19 abril 2018

No último minuto, AT&T retira IPO planejado da DirectTV na América Latina

A AT&T retirou sua planejada oferta pública inicial de ações da Vrio Corp, o seu negócio DirecTV na América Latina, poucas horas antes de quando as novas ações começariam a ser negociadas.

A AT&T informou em comunicado na quarta-feira que a decisão de retirar o IPO da Vrio foi feita com base nas condições atuais do mercado, mas não deu mais detalhes.

Mais cedo na quarta-feira, uma fonte familiarizada com o assunto disse à Reuters que a oferta pública inicial havia sido adiada.

As ações da empresa estavam originalmente agendadas para estrear na Bolsa de Nova York sob o símbolo "Vrio" na quinta-feira.

Os coordenadores Goldman Sachs, JP Morgan, Citigroup e Morgan Stanley reduziram o IPO do provedor de serviços de televisão para 15 milhões de ações Classe A, ante previsão inicial de 29,7 milhões de ações Classe A.

A faixa de preço indicativa do IPO também foi reduzida para 16 a 17 dólares por ação, ante 19 a 22 dólares por ação.

Prestadores de serviços de televisão por cabo têm enfrentado forte concorrência enquanto a indústria luta contra o cancelamento de contas de clientes, que estão mudando para serviços de streaming de vídeo como o Netflix Inc e Amazon Prime, da Amazon.com.

O plano inicial da AT&T era vender a Vrio para amortizar dívidas, que devem subir para cerca de 180 bilhões de dólares, uma vez que a aquisição da Time Warner Inc seja concluída.

A AT&T entrou em fevereiro com pedido confidencial para uma oferta pública inicial da unidade, que inclui serviços de televisão a cabo e satélite no Brasil, Colômbia, Argentina, entre outros, levando analistas a afirmar que a segunda maior operadora de telefonia móvel dos EUA provavelmente não conseguiria encontrar um comprador. Reuters Leia mais em dci 19/04/2018

19 abril 2018



Total compra varejista de energia elétrica Direct Energy por € 1,4 bi

A gigante francesa de energia Total assinou um acordo com os acionistas controladores de outra empresa de energia sediada na França, a Direct Energie, para adquirir uma participação de 74,33% na empresa por cerca de € 1,4 bilhão.

Em termos de geração de energia, a Direct Energie tem uma base instalada de 800MW em usinas a gás e 550MW de energia renovável. É a empresa-mãe da Neoen , que possui ativos solares e eólicos em vários países, incluindo França, El Salvador e Austrália, entre outros.

Em outubro do ano passado, a Direct Energie também concluiu a aquisição da Quadran , que possui ativos de energia renovável predominantemente na França.

Além disso, a Direct Energie tem uma usina de energia a gás de 400MW em construção e um gasoduto de 2GW de projetos de eletricidade renovável na França, que complementarão a capacidade de energia instalada de 900MW da Total.

Combinada com a Total Eren , seu braço de energia renovável em mercados emergentes, e a Sunpower nos EUA, a Total está agora direcionando 10 GW de capacidade instalada em cinco anos para usinas a gás e renováveis.... Leia mais em ambienteenergia 19/04/2018



Grupo SEB faz proposta de até US$ 650 milhões pela Ilumno

As universidades Veiga Almeida e Unijorge são os ativos mais relevantes da Ilumno, avaliados em R$ 1 bilhão A Ilumno - grupo americano dono da universidade Veiga Almeida e do centro universitário Unijorge no Brasil e de outras cinco instituições de ensino na América Latina - tem sobre sua mesa duas propostas de aquisição.

Uma delas é do Grupo SEB, do empresário Chaim Zaher, que se juntou a um fundo americano numa oferta de US$ 600 milhões a US$ 650 milhões.

A outra proposta é da Ser Educacional, que pode vir a pagar em dinheiro e troca de .. Leia mais em valoreconomico 19/04/2018



Volkswagen Truck & Bus estuda compra da Navistar

Em 2016, a VW comprou 16,6% de participação na fabricante de caminhões
Grupo automotivo alemão pretende comprar participação majoritária na fabricante de caminhões

A Volkswagen Truck & Bus está estudando comprar uma participação majoritária da Navistar International. O grupo automotivo alemão está se preparando para uma possível oferta de ações nos negócios com caminhões, investindo na fabricante norte-americana.

Essa não é a primeira vez que a Volkswagen faz negócio com a Navistar. Em 2016, a empresa comprou 16,6% de participação na fabricante de caminhões. As autoridades norte-americanas liberaram a compra das ações em 2017.

Relembre: Autoridades liberam compra de parte da Navistar pela Volkswagen Truck &Bus

Na ocasião, a Volkswagen desembolsou US$ 256 milhões nas ações da Navistar. Desta vez, o investimento estaria entre três e quatro bilhões, conforme disse Matthias Gruendler, vice-presidente financeiro da Volkswagen Caminhões & Ônibus, sem especificar se falava em dólares ou euros.

O valor é estimado para custos extras. O recurso poderia ser obtido por meio de uma IPO (do inglês Initial Public Offering – oferta pública inicial), ainda segundo o vice-presidente financeiro.

A intenção da Volkswagen é converter a divisão de caminhões em uma empresa pública, para iniciar uma oferta de ações em potencial.

A Volkswagen Truck & Bus globalmente envolve as marcas MAN, Volkswagen Caminhões e Ônibus e Scania. Na última semana, a empresa uniu-se à Hino Motors, da Toyota, para acirrar a competição com as rivais Daimler e Volvo. JESSICA SILVA PARA O  Leia mais em diáriodotransporte 19/04/2018




Stefanini Scala adquire Estatística Segura

A Stefanini Scala, companhia formada pela “fusão” entre Stefanini e Scala em março de 2016, acaba de adquirir a Estatística Segura, uma consultoria paulista especializada em modelos estatísticos.

A companhia foi fundada em 2015, trabalha principalmente com o produto SPSS da IBM e lista em seu site três clientes: Sodexo, Boticário e Magma.

Um dos fundadores da empresa são Rogério Rocha, que tem uma passagem de 11 anos pela DMSS, uma companhia de São Paulo especializada no IBM SPSS.  O outro é Rogério Bernal, que teve uma passagem mais curta pela DMSS e também atuou na área de BI da Redecard.

“Nosso papel é analisar dados de uma empresa, definir quais são as informações mais relevantes para o negócio ou estratégia do cliente, identificar se há algo fora do padrão e definir novas regras para filtrar melhor as informações”, explica Rocha.

Antes da aquisição, a Estatística Segura já trabalhava em parceria com a Stefanini Scala.

“A aquisição é um passo importante na estratégia de ampliar a participação da Stefanini Scala em vários mercados onde a empresa deseja crescer, como, por exemplo, na Indústria e no setor varejista”, afirma José Carlos Pires, presidente da Stefanini Scala.

A Scala já era um dos maiores parceiros IBM do Brasil antes do negócio com a Stefanini, que não teve os termos exatos divulgados. Na época, a Stefanini falou em uma “fusão”. No material divulgando a aquisição da Estatística Segura, a Stefanini Scala é apresentada como uma “coligada”.
Maurício Renner // Leia mais em baguete 19/04/2018 



P&G adquire negócio de vitaminas e suplementos da alemã Merck

A Procter & Gamble (P&G) concordou em adquirir o negócio de saúde do consumidor da alemã Merck, em um acordo de US$ 4,2 bilhões que adiciona vitaminas e suplementos alimentares à sua linha de remédios vendidos sem receita. ... Leia mais em valoreconomico 19/04/2018



Kellogg investe no Sul e avalia aquisições

A Kellogg, fabricante americana de alimentos, pretende fazer mais aquisições na América Latina, como parte dos esforços para acelerar o crescimento internacional. "É muito possível fazermos novas aquisições na região. A companhia prefere não falar antes de fechar acordos, mas posso dizer que avaliamos oportunidades para reforçar nossa participação na região", afirmou ontem Steve Cahillane, presidente global da Kellogg.

Em outubro de 2016, a multinacional comprou a fabricante brasileira de biscoitos e massas Parati por R$ 1,38 bilhão - a maior aquisição já realizada pela companhia no mercado latino-americano. Foi para ampliar essa operação que Cahillane veio ao Brasil esta semana. Ontem, ele lançou a pedra fundamental da expansão da fábrica da Parati em São Lourenço do Oeste (SC). Serão investidos cerca de R$ 215 milhões na unidade.

"A compra da Parati nos permitiu alcançar um público maior no Brasil e ampliar a distribuição. Fizemos progressos importantes no mercado desde a aquisição. Vemos oportunidades para obter um crescimento saudável no país nos próximos anos, com a ampliação dessas linhas", afirmou Maria Fernanda Mejía, vice-presidente global e presidente para América Latina da Kellogg. Segundo ela, haverá aumento na produção de biscoitos doces e salgados, barras de cereais, massas e cereais. A fábrica abastece o mercado brasileiro e países da América do Sul.

A executiva também disse que a Kellogg estuda desenvolver novos produtos no país com as marcas Kellogg e Parati. Com a aquisição da fabricante catarinense, a empresa triplicou a sua operação no Brasil. Em 2017, as vendas líquidas da Parati somaram US$ 203 milhões em receita. O lucro operacional alcançou US$ 25 milhões.

O objetivo principal da compra foi avançar no mercado de biscoitos e lanches, reduzindo a dependência no Brasil da venda de cereais matinais e barras de cereais. Além da Parati, o negócio incluiu as marcas Trink, Hot Cracker, Minueto, Zoo Cartoon, Pádua, Bom de Bola e Granofibra.

De acordo com dados da Euromonitor International, em 2017, a Kellogg liderou o mercado brasileiro de cereais matinais, com 23,9% de participação. Na categoria lanches salgados, respondeu por 1,8% do mercado, incluindo os negócios da Parati e da Pringles. A Parati é a décima primeira em vendas no segmento de lanches salgados, com 1,1% de participação. Na categoria de biscoitos doces, é a nona colocada, com 1,2%.

Atualmente, a fábrica da Kellogg-Parati possui 78 mil metros quadrados de área construída. A nova estrutura ocupará mais 22,85 mil metros quadrados e a expectativa é que entre em operação em 2019. Quando estiver funcionamento, a unidade vai empregar mais 200 pessoas. A Kellogg tem 3,5 mil funcionários no Brasil - 3,2 mil da Parati, sendo 1,7 mil pessoas apenas em São Lourenço do Oeste. A empresa é uma das principais empregadoras do município.

São Lourenço do Oeste tem a economia concentrada na produção de biscoitos e na indústria moveleira. Além da Parati, a cidade também é sede da Nutrisul, do grupo Casaredo, que possui em torno de 560 funcionários. Juntas, as empresas empregam em torno de 10% da população, estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 23,7 mil pessoas.

Cahillane, que assumiu a presidência da Kellogg em outubro de 2017, disse ver boas perspectivas para o país este ano. "O Brasil passou por um estresse nos últimos anos, mas o país voltou a crescer. Maria Fernanda teve muita coragem em fazer uma grande aquisição em uma fase de economia recessiva. Mas, tenho grande confiança no crescimento da nossa operação agora", afirmou.

O executivo também disse que a companhia trabalha para ampliar as vendas orgânicas, buscando colocar o melhor portfólio possível nos mercados emergentes, incluindo o Brasil. "Hoje, os mercados emergentes respondem por 15% da nossa receita global, mas são países que reúnem 57% da população mundial. Temos sido muito bem sucedidos nesses países nos últimos anos. E a estratégia global tem por meta continuar avançando nesses mercados", afirmou. Leia mais em sm 19/04/2018



Grupo Pão de Açúcar busca quatro startups de varejo para aceleração

Iniciativa busca criar negócios com soluções de empresas nascentes

O Grupo Pão de Açúcar (GPA), em parceria com a aceleradora corporativa Liga Ventures, busca até quatro startups para acelerar. O objetivo é utilizar as soluções dessas empresas para melhorar seus negócios.

Para participar da aceleração, os empreendedores precisam ter no mínimo um protótipo. Algumas das inovações que as startups devem oferecer são comparadores de preço, experiência na loja, logística, gestão de loja e realidade aumentada.

Com quatro meses de duração, o programa acontece em São Paulo e deve ser realizado de forma presencial ao longo do segundo semestre de 2018. O GPA não investe financeiramente nas startups e também não exige participação societária para os empreendedores participarem da iniciativa... Leia mais em dci 19/08/2018



Em disputa judicial,Intermédica vai à Bolsa

A operadora de saúde Notre Dame Intermédica estreia suas ações na Bolsa de Valores de São Paulo no próximo dia 23 com uma pedra no meio do caminho. O dono de um hospital alugado para a rede, o médico Fabio Faisal, diz que a empresa apresenta as instalações como se fossem dela, o que não é verdade, segundo ele.

O hospital Renascença, em Osasco, na Grande São Paulo, é alugado para a Intermédica e, pelos planos de seus sócios, o contrato não será renovado por causa de conflitos com a operadora de saúde.

"Em junho vamos pedir o hospital de volta", diz Faisal à Folha. "Não queremos negócio com a Intermédica".

Os conflitos começaram em 2002, três anos após o hospital ter sido arrendado à operadora. A Intermédica aceitou pagar R$ 330 mil por mês de aluguel em 1999 e entrou na Justiça três anos depois pedindo revisão do contrato para metade do valor.

Ganhou em primeira instância, mas a família Faisal entrou com recurso por não aceitar que o preço do aluguel seja definido pelo valor do metro quadrado, em vez da qualidade das instalações.

No recurso, eles alegaram que não faz sentido definir o preço do aluguel pelo metro quadrado porque hospital requer instalações especiais, diferentemente de imóveis comuns, e tais especificidades devem ser precificadas.

"Não tem sentido nenhum definir o preço por metro quadrado porque você não acha um hospital para alugar em cada esquina", afirma Faisal.

Atualmente, a Intermédica paga R$ 165 mil aos Faisal e idêntico valor é depositado em juízo até que o conflito tenha um fim. Pela conta dos donos do hospital, a Intermédica lhes deve R$ 16 milhões.

Faisal diz que o critério do metro quadrado distorce para baixo o preço do hospital. Se as instalações fossem vendidas por essa regra, o preço seria de R$ 40 milhões. "Já temos oferta de R$ 110 milhões pelo hospital", contrapõe.

Procurada, a Notre Dame Intermédica não se manifestou porque precisa ficar em período de silêncio às vésperas de sua estreia na Bolsa.

O IPO (oferta pública de ações) da Notre Dame Intermédica poderá movimentar cerca de R$ 1,9 bilhão e ocorre no mesmo mês em que outra empresa do ramo, a Hapvida, se lança na Bolsa.

Em sua apresentação para a oferta de ações na CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a Intermédica menciona uma rede própria de hospitais com 18 unidades, que somam 1.860 leitos.

Desse total, 77 leitos são do hospital Renascença.

AQUISIÇÕES
As outras unidades vêm sendo adquiridas pela Intermédica nos últimos anos, em um esforço de investimento para controlar os hospitais.

Desde 2015, ela tem comprado uma série de empreendimentos que hoje fazem parte dessa lista própria, como os hospitais São Bernardo, Bosque da Saúde e Montemagno, todos no ABC --onde a empresa também adquiriu os ativos da operadora Unimed ABC.

No mesmo período, levou os hospitais Samci, no Rio, e o Family, em Taboão da Serra, entre outros. - Folha de S.Paulo Leia mais em portal.newsnet 19/04/2018



O Brasil tem saída, diz investidor do unicórnio 99

Para Carlos Kokron, chefe da Qualcomm Ventures na América Latina, a venda bilionária de uma startup brasileira mostra que há inovação lucrativa fora do Vale do Silício

O ano começou em clima de vitória na Qualcomm Ventures. O braço de corporate venture da Qualcomm apostou desde cedo na 99, que em janeiro anunciou sua venda à chinesa Didi Chuxing. O aplicativo de transporte tornou-se, assim, o primeiro unicórnio brasileiro — ou seja, uma startup avaliada em mais de US$ 1 bilhão. Mas mais do que encher o bolso dos investidores, a aquisição teve outro papel: mostrar que inovações lucrativas não são exclusividade do Vale do Silício. É o que defende Carlos Kokron, vice-presidente e diretor executivo da divisão da Qualcomm Ventures para a América Latina. Aqui, Kokron comenta as características que uma startup precisa para chamar a atenção de fundos de investimento e discute a maturidade do ecossistema de empreendedorismo brasileiro.

O que a Qualcomm Ventures analisa nas startups antes de investir?
Queremos saber se os empreendedores estão criando um bom negócio. Fazemos as mesmas perguntas que todo bom investidor faria.

  • A empresa pode crescer bastante? 
  • Terá uma margem boa? 
  • Está em um mercado grande? 
  • Tem uma equipe diferenciada? 
  • Se as respostas forem "sim", vem a próxima pergunta: é um bom deal, uma boa transação? 
  • O valor da ação vale a pena o risco? 
  • Além dessas questões, a Qualcomm tem outra: se o negócio der certo, estará alinhado com os nossos objetivos estratégicos de acelerar a criação ou adoção de novas tecnologias? 

Nosso objetivo é investir em empresas relacionadas com o nosso ecossistema. Globalmente, por exemplo, olhamos muito para como o 5G — que vai ser a próxima grande transformação na indústria.

Por que era importante para a Qualcomm ter esse braço de investimento?
A gente investe por várias razões. Primeiro, investimos para obter resultados financeiros. Portanto, é importante ter um crivo alto, para apoiar empresas que irão crescer e se tornar independentes. Mas isso é só a base. Do ponto de vista estratégico, a gente investe para acelerar a criação de novas tecnologias e para aprender sobre novas tendências. Nós dividimos com os executivos da empresa o que estamos vendo.

A Qualcomm Ventures investia na 99 desde 2013. O que a venda da empresa significou para vocês?
Foi excelente, a gente está superfeliz. Valida a importância de termos uma plataforma global. A 99 conseguiu demonstrar que você pode criar valor significativo em mercados além do Vale do Silício. Você tem pessoas criando soluções e novos negócios globalmente. Mostra que vale a pena investir no Brasil. Tivemos logo em seguida também a venda da Strider [startup brasileira que desenvolve inovações tecnológicas para o mercado agrícola], que foi mais uma validação enorme. As tecnologias móveis do mundo conectado são uma realidade global, não monopólio do Vale do Silício.

É um sinal de maturidade do ecossistema brasileiro?
A venda da 99 foi um divisor de águas. Se você olhar o ecossistema de empreendedorismo digital no Brasil, a evolução ao longo dos últimos dez anos foi fantástica. Eu atuo no mercado desde 1999. Percebi que a coisa começou a tomar uma forma diferente uns dez anos atrás. E está acelerando. No começo, diziam que o país tinha empreendedor, mas não havia dinheiro. Depois tinha dinheiro, mas não havia saída. Acho que agora conseguimos mostrar que existe saída, sim. O Brasil passou por anos muito difíceis. Felizmente, vemos que a percepção está mudando. Você tem várias empresas levantando um capital substancial ultimamente. Quando você cria valor com algo diferenciado, mais cedo ou mais tarde vai chamar a atenção de compradores. Vemos uma evolução enorme. A roda finalmente girou.

Alguma característica diferencia os empreendedores da América Latina dos do Vale?
Acho que sim. De certa forma, empreender no Brasil é mais difícil. Você tem um sistema mais inóspito. Há complicações de tributação, falta de certeza no sistema jurídico. Isso requer empreendedores com tenacidade maior. Em segundo lugar, a gente tem ainda uma quantidade de capital bem menor. Isso significa que geralmente vemos menos competidores. Então existem prós e contras.

Se eu quero empreender, em quais setores deveria ficar de olho no Brasil?
Temos uma onda enorme de fintechs no país. Como nossa indústria financeira é muito acomodada, um grande número de clientes são atraídos por soluções tecnológicas melhores e mais baratas. Também acredito muito em internet das coisas para resolver problemas em várias indústrias, na agricultura e em cidades inteligentes.

Do que uma startup precisa para se apresentar a um investidor?
Tem de responder bem a pergunta: se eu der certo, como posso ajudar vocês a criar novas soluções móveis? Gostamos de empreendedores com uma história bem articulada. Tem que conhecer o problema a ser resolvido e as alternativas que existem. Tem que articular o diferencial e o modelo de negócios. Isso ajuda a conversa a fluir. Ainda vemos empreendedores despreparados. POR EDSON CALDAS . Leia mais em epocanegocios 18/04/2018



Coinbase Compra Startup de Criptomoedas por Mais de US$ 100 milhões

A exchange Coinbase anunciou na segunda-feira (16) a aquisição da plataforma Earn.com. Embora os termos da negociação não tenham sido publicados, a Coindesk e outros sites afirmaram que o total em caixa, ativos em criptomoedas e ações poderiam exceder US$ 120 milhões.

Segundo anúncio publicado no blog da Earn.com, a compra da empresa pela Coinbase busca escalonar o serviço de recompensa em Bitcoin por pequenas tarefas online. A ação confirma indícios revelados pelo portal Coindesk de que o portal estaria em processo de negociação com a Coinbase e outras companhias.

Co-fundador e CEO da Earn.com, Balaji Srinivasan, será o novo Diretor-Chefe de Tecnologia da Coinbase. Segundo nota publicada no blog da empresa, os funcionários da Earn.com serão integrados à exchange.

Srinivasan disse que o serviço não deixará de existir. Para usuários antigos, nada mudará num primeiro instante. A plataforma do site será integrada à estrutura da Coinbase visando expandir a capacidade e quantidade de clientes.

A Earn.com informou, porém, que fará uma mudança estratégica: o desenvolvimento de seu próprio tolken será postergado para dar prioridade à integração com o sistema da Coinbase e o escalonamento de seu serviço.

O que a Coinbase comprou - Inicialmente apelidada 21 Inc, a Earn.com surgiu em maio de 2013 como uma startup de mineração de Bitcoin utilizando tecnologia da Intel. Dois anos depois, a companhia recebeu investimento de US$ 116 milhões de grandes investidores do Vale do Silício, na Califórnia. O nome atual da empresa surgiu em outubro passado, junto a um novo modelo de negócio.

Atualmente, a companhia oferece um serviço de compilação de dados de clientes em potencial mediante pequenas recompensas em Bitcoin. Empresas que desejam fazer pesquisas com consumidores podem elaborar questionários e investir certa quantia de dinheiro, que será distribuído entre os usuários inscritos que se encaixarem no público-alvo.

Usuários interessados em obter remunerações recebem, por e-mail, tarefas que reúnam dados sobre comportamento e consumo. Após fazerem as atividades, ganham pequenas quantias em suas carteiras de Bitcoin. A Earn.com identifica o tipo de perfil de consumidor mais relevante para cada tarefa, fornecendo informações importantes às empresas.

BitcoinTrade - BitcoinTrade é a plataforma mais segura do Brasil para comprar e vender Bitcoin e Ethereum, junte-se agora a mais de 135 mil clientes satisfeitos. Gerencie também suas moedas digitais utilizando nosso aplicativo para dispositivos com iOS ou Android.  Por Darwin Schmidt  Leia mais em portaldobitcoin 19/04/2018





18 abril 2018

FUSÕES E AQUISIÇÕES - DESTAQUES DA SEMANA 09 a 15/abr/2018

Divulgadas 20 operações de Fusões e Aquisições com destaque pela imprensa na semana de 09 a 15/abr/2018.  Envolvem direta ou indiretamente empresas brasileiras de 11 setores.

ANÁLISE DA SEMANA                                                                                                                    
Principais transações



NEGÓCIOS DA SEMANA

"Market Movers" - Brasil
  • Marfrig adquire controle de processadora de carne bovina nos EUA por US$ 969 mi - Empresa brasileira diz que aquisição a tornará segunda maior do segmento no mundo. A Marfrig Global Foods anunciou nesta segunda-feira acordo para aquisição de 51 por cento da norte-americana National Beef Packing Company, quarta maior processadora de carne bovina dos Estados Unidos, por 969 milhões de dólares.09/04/2018
"Market Movers” - Exterior
  • Oportunidade nos períodos de baixa: Coinbase adquire startup de carteira descentralizada - A exchange responsável pela maior captação de investidores de bitcoin, Coinbase, não permitiu que a estagnação do mercado também a deixasse inerte, conservadora. Em vez disso, ela manteve um ritmo acelerado, formando um fundo de capital de risco, contratando talentos executivos de ponta e agora estão aglutinando concorrentes, como a Cipher Browser.
  • Amazon compra empresa de sistemas de segurança por 811 milhões - Esta poderá ser a segunda maior aquisição da Amazon, depois da Whole Foods. A Amazon fechou a aquisição da empresa de sistemas de segurança residencial Ring, revela o jornal El Mundo citando um comunicado emitido pela gigante do comércio eletrónico. O montante oficial da operação não foi revelado. 15/04/2018
  • Fundos de private equity acertam compra da Verifone por US$ 3,4 bi - A empresa de pagamentos Verifone Systems chegou a um acordo para ser comprada pelas companhias de private equity Francisco Partners e British Columbia Investment Management, por US$ 3,4 bilhões. O acordo inclui um período de “go-shop”, no qual a Verifone pode buscar outros compradores com ofertas melhores até 24 de maio.  10/04/2018
  • Novartis compra empresa de tratamentos genéticos por US$ 8,7 bilhões - A farmacêutica suíça Novartis informou nesta segunda-feira que fechou um acordo para adquirir a AveXis, empresa americana especializada em tratamentos genéticos, por US$ 8,7 bilhões.  Esta é a primeira grande compra feita desde que o novo diret.. 09/04/2018
HUMORES & RUMORES

M & A - VENDA
  • Governo quer 20% de Embraer em joint venture - O governo brasileiro vai insistir na proposta de que a Embraer participe das decisões estratégicas da joint venture que está sendo negociada com a Boeing, a maior fabricante de aeronaves do mundo. Para isso, propõe que a brasileira tenha ao menos um representante no conselho de administração da nova companhia e que sua participação seja em torno de 20% e não de 10% como na proposta colocada na mesa pela americana. Detentor de uma golden share (ação que dá direito a veto em importantes decisões) na Embraer desde a privatização, em 1994, o governo federal tenta buscar um consenso antes de a proposta ser encaminhada pelas empresas ao presidente Michel Temer.13/04/2018
  • Nem cachaça nem câncer: Ex-dono da Ypióca vende outro negócio - O empresário cearense Everardo Telles quer vender mais um negócio — num ramo bem diferente. O empresário cearense Everardo Telles, que vendeu a cachaçaria Ypióca, fundada por seu bisavô, por 930 milhões de reais em 2012, quer vender mais um negócio — num ramo bem diferente. Ele contratou a consultoria suíça Biostart para encontrar interessados na Amazônia Fitomedicamentos, empresa que pesquisa as propriedades da planta aveloz. Telles investiu 50 milhões de reais na empresa desde 2002 e contratou a universidade americana Johns Hopkins para fazer testes com o princípio ativo extraído da planta. Segundo o empresário, ele ajuda a curar doenças como câncer e aids, mas os testes ainda não comprovaram sua eficácia. Mesmo assim, Telles pede cerca de 300 milhões de reais pela empresa. 12/04/2018
  • Odebrecht negocia venda de projeto imobiliário em São Paulo, dizem fontes - A Odebrecht está negociando a venda de um projeto imobiliário na cidade de São Paulo por até 400 milhões de reais, disseram duas fontes com conhecimento do assunto, mantendo estratégia de venda de ativos enquanto segue atingida pelo escândalo da operação Lava Jato. A Eztec Empreendimentos e Participações e a companhia de investimentos imobiliários Hemisferio Sul Investimentos (HSI) estão entre as empresas que estão negociando com a Odebrecht Realizações Imobiliárias, o braço imobiliário do grupo de engenharia. As companhias estão discutindo a possível compra dos direitos de construção sobre três torres do complexo imobiliário Parque da Cidade, disseram as fontes. As fontes pediram anonimato porque as negociações são confidenciais. O valor total das três torres, quando concluídas, deve atingir 1,2 bilhão de reais, disse uma das fontes.10/04/2018
  • Usiminas avalia venda de fábrica de tubos no Sul - A diretoria da Usiminas começou a avaliar a possibilidade de vender uma fábrica de tubos com costura no Sul do País, a ex-Zamprogna, adquirida em 2009. O ativo, que pode render al (...)  08/04/2018
  • Endividada, Futurama busca verba de investidor - A rede de supermercados Futurama, da família Habka, enfrenta uma difícil situação financeira, que leva ao desabastecimento de suas lojas e redução do espaço de vendas em pontos como o do bairro da Lapa. A empresa é acusada na Justiça de não pagar impostos, com pedidos de bloqueios de faturamento e penhora de recursos em conta bancária. A rede tem sete unidades em locais considerados estratégicos na cidade de São Paulo. A varejista não revela o faturamento. Há oito anos, em 2010, informou receita de R$ 249 milhões. Chegou a ter mil funcionários, segundo seu site. Hoje tem 700 empregados. O advogado da companhia Othon Beserra disse ao Valor que a rede está em reestruturação, buscando profissionalização, redução de custos e novos "investimentos por meio de fundos e outros investidores, visando retomar a saúde financeira". Perguntada, a empresa não informou quais fundos seriam esses.09/04/2018
 M & A - COMPRA
  • Comprador secreto oferece bilhões para levar drogarias São Paulo e Pacheco - Os acionistas do Grupo DPSP, dono das drogarias São Paulo e Pacheco, receberam no fim do mês passado uma proposta informal de compra por meio do escritório Nelson Willians. A oferta chama atenção pelo tamanho, mas também pelo mistério em relação ao interessado. Os advogados da banca que tiveram reuniões com alguns acionistas da companhia não abriram o nome do interessado em desembolsar até R$ 25 bilhões pela rede de farmácias, valor que gerou estranheza no mercado. Sinalizaram apenas que o interesse do dono dessa oferta multibilionária e misteriosa é na aquisição do controle. 15/04/2018
  • Suíça Zurich e brasileira IG4 negociam parceria para comprar Viracopos - Grupo europeu já se reuniu com o BNDES para avaliar as condições de aquisição e agora quer tentar com o governo uma solução de mercado. A suíça Zurich Airport, que detém a concessão dos aeroportos de Florianópolis (SC) e de Confins (MG), negocia uma parceria com a gestora brasileira de investimentos IG4 Capital - dona da antiga CAB Ambiental, de saneamento - para comprar o Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). O grupo europeu já se reuniu com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para avaliar as condições de aquisição e agora quer tentar com o governo uma solução de mercado.14/04/2018
  • Ex-controlador da Avis investe na área de saúde - O empresário Afonso Celso de Barros Santos, ex-controlador da locadora de veículos Avis, vai estrear no cada vez mais promissor mercado de saúde. Ele negocia a compra de participação em uma empresa de consultas médicas e diagnósticos laboratoriais com forte atuação no mercado de São Paulo. A transação, que vem sendo costurada da forma mais discreta possível há quase um ano, será anunciada oficialmente em breve. 12/04/2018
  • Wyndham volta suas atenções para investimentos no mercado brasileiro - Depois de se tornar a maior companhia hoteleira do mundo com a compra da rival La Quinta, a Wyndham volta suas atenções para investimentos no mercado brasileiro. A operação local, comandada pelo mexicano Alejandro Moreno, estuda a aquisição de hotéis e resorts pelo país. O foco está nas regiões Sudeste e Nordeste, onde o turismo de negócio e o de lazer apresentam capacidade de expansão. “O Brasil tem um potencial gigantesco e será um dos destinos de maior crescimento de visitantes nos próximos anos”, garante Moreno. .12/04/2018
  • Kroton quer ter ao menos um novo projeto ao ano após cada aquisição - O plano de expansão da Kroton no ensino básico será baseado na compra de escolas renomadas em diversas cidades do País e na criação de três a quatro “réplicas” dessas unidades no mesmo município ou região. “Esperamos ter ao menos um ‘greenfield’ (novo projeto) ao ano após cada aquisição”, explicou nesta terça-feira, 10, o diretor-presidente da Kroton, Rodrigo Galindo, em conferência com jornalistas. “O foco (na educação básica) é crescer pela implementação de greenfields”, ressaltou. Segundo Galindo, a busca por novas escolas estará centrada em instituições com qualidade reconhecida nos mercados locais. Após a compra, a Kroton manterá a marca, o projeto pedagógico e o corpo de professores das escolas. 10/04/2018
  • Grupo português entra na disputa por Lwarcel - O grupo português de papel e celulose Navigator Company, entrou na disputa pelo controle da Lwarcel, que pertence à família Trecenti e tem sede em Lençóis Paulista (SP), apurou o Estado. O presidente da companhia, Diogo da Silveira, anunciou que está na disputa pelo ativo brasileiro durante uma convenção privada da empresa em Lisboa, segundo fontes a par do assunto. Os controladores da Lwarcel estão, há pelo menos quatro anos, em busca de um sócio e não descartam vender 100% da empresa, avaliada entre R$ 1,5 bilhão e R$ 1,8 bilhão, afirmaram pessoas familiarizadas com o assunto. A entrada do grupo Navigator Company, que faturou ¤ 1,6 bilhão no ano passado e é líder do setor em Portugal, ocorreu porque um concorrente da companhia - o grupo Altri - também está na disputa.12/04/2018
  • Enel está de olho em aquisições na esfera regulada; vê oportunidades no Brasil - A maior empresa do setor elétrico da Europa, a Enel, está buscando aquisições de médio porte de ativos regulados principalmente fora da Europa, com a América Latina em foco, disse seu presidente-executivo à Reuters. "Estamos olhando para acordos inferiores a 5 bilhões de euros... Várias oportunidades estão chegando ao mercado no Brasil", disse Francesco Starace em entrevista, acrescentando que essas oportunidades são principalmente redes reguladas. 12/04/2018
  • Brink’s: Expansão no país independe de decisão do Cade sobre Rodoban - A americana Brink's, uma das três maiores empresas de segurança patrimonial e transporte de valores do país, vai manter os planos de investimento no Brasil independentemente da posição que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) tomar sobre a compra, pela empresa, da concorrente de Minas Gerais, a Rodoban.  "O Brasil continua sendo uma peça extremamente relevante para a empresa em sua estratégia global. O mercado de transporte de valores é importante e isso não vai mudar. "Continuamos interessados em oportunidades. Nosso pipeline [lista de projetos] não é maior nem .. 10/04/2018
  • Gigante chinesa quer comprar porto e ferrovia no Sul do Brasil - A China Communications Construction Company (CCCC) negocia aquisição de novo porto graneleiro em São Francisco do Sul, Santa Catarina, ao mesmo tempo em que busca participação na ferrovia Malha Sul, da Rumo Logística. Depois de comprar no ano passado o projeto do Porto de São Luís, no Maranhão, a gigante China Communications Construction Company (CCCC) está prestes a adquirir um novo empreendimento, agora em Santa Catarina. Trata-se do Terminal Graneleiro da Babitonga (TGB), que exigirá investimentos de R$ 1 bilhão para ser erguido em São Francisco do Sul (SC). Se fechar o negócio, o grupo se posiciona estrategicamente em corredores de exportação importantes no Nordeste e no Sul. 09/04/2018
PRVATE EQUITY
  • General Atlantic negocia compra de fatia na fintech Geru, dizem fontes - A empresa de private equity General Atlantic está negociando a compra de fatia minoritária na fintech de empréstimos pessoais Ger. Outros investidores podem se juntar à General Atlantic, disseram as fontes, acrescentando que sócios do Geru passaram as últimas semanas visitando fundos em San Francisco e Nova York para captar cerca de 50 milhões de dólares. A compra de participação na Geru ampliaria movimentos da General Atlantic em empresas financeiras do país para desafiar os maiores bancos dominantes do país.Em março, Geru entrou no crédito consignado, em parceria com a unidade de crédito ao consumidor Cetelem do banco francês BNP Paribas. 10/04/2018
IPO
  • CVM concede registro de companhia aberta para Maluí Ilha do Sol - A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) concedeu na quarta-feira o registro de companhia aberta para a Maluí Ilha do Sol Empreendimentos Imobiliários, sociedade de propósito específico que atua no setor de hospedagem e turismo. A empresa, que entrou com o pedido em 4 de janeiro, faz parte do grupo paranaense Teixeira Holzmann, focado na construção de loteamentos e condomínios horizontais e responsável pelo "Maluí Ilha do Sol Hotel e Resort". ..12/04/2018
  • Abertura de capital da JHSF Malls é suspensa temporariamente - A JHSF Participações informou, em comunicado divulgado nesta terça-feira, que foi protocolado o pedido de suspensão temporária do prazo de análise da oferta pública primária de ações da subsidiária de shopping centers JHSF Mall na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O prazo é de até 60 dias e o pedido também inclui a interrupção do processo de adesão ao segmento de listagem do Novo Mercado, da B3. 10/04/2018
  • Dona das marcas Umbro e Fila pode captar R$ 1,04 bilhão com IPO - A Dass Nordeste Calçados Esportivos, fabricante das marcas Fila e Umbro, definiu a faixa indicativa de preço por ação de sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) entre R$ 14 e R$ 17.  Considerando o preço médio, de R$ 15,50, a companhia pode captar R$ 1,04 bilhão. Na oferta primária, a empresa vai vender 22.999.000 ações e, na secundária, 43.973.823 ações.  09/04/2018
RELAÇÃO DAS TRANSAÇÕES
  • Valeo compra a Spheros, fabricante brasileira de ar-condicionado para ônibus - Desde fevereiro deste ano, a tradicional e conceituada líder do mercado latino-americano, desenvolvedora e produtora de sistemas de ar-condicionado para ônibus, Spheros Climatização do Brasil S.A., passa a ter a marca Valeo Climatização do Brasil – Veículos Comerciais S/A. Nesta nova etapa a empresa combina experiência, tecnologia e reputação no mercado de climatização para ônibus com inovadoras tecnologias mundiais da Valeo no segmento automotivo. Tudo isto, mantendo o DNA do mercado de ônibus que a Spheros mundial detém há mais de 60 anos, com muito foco e atendendo as necessidades e evoluções dos clientes e parceiros de negócios. 10/04/2018
  • IRB vende participação na United Americas Insurance Company  - O Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) informou que vendeu a totalidade das ações que possui na United Americas Insurance Company (UAIC) para uma empresa do Quest Group, por US$ 5,3 milhões. "[O valor] será pago quando da efetivação da venda, sendo esse o montante aproximado pelo qual o referido ativo encontra-se registrado no balanço de sua controladora indireta", diz o IRB. 10/04/2018
  • Compra da Takata é concluída e empresa passa a se chamar Joyson Safety Systems - No Brasil, onde empresa tem fábricas, novo nome já é adotado e operação segue sem alteração. A fabricante de airbags Takata, responsável pela produção dos airbags que geraram o megarecall global, foi comprada pela empresa Key Safety Systems. O processo de fusão das companhias foi concluído na terça-feira (10) desta semana e já trouxe mudanças para a operação da companhia no Brasil. A partir de agora, a nova empresa se chama Joyson Safety Systems e segue operando no nosso país normalmente. Isso porque a Takata possuía três fábricas no Brasil: em Mateus Leme (MG), Pissarras (SC) e Jundiaí (SP). É nesta última, no interior de São Paulo, que a companhia segue fabricando airbags. Em 2016, em meio ao escândalo do megarecall global, Autoesporte visitou o local com exclusividade e entrevistou Airton Evangelista, àquela época presidente da Takata América do Sul. O valor da venda foi de US$ 1,6 bilhão 13/04/2018
  • Israel Lucas Góis Compra 37% da BEX e entra no mercado de Startups - O investimento de foi realizado pela BR Brazilian Investors, gestora de recursos da família Góis. O Investidor  Paranaense Israel Lucas Gois  anunciou a aquisição de 37% da BEX , startup de tecnologia voltada para o mercado financeiro. O investimento foi realizado pela BR Brazilian Investors , gestora de recursos da família Góis, O valor da operação não foi divulgada no mercado. a Plataforma será incorporada a  Equity Brazil Capital, empresa da qual Góis é Acionista.13/04/2018
  • Y&R abre negócio de relações públicas em joint venture com Grupo Ideal - A Young&Rubicam (Y&R), maior agência de publicidade do país, está abrindo um novo negócio. Trata-se da Young PR, seu braço de relações públicas que tem o Grupo Ideal como sócio.  A joint venture, na qual cada parte tem 50%, foi criada há poucos dias. Os dois sócios, que pertencem ao grupo de publicidade WPP,  dizem, em nota enviada ao Valor, que a "ideia de criação da Young PR surge com base na crença de que a reputação corporativa afeta diretamente a venda dos clientes".  A Ideal administra a agência de relações públicas Ideal H+K Strategies, a divisão de RP da agência de publicidade Ogilvy; e a RDI, que monitora, mede e analisa dados...13/04/2018
  • Na onda dos robôs, Magnetis recebe aporte de R$ 17 milhões - A empresa de tecnologia financeira Magnetis, que atua como consultoria on-line de investimentos, recebeu um aporte de R$ 17 milhões, liderado pelas gestoras de venture capital Vostok Emerging Finance, grupo sueco que tem no  portfólio 11 startups de países emergentes (cinco delas no Brasil, como Creditas e GuiaBolso), e a Monashees Capital, um dos investidores que lucraram com a venda bilionária do aplicativo de táxi 99 para o grupo chinês Didi. 13/04/2018
  • OR vende projeto corporativo para HSI - A OR Empreendimentos e Participações - incorporadora do grupo Odebrecht - deu mais um passo no processo de venda de ativos para reduzir seu endividamento e equilibrar sua situação financeira. Conforme antecipou o Valor PRO, ontem à tarde, a empresa vendeu para a Hemisfério Sul Investimentos (HSI) o projeto corporativo do Parque da Cidade, em São Paulo. O negócio abrange terreno, projeto aprovado de três torres e Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepac). 13/04/2018
  • Sofisa compra banco nos EUA - O Sunstate Bank, ligado ao Banco Sofisa e com sede em Miami, nos Estados Unidos, anunciou a compra do Intercontinental Bank. A instituição combinada terá aproximadamente US$ 400 milhões em ativos, US$ 325 milhões em depósitos e três agências no sul da Flórida, informou o Sofisa, em comunicado. O negócio está previsto para ser concluído no terceiro trimestre e está sujeito às aprovações regulatórias. 13/04/2018
  • JetBov, de pecuária de corte, recebe investimento da SP Ventures - A brasileira JetBov, plataforma de gestão para criadores de gado de corte, recebeu investimentos de R$ 3 milhões da SP Ventures, gestora de venture capital especializada em “agtech”. 12/04/2018
  • Getrak recebe aporte e mira expansão no setor de logística e transporte - Companhia de IoT aumentou em 220% o número de carros monitorados nos últimos quatro anos. A Getrak, companhia especializada em desenvolvimento de softwares para IoT, recebeu investimento do fundo de venture capital gerido pela Cedro Capital e está pronta para dar mais um passo em seu plano de expansão no setor de transporte e logística. A empresa atua em todo o território nacional, está presente em 250 cidades e tem veículos rastreados em mais de 3 mil municípios. Para Frederico Menegatti, CEO da Getrak, a conectividade está passando por um momento de mudança e disrupção, por isso, a tendência é que aconteçam ciclos tecnológicos menores. “Frente a este cenário, a Getrak se sente responsável por buscar as melhores soluções, no melhor custo possível para seus clientes e parceiros”, 12/04/2018
  • Ebal é arrematada em leilão por R$ 15 milhões - Vencedora arremata também os fundos de comércio das 49 lojas da Cesta do Povo. A Empresa Baiana de Alimentos (Ebal) foi arrematada por R$ 15 milhões durante um leilão na manhã desta quarta-feira, 11, na Secretaria de Desenvolvimento Econômico, no Centro Administrativo da Bahia (CAB). Segundo informações do Governo do Estado, a proposta única foi oferecida pela NGV Empreendimentos e Participações. A vencedora arremata a participação acionária da Ebal e os fundos de comércio relativos às 49 lojas da Cesta do Povo, além do direito de exploração da marca Cesta do Povo e o Programa Credicesta. O resultado do leilão deve ser homologado nos próximos dias, de acordo com o chefe de gabinete da SDE, Luiz Gonzaga. Uma das condições para está homologação é a manutenção significativa de postos de trabalho.12/04/2018
  • TCL se une com a SEMP para consolidar presença no mercado mobile no Brasil - O Grupo TCL, um dos 10 maiores fabricantes globais de tecnologia móvel, anunciou nesta quarta-feira (11) uma união com a SEMP para o segmento mobile. Com a novidade, a divisão móvel do Grupo chinês TCL, também considerado o quarto maior do mundo no desenvolvimento de painéis e um dos maiores fabricantes de TV, passa a ser uma unidade de negócios da SEMP, que está há 70 anos no mercado e é pioneira na fabricação de televisões no Brasil.O presidente da SEMP no Brasil, Ricardo Freitas, conta que "o objetivo da união é continuar com a estratégia de crescimento e expansão da presença do grupo no País, através do seu portfólio de marcas, produtos e soluções de mobilidade". 12/04/2018
  • Cade aprova compra da AES Bandeirante pela Contém Canadá - O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a compra da AES Bandeirante Empreendimentos -- atualmente denominada LT Bandeirante -- pela Contém Canadá. A decisão foi tomada em sessão plenária da autarquia realizada  11/04/2018
  • Startup brasileira recebe novo aporte e entra no mercado de aluguel de imóveis - As expectativas são otimistas para o mercado imobiliário em 2018. A taxa Selic no patamar de 6,5% tem impacto direto no setor financeiro e imobiliário. Isso traduz em uma retomada de confiança e crescimento do mercado imobiliário do país e deixa o fantasma da crise para trás. Aproveitando a retomada do mercado de imóveis, a startup brasileira Benvenuto anunciou que recebeu um novo aporte de investimento anjo. Especializada em compra e venda de imóveis com uma experiência online, a empresa pretende utilizar os recursos para entrar no mercado de aluguel de residências e também desenvolver sua tecnologia para deixar o mercado imobiliário mais simples. A nova rodada, feita com investidores anjos, não deverá ser a última rodada de investimentos da empresa, a Bevenuto pretende se consolidar na região centro-sul de Belo Horizonte para depois respirar novos ares pelo Brasil, continuando o seu foco em imóveis de classe A e B. 10/04/2018
  • Startup que criou rede social em realidade virtual recebe aporte de US$ 7,6 milhões - vTime permite que usuários criem avatares personalizados para conversar em ambientes digitais. A startup inglesa vTime, que criou uma rede social em realidade virtual (VR, na sigla em inglês), recebeu um aporte de US$ 7,6 milhões em uma rodada de investimentos liderada pela Deepbridge Capital, com participação da MSIF. A informação foi publicada pelo site TechCrunch.O produto da empresa é um aplicativo que funciona como uma espécie de chat privado, onde pessoas podem se encontrar para conversar usando a tecnologia realidade virtual. Os usuários podem customizar avatares e escolher diferentes ambientes digitais para o encontro, como praias, montanhas, pontos turísticos, como a Torre Eiffel, ou até mesmo o espaço. 11/04/2018
  • Workana recebe aporte de R$ 23 milhões e expande para Sudeste Asiático - A Workana, plataforma de trabalho freelance com atuação em toda a América Latina, acaba de anunciar o maior investimento desde sua fundação. Por meio da SEEK, acionista de empresas como Brasil Online Holdings – controladora da Catho – e OCC (Centro Online de Carreiras do México), a empresa recebe o aporte de R$ 23 milhões. Com o valor, a Workana, que já conta com mais de um milhão de freelancers cadastrados, busca manter a liderança na América Latina enquanto expande para o Sudeste Asiático. 06/04/2018
  • Kroton faz 1ª aquisição em educação básica, cria holding Saber para ativos do segmento - "O motivo é simplesmente termos duas estruturas de gestão bem claras e separadas porque o modelo de negócios é diferente", afirmou o presidente-executivo da companhia. A Kroton Educacional anunciou nesta terça-feira a compra do Centro Educacional Leonardo Da Vinci, em Vitória (ES), por valor não revelado, como parte dos planos de investimento em educação básica, e prevê mais duas aquisições no segmento até o fim de 2018. "Esperamos mais um anúncio de aquisição até junho... (A negociação da) segunda vai indo muito bem e nossa expectativa é concluir até junho", disse a jornalistas o presidente-executivo da companhia, Rodrigo Galindo. O executivo não quis informar o montante pago pelo Centro Educacional Leonardo Da Vinci nem o valor exato das mensalidades na instituição. Ele, porém, disse que o valor médio cobrado pela escola dos alunos fica mais perto do teto do intervalo de 1.250 a 3.500 reais, ou seja, mais próximo do segmento chamado por ele de "ultra premium", que parte de 3.500 reais. 10/04/2018
  • Governo gaúcho arrecada R$ 484,9 milhões com venda de ações do Banrisul - Após a venda, Estado segue com 50,6% do capital total do banco.  O leilão de ações do Banrisul, realizado no início da tarde desta terça-feira (10), arrecadou R$ 484,9 milhões para os cofres do governo do Rio Grande do Sul. O pregão comercializou, entre 12h15min e 12h30min, 26 milhões de ações preferenciais com valor de R$ 18,65 por ação, 3,61% acima do valor de R$ 18,00 estabelecido pelo governo como piso. Estas ações são, diferentemente das ações ordinárias, papéis sem direito a voto. 10/04/2018
  • Grupo SEB fecha compra do Colégio Visão, de Goiânia - Três meses após adquirir o colégio carioca de A a Z, o Grupo SEB - maior rede de escolas de educação básica do país - comprou 100% do Colégio Visão, de Goiânia, e está em fase final de negociação com outra escola do Nordeste. Segundo fontes, a transação com o Colégio Visão é estimada em R$ 30 milhões. . 10/04/2018
  • Avanco é vendida para a OZ Minerals - O board da Avanco Resources recomendou aos acionistas a aceitação da proposta feita pela OZ Minerals para aquisição da companhia pelo preço de 440 milhões de dólares australianos.  A combinação do robusto portfólio de ativos australianos da OZ Minerals com uma equipe experiente e um portfólio de ativos da Avanco no Brasil, ainda largamente inexplorado, aponta para um futuro promissor para a empresa e seus acionistas”, disse Tony Polglase, diretor gerente da Avanco. "A transação da Avanco traz a maior empresa de cobre da Austrália para o Brasil, a OZ Minerals, com ativos de 3 bilhões de dólares australianos e mais de 700 milhões de dólares australianos em caixa para desenvolver os projetos adquiridos e fazer pesquisas. Creio que depois da Codelco, esta certamente é a entrada mais significativa no mercado de cobre no Brasil em 20 anos”, afirma o diretor da Avanco, Luís Maurício Azevedo. Com operações no município de Curionópolis (PA), onde produz cobre e ouro, a Avanco conta com recursos da ordem de 1 milhão de toneladas de cobre contido e com alto teor de ouro na província mineral de Carajás. Atualmente a empresa opera a mina de Antas e possui ainda os ativos Pedra Branca (em estudo de viabilidade) e tem opção para adquirir 100% do controle do depósito de Pantera, em exploração. A Avanco possui também o projeto de ouro Centro Gold, no Maranhão, em exploração e com possibilidade de vir a produzir a uma escala de 100 mil onças anuais, por um período de 10 anos. 28/03/2018
  • Marfrig adquire controle de processadora de carne bovina nos EUA por US$ 969 mi - Empresa brasileira diz que aquisição a tornará segunda maior do segmento no mundo. A Marfrig Global Foods anunciou nesta segunda-feira acordo para aquisição de 51 por cento da norte-americana National Beef Packing Company, quarta maior processadora de carne bovina dos Estados Unidos, por 969 milhões de dólares. A operação, segundo a Marfrig, visa consolidar sua força no segmento de carne bovina e melhorar os indicadores de alavancagem. Com a operação, a Marfrig passará a ser "a segunda maior processadora de carne bovina do mundo, com uma plataforma global de produção e um faturamento consolidado de 43 bilhões de reais", disse a empresa brasileira em comunicado.09/04/2018
RELATÓRIOS - DESTAQUES DA SEMANA

QUEM, O QUÊ, QUANDO, QUANTO, COMO e POR QUÊ
 A pesquisa FUSÕES E AQUISIÇÕES - DESTAQUES DA SEMANA tem o propósito de captar o “clima” do mercado das operações de Fusões e Aquisições bem como sinalizar suas principais tendências. Trata-se da compilacão semanal das notícias visando tornar mais acessíveis e conhecidos os negócios de fusão, aquisição e venda realizados entre empresas com atuação no Brasil. Todas as informações sobre os negócios citados no presente relatório são obtidos a partir de notícias publicadas pela imprensa e divulgadas no “estado" pelo blog FUSOESAQUISICOES.BLOGSPOT http://fusoesaquisicoes.blogspot.com.br, não sendo feita qualquer verificação quanto à sua veracidade, precisão ou integridade do conteúdo. Sempre que possível, serão mencionados os nomes dos compradores – investidor estratégico ou fundos de private equity, dos vendedores, a tese de investimento e principais “value drivers”, o valor da transação, forma de pagamento, múltiplos praticados (Valor da Empresa/EBITDA, Valor da Empresa/Receita) etc. Muitas vezes a notícia não é clara a respeito dos valores/forma de pagamentos e respectivos múltiplos. É bem-vinda toda e qualquer contribuição para tornar as informações mais precisas e transparentes. Caso o conteúdo estiver em desacordo, nos contate que estaremos retirando o mesmo ou corrigindo a respectiva  informação. Blog FUSÕES & AQUISIÇÕES

18 abril 2018



Walmart e Amazon disputam compra da Flipkart

O setor indiano de e-commerce parece ter se transformado em um campo de batalha para dois gigantes americanos.

Nas últimas semanas, várias reportagens sugeriram que o Walmart, maior varejista dos Estados Unidos, e a gigante do e-commerce Amazon estão na disputa para adquirir uma participação majoritária na Flipkart, sediada em Bengaluru. Atualmente, o Softbank do Japão é o maior investidor da empresa.

Na semana passada, a Reuters informou que Walmart, de expressão majoritária no varejo do Arkansas, completou sua devida diligência no Flipkart e fez uma proposta para comprar uma participação de 51% da companhia em um valor compreendido entre $ 10 bilhões e  $ 12 bilhões. O acordo pode ser fechado até o final de junho, segundo a agência de notícias.

Ao mesmo tempo, Amazon, sediada em Seattle, também está tentando adquirir uma participação significativa no setor de varejo eletrônico indiano, segundo a FactorDaily. A empresa norte-americana ofereceu até uma “taxa de desmembramento” de até US $ 2 bilhões. Uma taxa de rompimento é uma penalidade definida durante o processo de contratos de aquisição a ser paga se o alvo desistir do negócio. A taxa ressalta a seriedade das negociações.

Enquanto isso, nenhuma das três empresas até agora comentou sobre as negociações. O Walmart e o Flipkart não responderam aos e-mails: “não comentamos rumores e especulações”, disse um porta-voz da Amazon India.

Mas, seja qual for o acordo, isso será um marco significativo para o setor indiano de comércio eletrônico.

Por que Flipkart é importante?
Apesar de suas crescentes perdas, a Flipkart é amplamente considerada uma das startups indianas de maior sucesso. Manter uma participação de controle na empresa pode ajudar muito a garantir uma vitória no espaço de varejo indiano.

Por um lado, a Flipkart é a terceira empresa privada mais financiada do mundo, tendo arrecadado mais de $ 7 bilhões de alguns dos investidores globais mais conhecidos, como Softbank, Tiger Global, DST Global, Morgan Stanley e Accel Partners, entre outros.

Fundada em 2008 pelos ex-alunos do IIT-Delhi Sachin Basal e Binny Bansal (não relacionados), a Flipkart é a empresa de internet indiana mais valorizada, com uma avaliação de mais de US $ 15 bilhões.

A empresa fez pelo menos 10 aquisições nos 10 anos de sua existência. Suas compras incluem os varejistas online de estilo de vida Myntra e Jabong, que fizeram da Flipkart uma líder no segmento por uma larga margem. A empresa emprega cerca de 8.000 funcionários permanentes e mais de 20.000 trabalhadores contratados.

Embora o Flipkart seja muitas vezes visto como uma fraude na Amazon, a empresa, a seu crédito, foi a primeira a introduzir o método de pagamento “cash on delivery”, um dos maiores fatores para o seu sucesso.

A empresa também conseguiu se estabelecer em um mercado superlotado, superando o rival Snapdeal que implodiu em 2017.

A Flipkart tem um nível mais alto de confiança entre os consumidores indianos em comparação a Amazon, de acordo com uma pesquisa realizada em dezembro pela consultoria RedSeer Consulting de e-commerce.

Flipkart e Walmart
Apesar de ter entrado na Índia há mais de uma década, a presença do Walmart no país tem sido limitada a apenas 20 lojas business-to-business, graças às políticas restritivas do governo e a uma falha na joint venture. Em 2014, a empresa havia dito que planejava olhar para o comércio eletrônico para expandir sua presença na Índia. No entanto, não houve muita ação nessa frente até agora.

Ter o Flipkart a sua disposição poderia finalmente ajudar o Walmart a se estabelecer em um mercado de varejo de $ 670 bilhões da Índia.

Como a empresa ainda está amarrada por restrições políticas, “a Flipkart é a combinação perfeita em que o Walmart pode capturar mais do mercado de varejo indiano”, disse Ankur Bisen, vice-presidente de consumo e varejo da consultoria Technopak Advisors, ao Quartz.

Sendo um varejista tradicional de tijolo e argamassa, o Walmart já fez vários movimentos orgânicos e inorgânicos nos EUA para atrair compradores que estão cada vez mais se movimentam online. Uma estratégia similar poderia funcionar na Índia. Isso ajuda o fato de que o espaço indiano de e-commerce ainda não é tão agressivo quanto o dos EUA ou outros países asiáticos, disse Bisen. “Em termos de intensidade de competição, a Índia tem poucos atores-chave competindo pelo domínio do comércio eletrônico em comparação com outros mercados asiáticos, como o Japão e a China”, acrescentou.

A Flipkart também pode lucrar com a experiência de varejo de mais de US $ 3 trilhões do Walmart de mais de 50 anos nos EUA.

“O maior impacto que esse investimento terá é que a Flipkart terá um investidor que entende o varejo e fez isso em grande escala”, disse em fevereiro o vice-presidente da Everest Group, Yugal Joshi. “Mas, dada a sua história, a Amazon deve estar preparada para essa medida do Walmart”, ele completou.

Flipkart e Amazon
As duas empresas lutaram uma batalha épica pela supremacia nos últimos cinco anos, desde provocações até a tomada de tiros e de caçar talentos para fazer lobby com o governo. No entanto,nenhum está perto de ser um vencedor claro.

Enquanto o Flipkart ganha alguns parâmetros, a Amazon está à frente em outros. Por exemplo, enquanto os compradores indianos confiam mais no Flipkart do que na Amazon, a experiência de compra deste último é considerada melhor.

Uma vez que um acordo for fechado entre a Amazon e a Flipkart, a entidade combinada pode se concentrar na lucratividade e não na competição, de acordo com especialistas.

Os investimentos da Amazon em descontos, publicidade e logística na Índia estão entre os maiores impulsionadores de perdas incrementais para a empresa nos últimos anos, segundo Morgan Stanley Research em um relatório divulgado 12 de abril. “Como tal, em nossa opinião, a disposição potencial da Amazon pagar pelo Flipkart é provavelmente impulsionado pela noção de que uma Amazon combinada e Flipkart levariam a um ambiente menos competitivo ou mais racional (menos descontos, etc.) daqui para frente. A empresa também pode permitir que a Amazon dimensione sua rede de logística de brotamento de maneira mais rápida e lucrativa ”, afirmou.

No entanto, os co-fundadores da Flipkart, que já foram funcionários da Amazon, preferem o Walmart como investidor em potencial, já que isso permitirá que eles continuem liderando a empresa, informou a Bloomberg, citando fontes não identificadas.

E mesmo se a Amazon comprar uma participação na Flipkart, ela poderá enfrentar desafios regulatórios, já que a entidade combinada será um participante dominante e poderá desencadear questões anticoncorrenciais. Por Itika Sharma Punit, via Quartz India. Suneera Tandon contribuiu para esta história. Leia mais em ecommercebrasil 17/04/2018




Impactos da Operação Lava Jato nas operações de fusões e aquisições

Desde que foi deflagrada a primeira fase da denominada Operação Lava Jato, em março de 2014, temos presenciado relevantes mudanças no cenário empresarial nacional, sobretudo envolvendo os conglomerados econômicos que foram objeto de investigação por parte da Polícia Federal e do Ministério Público e que sofreram punições das autoridades competentes.

Tais empresas, muitas delas no âmbito de acordos de leniência, sofreram punições bilionárias e até o momento estão impedidas de ou sofrendo severas restrições para participar de certames licitatórios e/ou ter acesso ao financiamento de suas atividades por parte de agentes privados e públicos, sendo o principal deles o BNDES. A situação é agravada em diversos casos de empresas que operavam alavancadas e agora tiveram a sua capacidade de geração de caixa seriamente prejudicada, e consequentemente, a capacidade de honrarem os seus compromissos.

Este cenário causa importantes impactos nas operações de fusões e aquisições no país. O primeiro e mais óbvio deles é a necessidade de parte dos citados conglomerados se desfazer de determinados ativos, tanto para levantar recursos que lhes possibilitem arcar com as pesadas multas pecuniárias que lhes foram impostas, como para reorganizar suas atividades considerando que não serão mais captados os benefícios decorrentes de práticas ilícitas que eram adotadas com frequência nas relações com os agentes públicos ou usando recursos oriundos destes.

As operações de venda de ativos realizadas recentemente por empresas de variados setores, tais como Petrobras, Banco BTG Pactual, Grupo JBS e Camargo Corrêa, dentre outras, ilustram bem essa situação e demonstram que a venda forçada de empresas em razão dos motivos acima citados pode causar depreciação no valor desses ativos, o que eventualmente pode ser uma oportunidade atraente para potenciais compradores, desde que vislumbre-se com clareza a possibilidade continuidade das atividades das empresas em venda sem a adoção das práticas ilícitas que foram objeto de punição. Desde 2015 até o final de 2017 já haviam sido concretizadas cerca de 50 transações de venda de empresas envolvendo ativos dos grupos investigados na Operação Lava Jato, que somaram mais de R$ 103 bilhões, com base em dados da Associação Brasileira das Entidades do Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima), e estima-se que tais empresas buscam levantar outros R$ 75 bilhões.

Porém, temos outros impactos decorrentes da Operação Lava Jato que não se restringem às empresas que foram ou ainda são objeto de investigação, mas que atingem as operações de fusões e aquisições de modo geral. Um deles é a necessidade de atenção redobrada na auditoria legal ou due diligence na aquisição de empresas, em especial aquelas que costumam contratar com o setor público ou se utilizam de financiamento de agentes públicos. A investigação criteriosa da conduta dos sócios e representantes legais das empresas é tão importante quanto a análise das condições de contratação com agentes públicos e/ou de obtenção de benefícios fiscais ou regulatórios. Em determinados casos, a prática de ilicitudes restringe-se a determinadas pessoas e não condiz com a política da empresa representada, o que exige cautela e reforça a necessidade de se investigar de forma individual a conduta de sócios e administradores.

Outro ponto relevante é a instituição de programas de compliance. Seria exagero concluir que a Operação Lava Jato é o marco do fim da era da impunidade no Brasil, mas não resta dúvida de que ela tem estimulado, assim como a Lei Anticorrupção, a adoção de medidas que inibam condutas ilícitas por parte dos sócios, administradores e demais colaboradores das empresas. Segundo levantamento realizado pela KPMG em 2016, 64% dos executivos seniores das empresas entrevistadas apontou que a cultura de compliance e governança eram essenciais para o sucesso das estratégias das empresas, contra 58% em 2015.

No mesmo levantamento, 74% dos entrevistados apontou que a eficácia do programa de compliance é o indicador mais relevante quando se trata do monitoramento de cumprimento das regras de governança, reforçando a tendência de que cada vez mais as empresas que possuem programas de compliance efetivos, que possibilitam a denúncia e punição de condutas irregulares, sejam melhor avaliadas do que aquelas desprovidas do mesmo nível de governança, o que resultará na valorização de seus ativos perante potenciais investidores ou compradores.

Ao analisarmos como os desdobramentos da Operação Lava Jato têm impactado as operações de fusões de aquisições, concluímos, portanto, que o desenvolvimento da atividade empresarial em conformidade com as boas práticas de governança e as exigências da lei, amparado e estimulado por um programa de compliance efetivo, é medida essencial para mitigar o risco de punições por parte das autoridades competentes, que podem resultar até mesmo na venda indesejada de ativos, assim como importante critério a ser minuciosamente analisado na avaliação de uma empresa durante a auditoria legal. Por Gustavo Pires Ribeiro - advogado e coordenador da Área Societária do Marins Bertoldi Advogados. Leia mais em ultimoinstante 17/04/2018



Charoen Pokphand Foods adquire produtora brasileira de camarão Camanor

Charoen Pokphand Foods A PCL adquiriu uma participação minoritária em um dos principais produtores e processadores de camarão do Brasil, Camanor Produtos Marinhos Ltda.

A transação, anunciada em 18 de abril, está avaliada em US $ 17,5 milhões (14,1 milhões de euros) e dá à Charoen Pokphand uma participação de 40% na Camanor Produtos Marinhos.... Leia mais em seafoodsource 18/04/2018



Conversas da Santillana

A empresa espanhola Santillana está conversando com outros grupos de ensino brasileiros para a venda do seu ativo de educação, além da Kroton.

Entre eles, estão o Grupo SEB, segundo o Valor apurou. .. Leia mais em valoreconomico 18/04/2018



IPOs de Hapvida e Intermédica esbanjam saúde

E atraem investidores de perfis diferentes

Desbravando um mercado sem fluxo e cada dia mais desconfortável com a eleição, as operadoras de planos de saúde Hapvida e Intermédica estão vendo forte demanda por seus IPOs, rechaçando o temor de que competiriam pelos mesmos investidores e mostrando a força do setor de saúde como tese de investimento secular no Brasil.

Com uma demanda de cerca de 3,5 vezes a oferta, a Intermédica decidiu antecipar para esta quarta-feira o fechamento do seu book, e a oferta deve sair próxima do ponto médio da faixa, a R$ 16. A Hapvida, que ainda está em fase de apresentações a investidores nos Estados Unidos e precifica sua oferta no dia 23, caminha para uma demanda pelo menos tão alta quanto a da concorrente.

As duas companhias têm sinistralidade baixa e margens elevadas graças a seu modelo de negócios verticalizado: a maior parte dos atendimentos ocorre na rede de hospitais própria, permitindo às empresas controlar melhor os custos e suavizar a disparada da inflação médica.

Se ambas saírem no ponto médio da faixa, a Hapvida valerá quase R$ 16 bilhões na Bolsa, e a Intermédica, R$ 7,8 bilhões. A Intermédica faturou R$ 5,3 bilhões ano passado, mas lucrou cerca de um terço do resultado da Hapvida, que registrou receita de R$ 3,85 bilhões.

Em múltiplos, a Hapvida está sendo vendida com prêmio em relação à Intermédica, numa faixa que varia de 18 a 22 vezes o lucro para 2018, enquanto na Intermédica esse intervalo vai de 16,5 a 20 vezes. Para efeito de comparação, a Sul América — hoje a única empresa de seguro saúde listada em bolsa, mas que não é verticalizada — negocia a 11 vezes lucro.

Apesar da semelhança na superfície, Hapvida e Intermédica guardam diferenças importantes.

Fundada em 1979 em Fortaleza pelo oncologista Cândido Pinheiro de Lima, a Hapvida é uma empresa de controle familiar — e os Pinheiro continuarão com 75% da companhia após a oferta, se forem vendidos os lotes adicional e suplementar.

Nas conversas com investidores, o CEO Jorge Pinheiro de Lima — filho do fundador — comparou o estilo de gestão da companhia ao da M. Dias Branco, a gigante cearense de farinhas e biscoitos, para ilustrar o comprometimento com o negócio. Geraldo Luciano, da M. Dias Branco, está no conselho.

Com 3,9 milhões de beneficiários, a Hapvida reina praticamente sozinha no Norte e Nordeste, cobrando um tíquete médio de R$ 160 por mês e atraindo clientes que antes dependiam apenas do SUS. "Eles não precisam roubar share de outras operadoras: a fonte de demanda é praticamente orgânica", diz um gestor. A margem EBITDA é de 21%.

A Hapvida é integralmente verticalizada: 96% de suas internações são feitas na rede própria, que inclui 24 hospitais, 18 pronto-atendimentos e 73 Hapclínicas. A companhia tem uma sinistralidade (a proporção entre os gastos e a receita gerados por paciente) de 60%, enquanto no mercado a maioria das operadoras luta para fazer 80%-82%. A SulAmérica, a melhor do mercado, faz 78%.

A Hapvida afirma que consegue cobrar pouco e ganhar muito porque tem protocolos rígidos. Os pacientes não podem ver especialistas sem antes consultar um clínico geral; os conveniados são identificados por biometria para evitar fraudes; e há um prontuário eletrônico para cada paciente contendo seu histórico, desde consultas ambulatoriais até procedimentos hospitalares.

Um exemplo dado pelo CEO durante o roadshow ilustra a economia: enquanto a maior parte dos hospitais faz exames de tipagem de sangue antes das cirurgias, na Hapvida o prontuário elimina a redundância, poupando o dinheiro desse diagnóstico.

Mas o 'milagre' da rentabilidade alta também gera ceticismo: alguns investidores acham que a empresa é agressiva na chamada 'gestão de fila', impondo dificuldades burocráticas para conceder atendimentos de maior complexidade (e mais caros).

Outro fator que chamou atenção foi a recente investida da família Pinheiro em negócios de mídia. Começando em 2014, a família comprou algumas retransmissoras locais do SBT, da Record e da Band, além de estações de rádio, e teve uma passagem-relâmpago pelo Diário de Pernambuco. O mercado interpretou o movimento como uma tentativa de proteger a imagem da empresa.

A história e as idiossincrasias do controle familiar foram mais palatáveis para os investidores locais, que por enquanto dominam o book de ofertas pelo papel.

Já a NotreDame Intermédica é uma história clássica de private equity, e está atraindo mais os fundos globais especializados em health care. No roadshow, os banqueiros compararam o modelo da companhia com a da Kaiser Permanente, a operadora de saúde californiana non-profit e verticalizada. O controle da Bain Capital — que tem tradição no negócio de saúde — também trouxe uma grife.

Comandada por Irlau Machado — que durante nove anos foi CEO do A.C. Camargo, um dos centros de tratamento de câncer mais renomados do país — a Intermédica é menos verticalizada: cerca de 60% dos atendimentos são feitos em rede própria. A companhia atende 3,6 milhões de beneficiários, principalmente em São Paulo, e cresceu com diversas aquisições, incluindo a Unimed ABC e a Santamália Saúde, que atua na região metropolitana.

A sinistralidade da Intermédica é maior do que a da Hapvida — 75% — e sua margem é menor, 13%. "Dá pra ver o copo meio cheio ou meio vazio", diz um gestor comparando as duas companhias.

"Você pode dizer que a Intermédica é menos eficiente ou que ela tem mais espaço para aumentar a eficiência, da mesma forma que a Hapvida pode ser vista como mais eficiente ou como uma empresa que já chegou no ponto de saturação."

A competição em São Paulo é mais acirrada do que no Nordeste, mas a Intermédica vem ganhando share de competidores não verticalizados, como Amil, SulAmérica e Bradesco Saúde. Enquanto as concorrentes repassam uma inflação médica galopante, a Intermédica, por ter um custo mais baixo, tem feito ajustes mais moderados.

"Precisa ver o quanto estão enfeitando a noiva. Confio muito mais num modelo em que a família segue como investidora de longo prazo", diz um gestor do 'time Hapvida'.

Com DNAs parecidos e um perfil geográfico complementar, no mercado dá-se como óbvia — ao menos em teoria — uma fusão das duas companhias mais à frente. A Hapvida vai usar parte dos recursos da oferta para expandir seu modelo para o Sul e Sudeste, onde deve concorrer em clientes e ativos com a Intermédica.

"Seria o casamento perfeito. Agora, com o preço estabelecido pelo mercado, pode ser que essa fusão venha a sair do papel", diz um investidor.

O risco para ambos os casos é o adversário comum: a UnitedHealth, dona da Amil. A empresa — um gigante de US$ 230 bilhões nos EUA — perde dinheiro no Brasil há três anos e está tentando acertar o passo, mas não há sinal de que esteja conseguindo. No ano passado, a Amil lançou discretamente o 'Next', um plano 'low cost' voltado para pessoas físicas e pequenas empresas, com mensalidades que começam em cerca de R$ 150, no Rio e na Grande São Paulo. Por enquanto, ele ainda engatinha.

Uma fonte que conhece ambas as empresas diz que a Hapvida tem que evitar 'overpromise' e 'underdeliver' (prometer demais e entregar de menos).

"A Hapvida provavelmente vai ter um dos melhores IPOs da história do setor de saúde, mas temo que eles não estejam preparados para o que vem depois. Com a empresa listada, qualquer negativa de atendimento vai atrair muita atenção, e a chance de eles não conseguirem entregar é enorme." Para esta fonte, a Intermédica — que está saindo a um desconto — parece menos atraente agora, mas tem um negócio mais sustentável no longo prazo.Natalia Viri e Geraldo Samor Leia mais em braziljournal 17/04/2018



Minas Gerais adquire participação na Companhia Brasileira de Lítio

O Governo de Minas Gerais, por meio da Codemig Participações S/A (Codepar), celebrou contrato para compra de 33% das ações da Companhia Brasileira de Lítio (CBL). A operação está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A CBL, que tem mais de 1,3 milhão de toneladas de reservas certificadas de espodumênio, é a única empresa brasileira produtora de carbonato e hidróxido de lítio. A companhia conta com unidade de mineração em Araçuaí e planta de processamento químico em Divisa Alegre, ambos os municípios localizados no Território Médio e Baixo Jequitinhonha.

Com essa aquisição, a Codepar confirma a estratégia do Governo de Minas Gerais de diversificar a economia do estado e reduzir as desigualdades sociais, investindo em todos os elos das cadeias de valor dos materiais portadores do futuro.

A participação da Codepar no capital da CBL assegura seu crescimento, combinada com o aporte do Fundo Aerotec no capital da empresa Oxis Energy ― cuja unidade de produção de células de bateria de lítio-enxofre (Li-S) está prevista para ser instalada na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Além disso, permite a Minas Gerais criar uma plataforma industrial robusta e integrada, capaz de sustentar o desenvolvimento das mais avançadas soluções de armazenamento de energia para os nascentes mercados de mobilidade elétrica e geração distribuída.

O lítio é um metal conhecido como “petróleo branco”, cuja demanda global tem aumentado, para a produção de itens de alta tecnologia. É altamente procurado, por exemplo, pela sua aplicação em baterias. Com o investimento, o Governo de Minas Gerais evidencia seu alinhamento estratégico em prol da inovação, do desenvolvimento e da competitividade do estado no cenário internacional.

Codepar e FIP Aerotec

A Codepar é uma subsidiária integral da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge) dedicada a participar minoritariamente de empreendimentos em parceria com o setor privado.

Aerotec é um fundo de investimento em participações (FIP), criado pela Codepar para investir em empresas dos setores aeroespacial, defesa e novos materiais que apresentem alto potencial de crescimento, além de faturamento bruto anual de até R$ 200 milhões e sede social ou atuação relevante no território mineiro. O FIP Aerotec é gerido pela Confrapar e abrange distintos empreendimentos, como as empresas Altave, Flapper e Oxis Energy.

CBL e Oxis Energy

A Companhia Brasileira de Lítio é uma sociedade anônima de capital fechado, fundada em 1986. Além das plantas de beneficiamento nos municípios mineiros de Divisa Alegre e Araçuaí, a empresa possui escritório em São Paulo. A CBL emprega cerca de 310 colaboradores, sendo 300 em Minas Gerais.

Por sua vez, a Oxis Energy é uma empresa britânica de tecnologia focada no desenvolvimento e fabricação de células de baterias de lítio-enxofre. O aporte do FIP Aerotec na Oxis Energy representa uma participação em torno de 10% no capital da empresa. A Oxis Energy criou a Oxis Brasil, cuja sede está instalada na RMBH Leia mais em aconteceunovale 18/04/2018



Confrapar compra 10% da Oxis Energy

A Confrapar, gestora mineira que administra o fundo Aerotec, da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), pagou 3,75 milhões de libras (quase R$ 17 milhões) por uma participação de 10% na Oxis Energy, empresa inglesa que desenvolve e fabrica  baterias de lítio-enxofre (Li-S).

Com o investimento, a expectativa é que a companhia instale um centro de desenvolvimento e produza baterias em Minas Gerais. ... Leia mais e em valore econômico 18/04/2018



O risco do Brasil diminuiu. Será mesmo?

Pesquisa mostra que a expectativa da taxa média de retorno de mercado caiu em relação a 2017, com um prêmio sobre os Estados Unidos menor em 2,3 pontos percentuais

Há poucos dias, recebi o relatório intitulado “Market Risk Premium and Risk-Free Rate used for 59 countries in 2018: a survery” que foi desenvolvido pelo Professor Pablo Fernandez da IESE Business School após uma pesquisa com 4.368 empresas em 59 países que desenvolvem atividades que requerem a determinação do valor de mercado (valuation) de Empresas. No Brasil, foram 100 participantes (nossa empresa de consultoria e assessoria em processos de fusões & aquisições foi uma delas).

Essa pesquisa teve por objetivo principal entender qual a expectativa de retorno médio sobre o mercado como um todo nesses 59 países, sendo fornecidas médias das duas variáveis chaves que veem sendo utilizadas pelos profissionais que responderam à pesquisa: taxa de retorno de ativo livre de risco (Rf) e taxa de prêmio de risco de mercado (PRM), sendo este a diferença entre o valor esperado do retorno de mercado (Rm) e o ativo livre de risco (Rf). No artigo, também é feito um comparativo dos valores de 2017 com os de 2018.

Mas antes de entrar nos detalhes da pesquisa (e suas consequências), é preciso contextualizar o tema.

No processo de apuração do valor de mercado (valuation) de uma empresa, várias metodologias podem ser utilizadas. Para empresas de capital aberto (que têm suas ações comercializadas em Bolsas de Valores) o processo é facilitado justamente por se ter acesso ao Market Capitalization (ou Market Cap) da mesma, obtido pela multiplicação do preço por ação pelo número de ações daquela empresa. Em empresas de capital fechado, a determinação do seu valor de mercado precisa ser feita por meio de outras metodologias, como o modelo de Múltiplos, que estabelece o valor operacional da empresa através da multiplicação de um de seus indicadores financeiros (EBITDA, receita, etc.) por um número referência que seja aceito no mercado. Ou seja, sem muita ciência e tendo como base o desempenho histórico da empresa (assume-se que será o mesmo no futuro).

Outra metodologia, bem mais elaborada e que busca determinar o valor da empresa em função da perspectiva de geração de caixa futuro da empresa, é a de Fluxo de Caixa Descontado. Neste caso, através da projeção de indicadores operacionais e financeiros da empresa, obtém-se o fluxo de caixa operacional que a empresa, no cenário das projeções, deverá gerar a cada ano. Esse fluxo de caixa é trazido a valor presente (descontado) usando uma taxa de desconto para a então apuração de seu valor operacional. Taxa de desconto essa que, na maioria das vezes, é utilizado o Custo de Capital da Empresa. Ou seja, a taxa de remuneração mínima que a Empresa deveria gerar para os investimentos nela realizados, sejam esses utilizando-se de capital próprio e/ou de capital de terceiros, tendo em conta o risco do negócio e as condições de mercado. Para tanto, geralmente utiliza-se a média ponderada entre o Custo de Capital Próprio (Ke) e o Custo de Capital de Terceiros (Kd).

O Custo de Capital de Terceiros é uma informação relativamente fácil de ser obtida, pois a Empresa sabe quanto paga de juros nas suas linhas de crédito, sejam de curto, médio ou longo prazos. Assim, a variável mais difícil de se determinar, seja para empresas de capital aberto ou empresas de capital fechado, é justamente o Custo de Capital Próprio (Ke), que é a remuneração mínima para os acionistas daquela Empresa.

Usando a metodologia do CAPM (Capital Asset Pricing Model), o Custo de Capital Próprio (Ke) pode ser obtido por meio da composição da Taxa Isenta de Risco (Rf), geralmente associada a títulos públicos de longo prazo, e a Taxa Média de Retorno de Mercado (Rm), ajustado por um fator de risco específico (B) da Empresa em questão em relação ao próprio mercado, onde, na versão mais simples, Ke = Rf + B * (Rm – Rf)

Dentro deste contexto, a pesquisa realizada pelo Professor Pablo Fernandez e a sua equipe (Vitaly Pershin e Isabel F. Acin), mostra que, enquanto nos Estados Unidos a taxa média esperada de retorno do mercado (Km) é de 8,2% (idêntica ao de 2017), no Brasil é esperado que esta mesma taxa seja de 15,7%. Uma redução de 2,3 pontos percentuais em relação a 2017 (naquele ano, a mesma pesquisa apontava um Km médio de 18,0%). Portanto, pode-se dizer, simploriamente, que o prêmio no Brasil em relação aos Estados Unidos é de 7,5 pontos percentuais (9,8 pontos percentuais em 2107).

Entrando mais afundo no nosso caso (Brasil), em 2018, a expectativa é que o prêmio de risco de mercado (PRM) seja de 8,4% (contra 9,0% em 2017) e a taxa isenta de risco (Rf) seja de 7,3% (contra 9,0% em 2017). Ou seja, a redução nas expectativas é geral, mas muita acentuada pelas recentes diminuições da taxa básica de juros que veem sendo praticadas como decorrência da política econômica do Governo Federal Brasileiro.

Se levarmos em conta que taxa de retorno e risco estão diretamente associados (quanto maior o risco, maior deveria ser a taxa de retorno, e vice-versa), pode-se assumir que, apesar do momento turbulento no qual o nosso País ainda se encontra, o risco inerente ao mercado de capitais no Brasil está em declínio. Pelo menos aos olhos daqueles que responderam a tal pesquisa. Ou será que estamos todos equivocados?

Em se confirmando tal cenário (queda dos fatores de risco), as consequências para a economia brasileira serão extremamente positivas. Agora é esperar para ver. Por Mário Anseloni Leia mais em istoedinheiro 17/04/2018 



Após crescer com aquisições, Coty busca mais espaço em desodorantes

Em março, a companhia transferiu para Barueri, em São Paulo, seu centro global de pesquisa de desodorantes

A multinacional de origem francesa Coty ganhou musculatura no mercado brasileiro com a compra, há pouco mais de dois anos, de 43 marcas da Procter & Gamble e da divisão de cosméticos da Hypermarcas. De participação inexpressiva até então, tornou-se a oitava maior fabricante de produtos de beleza e cuidados pessoais do país em 2016, segundo a empresa de pesquisas Euromonitor. Em 2017, de acordo com seu presidente global, Camillo Pane, a companhia cresceu mais que o dobro do mercado. A expansão do setor foi de 2,7%.

"O varejo brasileiro está entre os cinco principais da empresa no mundo", afirmou Pane. Com vendas em cerca de 150 países, a Coty tem faturamento anual próximo de US$ 9 bilhões. No Brasil, a prioridade agora é o crescimento orgânico, mas novas compras não estão descartadas.

As aquisições foram essenciais para a multinacional tornar-se líder em diversos segmentos no país. É a maior fabricante em esmaltes, com 30% do mercado, com a marca Risqué, que pertencia à Hypermarcas (agora Hypera Pharma, com foco em medicamentos) e também está em primeiro em cuidados masculinos, com Bozzano. Com Koleston, Soft Color (que eram da P&G) e Biocolor, ocupa o segundo lugar em tintura para cabelos, mesma posição que detém em hidratantes corporais com as marcas Monange e Paixão. Os dados são da empresa de pesquisas Nielsen.

Depois de ganhar mais peso nas vendas do grupo, a operação brasileira passou a ser relevante também no desenvolvimento de produtos. Em março, a Coty transferiu para Barueri, em São Paulo, seu centro global de pesquisa de desodorantes. A unidade ficava em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

"Cuidamos desde a fragrância até a embalagem. Além disso, temos uma área de inovação que conversa com 20 mil consumidores por ano. Com essa estrutura temos mais agilidade para lançar produtos e certeza de que a aceitação será boa", disse Nicolas Fischer, que comanda os negócios de varejo da subsidiária brasileira. As principais marcas de desodorante vendidas pela Coty no país são Monange, Bozzano e Adidas. Também são produzidas aqui as linhas Contouré, Avanço e Très Marchand.

O mercado de desodorantes movimenta cerca de R$ 10 bilhões por ano. Segundo dados da Nielsen, o país responde pelo consumo de uma a cada cinco unidades do produto vendidas no mundo. Outro levantamento, da Mintel, indica que o brasileiro usa cerca de quatro vezes mais o produto em comparação com as populações da Alemanha, dos Estados Unidos e da França.

Para acelerar a expansão nesse segmento, principalmente com Monange, Bozzano e Adidas, a Coty adotou uma postura mais agressiva de preços. Na liderança das vendas estão a Unilever, com Axe, Dove, Rexona e Suave (em 2016, a participação de mercado era de 45,8%, segundo a Euromonitor) e a Beiersdorf, dona da Nivea, que detém 14,8%. Entre os concorrentes estão ainda Natura, Boticário e Avon. Em 2016, a fatia da Coty era de 2,7%.

"A reformulação da Monange com posicionamento de preço mais baixo, ocorrida em 2016, ajudou a marca a obter um crescimento acima da média de mercado. Nesse contexto, a Avon também teve um bom desempenho, favorecida pelos consumidores que mudaram de marcas mais caras para outras mais acessíveis", disse Alexis Frick, gerente de pesquisa da Euromonitor.

A Coty informa, sem citar percentuais, que é a terceira maior fabricante de desodorantes do país de acordo com dados da Nielsen. Na categoria de esmaltes, a Coty deu o primeiro passo para tornar a Risqué uma marca internacional ao iniciar a exportação dos produtos para a Argentina. "O país vizinho é o segundo maior mercado de unhas na América Latina, com 22% das vendas, segundo dados da Nielsen", afirmou Fischer.

Os executivos estão atentos às oportunidades de negócios na região e deixaram claro que outras marcas brasileiras do portfólio têm potencial para serem exportadas, sem revelar quais são as candidatas. Pane disse que é muito caro fazer um lançamento como esse, por isso é preciso ter certeza de sucesso e rentabilidade.

O presidente da Coty espera que o Brasil alcance a estabilidade política e tenha uma nova fase de crescimento econômico a partir deste ano. "Independentemente das turbulências, mantemos os planos de investir no Brasil". Comedido para falar em cifras, o italiano, que atuou por 20 anos na Reckitt Benckiser não revela valores sobre a operação.

Questionado se a Coty ainda tem interesse na Avon - em 2012 a companhia fez uma oferta de US$ 10 bilhões pela fabricante de cosméticos americana - Pane preferiu desconversar. Disse que sua operação de vendas diretas é a Younique, comprada em 2017 e que atua no varejo on-line em dez países. Em 2012, a Coty chegou a estudar a compra no Brasil da Jequiti, do Grupo Silvio Santos, mas o negócio não avançou. Fonte: Valor Online Leia mais em sm 16/04/2018