23 outubro 2017

Syngenta vende ativos para a Nufarm por US$ 490 milhões

A suíça Syngenta e a israelense Adama, ambas controladas pela ChemChina, anunciaram hoje a venda de arte dos negócios de defensivos, por US$ 490 milhões, para  a australiana Nufarm.

O portfólio combinado de produtos que estão sendo alienados inclui formulações de produtos genéricos nas áreas de herbicidas, fungicidas e inseticidas, entre outras. Nenhum material físico (além do inventário) ou pessoal será transferido como parte da transação.

A Syngenta também venderá estoques para a Nufarm no fechamento... Leia mais em valoreconomico 23/10/2017



23 outubro 2017



Cisco comprará BroadSoft em acordo de US$ 1,9 bilhão

A BroadSoft fornece software e serviços que permitem que os provedores de telecomunicação móvel, de linha fixa e de cabo ofereçam comunicações unificadas pela Internet

A Cisco Systems comprará a empresa de software de telecomunicações norte-americana BroadSoft em um acordo avaliado em US$ 1,9 bilhão e que integra estratégia do maior fabricante de equipamentos de rede do mundo para migar da estagnada área de roteadores e switches.

A Cisco disse nesta segunda-feira (23) que ofereceu US$ 55 por ação, o que representa um prêmio de 2% em relação ao último pregão da BroadSoft.

A BroadSoft fornece software e serviços que permitem que os provedores de telecomunicação móvel, de linha fixa e de cabo ofereçam comunicações unificadas pela Internet.

A Cisco tem se concentrado em áreas de alto crescimento, como segurança, Internet das Coisas e computação em nuvem.

O negócio deverá ser concluído durante o primeiro trimestre de 2018, disseram as empresas em comunicado. (Por Munsif Vengattil e Arjun Panchadar) Reuters Leia mais em epocanegocios 23/10/2017





Rede D'Or negocia com Hospital São Rafael

A Rede D'Or São Luiz está em negociações finais para a aquisição de cerca de 60% do Hospital São Rafael, localizado em Salvador. O negócio gira entre R$ 420 milhões e R$ 480 milhões, segundo o Valor apurou.

Ainda de acordo com fontes, o hospital todo é avaliado em R$ 700 milhões, mas essa quantia pode chegar a R$ 800 milhões dependendo do desempenho financeiro. A expectativa é que neste ano o faturamento do São Rafael, que tem 400 leitos e 12 salas cirúrgicas, chegue a R$ 600 milhões.

Com essa aquisição, a Rede D'Or entra no mercado da Bahia. Até então, a presença da maior rede hospitalar do país no Nordeste estava restrita a Pernambuco, onde tem hospitais em Recife e Olinda. No total, o grupo é dono de 34 hospitais no Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Pernambuco.

O São Rafael está localizado numa das praças mais cobiçadas pelo mercado atualmente. A Bahia tem o melhor PIB do Nordeste e os hospitais, clínicas e laboratórios do Estado não têm uma dependência concentrada nas Unimeds como ocorre em várias regiões do Brasil, o que acaba inibindo a entrada de investidores. Além disso, o problema da judicialização, que era muito forte há alguns anos na Bahia, diminuiu e motivou as operadoras atuarem na região.

Entre os investidores e grupos de saúde interessados no mercado baiano estão, por exemplo, o conglomerado chinês Fosun , que negocia a compra do controle da Hospital da Bahia por cerca de R$ 1 bilhão, e a operadora Hapvida , que adquiriu, em julho, o Hospital Semed, cujas unidades ficam em Camaçari. Há ainda a gestora de private equity Pátria, que analisa aquisições de hospitais na Bahia e a própria Rede D'Or que negocia, atualmente, a compra do controle do São Rafael, mas pode vir adquirir a totalidade do hospital baiano no futuro, de acordo com fontes.

O interesse dos investidores e grupos de saúde aumentou após a aprovação da lei, em 2015, que permite capital estrangeiro em hospitais brasileiros.

Em junho, a Rede D'Or fechou um empréstimo de longo prazo de US$ 210 milhões com a International Finance Corporation (IFC), braço financeiro do Banco Mundial para o setor privado. Os recursos estão sendo destinados para expansão do grupo que hoje tem 6 mil leitos e tem como meta ampliar para 10 mil nos próximos cinco anos.

No ano passado, a Rede D'Or apurou uma receita líquida de cerca de R$ 8 bilhões e um lucro líquido de R$ 816 milhões. Fonte: Valor Econômico Autor: Beth Koike Leia mais em tudofarma 23/10/2017






Com preço baixo, clínica popular é o negócio da vez

A crise econômica, que fez quase 3 milhões de pessoas abandonarem os planos de saúde desde 2014, está criando um terreno fértil para o crescimento das clínicas populares — que já vinha sendo impulsionado pela saturação do sistema público. O fenômeno tem atraído investidores de peso e de segmentos variados, como Roberto Justus (mídia), Rodrigo Galindo (educação), Elie Horn (imobiliário) e Antonio Bindi (entretenimento), que enxergaram no movimento um negócio promissor e lucrativo. Os planos de expansão são ousados, incluindo criação de franquias, como a da Megamed, que pretende abrir 120 unidades franqueadas em dez anos.
Clínicas populares ‘são puxadinhos do sistema de saúde’

Essas clínicas funcionam como ambulatórios e prestam serviços de baixa complexidade, como atendimento por queixas como gripe, diarreia e dores musculares. As consultas variam de R$ 69 a R$ 120 e podem ser pagas em dinheiro ou cartão, com parcelamento em até dez vezes. São agendadas por telefone, WhatsApp e até Facebook. As clínicas costumam oferecer exames clínicos e de imagem. Um exame de glicose pode sair a R$ 4; o hemograma completo a R$ 12. Para um raio X, o paciente desembolsa de R$ 40 a R$ 60. Algumas oferecem procedimentos como tratamento de varizes, atendimento com psicólogos e psiquiatras.

Segundo sócios das clínicas, o ganho se dá pelo volume de consultas e exames, além dos custos reduzidos quando comparados a hospitais particulares. Denys Xavier, diretor executivo da Clínica SIM, de Fortaleza (CE), afirma que o quadro de pessoal é 30% menor que o de uma clínica geral ou hospital de porte equivalente, pois, como não aceitam plano de saúde, não têm equipes para lidar com operadoras. Além disso, os médicos não têm carteira assinada, são prestadores de serviço.
— O SUS é muito bom no atendimento de alta complexidade, como câncer, cirurgias em caso de acidentes etc. Mas tem deficiências no atendimento primário e secundário, o que significa longas filas para os pacientes. Nosso mercado está aqui — diz Xavier.

Remuneração dos médicos

Foi com esse modelo que Xavier, filho de médicos, atraiu investidores anjos (que investem capital próprio em empresas nascentes) para a SIM, entre eles Rodrigo Galindo (presidente da Kroton Educacional) e Joaquim Ribeiro (ex-presidente da Technos). Este ano, o fundo de venture capital Monashe, que investe em negócios como o aplicativo de transporte 99, se uniu aos sócios. A clínica, que começou em 2007 como empresa familiar, tem seis unidades em Fortaleza e abriu uma em Recife, semana passada. Até o fim do ano, serão mais sete. Em 2018, virão outras 16, com investimento de R$ 600 mil cada.

O modelo de remuneração dos médicos varia. Na SIM, eles ganham um percentual da consulta (de 40% a 60%). Em outras clínicas, como na Megamed, os donos pagam um fixo de R$ 1.200 a R$ 1.300 por plantão de seis a oito horas para especialidades cujas consultas custam mais caro, como a psiquiatria. Médicos de especialidades com consultas de preço menor recebem a partir de R$ 300 por dia trabalhado, além de percentual por atendimento.

A média paga por consulta pelas operadoras de saúde era de R$ 57,72, em 2013, segundo os últimos dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que regula as operadoras. O valor é considerado baixo pelos médicos, que se queixam de receber em até 90 dias. Nas clínicas populares, o pagamento é mensal ou semanal.

— É a nova fronteira no mercado de trabalho médico. Oferece o que a população pode pagar e, para os médicos, há vantagens como o pagamento sem atraso e sem a glosa dos planos — afirma Lígia Bahia, especialista da UFRJ, complementando que, embora seja uma tendência em países em desenvolvimento, o serviço não colabora para a boa gestão da saúde nem alivia a demanda no SUS.

— As clínicas populares cuidam do sintoma, não da doença. As demandas de maior complexidade continuam concentradas no SUS. E há outros limitadores. É um negócio que demanda escala, que tende a ficar concentrado nas áreas mais adensadas.

Não há dados oficiais sobre o crescimento das clínicas populares. Segundo a Anvisa, elas seguem as normas relativas à infraestrutura e boas práticas em serviços de saúde. Estão sujeitas a normas de estados e municípios, e têm licenciamento e fiscalização sob responsabilidade dos órgãos da vigilância sanitária locais. Precisam de diretor técnico e registro junto aos conselhos de medicina.

Segundo Emmanuel Fortes, diretor de fiscalização do Conselho Federal de Medicina, não podem distribuir panfletos ou oferecer cartões de fidelidade.

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) diz ver o interesse de investidores em clínicas populares “com extrema preocupação”. “O segmento não pode ser visto por empresas como uma forma de gerar grandes lucros”, diz.

Foi a possibilidade de retorno financeiro com um negócio de impacto social que levou o empresário Roberto Justus a investir na Megamed, há dois anos. Com duas filiais em São Paulo, a clínica planeja abrir 30 unidades e 120 franquias em dez anos — já foram vendidas cinco no Rio. Justus tem 30% da empresa, ao lado da família de Ruy Marco Antonio (que controlava o Hospital São Luiz) e outros sócios menores.

— É um mercado em que há carência de serviço de qualidade para pessoas que precisam de atendimento. Uni o útil ao agradável — diz Justus.

Assim como ele, Eli Horn, fundador da Cyrela, e Eduardo Alcalay, presidente do Bank of America Merrill Lynch, decidiram entrar nesse ramo. Os dois estão entre os sócios da Cia. da Consulta e foram atraídos por um jovem administrador de empresas, Victor Fiss, que ainda na faculdade lançou um projeto-piloto de clínica médica para atender a população de baixa renda a preços acessíveis. Há poucos meses, a Cia. da Consulta abriu sua primeira unidade na Praça da Sé, em São Paulo. Como as demais clínicas populares, não trabalha com o SUS nem aceita plano de saúde.

‘Uber da medicina’

No Rio, a Granato é uma das líderes na área. Já levantou R$ 8 milhões com parceiros: o fundo Albatroz, o sócio da Passe VIP, Antonio Bindi, e o publicitário Vita Zocos, da VZA. São sete unidades, incluindo a primeira na Baixada Fluminense, que abre amanhã. Paulo Granato, médico e fundador, quer levantar R$ 50 milhões numa próxima rodada de investimentos. Ele prevê fechar 2017 com 200 mil atendimentos, alta de 60%:

— A crise acelerou o crescimento das clínicas populares, mas o modelo não está amparado na crise. O SUS não tem perspectiva de melhora no médio ou longo prazo. Por outro lado, há médicos e pacientes insatisfeitos com os planos de saúde.

Solange Beatriz Palheiro Mendes, presidente da FenaSaúde, não vê as clínicas populares como concorrente:

— Elas são o Uber da medicina. São uma forma de médicos prestarem serviço com preço menor, usando os horários ociosos para atendimento. O Globo Agência O Globo Leia mais em newsstand 23/10/2017



Negociar hoje exige novas habilidades

O Brexit colocou em foco, nos últimos meses, a importância de se ter habilidades de negociação. A decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia (UE) vai exigir anos de negociações complexas de centenas de acordos e tratados comerciais - e há quem questione se haverá um número suficiente de pessoas com as habilidades e conhecimentos necessários para isso.

É claro que tais habilidades há muito são importantes nos negócios. Mas o que é uma boa negociação, seja ela entre governos ou empresas, e como você ensina isso para alunos de MBA executivo?

Uma negociação eficiente, segundo uma série de professores especializados de escolas de negócios, baseia-se na capacidade de você se colocar no lugar de outra pessoa e entender o contexto em que está negociando. Isso se aplica a um acordo comercial governamental, a um contrato de negócios ou a um acordo de venda. Negociar bem também exige que você se comunique claramente e seja paciente ... leia mais em valoreconomico 23/10/2017



Grupo Noble vende unidade de petróleo à Vitol; alerta sobre perda trimestral de US$1,2 bi

O Grupo Noble, que tem enfrentado uma crise financeira, anunciou que chegou a um acordo para vender sua unidade de negociações de petróleo focada nas Américas para a Vitol por cerca de 580 milhões de dólares, como parte de uma estratégia para redução de dívidas.

A companhia também anunciou um prejuízo líquido total de 1,1 bilhão a 1,25 bilhão de dólares no trimestre encerrado em setembro, citando perdas não monetárias e perdas em resultados de negociações.

A Reuters havia publicado na sexta-feira que a Vitol, maior negociadora global de petróleo, estava próxima de um acordo pela unidade de derivados líquidos de petróleo da Noble, listada em Cingapura.

A Noble, cujo fundador Richard Elman aproveitou uma corrida por commodities para criar uma das maiores tradings do mundo, está encolhendo de tamanho, para se tornar uma empresa focada na Ásia e em seus negócios principais de negociação de carvão, GNL e negócios de frete.

Segundo a Noble, a venda do negócio de petróleo deve gerar 1,4 bilhão de dólares, que após dedução de dívidas de 836 milhões de dólares devem representar uma entrada em dinheiro de cerca de 580 milhões de dólares.... Leia mais em dci 23/10/2017



CCPR ganha tempo para tentar concluir a aquisição da Itambé

A Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais (CCPR) protocolou na sexta-feira no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a aquisição da fatia de 50% que a Vigor possui na Itambé, afirmou uma fonte a par do assunto. A medida é uma maneira de ganhar tempo enquanto a cooperativa busca acertar as fontes de financiamento para a aquisição, acertada por R$ 600 milhões, e assim assumir 100% da Itambé. O apreciação do caso no Cade pode levar até 40 dias. Esse é o prazo que a CCPR tem para buscar os recursos junto aos bancos.

Conforme o Valor já informou, a cooperativa vem encontrando dificuldades para obter o financiamento. O Banco do Brasil chegou a liderar um pool de bancos que iria financiar ou buscar investidores para a CCPR, desistiu devido ao prazo exíguo para levantar os recursos.

No lugar do Banco do Brasil, o Banco Mercantil do Brasil assumiu a tarefa de amarrar a operação. No entanto, pesa contra a CCPR o histórico negativo na seara financeira. Antes de vender 50% da Itambé à Vigor, em 2013, a empresa de lácteos sediada em Minas Gerais quase quebrou.

Anunciada há um mês, a recompra dos 50% da Itambé pela CCPR era um direito previsto no acordo de acionistas entre Vigor e CCPR. A cooperativa poderia manifestar preferência caso a Vigor decidisse vender sua fatia na Itambé, o que ocorreu com o anúncio da venda da própria Vigor ao grupo mexicano Lala. No entanto, se a CCPR não conseguir os recursos, terá de arcar com uma multa de R$ 200 milhões, segundo uma fonte. Procurada, a CCPR não se manifestou. Fonte : Valor Leia mais em alfonsin 23/10/2017




SP Ventures faz aporte em empresa especializada em barter

A SP Ventures, gestora de fundos de investimento com foco em empreendimentos inovadores, acaba de fazer um aporte de R$ 2,2 milhões na Bart Digital, fintech voltada para soluções no agronegócio brasileiro... Leia mais em valoreconomico 23/10/2017




Laboratório São Marcos planeja crescer via aquisições

Dupin: objetivo de elevar a receita em mais de 300% no prazo de quatro anos

Segunda maior rede de diagnósticos de Belo Horizonte, o Laboratório São Marcos planeja crescer por meio de aquisições e elevar sua receita em mais de 300% num prazo de quatro anos. A empresa aposta em um plano de expansão que começou a pôr em prática no início do ano. De lá para cá, comprou dois laboratórios em Minas Gerais e um em São Paulo. As operações movimentaram cerca de R$ 40 milhões, recursos advindos de empréstimos junto a bancos comerciais e do caixa próprio.

Os donos da companhia disseram que até agora não foi preciso recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "Com a queda de juros da Selic, as taxas dos bancos comerciais passaram a ficar mais atraentes e eles não têm a burocracia do BNDES", diz Ricardo Dupin, diretor executivo do São Marcos, que está há um ano na empresa.

O Laboratório São Marcos tem 76 anos e está nas mãos da terceira geração. Três irmãos, Bruno, Rodrigo e Mariana Cerqueira - todos na faixa dos 30 e 40 anos - detêm, cada um, 33% da empresa. Eles integram o conselho de administração e atuam também na administração. O pai, Cláudio Cerqueira, é o presidente.

A fase da profissionalização começou há quatro anos e a ideia é que a partir de 2018 a família limite sua atuação ao conselho, que deve ganhar um membro externo. Ricardo Dupin assumiria o cargo de CEO.

O São Marcos cresceu de modo acelerado nos últimos anos. Sua receita bruta saiu de R$ 5 milhões em 2005 para R$ 103 milhões em 2016, e tem previsão de atingir R$ 160 milhões este ano. "A empresa foi muito assediada nos últimos anos por concorrentes e fundos de investimento, mas a decisão dos acionistas foi preparar um plano de crescimento autônomo", disse Dupin. Pelo plano, a meta é chegar a 2021 com uma receita bruta na casa dos R$ 700 milhões, disse.

O principal concorrente do São Marcos é a maior rede de laboratórios de Belo Horizonte, o Hermes Pardini. Também controlado por três irmãos herdeiros, o Pardini registrou em 2016 receita de quase R$ 900 milhões. A empresa abriu capital na bolsa em fevereiro quando captou R$ 878 milhões. Dupin, que já foi vice-presidente do Pardini, afirma que o mercado privado de análises clínicas em Belo Horizonte e região movimenta cerca de R$ 300 milhões.

Segundo ele, o São Marcos tem uma fatia de 30% desse total e o Hermes Pardini, 45%. Laboratórios de menor porte respondem pelo restante. Dois gigantes, Dasa e Fleury, não atuam no mercado da capital mineira. O Pardini apresenta outro dado e diz deter 70% de participação em análises clínicas na capital e região metropolitana.

Em fevereiro, o São Marcos comprou o Laboratório Eucordis, em Contagem (MG); em abril; o Labhorn, com unidades na região metropolitana de São Paulo; e em junho, o Dairton (BH).

O São Marcos sempre teve como forte o atendimento ao cliente final. Mas recentemente, a empresa passou a apostar também na realização de exames para laboratórios menores.

"Em dezembro ou janeiro, devemos fechar mais uma compra", diz Dupin. "E temos um 'pipeline' no qual estamos muito confiantes que vamos fechar a aquisição de mais quatro empresas em 2018".

Todas, segundo ele, para reforçar um lado do negócio da empresa que é o de realizar exames para laboratórios menores. É um nicho que a empresa entrou em 2016 e que em setembro gerou uma receita de R$ 1 milhão com pouco mais de 100 clientes.

É um negócio no qual o Hermes Pardini apresenta-se como líder nacional. Dupin diz que o horizonte do São Marcos é que o serviço de apoio gere R$ 200 milhões de receita líquida em 2021. O São Marcos tem 71 unidades de atendimento em geral, das quais 61 estão em Belo Horizonte e região e 10 em São Paulo. Valor Online Leia mais em gsnoticias 23/10/2017



BNDES vai lançar dois fundos para capitalizar empresas inovadoras

A internet das coisas invadiu a rotina de trabalho do BNDES, coordenador dos estudos técnicos que darão suporte ao Plano Nacional de IoT. "Todas as áreas do banco estão envolvidas com a nova agenda. O objetivo é tornar o Brasil apto a se beneficiar dessa onda tecnológica, com aumento na competitividade da economia brasileira e melhorias na qualidade de vida da população", afirma a diretora de indústrias e serviços do BNDES, Cláudia Prates.

Atuante no financiamento à inovação, com desembolsos de R$ 1,6 bilhão nos primeiros nove meses deste ano, o banco de fomento tem um conjunto de linhas de crédito voltadas para a produção e comercialização de tecnologias. O banco, porém, vai ampliar o leque de opções, com novos instrumentos de apoio e adaptando mecanismos para atender as demandas de IoT em diferentes frentes: cidades, saúde, agronegócio, indústria e demais ambientes.


Entre as medidas a serem lançadas, estão dois novos fundos de investimento para capitalização de empresas inovadoras, os fundos "venture debt" e "investidores-anjo". Eles engrossarão a lista de nove fundos já existentes no banco, como o Criatec, para empresas semente, e o Funtec, com apoio não reembolsável a projetos de pesquisa aplicada, desenvolvimento tecnológico e inovação executados por instituições tecnológicas.

O "venture debt", com capital de R$ 200 milhões, vai comprar títulos de dívida de empresas de inovação com faturamento máximo de R$ 90 milhões por ano, viabilizando operações de até R$ 10 milhões em IoT. Também o fundo de "investidores-anjos", em fase de seleção de gestor, vai atuar em empresas nascentes de base tecnológica. O BNDES estuda ainda chamada pública para programa conjunto de seleção de planos de investimentos em IoT, diz Cláudia.

Também o cartão BNDES, para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), vem se adequando à realidade de IoT, ampliando o volume de fornecedores, produtos e serviços. Com taxas de juros de 1,35% em outubro, o cartão incluiu na lista veículos aéreos não tripulados, sistemas de agricultura de precisão, sensores de presença e alarme, softwares, informática, telecom e automação (hardware), além de treinamentos para certificações de TI e serviços de avaliação e certificação de TI.

"Prioridade do BNDES, financiamentos à inovação têm as melhores condições financeiras do banco, sobretudo às MPMEs, com maior participação em TJLP (a taxa de juros de longo prazo do banco, atualmente 7% ao ano)", acrescenta a gerente de inovação do banco de fomento, Isabela Brod.

Entre as linhas de financiamento direto, destacam-se o Finem Inovação (para investimentos), com TJLP mais 1,7% ao ano, além da taxa de risco de crédito, que varia de acordo com o cliente. A participação é de até 80% e o prazo de amortização até 12 anos.

Nas operações via agentes financeiros, a linha MPME Inovadora, com até R$ 20 milhões, tem custo em TLJP, mais 1,1% ao ano, além da taxa do agente financeiro. A participação é de até 90% e o prazo de pagamento em até 10 anos. Fonte:Valor Econômico leia mais em portal.newsnet 23/10/2017



Alta performance

O estudo preparado pela consultoria internacional McKinsey, pela fundação CPqD e pelo escritório Pereira Neto Macedo Advogados para subsidiar a elaboração do Plano Nacional de Internet das Coisas (IoT), do governo federal, evidenciou o potencial e os negócios atuais no país em torno do conceito. IoT é a tecnologia que permite conectar à web dispositivos eletroeletrônicos do cotidiano, como eletrodomésticos e carros. O trabalho indica impacto entre US$ 50 bilhões e US$ 200 bilhões até 2025, com metas como inserção do país entre os protagonistas mundiais do segmento.

O plano deve ser implantado por decreto até o fim do ano e dá prioridade aos setores de saúde, agronegócios, cidades e indústria. Sua estrutura tem como pilares o desenvolvimento de capital humano, infraestrutura de conectividade, regulação e segurança e privacidade, com 76 iniciativas nessas áreas, como detalha Patricia Ellen Silva, sócia da McKinsey.


"O plano está calcado em ambiente de negócios, sob o guarda-chuva da estratégia para a transformação digital do país", explica o diretor de ciência, tecnologia e inovação digital do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), José Gontijo.

"A IoT vai acontecer a despeito de o Estado induzir ou não", afirma Ricardo Rivera, chefe do departamento das indústrias TIC do BNDES. O banco é um dos articuladores da nova política e vai reforçar os financiamentos de serviços e os aportes para IoT. Além de nove fundos aplicáveis, com R$ 500 milhões para os próximos três anos, o BNDES lança este ano um fundo de debêntures para estimular investimentos de empresas com faturamento até R$ 90 milhões, com remuneração atrelada à performance e, até 2018, um fundo de capital anjo.

O BNDES ainda oferece serviços técnicos para o poder público estruturar PPPs, como as de iluminação pública. Uma delas, em Belo Horizonte (MG), apoiou 28% das 382 empresas respondentes do Mapa de IoT incluído no estudo e deve ampliar os financiamentos para investimentos anuais em infraestrutura de conectividade de R$ 2 bilhões para R$ 5 bilhões.

Pesquisa da Logicalis aponta a evolução da IoT. Neste ano, 37% dos entrevistados afirmam que ela é importante ou muito importante para seus negócios, em comparação aos 27% de 2016, enquanto 18% já adotam e 19% estão em processo de adoção de IoT. Para atuar no segmento, a Logicalis criou a plataforma Eugenio e passou a desenvolver sensores e gateways para driblar a dificuldade e custos com as importações.

Uma de suas parceiras é a AES Eletropaulo. A empresa já conta com infraestrutura de comunicação e 2 mil sistemas de isolamento com autocorreção em sua rede. Agora, investe R$ 75 milhões em um piloto em Barueri (SP), que prevê instalação de 62 mil medidores inteligentes.

Um dos desafios é o preço do medidor, de cerca de R$ 700. Outro é o nível de interferência nas frequências livres empregadas. Mas os resultados devem somar redução de furtos e de custos operacionais, combate à inadimplência e benefícios para os clientes como acionamento de equipamentos a distância, segundo o diretor de engenharia Charles Capdeville.

Fornecedores de tecnologia confirmam a vitalidade do segmento. Na Schneider Electric, 54% da receita provém de soluções conectáveis. "A expectativa é que o volume continue crescendo", diz o presidente Cleber Morais. As soluções de IoT estão dentro da plataforma aberta EcoStruxure e, no Brasil, a empresa tem usuárias como a Etirama, fabricante de máquinas para impressão de rótulos com aplicação para substituição de engrenagens mecânicas.

Roberto Murakami, diretor de soluções para operadoras da NEC no Brasil, registra o avanço nos últimos três anos, com adoção de soluções como a de reconhecimento facial para plataformas de identificação de pessoas, empregada em projeto implementado pela Receita Federal em aeroportos. A SAP, que lançou a plataforma como serviço Leonardo para integrar legados e tecnologias como machine learning, IoT e blockchain, já contabiliza mais de uma centena de casos de IoT no Brasil em áreas como agronegócio, indústria, logística e varejo.

Entre eles, o sensoriamento de câmaras frias em lojas do Burger King, a leitura automática e em tempo real dos produtos de lojas O Boticário para reposição imediata e a coleta de informações no campo por equipamentos agrícolas da Stara, também em tempo real, exemplifica o vice-presidente de vendas Jaime Muller.

Parcerias com startups estão na mira das empresa. A SAP criou o programa Startup Focus para capacitação na plataforma. O programa BizSpark da Microsoft atraiu especialistas como a Things Expert, que monitora qualquer coisa móvel sem usar GPS ou plano de dados em dispositivos a custo reduzido, segundo o diretor de engenharia e inovação Alessandro Jannuzzi.

Uma das usuárias das plataformas Microsoft é a Hi Technologies, criadora do Hilab, equipamento para realização de exames de sangue que dispõe de cápsula com reagentes e conexão com nuvem para fornecer em minutos resultados de exames que vão de gravidez a marcadores tumorais, com preços a partir de R$ 30 para o paciente. "A meta é ter 10 mil equipamentos rodando até metade de 2018 e, com maior escala, chegar aos preços do SUS", antecipa o CEO Marcos Figueiredo.

A Qualcomm Ventures, braço de investimentos da Qualcomm, também faz investidas ligadas a IoT. Entre elas, a WebRadar, empresa de big data analytics que permite a gestão em tempo real de bases massivas de dados geradas por dispositivos conectados, e a Strider, fornecedora de soluções para gestão de fazendas. A Qualcomm participa de pilotos e testes como o projeto de conectividade rural em parceria com a TIM e o uso da tecnologia LTE CatM1 para IoT com a Claro. Também é parceira da Logicalis para desenvolvimento de soluções e da Embrapa para processamento de imagens agrícolas geradas por drones, informa o diretor de novos negócios, Oren Pinsky.

Integradores e prestadores de serviços também registram resultados. A Tivit tem projetos em áreas como construção e utilities. A Ampla, distribuidora de energia para 66 cidades do Rio de Janeiro, fornece sistema de monitoramento e controle de equipes de campo que gerou ganho de 25% na produtividade, conta o diretor de operações Fabiano Droguetti.

Estudo apoiado pela Tivit apontou que uma em cada quatro de 193 startups pesquisadas no Brasil estão voltadas a IoT. "Os brasileiros têm oportunidade para se destacar na evolução da IoT", diz o diretor de soluções de segurança Leonardo Cassimi. Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 23/10/2017



IPOs têm baixa adesão de investidor de varejo

Prevista para ser lançada até o fim deste ano, a oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da BR Distribuidora testará a procura até agora tímida das pessoas físicas por papéis de empresas estreantes na bolsa de valores. A combinação de uma marca bastante conhecida com a criação de fundos de investimento que permitem aplicação a partir de R$ 200 tem o potencial de trazer o varejo com mais força de volta aos IPOs.

Levantamento feito pelo Valor mostra que nenhum dos oito IPOs de 2017 conseguiu atingir o volume mínimo de venda de 10% da oferta total percentual reservado para os investidores de varejo. Hermes Pardini, IRB Brasil e Biotoscana ficaram bastante próximas disso, mas outras companhias, como Omega Geração e Carrefour, não chegaram nem a 5%. (veja tabela abaixo)

Esse é um cenário bastante diferente daquele dos anos áureos das ofertas de ações, de 2007 a 2009, quando a procura das pessoas físicas por ações nos IPOs superava em várias vezes o lote disponível ao varejo, o que levava a um rateio. Foi o que aconteceu com os investidores de empresas como BM&F, Bovespa, Banco do Brasil, Petrobras e Visanet.

Neste ano, o rateio não chegou a acontecer em nenhuma das oito ofertas iniciais de ações, nem mesmo no caso de companhias bastante conhecidas dos investidores, como a aérea Azul e a varejista Carrefour. Em quantidade, a companhia que mais atraiu pessoas físicas foi o grupo ressegurador IRB Brasil, com 7.324 investidores. Isso representou 9,29% do total.

No geral, a B3 ganhou mais investidores de varejo em 2017, principalmente por causa da valorização do Ibovespa no ano, de 26,84%. Ao fim de setembro, havia 599,7 mil pessoas físicas cadastradas na bolsa. Esse número é 6,3% maior - ou 35.726 investidores a mais - do que em dezembro do ano passado.

"Houve uma melhora no apetite por investimento em bolsa, mas isso ainda não veio para os IPOs", diz André Rosenblit, diretor de renda variável do Santander.

Em IPOs de safras anteriores, um chamariz para as pessoas físicas era a valorização dos papéis já no dia da estreia. Ações de empresas como Redecard, Anhanguera, São Martinho e GVT tiveram altas de dois dígitos percentuais no dia da estreia. Isso fazia com que investidores comprassem o papel já para vendê-lo ao fim do dia do lançamento e embolsar os ganhos são os chamados "flippers".

Na atual safra de IPOs, ganhos estrondosos não aconteceram ainda, apesar de os papéis de cinco companhias terem se valorizado já na largada. A maior valorização foi da Hermes Pardini, de 8,95%. "Não houve estreias cinematográficas neste ano. Isso pode ser positivo porque o investidor não enxerga a bolsa como um cassino", afirma Rosenblit.

Quem avalia o passado dos IPOs também pode desanimar de comprar as ações estreantes. Estudo recente conduzido pelos professores Pierre Souza e William Eid Júnior, do Centro de Estudos em Finanças da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da FGV, mostrou que a safra de ofertas iniciais de 2006 e 2007 trouxe ganhos inferiores ao Ibovespa para os investidores. O retorno médio dos 76 IPOs estudados em dez anos ficou em 20%, contra 42% do Ibovespa. "A experiência passada mostrou que comprar o papel no IPO não deu em nada", afirma Eid.

Para Bruno Constantino, sócio da XP Investimentos, as perdas do Ibovespa nos últimos anos ainda está muito presente na memória dos investidores, o que tem feito com que eles se mantenham mais afastados dos IPOs. "As pessoas físicas estão na renda fixa, mas, se tivermos uma sequência de bons IPOs, é natural que elas voltem." Por enquanto, o que se vê é que, dos oito IPOs, seis estão com valorização desde a estreia, mas apenas três batem o Ibovespa.

Para atrair mais as pessoas físicas, a BR Distribuidora vai permitir que elas invistam nas ações por meio de fundos a partir de R$ 200. É um tíquete bem menor que os R$ 3 mil exigidos para a compra direta dos papéis. Em um período mais recente, esse modelo foi usado pela BB Seguridade, em 2013, que contou com 103,4 mil investidores individuais, além daqueles que entraram via fundos criados especificamente para aplicadores de varejo. No total, as pessoas físicas representaram 20,8% do IPO. No passado, Visanet, BB, Petrobras e Vale também usaram os fundos para o varejo. - Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 23/10/2017 



Com recurso vindo de IPO, Burger King irá abrir lojas

O Burger King Brasil publicou a minuta do prospecto para sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Segundo informações do documento, apresentado na sexta, os recursos a serem levantados serão usados para abertura de lojas e aquisição de franqueados.

De acordo com o prospecto, a transação será feita por Itaú BBA, Bank of America, Bradesco BBI, BTG Pactual, J.P. Morgan e XP Investimentos. A oferta deve ser primária e secundária. A quantidade de ações ofertadas - ainda não definida - pode ser acrescida de um lote suplementar de até 15%.

O maior acionista do BK Brasil é a Vinci Partners, com uma fatia de 31,28%. Depois vem Montjuic (30,05%), Sommerville (19,62%), Burger King (13,61%) e King Arthur, com 5,44%.

No prospecto também consta o balanço da empresa, que teve prejuízo de R$ 4,904 milhões no terceiro trimestre deste ano, acumulando um prejuízo de R$ 18,003 milhões em 2017.

"Nos nove meses findos em 30 de setembro de 2017, reportamos receita operacional líquida de R$ 1,261 bilhão, Ebitda ajustado de R$ 127 milhões e margem Ebitda ajustado de 10,1%, um crescimento de 28,1%, 63,6% e 2,2 pontos percentuais, respectivamente, quando comparados com o mesmo período de 2016", afirma o documento.

O BK Brasil tem 628 restaurantes, com participação de mercado no setor de hambúrgueres de 31,6%, sendo a segunda maior rede do Brasil. Do total de lojas, 492 são próprias. As vendas mesmas lojas cresceram 13,0% nos nove primeiros meses deste ano, ante o mesmo intervalo de 2016. - Valor Econômico  Leia mais em portal.newsnet 23/10/2017 



22 outubro 2017

Bonança depois da tempestade

Após uma queda aos níveis de meados da década passada em 2016, os negócios de fusão e aquisição de empresas voltaram a ganhar força no Brasil. É a conclusão de um levantamento da consultoria PwC, que analisou as operações feitas até agosto deste ano. Houve crescimento de 7% no número de negócios na comparação de -janeiro a agosto de 2017 com o mesmo período do ano passado.

De 2010 a 2015, depois de ter obtido o grau de investimento das agências de classificação de risco, o Brasil passou pela sua melhor fase de compra e venda de empresas.

Em 2016, o mercado minguou.

A expectativa da consultoria é que 2017 feche com 650 transações.

É uma -retomada em relação ao ano passado, quando foram rea-lizadas 597 operações, mas ainda longe das 897 de 2014 — ano do recorde histórico. “O mercado de fusões e aquisições está recuperando o ritmo. Em um ou dois anos, podemos voltar aos nossos melhores tempos”, diz Rogério Gollo, sócio da PwC. Leia mais em exame 20/10/2017

22 outubro 2017



Seis meses após abrir capital em NY, executivos deixam Netshoes

Mais movimentações podem acontecer, inclusive na bolsa.

Seis meses após a abertura do capital na bolsa de Nova York, a empresa de comércio eletrônico Netshoes começa a ter mudanças no alto escalão. Saíram Marcelo Chammas, um dos primeiros funcionários da companhia e que liderava a diretoria comercial, e Sérgio Povoa, diretor de recursos humanos.

Mais movimentações podem acontecer, inclusive na bolsa. Com o fim do período de restrição à venda de ações, em 9 de outubro, os executivos já estão liberados para vender seus papéis e embolsar os ganhos. Por Maria Luíza Filgueiras, Naiara Bertão Leia mais em  EXAME 20/102/2017



Rede paulista de supermercados está “arrumando a casa”

Dono das redes de supermercado Mambo e de atacarejo Giga contratou o banco de investimento BR Partners para definir sua capitalização

O grupo paulista MGB, dono das redes de supermercado Mambo e de atacarejo Giga, contratou o banco de investimento BR Partners para definir sua capitalização — que pode ser por venda de participação.

No ano passado, o grupo faturou 1,5 bilhão de reais em 16 lojas. Na preparação da nova fase, criou um conselho de administração, que tem entre os membros independentes o executivo Jean Duboque, ex-presidente do Carrefour no Brasil.

Só para o ano que vem, o MGB precisa de quase 100 milhões de reais para executar seu plano de expansão nacional, o dobro da média anual investida. Vai incluir duas novas bandeiras –— o Gigafruti, primeira rede de atacarejo de hortifrúti, e o Giga Compacto, com metade do tamanho de lojas do Giga (hoje elas têm até 7 000 metros quadrados). Por Maria Luíza Filgueiras Leia mais em exame 20/10/2017



“As startups e as corporações estão aprendendo a fazer negócios juntas”

Para que os programas de corporate venture funcionem, é preciso vencer as diferenças culturais entre os dois tipos de empresa, diz Bruno Stefani, gestor de inovação sênior na Anheuser-Busch InBev

“Hoje existem programas que canibalizam as startups e outros que ajudam os os empreendedores a crescer. Fazemos parte do último grupo.” A afirmação de Maurício Martinez, gerente de pesquisa e desenvolvimento da Porto Seguro, foi feita durante o terceiro dia do Festival de Cultura Empreendedora, que acontece no CO.W. Berrini, em São Paulo. O tema do encontro foram as relações delicadas entre grandes corporações e startups. “Na aceleradora da Porto Seguro, a Oxigênio, a intenção é fazer com que as startups cresçam. Não queremos que eles saiam de lá dizendo: ‘Eu vendi a minha alma para o diabo’”, disse Martinez.

O crescimento dos programas de corporate venture no país ocupou o centro das discussões. Para as startups, uma das principais vantagens desse tipo de iniciativa é o acesso aos clientes e aos canais de distribuição das grandes companhias. Mas o preço pode ser caro: há quem diga que o excesso de regras e burocracia das corporações pode sufocar as startups.
“As empresas que aceleramos não seguem as regras internas da Porto”, disse Martinez. “Não há nenhuma burocracia. Tudo o que pedimos é que fiquem com a gente nos primeiros três meses e que nos deem o direito da primeira recusa. Não faria sentido pedir exclusividade. Esse tipo de exigência mata as startups no berço.”

Para Bruno Stefani, gestor de inovação sênior na Anheuser-Busch InBev, é possível encontrar um equilíbrio entre as necessidades das startups e os desejos das corporações. “Muitas vezes temos novas ideias, mas não há ninguém para executá-las. Daí vou em busca de startups que possam resolver nosso problema. Para eles, essa é uma oportunidade de crescer mais rápido. É um fit perfeito.” Mas, para que a relação seja produtiva, é preciso vencer as diferenças culturais entre as duas organizações. “Os programas de corporate venture ainda estão dando os primeiros passos no Brasil. Estamos aprendendo a fazer negócios juntos. Problemas acontecem, mas o potencial dessa associação é enorme.”

Em busca de startups
Uma das estratégias da Ambev para conquistar startups é promover hackathons, competições em que jovens empreendedores são chamados a resolver um desafio específico. “Os vencedores têm 18 anos, em média. Em um mundo cada vez mais novo, precisamos de pessoas jovens, com ideias novas”, diz Stefani. Entre as empresas aceleradas pela corporação, está a Truck Tracking, que monitora o transporte feito por caminhões, a Zé Delivery, que faz entregas em casa, e a Reveja Breja, um app que mostra os bares preferidos pelos amigos do usuário. “Não damos preferência a nenhum setor. Podem ser iniciativas ligadas ao copo ou ao campo, ou qualquer outra coisa no caminho.”

Na Oxigênio, o número de startups aceleradas já chega a 24. “Estamos tendo sucesso na atração de startups. Elas estão entendendo que é o programa é um bom caminho para potencializar e expandir o negócio”, diz Martinez. Entre os cases de sucesso, ele destaca a Events, que foi responsável por toda a organização hoteleira do Rock in Rio. “Hoje, o valuation da startup é 15 vezes maior do que era quando entraram no programa”, disse. “A empresa é formada por jovens mineiros entre 20 e 30 anos, com uma agilidade, uma força de transformação que você não encontra normalmente numa corporação. Essa é a grande vantagem desse tipo de programa: juntar a disciplina de uma grande organização com a energia que os jovens trazem.”

O que aconteceria se várias corporações se unissem para acelerar hubs de startups? “Eu não teria problema com isso”, diz Martinez. ‘Para nós, seria um prazer fazer projetos em conjunto com o Cubo, que conecta as startups com o banco Itaú, por exemplo. Mas esse tipo de parceria não é comum. É difícil mudar o mindset das empresas, que estão sempre preocupadas com a concorrência, e com resultados a curto prazo. “No longo prazo, faz sentido as empresas se unirem para criar um macro ecossistema, em vez de vários micro ecossistemas”, diz Stefani. É um processo mais difícil, mas vamos chegar lá.” Leia mais em epocanegocios 21/10/2017



“O investidor valoriza o controle financeiro”

Liao Yu Chieh, fundador da Idea9, contou no Festival de Cultura Empreendedora como conquistou 18 investidores-anjo

A startup Idea9, de tecnologia da educação, captou R$ 1,6 milhão em investimento-anjo antes mesmo de ter fechado seu primeiro contrato com clientes. Dezoito investidores aportaram no negócio, e três ficaram em lista de espera. O empreendedor Liao Yu Chieh usou a sua experiência como professor de mercado financeiro do Insper para estruturar um planejamento financeiro sólido – e demonstrar o potencial de crescimento do negócio.

Em 2016, Chieh fazia treinamentos in company e prestava consultoria. “Eu gastava 95% do tempo fazendo relacionamento e prospecção com clientes. Apenas 5% eram gastos com aulas”, disse ele em palestra no Festival de Cultura Empreendedora, hoje (21/10), em São Paulo. O professor decidiu então criar um modelo de negócio que permitisse a ele se concentrar mais na educação e menos nos processos de venda dos cursos.

A construção dessa nova proposta começou pela modelagem financeira. “Nós abrimos o Excel e calculamos quanto era preciso vender e cobrar de cada empresa, quantos alunos seria necessário ter. E as contas não envolveram só o dinheiro. Também olhamos para o operacional: quantos cursos, professores e funcionários tornariam o negócio viável”, afirma Chieh. Todas essas contas precisavam levar a um resultado: o lucro.

Ao longo de cinco meses, o empreendedor conversou com cem pessoas, entre executivos de recursos humanos, potenciais investidores e pessoas com perfil para ser usuário final do negócio. “Em junho de 2017, o produto não tinha nada a ver com a ideia que havíamos tido em janeiro. O core, que era oferecer educação executiva por assinatura, se manteve. Mas o resto ficou diferente.” A cada três ou quatro dessas conversas, Chieh voltava para a planilha financeira e recalculava o impacto de uma mudança no modelo de negócio.

O resultado de todo esse planejamento foi uma plataforma que teria como cliente principal as empresas. As grandes companhias pagariam uma mensalidade para que seus funcionários tivessem acesso a todos os cursos de educação executiva oferecidos pela Idea9 – o profissional teria de pagar uma pequena taxa por curso, como se faz em planos de saúde coletivos com coparticipação.

Depois disso, a empresa foi apresentada para potenciais investidores e conquistou R$ 1,6 milhão em aportes. O modelo de negócio e a reputação que Chieh já possuía no mercado atraiu os anjos, claro. “Mas não cheguei do nada, disse que tinha uma ideia genial e pedi R$ 1 milhão. Foi um processo de refino de planilha”, afirmou o empreendedor. A Idea9 está fechando seu primeiro contrato corporativo.

Ponto de equilíbrio
Chieh destacou que sua empresa terá prejuízo até 2019. Para ele, é importante operar no negativo, fazendo investimentos, para que o negócio consiga atingir patamares mais altos depois. “Você não deve trabalhar visando a um break even rápido. O break even rápido pode fazer com que o seu negócio seja ameno, morno. A empresa precisa ter um período de ‘curva J’, que cai para depois subir”, disse.

Ele também explicou como faz os lançamentos de gastos feitos pela pessoa física – o pagamento de um Uber, por exemplo – na administração da pessoa jurídica. Ao lançar uma despesa na planilha financeira, ele indica se é contábil (que saiu do caixa da empresa) ou gerencial (do cartão pessoal, por exemplo). Os gastos contábeis e gerenciais, deduzidos das receitas, indicam como está o lucro econômico do negócio. “Faço esse controle todos os dias. No final do mês, vejo como está o lucro econômico. O investidor sabe que faço isso e valoriza essa ação. Eu mostrei para ele que sei executar o negócio.” Leia mais em epocanegocios 21/10/2017



Demanda por ações em “re-IPO” da Vulcabras supera em duas vezes a oferta

A demanda pelas ações da Vulcabras, dona das marcas Azaleia e Olympikus, já supera em duas vezes o número de ações ofertadas na oferta subsequente (follow on), ao se considerar o piso da faixa indicativa de preço, que vai de R$ 8,50 a R$ 10,50.

Como o valor da ação será fixado apenas na terça-feira, dia 24, a demanda deve crescer. Essa será a reestreia da companhia na Bolsa brasileira, visto que hoje a empresa praticamente não possui liquidez. Procurada, a Vulcabras não comentou. Leia mais em colunadobroad.estadao 22/10/207



Redes de ensino e fundos disputam ativos de ensino básico

Escolas de ensino infantil, fundamental e médio estão no radar para fusões e aquisições, após a onda de aquisições de universidades.

Além de gigantes como a Kroton, miram o setor gestoras como Carlyle, Vinci e Educas, que têm prospectado escolas no sul, sudeste e centro-oeste do País.

O segmento conta ainda com nomes de peso como a Eleva, holding de educação básica do Gera Venture Capital, do bilionário Jorge Paulo Lemann, e a SEB, de Chaim Zaher. Procurados, Vinci e Carlyle não comentaram e o Educas não retornou. (Dayanne Sousa) Leia mais em colunadobroad.estadao 22/10/2017



21 outubro 2017

Venda dos ativos da Mabe chega a R$ 70 milhões A Capital, administradora judicial responsável pelo caso, já solicitou R$ 10,7 mi para pagar trabalhadores

A audiência de homologação da venda de ativos da Mabe Eletrodomésticos – que teve a falência decretada em fevereiro do ano passado – arrecadou R$ 70 milhões, que serão destinados ao pagamento dos direitos trabalhistas dos funcionários da companhia. O montante cobre a maior parte dos encargos devidos pela massa falida.

O valor se refere ao melhor lance feito nas aquisição de marcas e patentes da empresa, referente às linhas Dako e Continental. A compradora é a Electrolux. A Mabe, no entanto, recorreu ainda em outubro contra o leilão de seus bens, e aguarda uma decisão final por parte do Tribunal de Justiça.

A audiência de homologação aconteceu nesta sexta-feira, no Fórum de Hortolândia. O juiz André Forato Anhê determinou que o processo de venda dos ativos continue, com o recebimento de propostas para a compra de bens. As plantas industriais de Hortolândia e Campinas, juntas, foram avalias em quase R$ 200 milhões.

A Capital, administradora judicial responsável pelo caso, já solicitou o rateio de R$ 10,7 milhões disponíveis na conta da massa falida para o pagamento de mais encargos trabalhistas.

O processo foi marcasdo por muita tensão e a empresa iniciou um processo de recuperação judicial, na tentativa de resgatar seu próprio equilíbrio financeiro, mas não conseguiu cumprir os compromissos que foram assumidos. Quando a falência foi decretada, dois mil funcionários chegaram a ocupar as fábricas e ficaram nos prédios por semanas seguidas, pressionando pelo pagamento de seus direitos. Leia mais em liberal 21/10/2017

21 outubro 2017



20 outubro 2017

Ultragaz e Liquigás negociam venda de ativo para que Cade aprove união

Para que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprove a união entre Liquigás, pertencente à Petrobras, e Ultragaz, do Grupo Ultra, os interessados negociam a venda de uma fatia de ativos com uma empresa regional do segmento, relataram fontes.

Não se sabe se o remédio teria a proporção necessária para solucionar o problema concorrencial, pois não seria uma fatia muito relevante. Além disso, seria concentrada em uma única região, apurou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado. Procurado, o Grupo Ultra preferiu não comentar.

Em agosto, a Superintendência-Geral (SG) do Cade havia recomendado a reprovação da união entre Liquigás e Ultragaz, justificando que “não há pacote de remédios que enderece de forma adequada todas as preocupações identificadas e que seja igualmente implementável e de fácil monitoramento”, e citando a geração de alta concentração na maioria dos Estados do País e elevadas barreiras à entrada.

A SG escreveu que, no mercado de GLP envasado, a operação ampliará a possibilidade de exercício de poder de mercado unilateral pela empresa que seria criada em todos os estados brasileiros afetados pela operação. A única exceção seria Tocantins. Em âmbito nacional, a participação conjunta observada em 2016 alcançaria 43,2%. Sobre esse segmento, a SG pontuou também que há diversas investigações e condenações por cartel.

No mercado de GLP a granel, constatou-se uma maior possibilidade de exercício de poder de mercado unilateral em 21 das 23 unidades da federação pesquisadas, com exceção de Tocantins e Amazonas. Considerando o escopo nacional, verificou-se uma concentração entre as requerentes de mais de 50% em 2016.

A análise está agora nas mãos dos conselheiros do Tribunal da autarquia. A relatora é Cristiane Alkmin Junqueira Schmidt, citada por fontes que a conhecem como uma conselheira bastante cautelosa e criteriosa.

Comgás

A Comgás acompanha de perto a análise da operação no Cade e já levantou potenciais problemas da união entre Liquigás e Ultragaz. Além disso, a empresa rebateu um dos argumentos de defesa do Ultra, de que é possível a utilização do gás natural como substituto do GLP.

“O gás natural, em razão de suas características técnicas, concorre diretamente com o GLP nas mais variadas aplicações e em diversos segmentos… Contudo, não há paridade de armas entre as distribuidoras de gás GLP e as concessionárias de gás canalizado, considerando que o GLP é de amplo e fácil acesso, ante a distribuição de baixa complexidade (normalmente transportado via terrestre, através de caminhões, que chegam nos mais diversos pontos geográficos dentro da área de atuação da empresa); tem baixo custo de migração; não sofre qualquer tipo de regulação, especialmente de preço; sem mencionar que as distribuidoras de GLP praticam condutas muitas vezes agressivas em termos de preços, outras vezes atuando com preços amplamente inflados, além da imposição de cláusulas contratuais abusivas aos seus clientes”, escreveram ao Cade advogados que representam a Comgás.

A empresa sublinhou também que se impõe grande investimento por parte da concessionária de gás natural para criação de infraestrutura de distribuição de gás canalizado. O documento traz ainda estimativas de custos de trocas do consumo de GLP para o gás natural, tanto no segmento residencial quanto no comercial, e menciona a dependência de características técnicas para a adaptação.

“As distribuidoras de GLP impõem a seus clientes cláusulas contratuais que dificultam o distrato e, consequentemente, a migração. Ainda que o custo do investimento já tenha sido amortizado pelo tempo, em caso de renovação, as penalidades de rescisão são mantidas sem qualquer justificativa”, diz o documento.

Por fim, a Comgás cita problemas que enxerga na união entre Liquigás e Ultragaz. “A operação implicará o aumento de participação de mercado da Companhia Ultragaz ensejando maior poder de barganha frente ao fornecedor do insumo que é comum entre as duas empresas (Comgás e Ultragaz), na medida em que a Ultragaz poderá escalonar políticas comerciais, criando mais barreiras à expansão da infraestrutura de distribuição de gás canalizado, inclusive comprometendo os planos de expansão da concessionária, acordados com agência regulatórias”, diz o documento.

A Comgás conclui que o Cade necessita considerar remédios concorrenciais eficazes, para que haja a possibilidade de aprovação da operação.

Procurada, a Comgás enviou o seguinte posicionamento: “A Comgás é parte interessada no processo para avaliar possíveis impactos no mercado.”Ultragaz e Liquigás negociam venda de ativo para que  Estadão Leia mais em istoe 20/102/2017

20 outubro 2017



Veirano lidera mercado de M & A em setor de tecnologia

O escritório Veirano liderou, no ano até setembro, o mercado de fusões e aquisições (M & A, na sigla em inglês) no setor de tecnologia, segundo dados do TTR. No período acumulado, a banca conduziu 13 operações, totalizando R$ 636 milhões.

Entre as principais transações assessoradas pelo escritório no intervalo estão as compras da ATTPS Tecnologia pela Senior Solution e da R3 CEV pela InovaBRA. Leia mais em colunadobroad.estdao 20/10/2017



Caos Group anuncia a compra da marca Indico

A CAOS GROUP, empresa de participações americana, controladora da CAOS Data Solutions, anunciou a aquisição da marca INDICO, agência especializada em database marketing com mais de oito anos de atuação no mercado de marketing de relacionamento. A multinacional adquiriu a marca registrada e os domínios de internet para ampliar a sua capilaridade nos mercados da América Latina e Europa. A empresa passa a se chamar INDICO Data Innovation.

De acordo com Mauro Mercadante, diretor executivo da INDICO Data Innovation, a compra da marca, além de ajudar no cumprimento da meta agressiva de crescer 110% em 2018, é extremamente importante, pois fortalece todo o processo comercial. “Isso se deve, principalmente, ao fato de a INDICO acumular experiência e já contar com um nome forte no mercado brasileiro. A estrutura tecnológica da CAOS somada ao reconhecimento da INDICO acelerará a geração de soluções e produtos inovadores para as principais empresas do Brasil e do mundo”, afirma.

A projeção de faturamento para 2017 é de R$ 10 milhões e, para 2018, a empresa espera ultrapassar a marca de R$ 20 milhões. Além desta meta, o importante é a gama de produtos e serviços que estão sendo preparados para apoiar as cifras.

Como a CAOS Data Solutions já possui operação no Vale do Sílicio, região norte-americana conhecida por ser uma incubadora de inovação, será possível agregar novas tecnologias e produtos para os clientes. Por isso, como parte do pacote de novidades que será anunciado ao mercado, a INDICO Data Innovation se prepara para lançar o maior programa de fomento e incentivo à educação, com estimativa de apoiar mais de 1 milhão de estudantes de todas as classes sociais já no primeiro ano de vida.

O novo grupo conta ainda com a agência LEFT, composta pelos sócios da BlackOffice, agência de publicidade e mídia, que reforça a entrada da INDICO Data Innovation no mercado publicitário. O grupo também investiu e está acelerando a empresa DJOOL, o primeiro aplicativo de compartilhamento de internet do Brasil que deve mudar o mercado de tecnologia nos próximos meses. Leia mais em Adnews 20/10/2017



Operadora do Burger King no Brasil pede registro para IPO à CVM

A BK Brasil, operadora da rede de fast food Burger King no país, apresentou nesta sexta-feira pedido para uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) com distribuição primária e secundária, conforme propospecto preliminar enviado à Comissão de Valores Mobiliários.

Os controladores Vinci Capital Partners Investimentos e Montjuic Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia serão vendedores na oferta secundária, assim como a Sommerville Investments.

O Banco Itaú BBA será o coordenador líder da oferta. (Por Bruno Federowski e Tatiana Bautzer) Reuters Leia mais em dci 20/102/2017



Wiser Educação voltará às aquisições em 2018

O grupo Wiser Educação, que reúne as empresas de idiomas Wise Up e Number One, e a escola de negócios on-line MeuSucesso.com, investe na expansão das lojas de franquia da Wise Up, enquanto
franquia da Wise Up, enquanto absorve a aquisição da rede de cursos Number One. Leia mais em valoreconomico 20/10/2017



Grupo Irlandês compra parte da goiana Isoeste

A empresa goiana Isoeste, com sede em Anápolis, vendeu participação ao grupo irlandês Kingspan. A empresa goiana é líder América do Sul em soluções isotérmicas e conservação de energia voltadas para construção civil. No site da empresa, já consta a marca das duas empresas. A negociação já está fechada há algumas semanas, mas foi divulgada hoje.

Em comunicado conjunto, a nova empresa, que passa a se chamar Kingspan Isoeste, não dá detalhes da transação, mas reforça que as empresas somam forças e experiência, com perfis semelhantes, para desenvolver ideias e produtos.

Desde 2015, o grupo irlandês busca oportunidades de negócios no mercado brasileiro. A empresa concluiu fusões de seus negócios em vários países da Europa e Oceania e, naquele ano, registrou um faturamento de 1,8 bilhão de euros.

Isoeste - A Isoeste Construtivos Isotérmicos fabrica telhas e painéis térmicos, há mais de 30 anos no mercado de construção civil. A empresa produz mais de 18 milhões de metros quadrados de painéis e mais de 10 mil portas por ano. Hoje com 6 unidades fabris espalhadas pelo País de forma estratégica a empresa atende todo o Brasil e América Latina. Suas unidades estão situadas em Anápolis (GO), São José dos Pinhais (PR), Várzea Grande (MT), Castanhal (PA) e a mais recente unidade em Vitória de Santo Antão (PE).  Leia mais em LeandroResende 26/09/2017

Kingspan comprou  51% da Isoeste

Segundo o britânico Independente.ie a empresa europeia, com sede em Cavan (Irlanda), comprou 51% da Isoeste, que tem 630 funcionário e deve ter receita de R$ 500 milhões neste ano.

O valor da operação ainda não foi divulgado. Gene Murtagh, CEO da Kingspan, comentou: “Juntamente com os nossos investimentos recentes na Colômbia e no México, esta aquisição coloca firmemente a Kingspan na posição de liderança do mercado em toda a América Latina, com uma forte plataforma para expansão na região.” Leia mais em LeandroResende 27/09/2017
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Kingspan acquires Brazilian insulated panel company

Kingspan has acquired a 51% controlling share in the Brazilian company , Isoeste Construtivos Isotérmicos S.A. (Isoeste).

Isoeste is the leading insulated panel manufacturer in Brazil with over 630 employees and operating on four separate sites. It has forecast sales of approximately €134 million for 2017.

Discussing the acquisition Gene Murtagh, CEO of Kingspan, said, “We are delighted to create this partnership with the founders of Isoeste”. He also added that the partnership will help the company establish itself in the Latin and South American areas.

This acquisition firmly places Kingspan in a market leading position across Latin America.

“Together with our recent investments in Colombia and Mexico, this acquisition firmly places Kingspan in a market leading position across Latin America, with a strong platform for further expansion in the region,” he said.

This is the latest acquisition contributing to Kingspan’s global expansion.
Kingspan is a global leader in innovative, high performance insulated panels. Delivering high quality, low-energy, fire-safe buildings that deliver more for investors, builders and occupiers is what drives Kingspan people globally. Leia mais em kingspan 03/10/2017







Empresas de orgânicos se fundem e criam grupo de R$ 9 milhões

Para 2018, a expectativa é chegar aos 15 milhões em faturamento.

O mercado de produtos orgânicos no Brasil tem crescido mesmo em tempos de crise econômica. Porém, a maioria das empresas do setor é muito pequena, o que dificulta a competição com gigantes da alimentação tradicional.

Para se fortalecerem nesse cenário, duas empresas tradicionais do segmento resolveram juntar as escovas de dentes: a Monama, que produz snacks orgânicos, e o Empório da Papinha, que, como o nome já diz, é focada em comida para crianças feita com ingredientes orgânicos. Segundo o grupo, essa é a maior fusão do setor no Brasil.

Juntas, as empresas devem fechar 2017 com um faturamento de 9 milhões de reais. Para 2018, a expectativa é chegar aos 15 milhões. O plano super otimista se deve ao histórico da Monama, que chegou a faturar 11 milhões de reais em 2015, mas no ano passado fechou com 7 milhões e deve faturar não mais que 5 milhões neste ano, após problemas de gestão.

“Estamos com um plano bem agressivo de marketing, para retomar o faturamento que a Monama já teve no passado”, afirma Rafael Mendonça, agora CEO das duas empresas, que por enquanto mantém seus nomes originais. Ele já estava à frente do Empório da Papinha e agora assume a gestão também da Monama.

Ambas as empresas foram fundadas em 2008, quando os alimentos orgânicos ainda não tinham a popularidade que possuem hoje no Brasil.

Criada pela empresária Camila Fortes, a Monama se especializou em oferecer ao cliente opções de snacks como barras de cereal e cookies, além de buscar trazer novidades para o consumidor brasileiro, como o óleo de coco (que virou moda entre os amantes da comida saudável há algum tempo). A novidade mais recente da marca é o leite de coco em pó, que serve de opção para quem quer substituir o leite de vaca.

Já o Empório da Papinha foi fundado por Maria Fernanda de Rizzo, que teve a ideia do negócio depois que se tornou mãe e percebeu que não havia opções de papinhas orgânicas no mercado. A marca tem hoje 41 lojas licenciadas e oferece produtos para crianças de 6 meses a 8 anos. Em 2017, espera faturar 4 milhões.

Com a fusão, os produtos Monama também devem ser oferecidos nessas lojas, e a marca de snacks deve produzir itens focados especialmente em crianças e mães em busca de uma alimentação mais saudável.

Do outro lado, o Empório da Papinha vai passar a fabricar seus produtos na fábrica da Monama, que fica em Itupeva (SP). “Isso deve diminuir nossos custos. Também fizemos um corte de funcionários e fornecedores”, afirma o CEO. Após a fusão o grupo passou de 67 para 55 funcionários. Redução de custos:Veja com a SONDA como o cloud pode ajudar sua empresa Patrocinado
Estimativas do setor de orgânicos no Brasil indicam que o segmento tem crescido a taxas de 30% ao ano por aqui, mas não existem números confiáveis a respeito por aqui. Nos Estados Unidos, os orgânicos movimentaram nada menos que 50 bilhões de dólares no ano passado.

“Aqui não existe muita organização entre as empresas de orgânicos. Acreditamos que com a fusão vamos ter mais força para bater de frente com o mercado de alimentos convencionais”, afirma o CEO. Por Mariana Desidério  Leia mais em exame 20/10/2017



Aplicativo Lyft, concorrente do Uber, capta US$ 1 bilhão

O aplicativo de transporte Lyft, um dos principais concorrentes do Uber, captou US$ 1 bilhão em uma rodada liderada pela CapitaG, unidade de investimentos das Alphabet, dona do Google.

Até agora, a Lyft já levantou US$ 3,61 bilhões.... Leia mais em valoreconomico 20/10/2017



Saneago contrata bancos para abertura de capital

A Saneago, empresa de saneamento do estado de Goiás, contratou um sindicato de bancos para realizar sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). A ideia é de que com uma operação secundária, que é aquela em que se coloca na mesa ações detidas pelo acionista, o governo do Estado consiga algum recurso para seu caixa. Uma oferta primária, com o dinheiro entrando na empresa para viabilizar investimentos, também irá ocorrer.

O objetivo é que, mesmo com a operação, o governo siga como acionista controlador da companhia. Para a oferta, programada para ocorrer até o início de 2018, foram contratados Banco do Brasil, Citi, Santander e JPMorgan. No ano passado, a receita da companhia foi de R$ 2,1 bilhões, alta de 22% ante 2015. Procurada, a Saneago não comentou.  - O Estado de S.Paulo Leia mais em portalnewsnet 20/10/2017



Fundo soberano mira oportunidade em startup

Ibrahim Ajami reconhece que está preocupado com as altas avaliações das ações de "startups" de tecnologia.

 Mas não a ponto de demovê-lo de pôr mais US$ 600 milhões em capital de risco para render - sem falar nos US$ 15 bilhões já injetados por seu fundo no setor no ano passado. Leia mais em valoreconomico 20/10/2017



Brink's investe em startups em busca de novas fontes de receita

 A Brink's, uma das maiores empresas de segurança do país, vai investir R$ 640 mil este ano em um projeto para estimular startups a desenvolver sistemas  e produtos para segurança.

A iniciativa, que será anual, integra os planos da unidade Brink's Tech, lançada em março com objetivo de diversificar a carteira de serviços e fontes de receitas da companhia, que quer ter cerca de 10% do faturamento vindos de novos negócios.... leia mais em valoreconomico 20/10/2017



Prologis assume 100% no Brasil

Desde agosto, a americana líder mundial no mercado de galpões logísticos possui 100% das ações da sua então parceira Cyrela... Fonte:Revista Logistica Leia mais emportal.newsnet 18/10/2017



19 outubro 2017

Neoenergia retoma oferta de ações

Depois de chegarem a um acordo sobre o valor que vão atribuir à Neoenergia, os sócios da companhia elétrica vão retomar o processo de abertura de capital da empresa na bolsa de valores, segundo o Valor apurou com duas fontes.

No começo de outubro, o IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês) foi adiado depois que Banco do Brasil (BB), Previ (fundo de pensão dos funcionários do BB) e Iberdrola não chegaram a um consenso sobre o valor das ações a serem colocadas à venda.

O início deste mês era o prazo final para a realização da oferta com a apresentação das demonstrações financeiras do segundo trimestre aos investidores. Agora, a Neoenergia vai esperar a divulgação dos números do terceiro trimestre, prevista para acontecer em novembro, antes do dia 9, para retomar a transação.

Depois de sondagens iniciais com investidores, a recomendação dos bancos coordenadores da oferta foi atribuir um valor abaixo daquele que alguns acionistas esperavam conseguir.

Segundo o Valor apurou, depois das discussões, os sócios agora chegaram a um acordo para levar a operação a mercado com um piso em torno de R$ 16 bilhões a R$ 17 bilhões. Com isso, a empresa espera conseguir atrair uma demanda suficiente de investidores para elevar o preço dos papéis.

Alguns acionistas preferiam já ter lançado a oferta de ações para não correr o risco de concorrer com o IPO da BR Distribuidora, o que pode dispersar mais os investidores. A controlada da Petrobras pretende abrir o capital até o fim deste ano.

A oferta de ações da Neoenergia tem como objetivo criar liquidez para seus dois acionistas minoritários, BB e Previ. Além disso, a companhia elétrica busca captar recursos novos para realizar investimentos em negócios ainda não detalhados na minuta do prospecto do IPO.- Valor Econômico Leia mais emportal.newsnet 19/10/2017

19 outubro 2017



Oi procura seis startups para incubar e investir até R$ 150 mil

Iniciativa faz parte do primeiro programa no espaço de inovação que a companhia pretende inaugurar ainda este ano no Rio de Janeiro

 Oito terá capacidade para abrigar 78 empreendedores
 Empreendedores que queiram ter como sede por até um ano o novo espaço de inovação da Oi, chamado Oito, podem se inscrever para o primeiro programa de incubação da companhia, que vai selecionar até seis empresas nascentes e investir até R$ 150 mil em cada uma delas.

Os aportes terão como contrapartida até 10% de participação em cada selecionada. Os empreendedores ficarão no Oito, o coworking da Oi que será inaugurado ainda neste ano no Rio de Janeiro.

A oportunidade é voltada para empreendedores com soluções para quaisquer áreas. "Vamos pegar qualquer serviço que nós achamos que seja essencial, mas claro que se for útil para os negócios da Oi é melhor", explica o diretor de estratégia da operadora de telefonia, Nuno Cadima.

Inicialmente, 18 empresas nascentes serão selecionadas para um processo de pré-incubação de 30 dias. As seis com melhor desempenho nesse período serão selecionadas para continuarem no programa.

Outras iniciativas

Além do programa de incubação, a Oi vai atuar com outras duas vertentes: a aceleração e o IoT Lab. No primeiro caso o foco será nas empresas mais maduras. O objetivo é facilitar a troca de experiências com as outras companhias incubadas.

Nesse caso, as startups maduras vão pagar para serem incubadas. "Será mais barato que o mercado e terão eventos recorrentes no local", garante Cadima. Inicialmente essas empresas não receberão investimento.

O Oito terá capacidade para abrigar 78 empreendedores e fica na zona sul do Rio de Janeiro, no bairro de Ipanema.

O IoT Lab é um laboratório para as startups testarem suas soluções. Além das incubadas, outros empreendedores também poderão se candidatar para usar o local, no Leme, zona sul do Rio.

Em parceria com a Nokia, o espaço conta com apoio técnico de ambas as empresas. O responsável por novos produtos da Oi, Bernardo Estefan, diz que as startups que passarem pelo IoT Lab também poderão receber investimento.Raphael Ferreira Leia mais em dci 19/10/2017



Quero investir em startups!

Um passo a passo para ajudar quem quer se tornar um investidor anjo

A moda agora é investir em startups. Praticamente toda semana eu recebo uma mensagem de alguém perguntando o que deve fazer para se tornar um investidor-anjo. Tentei colocar nessa coluna os principais pontos que venho discutindo com esses amigos e conhecidos, pensando que talvez possa ser útil para outras pessoas que desejam entender melhor como funciona esse ecossistema de investimento de risco em empresas early stage do país.

Primero de tudo, vamos a um conceito: o investidor-anjo é alguém que aloca seus recursos pessoais em uma empresa em estágio inicial que, muitas vezes, é apenas uma boa ideia ou que está começando a faturar os primeiros reais. Em sua maioria, eles são profissionais que já empreenderam ou que têm uma grande experiência em um determinado setor da economia. Os investimentos costumam variar de R$ 10 mil a R$ 1 milhão. Eles normalmente entram juntos ou logo após aquele dinheiro que é levantado pelo empreendedor junto a familiares e amigos. De certa forma, a chegada do Anjo é o primeiro passo do processo de “profissionalização” da startup.

Dito isso, a pergunta número 1 que faço a alguém que deseja se tornar um Anjo é bem simples: por quê? Qual é o seu objetivo com isso? A resposta pode parecer óbvia, mas é interessante dizer que nem todo mundo quer se tonar um investidor com objetivo exclusivo de lucrar com esse tipo de operação. Para ser mais preciso, existem dois tipos de motivações:

1. Sim, é claro, existem aqueles que respondem que querem ganhar dinheiro. Diante de um cenário de Selic cada vez mais baixa, algumas pessoas estão atrás de alternativas de investimento e entendem que as startups podem ser esse caminho por seu incrível potencial de retorno;

2. Mas existem também aqueles que querem, de alguma forma, fazer parte deste fascinante universo. Não estão tão preocupados com a rentabilidade, querem, na verdade, contribuir com as empresas, apoiar o crescimento do ecossistema, estar perto dos empreendedores ou apenas conhecer a lógica dessa tal Nova Economia.

Confesso que gosto mais do segundo grupo. Não sou um romântico, longe disso. Estou tentando ser realista. Preste muita atenção. É muito pequeno o percentual de pessoas que irão investir em startups por contra própria e ganhar algum dinheiro com isso. Tem sempre aquele sujeito que assiste o filme da história do Facebook e já fica imaginando como vai gastar seus milhões com o IPO da startup que acabou de descobrir. Por um motivo óbvio, nunca são feitos filmes sobre todas as startups que não deram certo. Mas talvez devessem.

Investimento de risco

Uma pesquisa conduzida por um professor da Harvard Business School tentou colocar um número nessa realidade: 75% das startups que recebem investimento fecham as portas sem dar retorno aos seus investidores. Nenhum retorno, nada, zero. Por isso, aqueles que querem investir em startups precisam entender, antes de qualquer coisa, que esse é um investimento de altíssimo risco.

É claro que algumas vezes dá certo – e então os retornos podem ser estratosféricos. É conhecida a história de que o cantor Bono Vox teria ganho mais dinheiro no IPO do Facebook do que em toda sua carreira à frente do U2. Em seis anos, seu fundo, o Elevation Partners, teria ganho cerca de US$ 1,5 bilhão com a rede social mais famosa do globo ou 50% a mais do que seu patrimônio acumulado com a música. São esses casos que incentivam cada vez mais pessoas a investirem em startups. Mas, de novo, não será fácil ficar rico assim.

Quando alguém investe em uma empresa, esse investidor e o empreendedor se tornam sócios. Isso porque o fundador da startup concorda em abrir mão de um percentual do seu negócio em troca do capital. Ele precisa desse dinheiro para estruturar seu crescimento.

Ok, por onde começo?

Se após ler esse disclaimer, você ainda tem interesse em seguir adiante, queria dizer que hoje existem basicamente três maneiras de investir em uma startup no Brasil. A primeira delas é avançar por conta própria. Em algum momento, você conhece um grupo de garotos(as) que querem criar um negócio, vê potencial naquilo e deseja alocar parte dos seus recursos pessoais para apoiá-los. Este tipo de movimento é mais recomendado para pessoas que já têm alguma experiência com investimento ou com startups. O risco é proporcional ao prêmio. Mas aquele que decide ir sozinho deve lembrar que terá de encontrar uma startup, fazer uma avaliação do negócio e dos empreendedores, entender o mercado de atuação, validar a proposta de valor, olhar para o financeiro e definir valoração da companhia, entre outras tarefas – tudo sozinho. Se já é difícil para quem ganha a vida fazendo isso, imagine para um aventureiro?

É por isso que cada vez mais gente tem escolhido não seguir sozinho e partir para a segunda opção, que é investir em conjunto com investidores-anjo profissionais, associações de investidores-anjo e sindicatos de investidores. São entidades capazes de dar todo o suporte para quem quer entrar nesse mundo, mas tem pouco conhecimento. É claro que isso tampouco é garantia de retorno. Por isso, antes de se associar a uma dessas entidades, tente aprender o máximo possível sobre ela. Pesquise quem são seus fundadores, entenda que tipo de startup eles buscam, conheça seu portfólio e, se possível, converse com gente que já figura entre os investidores. Isso deve ajudar na sua decisão.


Mais recentemente, a instrução 588 da CVM regulamentou uma prática conhecida como equity crowdfunding que abriu um novo filão. É a terceira maneira de se tornar um investidor-anjo. Simplificando ao máximo, o equity crowdfunding é uma plataforma de financiamento coletivo. As startups apresentam seus projetos e dizem quanto dinheiro precisam e de qual percentual estão dispostas a abrir mão. Os investidores que acreditam na proposta colocam seus recursos numa espécie de “vaquinha virtual” e se tornam sócios daquela empresa. A parte mais legal é que, com apenas R$ 1 mil, você já pode se tornar um investidor.

Perspectiva financeira e legal

Qualquer que seja a forma escolhida para se tornar um investidor, é preciso tomar alguns cuidados. De novo, trata-se de um investimento de risco e é possível que se perca 100% do valor investido. Não há garantias. Por isso, inicialmente a recomendação é que se assuma um risco calculado, investindo um valor que não seja tão representativo. Aquele famoso dinheiro que não vai fazer falta se for perdido. Segundo, é importante entender que esse é um investimento de médio/longo prazo. Se você está buscando retorno imediato, esse não é seu lugar. Por fim, é possível que a startup em que você investiu tenha um grande valor no papel, mas que não seja possível sacar esse dinheiro. Os investidores normalmente só conseguem reaver o valor investido nos chamados eventos de liquidez, uma venda ou uma nova rodada de investimento. Quer dizer, seu dinheiro pode ter se valorizado, mas talvez não haja liquidez em um determinado momento.

São necessários ainda uma série de cuidados na perspectiva legal. "A escolha do modelo jurídico de investimento é tão importante quanto a escolha da startup em que o investimento será feito. A escolha do modelo errado pode criar riscos patrimoniais para o investidor ou comprometer substancialmente o valor do retorno, mesmo em casos de sucesso", diz Luis Felipe Baptista Luz, sócio do Baptista Luz Advogados, escritório especializado em investimentos em startups, internet e tecnologia.

Se você leu esta coluna até aqui, não posso encerrar sem deixar algumas dicas práticas que podem te ajudar na hora de tomar uma decisão de investimento. Se eu pudesse dar apenas três dicas a futuros investidores-anjo, elas seriam:

1. Você investe em pessoas
Gaste um bom tempo conhecendo os fundadores da startup com que você está conversando. Avalie seus pontos fortes e fracos. Veja se eles são complementares em termos de habilidades. Conheça seus históricos. Tente analisar sua capacidade de resolver problemas e tomar decisões rápidas em situações complexas. No fim do dia, é nas pessoas que você está investindo.

2. Empreendedores precisam mais do que apenas dinheiro
No estágio de investimento-anjo, as startups vão precisar de muito mais do que capital. Eles vão precisar do seu cérebro. Invista no que você conhece. Avalie se você tem tempo e condições de ajudar aquela startup com seu conhecimento do setor, experiência ou sua rede de contatos, por exemplo. Dinheiro é commodity, é todo o resto que vai fazer a diferença.

3. Planeje seu investimento
É muito difícil acertar investindo em uma única empresa. Por isso, a recomendação é que se faça mais de um investimento para aumentar suas chances de ser bem-sucedido. Além disso, para não ter sua participação muito diluída, é importante que se tenha um dinheiro extra guardado se quiser continuar apostando nas rodadas subsequentes. Se você está no carro certo, não vai querer descer no meio da estrada.

Por fim, tem que haver afinidade entre investidor, empreendedor e propósito do negócio. Sabe aquele clique? Ele precisa acontecer. Sem isso, fica difícil avançar. Lembre-se que um investidor é alguém que irá conviver com fundadores, estar a seu lado nos momentos difíceis e ralar muito para fazer aquela startup dar certo.

Boa sorte com seus investimentos! *Renato Mendes é sócio da Organica, professor de Marketing Digital do Insper e mentor Scale Up da Endeavor Brasil. Leia mais em epocanegocios 19/10/2017



Incubadora do Itaú já recebeu mais de 70 startups, que captaram R$ 150 milhões

Localizado em São Paulo, Cubo está em reformas para quadruplicar de tamanho

Há mais de dois anos, em setembro de 2015, o Itaú liderou a criação de um dos locais mais inovadores no ecossistema empreendedor brasileiro. O Cubo, nome escolhido em função do formato do prédio, já recebeu mais de 1400 eventos, cerca de quatro por dia, e 650 pessoas frequentam o espaço diariamente. Por conta desse sucesso o banco decidiu ampliar o espaço, que vai crescer de tamanho quatro vezes.

Em parceria com a investidora Redpoint eVentures, o Itaú tomou a decisão de criar um espaço de inovação aberta para "eventualmente fazer parceria, testar tecnologia que a gente não tem e estar perto desse universo de startups", explica Lineu Andrade, diretor do Itaú Unibanco responsável pelo Cubo.

Depois de citar alguns números expressivos dos dois anos do espaço - lá foram incubadas 74 startups, que captaram mais de R$ 150 milhões em investimentos e geraram mais de mil empregos -, Andrade diz que a proposta de coworking deu muito mais certo do que a companhia imaginava.

A ampliação do Cubo vem para suprir essa demanda crescente. "A gente era obrigada a recusar boas equipes por falta de espaço", lamenta Andrade. Apesar de também ficar na Rua Casa do Ator, em São Paulo, o novo prédio terá espaço para abrigar até 210 startups, número quatro vezes superior ao atual.

Crescimento

No novo espaço, com previsão de abertura no primeiro semestre de 2018, o Itaú também vai criar outras formas de trabalhar com as startups. Uma delas é colocar o foco das empresas nascentes em cinco setores: saúde, educação, fintech, varejo e indústria 4.0.

O Cubo deve contar também com mais parceiros institucionais. A varejista japonesa Daiso, por exemplo, vai colocar equipamentos para as startups testarem suas hipóteses.

Com o aumento do tamanho, mais pessoas também são esperadas diariamente no local. Segundo Andrade, o número de visitantes diários deve saltar de 650 para duas mil pessoas.

Uma nova iniciativa que foi apresentada no mês passado foi o Cubo Digital. O dirigente explica que conteúdos e encontros proporcionados no espaço físico serão disponibilizados. "Será uma plataforma para os empreendedores receberem mentorias e se conectarem com outras startups. O foco é para aqueles que estão geograficamente longe do Cubo", diz Andrade.  Raphael Ferreira  Leia mais em dci 19/10/2017



Chery quer vender 50% da fábrica no Brasil

Montadora chinesa espera receber US$ 64 milhões de comprador

A Chery parece finalmente ter se cansado dos seguidos prejuízos no Brasil. Na semana passada, de forma despercebida, a montadora chinesa publicou no site da bolsa de valores de Changjiang, na cidade de Wuhu, onde suas ações são negociadas na China, que pretende vender pouco mais de 50% do controle de sua fábrica brasileira, inaugurada em 2014 em Jacareí (SP) após investimentos que somam US$ 400 milhões. Na declaração enviada à bolsa, a Chery informou ainda que espera obter na transação ao menos 421 milhões de yuan, cerca de US$ 64 milhões, e vai receber propostas até o próximo 7 de novembro.

Controlada pelo governo da cidade de Wuhu e maior exportadora de veículos da China, com 54 mil unidades exportadas nos primeiros seis meses deste ano, a fabricante estatal espera aliviar a pressão financeira negativa exercida nos últimos seis anos por sua subsidiária deficitária no Brasil. Segundo dados informados à bolsa chinesa, em 2016 a operação brasileira da Chery teve prejuízo de 1,1 bilhão de yuan (US$ 166,3 milhões).

Sem rede eficiente, entre o fim de 2016 e o início de 2017 a Chery tentou negociar a transferência de suas operações comerciais para o Grupo Caoa, que desde 2007 fabrica modelos Hyundai em Anápolis (GO) e opera um dos o maiores conglomerados de concessionárias no País com as marcas Hyundai, Ford e Subaru. Mas o negócio não prosperou. Segundo fontes ouvidas na época, os executivos da Caoa consideraram arriscado tomar a frente das vendas de uma marca com reputação desgastada no Brasil. Não há confirmação no momento de que a Caoa tenha retomado o interesse e que seja candidata a comprar participação majoritária na fábrica de Jacareí. Com isso, a Chery segue respirando por aparelhos, com rede que atualmente mal chega a 20 pontos operacionais, bem longe das 108 concessionárias de 2011.

Nem mesmo o novo plano de produtos, que previa o lançamento de três SUVs no mercado brasileiro, conseguiu até agora atrair o interesse de grupos em assumir as vendas da marca chinesa no País. A Chery dizia que iria lançar o SUV compacto Tiggo 2 em abril passado, o que já não aconteceu, e prometeu para 2018 os maiores Tiggo 7 e 9. Até o momento, vende somente as versões hatch e sedã do Celer e o subcompacto QQ, os três produzidos em Jacareí.

Para piorar a situação, a fábrica foi instalada na região que abriga um dos sindicatos de metalúrgicos mais combativos e intransigentes do País, e vem enfrentando sucessivas paralisações de trabalhadores. Desde o início efetivo da produção comercial, em março de 2015, foram promovidas ao menos cinco greves na planta de Jacareí, incluindo a iniciada recentemente, no fim de setembro passado, que já se estende por mais de 20 dias. Em junho, a Chery pôs fim a uma paralisação de 24 horas com a promessa de pagar R$ 6 mil de bônus por trabalhador a título de participação nos lucros e resultados. Desta vez a empresa resiste em ceder ao pedido de reajuste salarial de 9,2%, entre outras reivindicações (leia aqui).

NEGÓCIO INSUSTENTÁVEL

A Chery decidiu em 2011 investir em sua primeira fábrica completa fora do território chinês, com capacidade que poderia atingir 150 mil veículos/ano, como única saída para escapar da sobretaxação de 30 pontos porcentuais sobre o IPI aos carros importados, imposta a partir de 2012 pelo governo brasileiro com o Inovar-Auto, e assim tentar manter o que foi um de seu maiores mercados externos, com 21,7 mil carros vendidos em 2011.

Mas desde então nada deu certo: as vendas foram caindo pela metade ano a ano e seguiram em queda livre até atingir apenas 2 mil unidades em 2016, deixando a planta de Jacareí com ociosidade superior a 95% de sua capacidade de 50 mil/ano em um turno de trabalho. De janeiro a setembro deste ano os emplacamentos de 2,7 mil veículos no Brasil contabilizam crescimento de 140% sobre o mesmo período do ano passado, mas o volume ainda é muito baixo para representar qualquer alívio e manter a fábrica operando com rentabilidade. PEDRO KUTNEY, AB Leia mais em automotivebusiness 17/10/2017




Bracco Imaging adquire a SurgVision e entra no ramo inovador de cirurgia guiada por imagem com fluorescência

A Bracco Imaging S.p.A., empresa global e líder em diagnóstico por imagem, anunciou hoje a compra da SurgVision, uma start-up de alta tecnologia que se dedica a desenvolver uma plataforma de Cirurgia Guiada por Imagem com Fluorescência em tempo real, combinando um meio de contraste direcionado e um dispositivo para a visualização eficiente dos tumores durante os procedimentos cirúrgicos oncológicos.

A cirurgia continua sendo a principal alternativa curativa para a maioria dos cânceres sólidos, mas um desafio sempre presente para os cirurgiões durante esses procedimentos tem sido as limitações da inspeção visual e da palpação digital para fazer a distinção entre tumores e tecidos saudáveis. A Cirurgia Guiada por Imagem com Fluorescência é uma técnica óptica intraoperatória inovadora cujo objetivo é auxiliar os cirurgiões a distinguir tumores de tecido circundante, utilizando um método que combina uma câmera de infravermelho e um meio de contraste. Nesse contexto, a solução direcionada e inovadora da SurgVision deverá trazer imensas melhorias em comparação com os outros produtos e modalidades no mercado devido aos recursos extremamente avançados da sua câmera óptica e à atuação direcionada e altamente sensível do seu novo meio de contraste.

"Com a aquisição da SurgVision, uma das empresas mais avançadas em um campo muito promissor, pretendemos responder a uma necessidade médica relevante e ainda não atendida para os pacientes de oncologia que precisam se submeter a cirurgia para retirada de tumor", disse Fulvio Renoldi Bracco, diretor executivo da Bracco Imaging. "A plataforma da SurgVission nos permite oferecer mais soluções de imagem para os profissionais de saúde no campo da oncologia e reforça nosso compromisso de longa data com o tratamento de pacientes", ele concluiu.  Leia mais em PRNewswire 18/10/2017