22 outubro 2017

“As startups e as corporações estão aprendendo a fazer negócios juntas”

Para que os programas de corporate venture funcionem, é preciso vencer as diferenças culturais entre os dois tipos de empresa, diz Bruno Stefani, gestor de inovação sênior na Anheuser-Busch InBev

“Hoje existem programas que canibalizam as startups e outros que ajudam os os empreendedores a crescer. Fazemos parte do último grupo.” A afirmação de Maurício Martinez, gerente de pesquisa e desenvolvimento da Porto Seguro, foi feita durante o terceiro dia do Festival de Cultura Empreendedora, que acontece no CO.W. Berrini, em São Paulo. O tema do encontro foram as relações delicadas entre grandes corporações e startups. “Na aceleradora da Porto Seguro, a Oxigênio, a intenção é fazer com que as startups cresçam. Não queremos que eles saiam de lá dizendo: ‘Eu vendi a minha alma para o diabo’”, disse Martinez.

O crescimento dos programas de corporate venture no país ocupou o centro das discussões. Para as startups, uma das principais vantagens desse tipo de iniciativa é o acesso aos clientes e aos canais de distribuição das grandes companhias. Mas o preço pode ser caro: há quem diga que o excesso de regras e burocracia das corporações pode sufocar as startups.
“As empresas que aceleramos não seguem as regras internas da Porto”, disse Martinez. “Não há nenhuma burocracia. Tudo o que pedimos é que fiquem com a gente nos primeiros três meses e que nos deem o direito da primeira recusa. Não faria sentido pedir exclusividade. Esse tipo de exigência mata as startups no berço.”

Para Bruno Stefani, gestor de inovação sênior na Anheuser-Busch InBev, é possível encontrar um equilíbrio entre as necessidades das startups e os desejos das corporações. “Muitas vezes temos novas ideias, mas não há ninguém para executá-las. Daí vou em busca de startups que possam resolver nosso problema. Para eles, essa é uma oportunidade de crescer mais rápido. É um fit perfeito.” Mas, para que a relação seja produtiva, é preciso vencer as diferenças culturais entre as duas organizações. “Os programas de corporate venture ainda estão dando os primeiros passos no Brasil. Estamos aprendendo a fazer negócios juntos. Problemas acontecem, mas o potencial dessa associação é enorme.”

Em busca de startups
Uma das estratégias da Ambev para conquistar startups é promover hackathons, competições em que jovens empreendedores são chamados a resolver um desafio específico. “Os vencedores têm 18 anos, em média. Em um mundo cada vez mais novo, precisamos de pessoas jovens, com ideias novas”, diz Stefani. Entre as empresas aceleradas pela corporação, está a Truck Tracking, que monitora o transporte feito por caminhões, a Zé Delivery, que faz entregas em casa, e a Reveja Breja, um app que mostra os bares preferidos pelos amigos do usuário. “Não damos preferência a nenhum setor. Podem ser iniciativas ligadas ao copo ou ao campo, ou qualquer outra coisa no caminho.”

Na Oxigênio, o número de startups aceleradas já chega a 24. “Estamos tendo sucesso na atração de startups. Elas estão entendendo que é o programa é um bom caminho para potencializar e expandir o negócio”, diz Martinez. Entre os cases de sucesso, ele destaca a Events, que foi responsável por toda a organização hoteleira do Rock in Rio. “Hoje, o valuation da startup é 15 vezes maior do que era quando entraram no programa”, disse. “A empresa é formada por jovens mineiros entre 20 e 30 anos, com uma agilidade, uma força de transformação que você não encontra normalmente numa corporação. Essa é a grande vantagem desse tipo de programa: juntar a disciplina de uma grande organização com a energia que os jovens trazem.”

O que aconteceria se várias corporações se unissem para acelerar hubs de startups? “Eu não teria problema com isso”, diz Martinez. ‘Para nós, seria um prazer fazer projetos em conjunto com o Cubo, que conecta as startups com o banco Itaú, por exemplo. Mas esse tipo de parceria não é comum. É difícil mudar o mindset das empresas, que estão sempre preocupadas com a concorrência, e com resultados a curto prazo. “No longo prazo, faz sentido as empresas se unirem para criar um macro ecossistema, em vez de vários micro ecossistemas”, diz Stefani. É um processo mais difícil, mas vamos chegar lá.” Leia mais em epocanegocios 21/10/2017

22 outubro 2017



“O investidor valoriza o controle financeiro”

Liao Yu Chieh, fundador da Idea9, contou no Festival de Cultura Empreendedora como conquistou 18 investidores-anjo

A startup Idea9, de tecnologia da educação, captou R$ 1,6 milhão em investimento-anjo antes mesmo de ter fechado seu primeiro contrato com clientes. Dezoito investidores aportaram no negócio, e três ficaram em lista de espera. O empreendedor Liao Yu Chieh usou a sua experiência como professor de mercado financeiro do Insper para estruturar um planejamento financeiro sólido – e demonstrar o potencial de crescimento do negócio.

Em 2016, Chieh fazia treinamentos in company e prestava consultoria. “Eu gastava 95% do tempo fazendo relacionamento e prospecção com clientes. Apenas 5% eram gastos com aulas”, disse ele em palestra no Festival de Cultura Empreendedora, hoje (21/10), em São Paulo. O professor decidiu então criar um modelo de negócio que permitisse a ele se concentrar mais na educação e menos nos processos de venda dos cursos.

A construção dessa nova proposta começou pela modelagem financeira. “Nós abrimos o Excel e calculamos quanto era preciso vender e cobrar de cada empresa, quantos alunos seria necessário ter. E as contas não envolveram só o dinheiro. Também olhamos para o operacional: quantos cursos, professores e funcionários tornariam o negócio viável”, afirma Chieh. Todas essas contas precisavam levar a um resultado: o lucro.

Ao longo de cinco meses, o empreendedor conversou com cem pessoas, entre executivos de recursos humanos, potenciais investidores e pessoas com perfil para ser usuário final do negócio. “Em junho de 2017, o produto não tinha nada a ver com a ideia que havíamos tido em janeiro. O core, que era oferecer educação executiva por assinatura, se manteve. Mas o resto ficou diferente.” A cada três ou quatro dessas conversas, Chieh voltava para a planilha financeira e recalculava o impacto de uma mudança no modelo de negócio.

O resultado de todo esse planejamento foi uma plataforma que teria como cliente principal as empresas. As grandes companhias pagariam uma mensalidade para que seus funcionários tivessem acesso a todos os cursos de educação executiva oferecidos pela Idea9 – o profissional teria de pagar uma pequena taxa por curso, como se faz em planos de saúde coletivos com coparticipação.

Depois disso, a empresa foi apresentada para potenciais investidores e conquistou R$ 1,6 milhão em aportes. O modelo de negócio e a reputação que Chieh já possuía no mercado atraiu os anjos, claro. “Mas não cheguei do nada, disse que tinha uma ideia genial e pedi R$ 1 milhão. Foi um processo de refino de planilha”, afirmou o empreendedor. A Idea9 está fechando seu primeiro contrato corporativo.

Ponto de equilíbrio
Chieh destacou que sua empresa terá prejuízo até 2019. Para ele, é importante operar no negativo, fazendo investimentos, para que o negócio consiga atingir patamares mais altos depois. “Você não deve trabalhar visando a um break even rápido. O break even rápido pode fazer com que o seu negócio seja ameno, morno. A empresa precisa ter um período de ‘curva J’, que cai para depois subir”, disse.

Ele também explicou como faz os lançamentos de gastos feitos pela pessoa física – o pagamento de um Uber, por exemplo – na administração da pessoa jurídica. Ao lançar uma despesa na planilha financeira, ele indica se é contábil (que saiu do caixa da empresa) ou gerencial (do cartão pessoal, por exemplo). Os gastos contábeis e gerenciais, deduzidos das receitas, indicam como está o lucro econômico do negócio. “Faço esse controle todos os dias. No final do mês, vejo como está o lucro econômico. O investidor sabe que faço isso e valoriza essa ação. Eu mostrei para ele que sei executar o negócio.” Leia mais em epocanegocios 21/10/2017



Demanda por ações em “re-IPO” da Vulcabras supera em duas vezes a oferta

A demanda pelas ações da Vulcabras, dona das marcas Azaleia e Olympikus, já supera em duas vezes o número de ações ofertadas na oferta subsequente (follow on), ao se considerar o piso da faixa indicativa de preço, que vai de R$ 8,50 a R$ 10,50.

Como o valor da ação será fixado apenas na terça-feira, dia 24, a demanda deve crescer. Essa será a reestreia da companhia na Bolsa brasileira, visto que hoje a empresa praticamente não possui liquidez. Procurada, a Vulcabras não comentou. Leia mais em colunadobroad.estadao 22/10/207



Redes de ensino e fundos disputam ativos de ensino básico

Escolas de ensino infantil, fundamental e médio estão no radar para fusões e aquisições, após a onda de aquisições de universidades.

Além de gigantes como a Kroton, miram o setor gestoras como Carlyle, Vinci e Educas, que têm prospectado escolas no sul, sudeste e centro-oeste do País.

O segmento conta ainda com nomes de peso como a Eleva, holding de educação básica do Gera Venture Capital, do bilionário Jorge Paulo Lemann, e a SEB, de Chaim Zaher. Procurados, Vinci e Carlyle não comentaram e o Educas não retornou. (Dayanne Sousa) Leia mais em colunadobroad.estadao 22/10/2017



21 outubro 2017

Venda dos ativos da Mabe chega a R$ 70 milhões A Capital, administradora judicial responsável pelo caso, já solicitou R$ 10,7 mi para pagar trabalhadores

A audiência de homologação da venda de ativos da Mabe Eletrodomésticos – que teve a falência decretada em fevereiro do ano passado – arrecadou R$ 70 milhões, que serão destinados ao pagamento dos direitos trabalhistas dos funcionários da companhia. O montante cobre a maior parte dos encargos devidos pela massa falida.

O valor se refere ao melhor lance feito nas aquisição de marcas e patentes da empresa, referente às linhas Dako e Continental. A compradora é a Electrolux. A Mabe, no entanto, recorreu ainda em outubro contra o leilão de seus bens, e aguarda uma decisão final por parte do Tribunal de Justiça.

A audiência de homologação aconteceu nesta sexta-feira, no Fórum de Hortolândia. O juiz André Forato Anhê determinou que o processo de venda dos ativos continue, com o recebimento de propostas para a compra de bens. As plantas industriais de Hortolândia e Campinas, juntas, foram avalias em quase R$ 200 milhões.

A Capital, administradora judicial responsável pelo caso, já solicitou o rateio de R$ 10,7 milhões disponíveis na conta da massa falida para o pagamento de mais encargos trabalhistas.

O processo foi marcasdo por muita tensão e a empresa iniciou um processo de recuperação judicial, na tentativa de resgatar seu próprio equilíbrio financeiro, mas não conseguiu cumprir os compromissos que foram assumidos. Quando a falência foi decretada, dois mil funcionários chegaram a ocupar as fábricas e ficaram nos prédios por semanas seguidas, pressionando pelo pagamento de seus direitos. Leia mais em liberal 21/10/2017

21 outubro 2017



20 outubro 2017

Ultragaz e Liquigás negociam venda de ativo para que Cade aprove união

Para que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprove a união entre Liquigás, pertencente à Petrobras, e Ultragaz, do Grupo Ultra, os interessados negociam a venda de uma fatia de ativos com uma empresa regional do segmento, relataram fontes.

Não se sabe se o remédio teria a proporção necessária para solucionar o problema concorrencial, pois não seria uma fatia muito relevante. Além disso, seria concentrada em uma única região, apurou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado. Procurado, o Grupo Ultra preferiu não comentar.

Em agosto, a Superintendência-Geral (SG) do Cade havia recomendado a reprovação da união entre Liquigás e Ultragaz, justificando que “não há pacote de remédios que enderece de forma adequada todas as preocupações identificadas e que seja igualmente implementável e de fácil monitoramento”, e citando a geração de alta concentração na maioria dos Estados do País e elevadas barreiras à entrada.

A SG escreveu que, no mercado de GLP envasado, a operação ampliará a possibilidade de exercício de poder de mercado unilateral pela empresa que seria criada em todos os estados brasileiros afetados pela operação. A única exceção seria Tocantins. Em âmbito nacional, a participação conjunta observada em 2016 alcançaria 43,2%. Sobre esse segmento, a SG pontuou também que há diversas investigações e condenações por cartel.

No mercado de GLP a granel, constatou-se uma maior possibilidade de exercício de poder de mercado unilateral em 21 das 23 unidades da federação pesquisadas, com exceção de Tocantins e Amazonas. Considerando o escopo nacional, verificou-se uma concentração entre as requerentes de mais de 50% em 2016.

A análise está agora nas mãos dos conselheiros do Tribunal da autarquia. A relatora é Cristiane Alkmin Junqueira Schmidt, citada por fontes que a conhecem como uma conselheira bastante cautelosa e criteriosa.

Comgás

A Comgás acompanha de perto a análise da operação no Cade e já levantou potenciais problemas da união entre Liquigás e Ultragaz. Além disso, a empresa rebateu um dos argumentos de defesa do Ultra, de que é possível a utilização do gás natural como substituto do GLP.

“O gás natural, em razão de suas características técnicas, concorre diretamente com o GLP nas mais variadas aplicações e em diversos segmentos… Contudo, não há paridade de armas entre as distribuidoras de gás GLP e as concessionárias de gás canalizado, considerando que o GLP é de amplo e fácil acesso, ante a distribuição de baixa complexidade (normalmente transportado via terrestre, através de caminhões, que chegam nos mais diversos pontos geográficos dentro da área de atuação da empresa); tem baixo custo de migração; não sofre qualquer tipo de regulação, especialmente de preço; sem mencionar que as distribuidoras de GLP praticam condutas muitas vezes agressivas em termos de preços, outras vezes atuando com preços amplamente inflados, além da imposição de cláusulas contratuais abusivas aos seus clientes”, escreveram ao Cade advogados que representam a Comgás.

A empresa sublinhou também que se impõe grande investimento por parte da concessionária de gás natural para criação de infraestrutura de distribuição de gás canalizado. O documento traz ainda estimativas de custos de trocas do consumo de GLP para o gás natural, tanto no segmento residencial quanto no comercial, e menciona a dependência de características técnicas para a adaptação.

“As distribuidoras de GLP impõem a seus clientes cláusulas contratuais que dificultam o distrato e, consequentemente, a migração. Ainda que o custo do investimento já tenha sido amortizado pelo tempo, em caso de renovação, as penalidades de rescisão são mantidas sem qualquer justificativa”, diz o documento.

Por fim, a Comgás cita problemas que enxerga na união entre Liquigás e Ultragaz. “A operação implicará o aumento de participação de mercado da Companhia Ultragaz ensejando maior poder de barganha frente ao fornecedor do insumo que é comum entre as duas empresas (Comgás e Ultragaz), na medida em que a Ultragaz poderá escalonar políticas comerciais, criando mais barreiras à expansão da infraestrutura de distribuição de gás canalizado, inclusive comprometendo os planos de expansão da concessionária, acordados com agência regulatórias”, diz o documento.

A Comgás conclui que o Cade necessita considerar remédios concorrenciais eficazes, para que haja a possibilidade de aprovação da operação.

Procurada, a Comgás enviou o seguinte posicionamento: “A Comgás é parte interessada no processo para avaliar possíveis impactos no mercado.”Ultragaz e Liquigás negociam venda de ativo para que  Estadão Leia mais em istoe 20/102/2017

20 outubro 2017



Veirano lidera mercado de M & A em setor de tecnologia

O escritório Veirano liderou, no ano até setembro, o mercado de fusões e aquisições (M & A, na sigla em inglês) no setor de tecnologia, segundo dados do TTR. No período acumulado, a banca conduziu 13 operações, totalizando R$ 636 milhões.

Entre as principais transações assessoradas pelo escritório no intervalo estão as compras da ATTPS Tecnologia pela Senior Solution e da R3 CEV pela InovaBRA. Leia mais em colunadobroad.estdao 20/10/2017



Caos Group anuncia a compra da marca Indico

A CAOS GROUP, empresa de participações americana, controladora da CAOS Data Solutions, anunciou a aquisição da marca INDICO, agência especializada em database marketing com mais de oito anos de atuação no mercado de marketing de relacionamento. A multinacional adquiriu a marca registrada e os domínios de internet para ampliar a sua capilaridade nos mercados da América Latina e Europa. A empresa passa a se chamar INDICO Data Innovation.

De acordo com Mauro Mercadante, diretor executivo da INDICO Data Innovation, a compra da marca, além de ajudar no cumprimento da meta agressiva de crescer 110% em 2018, é extremamente importante, pois fortalece todo o processo comercial. “Isso se deve, principalmente, ao fato de a INDICO acumular experiência e já contar com um nome forte no mercado brasileiro. A estrutura tecnológica da CAOS somada ao reconhecimento da INDICO acelerará a geração de soluções e produtos inovadores para as principais empresas do Brasil e do mundo”, afirma.

A projeção de faturamento para 2017 é de R$ 10 milhões e, para 2018, a empresa espera ultrapassar a marca de R$ 20 milhões. Além desta meta, o importante é a gama de produtos e serviços que estão sendo preparados para apoiar as cifras.

Como a CAOS Data Solutions já possui operação no Vale do Sílicio, região norte-americana conhecida por ser uma incubadora de inovação, será possível agregar novas tecnologias e produtos para os clientes. Por isso, como parte do pacote de novidades que será anunciado ao mercado, a INDICO Data Innovation se prepara para lançar o maior programa de fomento e incentivo à educação, com estimativa de apoiar mais de 1 milhão de estudantes de todas as classes sociais já no primeiro ano de vida.

O novo grupo conta ainda com a agência LEFT, composta pelos sócios da BlackOffice, agência de publicidade e mídia, que reforça a entrada da INDICO Data Innovation no mercado publicitário. O grupo também investiu e está acelerando a empresa DJOOL, o primeiro aplicativo de compartilhamento de internet do Brasil que deve mudar o mercado de tecnologia nos próximos meses. Leia mais em Adnews 20/10/2017



Operadora do Burger King no Brasil pede registro para IPO à CVM

A BK Brasil, operadora da rede de fast food Burger King no país, apresentou nesta sexta-feira pedido para uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) com distribuição primária e secundária, conforme propospecto preliminar enviado à Comissão de Valores Mobiliários.

Os controladores Vinci Capital Partners Investimentos e Montjuic Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia serão vendedores na oferta secundária, assim como a Sommerville Investments.

O Banco Itaú BBA será o coordenador líder da oferta. (Por Bruno Federowski e Tatiana Bautzer) Reuters Leia mais em dci 20/102/2017



Wiser Educação voltará às aquisições em 2018

O grupo Wiser Educação, que reúne as empresas de idiomas Wise Up e Number One, e a escola de negócios on-line MeuSucesso.com, investe na expansão das lojas de franquia da Wise Up, enquanto
franquia da Wise Up, enquanto absorve a aquisição da rede de cursos Number One. Leia mais em valoreconomico 20/10/2017



Grupo Irlandês compra parte da goiana Isoeste

A empresa goiana Isoeste, com sede em Anápolis, vendeu participação ao grupo irlandês Kingspan. A empresa goiana é líder América do Sul em soluções isotérmicas e conservação de energia voltadas para construção civil. No site da empresa, já consta a marca das duas empresas. A negociação já está fechada há algumas semanas, mas foi divulgada hoje.

Em comunicado conjunto, a nova empresa, que passa a se chamar Kingspan Isoeste, não dá detalhes da transação, mas reforça que as empresas somam forças e experiência, com perfis semelhantes, para desenvolver ideias e produtos.

Desde 2015, o grupo irlandês busca oportunidades de negócios no mercado brasileiro. A empresa concluiu fusões de seus negócios em vários países da Europa e Oceania e, naquele ano, registrou um faturamento de 1,8 bilhão de euros.

Isoeste - A Isoeste Construtivos Isotérmicos fabrica telhas e painéis térmicos, há mais de 30 anos no mercado de construção civil. A empresa produz mais de 18 milhões de metros quadrados de painéis e mais de 10 mil portas por ano. Hoje com 6 unidades fabris espalhadas pelo País de forma estratégica a empresa atende todo o Brasil e América Latina. Suas unidades estão situadas em Anápolis (GO), São José dos Pinhais (PR), Várzea Grande (MT), Castanhal (PA) e a mais recente unidade em Vitória de Santo Antão (PE).  Leia mais em LeandroResende 26/09/2017

Kingspan comprou  51% da Isoeste

Segundo o britânico Independente.ie a empresa europeia, com sede em Cavan (Irlanda), comprou 51% da Isoeste, que tem 630 funcionário e deve ter receita de R$ 500 milhões neste ano.

O valor da operação ainda não foi divulgado. Gene Murtagh, CEO da Kingspan, comentou: “Juntamente com os nossos investimentos recentes na Colômbia e no México, esta aquisição coloca firmemente a Kingspan na posição de liderança do mercado em toda a América Latina, com uma forte plataforma para expansão na região.” Leia mais em LeandroResende 27/09/2017
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Kingspan acquires Brazilian insulated panel company

Kingspan has acquired a 51% controlling share in the Brazilian company , Isoeste Construtivos Isotérmicos S.A. (Isoeste).

Isoeste is the leading insulated panel manufacturer in Brazil with over 630 employees and operating on four separate sites. It has forecast sales of approximately €134 million for 2017.

Discussing the acquisition Gene Murtagh, CEO of Kingspan, said, “We are delighted to create this partnership with the founders of Isoeste”. He also added that the partnership will help the company establish itself in the Latin and South American areas.

This acquisition firmly places Kingspan in a market leading position across Latin America.

“Together with our recent investments in Colombia and Mexico, this acquisition firmly places Kingspan in a market leading position across Latin America, with a strong platform for further expansion in the region,” he said.

This is the latest acquisition contributing to Kingspan’s global expansion.
Kingspan is a global leader in innovative, high performance insulated panels. Delivering high quality, low-energy, fire-safe buildings that deliver more for investors, builders and occupiers is what drives Kingspan people globally. Leia mais em kingspan 03/10/2017







Empresas de orgânicos se fundem e criam grupo de R$ 9 milhões

Para 2018, a expectativa é chegar aos 15 milhões em faturamento.

O mercado de produtos orgânicos no Brasil tem crescido mesmo em tempos de crise econômica. Porém, a maioria das empresas do setor é muito pequena, o que dificulta a competição com gigantes da alimentação tradicional.

Para se fortalecerem nesse cenário, duas empresas tradicionais do segmento resolveram juntar as escovas de dentes: a Monama, que produz snacks orgânicos, e o Empório da Papinha, que, como o nome já diz, é focada em comida para crianças feita com ingredientes orgânicos. Segundo o grupo, essa é a maior fusão do setor no Brasil.

Juntas, as empresas devem fechar 2017 com um faturamento de 9 milhões de reais. Para 2018, a expectativa é chegar aos 15 milhões. O plano super otimista se deve ao histórico da Monama, que chegou a faturar 11 milhões de reais em 2015, mas no ano passado fechou com 7 milhões e deve faturar não mais que 5 milhões neste ano, após problemas de gestão.

“Estamos com um plano bem agressivo de marketing, para retomar o faturamento que a Monama já teve no passado”, afirma Rafael Mendonça, agora CEO das duas empresas, que por enquanto mantém seus nomes originais. Ele já estava à frente do Empório da Papinha e agora assume a gestão também da Monama.

Ambas as empresas foram fundadas em 2008, quando os alimentos orgânicos ainda não tinham a popularidade que possuem hoje no Brasil.

Criada pela empresária Camila Fortes, a Monama se especializou em oferecer ao cliente opções de snacks como barras de cereal e cookies, além de buscar trazer novidades para o consumidor brasileiro, como o óleo de coco (que virou moda entre os amantes da comida saudável há algum tempo). A novidade mais recente da marca é o leite de coco em pó, que serve de opção para quem quer substituir o leite de vaca.

Já o Empório da Papinha foi fundado por Maria Fernanda de Rizzo, que teve a ideia do negócio depois que se tornou mãe e percebeu que não havia opções de papinhas orgânicas no mercado. A marca tem hoje 41 lojas licenciadas e oferece produtos para crianças de 6 meses a 8 anos. Em 2017, espera faturar 4 milhões.

Com a fusão, os produtos Monama também devem ser oferecidos nessas lojas, e a marca de snacks deve produzir itens focados especialmente em crianças e mães em busca de uma alimentação mais saudável.

Do outro lado, o Empório da Papinha vai passar a fabricar seus produtos na fábrica da Monama, que fica em Itupeva (SP). “Isso deve diminuir nossos custos. Também fizemos um corte de funcionários e fornecedores”, afirma o CEO. Após a fusão o grupo passou de 67 para 55 funcionários. Redução de custos:Veja com a SONDA como o cloud pode ajudar sua empresa Patrocinado
Estimativas do setor de orgânicos no Brasil indicam que o segmento tem crescido a taxas de 30% ao ano por aqui, mas não existem números confiáveis a respeito por aqui. Nos Estados Unidos, os orgânicos movimentaram nada menos que 50 bilhões de dólares no ano passado.

“Aqui não existe muita organização entre as empresas de orgânicos. Acreditamos que com a fusão vamos ter mais força para bater de frente com o mercado de alimentos convencionais”, afirma o CEO. Por Mariana Desidério  Leia mais em exame 20/10/2017



Aplicativo Lyft, concorrente do Uber, capta US$ 1 bilhão

O aplicativo de transporte Lyft, um dos principais concorrentes do Uber, captou US$ 1 bilhão em uma rodada liderada pela CapitaG, unidade de investimentos das Alphabet, dona do Google.

Até agora, a Lyft já levantou US$ 3,61 bilhões.... Leia mais em valoreconomico 20/10/2017



Saneago contrata bancos para abertura de capital

A Saneago, empresa de saneamento do estado de Goiás, contratou um sindicato de bancos para realizar sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). A ideia é de que com uma operação secundária, que é aquela em que se coloca na mesa ações detidas pelo acionista, o governo do Estado consiga algum recurso para seu caixa. Uma oferta primária, com o dinheiro entrando na empresa para viabilizar investimentos, também irá ocorrer.

O objetivo é que, mesmo com a operação, o governo siga como acionista controlador da companhia. Para a oferta, programada para ocorrer até o início de 2018, foram contratados Banco do Brasil, Citi, Santander e JPMorgan. No ano passado, a receita da companhia foi de R$ 2,1 bilhões, alta de 22% ante 2015. Procurada, a Saneago não comentou.  - O Estado de S.Paulo Leia mais em portalnewsnet 20/10/2017



Fundo soberano mira oportunidade em startup

Ibrahim Ajami reconhece que está preocupado com as altas avaliações das ações de "startups" de tecnologia.

 Mas não a ponto de demovê-lo de pôr mais US$ 600 milhões em capital de risco para render - sem falar nos US$ 15 bilhões já injetados por seu fundo no setor no ano passado. Leia mais em valoreconomico 20/10/2017



Brink's investe em startups em busca de novas fontes de receita

 A Brink's, uma das maiores empresas de segurança do país, vai investir R$ 640 mil este ano em um projeto para estimular startups a desenvolver sistemas  e produtos para segurança.

A iniciativa, que será anual, integra os planos da unidade Brink's Tech, lançada em março com objetivo de diversificar a carteira de serviços e fontes de receitas da companhia, que quer ter cerca de 10% do faturamento vindos de novos negócios.... leia mais em valoreconomico 20/10/2017



Prologis assume 100% no Brasil

Desde agosto, a americana líder mundial no mercado de galpões logísticos possui 100% das ações da sua então parceira Cyrela... Fonte:Revista Logistica Leia mais emportal.newsnet 18/10/2017



19 outubro 2017

Neoenergia retoma oferta de ações

Depois de chegarem a um acordo sobre o valor que vão atribuir à Neoenergia, os sócios da companhia elétrica vão retomar o processo de abertura de capital da empresa na bolsa de valores, segundo o Valor apurou com duas fontes.

No começo de outubro, o IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês) foi adiado depois que Banco do Brasil (BB), Previ (fundo de pensão dos funcionários do BB) e Iberdrola não chegaram a um consenso sobre o valor das ações a serem colocadas à venda.

O início deste mês era o prazo final para a realização da oferta com a apresentação das demonstrações financeiras do segundo trimestre aos investidores. Agora, a Neoenergia vai esperar a divulgação dos números do terceiro trimestre, prevista para acontecer em novembro, antes do dia 9, para retomar a transação.

Depois de sondagens iniciais com investidores, a recomendação dos bancos coordenadores da oferta foi atribuir um valor abaixo daquele que alguns acionistas esperavam conseguir.

Segundo o Valor apurou, depois das discussões, os sócios agora chegaram a um acordo para levar a operação a mercado com um piso em torno de R$ 16 bilhões a R$ 17 bilhões. Com isso, a empresa espera conseguir atrair uma demanda suficiente de investidores para elevar o preço dos papéis.

Alguns acionistas preferiam já ter lançado a oferta de ações para não correr o risco de concorrer com o IPO da BR Distribuidora, o que pode dispersar mais os investidores. A controlada da Petrobras pretende abrir o capital até o fim deste ano.

A oferta de ações da Neoenergia tem como objetivo criar liquidez para seus dois acionistas minoritários, BB e Previ. Além disso, a companhia elétrica busca captar recursos novos para realizar investimentos em negócios ainda não detalhados na minuta do prospecto do IPO.- Valor Econômico Leia mais emportal.newsnet 19/10/2017

19 outubro 2017



Oi procura seis startups para incubar e investir até R$ 150 mil

Iniciativa faz parte do primeiro programa no espaço de inovação que a companhia pretende inaugurar ainda este ano no Rio de Janeiro

 Oito terá capacidade para abrigar 78 empreendedores
 Empreendedores que queiram ter como sede por até um ano o novo espaço de inovação da Oi, chamado Oito, podem se inscrever para o primeiro programa de incubação da companhia, que vai selecionar até seis empresas nascentes e investir até R$ 150 mil em cada uma delas.

Os aportes terão como contrapartida até 10% de participação em cada selecionada. Os empreendedores ficarão no Oito, o coworking da Oi que será inaugurado ainda neste ano no Rio de Janeiro.

A oportunidade é voltada para empreendedores com soluções para quaisquer áreas. "Vamos pegar qualquer serviço que nós achamos que seja essencial, mas claro que se for útil para os negócios da Oi é melhor", explica o diretor de estratégia da operadora de telefonia, Nuno Cadima.

Inicialmente, 18 empresas nascentes serão selecionadas para um processo de pré-incubação de 30 dias. As seis com melhor desempenho nesse período serão selecionadas para continuarem no programa.

Outras iniciativas

Além do programa de incubação, a Oi vai atuar com outras duas vertentes: a aceleração e o IoT Lab. No primeiro caso o foco será nas empresas mais maduras. O objetivo é facilitar a troca de experiências com as outras companhias incubadas.

Nesse caso, as startups maduras vão pagar para serem incubadas. "Será mais barato que o mercado e terão eventos recorrentes no local", garante Cadima. Inicialmente essas empresas não receberão investimento.

O Oito terá capacidade para abrigar 78 empreendedores e fica na zona sul do Rio de Janeiro, no bairro de Ipanema.

O IoT Lab é um laboratório para as startups testarem suas soluções. Além das incubadas, outros empreendedores também poderão se candidatar para usar o local, no Leme, zona sul do Rio.

Em parceria com a Nokia, o espaço conta com apoio técnico de ambas as empresas. O responsável por novos produtos da Oi, Bernardo Estefan, diz que as startups que passarem pelo IoT Lab também poderão receber investimento.Raphael Ferreira Leia mais em dci 19/10/2017



Quero investir em startups!

Um passo a passo para ajudar quem quer se tornar um investidor anjo

A moda agora é investir em startups. Praticamente toda semana eu recebo uma mensagem de alguém perguntando o que deve fazer para se tornar um investidor-anjo. Tentei colocar nessa coluna os principais pontos que venho discutindo com esses amigos e conhecidos, pensando que talvez possa ser útil para outras pessoas que desejam entender melhor como funciona esse ecossistema de investimento de risco em empresas early stage do país.

Primero de tudo, vamos a um conceito: o investidor-anjo é alguém que aloca seus recursos pessoais em uma empresa em estágio inicial que, muitas vezes, é apenas uma boa ideia ou que está começando a faturar os primeiros reais. Em sua maioria, eles são profissionais que já empreenderam ou que têm uma grande experiência em um determinado setor da economia. Os investimentos costumam variar de R$ 10 mil a R$ 1 milhão. Eles normalmente entram juntos ou logo após aquele dinheiro que é levantado pelo empreendedor junto a familiares e amigos. De certa forma, a chegada do Anjo é o primeiro passo do processo de “profissionalização” da startup.

Dito isso, a pergunta número 1 que faço a alguém que deseja se tornar um Anjo é bem simples: por quê? Qual é o seu objetivo com isso? A resposta pode parecer óbvia, mas é interessante dizer que nem todo mundo quer se tonar um investidor com objetivo exclusivo de lucrar com esse tipo de operação. Para ser mais preciso, existem dois tipos de motivações:

1. Sim, é claro, existem aqueles que respondem que querem ganhar dinheiro. Diante de um cenário de Selic cada vez mais baixa, algumas pessoas estão atrás de alternativas de investimento e entendem que as startups podem ser esse caminho por seu incrível potencial de retorno;

2. Mas existem também aqueles que querem, de alguma forma, fazer parte deste fascinante universo. Não estão tão preocupados com a rentabilidade, querem, na verdade, contribuir com as empresas, apoiar o crescimento do ecossistema, estar perto dos empreendedores ou apenas conhecer a lógica dessa tal Nova Economia.

Confesso que gosto mais do segundo grupo. Não sou um romântico, longe disso. Estou tentando ser realista. Preste muita atenção. É muito pequeno o percentual de pessoas que irão investir em startups por contra própria e ganhar algum dinheiro com isso. Tem sempre aquele sujeito que assiste o filme da história do Facebook e já fica imaginando como vai gastar seus milhões com o IPO da startup que acabou de descobrir. Por um motivo óbvio, nunca são feitos filmes sobre todas as startups que não deram certo. Mas talvez devessem.

Investimento de risco

Uma pesquisa conduzida por um professor da Harvard Business School tentou colocar um número nessa realidade: 75% das startups que recebem investimento fecham as portas sem dar retorno aos seus investidores. Nenhum retorno, nada, zero. Por isso, aqueles que querem investir em startups precisam entender, antes de qualquer coisa, que esse é um investimento de altíssimo risco.

É claro que algumas vezes dá certo – e então os retornos podem ser estratosféricos. É conhecida a história de que o cantor Bono Vox teria ganho mais dinheiro no IPO do Facebook do que em toda sua carreira à frente do U2. Em seis anos, seu fundo, o Elevation Partners, teria ganho cerca de US$ 1,5 bilhão com a rede social mais famosa do globo ou 50% a mais do que seu patrimônio acumulado com a música. São esses casos que incentivam cada vez mais pessoas a investirem em startups. Mas, de novo, não será fácil ficar rico assim.

Quando alguém investe em uma empresa, esse investidor e o empreendedor se tornam sócios. Isso porque o fundador da startup concorda em abrir mão de um percentual do seu negócio em troca do capital. Ele precisa desse dinheiro para estruturar seu crescimento.

Ok, por onde começo?

Se após ler esse disclaimer, você ainda tem interesse em seguir adiante, queria dizer que hoje existem basicamente três maneiras de investir em uma startup no Brasil. A primeira delas é avançar por conta própria. Em algum momento, você conhece um grupo de garotos(as) que querem criar um negócio, vê potencial naquilo e deseja alocar parte dos seus recursos pessoais para apoiá-los. Este tipo de movimento é mais recomendado para pessoas que já têm alguma experiência com investimento ou com startups. O risco é proporcional ao prêmio. Mas aquele que decide ir sozinho deve lembrar que terá de encontrar uma startup, fazer uma avaliação do negócio e dos empreendedores, entender o mercado de atuação, validar a proposta de valor, olhar para o financeiro e definir valoração da companhia, entre outras tarefas – tudo sozinho. Se já é difícil para quem ganha a vida fazendo isso, imagine para um aventureiro?

É por isso que cada vez mais gente tem escolhido não seguir sozinho e partir para a segunda opção, que é investir em conjunto com investidores-anjo profissionais, associações de investidores-anjo e sindicatos de investidores. São entidades capazes de dar todo o suporte para quem quer entrar nesse mundo, mas tem pouco conhecimento. É claro que isso tampouco é garantia de retorno. Por isso, antes de se associar a uma dessas entidades, tente aprender o máximo possível sobre ela. Pesquise quem são seus fundadores, entenda que tipo de startup eles buscam, conheça seu portfólio e, se possível, converse com gente que já figura entre os investidores. Isso deve ajudar na sua decisão.


Mais recentemente, a instrução 588 da CVM regulamentou uma prática conhecida como equity crowdfunding que abriu um novo filão. É a terceira maneira de se tornar um investidor-anjo. Simplificando ao máximo, o equity crowdfunding é uma plataforma de financiamento coletivo. As startups apresentam seus projetos e dizem quanto dinheiro precisam e de qual percentual estão dispostas a abrir mão. Os investidores que acreditam na proposta colocam seus recursos numa espécie de “vaquinha virtual” e se tornam sócios daquela empresa. A parte mais legal é que, com apenas R$ 1 mil, você já pode se tornar um investidor.

Perspectiva financeira e legal

Qualquer que seja a forma escolhida para se tornar um investidor, é preciso tomar alguns cuidados. De novo, trata-se de um investimento de risco e é possível que se perca 100% do valor investido. Não há garantias. Por isso, inicialmente a recomendação é que se assuma um risco calculado, investindo um valor que não seja tão representativo. Aquele famoso dinheiro que não vai fazer falta se for perdido. Segundo, é importante entender que esse é um investimento de médio/longo prazo. Se você está buscando retorno imediato, esse não é seu lugar. Por fim, é possível que a startup em que você investiu tenha um grande valor no papel, mas que não seja possível sacar esse dinheiro. Os investidores normalmente só conseguem reaver o valor investido nos chamados eventos de liquidez, uma venda ou uma nova rodada de investimento. Quer dizer, seu dinheiro pode ter se valorizado, mas talvez não haja liquidez em um determinado momento.

São necessários ainda uma série de cuidados na perspectiva legal. "A escolha do modelo jurídico de investimento é tão importante quanto a escolha da startup em que o investimento será feito. A escolha do modelo errado pode criar riscos patrimoniais para o investidor ou comprometer substancialmente o valor do retorno, mesmo em casos de sucesso", diz Luis Felipe Baptista Luz, sócio do Baptista Luz Advogados, escritório especializado em investimentos em startups, internet e tecnologia.

Se você leu esta coluna até aqui, não posso encerrar sem deixar algumas dicas práticas que podem te ajudar na hora de tomar uma decisão de investimento. Se eu pudesse dar apenas três dicas a futuros investidores-anjo, elas seriam:

1. Você investe em pessoas
Gaste um bom tempo conhecendo os fundadores da startup com que você está conversando. Avalie seus pontos fortes e fracos. Veja se eles são complementares em termos de habilidades. Conheça seus históricos. Tente analisar sua capacidade de resolver problemas e tomar decisões rápidas em situações complexas. No fim do dia, é nas pessoas que você está investindo.

2. Empreendedores precisam mais do que apenas dinheiro
No estágio de investimento-anjo, as startups vão precisar de muito mais do que capital. Eles vão precisar do seu cérebro. Invista no que você conhece. Avalie se você tem tempo e condições de ajudar aquela startup com seu conhecimento do setor, experiência ou sua rede de contatos, por exemplo. Dinheiro é commodity, é todo o resto que vai fazer a diferença.

3. Planeje seu investimento
É muito difícil acertar investindo em uma única empresa. Por isso, a recomendação é que se faça mais de um investimento para aumentar suas chances de ser bem-sucedido. Além disso, para não ter sua participação muito diluída, é importante que se tenha um dinheiro extra guardado se quiser continuar apostando nas rodadas subsequentes. Se você está no carro certo, não vai querer descer no meio da estrada.

Por fim, tem que haver afinidade entre investidor, empreendedor e propósito do negócio. Sabe aquele clique? Ele precisa acontecer. Sem isso, fica difícil avançar. Lembre-se que um investidor é alguém que irá conviver com fundadores, estar a seu lado nos momentos difíceis e ralar muito para fazer aquela startup dar certo.

Boa sorte com seus investimentos! *Renato Mendes é sócio da Organica, professor de Marketing Digital do Insper e mentor Scale Up da Endeavor Brasil. Leia mais em epocanegocios 19/10/2017



Incubadora do Itaú já recebeu mais de 70 startups, que captaram R$ 150 milhões

Localizado em São Paulo, Cubo está em reformas para quadruplicar de tamanho

Há mais de dois anos, em setembro de 2015, o Itaú liderou a criação de um dos locais mais inovadores no ecossistema empreendedor brasileiro. O Cubo, nome escolhido em função do formato do prédio, já recebeu mais de 1400 eventos, cerca de quatro por dia, e 650 pessoas frequentam o espaço diariamente. Por conta desse sucesso o banco decidiu ampliar o espaço, que vai crescer de tamanho quatro vezes.

Em parceria com a investidora Redpoint eVentures, o Itaú tomou a decisão de criar um espaço de inovação aberta para "eventualmente fazer parceria, testar tecnologia que a gente não tem e estar perto desse universo de startups", explica Lineu Andrade, diretor do Itaú Unibanco responsável pelo Cubo.

Depois de citar alguns números expressivos dos dois anos do espaço - lá foram incubadas 74 startups, que captaram mais de R$ 150 milhões em investimentos e geraram mais de mil empregos -, Andrade diz que a proposta de coworking deu muito mais certo do que a companhia imaginava.

A ampliação do Cubo vem para suprir essa demanda crescente. "A gente era obrigada a recusar boas equipes por falta de espaço", lamenta Andrade. Apesar de também ficar na Rua Casa do Ator, em São Paulo, o novo prédio terá espaço para abrigar até 210 startups, número quatro vezes superior ao atual.

Crescimento

No novo espaço, com previsão de abertura no primeiro semestre de 2018, o Itaú também vai criar outras formas de trabalhar com as startups. Uma delas é colocar o foco das empresas nascentes em cinco setores: saúde, educação, fintech, varejo e indústria 4.0.

O Cubo deve contar também com mais parceiros institucionais. A varejista japonesa Daiso, por exemplo, vai colocar equipamentos para as startups testarem suas hipóteses.

Com o aumento do tamanho, mais pessoas também são esperadas diariamente no local. Segundo Andrade, o número de visitantes diários deve saltar de 650 para duas mil pessoas.

Uma nova iniciativa que foi apresentada no mês passado foi o Cubo Digital. O dirigente explica que conteúdos e encontros proporcionados no espaço físico serão disponibilizados. "Será uma plataforma para os empreendedores receberem mentorias e se conectarem com outras startups. O foco é para aqueles que estão geograficamente longe do Cubo", diz Andrade.  Raphael Ferreira  Leia mais em dci 19/10/2017



Chery quer vender 50% da fábrica no Brasil

Montadora chinesa espera receber US$ 64 milhões de comprador

A Chery parece finalmente ter se cansado dos seguidos prejuízos no Brasil. Na semana passada, de forma despercebida, a montadora chinesa publicou no site da bolsa de valores de Changjiang, na cidade de Wuhu, onde suas ações são negociadas na China, que pretende vender pouco mais de 50% do controle de sua fábrica brasileira, inaugurada em 2014 em Jacareí (SP) após investimentos que somam US$ 400 milhões. Na declaração enviada à bolsa, a Chery informou ainda que espera obter na transação ao menos 421 milhões de yuan, cerca de US$ 64 milhões, e vai receber propostas até o próximo 7 de novembro.

Controlada pelo governo da cidade de Wuhu e maior exportadora de veículos da China, com 54 mil unidades exportadas nos primeiros seis meses deste ano, a fabricante estatal espera aliviar a pressão financeira negativa exercida nos últimos seis anos por sua subsidiária deficitária no Brasil. Segundo dados informados à bolsa chinesa, em 2016 a operação brasileira da Chery teve prejuízo de 1,1 bilhão de yuan (US$ 166,3 milhões).

Sem rede eficiente, entre o fim de 2016 e o início de 2017 a Chery tentou negociar a transferência de suas operações comerciais para o Grupo Caoa, que desde 2007 fabrica modelos Hyundai em Anápolis (GO) e opera um dos o maiores conglomerados de concessionárias no País com as marcas Hyundai, Ford e Subaru. Mas o negócio não prosperou. Segundo fontes ouvidas na época, os executivos da Caoa consideraram arriscado tomar a frente das vendas de uma marca com reputação desgastada no Brasil. Não há confirmação no momento de que a Caoa tenha retomado o interesse e que seja candidata a comprar participação majoritária na fábrica de Jacareí. Com isso, a Chery segue respirando por aparelhos, com rede que atualmente mal chega a 20 pontos operacionais, bem longe das 108 concessionárias de 2011.

Nem mesmo o novo plano de produtos, que previa o lançamento de três SUVs no mercado brasileiro, conseguiu até agora atrair o interesse de grupos em assumir as vendas da marca chinesa no País. A Chery dizia que iria lançar o SUV compacto Tiggo 2 em abril passado, o que já não aconteceu, e prometeu para 2018 os maiores Tiggo 7 e 9. Até o momento, vende somente as versões hatch e sedã do Celer e o subcompacto QQ, os três produzidos em Jacareí.

Para piorar a situação, a fábrica foi instalada na região que abriga um dos sindicatos de metalúrgicos mais combativos e intransigentes do País, e vem enfrentando sucessivas paralisações de trabalhadores. Desde o início efetivo da produção comercial, em março de 2015, foram promovidas ao menos cinco greves na planta de Jacareí, incluindo a iniciada recentemente, no fim de setembro passado, que já se estende por mais de 20 dias. Em junho, a Chery pôs fim a uma paralisação de 24 horas com a promessa de pagar R$ 6 mil de bônus por trabalhador a título de participação nos lucros e resultados. Desta vez a empresa resiste em ceder ao pedido de reajuste salarial de 9,2%, entre outras reivindicações (leia aqui).

NEGÓCIO INSUSTENTÁVEL

A Chery decidiu em 2011 investir em sua primeira fábrica completa fora do território chinês, com capacidade que poderia atingir 150 mil veículos/ano, como única saída para escapar da sobretaxação de 30 pontos porcentuais sobre o IPI aos carros importados, imposta a partir de 2012 pelo governo brasileiro com o Inovar-Auto, e assim tentar manter o que foi um de seu maiores mercados externos, com 21,7 mil carros vendidos em 2011.

Mas desde então nada deu certo: as vendas foram caindo pela metade ano a ano e seguiram em queda livre até atingir apenas 2 mil unidades em 2016, deixando a planta de Jacareí com ociosidade superior a 95% de sua capacidade de 50 mil/ano em um turno de trabalho. De janeiro a setembro deste ano os emplacamentos de 2,7 mil veículos no Brasil contabilizam crescimento de 140% sobre o mesmo período do ano passado, mas o volume ainda é muito baixo para representar qualquer alívio e manter a fábrica operando com rentabilidade. PEDRO KUTNEY, AB Leia mais em automotivebusiness 17/10/2017




Bracco Imaging adquire a SurgVision e entra no ramo inovador de cirurgia guiada por imagem com fluorescência

A Bracco Imaging S.p.A., empresa global e líder em diagnóstico por imagem, anunciou hoje a compra da SurgVision, uma start-up de alta tecnologia que se dedica a desenvolver uma plataforma de Cirurgia Guiada por Imagem com Fluorescência em tempo real, combinando um meio de contraste direcionado e um dispositivo para a visualização eficiente dos tumores durante os procedimentos cirúrgicos oncológicos.

A cirurgia continua sendo a principal alternativa curativa para a maioria dos cânceres sólidos, mas um desafio sempre presente para os cirurgiões durante esses procedimentos tem sido as limitações da inspeção visual e da palpação digital para fazer a distinção entre tumores e tecidos saudáveis. A Cirurgia Guiada por Imagem com Fluorescência é uma técnica óptica intraoperatória inovadora cujo objetivo é auxiliar os cirurgiões a distinguir tumores de tecido circundante, utilizando um método que combina uma câmera de infravermelho e um meio de contraste. Nesse contexto, a solução direcionada e inovadora da SurgVision deverá trazer imensas melhorias em comparação com os outros produtos e modalidades no mercado devido aos recursos extremamente avançados da sua câmera óptica e à atuação direcionada e altamente sensível do seu novo meio de contraste.

"Com a aquisição da SurgVision, uma das empresas mais avançadas em um campo muito promissor, pretendemos responder a uma necessidade médica relevante e ainda não atendida para os pacientes de oncologia que precisam se submeter a cirurgia para retirada de tumor", disse Fulvio Renoldi Bracco, diretor executivo da Bracco Imaging. "A plataforma da SurgVission nos permite oferecer mais soluções de imagem para os profissionais de saúde no campo da oncologia e reforça nosso compromisso de longa data com o tratamento de pacientes", ele concluiu.  Leia mais em PRNewswire 18/10/2017



JSL assina contrato de compra da Borgato

Negócio faz parte estratégia de crescimento da companhia de logística no segmento de locação e comercialização de veículos e máquinas pesadas

A companhia de logística JSL confirmou na noite de ontem (quarta-feira, 18) a assinatura de contrato de opção de compra de 100% de participação do grupo Borgato.

De acordo com fato relevante da JSL, o projeto da aquisição faz parte de sua estratégia de crescimento no segmento de locação e comercialização de veículos e máquinas pesadas.

O negócio, se for mesmo vingar, poderá ser fechado no contexto de abertura do capital do negócio de locação e comercialização de ativos pesados (caminhões e máquinas) desenvolvido pela JSL Pesados.

O pagamento seria feito em R$ 100 milhões parcelados, ademais da cessão ao Borgato de 9% das ações da JSL Locação de Máquinas e Veículos Pesados. Leia mais em girobusiness 19/10/2017



18 outubro 2017

Vale procura sócio para maior mina de níquel do mundo

A mineradora brasileira Vale está procurando por um sócio para investir em uma das maiores minas de níquel do mundo.

A medida faz parte da estratégia de seu novo diretor-presidente Fabio Schvartsman, que tem o objetivo de reduzir a dívida da companhia e se desfazer dos ativos com baixo desempenho.... leia mais em valoreconomico 18/10/2017


18 outubro 2017



Dommo Energia assina acordo para vender 30% dos campos de Atlanta e Oliva para Azibras

Companhia passou por um longo processo de recuperação judicial, que teve início em 2013 e foi encerrado apenas em agosto deste ano

O Conselho de Administração da Dommo Energia (ex-OGX) aprovou um acordo para a venda de 30 por cento da participação da empresa no bloco BS-4, onde estão os campos de Atlanta e Oliva, na Bacia de Santos, para a Azibras, subsidiária do Grupo Seacrest, informou em comunicado na noite de terça-feira.

O negócio, de cerca de 60 milhões de dólares, faz parte da estratégia da Dommo para equalizar valores junto às demais sócias do ativo e também para reforçar o caixa da companhia, que passou por sérios problemas financeiros após a grande crise sofrida por seu fundador, Eike Batista.

A então OGX passou por um longo processo de recuperação judicial, que teve início em 2013 e foi encerrado apenas em agosto deste ano.

A conclusão da venda irá depender da aprovação dos credores, dos demais sócios do ativo, da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e da celebração de um contrato de venda.

Atualmente, a Dommo Energia detém participação de 40 por cento no bloco BS-4, em parceria com Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP), operadora do bloco, e com a Barra Energia, ambas com 30 por cento.

Em julho, a QGEP anunciou que o campo de Atlanta irá entrar em operação no primeiro trimestre de 2018. (Por Marta Nogueira) Reuters Leia mais em dci 18/10/2017



Cade aprova por unanimidade acordo de fusão da AT&T e Time Warner com condições

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou por unanimidade nesta quarta-feira a fusão entre as norte-americanas AT&T e Time Warner, desde que as empresas mantenham suas operações separadas no país.

Os conselheiros seguiram o voto do relator do caso, Gilvandro Araújo. Além da separação das operações no país, o relator recomendou que todos os acordos de licenciamento de conteúdo sejam informados a um auditor independente a ser nomeado pelo Cade, que se encarregará por avaliar se os termos desses acordos são anticompetitivos. (Por Bruno Federowski) Reuters Leia mais em dci 18/10/2017



Kraft Heinz vende fábrica nos EUA para Reich Brothers Holdings

A Kraft Heinz informou, nesta quarta-feira (18), que fechou acordo para a venda do prédio histórico da marca Oscar Mayer, localizado no número 910 da Mayer Avenue, em East Side, Madison, capital de Wisconsin, para a Reich Brothers Holdings.

A Kraft Heinz fechou a fábrica, que funcionava no local desde 1919, em junho deste ano, após uma revisão de custos e uso de capacidade produtiva. Os cachorros-quentes Oscar Mayers, os cortes a frio e os alimentos que eram produzidos nessa fábrica foram transferidos para outras instalações da Kraft Heinz nos Estados Unidos... Leia mais em valoreconomico 18/10/2017



Startup de recrutamento Revelo recebe aporte de R$14 milhões

A startup brasileira de tecnologia para recrutamento Revelo recebeu aporte de 14 milhões de reais (4,6 milhões de dólares) em uma rodada de investimentos envolvendo grupos internacionais, disse a companhia nesta quarta-feira.

A empresa pretende utilizar os recursos obtidos junto ao fundo Valor Capital Group e o grupo australiano de recursos humanos Seek para impulsionar o crescimento de sua plataforma.

"O aporte tem como objetivo acelerar o desenvolvimento do produto e levar a nossa solução para grandes empresas", disse em nota um dos cofundadores da companhia, Lucas Mendes.

Trata-se da segunda rodada de financiamentos da empresa fundada em 2014, que anteriormente já havia recebido aporte de 3 milhões de reais e tem como investidores os fundos Social Capital e Graph Ventures.

No entanto, a startup ainda não dá lucro, devido ao foco em crescimento, disse à Reuters um dos cofundadores, Lachlan de Crespigny.

A Revelo opera um sistema voltado ao recrutamento de profissionais de tecnologia e negócios, em que os candidatos passam por testes da plataforma e, se aprovados, ficam à disposição de companhias clientes, em vez de se candidatarem diretamente a vagas publicadas. Segundo a Revelo, isso permite que as empresas reduzam o processo de contratação e a rotatividade de funcionários.

A companhia, que atualmente conta com 100 mil perfis de candidatos cadastrados, não pretende combinar suas operações com as da Catho, uma das maiores empresas no setor de recrutamento online no Brasil, controlada pela Seek.

"A Seek é um investidor financeiro minoritário e não existe nenhuma relação além do investimento", disse de Crespigny.

A startup tem entre seus clientes Itaú Unibanco, 99, B2W, Natura, Cielo, Hospital Albert Einstein e GPA. (Por Natália Scalzaretto) Reuters leia mais em dci 18/10/2017



GuiaBolso recebe aporte de R$ 125 milhões e aposta em serviços financeiros

Quinta rodada de investimentos envolveu seis fundos

OGuiaBolso, aplicativo de controle financeiro, deu mais um passo em seu objetivo de se tornar uma plataforma integrada para oferecer serviços financeiros. A fintech recebeu um aporte de R$ 125 milhões, em sua quinta rodada de investimentos, que envolveu seis fundos (Vostok Emerging Finance, Ribbit Capital, IFC, QED Investors, Endeavor Catalyst e Omidyar Network).

De acordo com Benjamin Gleason, sócio do GuiaBolso, o montante será utilizado em três frentes. Primeiro, em continuar aumentando a base de usuários, que já chega a 3,5 milhões. Segundo, em ampliar sua plataforma de crédito, a Just Online, um marketplace que oferece opções mais baratas de empréstimos a seus usuários. Até hoje, diz ele, o Just Online intermediou empréstimos de R$ 200 milhões.

Em terceiro lugar, o GuiaBolso pretende desenvolver mais produtos. “Além do empréstimo pessoal, a ideia é começar a oferecer produtos como investimentos e cartão de crédito por meio de parcerias com outras instituições financeiras, possivelmente com fintechs”, afirma Gleason. “Nosso objetivo é tornar cada vez mais o GuiaBolso um aplicativo essencial para o consumidor tomar todas as decisões financeiras em um só lugar, seja em relação ao orçamento, ao crédito ou aos investimentos.”

Com a plataforma de finanças pessoais, o aplicativo tem uma visão geral da situação financeira dos usuários. Isso, defende Gleason, possibilita oferecer as melhores opções, sejam empréstimos mais baratos do que o usado atualmente ou oportunidades de investimento melhores. “Por exemplo, se uma pessoa tem todo o seu dinheiro guardado na poupança, podemos mostrar que ela pode trocar por um fundo de renda fixa em uma corretora e, com isso, o usuário terá um rendimento melhor com taxa menor do que a corretora”, afirma o sócio.

Nos empréstimos, ter as informações financeiras do usuário permite também oferecer alternativas mais baratas. “Faltam dados para que as instituições financeiras avaliem o risco daquela pessoa”, diz ele. Por isso, muitas vezes acabam cobrando juros mais caros do que aceitariam se soubessem a situação financeira do indivíduo.

Em captações anteriores, o GuiaBolso havia recebido R$ 220 milhões em financiamento. Com mais de 3,5 milhões de usuários, o aplicativo cria automaticamente uma planilha financeira. Além de ajudar no controle de gastos, é um marketplace de contratação online de empréstimos — os usuários podem ver opções oferecidas por várias instituições financeiras e contratar uma delas. Leia mais em epocanegocios 18/10/2017



Dona da Zorba compra Alternative Apparel por US$ 60 milhões

A Hanesbrands, companhia americana de vestuário dona das marcas Zorba, Hanes, Kendall e Tensor, anunciou hoje a aquisição da também americana Alternative Apparel, que produz camisetas, roupas de lã, tops e outros itens de moda básica.

A Hanesbrands fez a aquisição em dinheiro, por aproximadamente US$ 60 milhões. A Alternative Apparel foi fundada em 1995 e é uma marca conhecida por produzir peças confortáveis e com responsabilidade social. A companhia tem sede em Norcross, no estado americano da Georgia. A empresa tem vendas estimadas ... Leia mais em valoreconomico 18/10/2017



Linx adquire ShopBack por até R$56,5 mi

A companhia de sistemas de tecnologia para varejo Linx anunciou nesta quarta-feira a compra da ShopBack, empresa de softwares voltados à conversão de compras.

Em comunicado, a Linx pagará 39 milhões de reais à vista pela ShopBack e adicionais 17,56 milhões caso sejam atingidas metas financeiras e operacionais entre 2017 e 2019.

Fundada em 2015, a ShopBack atua na retenção, reengajamento e recaptura de usuários que deixam sites sem fazer compras. A empresa tem 800 clientes e cerca de 85 por cento do tráfego do varejo online brasileiro passa por soluções da companhia.

"A aquisição está alinhada com os objetivos estratégicos de aquisições de tecnologias para o varejo, especialmente as que ajudem clientes a melhorar a experiência de compra dos consumidores", disse o presidente da Linx, Alberto Menache.

Desde 2008, a Linx tem crescido por meio de aquisições, tendo comprado 23 empresas. Recentemente, a companhia anunciou uma reestruturação, com a criação de uma nova vice-presidência com foco na expansão para novos mercados comandada pelo ex-diretor financeiro Dennis Herszkowicz. (Por Natália Scalzaretto) Reuters Leia mais em dci 18/10/2017




UnitedHealth negocia hospitais da família Bueno

Dona de 36 hospitais no Brasil, a UnitedHealth Group pode acrescentar outros seis importantes hospitais a sua rede. Isso porque o grupo americano negocia com a família Bueno a aquisição da Rede Ímpar, holding formada pelos hospitais 9 de Julho e Santa Paula (SP), São Lucas e Complexo Hospitalar Niterói (RJ), Hospital Brasília e Maternidade Brasília (DF), segundo fontes do setor.

A UnitedHealth tem a preferência de compra do ativo devido a um acordo fechado na época da venda da Amil, em 2012. Os americanos também negociam uma fatia de 10% da Amil que ainda está nas mãos da família Bueno.

No último feriado, o CEO da UnitedHealth Group, David Wichmann, esteve reunido em Londres com a família Bueno para discutir a venda dos ativos. Ainda de acordo com fontes, a ex- mulher de Edson Bueno (fundador da Amil) Dulce Pugliesi e sua filha Camila têm interesse em vender todos os negócios e estariam abertas a receber uma parte do pagamento em ações do grupo americano. Hoje, o único integrante que está à frente dos negócios da família é Pedro Bueno, presidente da Dasa, maior rede de laboratórios de medicina diagnóstica do país.

A expectativa é que neste ano a Ímpar registre um faturamento de R$ 2,5 bilhões, o que representa uma alta de 15% em relação a 2016. Os ativos ligados a hospitais tiveram grande valorização devido à aprovação da lei que permite participação de capital estrangeiro e da carência de redes de hospitais no Brasil. Fonte: Valor Econômico Autor: Beth Koike Leia mais em tudofarma 18/10/2017



Cade reprova compra da Mataboi pela JBJ, de irmão de Joesley

Para Alexandre Cordeiro, relator do processo, a relação de parentesco do dono da empresa e os controladores da JBS poderiam gerar problemas

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) reprovou nesta quarta-feira, 18, a compra dos frigoríficos Mataboi pela JBJ, empresa de José Batista Júnior, irmão de Joesley e Wesley Batista. Na segunda-feira, 16, o Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, adiantou que a tendência era o conselho vetar a operação.

As empresas terão 30 dias para separar seus negócios. Todos os conselheiros seguiram o relator do processo, Alexandre Cordeiro.

Em seu voto, o conselheiro afirmou que, isoladamente, a fusão Mataboi/JBJ não traz preocupação concorrencial, mas a relação de parentesco do dono da empresa, conhecido como Júnior Friboi, e os controladores da JBS poderiam gerar problemas. "As relações entre JBS e JBJ são suficientemente fortes para levar à coordenação entre as empresas, a ponto de ser melhor prevenir riscos concorrenciais", afirmou.

Nas últimas análises de operações envolvendo a JBS, o Cade já havia determinado que a JBS não poderia comprar novos frigoríficos em mercados em que já tem entre 30% e 50% de participação.

A defesa da JBJ alega que a empresa é independente da JBS. A advogada da Mataboi, Priscila Brolio, afirmou que Júnior Friboi fundou a JBJ justamente porque queria separar a vida familiar da vida empresarial. "A intenção dele é ter o seu grupo de forma totalmente separada da sua família", afirmou.

Priscila disse que existem apenas "especulações infundadas" e não há evidência de atuação coordenada entre as duas empresas. A advogada da Mataboi ressaltou os investimentos elevados feitos na empresa desde a aquisição, que permitiu que saísse da recuperação judicial. "Isso é totalmente incompatível com a ideia de querer tirar um concorrente de mercado ou favorecer outras empresas", afirmou.

Voto

O relator lembrou, em seu voto, o parecer da Superintendência-Geral do Cade, que considerou o cenário de eventual coordenação entre a JBS e a JBJ, já que as relações entre os controladores poderiam levar a um alinhamento entre as empresas.

Cordeiro também fez sua análise considerando as participações conjuntas da JBS e JBJ nos mercados de atuação da Mataboi e o impacto concorrencial disso. "Quando analisado todo o cenário, poucas empresas são realmente capazes de concorrer com a JBS", afirma.

Ele ressaltou o pai de Júnior Friboi, José Batista Sobrinho, fundador e atual presidente da JBS, tem pequena participação societária da JBJ e que Júnior atuou por muitos anos na empresa da família, da qual era sócio até 2013.

Em setembro de 2013, os irmãos Joesley e Wesley Batista foram afastados da presidência pela Justiça e Júnior Friboi foi indicado para assumir a presidência interinamente, o que não chegou a se concretizar porque os irmãos Batista chegaram a um acordo com o Judiciário antes. "Há interesses financeiros suficientemente elevados para caracterizá-los como grupo econômico ou poder de influência", afirmou.

Cordeiro concluiu que a aquisição mesmo que de apenas um frigorífico elevaria ainda mais a concentração da JBS. "Não há remédios para a operação, devendo a decisão ser no sentido da reprovação da operação", completou.

Essa deverá ser a última sessão do conselheiro, que foi indicado para assumir a Superintendência-Geral do Cade.

Prazo

O Cade deu agora 30 dias para que as empresas desfaçam a operação - a Mataboi já vinha sendo administrada por Júnior Friboi, que comprou a empresa em 2014, quando o frigorífico estava em recuperação judicial. O movimento ocorreu após ele deixar o grupo JBS em 2013 com planos de concorrer ao governo de Goiás, que não se concretizaram.


As três unidades compradas da Mataboi formam todos os ativos frigoríficos da JBJ, que tem também fazendas de gado para abate e empreendimentos imobiliários. A operação só foi notificada ao Cade em 12 de novembro de 2016, fora dos prazos legais. Com isso, o tribunal multou as empresas em R$ 664 mil no fim do ano passado. Leia mais em epocanegocios 18/10/2017



Conselheiros da Cosan aprovam compra de ações da Comgás por R$ 1,16 bilhão

A Comgás é a maior distribuidora de gás natural canalizado do Brasil

Os conselheiros independentes da empresa de energia e logística Cosan aprovaram a aquisição de ações da distribuidora de gás natural Comgás junto à sua controladora Cosan Limited, segundo comunicado divulgado pela companhia na noite de segunda-feira.

O negócio por 16,77% do capital da Comgás envolverá o pagamento pela Cosan de R$ 1,16 bilhão, sendo R$ 948,2 milhões à vista e R$ 214,9 milhões a prazo.

A Cosan Limited anunciou a compra da fatia na Comgás em 10 de outubro, após a petroleira Shell exercer uma opção de venda de suas ações na distribuidora de gás para a companhia, conforme contrato celebrado por ambas as empresas em 2012.

A Comgás é a maior distribuidora de gás natural canalizado do Brasil, com uma rede de mais de 14 mil quilômetros e 1,7 milhão de consumidores, segundo informações do site da companhia.POR AGÊNCIA REUTERS Leia mais em epocanegocios 17/10/2017



TI - RADAR de Fusões e Aquisições, em setembro/2017

   O volume de fusões e aquisições de empresas de Tecnologia da Informação – TI e Telecom no Brasil,  nos primeiros nove meses do ano de  2017,  alcançou o total de 196 transações, com um crescimento de 8,9% sobre igual período do ano anterior.  Em relação  ao valor dos negócios, verificou-se uma queda de 33,9%, com o montante de  R$ 7,2 bilhões.
   No mês de setembro/17 foram realizadas 21 transações,  representando uma reducão de 27,6% em relação a setembro/16. Os segmentos de maior volume de operações foram os de SOFTWARE  e  SERVIÇOS DE TI. No acumulado do ano os maiores apetites são de SOFTWARE e MÍDIA.
   Em setembro, os investidores financeiros foram  mais ativos em volume, como também os de capital nacional.
   No acumulado do ano,  os Investidores Financeiros realizaram 101 operações, enquanto os Investidores Estratégicos alcançaram 95 negócios.
   Os Investidores estrangeiros responderam, nesse mesmo período,  por 61,2%, com montante estimado em R$ 4,4 bilhões, enquanto os Nacionais foram responsáveis por 38,8%, com um valor de R$ 2,8 bilhões.
   Em  setembro/17, cincos países de origem distinta foram responsáveis por 8 operações. No acumulado do ano, foram 61 operações com investidores estrangeiros. Os EUA foram responsáveis por cerca de 41,0 % desses negócios.
   O Indicador de Volume de Transações de M&A do mês sinaliza uma interrupção do crescimento verificado até o mês passado, sinalizando um novo ciclo de queda..
    A maior transação no mês de setembro/17, com valores divulgados, foi a da ComparaOnline, empresa de venda online de seguros e créditos,  recebendo  aporte de US$ 14 milhões do International Finance Corporation (IFC) e do fundo de private equity Bamboo Capital Partners. 22/09/2017

Operações de Fusões e Aquisições de Tecnologia da Informação – TI e Telecom, noticiadas com destaque na imprensa brasileira ao longo do mês corrente As informações deste relatório, elaborado pelo Blog FUSÕES & AQUISIÇÕES (http://fusoesaquisicoes.blogspot.com.br) estão apresentadas em blocos, detalhando as transações por Volumes e Valores, Segmentos, Racional do Investimento, Porte das empresas, Perfil do Investidor, Destaques do mês, etc.

ANÁLISE DO MÊS

Principais constatações.

No acumulado dos primeiros nove meses de 2017, com 196 transações, verificou-se um crescimento de 8,9% comparativamente ao mesmo período de 2016. No mês de setembro/17, foram realizadas 21 transações,  representando uma queda de 27,6%  em relação ao mesmo mês do ano passado (29 operações).


No fluxo trimestral de transações realizadas, verificou-se uma queda no 3ºtrim/17, em relação ao trimestre anterior.


O objetivo do Indicador de Volume de Transações de M&A é sinalizar uma expectativa de tendência, com base na análise do verificado nos períodos semestrais móveis. O período móvel findo em setembro/17, sinaliza uma queda, interrompendo um crescimento iniciado em março/17.


Os segmentos de maior volume de operações em set/17, foram os de SOFTWARE  e SERVIÇOS DE TI.

Na classificação entre os Segmentos de TI no mês de setembro, os subsegmentos de Finanças, Comunicações, Educação, Saúde, Energia e Meio ambiente, Setor público.. Recursos Humanos.. (Verticais App) de SOFTWARE  e os subsegmento BPO: serviços financeiros; contabilidade, recursos humanos...; Outsourcing; Treinamento de SERVIÇOS DE TI foram os mais ativo. No acumulado dos primeiros nove meses do ano, SOFTWARE  vem liderando o número de transações, seguido por MÍDIA.

O montante de transações no acumulado de 2017, alcançou   R$ 7,23 bilhões, representando uma queda de  33,9% sobre igual período do ano anterior. No mês de setembro, o total das transações, incluindo as operações que divulgaram os valores (38,1%) e as não divulgadas (estimados) 61,9%, alcançaram cerca de R$  R$ 250 milhões, representando uma queda de 79,4%%  em relação ao mês de setembro/16.

Comparando-se o número de transações do acumulado dos primeiros nove meses do ano, por segmentos, compiladas nos últimos três anos,  verifica-se  o significativo crescimento dos segmentos de SOFTWARE e de MÍDIA. De outro lado, queda do segmento de  SERVIÇOS DE TI.


Quanto à representatividade das transações por segmentos,  nos últimos 5 anos - considerando somente 9 meses em 2017 -, constata-se um aumento expressivo de 3 segmentos: Software, Serviços de TI e Mídia. Em 2013, estes e segmentos representavam 56,4% do total das operações, atualmente concentram 77,0%.


RACIONAL DO INVESTIMENTO
A intenção é distinguir as transações de M&A na área de TI, Telecom e Mídia, em função da Tese de Investimento, ou seja, os conceitos que prevaleceram para a aquisição da empresa-alvo. Na maior parte das vezes a notícia não é muito clara a respeito dos direcionadores de valor que levaram à aquisição. Mesmo assim, procurou-se identificar as premissas sobre o Racional da transação para segregar em 4 grandes grupos, de modo a permitir o entendimento das principais vetores que estão orientando os investidores estratégicos e financeiros.
No acumulado do ano, as operações com o racional do investimento direcionado para Escala prevaleceram - voltadas para ampliar a participação de mercado em alguns segmentos ou geografias.

(1) Aumentar a atual capacidade ou faturamento; penetrar em novos mercados geográficos
(2) Aumentar ofertas de novos produtos e serviços – expansão/ complemento do mix, ampliar competências
(3)Aumentar market-share, aproveitar sinergias e economias de escala, geralmente entre duas companhias com negócios similares
(4) Empresa brasileira adquire empresa de capital estrangeiro – acesso a mercados globais seja no âmbito do escopo, seja de escala;

PORTE DAS EMPRESAS
O objetivo é proporcionar uma visão das transações classificadas em função do porte das empresas. Utilizou-se o critério adotado pelo BNDES e aplicável a todos os setores para a classificação do porte em função da Receita Bruta anual (informada ou estimada).
Em relação ao porte, os investidores deram preferência para empresas de pequeno e médios portes no presente mês.

 • Microempresa <= R$ 2,4 milhões
 • Pequena empresa > R$ 2,4 milhões e <= R$ 16 milhões
 • Média empresa > R$ 16 milhões e <= R$ 90 milhões
 • Média-grande empresa > R$ 90 milhões e <= R$ 300 milhões
 • Grande empresa > R$ 300 milhões

Quanto à representatividade das transações sob a ótica do Porte,  nos últimos 5 anos - considerando somente 9 meses em 2017 -, observa-se um aumento expressivo da participação das pequenas e médias operações.  Em 2013, estes e segmentos representavam 51,8% do total das operações, atualmente concentram 62,8%.


PERFIL DO INVESTIDOR
Em relação ao perfil do investidor das 21 operações destacadas, os Investidores Financeiros foram responsáveis por 12 negócios em set/17. Desse volume, 6 operações foram realizadas por empresas de capital nacional e 6 de capital estrangeiro. Os investidores Estratégicos realizaram  9 negócios, sendo 7 de capital nacional.
No acumulado dos nove primeiros meses de 2017, o Investidor Financeiro se destaca com maior número de operações - 101.
Por sua vez,  o Investidor de Capital Nacional foi mais ativo com 135 operações, enquanto o Investidor Estrangeiro foi responsável por 61 negócios



Já no que tange ao montante das transações no mês, de R$ 250 milhões, os Investidores Nacionais foram responsáveis por 32,2% dos investimentos enquanto os Estrangeiros ficaram com 67,8%. No acumulado do ano, R$ 7,2 bilhões, queda de 34,0% comparado ao mesmo período do ano passado,  os Investidores estrangeiros responderam por 61,2%, com montante estimado em R$4,4 bilhões, enquanto os Nacionais foram responsáveis por 38,8%, com um valor de R$ 2,8 bilhões.
(1) Empresa adquire outra empresa (controladora ou não) relevante do ponto de vista estratégico, a fim de ter acesso a tecnologia, produto ou serviço.
(2) Fundo de Investimento Private Equity; Venture Capital, Angel;
(3) Empresa de capital nacional adquirindo participação em empresa brasileira (controladora ou não).
(4) Fundo de Investimento de capital estrangeiro adquirindo participação em empresa brasileira (controlador ou não).

VALOR MÉDIO
O valor médio das transações nos primeiros nove meses de 2017, por Segmento de TI,  foi de R$ 36,9 milhões, representando uma queda de  39,4%  em relação ao valor médio do mesmo período do ano passado.

NACIONALIDADE DOS INVESTIDORES
Em relação à nacionalidade das empresas que estão investindo no Brasil no mês de setembro/17, foram registrados 8 operações de 5 países de origem. No acumulado do ano, foram 61 operações com investidores estrangeiros. Os EUA foram responsáveis por cerca de 41,0 % dos negócios.


MAIOR TRANSAÇÃO DIVULGADA NO MÊS
A maior transação no mês de setembro/17, com valores divulgados, foi a da ComparaOnline, empresa de venda online de seguros e créditos,  recebendo  aporte de US$ 14 milhões em sua terceira rodada de investimento. Dessa vez os recursos vieram do International Finance Corporation (IFC), braço do Banco Mundial, e do fundo de private equity Bamboo Capital Partners. 22/09/2017

RELAÇÃO DAS TRANSAÇÕES
A relação das transações de Fusões e Aquisições na área de TI, segue a data em que foram divulgadas pela imprensa e compiladas pelo blog fusoesaquisicoes.blogspot.com. Todas podem ser pesquisadas e localizadas no blog.

RELATÓRIO ANTERIOR: TI - RADAR de Fusões e Aquisições, em agosto/2017

M&A - QUEM, O QUÊ, QUANDO, QUANTO, COMO e POR QUÊ
 O RADAR de M&A em TI tem o propósito de captar o “clima” do mercado das operações de Fusões e Aquisições bem como sinalizar suas principais tendências. Trata-se da compilação de notícias visando tornar mais acessíveis e conhecidos os negócios de fusão, aquisição e venda anunciados/realizados entre empresas com atuação no Brasil. Todas as informações sobre os negócios citados no presente relatório são obtidas a partir de notícias consideradas confiáveis publicadas pela imprensa e divulgadas no “estado" pelo blog FUSOESAQUISICOES.BLOGSPOT http://fusoesaquisicoes.blogspot.com.br , não sendo feita qualquer verificação quanto à sua veracidade, precisão ou integridade do conteúdo. Operações divulgadas em relatórios anteriores podem sofrer alterações, por conta de cancelamentos, renegociações, atualizações,  etc. Sempre que possível, serão mencionados os nomes dos compradores – investidor estratégico ou fundos de private equity, dos vendedores, a tese de investimento e principais “value drivers”, o valor da transação, forma de pagamento, múltiplos praticados (Valor da Empresa/EBITDA, Valor da Empresa/Receita) etc. Muitas vezes a notícia não é clara a respeito dos valores/forma de pagamentos e respectivos múltiplos. É bem-vinda toda e qualquer contribuição para tornar as informações mais precisas e transparentes.



As maiores aquisições que o Google já fez

Desde que arrematou o YouTube em 2006, foram quase 200 empresas compradas — algumas, por valores bilionários

Neste mês, completam-se 11 anos desde que o Google anunciou sua (até então) maior aquisição. Em 9 de outubro de 2006, o YouTube, uma empresa que tinha menos de 100 funcionários, foi comprado por US$ 1,7 bilhão. Depois disso, o Google não parou mais. Foram quase 200 aquisições anunciadas na última década, segundo a consultoria CB Insights.

Entre tais aquisições, há seis que ultrapassam o valor de US$ 1 bilhão. Foi o caso da fornecedora de soluções de marketing DoubleClick (US$ 3,1 bilhões, em 2007) e do aplicativo de navegação Waze (US$ 1,1 bilhão, em 2013).

Mas engana-se quem pensa que ter o dedo do Google no negócio é garantia de sucesso. A maior aquisição da história da companhia, a Motorola (US$ 12,5 bilhões, 2012), é um exemplo disso: a empresa foi vendida à Lenovo em outubro de 2014 por menos de um quarto do preço da aquisição (aproximadamente US$ 2,9 bilhões).

Isso nunca foi motivo para desanimar a empresa, aparentemente. No mês passado, o Google anunciou a maior das 11 aquisições que fez neste ano. Pagou US$ 1,1 bilhão pela divisão da taiwanesa HTC que desenvolve o Pixel — smartphone da gigante das buscas.

Ao todo, o Google gastou mais de US$ 26 bilhões em suas 11 principais compras. Veja no infográfico abaixo : Leia mais em epocanegocios 17/10/2017