20 setembro 2017

Multiplan confirma aquisição de 50,1% do shopping Diamond Mall, do Atlético

Compra será parcelada ao longo de três anos e indexados pela taxa CDI

Atlético receberá R$ 250 milhões por 50,1% do Diamond Mall; valor será parcelado em três anos
O grupo Multiplan confirmou nesta quarta-feira que foi aprovado pelo conselho deliberativo do Atlético a proposta de venda da participação de 50,1% do clube no shopping center Diamond Mall, em Belo Horizonte, para a companhia por R$ 250 milhões.

O Diamond Mall, inaugurado em 1996, foi desenvolvido e administrado desde a sua abertura pela Multiplan, em terreno arrendado do clube pelo período de 30 anos, até novembro de 2026. O custo do arrendamento representa 15% da receita bruta das locações dos espaços do shopping center, e 10% da receita bruta de cessão de direitos.

A negociação contempla a extensão do contrato de arrendamento por mais quatro anos, até novembro de 2030, simultaneamente com a aquisição de 50,1% da propriedade.

O custo do arrendamento será reduzido da participação adquirida de 50,1% ao final do quarto ano após a formalização do contrato. O valor a ser pago pela Multiplan será de R$ 250 milhões, parcelados ao longo de três anos e indexados pela variação da taxa CDI.

Conforme informado pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, a concretização do negócio está sujeito à aprovação da construção da Arena MRV, estádio do Atlético, pelo poder público nas tramitações que ocorrerá ao longo dos próximos seis meses. A obra precisará ser validada pela Câmara de Vereadores de Belo Horizonte, pois exige alterações no zoneamento local. Em seguida, passará por licenciamento na prefeitura. O Broadcast apurou também que o contrato entre o Atlético e a Multiplan não prevê multa por rescisão do contrato caso o projeto acabe barrado.

Em comunicado divulgado nesta quarta, a Multiplan mencionou que o Diamond Mall apresentou, historicamente, um dos maiores desempenhos em vendas do portfólio. No período de 12 meses encerrado em junho de 2017, o shopping center registrou vendas totais de R$ 28,8 mil por metro quadrado, a segunda maior venda nesse quesito do portfólio no período. No final de junho de 2017, a taxa de ocupação era de 98,7%, 100 pontos-base acima da média do portfólio.  Agência Estado Leia mais em mg.superspots 20/09/2017

20 setembro 2017



Ibovespa fecha nos 76 mil pontos pela 1ª vez

O principal índice acionário da B3 fechou nesta quarta-feira no patamar de 76 mil pontos pela primeira vez, com a ponta positiva liderada pelos ganhos de ações da Braskem e da Petrobras, apesar de alguma cautela após o Federal Reserve decidir manter os juros dos Estados Unidos.

O Ibovespa fechou com variação positiva de 0,04 por cento, a 76.004 pontos, o suficiente para renovar a máxima histórica de fechamento pela segunda vez nesta semana.

O giro financeiro somou 12,27 bilhões de reais, acima da média diária para o mês até a véspera, de 10,4 bilhões de reais, com destaque para o movimento do grupo de diagnósticos Fleury, devido ao leilão de seus papéis.

O Fed decidiu nesta quarta-feira manter os juros norte-americanos na faixa entre 1 por cento e 1,25 por cento, mas sinalizou que ainda espera mais um aumento até o fim do ano apesar das recentes leituras fracas de inflação. O banco central dos EUA informou ainda que vai começar a reduzir seu balanço patrimonial a partir de outubro.

"O mercado acaba reagindo à decisão do Fed, mas na verdade ela não trouxe nenhuma grande novidade. A inflação ainda está baixa e eles continuam de olho nisso", disse o gerente de renda variável da H.Commcor Ari Santos, acrescentando que o gradualismo no ritmo de normalização da política monetária nos EUA deve ser mantido.

No front local, o cenário de inflação baixa, corroborado nesta manhã pelos dados do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo e à expectativa de manutenção de cortes de juros ajudou a limitar impactos negativos na bolsa, mantendo o índice em nível recorde.

Apesar do cenário local mais favorável para renda variável, alguma cautela ainda rondou os negócios, diante da espera pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a mais recente denúncia contra o presidente Michel Temer. O julgamento ainda acontecia após o fechamento do mercado e tinha a maioria dos ministros votando pelo envio da denúncia à Câmara. Por Flavia Bohone Leia mais em dci 20/09/2017



Alpargatas anuncia conclusão de venda do controle para Itaúsa e Cambuhy

Companhia pertence a holding J&F e faz parte do plano de desinvestimento da empresa controlada pela família Batista

A Alpargatas anunciou nesta quarta-feira a conclusão da venda de seu controle acionário para a Itaúsa e a Cambuhy Investimentos, no valor de 3,5 bilhões de reais.

Revelada em 12 de julho, a venda do equivalente a 54,2 por cento do capital total da Alpargatas --sendo 85,78 por cento do capital votante e 20,95 por cento das ações preferenciais - pertencente a holding J& f faz parte do plano de desnivelamento da companhia controlada pela família Batista para arcar com multas de 10,3 bilhões de reais oriundas de acordo de eminência firmado entre o grupo e o Ministério Público Federal após um escândalo de corrupção.

A Alpargatas disse em fato relevante que os compradores têm a obrigação de realizar uma oferta pública de aquisição(OPA) das ações com direito a voto de propriedade dos demais acionistas da companhia, detentores de ações ordinárias, de modo a assegurar a tais acionistas o preço no mínimo igual a 80 por cento pago por ação ordinária à J& f. (Por Natália Scalzaretto) Reuters Leia mais em dci 20/09/2017



Google está perto de comprar ativos da fabricante de smartphones HTC, diz Bloomberg

O Google, da Alphabet, está perto de adquirir ativos da fabricante de smartphones taiwanesa HTC, informou a Bloomberg, citando uma pessoa familiarizada com o assunto.

A bolsa de valores de Taiwan disse nesta quarta-feira que os negócios com as ações da HTC serão interrompidas a partir de 21 de setembro devido a um anúncio pendente.

A Bloomberg noticiou no mês passado que a fabricante de celulares disse que estava explorando opções que poderiam ir desde a venda de negócio de realidade virtual até a venda de seu controle.

O Google e a HTC não quiseram comentar o assunto. (Por Munsif Vengattil) Reuters Leia mais em dci 20/09/2017



Nestlé terá de vender marcas para rival menor

Nestlé e Garoto irão se desfazer de marcas Serenata de Amor, Chokito e Lollo

Gigante suíça terá que vender para outras empresas parte dos ativos para finalizar compra da fábrica capixaba

A Nestlé não poderá vender para concorrente de grande porte um pacote de marcas e ativos do qual terá de se desfazer para conseguir, 15 anos depois, que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprove a compra da Garoto. A proibição consta do acordo firmado entre a empresa e o Conselho no ano passado.

O prazo para a venda dos ativos vai até outubro. Segundo fontes que acompanharam as negociações, o pacote inclui os chocolates Serenata de Amor, Chokito, Lollo e Sensação - o detalhamento dos ativos que a empresa terá de vender é mantido sob sigilo.

Com a proibição de que as marcas sejam repassadas para um concorrente de grande porte, fica de fora das negociações a Lacta (do grupo Mondelez), hoje vice-líder de mercado, atrás da Nestlé. A tendência é que os ativos sejam comprados por concorrentes menores, como Arcor e Hershey’s. O comprador terá de ser apresentado ao Cade e aprovado pelo conselho antes da operação.

Modelo de fusão mudou leis

A fusão de Nestlé e Garoto foi firmada em 2002. Dois anos depois, foi vetada pelo Cade, tendo sido suspensa pela Justiça em 2005. Com isso a Nestlé teve de manter separados os ativos da Garoto e ficou impedida de incorporar totalmente a marca.

No ano passado, a Nestlé procurou o conselho para apresentar uma proposta de acordo que possibilitasse dar fim ao processo e à longa disputa judicial. O Cade entendeu que as soluções apresentadas pela Nestlé endereçam todas as questões concorrenciais decorrentes da fusão, com a venda de ativos, plantas e marcas e homologou o acordo em outubro do ano passado, dando prazo de um ano para a venda.

Na época da fusão, a Nestlé tinha 34% de participação no mercado de chocolate do país - ao comprar a Garoto sua fatia chegaria a 58%, contra 33% da Lacta. Mesmo com a entrada de concorrentes, o mercado continuou sendo dominado pelas três empresas 15 anos depois.

O caso Nestlé/Garoto é um dos mais emblemáticos da história do Cade e influenciou o trabalho a legislação posterior. Em 2002, fusões e aquisições eram analisadas depois de o negócio já ter sido fechado. Isso muitas vezes acontecia anos depois da operação, quando as duas empresas já estavam funcionando conjuntamente.

Em 2012, com a nova lei da concorrência, os negócios passaram a ser analisados previamente. Empresas só podem fundir plantas de produção e administrações após o aval definitivo.

Procurada, a Nestlé disse que o processo ainda está em andamento no Cade e corre sob sigilo e, portanto, não poderia comentar o assunto. ESTADÃO CONTEÚDO Leia mais em odia.ig 20/09/2017



“Momento é oportuno para ativos brasileiros”, diz MUFG

O diferencial entre as taxas de juro local e externa e a distância que o Ibovespa tem a percorrer até alcançar seu recorde em dólar são dois atrativos que o investidor internacional tem a considerar quando pensa  em Brasil.

A Selic caiu 600 pontos-base em um ano, para 8,25% em vigor até 25 de outubro, mas supera com significativa vantagem os juros praticados nas maiores economias. O Ibovespa tem renovado recordes nominais há semanas, mas está quase 50% abaixo do recorde em dólar, de 44.367 pontos, registrado em 2008.

As oportunidades de investimento em projetos de infraestrutura e participação em empresas no país têm muito a oferecer. Não à toa, o investimento externo direto já .. Leia mais em valoreconomico 20/09/2017



Grupo Positivo, prestes a entrar para o ‘clube do bilhão’, sai às compras de colégios e universidades

Empresa paranaense deve encerrar o ano com receita recorde de R$ 1,04 bilhão e já mira aquisições para continuar crescendo

O Grupo Positivo, sexta maior empresa do setor de educação do Brasil, deve encerrar o ano com receita recorde: R$ 1,04 bilhão. O valor é fruto da estratégia de verticalização e comercialização do sistema de ensino da companhia, que, além de colégios, cursos e universidades no Paraná e em Santa Catarina, conta com editora e gráfica próprias, estrutura que faz com que a metodologia e os materiais Positivo alcancem 814 mil alunos em várias parte do país. E vem mais por aí. Desde o ano passado, pela primeira vez em seus atuais 45 anos de história, o grupo saiu às compras de colégios e universidades para, aos poucos, crescer fisicamente e bater de frente com os grandes nomes do setor.

Em 2016, o Grupo Positivo consolidou a sua posição como sexta maior empresa de educação do país ao registrar uma receita líquida de R$ 974,5 milhões, o que inclui os cursos, colégios, universidade, gráfica e editora. Ficou atrás somente de Kroton, Estácio, Somos Educação, Ser Educacional e FGV, nomes com presença nacional mais forte e com foco no ensino superior. Para este ano, a expectativa do grupo paranaense é crescer 6,7% e chegar a uma receita líquida de R$ 1,04 bilhão.

Sistema de ensino vira principal negócio do grupo

Os resultados do Grupo Positivo são explicados pela estratégia de verticalização e comercialização do sistema de ensino da companhia. A empresa, que começou como um cursinho pré-vestibular idealizado por um grupo de oito professores, em pouco tempo se transformou em um grupo com gráfica e editora próprias para comercializar país afora os materiais e a metodologia Positivo.

“A gente tem um business de educação nacional que é o sistema de ensino. A editora, há décadas, vende a nossa metodologia para escolas no Brasil inteiro. Isso nos permitiu crescer muito em escala empresa e, com isso, crescer muito a receita e o resultado”, afirma Lucas Guimarães, vice-presidente do Grupo Positivo.

A ideia de ser uma escola que vende método de ensino surgiu ainda na década de 1970, época em que o cursinho foi criado em Curitiba. Escolas de fora começaram a bater na porta do curso, interessadas no sistema de ensino recorde em aprovação no vestibular. Depois de muito debate entre os sócios, que tinham receio de “entregar o ouro” para os concorrentes, houve a decisão de tornar o Positivo mais que uma escola.

A comercialização do sistema de ensino cresceu tanto que virou o principal negócio do grupo. Hoje, são 814 mil alunos do ensino fundamental ao médio que utilizam os materiais Positivo, a grande maioria de escolas e colégios conveniados espalhados pelo país. A editora e a gráfica respondem, juntas, por 57% do faturamento do grupo, enquanto os colégios e universidades contribuem com 43%.

A Positivo Tecnologia, antiga Positivo Informática, que nasceu dentro do Grupo Positivo para fazer computadores acessíveis a escolas, virou uma empresa de capital aberto, com balanço financeiro independente do Grupo Positivo.

Colégios e universidades ficam restritos a Curitiba

Mas o sucesso do sistema de ensino, ao mesmo tempo que fez o grupo crescer nacionalmente através da venda dos materiais e métodos, fez a companhia ficar fisicamente restrita a Curitiba. Ate o início de 2016, o Grupo Positivo tinha dois cursinhos pré-vestibular, cinco colégios e sete polos universitários instalados em Curitiba.

“O negócio da editora cresceu tão bem e acabou tomando tanto o nosso foco que, na parte de escolas, principalmente nos anos 1990, a gente perdeu um pouco do empreendedorismo e deixamos de ver as possibilidades que esse mercado apresentava”, afirma Lucas Guimarães.

Solução foi sair às compras

Esse cenário, porém, mudou definitivamente no ano passado. Depois de reestruturar os seus colégios em Curitiba, com mudanças na gestão e introdução de novos produtos, o Grupo Positivo deu início ao plano de expansão: comprar colégios e universidades para crescer nacionalmente.

A primeira aquisição foi do Colégio Posiville, de Joinville, Santa Catarina, em 2016. Neste ano, o grupo comprou a Faculdade Arthur Thomas, de Londrina, no interior do Paraná, fato que marcou a entrada da companhia no interior do estado, já que antes estava presente apenas com polos de educação superior a distância (EAD).

“Vimos que se a gente não empreendesse em escola, não só deixaríamos de capturar as oportunidades nesse segmento, como também de criar diferenciais no nosso sistema de ensino”, explica Guimarães. “Com a retomada do crescimento das nossas escolas em Curitiba, naturalmente começamos a pensar em ir para outras praças. E para ir para outras praças, a aquisição é o melhor atalho.”

O grupo busca entrar em cidades com boas oportunidades no setor de educação e, dentro dessas cidades, quer adquirir colégios e universidades com marcas tradicionais e que tenham força regional, além de potencial de crescimento.

As aquisições, que não vão parar no Posiville e na Arthur Tomas, podem acontecer tanto no ensino básico quanto no superior. No caso do ensino básico, a preferência é por quem já usa o método Positivo, caso que aconteceu com o Posiville. E, no superior, não há nenhum problema em concorrer localmente com as líderes do setor, como Kroton e Estácio.

Guimarães estima que, dentre cinco anos, com as futuras aquisições, é possível passar dos atuais 12,2 mil alunos no ensino básico (fundamental, médio e cursinho pré-vestibular) para 30 mil estudantes. Já no ensino superior, o que inclui os estudantes presenciais e do EAD, deve saltar dos mais de 28 mil para 50 mil.

“A gente está pensando grande, mas com prudência. E esses números [de crescimento de alunos] não são nenhum absurdo. Eles são factíveis”, diz Guimarães. Resta aguardar pelas próximas aquisições do Grupo Positivo.  Leia mais em gazeteadopovo 18/09/2017



Advent começa desembarque do Fleury

A Advent vai vender 40% de sua participação no Fleury, dois anos depois de investir na rede de medicina diagnóstica e após ter multiplicado seu capital por quatro (em dólar), nas contas de gestores que acompanham o papel.

O bloco de 18,5 milhões de ações será negociado amanhã às 11h30 pela corretora Credit Suisse, mas os brokers já indicaram que, se houver demanda, a Advent está disposta a vender toda sua participação, que chega a 45,8 milhões de ações. O CS já encontrou compradores para o lote inicial a R$ 27,25/ação, e passou o dia trabalhando o mercado para gerar interesse. O papel fechou o dia a R$ 28,25.

A saída da Advent, que investiu no Fleury em setembro de 2015, devolverá a governança do Fleury às mãos dos médicos fundadores — donos de 24,3% do capital — e da Bradesco Seguros, dona de 16,3%.

No mercado, a Advent é amplamente vista como a responsável por ter robustecido a governança do Fleury. Com dois assentos num conselho de 10, a gestora recomendou executivos para a rede de medicina diagnóstica, incluindo o atual CFO, e fortaleceu os três comitês do conselho — remuneração, auditoria, e gestão de riscos e finanças — e criou um quarto, o de projetos. A Advent tem um membro em cada.

Coincidência ou não, a entrada da Advent também marcou um ponto de inflexão operacional. Nos últimos dois anos, a geração de caixa do Fleury aumentou 40%, e sua ação multiplicou por cinco. O papel, que negociava a um múltiplo de 6 vezes a geração de caixa, hoje negocia a 15x.

Boa parte do crédito pelo turnaround se deve ao time formado pelo CEO Carlos Marinelli, que assumiu o cargo no segundo semestre de 2014, e Adolfo Nunes de Souza Neto, CFO desde 2013. (Quando a Advent entrou na companhia, o acordo de acionistas lhe dava o direito de indicar o CFO, mas a gestora manteve Adolfo, que saiu só recentemente da empresa.)

Cerca de dois trimestres depois da Advent anunciar seu investimento, os resultados do Fleury — até então medíocres — começaram a mudar.

A virada operacional focou no ganho de produtividade dos funcionários no atendimento e na coleta de análises clínicas, no aumento da utilização dos equipamentos de tomografia e ressonância, e na melhora da satisfação dos clientes. Como resultado, a margem EBITDA, que fechou 2014 em 17,8%, hoje está em 24,6%.

Para alguns gestores que estão considerando comprar o papel no leilão de amanhã, a saída de um investidor de referência e com perfil ativista gera incerteza sobre o futuro da governança na companhia.

A ação do Fleury inicialmente mergulhou com a notícia da oferta, recuperou-se em seguida e voltou a negociar em alta, mas entregou tudo na última hora e fechou em queda de 1,6% nesta terça. Geraldo Samor Leia mais em braziljournal 20/09/2017



Jimmy Choo: acionistas aprovam a aquisição da marca pela Michael Kors

A marca de sapatos de luxo Jimmy Choo Plc disse na segunda-feira que os seus acionistas votaram a favor de uma aquisição no valor de US $ 1,2 bilhão pelo grupo de moda Michael Kors Holdings Ltd.

Quase todos os cerca de 318 milhões de votos emitidos na reunião geral de accionistas da Jimmy Choo foram favoráveis ao acordo.

A Michael Kors concordou comprar a Jimmy Choo em julho. A empresa de calçado britânica, famosa pelos seus saltos stilettos, anunciou que quase triplicou os seus lucros em relação aos seus últimos resultados semestrais.

O acordo ocorre meses depois da empresa de moda rival Coach chegar a um acordo para comprar a marca de moda Kate Spade & Co, um sinal de que as chamadas empresas de luxo acessíveis estão a ser obrigadas a olhar para novos mercados e bases de clientes para aumentar as vendas. Leia mais em fashionnetwork 19/09/2017



Bayer deve concluir compra da Monsanto em janeiro

Empresa pediu à Comissão Europeia o prolongamento do prazo de revisão do acordo, inicialmente previsto para dezembro

A Bayer pediu na segunda-feira (18/9) à Comissão Europeia o prolongamento do pedido de revisão do acordo para a conclusão da compra da Monsanto. Agora, o negócio que vai criar a maior empresa da área agrícola do mundo deve ser concluído em 22 de janeiro. Inicialmente a conclusão estava prevista para dezembro deste ano. O anúncio foi feito na manhã desta terça-feira (19/8) pelo presidente da Divisão de Ciências Agrícolas da Bayer, Liam Condon, na sede da empresa na cidade de Monheim, na Alemanha.

"Estamos em plena fase de aquisição. Não é aqui que vamos discutir a estratégia da nova empresa, mas já podemos falar que queremos ser motores de inovação em benefício do consumidor", disse.

Condon falou durante a abertura do congresso mundial da Bayer, que discute inovação para uma agricultura sustentável. Segundo o executivo, o objetivo da nova companhia será criar um líder em agricultura sustentável ao mesmo tempo em que trabalhará para moldar o futuro da produção. A Bayer tem consciência de que as críticas que hoje pesam sobre a companhia pesarão ainda mais, disse Condon.

"Temos que ser honestos. Antes queríamos ser a salvação da agricultura e da alimentação no mundo. Sabemos quais são os desafios da produção e sem entusiasmo não vamos conseguir superá-los", discursou.

Entre esses desafios, está a indisponibilidade de novas áreas para produção. "Para produzir mais com menos vamos precisar de mais inovação na agricultora. Queremos atender todas as necessidade dos nossos clientes de forma individual, oferecer soluções para os grandes produtores e também para os pequenos".

Durante sua apresentação, Condon mostrou uma pesquisa feita com pesquisadores e intelectuais de todo o mundo -- entre os quais muitos ganhadores do prêmio Nobel -- sobre as principais preocupações para o futuro em todas as áreas.

Segundo a pesquisa, 34% se preocupam com o crescimento da população e com a degradação ambiental. Em segundo lugar ficou a guerra nuclear (23%) e em terceiro doenças infecciosas e resistência de doenças a drogas (8%).

Quanto à denominação da nova companhia, Condom disse que não  há nenhuma decisão. "Mas posso dizer que temos muito orgulho do nosso nome", disse. "A decisão será tomada no momento do fechamento do contrato". POR POR VINICIUS GALERA Leia mais em revistagloborural 19/09/2017



Bolsa a 100 mil pontos entra no radar

Mesmo depois de ter renovado a máxima histórica, os analistas de ações não só mantêm o otimismo com o desempenho da bolsa de valores como passaram a revisar seus cenários. Projeções colhidas junto a 11 instituições apontam para uma valorização média adicional de 5% até o fim deste ano, para cerca de 80 mil pontos. Para 2018, as estimativas chegam a superar 100 mil pontos.

As previsões estão baseadas na visão de que o lucro das empresas vai crescer no cenário de retomada gradual da economia e, principalmente, de queda do juro. Hoje, o mercado trabalha com uma taxa Selic de 7% até o fim de 2018.

O Bradesco BBI, que revisou no começo de setembro as projeções para o Ibovespa de 73 mil para 78 mil pontos neste ano, vê um crescimento de 24% no lucro das empresas do Ibovespa neste ano. Segundo André Carvalho, estrategista de ações para América Latina e chefe de análise de ações do banco, a redução dos juros vai acelerar a recuperação da demanda doméstica, com efeito sobre o resultado das empresas. "Esse cenário aumenta o apetite por ativos de risco", diz.

Os analistas da Itaú Asset Management ainda não revisaram suas estimativas para o Ibovespa, mas começam a considerar o efeito positivo que a queda de juros deve trazer para o desempenho das empresas, em maior grau do que a própria aceleração da atividade. Em relatório, a gestora diz que a queda de aproximadamente 7 pontos percentuais da Selic desde o início do ciclo de alívio monetário deve produzir um crescimento médio de 17% no lucro combinado das empresas que fazem parte do Ibovespa neste e no próximo ano.

Nas contas da Guide Investimentos, o Ibovespa tem potencial para encerrar o ano entre 82 mil e 85 mil pontos, e alcançar 100 mil pontos no fim de 2018. Segundo o economista Ignácio Crespo, o cálculo considera uma alta de 12% no lucro das companhias. Apesar de acreditar na valorização do Ibovespa, Crespo mantém recomendação neutra. "É possível que façamos um revisão em breve, recomendando adicionar mais risco às carteiras", diz.

A safra de balanços referentes ao segundo trimestre já trouxe bons indicadores, confirmando a leitura de que as empresas, assim como a economia, poderiam começar uma trajetória firme de recuperação. O estrategista da Itaú BBA, Luiz Cherman, observa que 41% das empresas acompanhadas pela instituição apresentaram resultados melhores que o esperado nesse período. Ele ainda não redefiniu as projeções para o Ibovespa, mas admite que os indicadores corroboram um cenário mais positivo. "Os dados econômicos domésticos têm mostrado sinal de recuperação, o que já levou à revisão para cima do PIB de 0,3% para 0,8%, puxado principalmente pelo setor de serviços, exportações e consumo mais forte", diz.

Embora o juro seja o elemento preponderante na reavaliação das estimativas para o Ibovespa, os analistas admitem que a expectativa melhor para a economia também tem influenciado positivamente o cenário para a bolsa. Segundo a última pesquisa Focus, a projeção de crescimento do PIB está em 0,6% neste ano e em 2,20% em 2018. Mas já há economistas com um cenário ainda mais otimista, de expansão perto de 3% para 2018, sustentado por surpresas positivas vindas de dados de varejo e produção industrial.

O estrategista da Eleven Research, Adeodato Volpi Netto, também enxerga na combinação entre queda estrutural de juros e retomada consistente da atividade um elemento benigno para o lucro das empresas. E destaca que o juro menor traz um benefício adicional à bolsa, que deve receber fluxo novo de recursos com a menor atratividade da renda fixa. "É o fim definitivo do paraíso da renda fixa", diz.

O sócio-gestor da Canepa Asset Management, Alexandre Póvoa, concorda que a posição técnica dos investidores locais - pessoas físicas e clientes institucionais -, é um elemento importante nesse ambiente positivo para a renda variável, uma vez que eles com uma exposição baixa em bolsa, o que ajuda muito no processo de alta das cotações. "No momento em que há expectativa de manutenção de juros baixos por um período mais longo e o retorno esperado para o mercado de juros e dólar ficam menores, cresce o fluxo potencial para a bolsa", diz.

Por ora, quem tem sustentado em grande parte a recuperação da bolsa é o investidor estrangeiro, ao ampliar consistentemente sua participação no mercado local como reflexo de um ambiente global muito favorável ao risco. Os não residentes respondem por mais de 50% das negociações no mercado de ações e desde o início do ano já colocaram R$ 14,28 bilhões na bolsa de valores. Com os juros baixos ao redor do mundo, os investidores procuram ativos que oferecem melhor potencial de retorno, caso da bolsa brasileira.

Vale observar que esse investidor olha para os preços das ações em dólar, que estão ainda longe de retomar os picos históricos. Quando o Ibovespa atingiu os 73.516 pontos, em maio de 2008, o valor em dólar era equivalente a cerca de 44 mil pontos. Hoje, está perto dos 24 mil pontos.

O ambiente político considerado menos adverso hoje é outro elemento favorável para a bolsa, uma vez que aumenta as chances de continuidade da agenda de reformas, avalia o estrategista da Garde Asset Management, Alexandre Lintz. A avaliação dos investidores é de que a nova denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer não deve ser aceita pela Câmara dos Deputados, abrindo espaço para que a reforma da Previdência seja votada no mês que vem.

Para o economista da INVX Global, Eduardo Velho, há uma chance real de aprovação da reforma da Previdência ainda neste ano. "Nesse cenário de aprovação até dezembro, o Ibovespa atingiria 80.400 pontos. Na ausência dessa reforma, o índice ficaria em 78 mil pontos", diz.

Essa diferença pode ser explicada, entre outras razões, pelas expectativas sobre o rumo do juro. Sem uma reforma da Previdência, dizem analistas, a Selic pode voltar a subir mais rápida e intensamente a partir do fim de 2018, com efeito reverso sobre o mercado de ações.

Apesar de as condições macroeconômicas estarem melhorando, o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves, chama atenção para a péssima situação fiscal do país e as enormes incertezas sobre o rumo da reforma da Previdência. Na visão dele, há uma torcida combinada com tolerância por parte dos investidores, que favorece o Ibovespa.

De todo modo, é o quadro político - e seus efeitos sobre o rumo das reformas estruturais - o principal risco para esse cenário mais positivo que está sendo traçado pelos analistas. A incerteza acerca da eleição nubla as projeções para a bolsa em 2018, na visão de Póvoa, da Canepa. Ele considera que só a partir de março ou abril será possível fazer uma estimativa mais consistente para o índice. "As eleições vão ditar as regras do mercado."

Outro elemento de incerteza vem de fora. Uma mudança nas condições de liquidez internacional ou o início de um conflito entre Estados Unidos e Coreia do Norte poderiam mudar a disposição dos investidores. Ontem, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu novas sanções à Coreia do Norte, em discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

São esses riscos que têm feito os investidores vez por outra embolsar os ganhos quando o Ibovespa anda mais um pouco. Desde que renovou o recorde histórico após de nove anos, na semana passada, o índice tem passado por momentos de realização de lucros. Depois de subir 0,31% na segunda-feira, o Ibovespa fechou ontem praticamente estável, a 75.974 pontos.  - Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 20/09/2017
 



Otimismo do investidor com Brasil pode ser um sonho

As ações brasileiras têm se saído muito bem neste ano. O índice Ibovespa acumula valorização anual de 26% em moeda local - com um acréscimo de 3,6% para os investidores estrangeiros devido à valorização do real em relação ao dólar.

Dificilmente você poderia imaginar que esse é um país abalado pela crise. Mas é o que acontece. Na semana passada, o presidente Michel Temer foi acusado pela Procuradoria Geral da República de liderar "uma organização criminosa". Bastante impopular, ele corre o risco de se tornar o segundo presidente em dois anos a ser engolido por um escândalo de corrupção que já derrubou alguns dos maiores nomes da política e dos negócios no Brasil.

Mesmo que Temer sobreviva, seu mandato vai apenas até o fim do ano que vem. Se as pesquisas de opinião estiverem certas, um de seus prováveis sucessores é Jair Bolsonaro, um populista de extrema-direta que acha que a polícia deveria ter licença para matar. As perspectivas de uma reforma liberal e que beneficiem o crescimento são sombrias.

Mesmo assim, os investidores estão embutindo um cenário de "perfeição" nos preços. Como é possível? É fácil acusá-los de otimismo cego. As ações brasileiras vêm subindo desde janeiro do ano passado, quando o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, ocorrido em agosto, começou a parecer provável.

Acusada de manobras contábeis, o verdadeiro crime de Dilma foi destruir a economia. Mesmo com o PIB encolhendo 3,6% no ano passado, depois de queda de 3,8% no ano anterior, os investidores mantiveram a fé, acreditando que qualquer substituição representaria uma melhora em relação ao intervencionismo de Dilma. Mas há também motivos mais sólidos para otimismo. Não se trata apenas de a economia ter voltado a crescer este ano. Mesmo com o turbilhão político, Temer e sua administração vêm conseguindo trabalhar.

Eis o caso para otimismo. Primeiro, Temer montou uma equipe econômica dos sonhos, pró-mercado e pró-reformas, com Henrique Meirelles no Ministério da Fazenda, Ilan Goldfajn no Banco Central e Pedro Parente na Petrobras, a estatal de petróleo abalada por um escândalo.

Em seguida, eles iniciaram reformas. Primeiro, foi o teto de gastos com o objetivo de estabilizar as contas públicas. A governança nas companhias estatais melhorou, especialmente na Petrobras, que agora ajusta os preços de acordo com os mercados, em vez da política do governo. As leis trabalhistas estão sendo simplificadas. Uma reformulação do sistema previdenciário, insustentável e injusto (porque beneficia o setor público à custa do privado), está em andamento.

Parte disso vem sendo abafado pelo barulho da política. Isso se aplica especialmente a uma importante reforma aprovada neste mês, que promete acabar com os empréstimos subsidiados que custam aos contribuintes dezenas de bilhões de reais todos os anos. Muitos economistas afirmam que isso vem impedindo o desenvolvimento dos mercados de crédito no Brasil e há décadas frustra o crescimento.

Os potenciais benefícios dessa reforma, sozinha, são tais que até mesmo os mais otimistas dos investidores não estão conseguindo compreender. Infelizmente, o otimismo deles em outras áreas parece exagerado. A razão do pessimismo é simples. A tarefa desse governo era promover um ajuste fiscal que tiraria as contas públicas do vermelho. Mas, até agora, o governo fracassou e dá poucos sinais de que está sendo bem-sucedido na continuidade dos esforços.

Apesar do teto dos gastos públicos, as despesas não foram cortadas. O governo caminha para apresentar um déficit fiscal primário de 2,7% do PIB neste ano. Só para equilibrar suas contas, ele precisa de um superávit primário equivalente a 3% a 3,5% do PIB. Seu trabalho, então, é promover um ajuste fiscal igual a cerca de 6% do PIB. Nada do que fez até agora chega perto e nada indica que vá fazer.

A reforma da Previdência, que poderia ter sido vendida como uma questão de justiça social, em vez disso vem sendo apresentada como um fardo adicional para uma população que já paga impostos demais e, assim, a seguridade social continuará contribuindo para o déficit fiscal nos próximos anos.

Cerca de 85% dos gastos públicos são estabelecidos pela Constituição. Os investimentos já foram cortados até o osso. Nem mesmo um maior crescimento econômico permitirá mais gastos, graças ao teto. Somente mudando a constituição os políticos conseguirão resolver os desafios fiscais. E ninguém está prometendo isso. A perfeição que os investidores embutiram nos preços deverá continuar sendo um sonho.  - Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 20/09/2017



Profarma quer oferta subsequente até janeiro

O grupo Profarma voltou a trabalhar para colocar na rua sua oferta subsequente (follow on) de ações até janeiro do próximo ano, se aproveitando, assim do momento de alta do mercado de ações.

O sindicato de bancos de investimento já foi contratado pela empresa e é formado pelo Santander, BTG Pactual, Itaú BBA e Banco do Brasil (BB). A companhia havia tentado desenrolar a mesma oferta em julho, mas logo voltou atrás com a justificativa de que o cenário de mercado estava desfavorável.

Um dos focos para a “venda” da companhia na oferta é mostrar aos investidores que a empresa mudou, principalmente, após a aquisição da Rede Rosário, líder do varejo no Centro-Oeste do País. Procurada, a Profarma não comentou. - O Estado de S.Paulo Leia mais em portal.newsnet 20/09/2017




Wall Street abre 'porta do fundo' para IPO de tecnologia

Na manhã de 14 de setembro, Chamath Palihapitiya, um executivo de venture capital e ex-funcionário do Facebook, twitou uma foto da fachada da Bolsa de Nova York. O prédio estava enfeitado com uma bandeira trazendo o nome da empresa que fazia sua estreia naquele dia - Social Capital Hedosophia Holdings - mas em letras maiores, dizia: "Apresentando o IPO 2.0".

Palihapitiya e um grupo de outros executivos do Vale do Silício acreditam saber como reverter a diminuição do interesse que as empresas de tecnologia têm em abrir seu capital. Na semana passada, eles realizaram o primeiro lançamento inicial de ações (IPO) do que, esperam eles, venha a ser uma série de empresas de aquisição com finalidades especiais (Spacs), que comprarão empresas de tecnologia e criarão uma "porta dos fundos" para o mercado de ações.

Embora as Spacs não sejam novas - esse tipo de empresa, também conhecida como empresa de "cheque em branco" - estão tendo um renascimento e parecem prestes a apresentar seu melhor ano em uma década. Isso acontece num momento em que outras empresas de tecnologia estão explorando rotas alternativas de acesso às bolsas. O Spotify, popular serviço de streaming de música, quer ter ações privadas existentes negociadas diretamente na Bolsa de Valores de Nova York já no quarto trimestre, em vez de realizar uma oferta pública inicial formal.

Palihapitiya disse ao "Financial Times" já ter recebido um "maremoto" de consultas de "algumas das maiores 'empresas unicórnio' mais notórias", e que seu veículo foi estruturado de modo a abrir o capital de empresas com um valor entre US$ 2 bilhões e US$ 20 bilhões. "Unicórnios" são empresas que alcançaram um valor de US$ 1 bilhão ou mais por meio de rodadas de financiamento privado.

Mas o novo veículo teve uma recepção cética por parte de alguns financistas, inclusive por causa dos custos. Palihapitiya e seus parceiros receberão 20% do valor de qualquer negócio fechado, em comparação com honorários de 6% que os bancos normalmente cobram para realizar um IPO.

O que não está em dúvida é que o número de IPOs envolvendo empresas de tecnologia caiu nos últimos anos. Em vez disso, a mais recente safra de inovadores, como a Airbnb, Uber e Pinterest, encontrou capital abundante no mercado privado, pois fundos mútuos, fundos hedge e outros tipos de investidores aderiram a iniciativas de captação de capital de risco para financiar empresas de tecnologia em seus estágios iniciais.

Palihapitiya disse que seu veículo Spac incentivará os empreendedores tecnológicos a abrir seu capital, reduzindo a duração de um processo de IPO de um ano para 60 a 90 dias, além de consumir apenas um quinto do tempo da administração sênior - em vez de metade. "Ele também sustenta que seus investidores vieram de uma lista de renomados fundos de investimento, fundos soberanos e fundos hedge, criando uma base de acionistas estável que permitirá às empresas evitar o tipo de volatilidade de cotações das ações que pode acontecer na esteira de um IPO.

Ações da Snap, proprietária do aplicativo de mensagens Snapchat, por exemplo, estão sendo negociadas por cerca de US$ 15, tendo revertido uma forte alta superior a 40% nos dias após o IPO, em março. As ações da Social Capital estão sendo negociadas a US$ 10,60, em comparação com a cotação de US$ 10 no IPO.

As patrocinadoras dos novos veículos focados em IPOs - as empresas de capital de risco Social Capital e Hedosophia - cobram algumas taxas, mas seu ganho efetivo é de US$ 150 milhões em ações de "fundadores". No total, o veículo levantou cerca de US$ 700 milhões.

Alguns investidores, como Sean Stiefel, da Navy Capital, encaram positivamente as ambições da Social Capital. "É preciso encontrar uma maneira de conseguir que pessoas como eu possamos nos expor a essas empresas fora do mercado privado", disse ele. "Eu acredito efetivamente que mercados em bolsa são mais transparentes e eficientes, e considero importante que empresas de capital aberto permitam que tanto investidores como funcionários gerem riqueza e não apenas os fundadores".

Outros mostram-se menos convencidos. "Eu acho que eles estão focados na questão errada", disse Lise Buyer, sócia na Class Group V, consultora para IPOs e anteriormente membro da equipe do IPO do Google. "Abrir o capital não é difícil. Auditagens são demoradas, mas são necessárias independentemente do mecanismo de IPO. Reuniões com investidores são uma oportunidade rara para aprender com gente de fora possuidora de uma ampla perspectiva de mercado avalia a oportunidade. Não está claro por que uma empresa saudável gostaria de renunciar a essa aprendizagem".

Depois que uma Spac compra uma empresa, ela precisa manter conformidade às regras de divulgação e transparência exigidas de uma empresa de capital aberto.

David Golden, sócio na Revolution Ventures, também advertiu para a produção de condições de "seleção adversa", uma vez que as empresas de tecnologia mais procuradas continuariam achando fácil lançar um IPO elas mesmas, deixando sobrar apenas as startups de pior qualidade.

O requisito de que uma Spac tem de devolver o dinheiro aos investidores caso não realize negócios num prazo de dois anos também cria um incentivo para que seus gestores aceitem realizar IPOs de baixa qualidade, em vez de perder a oportunidade de faturar comissões, acrescentou.

Segundo Palihapitiya, a experiência, os cérebros e as redes de venture capital por trás do novo veículo implicam que eles serão capazes de originar e precificar esse tipo de negócio melhor do que os bancos de investimento, que geralmente atuam como "guardiões da governança" dos mercados - e por isso fazem valer a pena os 20% que cobram. - Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 20/09/2017



Santos Brasil põe à venda dois terminais

A Santos Brasil, maior empresa brasileira de terminais portuários, com especialização no segmento de contêineres, colocou à venda seus ativos nas cidades de Imbituba (SC) e Barcarena (PA), segundo o Valor apurou com ... Leia mais em valoreconomico 20/09/2017



Gebram compra a Toleman Corretora

A aquisição reforça o objetivo da Gebram de incrementar sua carteira de clientes e manter sua posição de destaque no mercado de corretagem e administração de seguros no interior do Estado de São Paulo, uma das regiões de maior crescimento do país.

A GEBRAM , líder regional em corretagem de seguros , chegou a um acordo na aquisição da TOLEMAN Corretora, uma empresa com sede em Jundiai e, que possuí muita afinidade com linha de negócios desenvolvidos pela Gebram.

Fundada em 1999, a TOLEMAN Corretora de Seguros, com sede em Jundiai-SP, é uma corretora de seguros de renome e, também especializada no mercado de varejo e de médias e pequenas empresas .

“A aquisição da TOLEMAN Corretora de Seguros, mostra nosso compromisso em ganhar escala e consolidar cada vez mais nossa presença no interior”, disse Silvio Gebram, diretor da Gebram.

Sobre a GEBRAM

A Gebram é uma das maiores e uma das mais conceituadas corretora de seguros do interior do estado, com 80 anos, já na 3ª. geração, conta com 8 unidades no interior de São Paulo, mais de 170 colaboradores diretos, 40.000 clientes, um frota de mais de 50.000 veículos segurados e uma linha de produtos que vão desde um simples seguro de automóvel a seguros de grandes complexos industriais.
 Ivan Machado Leia mais em jr.jor 19/09/2017



19 setembro 2017

FUSÕES E AQUISIÇÕES - DESTAQUES DA SEMANA 11 a 17/set/2017

Anunciadas 22 operações de Fusões e Aquisições com destaque pela imprensa na semana de 11 a 17/set/2017.  Envolvem direta ou indiretamente empresas brasileiras de 10 setores.

ANÁLISE DA SEMANA                                                                                                                                                
Principais transações


NEGÓCIOS DA SEMANA

"Market Movers" - Brasil
  • Cast adquire a Avannt. A Cast Group, integradora paulista de TI, acaba de anunciar a aquisição da Avannt Consultoria, parceira certificada em licenciamento, serviços e suporte da SAP. O negócio com a Avannt é a quarta aquisição anunciada pela Cast em 2017. 11/09/2017
"Market Movers” - Exterior
  • Nestlé adquire participação majoritária na Blue Bottle Coffee. A suíça Nestlé anunciou a compra de participação majoritária na Blue Bottle Coffee, companhia de café gourmet com sede em Oakland, na Califórnia. A multinacional não detalhou valores envolvidos na operação mas, segundo informações do The Financial Times, a Nestlé pagou US$ 500 milhões para ter dois terços da empresa que vale cerca de US$ 700 milhões. "Esse movimento reforça o foco da Nestlé em investir em categorias de alto padrão e atuar de acordo com as tendências de consumo", afirmou o diretor executivo da companhia, Mark Schneider, durante o anúncio. Isso porque os consumidores já pagam prêmio extra por grãos produzidos em lugares específicos ou com especificidades no processo de fabricação.14/09/2017
  • Toshiba fecha venda de negócio de chips a Bain Capital e Apple, dizem fontes. Um consórcio que inclui a firma de private equity Bain Capital e o gigante da tecnologia Apple assinaram uma carta de intenções para a compra da unidade de chips de memória da japonesa Toshiba, por mais de US$ 18 bilhões, segundo fontes ouvidas pelo The Wall Street Journal. O acordo poderá ser confirmado ainda nesta quarta-feira, diz o WSJ, citando pessoas com conhecimento do assunto. O grupo comprador também inclui Seagate Technology e Dell. A notícia veio após relatos na semana passada de que a Apple ameaçou parar de comprar os chips de memória flash NAND da Western Digital (WDC) se esta empresa viesse a assumir o controle das operações de chip da Toshiba.13/09/2017
  • Bunge vai comprar fatia de 70% em unidade da IOI Corp por US$946 mi. A Bunge informou que vai comprar uma participação de 70 por cento na IOI Loders Croklaan, do produtor malaio de óleo de palma IOI Corp Berhad, por 946 milhões de dólares, em meio a um plano para investir em empresas de maior margem como ingredientes alimentares e aromas naturais. As massivas reservas mundiais de grãos e os preços baixos após quatro anos de colheitas abundantes em todo o mundo reduziram os lucros da Bunge e de outros comerciantes de grãos.12/09/2017
HUMORES & RUMORES

M & A - VENDA
  • Uniasselvi contrata Bradesco para possível aporte de fundo. O Bradesco está assessorando a Uniasselvi, empresa detida pelas gestoras Vinci e Carlyle, num processo que pode levar a aportes por parte de um novo fundo de investimento. O entendimento é de que o setor de educação segue no foco de investidores, o que pode ser uma oportunidade para obtenção de recursos para aquisições e expansão do ensino a distância (EAD). Apesar de conversas terem ocorrido com outras empresas no passado, o foco não é a venda para um competidor porque Vinci e Carlyle estão no negócio há pouco mais de um ano e não pretendem sair. Venda. Outra rede de ensino superior, a FSG, do Advent, também foi colocada à venda. A gestora está sendo assessorada pelo BTG Pactual. Ofertas pelo ativo ainda não foram recebidas. O desafio neste caso está no cenário ainda incerto dos grandes consolidadores. 15/09/2017
  • Funcef pode vender fatia na Invepar se tiver proposta adequada. O Funcef pode se desfazer de sua fatia na Invepar se receber uma proposta que considere adequada pela empresa de concessões de infraestrutura, disse à Reuters um diretor do fundo de pensão dos empregados da Caixa Econômica Federal... - 14/09/2017
  • BRMalls pretende vender ativos ou montar fundo imobiliário. Por anos, a empresa de shopping centers BRMalls cresceu sustentada por um ritmo acelerado de aquisições, atingindo níveis de endividamento acima da média do setor, e por uma estrutura de governança corporativa que precisava avançar. Com pressão dos acionistas, há quatro meses houve mudança no comando. Dois meses atrás foi concluída a entrada de  recursos novos em caixa, com uma oferta de ações, que reduziu a alavancagem. Neste momento, a empresa discute a estratégia para seu portfólio. ... 12/09/2017
  • Igreja Mundial negocia compra do Canal Rural, de Joesley Batista. O valor da negociação seria aproximadamente R$ 80 milhões. Segundo a coluna Radar Online, da revista Veja, o apóstolo Valdemiro Santiago teria interesse em comprar o Canal Rural, concessão de Joesley Batista, tendo apresentado uma das quatro ofertas feitas pela emissora. A transação deve custar cerca de R$ 80 milhões, mas apesar do valor ser interessante para o empresário que agora está preso, há um grupo de diretores da emissora que estão impedindo que a negociação com a Igreja Mundial do Poder de Deus prossiga, segundo declarou o jornalista Mauricio Lima que assina a coluna.11/09/2017
  • Petrobras coloca à venda ativos em fertilizantes e prevê saída do setor. A Petrobras iniciou processo para a venda da subsidiária integral Araucária Nitrogenados (Ansa) e da Unidade de Fertilizantes-III (UFN-III), em mais um movimento de seu plano de desinvestimentos e parcerias que visa reduzir o endividamento. Em comunicado nesta segunda-feira, a Petrobras disse que as unidades serão vendidas em conjunto e que o processo seguirá uma sistemática aprovada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para seus desinvestimentos. "A iniciativa faz parte da estratégia de saída integral da produção de fertilizantes, conforme divulgado no Plano de Negócios e Gestão 2017-2021", disse a companhia em nota.10/09/2017
  • AT&T avalia vender ativos de TV na América Latina, dizem fontes. A AT&T está avaliando vender suas operações de TV paga na América Latina, enquanto busca pagar dívidas após a aquisição de 85,4 bilhões de dólares da Time Warner, informaram fontes familiarizadas com o assunto.    A AT&T está trabalhando com um assessor financeiro para encontrar interessados, o que pode ser avaliado em mais de 8 bilhões de dólares, acrescentaram as pessoas, pedindo para não serem citadas porque o assunto é sigiloso. A AT&T tem cerca de 93 por cento da Sky Brasil, maior provedor de satélites do país. Também tem a PanAmericana, de serviços de televisão por satélite sob a marca DirecTV em países como Venezuela, Argentina, Chile, Colômbia e Porto Rico.  16/09/2017
 M & A - COMPRA
  • Chinesa State Power manifesta interesse por usinas da Cemig. Dirigentes da empresa chinesa State Power (SPIC) estiveram em Brasília para manifestar interesse no leilão de usinas da Cemig, segundo apurou o Estadão/Broadcast. O leilão está marcado para o dia 27 e outras empresas, além da SPIC, também já demonstraram apetite pelos ativos da estatal mineira, que tem lance mínimo de R$ 11 bilhões. O presidente do conselho da SPIC Overseas, Xuezhong Hou, e outros executivos da companhia chinesa estiveram com os ministros Moreira Franco (Secretaria Geral da Presidência) e Dyogo Oliveira (Planejamento). A empresa contratou dois grandes bancos e dois escritórios de advocacia para assessorá-la na disputa. 16/09/2017
  • AES busca ativos de geração renovável no Brasil e aposta também em baterias. Os movimentos fazem parte da estratégia da empresa de chegar até 2020 com 50% de sua geração de caixa proveniente de ativos não hidráulicos. A norte-americana AES segue em busca de aquisições de projetos de geração renovável no Brasil mesmo após fechar duas compras de ativos no segmento neste ano, disse o presidente da companhia no país, Julian Nebreda. Ele afirmou ainda que a unidade de geração do grupo, AES Tietê, tem avaliado oportunidades e mantido negociações por ativos, além de trabalhar no desenvolvimento de novos projetos a partir do zero, para serem inscritos nos próximos leilões do governo para a contratação de novas usinas. 15/09/2017
  • Fatia de 12% da Magazine Luiza hoje vale mais que empresa toda há um ano. O momento parece ser o melhor possível para a oferta de ações do Magazine Luiza, que pode captar R$ 1,8 bilhão. A varejista vai conseguir levantar, vendendo cerca de 12% do seu capital, mais do que o negócio inteiro valia na Bolsa um ano atrás. Em setembro de 2016, o Magazine Luiza tinha um valor de mercado de cerca de R$ 1,5 bilhão. De lá pra cá, a cifra superou os R$ 10 bilhões. Digital. A explicação para essa multiplicação de preço na Bolsa é que o mercado passou a esperar maior rentabilidade da empresa com a estratégia de vendas online. Não por acaso, é para aí mesmo que vai boa parte dos recursos da oferta. A empresa tem no radar a aquisição de startups que permitam acelerar o crescimento do marketplace, modelo chamado de “shopping virtual” e que tem margens mais altas. ( 13/09/2017
  • Ser avalia compra do Grupo FSG, do Advent. A gestora de recursos Advent receberá na próxima semana as propostas indicativas de interessados em comprar o Grupo FSG, empresa que reúne o Centro Universitário da Serra Gaúcha e a Faculdade Cesuca, ambas no Rio Grande do Sul. O processo é comandado pelo BTG Pactual, contratado pelo Advent, e está no início. A Ser Educacional, que anunciou anteontem um aumento de capital, é uma das interessadas no FSG, disseram duas fontes. Mas tudo indica que não é esse o ativo ao qual o comando da Ser se referiu no comunicado da oferta. No texto, a empresa informou que assinou contrato de exclusividade para negociar a compra de uma instituição de ensino. No entanto, no processo da FSG, nenhuma exclusividade foi concedida ainda.14/09/2017
PRIVATE EQUITY
  • Fundos também querem Uniasselvi. As gestoras de fundos de private equity entraram na disputa pela Uniasselvi, instituição de ensino superior a distância do Carlyle e da Vinci Partners. Entre os fundos interessados estão, por exemplo,  a CVC Partners e o GP Investments, segundo o Valor apurou... 12/09/2017
  • Brookfield avalia comprar controle da JBS. Investidores têm interesse na empresa controlada pela família Batista. Em bolsa, a participação dos Batista na JBS vale hoje R$ 10 bilhões (sem contar o prêmio de controle). Desde a prisão dos irmãos Joesley e Wesley Batista, bancos e investidores começaram a se movimentar sobre uma possível venda de controle da empresa de alimentos JBS. EXAME apurou que a gestora de private equity Brookfield tem interesse na aquisição e já começou a avaliar a companhia para uma possível proposta. Em bolsa, a participação dos Batista na JBS vale hoje 10 bilhões de reais (sem contar o prêmio de controle).15/09/2017
  • Bancos de investimento se antecipam e buscam candidatos a comprar JBS. Bancos de investimento estão se antecipando e já buscam candidatos a comprar a JBS, mesmo que a família Batista ainda não tenha cogitado essa possibilidade. A movimentação, que já ocorria antes mesmo da prisão de Wesley e Joesley Batista, ganhou força com o fato de os controladores do frigorífico estarem, na avaliação destes bancos, em uma espécie de beco sem saída após os problemas com a delação e ainda operações no mercado financeiro, onde são questionados por insider trading. Assim, podem não ter opção, a não ser vender o principal ativo da holding. Internamente, essa alternativa vinha sendo negada exaustivamente, mas esse desfecho, agora, não é mais apontado como impossível, uma vez que a crise dos executivos pode respingar nas empresas. Quanto antes, melhor. A rapidez no negócio seria interessante para muita gente, especialmente porque os bancos gostariam de evitar um desdobramento mais trágico, embora uma recuperação judicial, como ocorreu com outras tantas empresas envolvidas na Operação Lava Jato, seja considerada improvável. A não ser que o cenário atual mude, seja no acordo de leniência, na renegociação de dívidas com os bancos ou na venda dos ativos.15/09/2017
IPO
  • Eneva quer vender ações em ofertas públicas entre R$ 13 e R$ 16. A Eneva divulgou nesta sexta-feira o prospecto preliminar de sua oferta pública primária e secundária, situando o preço por ação entre R$ 13 e R$ 16. Segundo o documento, a oferta engloba a distribuição primária de 75,8 milhões de ações e a distribuição secundária, no âmbito de eventual colocação de ações adicionais e do lote suplementar, de 26,5 milhões de papéis. Assim, caso a distribuição secundária ocorra em sua totalidade, a operação envolverá 102,3 milhões de papéis. Considerando a faixa indicativa de preço, serão movimentados entre R$ 1,3 bilhão e R$ 1,6 bilhão. 15/09/2017
  • Tendência da Bolsa é estabelecer novos recordes. O Ibovespa, que é o principal índice de ações no Brasil, deve seguir a tendência de renovação de recordes nos próximos meses. Ontem foi mais um — o terceiro consecutivo — e, na avaliação de analistas, ainda há espaço para uma valorização mais forte do índice, que deve encerrar no ano em, no mínimo, 78 mil pontos. Tudo isso apoiado na expectativa de confirmação da retomada do crescimento. Já uma consolidação do cenário eleitoral, com uma chance elevada de vitória de um candidato alinhado com a agenda de reformas econômicas, pode levar o índice a patamares ainda mais elevados: de 85 mil a 90 mil pontos, um ganho entre 14% e 20% em poucos meses. Com o Produto Interno Bruto (PIB) ganhando força, sobe também o lucro das empresas, e, com isso, as ações se valorizam. Na visão de André Carvalho, estrategista do Bradesco, o país está no início de um ciclo de expansão que deve durar ao menos cinco anos. — Os cortes nos juros, o controle da inflação e a expectativa de reformas puxaram o Ibovespa, que agora deve assumir uma trajetória mais suave, mas ainda de alta, em que dois temas vão predominar: eleições e recuperação da economia. Estamos no início de um período de crescimento do PIB e dos lucros que, na nossa opinião, vai ser muito longo — diz. 14/09/2017
  • O IPO do Burger King. Já foi escolhido o consórcio de bancos que vai operar o IPO (abertura de capital na Bolsa) do Burger King Brasil, cujos sócios são a Vinci Partners, Temasek, RBI e Capital Group. Liderado pelo Itaú, o consórcio será integrado também pelo Bradesco, Bank of America e JP Morgan. A ideia é fazer o IPO em dezembro ou janeiro. Estima-se que seja uma operação de R$ 1,5 bilhão. 14/09/2017
  • Acionistas da Azul preparam venda de participação. Acionistas da Azul pretendem vender parte de sua participação na companhia aérea em uma oferta subsequente (“follow-on", em inglês), que envolverá 40.630.186 ações preferenciais. A operação, que será realizada com esforços restritos de colocação, deve movimentar pelo menos R$ 1,074 bilhão, com base na cotação de fechamento dos papéis ontem (R$ 24,44, queda de 5,2%). Incluindo o lote adicional que poderá ser distribuído no exterior, na forma de ADS (recibos de ações), a oferta pode chegar a RS 1,182 bilhão. 13/09/2017
  • Grupo DPSP, das drogarias Pacheco e São Paulo, tira da gaveta plano de IPO. O grupo DPSP, dono das drogarias Pacheco e São Paulo, está retomando as conversas para abrir seu capital. Em 2011, na época da fusão das duas marcas, o assunto já havia sido cogitado, mas só agora voltou à mesa. O movimento não é à toa: a cada dia cresce mais a representatividade das farmácias no varejo brasileiro. O plano, entretanto, está em fase inicial e nenhum banco ainda foi contratado para pôr a oferta de ações em pé. No passado, a americana CVS, que no Brasil já detém a marca Onofre, assediou a DPSP, mas as conversas não avançaram.12/09/2017
  • IPO da Decolar pode atingir quase US$ 382 milhões. A oferta pública inicial de ações (IPO) da Decolar, maior operadora on-line de passagens aéreas da América Latina, na Bolsa de Nova York (Nyse) terá o preço da ação entre US$ 23 e US$ 26. O total de ações na oferta pode atingir 14,7 milhões de papéis, determinando uma oferta que pode movimentar US$ 381,8 milhões pelo preço máximo proposto 11/09/2017
  • Tivit segue com planos e IPO pode movimentar R$ 1,4 bilhão. A companhia de TI Tivit confirmou que tentará abrir seu capital ainda neste mês, em uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) que pode movimentar R$ 1,4 bilhão, considerando apenas o lote principal e o preço da ação no meio da faixa indicativa de preço, que foi estabelecida entre R$ 43 e R$ 51. A Camil também está na rua com seu IPO para este mês.11/09/2017
RELAÇÃO DAS TRANSAÇÕES
  • Odebrecht vende participação em megaprojeto na Argentina. A construtora Odebrecht vendeu sua participação em um megaprojeto argentino de trens subterrâneos. A Odebrecht possuía uma fatia de 33% em uma obra para soterrar uma linha de trem para integração da capital Buenos Aires com a região oeste da cidade. "A Construtora Norberto Odebrecht confirma sua saída do Consórcio Nuevo Sarmiento. A operação, realizada entre empresas privadas, faz parte da reestruturação...17/09/2017
  • Cooperalfa adquire setor de grãos da Sementes Estrela. Cooperativa de Chapecó fechou o negócio por R$ 44 milhões. A Cooperativa Agroindustrial Alfa, de Chapecó (SC), anunciou nesta quinta-feira (25) em Erechim (RS), a compra de um dos vários ramos de negócio do grupo gaúcho Sementes Estrela. O contrato prevê a aquisição de sete unidades de armazenamento de grãos por R$ 44 milhões, sendo 100% de recursos próprios e máximo de seis meses de prazo para quitação. O negócio envolve unidades de recebimento, secagem e armazenamento de grãos em Erechim, Paulo Bento, Quatro Irmãos, Erebango, Três Arroios, Áurea e Viadutos. Os estabelecimentos negociados permitem estocar 1,4 milhão de sacas. "Já na próxima safra estaremos aptos a receber trigo e outros cereais", antecipou Romeo Bet (na foto, o terceiro da esquerda para a direita), presidente da Cooperalfa. 25/05/2017
  • BR Properties Aquisição de Ativo. Fato Relevante BR Properties  vem a público informar que celebrou Compromisso de Venda e Compra e outras Avenças ("CCV") com MORRO VERDE INCORPORAÇÃO IMOBILIÁRIA SPE LTDA visando a aquisição do imóvel com destinação logística/industrial denominado "Edifício Araucária" (Galpão), do empreendimento Centro Empresarial Espaço Gaia Terra  localizado no município de Jarinú, com área bruta locável (ABL) de 14.388 m², pelo preço total de R$32.006.868,46 . 15/09/2017
  • Neoway finaliza series C e se consolida como um dos grandes players do mercado mundial. Renomado fundo de Cingapura se junta aos investidores para ampliar os investimentos no crescimento orgânico da companhia. A Neoway, uma das maiores empresas de Inteligência de Mercado da América Latina, acaba de fechar sua terceira rodada de investimentos, conhecida no mercado como Series C. O Temasek, um dos maiores e mais renomados fundos de Cingapura, se junta a grandes investidores como PointBreak, Pollux e Andrew Prozes, Accel Partners, Monashees e Endeavour Catalyst no quadro de acionistas da empresa, reforçando sua posição como um player global no mercado de Big Data Analitcs. “Com estes novos investimentos, ampliaremos a presença internacional da Neoway.. 15/09/2017
  • Fintech de pagamentos online recebe novo aporte de R$5,8 milhões. A Fintech Vindi, plataforma de pagamentos online focada na indústria de serviços, acaba de anunciar a rodada de R$5,8 milhões de investimentos, vindo do fundo Criatec2, gerido pela Bozano Investimentos e mira novas aquisições. Fundada em 2013, a Vindi é líder na solução de pagamentos no segmento de assinaturas, planos e mensalidades no país. A empresa, liderada por ex-executivos do Itau e por engenheiros de software, planeja uma expansão forte para o e-commerce e para a transformação digital de grandes empresas nos próximos anos. 15/09/2017
  • CNSD compra Colégio São Francisco. Há 67 anos em Belo Horizonte, o tradicional Colégio Nossa Senhora das Dores (CNSD), instalado no bairro Floresta, na região Leste, da capital ... 15/09/2017
  • Wine compra empresa de SP e amplia participação no mercado de cerveja. Empresa vai manter alguns profissionais em São Paulo, mas toda a operação de cerveja ficará concentrada na Serra. A Wine.com.br, empresa de comércio on-line de bebidas e dona da WBeer.com.br, fechou nesta semana acordo para adquirir 100% do CluBeer.com.br, serviço de venda de cervejas por assinatura na internet. O valor da operação foi mantido em sigilo pelas companhias. A Wine.com.br é controlada pela e.Bricks Digital, empresa de investimentos do grupo RBS, dona de 40% do capital, e pela Península Participações, de Abilio Diniz , que tem participação entre 30% e 40% na varejista de bebidas. Os fundadores Rogério Salume e Fernando Opitz são sócios minoritários. As informações são do jornal Valor Econômico. 15/09/2017
  • Itaú Unibanco eleva participação no CorpBanca para 36,06%. Instituição financeira adquire 1,8 bi de ações do chileno por cerca de R$ 55,6 milhões. Com isso, a participação do Itaú Unibanco no Itaú CorpBanca subiu de 35,71 para aproximadamente 36,06 por cento. O Itaú Unibanco anunciou nesta sexta-feira a compra indireta de 1,8 bilhão de ações do chileno Itaú CorpBanca pelo equivalente a cerca de 55,6 milhões de reais.15/09/2017
  • FHolding compra participação do Grupo PPG na iNFavela. Agência de marketing especializada em ações nas favelas passa a ser controlada integralmente pela holding de Celso Athayde. A Favela Holding adquiriu a participação do Grupo PPG na iNFavela - agência de comunicação com expertise em live marketing, especializada no universo das favelas - e a partir de agora controla integralmente a empresa. O acordo de compra já estava firmado antes mesmo da criação da iNFavela, em 2013, quando ambas as partes se propuseram a unir forças e desenvolver uma agência capaz de gerar impacto positivo nas favelas através de ações de marketing. Uma vez que o objetivo fosse concluído e a agência se tornasse autossustentável, o Grupo PPG sairia de cena e deixaria o comando integral ao grupo presidido por Celso Athayde.13/09/2017
  • Grupo Fleury anuncia compra da Serdil. O Grupo Fleury informa que celebrou nesta quinta-feira, 14, Contrato de Compra e Venda de Quotas por meio do qual adquiriu 100% do capital social da Serdil Serviço Especializado em Radiodiagnóstico Ltda. (Serdil), empresa tradicional do segmento de medicina diagnóstica em exames de imagem na cidade de Porto Alegre, no Estado do Rio Grande do Sul. Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa informa que a Serdil foi avaliada em R$ 29,8 milhões, o que corresponde a 6,0 vezes o Ebitda de 2016, que atingiu R$ 5 milhões, sendo descontado do valor avaliado para o pagamento o endividamento líquido da Serdil e outras retenções previstas no contrato. 14/09/2017
  • Empreendedoras criam primeira plataforma online de mediação de conflitos no Brasil. Melissa Felipe Gava e Camila Feliciano Lopes estão à frente da Mediação Online, startup é acelerada pela californiana 500Startups.  O princípio básico da legaltech desenvolvida por Melissa – abreviada como MOL – é utilizar métodos de solução de conflito de forma online, sem ter que ser necessário sair de casa para abrir processo judicial, comparecer à audiências ou esperar meses para ter uma solução. “A mediação, hoje, pode atuar em cerca de 45% dos processos que estão em tramitação. Quando transportada para o online, tem-se como benefício um ganho enorme de eficiência com velocidade e redução de custos”, afirma a CEO. Desde a criação do negócio até hoje, duas aceleradoras já apostaram no projeto. Em janeiro, a MOL recebeu o investimento de R$ 200 mil da brasileira Wayra e, em julho deste ano, a californiana 500 Startups está acelerando e aplicando R$ 500 mil reais no negócio. 30/08/2017
  • Juniper compra plataforma especializada em serviços de reservas. A Juniper anunciou nesta terça-feira, 12, que completou a aquisição da T4W (Cangooroo). Criada em 2009, a plataforma de reservas on-line atende a principalmente agências de turismo. A aquisição da T4W não inclui negócios com o Anzol nem com a Iterpec que foram separados do grupo e continuarão a trabalhar de forma independente. A estratégia do grupo Juniper inclui apenas negócios relacionados à tecnologia para o benefício de todos os seus clientes ao redor do mundo.12/09/2017
  • Fundo Vallis vende construtoras. O Fundo Vallis vendeu o grupo Elevo que era constituído por quatro construtoras - Edifer, Monte Adriano, Hagen e Eusébios - num negócio avaliado em 90 milhões de euros. A Nacala comprou a totalidade do capital do grupo Elevo ao Fundo Vallis. O negócio está avaliado em 90 milhões de euros, incluindo a aquisição de ações, um aumento de capital e compra de créditos bancários. O grupo Elevo resultou da fusão dos grupos Edifer, Monte Adriano, Hagen e Eusébios. grupo Elevo em 2016 fixou-se nos 450 milhões de euros. O objetivo é “posicionar a ELEVO como um importante player na área das Infra-estruturas, Logística, Energia e Ambiente, tanto em Portugal como no mercado internacional, especialmente em África e na América Latina”... 11/09/2017
  • Indusval vende 70% da Guide para chinesa Fosun por R$ 290 milhões. Mais uma corretora independente é comprada por um grande banco. O Banco Indusval anunciou hoje que fechou um acordo com a empresa de investimentos chinesa Fosun Property Holdings Limited para a venda de 70% do capital da sua corretora, a Guide Investimentos, por R$ 290 milhões. O banco manterá uma participação minoritária de 20% do capital social, com a possibilidade de vender também essas ações para a Fosun, com o preço a ser definido na ocasião. Conforme fato relevante, o banco receberá o valor em três parcelas, uma de R$ 120 milhões, paga na data da assinatura dos contratos, a segunda de R$ 50 milhões na data do fechamento da operação e a terceira, de R$ 50 milhões, a depender dos resultados financeiros da Guide ao longo de 2018, podendo ainda ser acrescido um valor de R$ 70 milhões a depender dos resultados em 2019. Esse último valor poderá ser elevado caso o Indusval resolva vender também sua participação minoritária restante ao Fosun. A partir desses valores, a avaliação final da Guide é de R$ 414 milhões.  12/09/2017
  • Grupo sul-africano Old Mutual marca entrada no Brasil com investimento na corretora de seguros DM10. Investimento inicial foi de 20%, mas há possibilidade de chegar a 100%. O Old Mutual, grupo sul-africano de investimento, poupança, seguros e bancos, através da sua subsidiária uruguaia Aiva, realizou um investimento de 20% na DM10, corretora de seguros com sede no Rio de Janeiro. A operação é relevante para o setor de... 06/09/2017
  • WPP aumenta participação no mercado de marketing digital brasileiro. A WPP Pmweb Participações Ltda. adquiriu participação de 13,93% na PM Comunicação Ltda., da Responsys, Inc., fornecedora de software de marketing B2C em escala empresarial da Oracle. Com essa transação, a WPP passa a deter 70% de participação acionária na PM Comunicação, já que em dezembro de 2016 obteve 56,07% de participação na empresa. A WPP Pmweb é subsidiária brasileira da Wunderman, agência de publicidade digital do grupo britânico WPP. A transação durou cerca de seis meses, foi submetida ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e obteve aprovação. 12/09/2017
  • Panasonic Brasil adquire empresa de cogeração de energia. A Union Rhac é líder com mais de 80% do market share no Brasil. Multinacional japonesa passa a oferecer soluções de ponta a ponta para sistemas de climatização e geração de energia elétrica a gás natural e biogás para médias e grandes empresas Fundada em 1992, a Union Rhac é uma empresa de engenharia voltada para sistemas de cogeração, geração de energia elétrica e sistema de resfriamento através de chillers por absorção, com mais de 80% do market share no segmento. A companhia oferece soluções energéticas para grandes edifícios comerciais e indústrias. Em 2016, o faturamento de vendas da UR atingiu R$ 22 milhões. Para 2017, projeta-se um crescimento de 7%. Já em 3 anos, a meta é alcançar um resultado entre 20 e 30% maior do que em 2016.12/09/2017
  • SVA Tech é investida pelo Criatec. A SVA Tech, uma empresa mineira especializada em soluções inteligentes de vídeo analítico para o mercado de segurança eletrônica, acaba de receber um investimento de R$ 4,5 milhões do Fundo Criatec 3. Criado pelo BNDES e gerido pela INSEED Investimentos o fundo foi lançado no ano passado e tem R$ 220 milhões sob gestão. São 13 cotistas entre bancos de desenvolvimento, agências de fomento estaduais, corporações e investidores privados de todo o país. A SVA Tech utiliza visão computacional, inteligência artificial e machine learning em seu sistema. Nascida em 2015, a empresa possui entre os fundadores empreendedores que lideraram operações com faturamento superior a R$ 50 milhões no segmento de segurança eletrônica.12/09/2017
  • Cast adquire a Avannt. A Cast Group, integradora paulista de TI, acaba de anunciar a aquisição da Avannt Consultoria, parceira certificada em licenciamento, serviços e suporte da SAP. O negócio com a Avannt é a quarta aquisição anunciada pela Cast em 2017. Há pouco mais de um mês, a companhia divulgou a compra da Pelissari, outra parceira da SAP. Antes dela, o grupo comprou as empresas HRD, desenvolvedora de software para gestão do capital humano; e a Logix, que atua na área de robótica. Fundada em 2008, em Ribeirão Preto, a Avannt atua em todo o interior de São Paulo e nos estados da região centro-oeste. A companhia é especializada no setor de agronegócio e atende a cerca de 40 clientes, com 60 funcionários. Com a compra da Avannt, a Cast fecha as aquisições programadas para 2017.  A série de negócios feitos no ano devem adicionar cerca de R$ 120 milhões ao faturamento do grupo em 2017. Assim, o resultado previsto para de de R$ 380 milhões para R$ 500 milhões. “Adicionamos ao nosso crescimento orgânico de 20% em 2017 mais 30% por meio de aquisições”, destaca Alberto Freitas, diretor de M&A do grupo.11/09/2017
  • Groupon Latam compra site de compras coletivas Laçador de Ofertas. O Groupon Latam anunciou nesta segunda-feira a aquisição do site de compras coletivas Laçador de Ofertas, fundado em 2011. O negócio foi finalizado na semana passada. Em nota, o Groupon afirma que busca expansão na região Sul por meio de uma No "marketplace", varejistas são hospedadas no site de uma rede ou empresa de serviços e pagam uma taxa por isso. Em sua página, o Laçador de Ofertas informa que desde 2013 é "o maior site de compras coletivas do Rio Grande do Sul", sem mencionar números em relação à operação.... 11/09/2017
  • Pilgrim’s compra Moy Park da JBS por US$ 1,3 bilhão. A Pilgrim’s Pride anunciou ter comprado a empresa irlandesa Moy Park da JBS por US$ 1,3 bilhão. A transação foi aprovada por unanimidade pelo conselho de administração da Pilgrim ́s. “Temos o prazer de anunciar a aquisição da Moy Park, que posicionará a Pilgrim’s como um player global e permitirá o aumento das margens da empresa na área de frangos, assim como expandirá o portifolio de alimentos prontos”, disse em comunicado o CEO da empresa, Bill Lovette. A venda da Moy Park pela JBS se soma às vendas da Vigor, Alpagartas e Eldorado.11/09/2017
RELATÓRIOS - DESTAQUES DA SEMANA
QUEM, O QUÊ, QUANDO, QUANTO, COMO e POR QUÊ
 A pesquisa FUSÕES E AQUISIÇÕES - DESTAQUES DA SEMANA tem o propósito de captar o “clima” do mercado das operações de Fusões e Aquisições bem como sinalizar suas principais tendências. Trata-se da compilacão semanal das notícias visando tornar mais acessíveis e conhecidos os negócios de fusão, aquisição e venda realizados entre empresas com atuação no Brasil. Todas as informações sobre os negócios citados no presente relatório são obtidos a partir de notícias publicadas pela imprensa e divulgadas no “estado" pelo blog FUSOESAQUISICOES.BLOGSPOT http://fusoesaquisicoes.blogspot.com.br, não sendo feita qualquer verificação quanto à sua veracidade, precisão ou integridade do conteúdo. Sempre que possível, serão mencionados os nomes dos compradores – investidor estratégico ou fundos de private equity, dos vendedores, a tese de investimento e principais “value drivers”, o valor da transação, forma de pagamento, múltiplos praticados (Valor da Empresa/EBITDA, Valor da Empresa/Receita) etc. Muitas vezes a notícia não é clara a respeito dos valores/forma de pagamentos e respectivos múltiplos. É bem-vinda toda e qualquer contribuição para tornar as informações mais precisas e transparentes. Caso o conteúdo estiver em desacordo, nos contate que estaremos retirando o mesmo ou corrigindo a respectiva  informação. Blog FUSÕES & AQUISIÇÕES

19 setembro 2017



Juros futuros caem, com apostas de Selic abaixo do previsto pelo Focus

O mercado financeiro acredita numa desaceleração da inflação ainda mais acentuada do que a apontada pelas estimativas do Boletim Focus. Isso não só significa que gestores e operadores já estão se preparando para surpresas baixistas no fronte de preços como também justificaria apostas de algumas casas numa Selic em níveis inferiores a 7%.

No fim da sessão regular, às 16h, o DI janeiro/2018 caía a 7,580% (de 7,585% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2019 recuava a 7,400% (7,460% no ajuste anterior). O DI janeiro/2021 baixava a 8,870% (8,940% no ajuste anterior) enquanto o dólar comercial operava estável a R$ 3,1343.

Nos vencimentos mais longos, o DI janeiro/2023 cedia a 9,520% (9,590% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2025 caía a 9,840% (9,910% no ajuste anterior).

O Focus costuma trabalhar com alguma defasagem em relação ao mercado. Desde o início do ano, o boletim vem considerando estimativas acima dos preços de mercado e revisando a cada leitura as projeções para baixo.

Até por isso, a leitura é que o Banco Central - com postura até mais cautelosa - pode ser surpreendido com inflação mais baixa que a esperada. Na última ata do Comitê de Política Monetária (Copom), a autarquia projetava que o IPCA ficaria em torno de 3,3% em 2017 e em aproximadamente 4,4% em 2018. Esse cenário considerava que a Selic passaria parte do ano que vem em 7% e subiria a 7,5% no fim de 2018.

"Pode ser que as projeções do mercado, de juros de 7,00% ou até menos, estejam baseadas nessas expectativas de IPCA inferior a 4,00% no ano que vem", destaca Foureaux.

O cenário de juros mais baixos e expectativas de inflação também reduzidas afetam a atratividade de alguns títulos públicos. De acordo com o operador de uma corretora paulista, este foi o caso do leilão de NTN-B desta terça-feira. Foram vendidos apenas 518.400 papéis de uma oferta de 900 mil. Em outro leilão no começo do mês, as vendas de NTN-B também ficaram em pouco mais metade da oferta.

O mercado de juros futuros vem diminuindo o prêmio no horizonte do atual ciclo de política monetária. A diferença dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2019 e janeiro de 2018 - que refletem a percepção de risco ao longo do ano que vem - adentra terreno negativo e hoje marca -0,18 ponto percentual, de -0,145 ponto no fim da tarde de segunda-feira.

Na quinta-feira, o mercado deve calibrar suas projeções com a divulgação do IPCA-15 de setembro e a atualização do cenário do Banco Central no Relatório Trimestral de Inflação (RTI).

Para o Rabobank Brasil, a prévia da inflação oficial deve ficar em 0,12%, o que traz o valor acumulado em 12 meses para baixo, a 2,6%. "O risco é baixista em relação à projeção, dada a contínua deflação de alimentos vista nas coletas", diz o economista-chefe da casa, Maurício Oreng. "Estamos com 3,2% de IPCA para este ano, mas a chance de ficar em 3,0% está crescendo claramente", acrescenta.

O Relatório de Inflação, por sua vez, trará as estimativas do BC para prazo um pouco mais longo. E a distância dos números da autarquia em relação ao centro da meta de inflação de 2019 vai ajudar a "indicar o espaço que o BC poderá enxergar para cortes adicionais, isto é, já além dos 7,00% projetados", acrescenta Oreng. O horizonte de 2019 vai ficando cada vez mais relevante, dado que o efeito total da política monetária se dá em dois anos, de acordo com estudos do próprio BC. Leia mais em jornaslfloripa 19/09/2017



Total faz aquisições nas áreas de energia renovável e eficiência energética

A petrolífera Total anunciou duas aquisições hoje (19), como parte de uma estratégia para ampliar sua produção de energia elétrica a partir de fontes renováveis e atuar em eficiência energética.

Em um dos acordos, a Total fechou a compra de uma participação indireta de 23% na Eren Renewable Energy.

Pelo acerto, a Total irá subscrever um aumento de capital da Eren, no valor de 237,5 milhões de euros (US$ 284,8 milhões), com a possibilidade de assumir o controle da empresa após um período de cinco anos. O aumento de capital ajudará a Eren a cobrir suas necessidades financeiras e acelerar seu desenvolvimento nos próximos anos, detalhou a Total.

A Eren, fundada em 2012 com ativos eólicos, solares e hidrelétricos, passará a se chamar Total Eren quando o acordo for concluído. A empresa tem uma capacidade bruta instalada de 650 megawatts, considerando-se ativos operacionais ou em construção.

Em outro anúncio, a Total afirmou que irá adquirir a também francesa Greenflex, especializada em eficiência energética. A Greenflex foi criada em 2009 e espera obter receita de mais de 350 milhões de euros (US$ 418,1 milhões) este ano, segundo a Total... Estadão leia mais em jcrs 19/09/2017



Femsa vende 5,24% de sua fatia na Heineken por 2,5 bilhões de euros

A Femsa informou nesta terça-feira (19) a conclusão da venda de 5,24% de participação combinada no Grupo Heineken, que compreende ações ordinárias da Heineken NV e da Heineken Holding NV.

A oferta foi feita com uma coleta acelerada de intenções de investimento (bookbuilding) para investidores institucionais fora do México. A operação foi administrada pelo JP Morgan Securities, Morgan Stanley & Co. e UBS e arrecadou uma receita combinada de aproximadamente 2,5 bilhões de euros. ... leia mais em valoreconomico 19/09/2017




Flytour retoma expansão e olha aquisições

A Flytour, segundo maior grupo de viagens do país, voltou a crescer este ano, depois de ver as vendas estagnadas desde 2013. O processo de fusão com a concorrente Gapnet, assinada no fim de 2015 - que consolidou a posição de vice-líder brasileira do turismo ficando atrás apenas da CVC -, foi concluído, abrindo espaço para retomar a ampliação da rede de lojas e para novas aquisições, disse o diretor financeiro da holding, Fábio Jorge Celeguim.

"A fusão com a Gapnet tornou a Flytour uma consolidadora. Temos alguns negócios na mesa que estamos analisando", afirmou o executivo. Ele citou dois segmentos em que a Flytour cogita adquirir uma empresa: intercâmbios e turismo de luxo. "São nichos com demanda crescente e que precisam de uma operação especializada."

O diretor financeiro da Flytour afirmou que a estrutura de capital do grupo é "adequada" para o momento, com recursos em caixa e baixo endividamento, sem citar dados de balanço da holding, que tem capital fechado. "Mas estamos analisando a oportunidade de acessar o mercado de dívida se precisar", afirmou, lembrando que a concorrente CVC anunciou na semana passada semana a emissão de R$ 600 milhões em debêntures. "Com a queda dos juros, vimos que temos mercado", apontou.

A Flytour projeta fechar este ano com vendas brutas de R$ 5,7 bilhões, crescimento de 11,8% ante 2016. Mas a meta para 2017 apenas recupera o patamar de faturamento que a companhia obteve em 2015 na conta pró-forma com a nova sócia - naquele ano, a Gapnet faturou R$ 1,6 bilhão, enquanto a Flytour faturou R$ 4,1 bilhões, mesmo patamar de 2013 e 2014. "O mercado atravessou uma fase muito difícil. Podemos dizer que parou de piorar, especialmente no corporativo", disse Celeguim.

A líder CVC fechou 2016 com vendas brutas de R$ 8,6 bilhões, 1,5% mais que em 2015. Cerca de 36% desse faturamento foi gerado pela consolidadora RexturAdvance, que distribui produtos e serviços aos agentes de viagens, e pela Submarino Viagens, agência on-line que a CVC comprou em 2015.

O diretor financeiro da Flytour disse que as fusões e aquisições são uma tendência no setor. Segundo ele, a união com a Gapnet permitiu corte de custos. O quadro de pessoal, por exemplo, foi reduzido de 2 mil para 1,5 mil pessoas, enquanto o número de vendas por funcionário subiu 27%. "O ganho de sinergia pelo lado dos custos já foi capturado. Agora teremos do lado da receita", afirmou.

De acordo com o executivo, a margem de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida) voltou a ser positiva após fechar 2016 no vermelho. "Vamos fechar 2017 com uma margem Ebtida de dois dígitos."

O grupo Flytour controla 13 empresas de sete segmentos de negócios - viagem para clientes corporativos, consolidadora, operadora de viagens, franquias, eventos, fidelidade e tecnologia. Mas levando em conta o público final, a holding depende das viagens de negócios - que representam 75% das operações. "O turismo de lazer está reagindo muito mais rapidamente.

Nossas agências de lazer estão vendendo até 45% mais [embarques este ano que ano passado]", disse Celeguim. É graças ao dinamismo no turismo de lazer que a Flytour trabalha com um cenário mais otimista para a receita líquida - a parte das vendas das operadoras de viagens que efetivamente fica no caixa da agência - que para as vendas brutas.

A expectativa da holding é elevar o ganho nesse indicador em 25%, para a casa de R$ 400 milhões. De janeiro a junho, as vendas brutas subiram 8% para R$ 2,7 bilhões, enquanto a receita líquida subiu 27%, a R$ 178 milhões.

A Flytour retomou a expansão da rede de lojas. Depois de estagnar em 90 unidades, abriu cinco unidades este ano e projeta a inaugurar mais 20 em 2018. "Vamos dobrar a verba de marketing este ano", disse o presidente da Flytour Viagens, Michael Barkoczy.

O principal evento de vendas da marca, o "Hiper Feirão de Viagens Flytour" entra este ano na terceira edição, em Santos, no litoral paulista, e ganhará nova versão, em Campinas. E a ideia é levar esse modelo a outros Estados. O executivo admite que precisa ganhar força no comércio eletrônico. "Vamos fazer isso ano que vem, mas sem abrir mão dos agentes de viagens", disse o presidente da Flytour Viagens. "Não vamos lançar nem comprar uma OTA [sigla em inglês para agência on-line de viagens]", afirmou.

O plano é lançar um portal e um aplicativo que permitam a venda on-line, mas com um agente de viagem responsável pela operação. "Abrimos mão de parte da margem, mas não temos custo de pós-venda, que fica por conta do agente de viagem", conta Barkoczy.Publicado em 19/09/2017 por Valor Online Leia mais em gsnoticias 19/09/2017