporações que buscam inovar e se associar com tecnologias emergentes".

De acordo com o Saverin, a captação de US$ 360 milhões foi maior do que a B Capital esperava. O número de startups, porém, continua o mesmo: investir em 20 ou 25 empresas.

O B Capital Group tem escritórios em Singapura, Nova York e no norte e sul da Califórnia, e investe em startups já consolidadas (séries B e C), ajudando os empreendedores a escalar seus negócios globalmente. As startups que recebem investimentos são áreas de serviços financeiros, seguros, saúde digital e logística. O portfólio atual de empresas do grupo já conta com 11 startups, entre elas a AImotive, a Bright.md, a Ninja Van e a Capital Match.

Entre os parceiros do fundo está o Boston Consulting Group, que indica o que as grandes corporações estão buscando e conecta as startups do grupo com grandes clientes. Leia mais em epocanegocios 15/02/2018



Gofind.Online recebe aporte da BZPlan

A Gofind.Online, ferramenta para pesquisa de produtos e comparação de preços, recebeu um aporte de R$ 2 milhões da Fir Capital BZPlan.

A plataforma da startup mostra a disponibilidade de produtos nos pontos de venda sem a necessidade de integração com as lojas físicas.

Usando inteligência artificial, a Gofind mostra as lojas mais próximas com um item específico em estoque e permite que o investimento em marketing seja direcionado para as regiões onde o produto pode ser encontrado com maior facilidade.

“A solução da Gofind é inovadora e veio para colocar o consumidor na loja certa. Isso vem revolucionando o marketing das indústrias”, destaca o CEO da GoFind, Fernando Farias.
Fundada em dezembro de 2015, a ferramenta tem mais de 50 mil itens catalogados e mostra a disponibilidade destes produtos em mais de 150 mil lojas espalhadas por todo o país. Em 2016 e 2017, a startup participou do programa de aceleração da ACE.

A empresa tem como clientes-alvo as indústrias de médio e grande porte com área de marketing estruturada e que atuam no setor de alimentos, bebidas e cosméticos.
Marcelo Wolowski, sócio da BZPlan, relata que o investimento será focado em vendas, sucesso do cliente e produto.

“Com o aporte financeiro esperamos que a empresa tenha um crescimento de 300% ainda neste ano”, planeja Wolowski.

Ainda no primeiro trimestre, a Gofind irá liberar um robô que usa inteligência artificial para encontrar produtos nas lojas mais próximas.O robô poderá ser instalado na página do Facebook dos clientes da empresa.

Recentemente, a startup foi selecionada pelo Facebook para receber investimentos na categoria Bootstrap pela inovação tecnológica desenvolvida e na categoria Social Good, pelo trabalho desenvolvido junto com a Fenacelbra  (Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil), facilitando a busca por alimentos especiais.

Para apoiar as decisões estratégicas, a Gofind criou um conselho de administração formado por nomes reconhecidos no mercado de software. Entre eles estão Sérgio Cochela, atual CEO da Duo Tecnologia e investidor-anjo; Marcel Martins Malczewski, fundador da Bematech e CEO da gestora de fundos Trivella M3; Marcelo F. Wolowski, sócio da BzPlan; e Felipe Samy, co-fundador da Gofind.Júlia Merker Leia mais em baguete 15/02/2018



Acionistas da IMC querem prêmio na fusão com a Sapore

A Sapore – a maior companhia de refeições coletivas de capital nacional – está tentando convencer os acionistas da IMC a aceitar uma proposta de fusão entre as duas companhias, um IPO reverso que deixaria o fundador da Sapore, Daniel Mendez, com 50,5% da companhia resultante.

Em linhas gerais, o mercado concorda com os méritos da transação, mas acionistas da IMC – dona das lanchonetes Viena e Frango Assado – já começaram a se mobilizar por um preço maior.

Numa carta enviada ao conselho da IMC na noite da sexta-feira anterior ao Carnaval, a Sapore propõe uma troca de ações que avalia ambas as empresas pelo mesmo múltiplo no qual a IMC é negociada na Bolsa: 9 vezes o EBITDA estimado para 2019.

Além disso, os acionistas da IMC levariam R$ 355 milhões na frente, na forma de dividendos extraordinários antes da operação. Nessa estrutura, Mendez ficaria com 50,5% da nova companhia, e os atuais acionistas da IMC com o restante. Mendez iria para a presidência do conselho e o atual CEO da IMC, Newton Maia, seguiria no cargo.

Como em quase toda a oferta envolvendo uma corporation, a negociação é complexa.

A IMC tem uma base acionária pulverizada; um fundo gerido pela Advent International é o maior acionista, com 10% dos papéis.

A Sapore está vendendo a ideia de uma “fusão entre iguais” capaz de gerar sinergias da ordem de R$ 130 milhões em compra de insumos e sobreposição de funcionários e um potencial de criação de valor muito maior por meio da implantação, nas lojas de varejo da IMC, dos processos que a Sapore utiliza hoje em seus restaurantes corporativos.

Por exemplo, a Sapore desenvolveu uma cadeia de fornecedores que já entrega todos os ingredientes porcionados e prontos para o preparo. Com isso, opera sem cozinhas centrais – ao contrário da IMC. Todos os preparos da Sapore são feitos in loco, com cozinhas mais enxutas.

“Apesar de todos os esforços recentes de racionalização da IMC, eles ainda tem três cozinhas centrais”, diz o CFO da Sapore, Elezir Silva. “Hoje nossas cozinhas precisam de 30% do espaço que precisavam 10 anos atrás, eu faço economia de 30% a 40% de água e luz e preciso de menos pessoas. Imagina aplicar isso na IMC, transformando espaço de cozinha em área de vendas?”

Mas uma fatia relevante dos acionistas da IMC avalia que a operação espreme o valor da empresa e dá vantagem a Mendez, o fundador e único acionista da Sapore, que ficaria no controle da companhia resultante sem ter que desembolsar nenhum prêmio.

“A Sapore quer se listar sem ter que fazer o IPO e nem pagar nada por isso, e o Mendez vai ser o controlador sem prêmio de controle”, diz um acionista da IMC. “É o melhor deal do mundo... para eles”.

Alguns acionistas da IMC afirmam ainda que a companhia tem margens maiores que as da Sapore e está começando a colher os frutos de um turnaround; por isso, mereceria um prêmio na troca de ações.

“Não é uma aquisição: eles não estão comprando e o Mendez não está vendendo e nem o contrário. Portanto não faz sentido falar em prêmio de controle. É uma fusão de iguais, de uma forma que nunca se viu no mercado brasileiro”, diz Marco Gonçalves, sócio-fundador da Riza Capital, que está assessorando a Sapore.


“Estou pegando a valor de face todo o aumento de EBITDA que o mercado estima, sem contestar. E se fosse abrir o capital da Sapore, eu ia buscar o múltiplo das empresas de catering, Sodexo, Compass e Aramark, que negociam a 12 vezes o EBITDA”.

A Sapore alega ainda está oferecendo um valor superior aos R$ 8 por ação pelo qual a Advent vendeu a maior parte de suas ações em novembro. Mendez tentou propor a troca de ações quando a Advent era mais relevante no papel, mas a gestora só estava interessada em cash.

Na oferta apresentada na sexta, a Sapore avalia a IMC a R$ 8,92 por ação – já descontado o dividendo extraordinário de R$ 2,13 por ação. Uma acionista da IMC diz que o pagamento de dividendos é uma conta de chegada: se o mesmo valor fosse incorporado ao equity, Mendez não ficaria com o controle. “A gente não só dá o controle, como deixa de capturar parte do que seria esse potencial de valorização e de sinergias da empresa combinada," reclama.

Gonçalves contesta essa explicação e diz que o dividendo visa otimizar a estrutura de capital da companhia, que ficaria com muito caixa líquido se não houvesse o dividendo extraordinário. Na operação proposta, a empresa combinada fica com R$ 427 milhões em dívidas, equivalente a 1,5 do EBITDA combinado. A Sapore alega que, entre sinergias e dividendos, os acionistas da IMC podem ter um retorno de 40% com o negócio.

No balanço, IMC e Sapore podem não ser iguais, mas são bem parecidas. De acordo com números não auditados, a Sapore faturou R$ 1,6 bilhão no ano passado, fez R$ 104 milhões de EBITDA e R$ 34 milhões de lucro. Na IMC, o BTG estima receita líquida de R$ 1,5 bilhão, R$ 124 milhões de EBITDA e R$ 29 milhões de lucro.

Mas as semelhanças param por aí. Enquanto a IMC atua no varejo e é uma típica empresa de private equity – resultado de uma série de aquisições feitas pelo Advent –, a Sapore é uma empresa de dono.

Fundada em 1992 por Mendez – um uruguaio que veio para o Brasil aos 11 anos de idade e trabalhava como garçom quando decidiu vender seu Gol GTI para começar a atender refeitórios de empresas – a Sapore hoje serve 1 milhão de refeições por dia em 1,1 mil restaurantes que atendem 500 empresas.

Com 11% do mercado de refeições coletivas no País, a Sapore vem há tempos tentando beliscar uma fatia do varejo. Em 2014, chegou a firmar uma joint venture com a Raízen para implantar lojas em postos de combustível ao longo de rodovias, num modelo parecido com o Frango Assado. Mas o negócio não foi para a frente. “Já chegamos a olhar o segmento de hamburguerias, mas ele ficou muito competitivo e o timing passou”, diz Elezir, o CFO da companhia, que tem 18 anos de casa.

Ele argumenta que a fusão traria mais resiliência para a receita da IMC, porque a Sapore firma contratos de longo prazo com as companhias que atende, geralmente de três anos. A taxa de renovação é 95%.

“A gente depende menos dos ciclos”, afirma. Os contratos são feitos com cláusulas de escala para preservar a margem. Se uma empresa decidir reduzir a força de trabalho e alimentar menos funcionários, o preço por refeição aumenta. Se contratar mais e aumentar o volume, há um desconto.

Apesar de 30% do faturamento vir de empresas ligadas à indústria automotiva, que definhou na crise, a receita líquida avançou 30% entre 2014 e 2017.

Um grande atrativo da IMC é a porta que ela abre para o mundo. Com operações nos Estados Unidos, Caribe e Colômbia, a companhia pode facilitar a expansão da Sapore nesses mercados – hoje, só 2% do faturamento de Mendez vem do exterior, mais especificamente do México e Colômbia.

O conselho da IMC tem até o dia 23 para se manifestar, dizendo se recomenda ou não a fusão, e convocar em até 30 dias uma assembleia que decidirá sobre o assunto.

Até lá, a Sapore quer facilitar a digestão: semana que vem, vai levar investidores e analistas para um ‘Investor Day’, abrindo as portas de seus restaurantes e sua sede em Campinas.  Natalia Viri Leia mais em braziljournal 15/02/2018



Indústria de papel e celulose caminha para consolidação

Mercado vive uma conjuntura de fluxo de caixa forte e endividamento inferior ao dos últimos anos, o que reforça as expectativas de novas operações de fusões e aquisições no Brasil

Depois dos bons resultados do setor de papel e celulose no último ano – com avanço de quase 13% no saldo da balança comercial para US$ 7,5 bilhões – 2018 já começa agitado. Rumores de fusões e aquisições explodem por todos os lados, com rivais de peso como Fibria e Suzano traçando suas estratégias para elevar ainda mais a competitividade, indicando que o ano deve ser marcado pela consolidação.

No radar, além de prováveis investimentos das duas maiores produtoras, pode estar incluída também a compra de participações na Eldorado Papel e Celulose, dos irmãos Batista, que já venderam 49% para o grupo asiático Paper Excellence. Analistas de mercado dizem que os estrangeiros poderiam comprar a gigante brasileira Fibria. Mas há quem cogite até uma fusão dela com a concorrente Suzano. Isso sem falar na aquisição Lwarcel, que vem sendo cobiçada por diversos grupos nacionais e internacionais.

O cenário não poderia ser melhor para os negócios, já que a produção brasileira da polpa em 2017 atingiu o maior volume registrado em um ano, batendo em 19,5 milhões de toneladas, um avanço de 3,8% ante 2016, conforme dados da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), entidade que reúne fabricantes de papel e celulose. O ano de 2017 também foi marcado pelo avanço nas negociações com o mercado externo em termos de preço. A celulose registrou alta de 2,3% ante o ano anterior.

Para o analista da Guide Investimentos, Rafael Passos, será inevitável que o ano de 2018 seja marcado por uma consolidação neste mercado. Caso nenhuma das operações que foram ventiladas até agora saia do papel, Passos espera que, no mínimo, haja o anúncio de novas fábricas em meio aos planos que ficaram engavetados durante os anos da recessão, em função do aumento da demanda internacional, especialmente da China, principal comprador da celulose brasileira no ano passado, elevando em 18,7% o consumo ante 2016.

Por isso, os investimentos devem ser retomados, na opinião do analista da Guide. “Tivemos um movimento interessante da Suzano, que nos anos de 2014 e 2015 tinha um nível de alavancagem bem forte, mas agora está bem mais saudável financeiramente. Se não tiver consolidação, haverá mais investimentos”, afirma. Passos lembra que no fim do ano passado houve uma franca expansão na produção da pasta, de modo que as empresas do setor estão com geração de caixa mais forte ao mesmo tempo em que estão menos endividadas.

Em relatório do BTG Pactual assinado pelos analistas Leonardo Correa e Gerard Roure, destacou-se que a relação dívida líquida sobre o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações, na sigla em inglês) da Suzano caiu para 2,1 vezes no quarto trimestre do ano passado, contra 2,7 vezes no mesmo período do ano anterior. Este cenário, na visão de Rafael Passos, seria perfeito para retomada de risco.

O analista conta que o cenário-base com o qual trabalha a Guide Investimentos é de fusão entre Fibria e Suzano, o que aumentaria a influência da empresa resultante no ciclo de preços de papel e celulose. “Uma operação entre as duas maiores do Brasil iria aumentar a competitividade e assegurar a sobrevivência da indústria no longo prazo”, avalia.

Rafael Passos acredita que os rumores de aquisição da Fibria pela Paper Excellence podem até acelerar a fusão entre Fibria e Suzano, que seria bem vista pelos presidentes de ambas as empresas, mas estaria emperrada por conta de diferenças entre as famílias controladoras. “Já tivemos o CEO da Suzano comentando isso, assim como o presidente da Fibria, mas o conflito entre as famílias Moraes [que controlam a Fibria] e Feffer [controladores da Suzano] atrapalha o negócio.”

Atualmente, existem 60 empresas de papel e celulose no Brasil. Na opinião de Passos, se não houver acordo entre Fibria e Suzano ou Fibria e Paper Excellence, com certeza as empresas menores serão compradas, já que o caixa das grandes está confortável. Isso até já ocorreu ano passado, quando a Suzano comprou 92,84% do capital da Fábrica de Papel da Amazônia (Facepa), produtora de papéis higiênicos.

Fontes do setor, no entanto, dão conta de que a compra de parte na Eldorado pela Fibria estaria empacada no preço. A empresa dos irmãos Batista teria sido avaliada, antes da compra pela asiática, em R$ 15 bilhões, valor que os controladores da Fibria não teriam concordado. “Se eles não concordaram lá atrás, porque concordariam agora?”, questiona uma fonte. O fato é que faria sentido essa aquisição pela Fibria, em função da proximidade das unidades no Mato Grosso do Sul, com fortes ganhos de sinergia. A combinação dos ativos criaria uma empresa com capacidade de quase 5 milhões de toneladas de celulose de eucalipto, somando os 3,2 milhões da Fibria aos 1,7 milhão da Eldorado.

Boas perspectivas
E os dados sustentam as projeções de bons negócios do setor. Conforme o Ibá, as exportações de papel e celulose chegaram a US$ 8,557 bilhões em 2017, contra US$ 7,696 bilhões em 2016. Já as importações ficaram em US$ 1,024 bilhão, número estável em relação ao ano anterior, fazendo um saldo positivo de US$ 7,533 bilhões na balança comercial. A participação do segmento nas exportações brasileiras foi de 3,9% em 2017, ante 4,2% em 2016. A receita bruta dessa indústria totalizou R$ 69 bilhões em 2015, representando 6% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional à época.

Os principais destinos da celulose brasileira, segundo Ibá, são a China, que respondeu por US$ 2,572 bilhões em compras em 2017, 40,47% do total; a Europa, com US$ 1,985 bilhão no ano passado (31,24%); e a América do Norte, com compras de US$ 985 milhões, ou 15,5%.

Em outro relatório do BTG Pactual, os analistas Leonardo Correa, Gerard Roure, Cesar Perez-Nova e Alex Sadzawka apontam que os preços de celulose devem crescer no curto prazo com a resiliência da demanda chinesa, o cenário favorável para demanda europeia, a capacidade atual totalmente vendida, os problemas na oferta provenientes de países da Escandinávia e os estoques “magros” em toda a cadeia de valor. “Qualquer correção terá vida curta e o efeito da base é muito potente e continuará levando a geração de caixa substancial”, diz o relatório de investimento. Leia mais em dci 15/02/2018



Prazo para ofertas por TAG, da Petrobras, é fim de março, dizem fontes

Consórcios liderados por Macquarie Group, Engie e Mubadala Development estariam preparando suas ofertas

A estatal brasileira Petrobras estabeleceu um prazo até o fim de março para receber propostas vinculantes para uma participação controladora na rede de gasodutos da Transportadora Associada de Gás (TAG), disseram três pessoas com conhecimento do tema.

Consórcios liderados pelo australiano Macquarie Group, a francesa Engie e o fundo soberano dos Emirados Árabes Unidos Mubadala Development estão preparando suas ofertas, acrescentaram as fontes, pedindo anonimato porque as negociações são privadas.

Os três grupos entregaram propostas não vinculantes em dezembro para uma participação de 90 por cento na TAG, reportou a Reuters.

Os consórcios estão em negociações com bancos para discutir financiamento, acrescentaram as fontes, dizendo que as ofertas dos grupos podem superar US$ 7 bilhões, o que tornaria a TAG um dos maiores desinvestimentos da Petrobras.

Petrobras, Engie e Mubadala não comentaram imediatamente sobre o tema. O Macquarie não quis comentar.

A Petrobras se comprometeu com um plano de desinvestimentos de dois anos de US$ 21 bilhões para reduzir sua dívida, que está em US$ 91 milhões e é a maior entre grandes petroleiras, segundo dados da Thomson Reuters.

A TAG possui 4.500 quilômetros de gasodutos no nordeste do Brasil.

Para cumprir com as regras acertadas com o Tribunal de Contas da União, a Petrobras pode escolher até dois dos três licitantes para uma rodada final, caso as propostas principais sejam muito próximas em valor ou pode escolher um vencedor imediatamente, acrescentaram as fontes.

Os consórcios não podem mudar seus componentes antes da rodada final da transação, segundo as fontes.

O Macquarie, maior gestor mundial de fundos de infraestrutura, juntou-se ao Canada Pension Plan Investment Board, conhecido como CPPIB, o fundo de riqueza soberano de Cingapura GIC e duas empresas brasileiras de investimentos.

A Mubadala se juntou à EIG Global Energy Partners. Não está claro se a empresa francesa Engie possui parceiros.

Bancos têm estado dispostos a financiar as ofertas, acrescentou uma das fontes, considerando as taxas de juros brasileiras em mínimas recordes e a natureza muito estável do negócio de gasodutos.

Os bancos também estão otimistas sobre perspectivas de crescimento após os primeiros resultados obtidos pela canadense Brookfield Asset Management, líder de um grupo que pagou US$ 5,2 bilhões no ano passado por uma outra unidade de gasodutos vendida pela Petrobras, a Nova Transportadora do Sudeste (NTS).

Segundo declarações financeiras submetidas por um dos acionistas da NTS, a companhia obteve receita líquida de R$ 1,3 bilhão durante os primeiros nove meses de 2017. (Por Tatiana Bautzer e Carolina Mandl) Reuters Leia mais em, epocanegocios 15/02/2018




Agibank estuda fazer IPO, diz fonte

O Agibank, novo nome do banco gaúcho Agiplan, iniciou sondagens para um possível IPO (oferta inicial de ações), diz fonte a par do assunto. O tamanho e o formato da operação ainda não estão definidos, mas estima-se algo em torno de R$ 800 milhões.

Com uma carteira de crédito que somava R$ 900 milhões em setembro passado, o Agibank adotou recentemente o modelo de contas digitais. Os procedimentos para a oferta de ações estão em estágio preliminar. Se o plano for adiante, a abertura de capital está prevista para o fim do primeiro semestre, na melhor das hipóteses.

Procurado, o Agibank negou, por meio da assessoria de imprensa, que esteja em processo de IPO.
O banco fundado por Marciano Testa pretende levantar recursos para acelerar seus planos de expansão, segundo a fonte ouvida. Com sede em Porto Alegre, o Agibank comprou o Banco Gerador, que atuava no Nordeste, em 2016. - Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 15/02/2018



Madero desiste de sócio e renegocia dívida

Controlador da cadeia de restaurantes Madero, o Grupo Durski deve avançar num plano de abertura de três novas redes no país, após finalizar um projeto de reestruturação de suas dívidas. O processo passa pela emissão de R$ 380 milhões em debêntures da Madero Indústria e Comércio, a serem subscritas pela gestora Hemisfério Sul Investimentos (HSI), que contatou fundos neste mês para verificar demanda pelos títulos no mercado, apurou o Valor.

A expectativa é que parte dos recursos entre em caixa no fim do mês - metade do montante deverá pagar emissões de títulos anteriores. A operação deve ser fechada depois que o grupo decidiu não vender uma fatia minoritária para o L Catterton, o maior fundo do setor de consumo do mundo.

Com pouco mais de R$ 510 milhões em receita bruta em 2017 - alta de 67% frente a 2016 - e 110 restaurantes, o grupo do fundador Luiz Renato Durski Junior, mais conhecido como Junior Durski, controla as redes de hambúrgueres Madero e Jeronimo. A empresa fechou 2017 com lucro de R$ 4,8 milhões, após perda de R$ 65 milhões no ano anterior.

A renegociação das dívidas foi aberta em busca de reforço de capital, considerando o atual consumo de caixa do negócio, em fase de aberturas de unidades. Eram cerca de R$ 7 milhões como saldo de caixa em dezembro - e cada loja custa, em média, R$ 4 milhões. Desde 2015, a empresa tem aberto 15 pontos, em média, ao ano.

Apesar da necessidade de capital para investimentos, há um aumento na geração da linha de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), com efeito na queda da alavancagem. O múltiplo dívida líquida por Ebitda reduziu para duas vezes em 2017, ante três vezes em 2016.

A emissão de debêntures anterior tem juros anuais em 30% (com pagamento mensal), versus 18% da nova emissão. Foram operações em duas tranches anteriores, em 2015 e 2017, com a HSI subscrevendo os títulos na soma de pouco menos de R$ 200 milhões.

Na operação atual, são R$ 380 milhões em debêntures, com prazo de vencimento de cinco anos e carência de dois anos. Entre as garantias estão, por exemplo, 51% das ações da empresa, além de todos os recebíveis. Com a entrada do novo capital, R$ 200 milhões liquidam as emissões anteriores e a metade restante vai para o caixa - concluindo, com isso, um processo iniciado pelo grupo um ano atrás.

Com nova estratégia, fundador continuou com 91% de negócio e avalia abertura de capital em dois anos

No início de 2017, o grupo contratou o Itaú BBA para buscar sócios, mas não houve acordo. "Não era um momento bom, ainda havia muita instabilidade e interrompemos o contrato com o Itaú BBA", afirma Durski. No fim do ano passado, com a melhora do ambiente de negócios, conversas foram iniciadas exclusivamente com a L Catterton, o maior fundo do setor de consumo do mundo, cujo um dos sócios é o bilionário francês Bernard Arnault.

As conversas avançaram para a venda de 13% da rede, avaliando a empresa em quase R$ 3,1 bilhões e considerando um múltiplo de 15 vezes o Ebitda previsto para 2018. Junior Durski tem 91% da Madero e o empresário Luciano Huck, 0,6% - o restante está com funcionários. Um empréstimo ponte ainda estava sendo considerado.

Paralelamente a essas negociações, o empresário retomou contato com a HSI para uma nova emissão de debêntures. "Eles [HSI] quiseram manter a parceria", afirma Durski, sem detalhar a mudança de estratégia. Manteve sua posição de 91% (em troca de um emissão de dívida) e avalia uma oferta pública inicial de suas ações (IPO) num prazo de cerca de dois anos. "É algo que devemos trazer para discussão entre 2019 e 2020", diz, quando a empresa prevê valor de Ebitda de R$ 400 milhões.

Seu projeto de expansão prevê três novas marcas, com preços menores do que os praticados pela rede Madero: Vó Maria, com receitas alemãs; Choripan, que venderá o sanduíche argentino de mesmo nome por R$ 12; e uma terceira rede de hamburguerias, chamada provisoriamente de New Burguer.

A ideia é abrir lojas próprias em praças de alimentação de shoppings. Nas duas primeiras, as inaugurações começam este mês. Já a New Burguer deve começar a funcionar em abril, no Shopping Estação, em Curitiba. A rede vai concorrer com Burger King e McDonald's, com cheeseburgers a R$ 9,80, e o combo, com batata-frita e refrigerante, a R$ 21.

Além disso, devem ser abertos este ano 29 novos restaurantes Madero. A outra marca do grupo, Jeronimo Burguer, criada no ano passado, deve ganhar mais 12 pontos. A estimativa do grupo é alcançar R$ 1,1 bilhão em vendas brutas em 2018, diz Durski, acima das previsões do mercado, na faixa de R$ 800 milhões.

Parte do ganho vem de uma mudança na estratégia de preços cinco anos após o lançamento do primeiro restaurante Madero, em 2005. "Tínhamos seis unidades e acumulávamos prejuízos, então no fim de 2010 entendi onde errávamos. Decidi mexer em preço. O cheeseburguer passou de R$ 29 para R$ 19, cortamos custos. O volume começou a crescer em 2011."

Em 2015, o empresário iniciou uma reestruturação mais profunda no negócio, após a contratação do atual diretor financeiro. "A margem era muito pequena", conta Durski. "Nossa taxa de desperdício em 2015 era de 15%, e hoje está em 0,6%", afirmou. "Perdíamos produto por bobagem. Colocávamos 30 gramas de alface no sanduíche e isso afetava a qualidade do pão. Fizemos ajustes em várias frentes."

Um dos focos passou a ser ganhar em volume vendido, e não na evolução do tíquete. "O valor do meu tíquete médio em São Paulo está R$ 52. Sabe quanto o paulista gasta em locais comparáveis? R$ 70, R$ 80. Mas não quero aumentar isso, eu quero elevar tráfego", diz.  Fonte:Valor Econômico Leia mais em portal.neswnet 15/02/2018