27 junho 2017

Facebook bate marca de dois bilhões de usuários

O Facebook anunciou, nesta terça-feira, que alcançou a simbólica marca de dois bilhões de usuários ativos por mês.

A rede social chegou ao primeiro bilhão de usuários em outubro de 2012. "Isso é possível graças às milhões de comunidades e pessoas que compartilham e criam contribuições importantes no Facebook", afirmou o grupo americano em uma publicação.

De acordo com o Facebook, mais de um bilhão de pessoas usam os grupos e mais de 800 milhões curtem algo na rede social todos os dias.

"Nós estamos avançando para conectar o mundo e, agora, vamos deixar o mundo todo bem próximo", disse o cofundador e presidente do grupo, Mark Zuckerberg, em seu perfil na rede social. "É uma honra participar dessa jornada com você", completou.

Criado em 2004, o Facebook se tornou um gigante da internet.

No primeiro trimestre de 2017, registrou um lucro líquido de 3,06 bilhões de dólares, uma alta de 76,3% em um ano. AFP Leia mais em yahoo 27/06/2017

27 junho 2017



FUSÕES E AQUISIÇÕES - DESTAQUES DA SEMANA DE 19 a 25/jun/2017

Anunciadas 23 operações de Fusões e Aquisições com destaque pela imprensa na semana de 19 a 25/jun/2017.  Envolvem direta ou indiretamente empresas brasileiras de 13 setores.

ANÁLISE DA SEMANA                                                                                                                                                            
Principais transações

NEGÓCIOS DA SEMANA

"Market Movers" - Brasil
  • L'Oréal aceita aquisição da The Body Shop pela Natura. A Natura informou nesta terça-feira (20) que a L'Oreal, após consultar seu conselho de empregados, se posicionou a favor da venda da empresa de cosméticos britânica The Body Shop. A Natura noticiou a negociação que envolve - 1 bilhão de euros - 20/06/2017
"Market Movers” - Exterior
  • Nestlé compra participação em empresa de refeições saudáveis Freshly. A participação foi adquirida por US$ 77 milhões. A Nestlé anunciou nesta terça-feira, 20, que comprou uma participação minoritária na Freshly, empresa que vende refeições saudáveis nos EUA usando um modelo de assinatura. A participação foi adquirida por US$ 77 milhões. O presidente da Divisão de Alimentos da Nestlé nos EUA, Jeff Hamilton, terá um assento no conselho de administração da Freshly. A Nestlé e outras empresas do setor vêm enfrentando uma rápida mudança na preferência dos consumidores, que estão abandonando alimentos embalados e migrando para opções mais saudáveis. 20/06/2017
  • George Clooney vende sua marca de tequila por US$ 1 bilhão. A fabricante de bebidas Diageo fechou a negociação e soma a marca Casamigos ao seu portfólio. Dona da Johnnie Walker e Guinness, a britânica Diageo concluiu a negociação da compra da tequila Casamigos na tarde desta quarta-feira (21). A marca, fundada pelo ator George Clooney em 2013, junta-se ao portifólio da fabricante, que também é dona da José Cuervo (a mais vendida no mundo). 21/06/2017
  • Europcar compra a empresa espanhola Goldcar. O grupo francês de aluguel de carros Europcar anunciou nesta segunda-feira a compra da concorrente espanhola Goldcar, avaliada em 550 milhões de euros. A Goldcar está presente na Espanha, em Portugal, na França, Itália, Croácia e Grécia. Apresentada como "a empresa de aluguel de carros de baixo custo mais importante na Europa", a Goldcar faturou 240 milhões de euros em 2016 e registrou um lucro operacional ajustado de 48 milhões, segundo a Europcar.19/06/2017
HUMORES & RUMORES

M & A - VENDA
  • Estatais de energia podem atrair R$ 30 bi. Nova onda de privatização de ativos de empresas como Cesp, CEB, Cemig e CEEE mobiliza investidores nacionais e estrangeiros. Uma nova onda de “privatização” começa a ser colocada em curso no setor elétrico brasileiro, num movimento que pode atrair quase R$ 30 bilhões, apurou o ‘Estado’. Do ano passado para cá, estatais de vários Estados iniciaram processo para vender ativos de geração, transmissão e distribuição de energia. A lista inclui Cemig, de Minas Gerais; Cesp, de São Paulo; Copel, do Paraná; CEB, do Distrito Federal; e CEEE, do Rio Grande do Sul; além da companhia federal Eletrobrás. Na outra ponta estão investidores tradicionais do setor e estrangeiros com elevada liquidez que querem estrear ou aumentar a participação no País. Há, pelo menos, uma dúzia de multinacionais avaliando os negócios no setor, como as canadenses Hydro Quebec e os fundos CPPIB, Ontario Teachers e British Columbia; as europeias Iberdrola, Enel e Terna; e as chinesas State Grid, Huadian, China Three Gorges (CTG), State Power (SPIC), China Investment Corporation (CIC) e China Southern Grid. Entre as nacionais, a Equatorial é apontada como consolidadora.24/06/2017
  • Venda da Light pela Cemig pode atrair Enel, Equatorial e chineses. A Cemig pretendia negociar apenas a unidade de geração da Light, mas seu conselho aprovou a venda da totalidade da participação na empresa. Uma possível venda da elétrica Light por sua controladora, a estatal mineira Cemig, deverá atrair interesse de grandes investidores internacionais presentes no Brasil, como a italiana Enel e a chinesa State Grid, além de grupos locais, como a Equatorial, segundo analistas. A Cemig pretendia inicialmente negociar apenas a unidade de geração da Light, mas seu Conselho de Administração aprovou nesta semana a venda da totalidade da participação na empresa, que abrange também um braço de distribuição, responsável pelo fornecimento na região metropolitana do Rio de Janeiro.23/06/2017
  • Máquina troca dívida por controle. A Máquina de Vendas, dona da rede Ricardo Eletro e uma das maiores varejistas de eletroeletrônicos do país, negocia com bancos uma reestruturação de seus débitos que deve levar as instituições financeiras a terem o controle da empresa, apurou o Valor com fontes a par do assunto. O plano desenhado pela Máquina prevê a criação de uma nova holding que deve assumir cerca de R$ 1,4 bilhão das dívidas devidas aos bancos Bradesco, Itaú e Santander. Essa holding controlaria a Ricardo Eletro, que reúne os negócios de varejo do grupo. Com isso, segundo o plano em construção, os bancos passariam a ter controle indireto da varejista Ricardo Eletro, que ficaria "limpa" das dívidas, podendo retomar determinadas negociações com fornecedores. Há indústrias que restringiram contratos de fornecimento para a rede, considerando aumento do risco financeiro. Atualmente, a Ricardo Eletro é a principal bandeira de varejo do grupo. Com essa operação, deve permanecer na antiga holding apenas uma dívida menor, de R$ 203 milhões, segundo fonte.23/06/2017
  • J&F tem oferta de R$ 14 bilhões da Arauco pela Eldorado, diz fonte. Eldorado e Arauco concordaram com negociações exclusivas que durarão até meados de agosto, disse a pessoa. Celulosa Arauco y Constitucion fez uma oferta pela Eldorado Brasil Celulose, avaliando a empresa controlada pela família Batista em cerca de R$ 14 bi, incluindo dívidas, de acordo com uma pessoa com conhecimento direto do assunto. Dívidas totais da Eldorado são de R$ 9 bi, segundo dados compilados pela Bloomberg.23/06/2017
  • Cemig venderá participação total na Light. Depois de muita resistência, o conselho de administração da estatal mineira Cemig aprovou ontem a venda da totalidade da sua participação na carioca Light, em mais um passo para reduzir o endividamento. A notícia deve ter recepção positiva no mercado, tanto para a Cemig quanto para a Light - que ganhará a possibilidade de ter um controlador capitalizado para fazer os investimentos necessários. A Cemig tem, entre participação direta e indireta, cerca de 43% da companhia carioca. Embora admitisse abrir mão de uma fatia da companhia, a Cemig sempre insistiu que pretendia se manter no bloco de controle, por considerar a Light um "veículo de crescimento em distribuição de energia". 22/06/2017
  • JBS anuncia programa de venda de ativos para levantar R$ 6 bilhões. Com o objetivo de diminuir o endividamento do grupo, plano inclui a venda de participação acionária na Vigor, de laticínios, de fatia da unidade de frango e processados na Irlanda, a Moy Park, e também fazendas nos Estados Unidos e Canadá. Em meio à crise deflagrada após a delação do empresário Joesley Batista, um dos donos da companhia, a JBS S.A. informou ontem ao mercado que vai adotar um programa de venda de ativos. A meta é conseguir R$ 6 bilhões em recursos, que vão se somar ao montante de R$ 1 bilhão já anunciado na semana passada, resultante da venda das operações da empresa na Argentina, Paraguai e Uruguai. 20/06/2017
  • Alpargatas no alvo de fundos. A J&F Investimentos recebeu propostas pela Alpargatas de fundos de investimentos, incluindo Carlyle e Advent. De acordo com fonte a par das ofertas, a J&F recebeu "algumas" propostas, vindas principalmente de grupos que já negociaram a compra da calçadista em 2015. A J&F informou em maio que não contratou banco ou consultor para vender sua participação na Alpargatas. Ontem, o grupo não quis comentar o assunto.21/06/2017 
  • Petrobras avança com venda do campo de Azulão para fase de propostas vinculantes. Companhia anunciou em maio a abertura de um processo para vender 100% de sua participação no campo da Bacia do Amazonas. A Petrobras iniciou nova fase no processo de venda de sua participação no campo de Azulão, na Bacia do Amazonas, em que enviará cartas-convite para potenciais compradores habilitados, que poderão então mandar propostas vinculantes pelo ativo, segundo comunicado da petroleira na noite de segunda-feira. 20/06/2017 
  • Venda do Original pode esbarrar em dívida com FGC. O processo de venda do Banco Original pode esbarrar na dívida que os donos do frigorífico JBS, controladores da instituição, têm com o fundo garantidor de créditos (FGC). O valor atualizado da dívida, contraída em 2011 para financiar a aquisição do Banco Matone, é da ordem de R$ 3,5 bilhões, bem acima da avaliação esperada para o Original em uma eventual venda, segundo fontes. Procurados, o banco e o FGC não comentaram o assunto....20/06/2017
 M & A - COMPRA
  • Gigante da área da saúde negocia investimento no Hospital São Lucas. Hospital Care está investindo milhões de reais em hospitais do interior de São Paulo. A Hospital Care, holding da área da saúde com capitais nos fundos da Bozano e Abaporu, está em negociações finais para investir no Hospital São Lucas de Ribeirão Preto. A informação é do site Valor Econômico. Situado na Vila Seixas, o hospital ribeirãopretano contêm instalações para procedimentos médicos complexos e para casos mais simples. Atualmente, é dirigido por Pedro Palocci, irmão do ex-prefeito da cidade, Antônio Palocci. 22/06/2017
  • JDE mira mercado premium e avanço de 2 dígitos. Atenta a uma demanda que tem avançado nos últimos anos, a Jacobs Douwe Egberts (JDE), companhia global de cafés e chás, anunciou ontem o lançamento de novos blends de sua marca premium Café do Ponto no mercado brasileiro, o que deve contribuir para a meta da empresa de elevar em dois dígitos a receita no país este ano, disse a presidente da JDE Brasil, Lara Brans. Em 2016, a companhia, dona também das marcas de café torrado e moído Pilão, Caboclo, Seleto, Damasco e Pelé, teve uma receita de € 500 milhões no Brasil, 10% de seu faturamento global de € 5 bilhões. Questionada por jornalistas sobre possíveis novas aquisições no Brasil, Brans disse que a empresa está sempre atenta a oportunidades. A JDE é a segunda no mercado de café do Brasil, com uma fatia de 18,6% do total, atrás do Grupo 3corações, que tem 24% de participação, conforme a Nielsen.21/06/2017
  • Itaú Unibanco sai da disputa para comprar Banco Patagonia. Em comunicado nesta quarta-feira, o Itaú Unibanco disse que a decisão seguiu uma "análise cuidadosa" do acordo. O Itaú Unibanco decidiu não fazer oferta vinculante para comprar o controle do argentino Banco Patagonia. 21/06/2017
  • Questionada pela CVM, Suzano diz que se prepara para fusões. A Suzano foi questionada sobre a notícia de que contratou bancos para assessorá-la em oferta pela Eldorado.  Suzano: a empresa afirmou que "permanentemente avalia e se prepara para possibilidades de fusões e consolidação” A Suzano afirmou nesta segunda-feira que tem defendido o redesenho da indústria de papel e celulose e que isso pode envolver movimentos de fusão e aquisição por parte da companhia.19/06/2017
  • Oncoclínicas projeta receita de R$ 1 bilhão. A Oncoclínicas, rede de clínicas para tratamento de câncer controlada pelos fundos Victoria Capital e do Goldman Sachs, prevê encerrar o ano com uma receita de R$ 1 bilhão, o que representa uma alta de 40% em relação a 2016. "Desse crescimento, 30% virão de expansão orgânica e os demais 10% de aquisições de clínicas e parcerias com hospitais", disse Luis Natel, presidente da Oncoclínicas. 19/06/2017
PRIVATE EQUITY
  • Fundo Darby busca ativos de energia renovável no Brasil. O fundo de private equity montou uma joint venture com a geradora brasileira Servtec e avaliam oportunidades de aquisição para iniciar os investimentos. O fundo norte-americano de private equity Darby, da Franklin Templeton Investments, associou-se à geradora brasileira Serve, disse à Reuters o presidente da Servtec. As empresas montaram uma joint venture e agora avaliam oportunidades de aquisição para iniciar os investimentos, principalmente devido à incerteza que ainda existe em torno da realização de novos leilões para contratar novas usinas de energia no Brasil em meio à recessão, que impactou a demanda por eletricidade. 23/06/2017
  • Aqua Capital conclui novo fundo e reforça planos de aquisições. A Aqua Capital, gestora de fundos de participações em empresas com sede na capital de São Paulo, acaba de concluir seu segundo fundo de investimentos destinado ao agronegócio, desta vez no valor de US$ 370 milhões (cerca de R$ 1 bilhão). O montante representa mais que o dobro dos US$ 173 milhões levantados no primeiro fundo da gestora no país, em...  20/06/2017
IPO
  • Omega Geração decide prosseguir com IPO, dizem fontes . A companhia de energia Omega Geração tomou a decisão de prosseguir com a oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), segundo o Valor apurou. Depois de uma sondagem inicial com investidores nas últimas semanas, os banqueiros detectaram que o valor  atribuído à companhia ficava um pouco abaixo daquele inicialmente esperado por seus acionistas, mas que há demanda suficiente para concluir a operação.23/06/2017
  • Pesquisa mostra grau de conhecimento e vantagens das empresas brasileiras sobre a abertura de capital no Brasil. Estudo elaborado pela Deloitte em parceria com o IBRI aponta que 82% das empresas de capital fechado desconhecem processos para a oferta inicial de ações, enquanto 46% das empresas de capital aberto identificaram aumento em seu valor após o IPO. O mercado de capitais é reconhecido como um dos mais atrativos ambientes para a captação de recursos pelas empresas. Essa percepção é confirmada pela opinião de profissionais e gestores empresariais que participaram da pesquisa “Jornada da captação – Transformação financeira na busca de recursos”, desenvolvida pela Deloitte em conjunto com o Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (IBRI) e que contou com a participação de 97 empresas (79% de capital fechado e 21% de capital aberto). Para 47% das empresas de capital aberto participantes, o IPO (initial public offering, ou oferta pública inicial de ações) foi a melhor maneira de captar recursos que estava disponível no momento em que lançaram ações no mercado. 21/06/2017
  • Presidente da B3 não vê desistências de IPOs. Mesmo diante do atual cenário de instabilidade política e econômica, a B3 (antiga BM&FBovespa) não vê desistências nas intenções das empresas de realizar ofertas públicas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês). Segundo o presidente da bolsa, Gilson Finkelsztain, este ano, com três IPOs já realizados, além de ofertas subsequentes, é o melhor para oferta de ações nos últimos quatro ou cinco anos ...22/06/2017
  • Profarma estuda oferta de ações para ‘viabilizar crescimento orgânico’. A Profarma informou na noite desta quarta-feira que avalia alternativas de captação de recursos através de operação de mercado de capitais, inclusive, por meio de oferta pública subsequente de ações.  Segundo o documento enviado à Comissão de Valores...  22/06/2017
  • Processo para IPO é pouco conhecido por empresas no país, diz Deloitte. Aproximadamente 82% das companhias de capital fechado não conhecem ou conhecem apenas parcialmente os procedimentos necessários para a realização de uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês),  aponta pesquisa realizada pela Deloitte em parceria com o Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (Ibri).  “O Brasil está entre maiores economia do mundo, mas o mercado de capitais brasileiro ainda tem uma jornada para atingir a maturidade”, avalia o sócio líder da área de mercado de capitais da Deloitte, Fernando... 21/06/2017
  • Brasil pode ter mais de 20 IPOs ainda neste ano, diz presidente da B3. O presidente-executivo da B3, Gilson Finkelsztain, disse nesta quarta-feira que cerca de 15 a 20 empresas no Brasil estão se preparando para abrir o capital na bolsa ainda em 2017. "Nos contatos com executivos de bancos, sentimos que há chance de mais 15 a 20 IPOs (oferta inicial de ações, na sigla em inglês) nos próximos seis meses, além daquelas que pediram ...21/06/2017
RELAÇÃO DAS TRANSAÇÕES
  • Israelense Frutarom compra 80% de grupo brasileiro SDFLC, de sorvetes e sobremesas, por R$110 mi. Objetivo da compradora é dar sequência à estratégia de penetração no "crescente mercado" latino-americano. A empresa israelense de sabor e ingredientes finos Frutarom Industries informou neste domingo que adquiriu 80 por cento do grupo brasileiro SDFLC, de preparados para sorvetes e sobremesas, por 110 milhões de reais (33 milhões de dólares). O grupo SDFLC, um dos principais produtores brasileiros no ramo de sorvetes e sobremesas, teve vendas de cerca de 22 milhões de dólares nos 12 meses encerrados em maio.  25/06/2017
  • Neoway recebe aporte de US$ 45 milhões para expandir para os EUA. Rodada foi liderada pelo QMS Capital e com participação da Accel, Monashees, Endeavor Catalyst, PointBreak e Pollux. A Neoway, startup que fornece dados e análises para empresas aqui no Brasil, anunciou hoje a captação de uma nova rodada, no valor de US$ 45 milhões, liderada pelo QMS Capital e com participação da Accel, Monashees, Endeavor Catalyst, PointBreak e Pollux. A quantia servirá para a Neoway expandir para o mercado norte-americano. A companhia de Florianópolis ajuda seus usuários a gerenciarem vendas, agregando e curando enormes quantidades de informações altamente detalhadas sobre potenciais clientes e uma variedade de mercados. A startup usa mais de 3 mil bases de dados de 600 fontes diferentes. 23/06/2017
  • Umicore compra divisão de catalisadores da Haldor Topsoe. Aquisição envolveu € 120 milhões e complementa capacidade tecnológica. A Umicore anunciou um acordo global de compra da unidade de catalisadores da Haldor Topsoe. A empresa dinamarquesa está entre as grandes fornecedoras de conversores catalíticos para aplicação em motores a diesel. A transação envolveu cerca de € 120 milhões e fortalece o posicionamento de mercado da Umicore, complementando a sua capacidade tecnológica. A negociação permitirá a expansão da linha de produtos da Umicore, sobretudo para aplicações em veículos pesados. A divisão de catalisadores da Haldor Topse tem cerca de 280 funcionários e plantas em Joinville (SC), Frederikssund (Dinamarca), Houston (Estados Unidos) e Tianjin (China). 22/06/2017
  • 'Startup' de microcrédito recebe aporte. Os modelos de negócios de impacto, que visam transformação social e não apenas o lucro, têm crescido no Brasil. A Avante, startup de soluções financeiras para microempreendedores, recebeu um aporte de R$ 38,6 milhões do Fiinlab, laboratório de inovação do grupo Gentera, e do fundo de impacto Vox Capital. "Procuramos investidores estratégicos, alinhados com nosso negócio", diz Bernardo Bonjean, presidente da Avante. O grupo Gentera trabalha com inclusão financeira e tem 3,7 milhões de clientes no México, Peru e Guatemala. A Vox Capital, que tem como sócio Antonio Moraes Neto, já era um investidor da startup, junto com a Omni Soluções Financeiras e a família Klein, da Casas Bahia.22/06/2017
  • Healthtech brasileira recebe investimento após superar marca de R$ 100 milhões. O Portal do Médico conta com 35.000 produtos diferentes listados que visam suprir todas as necessidades dos médicos no Brasil e já registra mais de 28.000 clientes fiéis. O marketplace de equipamentos de saúde Portal do Médico acaba de receber um novo aporte da Kick Ventures, fundo de capital venture que já investiu em mais de 70 startups. A empresa é uma das novidades do setor de saúde no Brasil e já superou o valor de R$ 100 milhões em negociações no portal desde seu lançamento, em janeiro de 2015. 21/06/2017
  • A DGF investe na startup Mosyle. A DGF Investimentos realizou um investimento não revelado no lançamento da edtech brasileira Mosyle, para estabelecer operações nos EUA.15/06/2017
  • Primatec adquire participação na TecSUS Tecnologías para a Sustentabilidade. Venture capital firm Primatec acquired a stake in the Brazilian technology-based startup TecSUS for R$3.8m. El pasado 31 de mayo, el Fundo de Investimento em Participacoes Inova Empresa MPE (Primatec), que invierte capital de riesgo en emprendimientos ligados a la tecnologia, adquirió el capital social de TecSUS Tecnologias para A Sustentabilidade S.A., una startup brasilena de base tecnológica, a traves de la emission de nuevas acciones suscritas por Primatec. 19/06/2017
  • Carglass adquire empresa de reparo automotivo e prevê dobrar faturamento. A Carglass, do grupo britânico Belron, adquiriu a brasileira Disk Reparo, focada em reparo automotivo a domicílio. O negócio abre uma nova linha de atuação para a empresa e trata-se do primeiro na gestão de Luiz Novaes, que assumiu a presidência após a consultoria da qual é sócio, a Advisia, firmar joint-venture com a marca no Brasil. O valor da aquisição não foi revelado. 25/06/2017
  • Grupo de mídia Vice assina parceria com Globosat no Brasil. Canais de televisão da emissora brasileira vão começar a distribuir conteúdo produzido pelo Viceland até o fim de 2017. Acordo prevê que a Globosat assumirá participação minoritária nas operações da Vice no Brasil. O grupo norte-americano de mídia Vice firmou parceria com a Globosat no Brasil, por meio da qual os canais de televisão da emissora brasileira vão começar a distribuir conteúdo produzido pelo Viceland até o fim de 2017, informou nesta quinta-feira a empresa norte-americana em comunicado ao mercado.22/06/2017
  • Cabify se une à Easy contra 99 e Uber. Embora as startups divulguem que o acordo se trata de uma fusão, fontes confirmam a EXAME Hoje que a operação se tratou de uma aquisição. A tão esperada consolidação no mercado de aplicativos de transporte no Brasil finalmente começou. A startup espanhola Cabify e a brasileira Easy uniram as operações em uma negociação que se arrastou por mais de um ano — começou em abril de 2016 — e havia sido adiantada por EXAME Hoje em janeiro. Embora as startups estejam tratando a negociação como uma fusão entre os aplicativos, fontes próximas ao acordo afirmaram a EXAME Hoje que, na prática, a Cabify comprou a operação da Easy. Criada em 2012 e presente em 170 cidades de 12 países, a Easy levantou mais de 77 milhões de dólares desde então e tinha como principal acionista o fundo alemão Rocket Internet. Já a Cabify recebeu cerca de 250 milhões de dólares em investimento desde 2011, principalmente da empresa japonesa Rakuten, e está com uma rodada de investimentos em aberto na tentativa de captar mais 200 milhões de dólares.21/06/2017
  • Randon firma joint venture no Peru com Epysa, do Chile. A Randon anuncia a criação de sua primeira joint venture, a Randon Peru, a partir de um contrato com o Grupo Epysa, do Chile, que prevê fábrica na capital peruana Lima para fabricação, montagem e distribuição de semirreboques da marca brasileira. O acordo prevê ainda o controle da Randon com 51% do negócio e com início da operação para o segundo semestre. As empresas não divulgaram o valor do investimento, limitando-se a informar que eles são proporcionais às participações acionárias.   Em fato relevante a companhia afirmou que o aporte inicial das duas sócias na Randon Peru será equivalente a US$ 1 milhão e 500 mil e poderá, a partir do terceiro ano, chegar a US$ 3 milhões, cabendo o controle do negócio à companhia brasileira, que deterá participação societária correspondente a 51% do capital social. A participação remanescente, de 49% do capital social, será de titularidade da Comercial Epysa Peru. 20/06/2017
  • Conselheiros da Wiz aprovam compra de empresa de seguros. Wiz Soluções e Corretagem de Seguros, nova denominação social da ParCorretora, celebrou memorando de entendimentos não vinculante visando a aquisição de 100% das quotas de emissão da Finanseg Administração e Corretagem de Seguros Ltda. A aquisição se dará pelo preço mínimo de R$ 240 milhões, sendo pago em parcelas, a primeira de  R$ 72 milhões na data do fechamento da aquisição, a segunda de R$ 48 milhões com vencimento em 6 meses da data de fechamento da aquisição e o restante em parcelas anuais com vencimento de 2018 a 2021. 05/05/2017
  • Globo compra participação na Órama e entra no segmento de aplicações financeiras. O Grupo Globo, dono da TV, do jornal e dos canais a cabo, anunciou hoje a compra de uma participação minoritária na Órama Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM). A distribuidora é responsável pelo site de investimentos Órama Investimentos, que distribui fundos e papéis de renda fixa. Com a medida, a Globo volta ao mercado financeiro, que deixou nos anos 1990 ao vender o Banco ABC Roma e a Seguradora Roma. O negócio mostra como está aquecido o mercado de veículos alternativos de investimento, puxado pelo crescimento da corretora XP, que atraiu o interesse do Itaú Unibanco. O aumento da concorrência das corretoras independentes com os bancos atrai grandes investidores interessados em participar desse mercado. 20/06/2017 
  • Weg assina contrato para compra da CG Power USA por US$37 milhões. Localizada em Washington, a CG Power USA é especializada na fabricação de transformadores de distribuição e de força; receita em 2016 foi de US$128 milhões. A WEG assinou contrato com a CG Power Systems Belgium para aquisição da CG Power USA por US$ 37 milhões, informou a fabricante de motores elétricos e tintas industriais em fato relevante nesta quarta-feira (21/06). A previsão é de que transação seja concluída até 31 de julho de 2017, após o cumprimento de determinas condições, de acordo com a companhia. 21/06/2017
  • L'Oréal aceita aquisição da The Body Shop pela Natura. A Natura informou nesta terça-feira (20) que a L'Oreal, após consultar seu conselho de empregados, se posicionou a favor da venda da empresa de cosméticos britânica The Body Shop. A Natura noticiou a negociação que envolve -1 bilhão no último dia 9, mas a transação dependia de consulta aos trabalhadores na França, além de aprovação pelas autoridades regulatórias, como o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).  No início do ano, a francesa começou a buscar potenciais compradores para a The Body Shop, comprada em 2006 por 652 milhões de libras. - 20/06/2017
  • Nova competidora vai disputar mercado de galpões. O mercado brasileiro de locação de galpões passa a contar com um novo competidor. Trata-se de empresa, cujo nome ainda não foi divulgado, que vai desenvolver galpões logísticos e industriais e adquirir empreendimentos prontos, disputando clientes com a Global Logistic Properties (GLP), a Goodman Brasil Logística (GBL), a TRX e a Prologis CCP. A nova empresa é uma joint venture formada pela RB Capital e pela Macquarie Capital, ..20/06/2017 
  • Mandic adquire ativos da Ascenty e avalia mais alvos . A Mandic, empresa brasileira de serviços de computação em nuvem, comprou a área de serviços de tecnologia da Ascenty, de centro de dados. Com a operação, que não teve o valor revelado, a Mandic chegará a uma receita de R$ 100 milhões..20/06/2017
  • Triunfo vende fatia na Portonave para TIL por R$1,3 bi. A Triunfo Participações aceitou vender fatia de 50% no terminal portuário Portonave. A Triunfo Participações aceitou vender fatia de 50 por cento no terminal portuário Portonave para a TIL, do MSC Mediterranean Shipping, parceiro da empresa no empreendimento. Minutos após a Reuters publicar que a companhia fechou acordo para venda de sua fatia no negócio por 1,3 bilhão de reais, a companhia enviou fato relevante ao mercado confirmando o negócio.  20/06/2017
  • Grupo Prepara compra Microlins, People e SOS e passa a ser MoveEdu. O Grupo Prepara, rede de franquias do mercado educacional, anunciou a aquisição das marcas de ensino profissionalizantes Microlins, People e SOS. Com sete marcas de ensino, mais de 1,2 mil unidades e quase meio milhão de alunos, a rede passará a se posicionar como MoveEdu e deve se tornar a maior rede de franquias no segmento de educação profissional do País. Os valores da aquisição não foram divulgados. Assim, a MoveEdu será responsável pela unificação do grupo juntamente com as marcas Prepara Cursos (cursos profissionalizantes); Programas Educacionais Ensina Mais Turma da Mônica (apoio escolar); e as redes de idiomas para o público adulto e infantil English Talk e Pingu’s English. A rede fechou 2016 com um faturamento de R$ 300 milhões e, com a aquisição, dobra de tamanho.19/06/2017
  • Wise Up anuncia compra da escola de inglês Number One. A aquisição cria uma nova holding, a Wiser Educação, que além da Number One conta com a Wise Up e You Move. Um mês após anunciarem sociedade na rede de escola de idiomas Wise Up, os empresários Flávio Augusto da Silva e Carlos Wizard Martins informaram hoje a compra de 100% da rede Number One, que atua predominantemente em Minas Gerais. A aquisição cria uma nova holding, a Wiser Educação, onde Flávio Augusto detém 65% e Carlos Wizard e Charles Martins (filho de Carlos) ficam com 35%. Carlos Wizard ainda prometeu mais novidades e disse que está avaliando outras duas redes no País. A Number One é uma rede de escolas de idiomas criada em 1972 em Belo Horizonte. Atualmente, são 135 unidades e cerca de 2.500 funcionários. O faturamento global no ano passado foi de R$ 102,5 milhões. 19/06/2017
  • Francesa EDF assume controle de novo projeto solar no Brasil. Em março, o grupo francês já havia assumido o controle de outro projeto solar atualmente em construção e com capacidade de 191 megawatts. A francesa EDF Energies Nouvelle adquiriu da Canadian Solar participação de 80 por cento na usina solar fotovoltaica Pirapora II, localizada em Minas Gerais, que terá capacidade instalada de 115 megawatts quando concluída, informaram as empresas em nota nesta segunda-feira. O negócio, que não teve o valor divulgado, mostra o interesse de investidores estrangeiros por ativos de energia renovável no Brasil mesmo em meio ao acirramento da crise política. A EDF já possui ativos no Brasil, onde opera uma termelétrica e usinas eólicas, além de ter uma fatia majoritária na hidrelétrica de Sinop. Em março, o grupo francês havia assumido o controle do Pirapora I, um outro projeto solar atualmente em construção e com capacidade de 191 megawatts. 19/06/2017
RELATÓRIOS - DESTAQUES DA SEMANA
QUEM, O QUÊ, QUANDO, QUANTO, COMO e POR QUÊ
 A pesquisa FUSÕES E AQUISIÇÕES - DESTAQUES DA SEMANA tem o propósito de captar o “clima” do mercado das operações de Fusões e Aquisições bem como sinalizar suas principais tendências. Trata-se da compilacão semanal das notícias visando tornar mais acessíveis e conhecidos os negócios de fusão, aquisição e venda realizados entre empresas com atuação no Brasil. Todas as informações sobre os negócios citados no presente relatório são obtidos a partir de notícias publicadas pela imprensa e divulgadas no “estado" pelo blog FUSOESAQUISICOES.BLOGSPOT http://fusoesaquisicoes.blogspot.com.br, não sendo feita qualquer verificação quanto à sua veracidade, precisão ou integridade do conteúdo. Sempre que possível, serão mencionados os nomes dos compradores – investidor estratégico ou fundos de private equity, dos vendedores, a tese de investimento e principais “value drivers”, o valor da transação, forma de pagamento, múltiplos praticados (Valor da Empresa/EBITDA, Valor da Empresa/Receita) etc. Muitas vezes a notícia não é clara a respeito dos valores/forma de pagamentos e respectivos múltiplos. É bem-vinda toda e qualquer contribuição para tornar as informações mais precisas e transparentes. Caso o conteúdo estiver em desacordo, nos contate que estaremos retirando o mesmo ou corrigindo a respectiva  informação. Blog FUSÕES & AQUISIÇÕES 



Um quarto para dois: Intercity e DoisPontoZero se unem para ganhar escala

A Intercity Hotels e a DoisPontoZero estão em conversas finais para uma fusão que vai criar a terceira maior administradora de hoteis do País em número de quartos, depois da Accor e da Choice.

As conversas entre as duas concorrentes já duram cerca de seis meses.

A Intercity pertence ao empresário gaúcho Ernesto Corrêa da Silva Filho, que vendeu a GetNet para o Santander por R$ 1,1 bilhão em 2014.

Com cerca de 5.000 quartos, a Intercity já é a sexta administradora do País — maior que redes como Blue Tree, Windsor e Transamérica — e é dona de 35 hoteis de bandeira própria.

A DoisPontoZero— dona das bandeiras Arco e Zii e particularmente forte no interior de São Paulo — pertence à HSI Investimentos, gestora e desenvolvedora de ativos imobiliários.  Quando começou a desenvolver hoteis, a HSI criou a DoisPontoZero para verticalizar o negócio, evitando pagar royalties a outras bandeiras.

O BTG Pactual está assessorando a Intercity.

A transação vem num momento de vacância recorde no setor de hoteis, particularmente no segmento corporativo, em meio à recessão dos últimos anos. Geraldo Samor Leia mais em braziljournal 26/06/2017



Espanhol Bankia assume banco rival BMN por 825 milhões de euros

O banco espanhol Bankia assumiu integralmente o rival Banco Mare Nostrum (BMN) em um acordo que avalia a instituição em 825 milhões de euros (cerca de US$ 928,7 milhões... leia mais em valoreconomico 27/06/2017




Cade aprova compra da Car Rental pela brasileira Localiza

O negócio está estimado em 337 milhões de reais; A decisão foi publicada nesta terça-feira

Os clientes da Hertz que viajarem para o Brasil serão atendidos pela Localiza e vice-versa

O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou sem restrições a compra da empresa norte-americana Car Rental Systems, do Grupo Hertz, pela brasileira Localiza. O negócio está estimado em 337 milhões de reais, montante que inclui dívidas. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira.

A parceria entre as empresas permite o compartilhamento de marcas. Os clientes da Hertz que viajarem para o Brasil serão atendidos pela Localiza, que exibirá a marca “Localiza Hertz” em suas agências, proporcionando acesso, aos clientes Hertz, a uma rede mais ampla de distribuição e uma maior frota de veículos do que a oferecida atualmente pela Hertz Brasil. Leia mais em veja.abril 27/06/2017



Buffett sonha grande, mas se contenta com pequenas aquisições

Faz tempo que Warren Buffett não fecha um grande acordo, mas ele tem se contentado com troféus menores.

Na segunda-feira, foi divulgado que a holding do bilionário, a Berkshire Hathaway, deu um lance de US$ 377 milhões pelo fundo de investimento imobiliário Store Capital, focado em prestadoras de serviços, como academias e berçários...  Leia mais em bol.uol 27/06/2017



Indusval busca parceiro estratégico

O Banco Indusval & Partners (BI&P) resolveu adiar por até 90 dias a decisão sobre a oferta pública de aquisição de ações (OPA), segundo comunicado divulgado ontem pela instituição. O adiamento, de acordo com o Indusval, se deu porque o banco mantém neste momento tratativas confidenciais para parcerias estratégicas.

"Apesar de [essas tratativas] não envolverem a transferência de controle da companhia, poderão, caso sejam concretizadas, impactar a sua rentabilidade futura e a decisão do acionista com relação à adesão ou não à oferta [OPA]", disse o banco no fato relevante.

O Valor apurou com fontes próximas ao negócio que entre as alternativas em análise pelo Indusval estão a venda de uma participação ou parcerias envolvendo o próprio banco ou sua controlada Guide Investimentos, uma plataforma de investimentos criada em 2013. A preferência dos acionistas é por concretizar uma transação que envolva o banco, mas é a Guide que é considerada a "joia da coroa".

Investidores estratégicos e financeiros estão interessados na aquisição de supermercados financeiros, com plataforma aberta de distribuição de produtos. Só neste ano, pelo menos três negócios foram concluídos: a compra de participação na XP Investimentos pelo Itaú Unibanco, a aquisição de fatia da Easynvest pelo fundo de private equity Advent e a entrada do grupo Globo na Órama.

Segundo uma fonte do mercado, um investidor estrangeiro chegou a avaliar a compra de uma participação na Guide, mas o negócio não foi fechado em função do preço pedido pelo Indusval, que, segundo a fonte, teria sido acima de R$ 1 bilhão.

No ano passado, a Guide ampliou a área de assessoria financeira, com a compra da operação de gestão de patrimônio da Simplific Pavarini, no Rio, além de incorporar a carteira de clientes pessoas físicas da SLW Corretora.

Segundo o site da própria Guide, a empresa tem 40 mil clientes e R$ 11 bilhões sob custódia. A corretora ocupa a 20ª posição no ranking de negociação do mercado de ações, segundo dados do mercado.

A operação, porém, ainda é deficitária. Em 2016, a Guide registrou prejuízo de R$ 4,608 milhões e receita de intermediação financeira de R$ 12,859 milhões. O patrimônio líquido da empresa no fim de 2016 era de R$ 37,469 milhões.

Já o Indusval teve prejuízo de R$ 31,6 milhões no primeiro trimestre, ampliando em 34,3% a perda de igual período de 2016. O banco apresentava, ao fim do trimestre, patrimônio líquido de R$ 463,4 milhões, com índice de Basileia de 10,9%, próximo ao mínimo exigido pelo Banco Central. No ano passado, chegou-se a circular no mercado informações de que o grupo chinês Shanghai Pengxin estaria negociando a compra do Indusval, fato que foi negado pelo banco.

O Indusval tem entre seus acionistas Jair Ribeiro, fundador do antigo banco Patrimônio, o fundo de private equity Warburg Pincus e os executivos Manoel Felix Cintra Neto, Luiz Masagão Ribeiro e Roberto de Rezende Barbosa. Procurado, o Indusval informou, por meio da assessoria de imprensa, que não faria comentários além do que já tinha sido informado no fato relevante. - Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 27/06/2017



Vinci vende 5% de participação no Burger King Brasil

A gestora de recursos Vinci Partners fechou a venda de uma participação de 5% no Burger King Brasil para o escritório de gestão de fortunas de uma família americana. A transação, que foi concluída no fim da semana passada, atingiu pouco mais de R$ 100 milhões.

A Vinci tinha uma opção de vender mais 5% da empresa para o Capital Group, investidor que entrou na companhia em agosto do ano passado, quando adquiriu cerca de 27% em ações da BK Brasil e de outros acionistas.

A gestora, porém, decidiu ir a mercado para tentar uma venda acima do preço acordado com o Capital Group. Para a Vinci, o forte crescimento do Burger King no Brasil poderia atrair compradores a preços mais altos.

No fim, a proposta recebida de um "family office" americano superou o valor previsto, ao avaliar a companhia em cerca de R$ 2 bilhões, diz uma fonte.

Procurados pela reportagem, Vinci Partners e Burger King não comentaram a informação.
Além da Vinci, que segue com uma fatia de 32% na empresa, e do Capital Group, o Burger King tem como acionistas o Temasek, fundo soberano de Cingapura, e a 3G. O Capital Group forma bloco de controle com a gestora Vinci desde o ano passado. A Restaurant Brands International, controladora da rede no exterior e controlada pela 3G Capital, tem 16% da empresa.

A entrada de novos sócios, de um ano para cá, tem ocorrido como forma para capitalizar a empresa - reduzindo alavancagem e ampliando recursos para investimento. E também levou à venda de ações de sócios da Vinci, que já foram diluídos em sua posição em 2016, quando o Capital Group virou sócio.

Dentro do plano traçado de crescimento da rede, há dificuldade em expandir sem aumento de despesas e dívidas, principalmente porque o crescimento orgânico tem sido acelerado (nos últimos cinco anos, a taxa de aumento anual na receita líquida foi superior a 20%). Nesse ritmo, em 2016 as despesas gerais e administrativas subiram 65% e as despesas financeira, 46%.

A busca por sócios, com injeção de capital no negócio, reduz esse impacto num momento em que o seu maior rival, o McDonald's, deve retomar a velocidade de expansão no Brasil, após um período de reestruturação.

O McDonald's finalizou processo de venda de ativos no país e, após anos, está colocando no mercado um projeto milionário de reformulação de lojas no país.

De acordo com as demonstrações financeiras de 2016, o Burger King Brasil apurou receita líquida de R$ 1,77 bilhão no Brasil, alta de 34,5%. Parte desse crescimento ocorreu graças ao ritmo mais forte de abertura de lojas - foram 73 inaugurações no ano passado, somando 601 restaurantes no país. Há cinco anos, a empresa tinha pouco mais de 200 pontos e receita de menos de R$ 600 milhões.
A empresa ainda apurou prejuízo de R$ 84,5 milhões no ano passado, 130% superior ao de 2015 - na linha de passivos, os prejuízos acumulados somam quase R$ 160 milhões (a companhia existe desde 2011).

A informação da transação foi publicada inicialmente por Lauro Jardim, no jornal "O Globo", e confirmada pelo Valor ontem. - Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 27/06/2017 -



Cade deveria fiscalizar pós-fusão, diz Alexandre Cordeiro

Para conselheiro, mercado está sempre à frente da legislação

O conselheiro Alexandre Cordeiro, do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), sugeriu que o órgão antitruste vá além da aprovação de fusões e aquisições, analisando também o que acontece com o mercado depois da aprovação do negócio pelo tribunal administrativo.

“Uma análise pós-fusão seria interessante para observarmos se o que previmos no julgamento se confirmou, e também para analisar como ficou o mercado naquele setor”, disse o conselheiro, que participou de um evento promovido pela Comissão de Estudos da Concorrência e Regulação Econômica da OAB-SP na sexta-feira (23/6).

Segundo Cordeiro, as inovações tecnológicas exigem que a legislação do direito econômico, principalmente o antitruste, precisam ser “flexíveis”, para acompanhar a evolução do mercado.

“Característica do direito econômico é ter mutabilidade, maleabilidade, o que nos leva a crer não que o direito regulado tem que ser regulado por leis duras, mas sim legislação mais elásticas. Mercado com certeza entrará na frente da lei”, disse Cordeiro.

Para ele, a leis flexíveis afastam a insegurança jurídica dos regulados. O Cade “tem que estar calibrando o que está descalibrado a todo momento”, na avaliação do conselheiro.

“Além das leis, vale lembrar que a regulação do dia a dia é feita caso a caso, com formação da jurisprudência, o que o caso já vinha decidindo sobre tal tema”, argumentou.

Hoje, o Cade não tem a prática de acompanhar o mercado depois de aprovar uma fusão, limitando-se a investigar eventuais práticas anticompetitivas previstas na Lei 12.529/2011. Ao mesmo tempo, o conselho vem reforçando sua área técnica, com a ampliação do Departamento de Estudos Econômicos (DEE), que eventualmente poderia absorver a função.

Cordeiro é um dos sete integrantes do tribunal administrativo no Cade. Na semana passada, foram nomeados dois novos conselheiros, o presidente Alexandre Barreto e Maurício Maia, que devem participar de sua primeira sessão na quarta-feira (28/6).

A atuação pós-fusão é defendida por muitos advogados do antitruste ouvidos pelo JOTA. Em especial porque a maioria das operações mais complexas são aprovadas pelo Cade com a imposição de restrições e medidas comportamentais, com o objetivo de evitar que a empresa resultante da operação ganhe poder demais no mercado. Guilherme Pimenta Leia mais em jota.info 26/06/2017



Takata venderá ativos por US$ 1,6 bilhão

Key Safety Systems confirmou que vai comprar parte da empresa.

Neste começo de semana, a história que ficou conhecida como “airbags mortais” e que acabou se transformando no maior recall da história da indústria automotiva ganhou mais um capítulo. A Takata confirmou que deverá vender uma boa parte dos seus ativos como parte do seu plano de recuperação judicial.

De acordo com as informações que foram confirmadas pela imprensa internacional, a empresa responsável por comprar parte da Takata é a Key Safety Systems (KSS). O valor da transação por parte da companhia é de US$ 1,6 bilhão. Os ativos da companhia que serão comprados são parte da produção de autopeças da Takata, com exceção da parte que fabrica os airbgs propriamente ditos.

"A combinação Takata/KSS formará "um fornecedor de primeira linha com 60.000 funcionários em 23 países", afirmou a KSS em um comunicado, que promete a manutenção do número de empregados da Takata e de fábricas no Japão.

Problemas e dívidas

O grande inferno da Takata começou com uma série de problemas e de falhas que foram identificadas nos airbags fabricados pela empresa. Como a companhia é uma das maiores fornecedores neste negócio em todo o planeta, praticamente todas as grandes montadoras tinham airbags da Takata em seus modelos. O problema causou o maior recall da indústria automotiva, atingindo cerca de 30 milhões de carros.

Takata venderá ativos por US$ 1,6 bilhão

As estimativas feitas pelas agências de notícias internacionais, especialmente as que são focadas em informações de economia, afirmam que a Takata deixa uma dívida de mais de um trilhão de ienes, o que equivale a mais de 8 bilhões de euros. Se estes números realmente forem confirmados, essa será a maior falência industrial no Japão após a II Guerra Mundial.

No mês de fevereiro deste ano, a empresa confirmou oficialmente um acordo feito com os órgãos norte-americanos no valor de US$ 1 bilhão como compensação as fabricantes de carros e também as vítimas dos acidentes que estão diretamente relacionados aos defeitos dos airbags. 16 pessoas morreram apenas nos Estados Unidos em virtude dos problemas. Leia mais em salaodocarro 26/06/2017
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Filial da Takata no Brasil não entrará em recuperação judicial 

A direção da empresa de autopeças Takata no Brasil informou ontem que as subsidiárias da companhia japonesa no Brasil e Uruguai estão fora do pedido de recuperação judicial do grupo.

Segundo a empresa, o pedido limita-se às operações nos Estados Unidos, Japão e México. .. Leia mais em valoreconomico 27/06/2017



Apple compra empresa especializada em rastrear movimento dos olhos

Ao que tudo indica, a Apple está se preparando para investir em um novo mercado. A empresa anunciou a aquisição da empresa alemã SensoMotoric, que tem como principal tecnologia um par de óculos capazes de monitorar o movimento dos olhos dos seus usuários.

A empresa afirmava que sua tecnologia de rastreamento ocular já tinha mais de 100 mil usuários, com seus óculos que monitoravam os olhos para uma gama grande de ações, incluindo a prática de esportes.

Mas o que a Apple tem a ver com isso? Há algum tempo já se especula que a empresa está para investir em realidade virtual, e para isso seria necessário lançar seu próprio visor. O rastreamento do movimento dos olhos é essencial para que a experiência seja realmente imersiva. Acompanhar o movimento da cabeça é o primeiro passo, mas não adianta muita coisa se você tentar olhar discretamente para o lado e a imagem permanecer estática.

Isso dito, a Apple nunca confirmou que trabalha com o desenvolvimento de ferramentas para realidade virtual; a empresa, no entanto, já começou a apresentar novidades no setor de realidade aumentada, com o ARKit revelado durante a WWDC realizado no início do mês. Além disso, nos últimos anos foram várias aquisições do tipo apontando para o mesmo ponto focal.

A Apple também não está sozinha no investimento em empresas de rastreamento ocular. O Google também adquiriu uma empresa, a Eyefluence, que tem exatamente a mesma especialização. Isso indica que as duas empresas estão seguindo para o mesmo lado, o que também aponta uma tendência da indústria para os próximos anos.  RENATO SANTINO Leia mais em olhardigital 26/06/2017



26 junho 2017

GM espera custos de US$5,5 bi com venda da Opel

A General Motors espera que os custos com a venda de seu braço europeu Opel para a Peugeot atinjam 5,5 bilhões de dólares, ante estimativa anterior de 4,5 bilhões de dólares, devido a despesas adicionais associadas ao negócio, disse um alto executivo na segunda-feira.

O diretor financeiro da GM, Chuck Stevens, também disse aos analistas em teleconferência que ... Leia mais em bol.uol 26/06/2017

26 junho 2017



Viver pede autorização para vender projeto à Bersan por R$ 3,8 milhões

A Viver Incorporadora apresentou petição nos autos da recuperação judicial para a venda à Bersan Imóveis de sua participação na Inpar Projeto 39, empresa que não foi incluída no ajuizamento.

O conselho de administração da Viver aprovou a operação que, se autorizada, vai resultar no recebimento pela companhia de R$ 3,8 milhões. A companhia pediu recuperação judicial em setembro do ano passado. Os recursos serão direcionados para pagamento da 1ª Tranche do Financiamento DIP (debtor in possession financing) — voltada para empresas ... Leia mais em valoreconomico 26/06/2017



Google lança fundo para investir em startups de Inteligência Artificial

Algorithmia é a primeira empresa a receber aporte liderado pela gigante de tecnologia

A Algorithmia, startup que oferece uma plataforma que simplifica o uso de machine learning, levantou US$ 10,5 milhões em rodada série A liderada pelo Google.

O aporte inaugura o fundo de investimentos da gigante de Mountain View dedicado exclusivamente a empresas de inteligência artificial.

Segundo informações da Venture Beat, Anna Patterson, vice-presidente de engenharia para Inteligência Artificial do Google, irá integrar o novo conselho como parte do negócio.

Com base em Seattle, a Algorithmia construiu uma espécie de marketplace de algoritmos. Em resumo, a companhia oferece soluções que visam democratizar o uso de machine learning para outras empresas. Nela, desenvolvedores conseguem acessar os algoritmos, usando-os para integrar aos seus próprios aplicativos. Há soluções que conseguem desde detectar nudez em imagens digitais aquelas que analisam frases.


O sistema da companhia também converte os algoritmos publicados em serviços de nuvem, podendo ser integrados facilmente em um aplicativo, site ou outro serviço. Uma versão paga da plataforma é usada por grandes companhias na área de finanças, farmácia e outras verticais.

Atualmente, a Algorithmia oferece 3.500 modelos de machine learning que atendem uma base de 45 mil desenvolvedores.

O aporte na startup também contou com a participação da Madrona Venture Group, Rakuten Ventures, Osage University Partners e Work-Bench. Leia mais em computerworld 26/06/2017



Itaúsa tem interesse em comprar 50% da Alpargatas

A Itaúsa afirmou por meio de um comunicado que tem interesse em adquirir 50% da participação da J&F na Alpargatas para fazer a gestão compartilhada da empresa com a Cambuhy.

Hoje pela manhã, a Alpargatas informou a investidores que recebeu da J&F a informação de que um acordo de confidencialidade havia sido firmado com a Cambuhy, gestora de recursos da família Moreira Salles. A Itaúsa disse no documento que não houve ainda a “celebração de qualquer contrato com os envolvidos no que diz respeito à... Leia mais em valoreconomico 26/06/2017



Cargill vende fábrica de preparados de frutas e recheios em SP

A Cargill fechou um contrato para vender a fábrica de preparados de frutas, coberturas e recheios, localizada em São José do Rio Pardo (SP), para a alemã Döehler, companhia global que produz e distribui ingredientes naturais para a indústria de alimentos e bebidas, informou nesta segunda-feira a multinacional norte-americana.

A venda da unidade segue plano da Cargill de sair do negócio de preparados de frutas, coberturas e recheios no Brasil, informou a empresa em nota, confirmando informação publicada mais cedo pela Reuters, com base em uma fonte com conhecimento do assunto.

A Cargill, uma das principais companhias que negociam e processam commodities agrícolas como soja e milho no Brasil e no mundo, não informou o valor da transação.

"A Cargill informa que, após revisão da sua estratégia e portfólio, optou por sair do negócio de preparados de frutas, recheios e coberturas no Brasil. Decisão esta que resultou na venda da sua operação na unidade de São José do Rio Pardo, SP, para a Döehler", afirmou.

De acordo com a empresa, a decisão considerou os aspectos estratégicos e de alinhamento do segmento com a estratégia global da companhia.

A empresa afirmou ainda que, após a aprovação por autoridades antitruste (Cade), a Cargill e a Döehler iniciarão o processo de transição da operação.

A Cargill informou que, apesar do desinvestimento, "continua comprometida com suas operações no Brasil".

"O país é considerado um importante mercado para a companhia e, portanto, a empresa continuará investindo e desenvolvendo as outras áreas do seu negócio no Brasil."

A Döehler atua globalmente na produção, comercialização e fornecimento de ingredientes naturais, sistemas de ingredientes e soluções integradas para a indústria de alimentos e bebidas. (Por Roberto Samora) Reuters Leia mais em dci 26/06/2017



Natura anuncia compra de 100% da britânica The Body Shop

A empresa de cosméticos Natura anunciou ter concluído nesta segunda-feira a compra de 100 por cento da marca britânica The Body Shop que pertencia à francesa L'Oreal.

A compra foi feita por meio da Natura International, que tem sede na Holanda.

A Natura afirmou que pretende convocar uma assembleia-geral extraordinária de acionistas para votar sobre a operação.

O fechamento da operação segue condicionado às aprovações regulatórias, especialmente no Brasil e nos Estados Unidos.

A Natura havia informado no dia 9 que entrou em negociações exclusivas com a L'Oreal para comprar dela a The Body Shop, num negócio que pode movimentar 1 bilhão de euros. (Por Aluisio Alves) Reuters Leia mais em reuters 26/06/2017



Raízen avalia apenas aquisições de ativos com alta sinergia, diz Ometto

A Raízen, maior companhia de açúcar e etanol do Brasil, avalia apenas oportunidades de aquisição de unidades que tenham alta sinergia com as dezenas de usinas da empresa, afirmou nesta segunda-feira o seu presidente do Conselho de Administração da empresa, Rubens Ometto, durante evento do setor.

"A Raízen só está buscando oportunidades que têm alta sinergia conosco. Se tiver sinergia conosco, entra (no radar). Logística, redução de custo e coisa perto", afirmou ele.

Questionado por jornalistas se os preços estão bons para aquisições, ele afirmou que sim, em um ambiente de crise do setor sucroalcooleiro.

A afirmação foi feita após a companhia, joint venture da Cosan e da Shell, ter apresentado uma proposta de 823 milhões de reais pelas usinas Santa Cândida e Paraíso, da Tonon Bioenergia, que está em recuperação judicial.

A oferta foi considerada como vencedora pelos credores da companhia, segundo comunicado da empresa divulgado em meados do mês.

Ometto disse ainda que o setor de açúcar e etanol do Brasil deverá passar por um momento de consolidação, com fusões e aquisições, antes que as usinas voltem a investir em novos projetos para expansão da capacidade, devido à situação de deterioração financeira das empresas do segmento.

"Para você produzir mais etanol, você tem que ter uma política bem clara de investimento, porque vamos demorar algum tempo para as grandes usinas recuperarem sua situação financeira, que está muito deteriorada agora", disse Ometto, ao participar de seminário da União da Indústria de Cana-de-Açúcar em São Paulo.

"É muito mais barato comprar uma usina funcionando que investir em greenfield. Até que haja uma consolidação do setor, não vai haver greenfield", acrescentou ele.

A Raízen conta atualmente com 24 unidades de produção de açúcar, etanol e bioenergia. (Por Luciano Costa) Reuters Leia mais em DCI 26/06/2017



Parente diz que companhia saudável não deve ter alavancagem superior a 1,5 vez

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, afirmou nesta segunda-feira, 26, que uma companhia saudável não deve ter alavancagem superior a 1,5 vez. No primeiro trimestre, o índice da empresa foi de 3,2 vezes.

No plano de negócios, a empresa prevê alcançar meta de 2,5 vezes ao fim de 2018. Porém, segundo Parente, mesmo atingindo este patamar de compromisso do caixa com o pagamento de dívida, a estatal continuará em processo de reestruturação, que prevê a formação de parcerias e venda de ativos de US$ 21 bilhões nos anos de 2017 e 2018.

O presidente da Petrobras participa de palestra promovida pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), no Rio.

Sete Brasil

Parente afirmou que sempre foi favorável à negociação com a empresa de operação de plataformas Sete Brasil, mas não levava adiante as negociações porque o FIP Sondas, do qual a estatal é cotista, “não queria participar”.

“A gente achava, no início que não seria produtivo. Recentemente, com o decorrer das conversas, sob a liderança do juiz que está conduzindo as conversas, pediram que reconsiderássemos a questão. Nós, na diretoria executiva, achamos que poderíamos ajudar a construir uma solução para isso”, afirmou Parente.

Na semana passada, a Petrobras comunicou que, em audiência no Tribunal de Justiça do Rio, a Sete Brasil propôs retomar as negociações com a estatal, que acatou o pedido. Estadão Conteúdo Leia mais em istoedinherio 26/06/2017



Prumo negocia com BP e Siemens venda da Gás Natural Açu

A Prumo informou nesta segunda-feira (26), em comunicado, que assinou com a BP e com a Siemens acordos de exclusividade para negociação de participações na controlada Gás Natural Açu (GNA) e suas subsidiárias. A GNA, por meio da subsidiária GNA Infraest..

A negociação com a BP envolve a compra de 30% de participação no capital da GNA, além da aquisição pela BP de 50% em outra sociedade, que ainda será constituída, responsável pelos contratos de compra e venda de energia... leia mais em valoreconomico 26/06/2017



Empresas sem o olho do dono

O recente encurrala- mento diplomático do Qatar por seus vizinhos chamou a atenção para o tesouro de US$ 335 bilhões em investimentos mantidos por seu fundo soberano ao redor do mundo. O portfolio mostra que mesmo os xeques abrem mão do controle quando aplicam nas chamadas corporations, empresas abertas que, por terem o capital pulverizado, não possuem bloco de controle. É o caso de companhias como Tiffany e Iberdrola, nas quais o emirado tem participação relevante, mas não o suficiente para definir os rumos do negócio. Uma tradição do mercado americano, as "empresas sem dono" passam por uma fase de questionamento diante da multiplicação de lançamentos de ações por firmas de tecnologia nas quais os fundadores querem continuar a mandar.

No Brasil, porém, o modelo nunca pegou e, considerando o critério mais rígido, só sete empresas listadas na B3 (antiga Bovespa) têm capital pulverizado.

As corporations se firmaram como modelo societário americano nos anos 1930, após o crash da Bolsa de Nova York, segundo Evandro Pontes, professor de Direito Societário do Insper. A criação, em 1934, da Securities and Exchange Commission (SEC, órgão que regula o mercado de capitais nos EUA) balizou o investimento em ações como uma opção segura para o americano médio. As companhias tinham acesso a uma reserva de capital junto às pessoas físicas para financiar sua expansão, fragmentando sua estrutura societária.

— A história de pulverização de capital começa por causa de uma peculiaridade do capitalismo americano, no qual toda a poupança popular foi alocada em ações. A pulverização virou regra por lá — diz Pontes.

SHOW PARA ACIONISTAS
Antes da crise financeira de 2008, 65% dos adultos detinham investimento em ações, segundo a Gallup. Depois que a recessão devastou o valor dos papéis em Bolsa, muitos americanos fugiram do mercado, mas o percentual era de 52% em 2016. É o menor em duas décadas, mas está muito acima do índice visto no Brasil, onde menos de 4% da população em idade ativa aplica em ações.

— Por isso que, quando o Walmart fazia assembleia de acionistas nos anos 1990, ele fechava uma cidade inteira e organizava um show do Michael Jackson — exemplifica Renato Vilela, professor de Direito Societário do GVLAW, da FGV-SP. — Mas, mesmo lá nos EUA, já está havendo uma concentração maior. A literatura jurídica vem demonstrando que a ideia de que a pulverização das ações representa uma democratização da gestão da empresa está se tornando ultrapassada.

Uma pressão importante para mudar o paradigma das empresas sem dono veio do Vale do Silício. Muitas start-ups se viram obrigadas a levantar bilhões na Bolsa para satisfazer seus planos de expansão sem que os fundadores abdicassem do controle sobre os negócios. A oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) da Google, em 2004, foi emblemática nesse sentido.

Para manter as decisões nas mãos dos fundadores Larry Page e Sergey Brin e do diretor executivo, Eric Schmidt, a firma decidiu emitir duas classes de ações, sendo que o tipo que ficaria com eles teria peso dez vezes maior em votações. O modelo foi inspirado no de duas empresas peculiares para os padrões americanos: Ford, na qual a família do fundador segue ditando os rumos, e Berkshire Hathaway, onde quem manda é Warren Buffett.

Outros IPOs de start-ups usariam expediente semelhante, como Facebook e Linkedln. Com esse movimento, a quantidade de empresas americanas com bloco de controle cresceu. Segundo estudo do Investor Responsibility Research Center Institute (IRRCI), o número cresceu de 87 para 114 entre 2002 e 2012 no universo do índice S&P Composite 1500, que reúne as 1.500 empresas abertas mais relevantes dos EUA e abrange 90% do mercado. Desde então, o número caiu para 105, mas segue 20% acima do nível de 2002.

O estudo do IRRCI não chega a uma conclusão clara sobre qual modelo gera melhores resultados, mas sugere que empresas com bloco de controle têm desvantagens em retorno total ao acionista, crescimento de receitas e pagamento de dividendos. Elas se saem melhor, porém, no critério de retomo sobre o ativo.

— Alguns estudos já tentaram demonstrar que existe uma valorização maior da companhia se seu capital é pulverizado, mas não são conclusivos. Por outro lado, há a percepção de que, quando o capital é pulverizado, os administradores têm maior autonomia para decidir seu próprio salário e acabam recebendo mais do que a média do mercado — afirma Vilela, do GVLAW.

No Brasil, esse dilema é quase inexistente. Embora não haja regra clara sobre o conceito de "pulverização" os especialistas identificam raras empresas sem bloco de controle entre as 339 companhias que têm ações na B3. Segundo Pontes, do Insper, um dos motivos para isso é o fato de que, historicamente, em vez das pessoas físicas, os principais sócios corporativos no Brasil são o Estado e, mais recentemente, investidores institucionais, como BNDES e fundos de pensão.

— Se tomarmos por base a lei que estabelece controle como detenção de 50% 1 das ações com direito a voto, temos por volta de 50 companhias que se dizem "sem controlador" no Brasil. Mas as que contam com dispersão cujo maior acionista tem participação na casa dos 10% do capital votante são, na melhor das hipóteses, apenas sete— disse, citando B3, Renner, Gafisa, BR Malls, Embra- er, Hering e PDG.

MENOS CONFLITO
A varejista Renner foi a pioneira do modelo no Brasil. A americana ICPenney, que controlou a Renner de 1998 a 2005, se desfez de suas ações naquele ano e decidiu oferecê-las em Bolsa. Foi uma espécie de IPO, mas sem a emissão de novos papéis. Com isso, o capital foi pulverizado. Hoje, o maior acionista é a Aberdeen Asset, com 14,93% das ações.

Para a Renner, o resultado tem sido positivo: de 2006 até 2016, sua receita anual saltou de R$ 1,43 bilhão para R$ 6,45 bilhões.

— Essa estrutura explica parte importante do nosso desempenho. Para ter resultados consistentes, a empresa precisa de um posicionamento de mercado definido, e não há dúvida de que a governança é fundamental para isso. A estrutura de corporation ajuda, uma vez que elimina o viés de conflito de interesse nas decisões de conselho. O modelo permite que nossos conselheiros sejam independentes — disse o diretor financeiro da Renner, Laurence Beltrão Gomes.

Mas, se não tem sócio controlador, a Renner tem uma figura incomum nas empresas pulverizadas americanas: um diretor-executivo que está há décadas à frente da empresa, José Galló.
— Os administradores têm mais autonomia, mas a responsabilidade é maior. As decisões ficam concentradas nos gestores — disse Gomes.  O Globo Jornalista: Rennan Setti  Leia mais em portal.newsnet 25/06/2017 



Após ‘invasão’ chinesa, elétricas atraem investidores maduros

Quando a chinesa State Grid anunciou no ano passado a compra da CPFL, uma das maiores companhias privadas de energia do Brasil, as apostas do mercado indicavam para um novo movimento de consolidação do setor, ancorado por investidores asiáticos. O apetite chinês continua forte pelos ativos brasileiros, mas agora eles têm a companhia de outros interessados.

Investidores espanhóis, italianos, ingleses e canadenses estão olhando ativamente negócios no País. É o caso do fundo do investidor britânico Guy Saxton, o Brazil Iron, que está disposto a injetar £ 1 bilhão no País em ativos de transmissão da estatal Eletrobrás. O advogado Gustavo Buffara Bueno, sócio do escritório Buffara Bueno, que representa o investidor, afirma que o fundo aguarda o levantamento de valores dos ativos da estatal, que é assessorada pelo BTG Pactual.

Com forte liquidez e precisando dar retorno para os cotistas, os fundos de pensão e de investimentos estão gastando alguns milhões de reais no País para mapear as oportunidades.

“Eles estão olhando de tudo, seja para comprar ou para emprestar”, afirma o diretor-geral do escritório Alvarez & Marsal, Luis De Lucio.

A lista de potenciais investidores em ativos elétricos inclui ainda a estatal canadense Hydro Quebec, apontada como uma das interessadas na Companhia Energética de São Paulo (Cesp), apurou o Estado. Em nota, a canadense informou que procura adquirir ativos de energia ou participações em empresas do setor fora do país. A estatal diz que está analisando várias oportunidades, sem detalhar que ativos estão no radar.

Uma das maiores protagonistas em aquisições no País, ao lado da chinesa State Grid, a gestora canadense Brookfield também avalia negócios de energia, mas no segmento de renováveis.
A gigante, que tem sob gestão US$ 250 bilhões em ativos no mundo, é a maior operadora independente de pequenas centrais hidrelétricas do Brasil. Procurada, a empresa não comentou o assunto.

Abertura. Embora o assédio por ativos de energia esteja grande, fontes do mercado não descartam que parte dos negócios nas mãos do governo e até do setor privado optem pela abertura de capital para levantar recursos. A decisão, porém, depende da melhoria do ambiente econômico. /  - O Estado de S.Paulo Leia mais em portal.newsnet 25/06/2017



Até onde vai a Amazon?

Em 2010, o empresário americano Matt Rutledge foi convidado para um café da manhã com Jeff Bezos. Ele havia acabado de vender a Woot, um site de promoções de varejo para a Amazon, por US$ 110 milhões. Seria o primeiro encontro com o todo-poderoso dono da gigante americana de comércio eletrônico, em Seattle, sede da companhia. Mas, segundo seu relato, foi algo bastante inusitado. Bezos parecia não ter nenhuma agenda para a conversa e estava saboreando um prato exótico: um polvo preparado com batatas, bacon e ovos. Quando Rutledge questionou o motivo da compra da Woot, Bezos mais uma vez surpreendeu. “Você é o polvo que estou comendo neste café da manhã”, respondeu. “Quando olhei o menu, você era a coisa que eu não entendia, que eu nunca tinha experimentado.”

O polvo do café da manhã de Bezos simboliza a estratégia da Amazon. A companhia surgiu como um comércio eletrônico que vendia livros em 1994. Hoje, de cada dólar gasto no varejo online nos Estados Unidos, 50 centavos são na loja online da Amazon. Mas Bezos não apostou suas fichas numa única cesta. Ao longo dos anos, o dono da Amazon provou vários mercados que não tinha “experimentado” ou que não “entendia”, como computação em nuvem, leitores de livros digitais, produção de séries de tevês e a fabricação de robôs. Ele testa também drones para entrega de produtos aos consumidores e criou uma assistente virtual dotada de inteligência artificial que é um grande sucesso nos Estados Unidos. De certa forma, Bezos é o próprio polvo, que estende seus tentáculos de forma implacável por diversas áreas. Onde ele quer chegar? Qual o seu limite? Para muitos, o dono da Amazon quer, simplesmente, dominar o mundo.

Te cuida, Walmart: com a Whole Foods, Bezos quer dominar o varejo online e o físico (Crédito:Divulgação | Site Amazon )

Uma prova das ambições de Bezos pode ser observada em 16 de junho deste ano, quando seus os tentáculos capturaram um novo alvo. Naquela sexta-feira, a Amazon anunciou a compra da rede de alimentos orgânicos Whole Foods, por US$ 13,7 bilhões, na maior aquisição de sua história – a loja online de calçados Zappos.com, até então a mais cara, havia custado US$ 1,2 bilhão, em 2009. Trata-se da mais séria e ousada investida de Bezos no varejo do mundo físico e o mais direto ataque ao Walmart, o gigante do varejo tradicional, com receitas de US$ 480 bilhões. A Whole Foods conta com 460 lojas nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido. “Milhões de pessoas amam a Whole Foods porque oferece os melhores alimentos naturais e orgânicos e tornam divertida a alimentação saudável”, disse Bezos, em um comunicado. Em um encontro com funcionários no dia em que venda foi anunciada, o cofundador e presidente da Whole Foods, John Mackey, afirmou que o negócio não é um relacionamento do Tinder, mas sim um casamento sério. “Foi amor à primeira vista”, disse. Líder do movimento chamado Capitalismo Consciente, ele rendeu-se ao “espírito animal” de Bezos. A Whole Foods manterá sua marca, assim como a sua rede de fornecedores e de parceiros. Mackey permanecerá como presidente. A sede da companhia não sairá de Austin, no Texas.

O negócio não chega a ser surpreendente pelo fato de a Amazon comprar uma varejista tradicional de tijolo e argamassa. Nos últimos tempos, a companhia de Bezos estava fazendo incursões no mundo real. Ela inaugurou uma livraria em Seattle, em 2015, o que levou a especulações de que investiria em centenas delas pelo EUA – o que não aconteceu, pelo menos, até agora. No ano passado, a companhia mostrou ao mundo a Amazon Go, um supermercado high-tech sem filas e sem caixas. Nesta pequena mercearia ainda em teste, tudo é comandado por um aplicativo e por tecnologias inseridas na loja, como inteligência artificial e diversos sensores. Nada, no entanto, se compara à escala que a Amazon ganha com a aquisição da Whole Foods. “Eles vão transcender as fronteiras entre o físico e o virtual”, afirma Sílvio Laban, especialista em varejo do Insper.

É bom não duvidar das ambições de Bezos e da sua capacidade para reinventar seu negócio. Nos anos 2000, o dono da Amazon ficou obcecado com o sucesso do iPod, o tocador de música digital da Apple. Naquela época, três quartos da receita da Amazon vinha de livros, DVDs e CDs. Foi então que ele começou a trabalhar, secretamente, em um iPod para os livros, no projeto batizado de Lab126. “A missão é matar o negócio da Amazon”, disse Bezos, segundo relato do jornalista Brad Stone, autor do livro “A loja de tudo”, que conta a história da Amazon e de Bezos. O Kindle, resultado do projeto Lab126, surgiu em novembro de 2007 e foi um sucesso estrondoso – a Amazon detém 41% deste mercado, segundo a Statistic Brain.

Mackey, cofundador do Whole Foods: “Foi amor à primeira vista”, disse ele, sobre o negócio (Crédito:AP Photo/Richard Drew)

Bezos, então, não parou mais e saiu jogando os seus tentáculos por diversas outras áreas, colecionando vitórias, algumas derrotas, muitos inimigos e os mais variados concorrentes. O principal rival da Amazon não pode ser considerado apenas o Walmart. Ele, claro, está na lista de competidores. Mas seria simplista demais limitar a disputa de Bezos à rede varejista de Bentoville, no Arkansas. Bezos concorre com a Microsoft na área de computação em nuvem. Apesar dos esforços da empresa de Bill Gates, a Amazon lidera essa área com uma fatia de 37,1% do mercado, segundo a consultoria americana Gartner. O Windows Azure, da Microsoft, tem 28,4%. Em inteligência artificial, o Echo detém uma fatia de 70,1% das vendas nos EUA, segundo o eMarketer. O equipamento organiza a agenda, acende automaticamente as luzes da casa ou dá informações sobre o trânsito. Em produção de séries de vídeo para o seu serviço sob demanda que já está em 200 países, a Amazon vai investir US$ 4,5 bilhões neste ano. É menos do que os US$ 6 bilhões da Netflix, mas mais do que o dobro do que a tradicional companhia de tevê a cabo HBO, que gastará US$ 2 bilhões, segundo estimativas do banco de investimento JP Morgan. “A Amazon tem grandes ambições de controlar praticamente todas as indústrias que estão seu caminho”, afirma Vivek Wadhwa, membro eminente da Singularity University e da Stanford University.

DIA UM Apesar de fazer parte da primeira geração de empresas pontocom dos anos 1990, a Amazon é considerada uma companhia jovem, que está apenas dando seus primeiros passos, na visão de seus acionistas. Quem visita sua sede, em Seattle, encontra um grande mural com narrativas épicas, como a do clássico “Odisseia”, do grego Homero, ou transcrições de conversas das primeiras pessoas a pisarem na Lua. No final do painel, o visitante vê uma montagem com os números zeros e uns que mostram o quão longe a companhia já foi: “Dia um”. Essa frase demonstra a crença de Bezos de que a companhia está apenas no começo e que precisa recomeçar a cada dia. É a famosa visão de longo prazo da Amazon, que sacrifica margens e lucros em prol de um crescimento acelerado.

Ao mesmo tempo em que Bezos não faz nada com pressa, há grandes expectativas dos investidores com a Amazon. Desde 2015, as ações valorizaram-se incríveis 224% – esse ritmo é 12,5 vezes mais rápido do que o do índice S&P 500 Index, que engloba as maiores empresas dos EUA. Com um valor de mercado de US$ 478 bilhões, ela é a quarta companhia mais valiosa do mundo, atrás de Apple, Alphabet (Google) e Microsoft. Mas nunca uma empresa valeu tanto fazendo tão pouco dinheiro. Os lucros operacionais de US$ 4,2 bilhões desde 2015 são baixos para uma empresa com receitas de US$ 136 bilhões. De acordo com investidores, 92% de seu valor são de lucros que devem começar a acontecer a partir de 2020. Para isso, ela deverá a crescer a um ritmo alucinante de 16% ao ano, em média, na próxima década, quando deve faturar meio trilhão de dólar, um patamar em que o Walmart já se encontra.

A compra da Whole Foods é peça-chave para que a Amazon consiga cumprir a expectativa dos investidores. “Apesar de todo o avanço do varejo digital, o grosso das vendas está no físico”, afirma Marcelo Coutinho, coordenador do mestrado profissional da FGV. Nos EUA, as vendas online representaram 8,5% do total do varejo no primeiro trimestre de 2017, segundo a companhia de informações Statica. Na área de alimentos e bebidas, as compras online representam menos de 4% do total, de acordo com dados do banco de investimento Cowen & Co. “A Amazon está estrategicamente focada em capturar a ida semanal do consumidor ao supermercado, mas faltava credibilidade e capacidade de marca”, afirma Robin Sherk, vice-presidente de comércio eletrônico da Kantar Retail para os Estados Unidos e Canadá. Dará certo? Para Bezos, é só mais um polvo que ele está provando em sua lenta, porém constante, trajetória para dominar o mundo.

A conta gotas no Brasil

Spaziro, da Amazon: “A gente faz quando a gente sente que está pronto para fazer”

A Amazon demorou 18 anos para começar a olhar para o Brasil. Só chegou por aqui em dezembro de 2012, quando lançou o leitor de livro digital Kindle. Mas, ao contrário do que a maioria dos analistas poderia imaginar, a empresa não avançou muito desde então. Sua estratégia tem sido a conta gotas, testando o mercado, conhecendo o consumidor e estabelecendo relacionamento com parceiros de negócios. Tudo feito com muita calma sob a responsabilidade do executivo Alex Szapiro, responsável pela operação da Amazon no mercado brasileiro. “Uma coisa interessante da Amazon é que não tem essa questão da pressa”, afirmou Szapiro, em uma entrevista ao site Brazil Journal. “A gente faz quando a gente sente que está pronto para fazer.”

Por esse motivo, a operação da Amazon é ainda bastante pequena no Brasil. Depois do Kindle, a varejista online só se aventurou a vender livros físicos em 2014. Três anos depois, a empresa trouxe ao país o seu marketplace, espaço em que parceiros comercializam seus produtos e pagam uma comissão à Amazon, que pode atingir até 15% do valor da venda. Por enquanto, ele está ainda está restrito a venda de livros. Mas há sinais que a companhia de Jeff Bezos pode dar passos mais ousados no mercado brasileiro. Um relatório do banco de investimento BTG Pactual, assinado pelos analistas Fabio Monteiro e Luis Guanais, afirma que a empresa se prepara para entrar no segmento de eletrônicos e celulares no segundo semestre deste ano.

“Conversamos com seis dos maiores vendedores de marketplace brasileiros, todos com uma fatia de mercado relevante nas principais plataformas de e-commerce do País”, informa um trecho do relatório do BTG Pactual. “Alguns deles confirmaram que a Amazon está em contato com eles para aumentar o sortimento de produtos no Brasil no curto prazo (entre julho e outubro de 2017) em categorias como eletrônicos e celulares, inicialmente apenas no segmento de marketplace.” Procurada, a Amazon diz que não especula sobre planos futuros.

Mesmo de forma tímida, a Amazon está avançando no mercado brasileiro. O BTG Pactual, por exemplo, estima que a varejista online detenha 10% das vendas de mercado editorial brasileiro. O seu marketplace, lançado em abril deste ano, já conta com mil vendedores, tendo vendido 300 mil livros. Seu site local já atrai 20% do tráfego da Americanas.com e aproximadamente 50% das visitas de grandes rivais do comércio eletrônico, como Submarino e Walmart.

Os analistas do BTG Pactual afirmam que o mercado brasileiro é bastante atraente para a Amazon e não descartam que a companhia possa avançar no varejo físico, como fez com a compra da rede de alimentos orgânicos Whole Foods, em meados de junho. Mas o foco, neste momento, deve ser as vendas online. O relatório informa que o comércio eletrônico faturou R$ 59 bilhões em 2016 no Brasil. A perspectiva é chegar a R$ 135 bilhões em cinco anos. A boa notícia, para a empresa de Bezos, é que a penetração das vendas online ainda é baixa, de apenas 3,5% das vendas totais do varejo e concentrado em quatro empresas, que detém 55% do varejo virtual.  - IstoÉ Dinheiro Leia mais em portal.newsnet 26/06/2017





Eleva receberá aporte e já vale mais de R$ 1 bi

O Warburg Pincus, gestora de private equity americana, deve comprar uma participação de 25% na Eleva Educação, a holding de escolas criada pela Gera Venture Capital que tem o empresário Jorge Paulo Lemann como principal investidor.

O aporte — de cerca de R$ 300 milhões — vai permitir à holding financiar novas aquisições e dar liquidez a alguns sócios.  A companhia está sendo assessorada pelo Itaú BBA, e as conversas estão avançadas.

A transação, o oitavo investimento do Warburg no Brasil, reforça a tese de que o ensino básico se tornou a nova fronteira do mercado de educação no Brasil depois da onda que inflou o ensino superior — mais tarde abatido em pleno vôo pelo encolhimento do FIES.

A Eleva, que educa do jardim de infância ao ensino médio, tem 36 mil alunos em quatro redes de escolas em Minas, Paraná e Rio de Janeiro; outros 35 mil alunos estudam usando seu sistema de ensino.

A companhia deve faturar R$ 470 milhões este ano, com uma geração de caixa (EBITDA) de cerca de R$ 80 milhões.

O crescimento dos últimos dois anos tem sido quase uma falta de educação — um misto de crescimento orgânico e aquisições. Em 2015, a companhia faturava apenas R$ 220 milhões, número que cresceu para R$ 300 milhões ano passado (ajudado principalmente por uma aquisição no Paraná).  Este 2017, o salto no faturamento será graças a uma dezena de novas escolas que começaram a operar este ano.

A Eleva é o fruto da visão pedagógica e de negócios de Maria Eduarda ‘Duda' Falcão e Rafaela Vilella, as sócias fundadoras da Gera, uma gestora focada exclusivamente em educação.

Duda, que começou sua carreira na McKinsey e passou pelo Pactual Capital Partners e pelo UBS Pactual, largou o mercado financeiro para trabalhar na Secretaria Municipal de Educação do Rio, onde coordenou um projeto estratégico para a primeira infância. Hoje, ela é co-CEO da Eleva, enquanto Rafaela administra a gestora.

A Eleva vai usar a capitalização para comprar escolas com marcas fortes, boas colocações nos vestibulares e no Enem, e que possam servir de plataforma regional para novas unidades físicas.

A empresa já nasceu como uma plataforma de aquisições.

Primeiro, a Gera comprou o Sistema Elite de Ensino, um colégio e cursinho pré-universitário baseado no Rio. Depois, o Pensi, outro colégio carioca. O maior ponto forte do Elite e do Pensi: aprovar alunos para o ITA e o IME. A terceira aquisição foi o Coleguium, de Belo Horizonte (entre os 10 melhores do Brasil no Enem), seguido pelo Alfa, do Paraná, dono da maior taxa de aprovação para cursos de medicina naquele Estado.

Todas as escolas mantêm suas marcas e são operadas de forma independente.

Este ano, a Eleva abriu uma escola de referência no Rio de Janeiro — com período integral e educação bilíngue — no prédio histórico onde funcionou a Casa Daros, no bairro de Botafogo.

A Escola Eleva explica assim sua proposta pedagógica:  "Em nossa escola, os alunos são motivados a criar, inovar, trabalhar em equipe, formular e liderar projetos. Vivem uma filosofia de disciplina que estimula a dedicação e a capacidade de execução, sendo reconhecidos não só pelos resultados alcançadas, mas também pelo esforço empreendido."

A Eleva já é a segunda maior companhia do Brasil atuando no K-12.  A maior delas é a SEB, do empresário Chaim Zaher, com 48 mil alunos próprios. A Eleva tem seus 35 mil, seguida da Somos Educação, com 29 mil.

No ranking de sistemas de ensino, a Eleva é só a nona colocada, com 35 mil alunos, uma fração das companhias líderes: o grupo Positivo (510 mil alunos), a Pearson do Brasil (425 mil alunos), o Objetivo (350 mil), o Pitágoras, da Kroton (290 mil), a Conexia, da SEB (100 mil), a Saraiva (115 mil) e a Santillana (56 mil). Geraldo Samor Leia mais em braziljournal 23/06/2017