15 dezembro 2017

Unilever compra Schmidt’s Naturals a pensar nos consumidores com preocupações ecológicas

O futuro é “verde” e a Unilever junta-se à onda ecológica para expandir o seu negócio de cuidados pessoais. A empresa anglo-holandesa de alimentos e bens de consumo anunciou na quinta-feira um acordo para adquirir a Schmidt’s Naturals, empresa norte-americana de cuidados pessoais com sede em Portland, no Oregon.

Conhecida sobretudo pelos seus desodorizantes naturais, a Schmidt’s foi fundada em 2010 por Jaime Schmidt, tendo recentemente alargado a sua oferta para incluir sabonetes e pasta dentífrica. As formulas de desodorizante premiadas da marca são derivadas de plantas e minerais. Entre os aromas mais populares estão Carvão + Magnésio, Rosa + Baunilha e Lavanda + Sálvia.

“A Schmidt’s Naturals é uma marca forte e inovadora dentro da categoria natural, que está em rápido crescimento, e complementa bem o nosso atual portfólio de desodorizantes dos Estados Unidos, que inclui as marcas líderes Degree, Axe e Dove”, explicou Kees Kruythoff, presidente da Unilever América do Norte, num comunicado.

“O foco da marca na transparência e a sua missão de tornar os produtos naturais acessíveis a todos alinha-se harmoniosamente com os valores da Unilever e representa uma entusiasmante expansão de categorias para a nossa família de marcas.”

Alan Jope, presidente da Unilever Personal Care, espera que as aquisições ajudem a Unilever a alcançar novos consumidores, que preferem opções naturais.

Para a Schmidt’s, o acordo irá também ajudar a expandir o seu alcance e a desenvolver novos produtos naturais. Os cofundadores, Jaime Schmidt e Michael Cammarata, continuarão envolvidos com a marca.

“Tenho orgulho em dizer que, como resultado da nossa parceria com a Unilever, estamos melhor posicionados do que nunca na nossa missão de tornar os produtos naturais acessíveis a todos”, disse Jaime Schmidt.

A aquisição segue-se aos planos da Unilever de lançar uma marca de beleza eco-friendly chamada Love Beauty and Planet, que foi anunciada no início desta semana. A Love Beauty and Planet irá consistir num total de 18 produtos de cuidados capilares e oito produtos para o corpo e estará disponível nas farmácias dos Estados Unidos a partir de janeiro de 2018.

No mês passado, a Procter & Gamble, concorrente da Unilever, anunciou a compra da Native, outra marca de desodorizantes naturais, demonstrando o forte movimento em direção aos produtos de cuidados pessoais ecológicos e naturais.

A Unilever adquiriu uma série de marcas desde o início do ano, incluindo a marca de beleza coreana Carver e a Sundial Brands, com sede em Nova Iorque, aumentando assim a sua oferta de beleza.

Os termos da transação entre a Unilever e a Schmidt’s não foram revelados. A transação deverá estar concluída o mais tardar no primeiro trimestre de 2018. Por Jennifer Braun  -  15 de Dezembro de 2017   Leia mais em fashionnework 15/12/2017



15 dezembro 2017



Digio compra plataforma Poup e passa a ter cashback

Clientes também terão acesso a cupons de desconto e ofertas on-line

O Digio, plataforma digital de meios de pagamento do Banco CBSS, anuncia a aquisição da plataforma Poup. Com a transação, os clientes do Digio passarão a contar com o benefício do cashback, acesso a cupons de desconto e ofertas on-line.

Empresas de e-commerce como Americanas, Casas Bahia, Dafiti, Extra, Fnac, Livaria Cultura, Magazine Luiza, Netshoes, Ponto Frio, Ricardo Eletro, Saraiva, Shoptime, Submarino e Walmart fazem parte da base do Poup e estarão disponíveis para compras dos clientes Digio com vantagens, segundo a empresa.

“A aquisição da plataforma Poup é parte de um plano de ações com foco total em concessão de benefícios para os nossos clientes. A Plataforma Poup é uma startup brasileira acelerada de forma consistente, já integrada com mais de 80% dos e-commerces relevantes, tecnologia segura e uma relação positiva com seus clientes”, conta Carlos Giovane, CEO do Banco CBSS.

O executivo adianta que a ideia, em um segundo momento, é expandir as possibilidades do cashback para as compras no mundo físico também.

A aquisição da plataforma Poup pelo Digio prevê também investimentos em curto prazo para melhorias na experiência do usuário por meio das duas plataformas.

União

O Poup passará por uma transformação de experiência e terá seu app atualizado até o fim do primeiro semestre de 2018. Tanto os clientes do Poup terão vantagens na aquisição do cartão Digio Visa Internacional, quanto os serviços, contas e ofertas também poderão ser acessados pelo app do Digio. Leia mais em itforum365 15/12/2017



Saúde na zona leste

 A BP (Beneficência Portuguesa de São Paulo) adquiriu, por R$ 25 milhões, um complexo hospitalar em São Paulo, que demandará um investimento de pelo menos mais R$ 100 milhões nos próximos quatro anos.

A companhia já alugava desde 2012 o espaço no bairro da Penha, na zona leste da cidade, e tinha contrato firmado para mais cinco anos.

O complexo pertencia à massa falida do Hospital Nossa Senhora da Penha e foi arrematado em um leilão.

Duas das três torres do local são usadas para atender pacientes encaminhados pelo SUS. A terceira, hoje desocupada, deverá ser inaugurada em até 4 anos, diz Denise Santos, CEO da BP.

"O imóvel está fechado há algum tempo. É praticamente um outro hospital, com 110 leitos a mais."

Pacientes do SUS representam metade dos atendimentos da BP, mas 11% da receita.

"A unidade da Penha é focada em filantropia, e isso se mantém. O que temos agora é a oportunidade de expandir os serviços", diz ela.

Uma das possibilidades é implementar mais exames de medicina de diagnósticos, afirma Santos.

RAIO-X
R$ 1,4 bilhão é o faturamento deste ano da BP
220 mil m² é a área construída nos edifícios  do grupo
8.000 são os funcionários
4.500 são os médicos
Mercado Aberto:  Fonte: Folha de S.Paulo Autor: Maria Cristina Frias  Leia mais em tudofarma 15/12/2017



Leilão de transmissão da Aneel contrata R$ 8,7 bilhões em investimento

O leilão de transmissão realizado hoje pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) contratou R$ 8,7 bilhões em investimentos, e teve um deságio médio de 40,46% em relação à receita anual permitida (RAP) máxima que havia sido estabelecida para o certame.

Venceram o leilão os empreendedores que ofertaram o maior deságio na previsão de receita.

O leilão terminou com uma receita anual total de R$ 913,8 milhões. Foram licitados 11 lotes que somam 4.919 quilômetros de extensão e incluem a concessão para construção, operação e manutenção de 22 linhões e 14 subestações, localizados em 10 estados (Bahia, Ceará, Minas Gerais, Para, Paraná, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Tocantins).

Havia 47 proponentes habilitados, entre consórcios e empresas. ...

Resultado lote a lote

O Lote 1 foi arrematado pela Engie Brasil Transmissão, que ofereceu uma receita anual permitida (RAP) de R$ 231,725 milhões, deságio de 34,8% em relação à receita máxima determinada pela Aneel, de R$ 355,407 milhões.

A empresa Celeo Redes Brasil (antiga Elecnor), por sua vez, levou o Lote 2 ao oferecer RAP de R$ 85,271 milhões, com deságio de 53,21% em relação ao montante máximo, de R$ 182,271 milhões.

Pelo Lote 3, a indiana Sterlite ofereceu uma receita anual permitida de R$ 313,1 milhões, deságio de 35,72% em relação à receita máxima determinada pela Aneel, de R$ 487,145 milhões.

A Neoenergia levou o Lote 4 ao oferecer RAP de R$ 126 milhões, um deságio de 46,62% em relação ao valor máximo, de R$ 236,079 milhões.

Após disputa em viva-voz com a CPFL, a paranaense Cesbe ficou com o Lote 5, que inclui uma subestação de 1.800 megawatt-ampere (MVA) no Rio Grande do Norte, para a expansão da rede básica para escoamento do potencial eólico da região Nordeste. O lance vencedor foi de receita anual permitida de R$ 14,431 milhões,

A Neoenergia também arrematou o Lote 6, com oferta de RAP de R$ 57,325 milhões, deságio de 44,56% em relação à máxima, de R$ 103,41 milhões. O Lote 6 abrange 345 quilômetros de linhas de transmissão nos Estados da Paraíba, Rio ..

O Lote 7 ficou para a Construtora Quebec, que ofertou receita anual permitida de R$ 32,6 milhões, deságio de 34,65% sobre a máxima, de R$ 49,888 milhões

Pelo Lote 8, o Consórcio Linha Verde ofertou RAP de R$ 32,978 milhões, deságio de 35,5%. O grupo, formado pela Quebec Apiacás Engenharia e pela Construtora Quebec, deverá investir R$ 283 milhões

A EEN Energia disputou em viva voz com o Consórcio BR Energia e acabou levando o Lote 9, ao oferecer uma receita anual permitida de R$ 9,09 milhões, deságio de 47,86%.  O Lote 9 inclui um trecho de 50 quilômetros

O Consórcio BR Energia/Enind Energia ficou com o Lote 10. O grupo, formado por BR Energias Renováveis, Brasil Digital Telecomunicações e Enind Engenharia, ofertou RAP de R$ 7,285 milhões, deságio de 40%.

Por fim, a Montago Construtora levou o Lote 11, que engloba uma subestação na cidade de Goiana, em Pernambuco, para suprimento às cargas da Zona da Mata Norte de Pernambuco e do Litoral Sul Paraibano. A empresa ofertou RAP de R$ 4,030 milhões, deságio de 52,91%.  ... Leia mais em valor econômico 15/12/2017



BRF, capitalismo consciente — e a minha gratidão

Depois de cinco anos de dedicação integral — três dos quais usando o crachá de presidente — hoje é o primeiro dia em que não vou trabalhar na BRF.

Para mim, é um dia de emoções conflitantes: se por um lado não carrego mais o ônus da responsabilidade, por outro não estarei incumbido da missão mais apaixonante que um executivo de 42 anos poderia desejar.

Servir à BRF foi, além de um privilégio e uma honra, uma experiência que me ensinou humildade perante a dimensão da empresa e seu impacto para nossos fornecedores, consumidores em 150 países, 110 mil funcionários e o Brasil.

Hoje temos uma BRF genuinamente global. Em três anos, fizemos 15 aquisições, que consumiram investimentos de US$ 1,5 bilhão e hoje deixam US$ 300 milhões/ano no caixa da companhia. Neste período, o faturamento internacional da BRF passou de 45% para 58% do total, e deve ultrapassar 60% no ano que vem, à medida em que os preços se recuperam.

Avançamos como nunca na agenda da eficiência operacional: após sucessivos anos de austeridade, temos hoje a BRF mais enxuta e produtiva de sua história. Ao redesenhar nossa logística de frete marítimo, por exemplo, o nível de cargas não embarcadas conforme planejado desabou de 35% (a média da indústria) para 8%, e como consequência nossa despesa de frete marítimo caiu 30%. Fechamos armazéns e pontos de transbordo, elevando as vendas diretas da companhia para cerca de 30% do faturamento, o que aumentou a eficiência e o nível de serviço aos nossos clientes no Brasil.

Quando saí da Tarpon para trabalhar na companhia, não deixei para trás o livro-texto de como um negócio deveria ser tocado. Mas posso afirmar com conhecimento de causa que o livro-texto está longe de conter todas as respostas para os enormes desafios que um negócio tão complexo enfrenta a cada dia. Para se ter uma noção aproximada desta responsabilidade, cada brasileiro consome, em média, 10 quilos de produtos da BRF por ano.

Sei que parte dos acionistas foi crítica à minha gestão. É do jogo. Por vezes, nós mesmos marcamos gol contra quando batemos cabeça sobre o que cada acionista desejava para a companhia. Mas, assim como tive que fazer adaptações ao livro-texto, gostaria que os que observam a BRF de fora apreciem, mais que nunca, que este não é um negócio que pode ser tocado de olho no próximo mês ou trimestre.

Como qualquer organismo vivo, a BRF é um sistema complexo: se uma gestão tentar privilegiar o acionista no curto prazo, prejudicará os outros elos da cadeia, aqueles que garantem sua qualidade e sustentabilidade no longo prazo.

Nosso trabalho foi parcialmente ofuscado pela alta do preço do milho, a maior recessão da história do Brasil e uma concorrência, que, sabemos hoje, se baseava em métodos heterodoxos e capital, por assim dizer, ilimitado... Tudo isso deprimiu os resultados de curto prazo, mas em meio a todo o barulho, fizemos progressos que fortalecerão a companhia para os próximos 30 anos.

A BRF hoje é um exemplo de capitalismo consciente, e me orgulho de ter feito parte desta história. Das 20 cidades com maior IDH no Brasil, 14 estão ancoradas social e economicamente em unidades agroindustriais da BRF.

É possível que nossa companhia não tivesse resistido à Operação Carne Fraca se nossos colaboradores não tivessem promovido avanços significativos em compliance e qualidade desde que assumimos a gestão.

O que inicialmente parecia ser uma investigação sobre casos de corrupção isolados logo se converteu num escândalo de enormes proporções fundado em acusações levianas sobre a qualidade de nossos produtos.

Foi justamente ali, em meio à maior crise de imagem da história da empresa, que a capacidade da BRF de ser maior que os obstáculos mais me emocionou. A resposta de toda a cadeia foi vigorosa: inúmeros funcionários postaram fotos alimentando seus filhos com nossos produtos e, num vídeo, um deles encontrou espaço para o humor: “Se vocês duvidam do nosso produto, mandem aqui para casa que terei prazer em incinerá-lo”, disse o funcionário enquanto preparava, sorrindo, a grelha do churrasco.

A verdadeira resposta da BRF à Carne Fraca não foi dada por seu CEO, mas pela convicção e o amor de nossos fornecedores, integrados, colaboradores e consumidores, que em poucos dias voltaram às nossas marcas.

Só uma cultura robusta poderia absorver um choque daquela magnitude.

Vindo de fora da indústria, logo me dei conta de que a forma como lidamos com o sacrifício dos animais é um grande tabu. Refletindo sobre isso, desde 2014 começamos a transformar o ethos da BRF numa cultura de celebração da vida.

Fizemos conquistas substanciais em duas questões centrais ao futuro da indústria: o bem-estar animal e o uso consciente de antibióticos.

De 2013 para cá, a BRF diminuiu em 90% o uso de antibióticos em suas aves de corte — o que nos coloca na vanguarda do setor — ao mesmo tempo em que aumentamos dramaticamente a saúde e o bem-estar de nossos animais.

Pensando no consumidor, reduzimos a utilização de sódio em toda linha de produtos Sadia em 30% — cerca de 180 toneladas anuais a menos de sódio — e há mais por vir.

Na segurança do trabalho, onde a BRF já era referência mundial, estendemos nossos cuidados para além do portão da fábrica. Os acidentes com nossos transportadores despencaram 59%, e os óbitos, 45%. Dentro das fábricas, os acidentes de trabalho diminuíram 50%, e a rotatividade anual caiu para 16%, um número sem paralelos na indústria frigorífica.

Deixo a BRF com a certeza de que nossos resultados já refletem uma clara tendência positiva, e de que muito mais será colhido no futuro próximo. E, felizmente, deixo-a em excelentes mãos. Meu sucessor sempre foi um conselheiro interessado no sucesso da companhia, fazendo as (necessárias) perguntas duras e mantendo a mente aberta. Desejo ao Drummond que ele se apaixone rapidamente pela empresa, e que sua paixão seja recompensada com todo o sucesso que o trabalho duro costuma trazer.

Hoje não vou trabalhar na BRF, mas jamais deixarei de vestir sua camisa. Por Pedro Faria - foi conselheiro, CEO internacional e CEO global da BRF. É sócio-fundador da Tarpon Investimentos. Leia mais em braziljournal 15/12/2017





Unilever vende negócio de margarinas para KKR por US$ 7,4 bilhões

A Unilever informou nesta sexta-feira que vai vender seu negócio global de margarinas para a KKR & Co. por US$ 7,4 bilhões.

A companhia anunciou em abril que iria se desfazer do negócio de margarinas. Entre as interessadas na divisão estavam Archer Daniels Midland (ADM), PAI Partners, Appollo Management, Carlyle e KKR... Leia mais em valoreconomico 14/12/2017



Buscador de investimentos Yubb recebe aporte milionário

O Yubb, um buscador de investimentos, acaba de receber sua primeira rodada de investimentos, de R$ 1 milhão. O aporte virá de seis investidores...Leia mais em estadao 15/12/2017



Venda da PetroAfrica será integral

Os sócios Petrobras e BTG Pactual estão em busca de compradores para a PetroAfrica. Iniciado em novembro, o processo ainda está na fase de assinatura de termos de confidencialidade com potenciais interessados. A estimativa é que a transação não fique abaixo de US$ 3 bilhões (R$ 10 bilhões), pois foi ofertado ao mercado todo o negócio - as fatias da Petrobras (50%), BTG (40%) e Helios Investment Partners (10%).

A PetroAfrica possui participação em dois blocos em águas profundas na Nigéria. Tem 8% do bloco OML 127, em parceria com Chevron (operadora, com 32%) e Famfa Oil (50%), e 16% do bloco OML 130, junto com Total (operadora, com 24%), CNOOC (45%) e South Atlantic Petroleum (15%).

Nos blocos estão localizados os campos de Akpo, Agbami, Egina e Preowei. Os dois primeiros estão em produção e o terceiro está em fase de desenvolvimento, com início de produção previsto para o fim de 2018.

Os campos de Akpo e Egina são operados pela Total e o de Agbami, pela Chevron. A apropriação de reservas líquidas da PetroAfrica totaliza cerca de 204 milhões de barris de petróleo e a produção atual é de 48 mil barris diários, com expectativa de alcançar cerca de 75 mil barris diários até 2019.

A venda é coordenada pelos assessores Scotiabank e Evercore. A expectativa é que leve meses até a fase de propostas e a realização de diligências. As ofertas vinculantes são esperadas apenas para meados de 2018.

Surgiram dezenas de candidatos para avaliar as informações básicas da PetroAfrica, como é comum em processos de venda. Entre elas, está a PetroRio, na qual Nelson Tanure é um dos principais acionistas. Avaliada em R$ 950 milhões na bolsa e com pouco menos de R$ 700 milhões em caixa, a empresa pretende buscar parcerias com fundos dos Estados Unido e da Europa para tentar brigar com grandes companhias do setor.

Procurada, a PetroRio preferiu não comentar o assunto. Porém, informou que existe interesse em todos os ativos do programa de venda de ativos da Petrobras que estejam na fase de produção, cujos processos são públicos e conhecidos pelo mercado.

A venda da PetroAfrica é um dos nove projetos do plano de venda de ativos da Petrobras. A estatal pretende levantar US$ 21 bilhões com o processo no biênio 2017/2018. Procurados, a estatal e o BTG não comentaram. - Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 15/12/2017



Mercado teme cenário alternativo.

Os investidores já estavam se preparando para o adiamento da votação da reforma da Previdência, mas o pano de fundo político acabou ampliando dúvidas sobre a possibilidade de uma votação ao longo de 2018. E esse cenário, acompanhado da possibilidade de uma eleição polarizada entre candidatos tidos como extremados, não está nos preços dos ativos financeiros, o que abre espaço para novos ajustes à medida que as perspectivas para a agenda continuem reféns do quadro eleitoral.

Para além da confirmação ontem do adiamento para fevereiro da votação da análise do texto que muda as regras previdenciárias, analistas se debruçaram sobre a falta de articulação política dentro do próprio governo para comunicar ao mercado financeiro a decisão. Ao longo do dia, teorias foram criadas - inclusive de que a ação do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), teria sido arquitetada com o Palácio do Planalto.

No fim da tarde de quarta-feira, Jucá sacudiu os mercados ao dizer que não seria mais possível analisar o texto da reforma ainda neste ano. Ação negociada com o governo ou não, o fato é que entre os investidores ficou a impressão de desarticulação e de sinais contraditórios dentro da própria base governista. A leitura nas mesas de operação é que a dificuldade do governo em aprovar a nova Previdência vai além da necessidade em si de análise do projeto pelos parlamentares. A resistência estaria mais ligada à lógica da reeleição, que poderia ser ameaçada com a aprovação de um projeto à primeira vista impopular.

"Se o argumento dos deputados para não apoiar a Previdência neste ano foi a eleição de 2018, então ano que vem certamente não será mais fácil, já que estaremos às portas da decisão", diz o profissional de uma gestora em São Paulo. Ele considera que a taxa de câmbio deve continuar pressionada, enquanto aumenta o risco de o Banco Central não optar por corte de 0,25 ponto percentual da Selic em fevereiro.

Ontem, o dólar subiu 0,77%, a R$ 3,3357. É o maior patamar para um fechamento desde 23 de junho, quando terminou em R$ 3,3384. O real marcou o terceiro pior desempenho global no dia e na semana divide com a lira turca o posto de maior queda, de 1,22%. Em dezembro, a divisa brasileira tem a segunda maior desvalorização (de 1,95%), ao passo que no acumulado de 2017 cai 2,55%, terceira colocação entre as maiores baixas.

O Ibovespa cedeu 0,67%, aos 72.429 pontos, depois de tocar a mínima intradia nos 71 mil pontos, sob o peso das quedas de papéis sensíveis ao noticiário político. As ações preferenciais da Petrobras cederam 1,12%, e as da Eletrobras caíram 2,80%, com a elétrica sendo destaque de baixas. Na renda fixa, a inclinação entre os juros longos e curtos voltou a bater máxima recorde durante os negócios.

Numa evidência de que a instabilidade de cenário começou a afetar a perspectiva de liquidez, a taxa do cupom cambial de vencimento mais curto saltou 10 pontos-base, para 2,59% ao ano. É o maior patamar do ano e a maior variação de alta em pontos-base desde 2 de junho. O cupom cambial mede a taxa de juros em dólar no Brasil e é tido como um termômetro de liquidez ou de expectativas de oferta de moeda estrangeira. A taxa costuma variar bastante apenas em momentos nos quais o mercado de fato coloca em xeque cenários que afetem as perspectivas de entrada de capital para o país.

Italo Lombardi, estrategista do Crédit Agricole em Nova York, diz que o dólar poderá chegar a R$ 3,50 ao longo do segundo e terceiro trimestres do ano que vem, quando o debate eleitoral ficará mais acalorado. "O que parece que não seria bem digerido é uma indefinição sobre o processo do ex-presidente [Lula] junto com a chance cada vez menor de aprovação da reforma previdenciária", completa.

Para um operador de bolsa, o mercado continua observando oportunidades de compra que existem em momentos de recuo dos ativos e ainda há eventos que podem ter resultados favoráveis para o mercado local, como o julgamento de apelação do ex-presidente Lula no caso em que foi condenado em primeira instância por lavagem de dinheiro.

"O tema Previdência vem travando nosso mercado, mas leves altas e leves quedas não mudam o cenário para frente, que ainda vejo como lateral até a votação. O fator político deve ganhar força com a entrada do ano eleitoral, mas vejo nosso mercado em modo de espera até a votação", afirma Leandro Martins, analista de investimentos da corretora Nova Futura.  - Valor Econômico Jornalista: José de Castro, Juliana Machado e Lucinda Pinto Leia mais em portal.newsnet 15/12/2017



Hapvida contrata bancos para IPO até abril de 2018.

Depois de analisar a possibilidade de vender uma fatia da companhia, a operadora de saúde Hapvida, gigante no Norte e Nordeste, partirá para uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), já programada para ocorrer em março ou abril do próximo ano. O Conselho de Administração da empresa deu o aval para a operação nesta quarta feira, dia 13, e o sindicato de bancos já está selecionado: Bank of America Merrill Lynch (BofA), BTG Pactual e Goldman Sachs. A avaliação preliminar da empresa está entre R$ 14 bilhões e R$ 16 bilhões - esse valor muda de banco para banco.

» Timing. As projeções indicam que a empresa alcance, em 2018, um lucro líquido de mais de R$ 800 milhões, o que deve representar, se cumprido, um aumento de cerca de 20% em relação aos ganhos deste ano, de pouco menos de R$ 700 milhões.

No mercado, a percepção até aqui é de que a janela para emissão de ações esteja aberta até abril. Depois disso, a maré do mercado pode virar por conta do ano eleitoral. A empresa chegou ao final de outubro com 2,2 milhões de beneficiários de planos médicos, crescimento de cerca de 11% na comparação com o ano passado. No mesmo período, o mercado como um todo encolheu 1%. Procurada, a Hapvida afirmou que não comenta rumores de mercado.- O Estado de S.Paulo Leia mais em portal.newsnet 15/12/2017



Neoenergia desiste de oferta inicial de ações

Os acionistas da Neoenergia preferiram cancelar a oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) a reduzir o valor atribuído à empresa. Pelo cronograma da transação, o preço das ações seria fixado na noite de ontem, porém, segundo o Valor apurou, a empresa não conseguiu atrair demanda na faixa indicativa, que ia de R$ 15,02 a R$ 18,52.

A oferta vinha encontrando resistência entre os investidores, que pediam um desconto acima de 20% para participar do IPO. Acionistas da Neoenergia, Iberdrola, Banco do Brasil e Previ resistiram a reduzir o preço das ações, mas optaram por esperar o fechamento do IPO bilionário da BR Distribuidora.

No caso do BB, a margem para mudança era pequena. Considerando a faixa de preço de R$ 15,02 a R$ 18,52, a posição do banco na Neoenergia podia valer de R$ 1,4 bilhão a R$ 1,73 bilhão. No balanço do banco, o investimento na companhia está avaliado a R$ 1,17 bilhão. Para registrar lucro, o BB precisava vender os papéis a um preço superior a isso. - Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 15/12/2017



Canada Pension Plan Investment Board e Votorantim Energia formam joint venture no Brasil

O Canada Pension Plan Investment Board (CPPIB) e a unidade de energia do grupo Votorantim formaram uma joint venture que comprará dois parques eólicos operacionais no nordeste do Brasil, informaram em comunicado conjunto.

A joint venture prevê investimento de mais de 3 bilhões de reais no setor de geração de energia do Brasil, de acordo com o documento.

Em outubro, a Reuters havia noticiado que a Votorantim Energia estava em negociações com os grandes fundos de pensão e fundos soberanos para criar uma joint venture integrada para investimentos em energia eólica, solar e pequenas hidrelétricas. (Por Kanishka Singh em Bengaluru) Reuters Leia mais em dci 15/12/2017



Moody's e Fitch fazem alerta sobre Previdência

As agências de classificação de risco de crédito Moody's e Fitch fizeram ontem alerta sobre o impacto negativo do adiamento da reforma da Previdência no rating do país. Para a Moody's, o adiamento da votação é um fator de crédito negativo e indica falta de apoio político para a proposta. "Isso aumenta a possibilidade de que a reforma não seja aprovada no ano que vem, dada a incerteza em torno das eleições presidenciais", disse a vice-presidente e analista sênior da agência, Samar Maziad, em comentário enviado ao Valor.

Segundo a Moody's, o adiamento fortalece as preocupações sobre a capacidade do governo para cumprir o teto de gastos e "endereçar efetivamente as tendências fiscais adversas que têm gerado uma persistente deterioração do perfil de crédito do país nos últimos anos". Atualmente a Moody's atribui rating "Ba2" ao Brasil, com perspectiva estável. Em outubro, o vice-presidente de créditos soberanos da agência para a América Latina, Mauro Leos, disse que a reforma da Previdência é fundamental para o país e, se ficar claro que ela não vai acontecer, será "fácil" tomar uma decisão sobre o rating.

Já a Fitch Ratings afirmou que o atraso na aprovação da reforma da Previdência enfatiza os riscos negativos incorporados à perspectiva negativa atribuída ao rating soberano do país, hoje em "BB". Para a Fitch, a "janela de oportunidade" para uma reforma significativa antes do ciclo eleitoral de 2018 está se reduzindo. "Outros atrasos ou diluição [da reforma] representam riscos para a viabilidade do limite de gastos e estabilização da dívida no médio prazo, bem como riscos potenciais para a confiança do mercado no processo de recuperação em curso no curto prazo".

Na semana passada, o líder analítico mundial de ratings soberanos da S&P Global Ratings, Moritz Kraemer, disse em entrevista ao Valor que o país pode ser rebaixado se não avançar a reforma da Previdência. "Se não der em nada, se não tiver nenhuma reforma significativa, poderíamos considerar como uma indicação negativa", disse ele. Valor Econômico - Leia mais em abinee.15/12/2017




Risco eleitoral faz banco correr para fechar ofertas de ações até maio

As férias dos banqueiros de investimento neste fim de ano serão mais curtas.

Apesar de o Burger King ter fechado ontem a temporada de ofertas de ações de 2017, o fim da safra mal vai ser sentida dentro dos bancos. As instituições já trabalham nos IPOs (ofertas iniciais de ações, na sigla em inglês) e "followons" (subsequentes) da próxima temporada.

O receio de que a eleição presidencial possa atrapalhar as operações tem levado os bancos a recomendar às empresas que corram para colocar na rua as transações até maio, antes do anúncio das candidaturas. Por isso, o ano já deve começar aquecido.

Por enquanto, na fila de candidatas a IPO estão a operadora Algar Telecom, a farmacêutica Blau, o Banco Inter e as varejistas Centauro e Ri Happy.

Mas os executivos preveem que mais nomes surgirão, tanto para estreias na bolsa quanto para ofertas subsequentes.

Até agora, os bancos têm um volume entre R$ 4 bilhões e R$ 10,5 bilhões em operações já contratadas de janeiro a março, período em que as empresas ainda podem usar as demonstrações financeiras do terceiro trimestre deste ano para realizar as ofertas. No topo das estimativas, esse é um número muito parecido com o movimentado no início deste ano, quando R$ 10,3 bilhões.

Diante das incertezas no radar, nem todos os bancos se sentem confortáveis para estimar quanto os IPOs e follow-ons movimentarão no ano que vem. Quem se aventura prevê um ano não tão bom quanto 2017, mas ainda assim agitado.

Neste ano, as ofertas de ações movimentaram R$ 42,9 bilhões, o que faz de 2017 o melhor ano para as emissões de ações desde 2009, quando elas somaram R$ 47,1 bilhões. Os cálculos excluem a megacapitalização da Petrobras, realizada em 2010, de mais de R$ 100 bilhões.

Para 2018, o Bank of America Merrill Lynch (BofA) e o BTG Pactual estimam cerca de R$ 35 bilhões em ofertas. "Depois de muitos anos sem ofertas, as companhias que acessaram o mercado neste ano foram aquelas que já estavam na fila há um certo tempo. Agora virão novos nomes", afirma Hans Lin, responsável pelo banco de investimento do BofA no Brasil.

Sem ir tão longe na projeção, o Bradesco BBI estima R$ 10,5 bilhões em transações no primeiro trimestre do ano. Isso não quer dizer, porém, que o banco acredite num ano fraco. "Por conta da eleição presidencial, este é um ano binário. Podemos ter tanto um ano muito profícuo quanto não", diz Leandro Miranda, responsável pelo banco de investimento do Bradesco BBI.

A única certeza que os bancos têm até agora é que os primeiros meses serão agitados.
Além da questão política, quem decidir sair na frente neste começo de ano também pode se beneficiar do maior apetite ao risco dos investidores.

"Depois de um 2017 bom para a bolsa brasileira, os investidores não querem mais se arriscar no fim do ano. Mas em 2018 o jogo começa de novo. O investidor tem que voltar para a pista para buscar retorno", afirma Fabio Nazari, chefe de mercado de capitais do BTG Pactual.

A redução da taxa básica de juros ao longo deste ano também colaborará para melhorar o resultado das empresas, já que o custo de das dívidas vai cair.

Isso deve torná-las mais atrativas para os investidores, favorecendo o fluxo de recursos estrangeiros para o país.

Pelo caminho, no entanto, ainda existem muitas incertezas além das eleições.
A principal delas é como o adiamento da reforma da Previdência vai afetar o humor dos investidores daqui para a frente. "Esse é um fator determinante [para a atração do investidor]. A aprovação da reforma entre o fim e o começo do ano causaria demanda", disse Roderick Greenlees, diretor do banco de investimentos do Itaú BBA, que concedeu a entrevista antes do adiamento da votação para fevereiro.

Só nos próximos dias, na avaliação de Alessandro Zema, responsável pelo banco de investimento do Morgan Stanley no Brasil, é que ficará mais clara qual será a reação dos investidores ao adiamento da votação.

A boa notícia é que as companhias devem começar a acessar o mercado com o objetivo de crescer, seja organicamente ou a partir de aquisições. "Boa parte do processo de desalavancagem das empresas já foi feito. Agora elas começam a buscar recursos com outros objetivos", diz Marcelo Millen, diretor de mercado de capitais do Credit Suisse. - Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 15/12/2017



IPO do Burger King sai no teto da faixa de preço e movimenta R$ 2,2 bi

Responsável pelo último e mais bem-sucedido IPO do ano, o Burger King fechou ontem uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) que movimentou R$ 2,2 bilhões. Com isso, a rede de lanchonetes chegará à bolsa com uma capitalização de R$ 4 bilhões.

Com ordens de compra que chegaram quatro vezes a quantidade de ações à venda, a rede de lanchonetes conseguiu fixar o preço de seus papéis em R$ 18, no topo da faixa indicativa de preço. Neste ano, nenhuma das 12 companhias estreantes na bolsa de valores tinha conseguido alcançar isso.
Depois de abrir o capital, o Burger King pretende expandir a rede de lojas próprias e também ampliar as marcas de restaurantes em operação no Brasil.

Para isso, a rede de lanchonete levantou R$ 886,2 milhões. Atualmente a rede tem 628 restaurantes.
A administração da companhia tem avaliado trazer para o país a Popeyes, rede de frango frito que tem como acionistas a Restaurant Brands International (RBI), também acionista do Burger King no Brasil. Outra possibilidade seria a aquisição de uma marca brasileira de cafés, já que a importação da rede Tim Hortons é considerada de difícil adaptação ao paladar brasileiro.

O IPO também deu saída parcial a três de quatro acionistas do Burger King: a gestora brasileira Vinci Partners, a americana Capital International e o Temasek, fundo soberano de Cingapura. A RBI não vendeu suas ações, mas terá sua fatia reduzida de 18,69% para 6,99%, já que a companhia fez um aumento de capital.

A Vinci se manterá como maior acionista do Burger King, mas sua participação cairá de 29,8% para 11,14%, bastante próxima das fatias que Temasek (10,71%) e Capital (10,10%) terão após a abertura de capital.

De janeiro a setembro, o Burger King teve receita líquida de R$ 1,25 bilhão, um crescimento de 28,1% ante igual intervalo de 2016. A rede teve um prejuízo de R$ 18 milhões nos primeiros nove meses, contra uma perda de R$ 61,5 milhões no mesmo intervalo de 2016.

A oferta teve como coordenadores Itaú BBA, Bank of America Merrill Lynch (BofA), Bradesco BBI, BTG Pactual, J.P. Morgan e XP Investimentos.- Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 15/12/2017



14 dezembro 2017

As 10 maiores operações de fusões e aquisições da história

Após muita negociação, hoje (14), foi anunciada a compra da Twenty-First Century Fox pela Disney, por US$ 52,4 bilhões. O acordo inclui os estúdios das mega-produções da “Marvel” e o desenho animado “Os Simpsons”. Não estão inclusas na operação as redes de televisão do Grupo Fox, como o noticioso Fox News e o esportivo Fox Sports.

A iniciativa da Disney é vista como uma estratégia de fortalecimento nos serviços de streaming, onde a Netflix reina. A Fox detém uma participação na plataforma Hulu, junto à Comcast Corp e à Time Warner. Agora, a Disney também assume essa fatia.

Os US$ 52 bilhões envolvidos na transação espantam, mas ainda estão longe de representar a maior fusão e aquisição da história, que ocorreu no final do século 20. Cinco das dez maiores sinergias entre grandes empresas ocorreram nos últimos quatro anos, e todas, nas últimas duas décadas.

10. Fusão da Exxon com a Mobil (1998)

Além de ser uma das maiores da história, a fusão da Exxon e a Mobil juntou novamente algumas das 34 empresas que surgiram após a decisão da Justiça norte-americana de desmembrar a Standard Oil, em 1911. A empresa do lendário empresário John D. Rockefeller detinha o monopólio de venda do petróleo e seus derivados no início do século 20. A fusão de 1998 deu origem à maior petrolífera do mundo, sob o nome de ExxonMobil, avaliada na época em US$ 80 bilhões.


9. Compra da Time Warner pela AT&T (2016)

A empresa de telefonia AT&T adquiriu o conglomerado de mídia Time Warner, em outubro 2016, por US$ 85 bilhões, mas a compra ainda não foi concretizada. O Departamento de Justiça dos EUA, sob o comando da administração de Donald Trump, entrou com uma ação em novembro de 2017 para impedir o negócio. Os Democratas acusam Trump de impedir a fusão devido às sucessivas críticas que o mandatário recebe da CNN, de propriedade da Time Warner. A alegação oficial do Departamento de Justiça é impedir a consolidação de um conglomerado que seja uma das maiores fornecedoras de internet e TV paga nos EUA (AT&T), contando com um amplo catálogo de filmes e canais de televisão aberta e fechada (Time Warner).

8. Compra do ABN Amro pelo RFS Holding (2007)

Em 2007, os primeiros efeitos da crise financeira do sub-prime já aconteciam, o que fragilizou o balanço do banco holandês ABN Amro. Essa foi a oportunidade para o grupo liderado pelo britânico Royal Bank of Scotland (RBS) comprar o ABN, por US$ 98 bilhões, com uma subscrição do governo britânico de US$ 20 bilhões. O consórcio era composto pelo RBS, o espanhol Santander e o belga Fortis.

7. Fusão da Heinz com a Kraft (2015)

Outra fusão em que teve a digital de Lemann e seus sócios da 3G Capital. Dessa vez, a Heinz fechou um acordo de fusão com a Kraft e criou a quinta maior companhia de alimentos e bebidas do mundo, avaliada, na época, entre US$ 70 bilhões e US$ 100 bilhões.

6. Compra da Warner-Lambert pela Pfizer (1999)

A Pfizer não mediu esforços para incorporar a farmacêutica e empresa de higiene pessoal Warner-Lambert, por US$ 111,8 bilhões, o que a tornou, na época, a maior farmacêutica dos EUA e a quinta do mundo.

5. Compra da SABMiller pela Anheuser-Busch InBev (2015)

As maiores cervejarias do mundo se uniram após a Anheuser-Busch InBerv, a maior empresa do ramo, e com Jorge Paulo Lemann como um dos acionistas, adquirir a britânica SABMiller, a segunda do setor, por US$ 130 bilhões em ações e dívidas. A operação resultou em uma empresa com o valor de mercado de US$ 270 bilhões.

4. Fusão da Dow Chemical com a DuPont (2015)

As norte-americanas Dow Chemical e DuPont resolveram se juntar, em dezembro de 2015, para formar um gigante do setor químico avaliado em US$ 130 bilhões. Sob o nome DowDuPont, o grupo criou três empresas independentes: uma com foco em agricultura, outra em especialidades químicas e a terceira em ciências dos materiais. A fusão foi concretizada em setembro de 2017.

3. Compra de 45% da Verizon Wirelles pela Verizon Communications (2013)

A empresa de telefonia americana Verizon Communications adquiriu, em setembro de 2013, 45% da participação da Vodafone na operadora móvel Verizon Wireless, por US$ 130 bilhões. Assim, a Verizon obtinha 100% do controle da operadora móvel mais lucrativa dos EUA.

2. Compra da Time Warner pela AOL (2000)

O anúncio da compra do conglomerado de mídia Time Warner pela provedora de acesso à internet America On-Line (AOL) tomou as manchetes dos principais noticiários do mundo, em janeiro de 2000, pois uma empresa da Nova Economia incorporava uma tradicional por US$ 165 bilhões em ações. A AOL só pôde realizar a compra, entretanto, por surfar na bolha da internet, que estourou três meses depois. A desvalorização das ações da AOL e seus problemas operacionais levaram à separação das empresas, em 2009.

1. Compra da Mannesman pela Vodafone (1999)

Vodafone Group é a maior operadora de celular do Reino Unido e, em 1999, adquiriu a maior empresa de telefonia da Alemanha, por US$ 180,95 em ações, após três meses de longas e difíceis negociações. Especialistas na época apontaram que o negócio ocorreu depois de a Mannesman adquirir a Orange, então a terceira maior operadora móvel na Grã-Bretanha, o que seria uma ameaça à liderança da Vodafone. Leandro Manzoni  Leia mais em forbes.uol 14/12/2017


14 dezembro 2017



Petrobras inicia processo para venda de participação de 50% na BSBios

A empresa tem duas usinas produtoras de biodiesel

A Petrobras iniciou a etapa de divulgação de informações para a venda da participação de 50% na BSBios, maior produtora brasileira de biodiesel, informou a estatal nesta quinta-feira.

A BSBios detém duas usinas produtoras de biodiesel, em Passo Fundo (RS) e em Marialva (PR). Ambas as usinas têm capacidade de produção de 288 mil metros cúbicos por ano de biodiesel. A participação da Petrobras na empresa é detida pela subsidiária Petrobras Biocombustíveis. (Por Marta Nogueira) POR REUTERS Leia mais em epocanegocios 14/12/2017



Vindi: a startup que se tornou um grupo investidor em fintechs

Se a “foto do time” da Vindi fosse de três anos atrás, nela estariam apenas nove pessoas. Hoje, não apenas o número de funcionários saltou para 80, como fazem parte dela três outras startups: Aceita Fácil, Fast Notas e Smartbill. O que era uma startup, então, tornou-se um grupo cujo business é prover serviços a quem tem alguma dificuldade em faturar e cobrar com eficiência. “Nosso cliente em potencial é quem tem um negócio que está crescendo muito e começou a ter problemas de gestão”, diz Rodrigo Dantas, 36, cofundador da Vindi (como plataforma digital de pagamentos recorrentes) e CEO do grupo.

Lá em 2014, quando o Draft conversou com Rodrigo pela primeira vez, o negócio estava começando e o mercado brasileiro se abria para a economia da recorrência.

Hoje, a Vindi é o maior gateway independente de pagamentos do Brasil e, em 2017, processará algo em torno de 1,5 bilhão de reais—  montante semelhante ao que uma grande empresa de cartão movimenta no ano. Assim, a realidade de Rodrigo, agora, é concorrer com players que têm grandes empresas por trás, como a Braspag (pertencente à Cielo), a maxiPago! (comprada pela Rede, do banco Itaú), a GetNet (do Santander) e até a estrangeira Adyen (que tem investimento de Mark Zuckerberg, ele mesmo, do Facebook).

Os concorrentes têm grande poder financeiro e de distribuição, mas Rodrigo acredita que, por sua origem “startupeira”, a Vindi ganha em agilidade. “Criamos uma máquina de aquisição de clientes que não depende de um único canal”, diz Rodrigo. Ele e os três sócios, Wagner Narde, CTO, Reginaldo Dutra, CFO, e Luiz Felipe Figueiredo, conselheiro, conseguem ter independência e isso é visto pelos clientes com valor, por simbolizar uma postura agnóstica.

O grande ponto de virada da Vindi foi o desenvolvimento de um sistema em que o cliente é livre para escolher a processadora de cartões e o banco com os quais prefere trabalhar e, assim, negociar diretamente com qualquer um. O modelo de negócio da Vindi continua o mesmo: eles oferecem serviço financeiro (para cobrança de assinaturas e pagamentos recorrentes) em formato SaaS. A proposta, então inédita para o ramo de serviços, provou-se acertada. Ainda comparando 2014 com o momento atual, a startup saiu de 200 clientes e faturamento de 200 mil reais por ano, para 2 000 clientes e faturamento de 2,2 milhões de reais em 2016. Neste ano, o salto foi maior ainda: deverá fechar 2017 com 2 700 clientes e um faturamento de 15 milhões de reais.

VOCÊ CRESCE, A CONCORRÊNCIA APARECE, É PRECISO SE MEXER
Toda startup quer crescer, e isso é bom para o negócio, claro, mas sempre há uma contrapartida. Você aparece e, logo, surgem mais empresas com serviços ou produtos semelhantes, querendo mordiscar a sua fatia de mercado. Rodrigo conta que viver isso teve o lado positivo de fortalecer a equipe, já que a concorrência veio “dura” e, também, o levou a cometer erros: “Trouxemos gente importante para o time, mas tomei decisões erradas em contratação também. Isso é normal, vivemos de teste, erro e acerto”.

Durante esse caminhar, os sócios da Vindi perceberam que seria bom ampliarem os serviços oferecidos para potencializar o próprio sistema. E a melhor forma de fazer isso era comprar startups que complementassem a oferta da Vindi.

Em 2016, por exemplo, eles procuravam uma solução que atendesse pequenos negócios e fizesse o processamento e gerenciamento de boletos. “Conhecemos o Claudio Meinberg, pensamos em fazer uma transação que trouxesse o Aceita Fácil para dentro de casa e fosse algo benéfico para ambas as partes”, diz Rodrigo. Foram 5 meses de conversas até que tudo estivesse acertado para a compra de 90% da startup, por 500 mil reais. Ele fala:

                                                           “Percebi que comprar uma empresa grande ou uma pequena dá o mesmo trabalho”

Rodrigo e o sócio Reginaldo trabalharam no Itaú, onde participaram ativamente da fusão com o Unibanco e da compra do BankBoston. Essa experiência os ajudou a lidar com os desafios de como aproximar a equipe “adquirida” sem desmotivar as pessoas. Hoje, Aceita Fácil é uma operação com 900 clientes, totalmente separada da Vindi. Tem escritório à parte e cinco pessoas dedicadas.

A segunda empresa do grupo, a Fast Notas (uma plataforma de emissão e gestão de notas fiscais) surgiu em outubro de 2016 dentro da própria Vindi, porque outro gargalo foi detectado. Primeiro, Rodrigo tentou achar um parceiro com um sistema pronto, mas as pessoas com quem falou “não tinham sintonia com a nossa cultura rápida”, diz. A solução foi desafiar um líder técnico da casa, Tales Galão (atual CTO da Fast Notas), a entregar um protótipo, com a promessa de receber investimento e virar sócio de uma nova startup.

E assim foi. Em três meses, a plataforma estava funcionando e o mesmo modelo de operação do Aceita Fácil foi aplicado a Fast Notas. “A cultura das empresas que adquirimos e criamos tem de ser a mesma, mas os focos são independentes. Podem haver clientes em comum ou não”, afirma Rodrigo.

DE REPENTE, COMEÇAM A TE VER COMO INVESTIDOR

Depois desses primeiros passos, mais e mais fintechs passaram a procurar a Vindi pedindo investimento. Rodrigo comenta que ele e os sócios perderam muito tempo analisando aquisições que não deram certo, mas que isso os preparou para uma terceira fase: a união com a Smartbill, que aconteceu em junho deste ano.

A Smartbill trabalhava com pagamentos recorrentes, mas com foco em grandes empresas. Eles atendiam clientes como B2W e Estadão. Já a Vindi sempre mirou em empresas de médio porte e startups com grande crescimento, mas tinha apetite para criar presença em uma outra camada de mercado. Então, chegou-se a um acordo de aquisição do conhecimento, da carteira de clientes e da vinda de 2 colaboradores da Smartbill. “Hoje, ela é uma empresa incubada aqui e estamos aprendendo com eles a venda para grandes clientes”, conta Rodrigo.

Maurício Kigiela, fundador da Smartbill continua bem próximo da nova operação, uma condição comum nesses casos, para que haja confiança dos clientes na migração. Por mais que se afirmasse que nada mudaria, que o site seria independente e que o software não seria desligado, Rodrigo se viu diante de algo inesperado:

“Foi difícil e desafiador visitar todos os clientes da Smartbill para explicar como aconteceu a aquisição e como seria a passada de bastão”
Até agora, diz ele, o esforço valeu a pena, tanto que a intenção do grupo é continuar investindo em negócios que unam SaaS e fintech.

UM JEITO SEGURO DE CRESCER É TREINAR SEU TIME PARA ESCALAR

Diz o senso comum que crescer dá trabalho. Não foi diferente na Vindi. Para preparar novos funcionários para as responsabilidades que uma operação maior traz, os sócios decidiram investir os recursos na “Vindi Universidade”, iniciativa educacional criada em começo de 2016, que funciona por meio de encontros-aula quinzenais. Rodrigo conta que isso tomou tanta força internamente que ficou premente a necessidade de uma nova sede, que comportasse todos. Foram criados ainda mini eventos paralelos, os Let’s Talk, abertos a quem se interessar e documentados nas redes sociais.

Produzir e espalhar conhecimento é algo que a Vindi faz desde 2014, quando foi realizado o primeiro Assinaturas Day, à época, para 40 participantes. Este ano, o evento acolheu 650 interessados em como criar e gerenciar modelos de recorrência nos negócios. O conteúdo dessas conferências anuais, do blog e também das conversas dos sócios da Vindi com empreendedores que queriam fazer a transformação digital de seus negócios – no caso, deixar de cobrar por um produto para passar a cobrar pelo acesso a ele – está reunido no livro Economia do acesso e os modelos de negócios baseados em compartilhamento, recorrência e assinatura, lançado em 2016.

VOCÊ CRESCE, OS CLIENTES MUDAM — E MUITOS NÃO PROSPERAM

Em 2014, quase metade dos clientes da Vindi eram academias de ginástica. Hoje, elas somam 20% dos clientes porque outras frentes foram abertas como funerárias, ONGs, igrejas, escolas, software online e e-commerce. Os segmentos de SaaS, educação e fitness são os mais fortes.

Com a trajetória ascendente, Rodrigo destaca um ponto dolorido: viu muitas empresas quebrarem nos últimos anos. De acordo com o mapa de cancelamentos de contratos da Vindi, em quase 800 casos os clientes cancelaram o serviço porque fecharam a operação:

“Dói ver operações fechando, porque nossa maior missão é ajudar outros empreendedores a crescerem, a manterem a receita dentro de casa, a automatizarem os pagamentos”

Ele prossegue: “O medo que tenho hoje é de que o país não ajude todos os negócios a prosperarem”. Se isso acontecer, será que o ex-executivo Rodrigo estaria disposto a voltar ao mundo corporativo? Elegantemente, ele diz que não fechou portas por lá, mas que dificilmente sairá do ambiente empreendedor. É recorrente. Marina Audi - Leia mais em projetodraft 13/12/2017



Disney compra a Fox por escala em conteúdo e distribuição

A Disney acaba de confirmar a compra da 21st Century Fox, uma transação que a transforma na maior empresa de mídia do mundo ao expandir sua prateleira de conteúdo e plataformas de distribuição numa era de consolidação em ambas as indústrias.

Os acionistas da 21st Century Fox receberão 0,2745 ação da Disney por cada ação da Fox que detêm, e a Disney vai assumir aproximadamente US$13,7 bilhões de dívida líquida hoje no balanço da Fox.

O preço da aquisição implica um valor de mercado de US$ 52,4 bilhões para os ativos que estão sendo adquiridos da Fox, e um 'enterprise value' (que soma a dívida) de US$ 66,1 bilhões.

Essencialmente, a Disney está comprando os estúdios da Fox que produzem cinema — Twentieth Century Fox, Fox Searchlight Pictures and Fox 2000 — e televisão.

A transação traz para a Disney franquias bilionárias como Avatar, X-Men, Quarteto fantástico e Deadpool, assim como filmes celebrados como "O Grande Hotel Budapeste”, "Hidden Figures", “Gone Girl”, e "The Martian”.

Na produção para TV, a Disney passará a controlar a Twentieth Century Fox Television, a FX Productions e a Fox21, responsáveis por séries como Os Simpsons, Modern Family, The Americans, e This Is Us.

Nos canais a cabo, a Disney leva a FX Networks, National Geographic Partners, Fox Sports Regional Networks, e a Fox Networks Group International.

Os ativos adquiridos incluem ainda a participação da Fox no serviço de streaming Hulu (onde a Disney passa a ser majoritária, fortalecendo sua posição competitiva perante a Netflix); os 39% que a Fox detém na Sky, a companhia de TV por assinatura cujo maior mercado é a Europa; e a Endemol Shine, a produtora independente que é dona do "Big Brother”.


Ficam fora do pacote o canal de notícias a cabo Fox News, o canal aberto da Fox, e a Fox Sports 1, um canal esportivo.

A Disney disse que, a pedido de ambos os conselhos, o CEO Bob Iger estenderá seu contrato como chairman e CEO até o final de 2021. (Em março deste ano, Iger já havia estendido em um ano, até julho de 2019.)

Esta é de longe a maior aquisição feita por Iger em seus 15 anos como CEO. As anteriores incluem a Pixar (US$ 7,4 bilhões), a Marvel Entertainment (US$ 4,2 bilhões) e a Lucasfilm (US$ 4,1 bilhões), dona da franquia “Star Wars”.

A transação é o epílogo da trajetória de Rupert Murdoch como um dos maiores titãs de mídia do planeta, um caminho que começou há seis décadas com um jornal na Austrália e chega hoje com a família Murdoch se tornando um dos maiores acionistas individuais da Disney, com menos de 5% da companhia. (Outra grande acionista é Laurene Powell Jobs, a viúva de Steve Jobs.)

A imprensa especializada especula que o filho mais velho de Murdoch, James, deve assumir um papel executivo na Disney, potencialmente se tornando o sucessor de Iger.

A leitura do mercado é que os Murdoch decidiram vender por entender que escala é fundamental num mundo dominado por plataformas e produtores de conteúdo como a Netflix, a Amazon e a Comcast, a dona da NBC Universal e a maior empresa de TV a cabo dos EUA. Enquanto esses conglomerados avançam, outros como Google e Facebook erodem a receita publicitária da mídia tradicional.

Há apenas três anos e meio, Murdoch oferecia US$ 80 bilhões pela Time Warner. Hoje, aquela empresa está indo para a AT&T — se o Departamento de Justiça deixar — e Murdoch passou de comprador a vendedor. O negócio de mídia, que nunca foi para amadores, agora não pertence nem mais aos profissionais. Geraldo Samor Leia mais em braziljournal 14/12/2017




Accenture adquire participação minoritária na 1QBit, empresa de computação quântica

Com a transação, as companhias vão investir na inovação para criação de novas inteligências em analytics de computação quântica

A Accenture, por meio de sua divisão Accenture Ventures, adquiriu participação minoritária na 1QBit, empresa de computação quântica com sede em Vancouver, no Canadá. Em comunicado, a consultoria diz que a transação ajudará a expandir as suas capacidades em analytics envolvendo computação quântica, o que “anuncia uma nova era de inteligência para negócios e organizações”. Os termos financeiros do negócio não foram revelados.

Além disso, as duas empresas formaram uma aliança estratégica em que a 1QBit dará preferência à Accenture na integração de sistemas. A consultoria também foi autorizada a usar a plataforma da 1QBit para demonstrações, treinamentos, desenvolvimento e testes de suas ferramentas e recursos. A Accenture irá alavancar sua aliança com a 1QBit para desenvolver capacidades de analytics inspiradas em computação quântica por meio da Accenture Analytics e escalonar oportunidades piloto identificadas pelo Accenture Labs.

Analytics inspirados em computação quântica potencializam o poder e as propriedades da computação quântica para identificar problemas nas empresas por meio de comandos mais rápidos do que na computação tradicional.

A 1QBit constrói softwares quânticos e inspirados na tecnologia quântica para ajudar as organizações na solução de seus maiores desafios computacionais. Sua equipe interdisciplinar é formada por matemáticos, físicos, químicos, desenvolvedores de software e especialistas em computação quântica que desenvolvem novas soluções para diversos problemas, desde a pesquisa até o desenvolvimento comercial da aplicação.

No início do ano, a Accenture e a 1QBit anunciaram uma colaboração com a Biogen para o desenvolvimento de um aplicativo pioneiro de comparação molecular, capaz de acelerar a descoberta de medicamentos para condições neurológicas complexas, como esclerose múltipla, doença de Alzheimer, Parkinson e Lou Gehrig.

"Com o fortalecimento da relação com a 1QBit, a Accenture tem uma oportunidade significativa para aumentar sua vantagem, uma vez que somos pioneiros na aplicação de computação quântica para o desenvolvimento de inovações revolucionárias que irão ajudar nossos clientes a resolverem os seus desafios de negócios mais complexos," afirma Paul Daugherty, CIO e diretor de inovação da Accenture. Leia mais em computerworld 13/12/2017




FUSÕES E AQUISIÇÕES - DESTAQUES DA SEMANA 04 a 10/dez/2017

Divulgadas 24 operações de Fusões e Aquisições com destaque pela imprensa na semana de  04 a 10/dez/2017.  Envolvem direta ou indiretamente empresas brasileiras de 15 setores.

ANÁLISE DA SEMANA                                                                                                                                    
Principais transações


NEGÓCIOS DA SEMANA

"Market Movers" - Brasil
  • Lactalis adquire da CCPR 100% das ações da Itambé Alimentos - A francesa Lactalis anunciou hoje a aquisição de 100% das ações da Itambé Alimentos S.A, da Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais (CCPR). O comunicado do grupo francês, que fala de “parceria estratégica para criar o líder nacional em produtos lácteos”, não revela o valor da operação. Os 100% da Itambé estavam avaliados em R$ 1,4 bilhão.  Considerada "uma tacada de mestre" por alguns observadores do mercado de lácteos, a aquisição da Itambé é importante para a Lactalis pois permitirá à empresa avançar numa região onde ainda tem pouca presença no Brasil. 05/12/2017
"Market Movers” - Exterior
  • Rede de farmácias CVS anuncia compra de seguradora Aetna por US$ 69 bilhões - Negócio pode transformar setor de saúde nos Estados Unidos. A rede de farmácias CVS anunciou neste domingo a compra da terceira maior seguradora de saúde nos Estados Unidos Aetna por US$ 69 bilhões. O negócio tem potencial de transformar o setor de saúde e vai unir um grupo com quase dez mil lojas com uma seguradora responsável pela cobertura de cerca de 22 milhões de pessoas.04/12/2017
  • UnitedHealth, controladora da Amil, anuncia compra da DaVita por US$ 4,9 bilhões - A UnitedHealth, gigante americana do setor de planos de saúde e controladora da Amil no Brasil, anunciou um acordo para a compra da DaVita, provedora de tratamento renal e um dois maiores grupos de médicos dos EUA, por cerca de US$ 4,9 bilhões em dinheiro. O acordo vem na mesma semana em que a rede de farmácias CVS Health fechou uma transação no valor de US$ 69 bilhões para adquirir a Aetna, que também atua na área de planos de saúde.06/12/2017
  • Comprada por UnitedHealth nos EUA, DaVita mantém operação no Brasil - A rede de clínicas de saúde DaVita esclareceu em comunicado que o anúncio realizado esta semana pela UnitedHealth sobre a compra da DaVita Medical Group (DMG) limita-se às operações da DMG no mercado norte-americano. Em nota, a companhia no Brasil afirmou que a transação não afeta o negócio de tratamento renal, assim como as operações da DaVita nos outros 11 países onde o grupo está presente. A empresa ainda confirmou que estuda a implantação de outros serviços médicos no Brasil, conforme havia noticiado em agosto a Coluna do Broadcast. 08/112/2017
  • Intuit adquire startup que facilita monitorar funcionários por US$340 milhões - Empresas que já haviam realizado uma aproximação no ano passado preveem finalização da aquisição no início de 2018. Intuit adquiriu a TSheets por US$ 340 milhões com conclusão completa da aquisição prevista para o início de 2018. Empresas já discutiam grande aproximação e trabalho conjunto no ano passado já que a TSheets utiliza o software QuickBooks da companhia em sua plataforma. A aquisição é faz muito sentido no mercado já que, segundo a Intuit, 12 mil negócios já usam o QuickBooks e TSheets e a compra ajuda Intuit a criar novidades mais alinhadas com o software. “Com a TSheets como parte da Intuit, temos uma tremenda oportunidade de fornecer milhões de pequenas empresas e usuários independentes [usuários] uma maneira mais inteligente e simplificada de rastrear seu tempo com rapidez e precisão, enviar faturas, administrar folha de pagamento e entender a lucratividade por projeto”, afirma Alex Chriss, da Intuit. 05/12/2017
  • J.P Morgan Chase conclui aquisição de WePay por mais de US$400 milhões - Após finalização da aquisição se discute no mercado quais serão os planos da empresa para a startup de inicialização de pagamentos. J.P Morgan Chase conclui aquisição de WePay por mais de US$400 milhões que inclui bônus de retenção e ganhos futuros. A conclusão encerra a longa negociação entre as companhias que rende 3 caminhos para serem seguidos. 05/12/2017
  • Nestlé compra fabricante de vitamina Atrium Innovations por US$ 2,3 bi - A Nestlé acaba de confirmar que concordou em adquirir a Atrium Innovations, empresa canadense fabricante de vitaminas, por US$ 2,3 bilhões. A Nestlé vai pagar a quantia em dinheiro para um grupo de investidores liderados pela  Permira Funds, donos da Atrium. Com isso, a Nestlé amplia o portfólio de produtos de cuidados com a saúde. A compra é compatível com o interesse da Nestlé em buscar oportunidades de crescimento em categorias complementares a alimentos e 05/12/2017
  • Italiana Prysmian fecha acordo para aquisição de US$ 3 bi - A empresa italiana Prysmian, sediada em Milão e uma das líderes mundiais no setor de cabos para energia e telecomunicações, fechou nesta segunda-feira (4) um acordo para comprar 100% da norte-americana General Cable por cerca de US$ 3 bilhões, ao preço de US$ 30 por ação.  04/12/2017
HUMORES & RUMORES

M & A - VENDA
  • Leilão pode reduzir dívida da Abengoa à metade e tem TPG como favorito - Em recuperação judicial desde janeiro de 2016, a espanhola Abengoa deve dar um passo importante para regularizar sua situação com os credores na próxima semana. Está previsto para quarta-feira o leilão de sete linhas de transmissão da empresa em operação no País, o que reduziria a dívida da companhia quase pela metade. As propostas serão entregues em envelope fechado e aberto pela juíza Maria da Penha Nobre, da 5.ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, responsável pela homologação do plano de recuperação da empresa. Os lances serão feitos em cima da proposta vinculante do fundo americano TPG (Texas Pacific Group), que fez uma oferta de R$ 1 bilhão, sendo R$ 400 milhões em dinheiro, pelos ativos da espanhola. Pelas regras, as propostas dos concorrentes terão de ser acima da apresentada pelo fundo americano. Nesse caso, o fundo teria 24 horas para fazer uma proposta 1% superior à do concorrente. 09/12/2017
  • BNDES pode se desfazer de 10% de participações em grandes grupos - O BNDES deve se desfazer de, pelo menos, 10% das participações que possui em grandes grupos privados. O dinheiro será usado para comprar novas posições, em renda fixa ou variável, em pequenas e médias empresas que têm foco em inovação. O presidente do banco, Paulo Rabello de Castro, estimou em R$ 60 bilhões o total de participações em grandes empresas. Ressaltou, porém, que o valor varia de acordo com o preço diário das ações. Segundo o executivo, a transferência do dinheiro das empresas de maior para as de menor porte com viés tecnológico condiz com a atual estratégia do banco. A mudança será gradual, começando com pelo menos 10%, mas podendo alcançar o total das participações. "O céu é o limite", afirmou, após evento promovido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Entre os grandes grupos privados dos quais o banco deve sair está o frigorífico JBS, citado nas delações da Operação Lava Jato. 07/12/2017
  • Quatro grupos se articulam para disputar gasoduto TAG - Cerca de uma semana antes da entrega das propostas não vinculantes para aquisição do gasoduto Transportadora Associada de Gás (TAG), controlado pela Petrobras, ao menos quatro consórcios se articulam para disputar o ativo. Esses grupos devem ser liderados por Mubadala, Engie, Pátria Investimentos e Macquarie. Cada um desses líderes tem mantido conversas com outras empresas e investidores, já que o valor a ser pago pelo gasoduto é alto demais para ser financiado individualmente. No ano passado, a Petrobras vendeu o gasoduto Nova Transportadora do Sudeste (NTS), que também pertencia à TAG, para a Brookfield por US$ 5,08 bilhões. Agora a Petrobras colocou à venda 90% da Nova Transportadora do Nordeste (NTN), que faz o transporte e a armazenagem de gás natural nas regiões Norte e Nordeste do país, com 3 mil km de extensão. A expectativa é que essa alienação, bastante importante para o programa de desinvestimentos da Petrobras, pelo menos atinja a cifra da NTS. A estatal conta com essa venda para cumprir a meta de desinvestimento de US$ 21 bilhões para o biênio 2017-2018. O IPO da BR Distribuidora, a ser concluído na semana que vem, também é uma peça importante desse plano.06/12/2017
  • BRMalls negocia com HSI venda de três shoppings - A BRMalls está em negociações com a empresa HSI/Saphyr para a venda de três shopping centers de seu portfólio: o Shopping Paralela (BA), Granja Vianna (SP) e Ilha Plaza Shopping (RJ), informou ontem o Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor. Ontem, a ação da companhia fechou em alta de 3,37%, a R$ 12,87 - o Ibovespa subiu 1,14%. No momento, a operação passa por análise prévia dos números dos ativos que, somados, tem valor total de R$ 800 milhões. Como a venda refere-se à parcela da BRMalls nos três empreendimentos, caso a transação avance, o montante envolvido deve ficar em torno de dois terços desse total - entre R$ 400 milhões e R$ 500 milhões, segundo fonte. O jornal "O Globo" antecipou na edição do domingo a existência de negociações entre as empresas. A BRMalls tem 51% do Shopping Paralela, em Salvador; quase 78% do Granja Viana, em São Paulo; e 51% do Ilha Plaza, na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. A gestora Vinci tem participação, por meio de fundo imobiliário, no Paralela e no Ilha Plaza. E tem direito de preferência na negociação. Mas a Vinci não sinalizou, até o momento, que tem interesse em exercer esse direito, apurou o Valor. 05/12/2017
 M & A - COMPRA
  • Iguatemi avalia oportunidades de aquisição, mas vê baixa movimentação no segmento premium - A administradora de shopping centers Iguatemi está monitorando oportunidades de aquisições na indústria, mas espera pouca movimentação na modalidade em que atua de empreendimentos premium nos próximos meses, disse nesta sexta-feira a diretora de Relações com Investidores e Planejamento, Roberta Noronha. “O ativo tem que estar aderente ao nosso portfólio, temos esse mapeamento...Se oportunidades aparecerem vamos nos posicionar”, afirmou em reunião com investidores, em São Paulo. 08/12/2017
  • Fibria vê alta em investimentos e possibilidade de fusões na indústria - A Fibria Celulose (FIBR3.SA), maior produtora de celulose de eucalipto do mundo, informou nesta terça-feira que projeta uma alta de quase 60 por cento em investimentos no próximo ano, à medida que busca aumentar sua capacidade e executivos disseram avaliar fusões mais para frente. Para explorar a demanda, a Fibria avalia potencial expansão, tanto na forma de outra fábrica em seu complexo no Estado de Mato Grosso do Sul quanto via possíveis fusões e aquisições, afirmou a repórteres o presidente-executivo da empresa, Marcelo Castelli. A palavra de ordem em ambos os casos é “disciplina”, disse ele, apontando para a perspectiva relativamente equilibrada entre oferta e demanda nos próximos anos. Alguns analistas especularam que o acordo poderia precipitar uma nova onda de acordos na indústria. Se houver consolidação, é provável que ocorra com um “m” maiúsculo e um “a” minúsculo, de acordo com Castelli. “Ninguém tem capacidade financeira suficiente para adquirir o outro... O nome do jogo é fusões”, acrescentou o executivo.06/12/2017
  • Camil estuda entrar no mercado de café - Segundo o presidente da empresa, Luciano Quartiero, a Camil está capitalizada e pode comprar empresa da área. O setor de massa e farinha faz parte também dos planos da companhia. Com dinheiro em caixa, a Camil pode abrir novos mercados a fim de aumentar as operações e as receitas. Um dos mercados em estudo é o de café. Segundo seu presidente, Luciano Quartiero, este é um segmento que tem sinergia com a empresa. “Acredito que a companhia está pronta para isso hoje”, disse Quartiero à DINHEIRO. A empresa, líder no mercado de vendas de arroz e feijão no varejo, realizou em setembro uma Oferta Pública Inicial de Ações (IPO, na sigla em inglês). Na operação, a Camil levantou R$ 1,32 bilhão com o objetivo de investir em novas aquisições. “A companhia está mais forte. Estamos começando um novo capitulo”, afirma Quartiero. 04/12/2017
PRIVATE EQUITY
  • Pátria quer captar fundo de US$ 2,5 bi - A gestora Pátria Investimentos começou a apresentar a investidores planos de levantar um fundo de private equity de cerca de US$ 2,5 bilhões, segundo o Valor apurou. Se conseguir concretizar a captação, esse será o maior fundo de private equity já levantado para a compra de ativos na América Latina. A última captação de private equity do Pátria aconteceu em 2014, quando a gestora levantou US$ 1,8 bilhão para o fundo "V". Por enquanto, já mapeou oportunidades para aplicar cerca de 70% desses recursos. Isso não significa, porém, que a gestora já tenha efetivamente feito o desembolso desse dinheiro com aquisições. O Pátria considera que os recursos foram comprometidos a partir do momento em que define uma tese de investimento onde eles serão aplicados.lsa de Biotoscana, Omega e Camil permitiram que as gestoras Advent e Warburg Pincus reduzissem suas posições nas empresas. Fonte:Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 06/12/2017
  • Maior fundo imobiliário do Brasil recebe nova proposta bilionária - A GTIS Partners Brasil Aquisições e Participações fez uma nova proposta para a aquisição do maior fundo imobiliário brasileiro, o FII BC Fund (BRCR11), e também pelo FII Prime Portfólio, ambos atualmente geridos pelo BTG Pactual. O valor oferecido pelo portfólio foi de R$ 2,328 bilhões, sendo R$ 1,103 bilhão para o FII BC Fund e R$ 1,224 bilhão para o FII Prime Portfólio. A proposta foi informada nesta terça-feira (5) em fato relevante pelo próprio BTG, que esclarece não ter pedido a oferta, encaminhada pelo UBS e pela REC Gestão de Recursos./12/2017
  • Brookfield vê apreciação muito grande de ativos no país em 5 a 10 anos - Os ativos que a Brookfield adquire no Brasil, como a Nova Transportadora do Sudeste (NTS), ou nos quais investe no país, como novas linhas de transmissão,  deverão ter uma apreciação "muito grande" dentro de cinco a dez anos, segundo o chefe de operações da companhia na América Latina e diretor-executivo da Brookfield Brasil, Luis Ildefonso Simões. "Apostamos que nos próximos cinco a dez anos, esses ativos que estamos construindo, como linhas de transmissão, ou adquirindo, como gasodutos ou rodovias,.. l 04/12/2017
IPO
  • PagSeguro pode fazer IPO em NY no 1º tri de 2018, dizem fontes - A empresa de meios eletrônicos de pagamentos PagSeguro avalia fazer uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em Nova York no primeiro trimestre de 2018, disseram duas pessoas com conhecimento do assunto à Reuters. A PagSeguro, que presta serviços de pagamento online e móvel, tem conversado com o Goldman Sachs para um IPO desde o início do ano.04/12/2017
  • Janela para IPOs deve ficar aberta no 1º tri, diz BofA - O volume gerado por IPOs (ofertas públicas iniciais de ações) e follow ons (ofertas subsequentes) do mercado brasileiro como um todo deve somar entre R$ 40 bilhões e R$ 45 bilhões, podendo fechar 2017 com R$ 50 bilhões.  Eduardo Alcalay, presidente do Bank of America Merrill Lynch no Brasil desde junho, confirma a estimativa do mercado para o fechamento deste ano. O banco não divulga a expectativa para suas próprias operações, mas afirma que manterá a posição de protagonista do ano passado e ficará entre os três maiores —ficou na primeira posição em oferta de ações.04/12/2017
  • Onda de aberturas de capital pode ser boa opção para investimento - No ano em que as ofertas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) podem chegar a R$ 15 bilhões, superando de longe 2007, ano em que 40 novas empresas abriram capital na Bolsa de Valores, a questão que se impõe ao investidor é se vale a pena ou não apostar as economias em papéis de uma empresa ainda sem histórico no mercado de capitais. Para os especialistas, acreditar no potencial de uma novata pode ser um bom negócio, mas desde que se tenha uma estratégia definida para evitar frustração ou riscos desnecessários. Segundo um levantamento feito pela Economática a pedido do Estado, as empresas que fizeram IPO de 2004 a 2017 tiveram um retorno médio de 17% no acumulado até 30 de novembro deste ano. No mesmo período, o Ibovespa apresentou retorno de 8,4% e o CDI, de 8,9%, segundo dados consolidados pelo professor de economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Joelson Sampaio. 04/12/2017 
RELAÇÃO DAS TRANSAÇÕES
  • Gazit Brasil conclui venda de Extra Itaim em São Paulo por R$ 350 milhões - A Gazit-Globe, detentora de uma rede global de supermercados, shopping centers e imóveis de uso misto voltados ao varejo, anunciou neste domingo a conclusão da venda, por meio de sua subsidiária local, a Gazit Brasil, do Extra Itaim, na capital paulista, por R$ 350 milhões. A operação trará um ganho de caixa de R$ 140 milhões. O preço de venda representa ganho de R$ 108 milhões acima do valor calculado com base nas normas internacionais de contabilidade (IFRS, na sigla em inglês) reportado no balanço da Gazit-Globe de 30 de setembro.10/12/2017
  • Vale quer reduzir dívida dos atuais US$ 21 bi para US$ 10 bi - O presidente e CEO da Vale, Fabio Schvartsman, informou nesta sexta-feira, 8, que, como a maior parte das vendas importantes de ativos já ocorreu, a redução da dívida da companhia será direcionada pela geração de caixa. A empresa tem uma dívida atualmente de US$ 21 bilhões e disse estar a caminho para reduzi-la a US$ 15 bilhões. A meta é atingir US$ 10 bilhões “o mais rápido possível”. Como exemplo, Schvartsman citou as vendas de três projetos já conhecidos, como o projeto de Nacala, em Moçambique; da Vale Fertilizantes, além da mais recente transação também da Vale Fertilizantes.  Vale prevê receber US$733 mi da Mitsui ainda em março A mineradora vendeu sua participação na mina de carvão de Moatize e no Corredor Logístico de Nacala, em Moçambique.. A mineradora Vale espera receber até o fim de março 733 milhões de dólares da japonesa Mitsui pela venda de participação na mina de carvão de Moatize e no Corredor Logístico de Nacala, em Moçambique, segundo fato relevante divulgado nesta quarta-feira. 09/12/2017
  • Unimed de Ribeirão Preto compra unidade de Sertãozinho - Unificação começa a valer a partir de 1º de janeiro; empresa confirma que as condições contratuais não terão alteradas. O grupo Unimed de Ribeirão Preto assinou um acordo para a compra da Unimed de Sertãozinho, que deve unir os beneficiários a partir de 1º de janeiro de 2018. O capital investido na negociação não foi divulgado, mas, agora, a empresa administrará cerca de 150 planos nas duas cidades, além de mais 25 mil atendimentos mensais em sistema de intercâmbio. 09/12/2017
  • Agility Networks adquire consultoria em cibersegurança Andrade Soto - Com a incorporação, a integradora de serviços e soluções de TI passa a oferecer serviços de consultoria, governança, ethical hacking test, gestão de risco e compliance. O valor do negócio não foi revelado. É preciso estar antenado com as novas práticas dos cibercriminosos, entender os ataques e conseguir reagir às suas ameaças, protegendo as empresas desses perigos digitais. Confira neste material um guia prático sobre ataques criptor e entenda como se defender. 08/12/2017
  • Somos compra a Stoodi, ‘edtech’ de reforço escolar - A Somos Educação comprou a Stoodi, uma startup que oferece aulas de reforço escolar e preparação para exames num modelo de assinatura por meio de um app e um site. A transação, que envolveu 100% da Stoodi e fechou há uma semana, não foi divulgada ao mercado porque o valor não era material, mas uma fonte próxima do negócio disse ao Brazil Journal que a transação foi de cerca de R$ 15 milhões à vista mais uma parcela equivalente sujeita ao cumprimento de metas futuras. 08/12/2017
  • BR Malls vende participação no Minas Shopping por R$ 11,2 milhões - A administradora de shopping centers BR Malls informou nesta sexta-feira que vendeu sua participação de 2,1% no Minas Shopping, por R$ 11,2 milhões. O valor representa um "cap rate" (retorno percentual em relação ao seu valor) de 9,8%. O Minas Shopping, localizado em Belo Horizonte, possui 763,8 metros quadrados de área bruta locável (ABL). Esta foi a 12º venda integral de participação de shopping center desde 2011 e reforça o compromisso da BR Malls com a estratégia de reciclagem de portfólio de forma a gerar valor aos seus acionistas, informou a companhia...  08/12/2017
  • Lupatech vende 13% de subsidiária colombiana à Petroalianza por US$ 1,666 milhão - A Lupatech, empresa em recuperação judicial, anunciou a venda de participação adicional de 13% da sua subsidiária colombiana Lupatech OFS para a Petroalianza International, pelo valor de US$ 1,666 milhão. Em fato relevante, a empresa informou que a transação envolve, ainda, a prorrogação da opção à Petroalianza de adquirir a totalidade da participação societária remanescente da Lupatech Colômbia pelo valor complementar de US$ 6,134 milhões até a data de 22 de janeiro de 2018. 08/12/2017
  • A VTEX adquiriu a startup Xtech Commerce, plataforma de e-commerce para PMEs, por R$ 14 milhões. O objetivo da aquisição é unificar, junto com a Loja Integrada (comprada em 2013), a divisão de pequenos e médios negócios da VTEX. A partir de agora, Alfredo Soares (CEO da Xtech) passa a ser co-diretor global de SMB da companhia ao lado do sócio Breno Nogueira. "Nossa empresa atende 30% das companhias mais valiosas do mundo, mas entende que a cauda longa é fundamental para o ecossistema de lojas virtuais. Nosso principal objetivo com a união é criar a melhor solução do mundo para pequenos e médios lojistas e a Xtech possui tanto o time e a cultura que buscamos", ressalta Mariano Gomide Faria, fundador e Co-CEO da Vtex. 08/12/2017
  • BR Startups investe R$ 1 mi na QueroQuitar - A Microsoft e o Banco Votorantim, por meio do Fundo BR Startups, realizaram um aporte de R$ 1 milhão na startup QueroQuitar. A fintech atua com negociação online de dívidas e educação financeira. O Fundo BR Startups foi criado pela Microsoft e tem o Banco Votorantim como âncora no setor financeiro, além de outros parceiros como Banco do Brasil Seguridade, Algar, Monsanto, Qualcomm e AGE-Rio.   A Quero Quitar foi a única selecionada entre as mais de 80 startups de fintech participantes do processo de seleção do fundo. 08/12/2017
  • Mercado Livre compra brasileira Ecommet por R$36,5 mi - fundadores da Ecommet iniciaram a carreira como vendedores no próprio Mercado Livre, que pretende aumentar a integração entre suas soluções. O Mercado Livre anunciou nesta quinta-feira a aquisição da empresa de tecnologia para comércio eletrônico Ecommet, em uma aposta para aumentar a integração entre suas soluções. A transação de 36,5 milhões de reais, foi realizada integralmente em dinheiro, e garantiu a compra de 100 por cento da Ecommet, disse o diretor de operações da companhia, Stello Tolda.07/12/2017
  • Movile recebe aporte de R$ 269 milhões do Naspers e Innova Capital - Os investidores desejam aumentar participação no iFood, aplicativo de entregas de alimentos líder da América Latina. ONaspers, conglomerado de mídia sul-africano dono do Buscapé, juntou-se ao fundo de investimentos Innova Capital, que conta com recursos do empresário Jorge Paulo Lemann, para realizar aporte de US$ 82 milhões (cerca de R$ 269 milhões) na Movile. Em julho, a dupla já tinha feito aporte de US$ 53 milhões (pouco mais de R$ 174 milhões) na empresa. Com a nova infusão de capital, o total de investimentos captados pela empresa sobe para US$ 250 milhões (mais de R$ 820 milhões). 07/12/2017
  • Claro compra parte da rede da Cemig Telecom em Sete Lagoas (MG) - A Claro acertou com a Cemig Telecom a compra de parte da infraestrutura de rede de TV e internet a cabo localizada na cidade de Sete Lagoas (MG). A conclusão do negócio aguarda o aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O valor da operação não foi divulgado. A operação envolverá apenas a aquisição da parte coaxial da rede, que cobre parte da região metropolitana de Sete Lagoas. A Claro continuará utilizando a rede de fibras óticas da Cemig Telecom de forma compartilhada. A venda de ativos da estatal mineira pode ganhar corpo nos próximos meses. Na metade deste ano, a Cemig anunciou um plano de venda de ativos, entre os quais figura a Cemig Telecom, cujo valor patrimonial é de R$ 193 milhões. A empresa foi criada em 1999 e tem foco em serviços de internet via redes de fibra óticas em Minas Gerais, Bahia, Ceará, Goiás e Pernambuco. 07/12/2017 
  • Vale conclui venda de 2 navios para chinesa Bocomm por cerca de US$178 mi - A Vale concluiu nesta quinta-feira a venda de dois navios para a chinesa Bocomm por cerca de 178 milhões de dólares, informou a mineradora brasileira em comunicado. O montante foi pago em 7 de dezembro e a transação conclui a venda de todos os 19 navios VLOCs pertencentes à Vale, como parte da estratégia de fortalecer o balanço e focar em ativos principais.  07/12/2017
  • QuinStreet adquire Smartia - A QuinStreet (NASDAQ: QNST) expande sua atuação ao adquirir o portal de seguros Smartia. Baseada no vale do silício, pioneira no segmento de marketing online de performance nos Estados Unidos e com forte atuação no Brasil desde 2011, a companhia atua na Internet para criar demanda para seus clientes, gerando negócios através de diversos formatos como cliques e leads qualificados. "Estamos entusiasmados em continuar nosso investimento no Brasil e adicionar a marca Smartia", disse Doug Valenti, CEO da QuinStreet. Uma das maiores empresas do mundo na área de mídia e marketing digital, a empresa aplica tecnologia para potencializar os resultados. “Nos engajamos com os usuários on-line para realizar uma conexão eficiente entre os clientes e os respectivos targets”, diz Yue, que também é responsável pelas operações no País.  07/12/2017
  • Credere recebe investimento da Bossa Nova no valor de R$ 700 mil - Fintech garante que já tem planos para o capital investido e garante que novidades estão por vir na plataforma focada em nas concessionárias. A plataforma Credere recebeu um investimento de R$ 700 mil da Bossa Nova, maior micro venture capital da América Latina em número de investimentos, mas não revelou qual foi a avaliação da empresa após entrada de novo capital. “Com esse investimento conseguiremos acelerar planos que estão no nosso radar há tempos: integração com mais bancos, adição de produtos financeiros, app para celular e tablet, melhoria dos relatórios; aumentaremos a velocidade para tornar nosso produto cada vez mais útil e estratégico no segmento”, afirma Orlando Seabra, sócio fundador do Credere.27/11/2017
  • Dona da Imaginarium compra a Puket - O Grupo Uni.co, dono da rede Imaginarium, fechou contrato vinculante para comprar 100% das ações da Puket, companhia de moda íntima, com 160 lojas no Brasil e 12 lojas no exterior. A expectativa do Grupo Uni.co é concluir a negociação no início de 2018. A Puket era controlada pelo Grupo Dobrevê, dono da Malwee, que comprou 70% da Puket em 2013. A Puket vai manter sua operação independente, entretanto, pode haver algumas sinergias. Juntas, a Imaginarium e a Puket têm receita estimada para este ano de R$ 480 milhões e de R$ 522 milhões em 2018. 08/12/2017
  • Massa Falida da Laginha: usina Vale do Paranaíba é vendida por R$ 206 milhões - Leilão terminou no início da tarde desta terça-feira (5); bem foi arrematado pelo Grupo Japungu, que já possui usinas na Paraíba e em Goiás . Usina foi arrematada por R$ 206 milhões nesta terça-feira. A Usina Vale do Paranaíba, pertencente à Massa Falida da Laginha Agroindustrial S/A, foi arrematada por R$ 206.358.000,00 pelo Grupo Japungu, que atua no ramo do açúcar e do etanol e possui usinas na Paraíba e em Goiás. O leilão foi encerrado no início da tarde desta terça-feira (5). 05/12/2017 
  • Gaúcha Fras-le formaliza joint venture na Ásia - Focada na produção de autopeças, tendo como carro-chefe materiais de fricção, a Fras-le, uma das Empresas Randon, e ASK Automotive, fabricante indiana de materiais de fricção, assinaram, ontem, em Caxias do Sul, acordo para a criação de uma joint venture. Pelos termos do acordo, as companhias planejam formar uma parceria estratégica para a produção e o fornecimento de lonas e pastilhas para veículos comerciais para os mercados de reposição e montadora. A joint venture se dará com o investimento por parte da Fras-le de US$ 5,1 milhões na operação da ASK, que já fabrica produtos para veículos comerciais. A Fras-le terá 51% do controle da empresa, e a ASK Automotive, 49%. A 06/12/2017
  • Lactalis adquire da CCPR 100% das ações da Itambé Alimentos - A francesa Lactalis anunciou hoje a aquisição de 100% das ações da Itambé Alimentos S.A, da Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais (CCPR). O comunicado do grupo francês, que fala de “parceria estratégica para criar o líder nacional em produtos lácteos”, não revela o valor da operação. O negócio prevê acordo de fornecimento de leite de longo prazo da CCPR para a Itambé “com vistas a preservar e permitir o crescimento das bacias leiteiras de Minas Gerais e Goiás”. De acordo com o comunicado, a aquisição da Itambé pela Lactalis deve ser concluída no primeiro semestre de 2018. A operação está sujeita à apreciação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A empresa mexicana se propôs a pagar R$ 5,725 bilhões pela Vigor e por até 100% das ações da Itambé. Com a recompra da participação pela CCPR, a mexicana pagou R$ 4,325 bilhões pela Vigor. Assim, os 100% da Itambé estavam avaliados em R$ 1,4 bilhão. De acordo com o comunicado da Lactalis, a aquisição da Itambé trará uma grande complementaridade geográfica e de produtos. 05/12/2017
  • DP World conclui compra e assume Embraport - A DP World, gigante de operação de terminais portuários de contêineres, com sede em Dubai, fechou a compra da fatia restante de 66,7% na Embraport, terminal privado em Santos (SP) que estava com a sócia Odebrecht Transport (OTP). O negócio foi anunciado ontem, aproximadamente um ano após as empresas assinarem o acordo de compra e venda. A Embraport passa a se chamar DP World Santos. A compra marca dois movimentos. O aumento da presença da DP World no Brasil, com fôlego para negociar globalmente contratos de navegação com os armadores, e a saída do braço de investimentos em infraestrutura da Odebrecht do mercado de terminais de contêineres. As empresas não divulgaram o valor da transação. Mas no comunicado, a companhia informou que a aquisição representa menos de 5% de seu valor patrimonial líquido no primeiro semestre, de US$ 10,8 bilhões. Isso equivale a no máximo US$ 540 milhões ou quase R$ 1,8 bilhão, que era o valor da dívida financeira da Embraport no fim de 2016. Em relatório, o BTG Pactual destacou que, considerando que a capacidade de movimentação da Embraport é de 1,2 milhão de Teus (contêiner de 20 pés) por ano, o múltiplo da transação foi de cerca de R$ 1,5 mil por Teu. 05/12/2017
  • Senior anuncia aquisição da Prodama - Com grande expertise em agro e forte capilaridade nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a Prodama incrementa o portfólio de soluções da Senior com ofertas especializadas e amplia a presença da companhia no Brasil. Referência em tecnologia para gestão no Brasil, a Senior anuncia a aquisição da Prodama – empresa especializada em soluções de TI, além de consultoria e prestação de serviços em tecnologia, com forte capilaridade nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, atendendo mais de 70 cidades em nove estados na região conhecida como quadrilátero do agronegócio brasileiro. Fundada em Umuarama, Noroeste do Paraná, em 1985, cresceu via parcerias com grandes desenvolvedoras para oferecer softwares inteligentes. 04/12/2017
  • Às compras -Ascential comprou a brasileira Use Fashion - A Ascential, dona do festival de Cannes e da consultoria WGSN, comprou a brasileira Use Fashion, de pesquisa. O valor não foi divulgado.  03/12/217
  • Suzano compra Facepa por R$ 310 milhões -  A Suzano Papel e Celulose informou nesta segunda-feira (4) em fato relevante, que fechou a compra de 92,84% do capital social total e 99,99% do capital social ordinário da Fábrica de Papel da Amazônia (Facepa), por R$ 310 milhões, sujeito a ajustes. Segundo o comunicado da Suzano, a Facepa produz e comercializa uma vasta gama de produtos de papel, inclusive toalhas de papel, guardanapos, fraldas, papel higiênico e lenços de papel sob diversas marcas, com forte presença nesse segmento no Norte e Nordeste do Brasil.04/12/2017
RELATÓRIOS - DESTAQUES DA SEMANA


QUEM, O QUÊ, QUANDO, QUANTO, COMO e POR QUÊ
 A pesquisa FUSÕES E AQUISIÇÕES - DESTAQUES DA SEMANA tem o propósito de captar o “clima” do mercado das operações de Fusões e Aquisições bem como sinalizar suas principais tendências. Trata-se da compilacão semanal das notícias visando tornar mais acessíveis e conhecidos os negócios de fusão, aquisição e venda realizados entre empresas com atuação no Brasil. Todas as informações sobre os negócios citados no presente relatório são obtidos a partir de notícias publicadas pela imprensa e divulgadas no “estado" pelo blog FUSOESAQUISICOES.BLOGSPOT http://fusoesaquisicoes.blogspot.com.br, não sendo feita qualquer verificação quanto à sua veracidade, precisão ou integridade do conteúdo. Sempre que possível, serão mencionados os nomes dos compradores – investidor estratégico ou fundos de private equity, dos vendedores, a tese de investimento e principais “value drivers”, o valor da transação, forma de pagamento, múltiplos praticados (Valor da Empresa/EBITDA, Valor da Empresa/Receita) etc. Muitas vezes a notícia não é clara a respeito dos valores/forma de pagamentos e respectivos múltiplos. É bem-vinda toda e qualquer contribuição para tornar as informações mais precisas e transparentes. Caso o conteúdo estiver em desacordo, nos contate que estaremos retirando o mesmo ou corrigindo a respectiva  informação. Blog FUSÕES & AQUISIÇÕES