22 agosto 2017

FUSÕES E AQUISIÇÕES - DESTAQUES DA SEMANA 14 a 20/ago/2017

Anunciadas 14 operações de Fusões e Aquisições com destaque pela imprensa na semana de 14 a 20/ago/2017.  Envolvem direta ou indiretamente empresas brasileiras de 7 setores.

ANÁLISE DA SEMANA                                                                                                                                                    
Principais transações


NEGÓCIOS DA SEMANA

"Market Movers" - Brasil

  • Na saúde, a nova menina dos olhos do Pátria No último ano, silenciosamente, o Pátria Investimentos vem construindo um império da oftalmologia. A gestora já comprou sete clínicas e hospitais especializados e colocou todos sob uma holding, a Hospital de Olhos do Brasil, que já se apresenta como “a maior empresa do setor na América Latina”. A mais recente aquisição foi há dez dias, quando a holding fechou a compra do Grupo Inob, que tem dois hospitais em Brasília focados em processos de alta complexidade. Desde abril de 2016, a Olhos do Brasil já comprou o Instituto Olhos de Freitas, a DayHorc e a Clínica Villas, na Bahia; o Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB); e o Hospital de Olhos Santa Luzia, em Alagoas.18/08/2017

"Market Movers” - Exterior

  • Rosneft conclui aquisição de US$ 12,9 bilhões na Índia. Um consórcio liderado pela russa Rosneft - uma das maiores empresas petrolíferas do mundo - deve concluir a aquisição da companhia privada indiana do setor de refino e distribuição Essar Oil por US$ 12,9 bilhões. 20/08/2017
  • Transocean adquire Songa Offshore. A Transocean comprou todo o capital social da Songa Offshore, em uma transação estimada em cerca de US $ 3,4 bilhões. A empresa provavelmente estabelecerá um Centro de Excelência na Noruega para servir o Mar do Norte e outros mercados ambientais difíceis. 18/08/2017
  • Grupo liderado pela Energy Capital deve comprar elétrica Calpine por US$5,6 bi. A geradora norte-americana de energia elétrica Calpine Corp disse nesta sexta-feira que será comprada por um grupo de investidores liderado pela Energy Capital Partners por 5,6 bilhões de dólares, com a empresa endividada lidando com preços baixos de commodities. 18/08/2017

HUMORES & RUMORES

M & A - VENDA

  • Unimed-Rio “vende” clientela para sanar dívidas A operadora de planos de saúde Unimed-Rio está oferecendo seu principal ativo para reduzir seu endividamento: os clientes. A empresa negocia o seu balcão para a venda de seguros. Já há conversas em andamento, mas nenhum contrato de exclusividade foi fechado. As candidatas a levar são seguradoras que operem, sobretudo, no segmento de varejo. A operadora também está em busca de parcerias com players estratégicos em saúde como, por exemplo, hospitais e laboratórios. A Unimed-Rio exige uma fatia do negócio e, em troca, oferece clientela para o estabelecimento. 18/08/2017
  • Odebrecht Latinvest reduz portfólio para entrar em nova fase em 2018. A Odebrecht Latinvest trabalha para organizar a casa ainda este ano e poder voltar a pensar na sua estratégia de investimentos a partir de 2018.  A perspectiva foi dada pelo presidente da companhia, Maurício Cruz, em entrevista ao Valor em uma passagem rápida pelo Brasil. Segundo o executivo, apenas o programa de venda e devolução de ativos em curso pelo braço de concessões em infraestrutura e logística que concentra os projetos na América Latina deve retirar US$ 2 bilhões dos  15/08/2017
  • JBS está em estágio avançando de venda da unidade britânica Moypark. O grupo processador de carne JBS está em fase avançada para a venda de sua unidade britânica Moypark, afirmou nesta terça-feira o presidente-executivo da companhia, Wesley Batista, em teleconferência com analistas. Batista afirmou ainda que a JBS não tem intenção de vender . 15/08/2017
  • Petrobras pode ficar com térmicas da Eletrobras para mitigar dívida. A Eletrobras e a Petrobras estão negociando uma "troca de ativos" para resolver, pelo menos em parte, a dívida bilionária que a elétrica tem com a petroleira. Essa pendência atrapalha a privatização da Amazonas Energia e o processo de abertura de capital (IPO) da BR Distribuidora 15/08/2017
  • Eletrobras prevê levantar mais de R$ 5 bi com venda de participações. A Eletrobras pretende acelerar seu programa de privatizações e venda de participações em diversos ativos de geração eólica, transmissão e distribuição de energia. O presidente da estatal, Wilson Ferreira Júnior, informou ontem que pretende vender, até o fim do ano, as participações acionárias da empresa em 79 companhias, as chamadas Sociedades de Propósito Específico (SPEs). De acordo com o executivo, ainda neste mês, o BTG Pactual deverá apresentar a modelagem de venda e o preço dessas participações acionárias. O valor contábil das participações da Eletrobras nessas SPEs, segundo Ferreira Júnior, é da ordem de R$ 5 bilhões. Os recursos poderão ajudar o governo a fechar suas contas, num momento em que a equipe econômica discute ampliar a meta fiscal deste ano, atualmente fixada em R$ 139 bilhões. Segundo o presidente da Eletrobras, a previsão é arrecadar bem mais do que os R$ 5 bilhões estimados.12/08/2017
  • Petrobras inicia fase não vinculante do processo de venda de ativos no Paraguai. A Petrobras informou o início da fase não vinculante do processo de venda de ativos no Paraguai, em comunicado divulgado nesta segunda-feira, 14. Nessa etapa do projeto, os interessados habilitados na fase anterior recebem o memorando descritivo com informações mais detalhadas sobre os ativos em questão. 14.08.2017 
  • J&F negocia Eldorado com asiática. Grupo asiático ofereceu R$ 15 bilhões pela Eldorado, que faz 1,7 milhão de toneladas ao ano, tirando da disputa a chilena Arauco e a rival April, da Indonésia Nem Arauco e nem Fibria. O processo de venda da Eldorado Brasil Celulose, controlada pelo grupo J&F,  caminha para ter um desfecho inesperado. Estão muito avançadas as conversas para a venda do controle acionário para a indonésia Asia Pulp & Paper Group (APP), uma das maiores do ramo no mundo, segundo 14/08/2017
 M & A - COMPRA

  • Warren Buffett negocia a compra da maior resseguradora da América Latina. É parte da Oferta Pública Inicial feita pelo IRB Brasil Resseguros e na qual os acionistas procuram arrecadar US$ 920 milhões. A Berkshire Hathaway, a empresa dirigida pelo investidor bilionário Warren Buffett, está em negociações para comprar uma participação na maior resseguradora da América Latina, o IRB Brasil Resseguros, após uma Oferta Pública Inicial (IPO), de acordo com duas pessoas com conhecimento direto do assunto. A aquisição poderá ser feita através da unidade General Re da Berkshire, de acordo com os informantes que enfatizaram também que o JPMorgan Chase está assessorando o IRB, com sede no Rio de Janeiro.16/08/2017
  • Fusão entre Fibria e Suzano volta ao campo de avaliação. Em meio à profusão de informações e rumores sobre o processo de venda Eldorado Brasil, produtora de celulose de eucalipto da J&F Investimentos, outro movimento de consolidação já levantado como potencialmente positivo pelo mercado e pela indústria voltou à cena: uma possível fusão entre Suzano Papel e Celulose e Fibria, as duas maiores produtoras mundiais da matéria-prima. 16/08/2017
  • Espanhola Acciona mira aquisição de empresas e PPPs em saneamento. A espanhola Acciona faz planos para ampliar os negócios no País. Além de novos contratos, a multinacional quer comprar empresas no setor de infraestrutura e construção para melhorar a base de clientes e conhecimento em algumas áreas. Ao mesmo tempo, está de olho em oportunidades de Parcerias Público-Privada (PPPs) na área de saneamento básico e iluminação pública. A companhia atua no Brasil desde 1996 e detém a concessão da chamada Rodovia do Aço (BR-393). Na construção civil, a empresa participou das obras do Porto do Açu, no Rio de Janeiro, e toca dois lotes do Rodoanel Norte, em São Paulo. Além disso, detém os contratos da Linha 2 do Metrô de São Paulo e de Fortaleza - ambos aguardam ordem de serviço governos locais. No total, a carteira de projetos da companhia, que emprega 2,6 mil funcionários, soma hoje R$ 3 bilhões.  "Pelo menos, hoje temos condições de competir", destaca Clark, que assumiu a empresa no ano passado. Desde então, ele selecionou alguns ativos que poderiam interessar ao grupo espanhol. Sete empresas foram avaliadas, mas, por enquanto, nenhum negócios foi fechado. O executivo não quis revelar os nomes das empresas, mas afirmou que o orçamento para uma aquisição no País está entre ¤ 30 milhões e ¤ 100 milhões (entre R$ 112 milhões e R$ 372 milhões).  16/08/2017
  • CCR avalia novas aquisições no exterior. A empresa de concessões de infraestrutura CCR estuda fazer novas aquisições de ativos fora do Brasil, disse nesta terça-feira a coordenadora de relações com investidores da companhia, Flávia Godoy. "Continuamos avaliando ativos no exterior em nossas áreas de atuação: aeroportos, rodovias e mobilidade urbana", disse a executiva durante teleconferência com analistas sobre os resultados do segundo trimestre. 15/08/2017
  • BRMalls vê aquisições como alternativa para crescimento. A operadora de shopping centers BRMalls avalia que aquisições de novos empreendimentos ou de participações adicionais em centros de compras já existentes são uma alternativa para o crescimento da companhia. Em teleconferência com analistas sobre o resultado do segundo trimestre divulgado na véspera, executivos da companhia comentaram que a BRMalls entende que a alocação de recursos em aquisições de ativos é uma "boa estratégia" diante do atual cenário de fraqueza no setor de varejo. 15/08/2017
  • China Merchants deve assinar compra do TCP no início de setembro. A estatal China Merchants deve assinar o contrato de compra do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), no Paraná, no começo de setembro. As negociações com o fundo americano Advent, que controla o ativo, estão praticamente concluídas. O TCP foi colocado à venda no ano passado. A fatia do Advent, que tem 50% do Terminal, é estimada em cerca de US$ 1 bilhão. Procurados, TCP e Advent não comentaram.  15/08/2017
  • Brandt prepara plano de expansão no Brasil. Empresa, que chegou no país em 2015, avalia oportunidades em aquisições ou construção de nova planta industrial. A multinacional Brandt, que atua em segmentos como fertilizantes foliares, planeja uma expansão de suas estruturas no Brasil. Executivos afirmam ter acordos de confidencialidade com pelo menos três empresas para avaliar possíveis aquisições, além de considerar a compra de terrenos para a construção de nova fábrica no país.14/08/2017

PRIVATE EQUITY

  • Brasil deve voltar ao radar das empresas de Private Equity que buscam expansão em mercados emergentes. Depois de passar por um período de um grande boom de crescimento e, logo na sequência, de dois anos de correção econômica, o Brasil está no caminho da estabilização e se tornando atrativo para empresas de Private Equity (PE) que querem se diversificar em mercados emergentes. A recuperação contínua, as reformas pró-negócios e o crescimento em indústrias-chave estão criando uma clara oportunidade para empresas de PE. Essas conclusões são apresentadas peloThe Boston Consulting Group (BCG) em seu relatório Private Equity Strategies for Brazil's New Economic Reality, que está sendo lançado hoje.  "Mas agora, com a entrada de um período de crescimento mais lento, oferece fortes desafios e oportunidades para firmas PE. As empresas que constroem a base certa, entendem o mercado local e adotam uma visão de longo prazo vão se estabelecer e saberão tirar vantagem do momento." 07/08/2017

IPO

  • Citigroup lidera grupo de bancos para IPO da BR Distribuidora, diz fonte. O Citigroup e outros sete bancos devem coordenar a oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da BR Distribuidora, que deve ocorrer provavelmente em novembro, segundo uma pessoa com conhecimento direto do assunto. A Petrobras está avaliando se fará a listagem da BR Distribuidora em São Paulo e Nova York, onde um crescente número de investidores mostrou interesse na transação, afirmou a fonte, que pediu anonimato.18/08/2017
  • Oferta de ações da Via Varejo em bolsa pode ser saída para Pão de Açúcar. Uma oferta subsequente de ações (follow on) pode ser a alternativa para o Grupo Pão de Açúcar (GPA) vender sua participação na Via Varejo, empresa dona das Casas Bahia e do Pontofrio. Diante da dificuldade em encontrar um único comprador para os 43,3% que detém da rede, o GPA tem sido instado por assessores a colocar na mesa uma proposta de venda de forma pulverizada dos papéis da sua subsidiária.17/08/2017
  • Senior Solution: Novo Mercado abre porta para nova emissão de ações. A migração da Senior Solution do segmento Bovespa Mais da B3 para o Novo Mercado, que acontece nesta quinta-feira (17), vai abrir portas para uma nova oferta de ações da companhia, na avaliação de Thiago Rocha,  diretor de relação com investidores da empresa de softwares e serviços para o setor financeiro. Segundo o executivo, o valor da oferta pode chegar a R$ 180 milhões, três vezes o valor captado no IPO em 2013. 17/08/2017
  • Decolar faz pedido para abrir capital nos EUA. A agência de viagens online Decolar.com, com sede na Argentina, apresentou ontem um pedido de abertura de capital na Bolsa de Nova York. A companhia pretende levantar até US$ 100 milhões com a oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) e realizar a operação até o fim deste ano, segundo documentos entregues à reguladora do mercado de capitais dos Estados Unidos, a Securities and Exchange Comission (SEC). A Decolar.com fatura cerca de US$ 4 bilhões por ano, com o Brasil sendo responsável por metade desse valor. O faturamento total da companhia é aproximadamente 45% superior ao da CVC, maior agência de viagens do País. No ano passado, quando o site de viagens Expedia comprou 20% da Decolar.com, a empresa foi avaliada em US$ 1,4 bilhão, segundo fontes do mercado. 16/08/2017
  • Vulcabrás, dona da Azaleia e da Olympikus, vai tentar novo IPO. A Vulcabrás — dona das marcas Azaleia e Olympikus — pretende levantar até R$ 800 milhões numa operação que deve marcar uma nova estreia da companhia na Bolsa. A companhia mandatou o Credit Suisse e o Bradesco para estruturar a oferta, que levantará caixa para a empresa e permitirá aos atuais acionistas vender parte de suas ações. Hoje, a Vulcabrás é controlada quase integralmente pela família Grendene e negocia apenas cerca de 90.000 ações por dia na Bolsa, um giro de menos de R$ 1 milhão. Essa liquidez pífia impede que gestores profissionais montem posição no papel.15/08/2017
  • Rede de academias Smart Fit pede registro de companhia aberta. A rede de academias de ginástica Smart Fit, que opera com as marcas Bio Ritmo e Smart Fit, entrou com um pedido de registro de companhia aberta na Comissão de Valores Mobiliários. Fundado em 2009, o grupo tem como acionistas a gestora de fundos de private equity Pátria, o GIC (fundo soberano de Cingapura) e a família Corona. Ambos os acionistas aportaram R$ 195 milhões na companhia no ano passado. Em junho, Edgard Corona, presidente do grupo Bio Ritmo, afirmou . 15/08/2017
  • IRB motiva Grupo Austral, da Vinci, a cogitar IPO. O preço pago pelas ações do ressegurador IRB Brasil Re em sua recente abertura de capital acendeu o interesse do grupo Austral, controlado pela Vinci Partners, em seguir pelo mesmo caminho e também listar ações na bolsa brasileira. A possibilidade aparece depois de tratativas frustradas de venda do controle da companhia, formada por uma seguradora e uma resseguradora, no ano passado. O grupo, porém, ainda não teria contratado bancos para tocar sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). A percepção é de que a abertura de capital pode render uma melhor precificação para o grupo Austral, bem como servir de pressão para que eventuais interessados ‘olhem’ seus ativos.  15/08/2017

RELAÇÃO DAS TRANSAÇÕES

  • Sócio vende parcela de agência de celebridades  Rumo às estrelas  Marcus Buaiz vendeu 50% da Act10N, empresa que agencia celebridades do quilate de Neymar e Paolla Oliveira. Quem comprou foi Charles Martins, filho de Carlos “Wizard”. 20/08/2017
  • Medartis adquire antiga parceira de vendas no Brasil. A Medartis, sediada em Basileia, fabricante líder e fornecedora de dispositivos médicos para a fixação cirúrgica de fraturas ósseas e osteotomias para a região craniofacial, bem como para extremidades superiores e inferiores, anunciou hoje que adquiriu 100% do distribuidor brasileiro Extera, a partir de 14 de agosto de 2017. Como resultado dessa aquisição, a Medartis fortalece sua posição de mercado no Brasil com uma subsidiária própria. 18/08/2017
  • Zaher deixa Estácio e fatia do fundo americano Advent atinge 10%. Empresário, que era um dos principais acionistas no grupo, zerou posição; fundo quer transformar Estácio em consolidadora O fundo americano Advent voltou às compras nesta sexta-feira, 18, e aumentou sua fatia no grupo de educação Estácio para mais de 10%. Segundo fato relevante divulgado pela empresa carioca ontem, o FIP Rose, veículo utilizado pela Advent para comprar ações, já detém 10,48% do capital social da empresa. A gestora de private equity (que compra participação em empresas) se tornou a terceira maior investidora da Estácio, atrás dos fundos Oppenheimer, Coronation e Fidelity, e já tem direito a duas cadeiras no conselho. Com o dinheiro da venda de sua participação na Estácio, cerca de R$ 435 milhões, o empresário quer investir no seu grupo, que reúne 252 escolas, 32 delas próprias, e quase 100 mil alunos. O SEB faturou cerca de R$ 500 milhões no ano passado. “Quero abrir o capital na bolsa em 2019 ou 2020. E estamos avaliando a compra de escolas.” 19/08/2017
  • Na saúde, a nova menina dos olhos do Pátria No último ano, silenciosamente, o Pátria Investimentos vem construindo um império da oftalmologia. A gestora já comprou sete clínicas e hospitais especializados e colocou todos sob uma holding, a Hospital de Olhos do Brasil, que já se apresenta como “a maior empresa do setor na América Latina”. O faturamento combinado das empresas adquiridas já chega a R$ 700 milhões, e a meta é faturar R$ 1 bilhão em 2018. A mais recente aquisição foi há dez dias, quando a holding fechou a compra do Grupo Inob, que tem dois hospitais em Brasília focados em processos de alta complexidade. Desde abril de 2016, a Olhos do Brasil já comprou o Instituto Olhos de Freitas, a DayHorc e a Clínica Villas, na Bahia; o Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB); e o Hospital de Olhos Santa Luzia, em Alagoas. No ano passado, a UnitedHealth, dona da Amil, comprou a rede de 18 clínicas oftalmológicas do então presidente do Einstein, Claudio Lottenberg, por R$ 200 milhões. Meses depois, Lottenberg assumiu a presidência da UnitedHealth no Brasil.18/08/2017
  • Viasoft adquire a Siglo. A Viasoft, empresa de software de gestão de Pato Branco, no Paraná, acaba de anunciar a incorporação da Siglo, empresa curitibana especializada em soluções para logística. O valor da negociação não foi divulgado. “A Siglo tem mais de 14 anos de atuação e um portfólio de produtos que engloba manutenção de equipamentos, gestão de transportes (TMS), planejamento operacional, gestão de armazém (WMS), portal web (portaria), gestão da distribuição (cross-docking), gestão de pátio container e pátio físico. Esta é a 5ª aquisição da Viasoft em menos de dois anos. Em abril, a companhia anunciou a aquisição da JetPDV, com o objetivo de aprimorar a solução da companhia para o setor supermercadista. O faturamento projetado da Viasoft para 2017 ultrapassa os R$ 40 milhões, com crescimento de 30%. 18/08/2017
  • Unimed compra prédio e equipamentos da Casa de Saúde por R$ 19 milhões. Leilão aconteceu no TRF na tarde desta quinta-feira (17), em São Carlos (SP). Parte do dinheiro será usado para pagar fornecedores, impostos e dívidas trabalhistas. O prédio da Casa de Saúde de São Carlos (SP) e os equipamentos remanescentes foram comprados pela Unimed durante o leilão realizado no Tribunal Regional Federal (TRF), nesta quinta-feira (17). Parte do valor de 19.028.319,81 será usado para pagar fornecedores, impostos e dívidas trabalhistas. A Unimed alternou lances com o Grupo São Franscico e, após 32 ofertas, ofereceu o maior valor pelo prédio de 744 metros quadrados e seus equipamentos. O valor foi R$ 8 milhões a mais em relação ao inicial. 17/08/2017
  • Surteco adquire 100% do Grupo Português Probos. A Surteco SE , um dos principais fabricantes mundiais de materiais de superfície decorativos e produtora de extrusões à base de plásticos,  informou ao mercado que está adquirindo empresa Global Abbasi SL, Espanha,  empresa-mãe do Grupo Probos. O Grupo Probos se especializou na produção e venda de orlas termoplásticas em ABS, PVC , PP e PS/B . Em 2016, a empresa faturou 66,5 milhões de euros com aproximadamente 470 funcionários e e margem EBITDA: 16,6%. 27/06/2017
  • BRF eleva fatia na Banvit para 91,7%. A BRF informou nesta quinta-feria que sua subsidiária TBQ Foods concluiu a oferta pública para aquisição das ações detidas pelos acionistas minoritários da Banvit, na Turquia, passando a deter 91,71 por cento das ações da companhia. 17/08/2017
  • Movida anuncia compra da Fleet Services, de locação de veículos de luxo. A Movida, empresa de locação de veículos do grupo JSL, anunciou a compra da Fleet Services. O contrato foi celebrado nesta quarta-feira, 16 de agosto com a BVHD Locação de Veículos e Serviços LTDA, dona da marca no segmento de locação corporativa de veículos premium. A frota é de 153 veículos de luxo, tais como Audi, BMW, Mini, Jaguar, Land Rover e Porsche, que, segundo comunicado, geram receita por carro cinco vezes maior do que um modelo popular. O valor da transação é de R$ 22 milhões, com subtração de dívidas financeiras da Fleet Services, estimadas em R$ 17 milhões, resultando então no preço de compra de R$ 5 milhões. 17/08/2017
  • Boulevard Acquisition Corp. II irá se associar à Estre Ambiental S.A., Maior Empresa de Gestão de Resíduos. Após a transação, a Estre será listada na Nasdaq. Como resultado da transação, a Estre se tornará uma empresa de capital aberto com ações listadas na NASDAQ e um valor de mercado inicial previsto de aproximadamente US$ 1,1 bilhão, pressupondo um múltiplo de 7,7x do EBITDA Ajustado estimado para 2018. A empresa, que deve gerar uma receita de US$ 466 milhões e um EBITDA Ajustado de aproximadamente US$ 132 milhões em 2017 (câmbio USD/BRL de US$ 1,00 para R$3,19), é especializada na coleta, tratamento e disposição final de resíduos não perigosos e perigosos para clientes municipais, industriais e comerciais. Após a efetivação da transação, e considerando que não haverá resgates pelos atuais acionistas da Boulevard, os atuais acionistas da Estre deterão 43% das ações da nova empresa e os atuais acionistas da Boulevard deterão o restante das ações. O caixa mantido sob custódia da Boulevard (atualmente US$ 370 milhões) será usado para amortizar US$ 200 milhões da dívida atual da Estre, considerando um desconto no montante total, e para financiar os planos de crescimento da companhia e sua necessidade de capital de giro, assim como para arcar com as despesas da transação. 16/08/2017
  • Healthtech recebe aporte de R$5 milhões. Com o objetivo de resolver os principais gargalos e atritos da saúde, a Beep, startup lançada em abril 2016, anuncia o aporte de R$ 5 milhões da DNA Capital, gestora de recursos da Família Bueno, que possui forte atuação no segmento. Com esse investimento, a marca pretende se tornar a One Stop Shop da saúde ampliando seu leque de atuação.15/08/2017
  • Monetus recebe aporte de capital pela Distrito Ventures. A  Monetus, a gestora de investimentos que está mudando o jeito do brasileiro investir, recebeu um aporte de investimentos da Distrito Ventures, uma empresa de Venture Capital, que já conta com o Banco Neon em seu portfolio. A startup faz parte do novo fenômeno das fintechs, empresas de base tecnológica que buscam tornar o mercado financeiro muito mais eficiente e acessível à toda população. 01/08/2017
  • TPC compra rival Columbia, da Esteve Irmãos. O Grupo TPC, de operações logísticas e portuárias, assumiu as empresas do mesmo setor do Grupo Colúmbia, companhia paulista fundada em 1942 pela Esteve Irmãos, em uma operação com troca de ações.... 14/08/2017
  • Banco Brasil Plural compra comercializadora de energia. Em busca da diversificação das fontes de receita, o grupo Brasil Plural fechou a compra da comercializadora de energia Celer, do Rio, por um valor não divulgado. Criada em 2013 por executivos da antiga MPX, a Celer atua na compra e venda de contratos de energia, operações estruturadas e consultoria. A projeção de crescimento do mercado livre de energia, que representa hoje cerca de 30% do consumo energético do país, atraiu a entrada do Brasil...14/08/2017 

RELATÓRIOS - DESTAQUES DA SEMANA


QUEM, O QUÊ, QUANDO, QUANTO, COMO e POR QUÊ
 A pesquisa FUSÕES E AQUISIÇÕES - DESTAQUES DA SEMANA tem o propósito de captar o “clima” do mercado das operações de Fusões e Aquisições bem como sinalizar suas principais tendências. Trata-se da compilacão semanal das notícias visando tornar mais acessíveis e conhecidos os negócios de fusão, aquisição e venda realizados entre empresas com atuação no Brasil. Todas as informações sobre os negócios citados no presente relatório são obtidos a partir de notícias publicadas pela imprensa e divulgadas no “estado" pelo blog FUSOESAQUISICOES.BLOGSPOT http://fusoesaquisicoes.blogspot.com.br, não sendo feita qualquer verificação quanto à sua veracidade, precisão ou integridade do conteúdo. Sempre que possível, serão mencionados os nomes dos compradores – investidor estratégico ou fundos de private equity, dos vendedores, a tese de investimento e principais “value drivers”, o valor da transação, forma de pagamento, múltiplos praticados (Valor da Empresa/EBITDA, Valor da Empresa/Receita) etc. Muitas vezes a notícia não é clara a respeito dos valores/forma de pagamentos e respectivos múltiplos. É bem-vinda toda e qualquer contribuição para tornar as informações mais precisas e transparentes. Caso o conteúdo estiver em desacordo, nos contate que estaremos retirando o mesmo ou corrigindo a respectiva  informação. Blog FUSÕES & AQUISIÇÕES

22 agosto 2017



HRTech recebe aporte de R$1,5 milhão liderado por fundadores do Peixe Urbano e iFood

Tornar o processo de seleção de talentos fácil e eficiente, reduzir o tempo de contratação por meio de uma triagem automática, diminuir o turnover e oferecer um Analytics completo para ajudar RHs e Gestores na tomada de decisão. Esses são os objetivos da Gupy, plataforma que usa Inteligência Artificial e People Analytics para ajudar empresas a digitalizarem seus processos de recrutamento e seleção e mostrar quais candidatos são os mais adequados para diferentes tipos de vagas.​​

Residente do Campus São Paulo, Programa de Residentes do Google e selecionada recentemente para o programa de intercâmbio Google For Entrepreneurs Exchange no Canadá, a startup acaba de receber um aporte no valor de R$ 1,5 milhão, do fundo de investimento Canary, liderado pelos fundadores do Peixe Urbano, M Square e Printi, e do fundo Yellow Ventures, liderado por Patrick Sigrist, fundador do iFood. A rodada ainda conta com dinheiro de investidores-anjos, que trazem, também, importante conhecimento para auxiliar na estratégia de expansão da empresa.

“É muito importante para a Gupy, em tão pouco tempo de vida, poder contar com aporte de dois fundos tão interessantes e capitaneados por empreendedores que fundaram startups de renome no Brasil e no mundo, além dos investidores-anjo, que vão nos guiar na expansão da empresa”, pontua Mariana Dias, CEO e cofundadora da empresa. “O investimento será importante para refinar as ferramentas de gestão e inteligência da plataforma e fortalecer nossa frente comercial, impulsionando a Gupy como líder do mercado de Recrutamento Tech no Brasil”, pontua.

A inteligência da plataforma da Gupy pode identificar características do perfil, histórico profissional, habilidades e competências dos candidatos para ranquear aqueles que estão mais próximos ao perfil desejado pelos recrutadores. Com base nas respostas dos usuários, o sistema analisa as informações e, ao fim de cada teste, pode mostrar automaticamente a performance na etapa para aumentar o engajamento do candidato durante o processo.

“Sabemos que uma das frustrações de quem participa desses processos em empresas de médio e grande porte é a falta de respostas. Do outro lado, os recrutadores sentem a necessidade de soluções para tornar o processo mais ágil, eficiente e menos burocrático.  Além de gerarmos uma experiência mais positiva para ambos, empoderamos os profissionais de RH, que têm em suas mãos uma ferramenta flexível alinhada com as novas tendências de mercado”, destaca Mariana.

Por meio de um aprendizado contínuo, o sistema estrutura os perfis com base nos aprovados e na performance desses colaboradores para refinar seu ranqueamento. Segundo Mariana, hoje, aproximadamente 60% dos custos das empresas são com as folhas de pagamento. “Os algoritmos podem ajudar na tomada de decisões que tornam todo o processo cada vez mais assertivo e menos dispendioso”, complementa.

A empresa, que em 2016 foi acelerada pela Wayra, programa de inovação aberta e empreendedorismo da Telefónica, já conta com clientes como a Kraft Heinz, Somos Educação e Movile, e espera triplicar de tamanho até o fim do ano. Recentemente, o projeto também foi escolhido pela Accenture Strategy para representar a tendência de digitalização do recrutamento no setor de RH. Leia mais em startupi 22/08/2017



Bain reavaliará IPO da Intermédica no início do próximo ano

O fundo de private equity Bain Capital voltará a analisar a abertura de capital da operadora de saúde Notredame Intermédica no início do ano que vem. A ideia do controlador é aproveitar os resultados do exercício de 2017 para convencer os investidores de que o valor de avaliação de R$ 10 bilhões desejado pela companhia é justo. A despeito da boa receptividade dos investidores nos encontros preliminares para a oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), a indicação era de que dificilmente o preço almejado seria alcançado.

Dinheiro no bolso
No mercado comenta-se, ainda, que um mecanismo de bonificação dado aos administradores da operadora, chamado de stock option, trouxe algum desalinhamento entre os executivos da Intermédica e a Bain. Isso porque o valor a ser recebido pela administração seria maior em caso de IPO do que em uma operação fusão e aquisição (M&A, na sigla e inglês), que também era considerada pelo fundo.

Caindo em desuso
A stock option, uma espécie de remuneração variável, permite que os profissionais adquiram ações da empresa onde trabalham com um preço abaixo do praticado no mercado. Esse mecanismo de bonificação, no entanto, tem deixado cada vez mais de ser utilizado. Procurada, a Intermédica não comentou. Leia mais em colunadobroad.estadao 22/08/2017



Empresas buscam IPO no exterior devido a custo alto no Brasil

O custo de lançar ações no Brasil e um mercado com receio de empresas sem histórico fazem com que companhias médias deixem de abrir capital no Bovespa Mais, segmento de iniciantes, e procurem a Bolsa de Nova York.

A Decolar.com anunciou que protocolou o pedido no órgão americano equivalente à CVM para ter ações negociadas nos Estados Unidos.Em abril, a Netshoes abriu capital também em Nova York.

Essa iniciativa se explica por haver mais investidores que se interessam por empresas de tecnologia no exterior que aqui, afirma Cristiana Pereira, diretora da B3.

A presença desses negócios na Bolsa é baixa e não há parâmetro de comparação para o desempenho dos papéis.

"Aqui, investe-se em companhias que já dão resultado positivo e que têm estrutura."

Exigências e custo para entrar no segmento do Bovespa Mais são iguais ao de outros mercados, diz ela. Essa ideia não é unanimidade.

"Valores aqui são mais elevados —não o que se paga à B3, mas aos advogados, auditores, implementação da área de relações com investidores", diz Andrew Storfer, diretor-executivo da Anefac (associação de executivos).

Nos EUA, o mercado tem mais escala, e esses serviços custam menos, segundo ele.

As exigências são parecidas, afirma Vinicius Correa, vice-presidente da Apimec.

"Para valer a pena abrir capital, tem de ser oferta grande, de R$ 1 bilhão, e ainda que se façam esforços no Bovespa Mais, não é vantajoso."

HISTÓRICO DA ENTRADA – Listagem de empresas que ainda estão no Bovespa Mais. Fonte Mercado Aberto Colunistas  Leia mais em mtmais 22/08/2017



BC e Cade criam grupo para analisar fusões e concorrência entre os bancos

O Banco Central do Brasil (BC) e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) instituíram um grupo de trabalho para estudos sobre a defesa da concorrência no âmbito do Sistema Financeiro Nacional (SFN), inclusive quanto à forma e aos limites de suas atuações e da cooperação entre ambas. Nos últimos anos, surgiram críticas sobre a autonomia do BC em autorizar fusões e aquisições de bancos sem passar pelo crivo do Cade, o que abriria espaço para concentração e baixa concorrência no setor. O Cade reivindicava participação nas decisões do BC.

O grupo contará com a participação de quatro representantes do BC e quatro representantes do Cade, tendo como prazo para conclusão das suas atividades 120 dias, contados da data da primeira reunião. Esse prazo pode ser prorrogado por igual período, mediante ato específico.

O resultado dos estudos deverá ser apresentado à administração das instituições envolvidas, para conhecimento, análise e eventuais encaminhamentos e providências, diz o comunicado.  ANGELO PAVINI Leia mais em arenadopavini 22/08/2017



JBS investirá R$ 30 milhões em fábrica de fertilizantes feitos a partir de resíduos industriais

A JBS vai investir mais de R$ 30 milhões na criação de uma empresa de fertilizantes, informou a companhia agora há pouco, em nota. A nova fábrica, cuja localização será anunciada "em breve", fará parte da JBS Novos Negócios. Conforme a nota, o investimento reforçará o objetivo de aproveitamento máximo dos resíduos orgânicos gerados nas operações industriais da JBS, que é a maior empresa do setor de proteína animal do País.

Conforme a JBS, a expectativa é de que, em um ano, as operações se iniciem. "Seremos a primeira empresa de alimentos no Brasil a utilizar resíduos orgânicos gerados em nossas fábricas para produzir fertilizantes e, com isso, passaremos a atuar no mercado agrícola", explica o presidente da JBS Novos Negócios, Nelson Dalcanale.

A nova atividade terá à frente a engenheira agrônoma Susana Martins Carvalho. "Teremos um processo industrial tecnológico, que vai agregar alto valor aos fertilizantes. O produto poderá ser usado nas grandes culturas, como soja, milho, café e algodão, assim como em hortícolas e frutíferas", diz Susana. Leia mais em broadcast.estadao 22/08/2017



Arena Solutions recebe investimento estratégico para crescimento da JMI Equity

A Arena Solutions, plataforma tudo em um baseada na nuvem de desenvolvimento de produtos, que une gestão de ciclo de vida de produtos (PLM -- product lifecycle management), gestão de ciclo de vida de aplicações (ALM -- application lifecycle management), colaboração na cadeia de suprimento e sistemas de gestão de qualidade (QMS -- quality management systems), anunciou hoje que recebeu um investimento da JMI Equity, firma de participações acionárias para crescimento focada em investir em empresas de software proeminentes.

Fundada em 2000, a Arena inventou a PLM baseada na nuvem e, hoje, fornece uma plataforma tudo em um de desenvolvimento de produtos, que une PLM, ALM, colaboração na cadeia de suprimento e QMS, para o projeto e fabricação de produtos eletrônicos complexos. Sua solução cria um fluxo de trabalho colaborativo do desenvolvimento à produção vinculado ao registro do produto, que conecta engenheiros elétricos, engenheiros mecânicos e engenheiros de software, permitindo a eles trabalhar perfeitamente com equipes de desenvolvimento de produtos, qualidade e fabricação. A plataforma da Arena é o system of record para racionalizar esses processos, proporcionando valor aos clientes por ajudá-los a aperfeiçoar a qualidade dos produtos, reduzir custos e acelerar o tempo para comercialização. Com usuários em 125 países, a Arena tem aproximadamente 1.000 clientes hoje, incluindo as empresas Intuit, Citrix Systems, Nutanix, GoPro, Thermo Fisher Scientific e eBay.

"Estamos muito satisfeitos por receber esse investimento da JMI e por ter, agora, acesso a sua expertise e rede do setor, que acreditamos será fundamental para a continuidade de nosso crescimento e nossa expansão", disse o CEO da Arena, Craig Livingston. "Esse é o momento certo para nossa empresa dar o próximo passo, porque estamos em meio a uma expansão sustentável de clientes e a uma evolução de nossa plataforma líder do setor. Estamos estimulados por poder trabalhar com a equipe da JMI, porque sua perspectiva e paixão por nossos negócios estão bem alinhadas com as nossas".

A Arena é uma líder em aplicações de SaaS para o mercado de desenvolvimento de produtos, particularmente os mercados verticais de tecnologia, produtos eletrônicos e ciências da vida, em que a crescente convergência de componentes de hardware e de software cria processos complexos de fabricação.

"O software baseado em nuvem continua a revolucionar uma grande variedade de setores e a Arena está na linha de frente desse avanço", disse o sócio geral da JMI, Brian Hersman. "Seguimos a Arena há algum tempo e estamos impressionados com sua capacidade de inovar e melhorar continuamente seu software de vanguarda. Estamos muito estimulados para começar a trabalhar com Craig e sua equipe para lhes dar assistência, conforme eles continuam a proporcionar um valor excepcional a seus clientes e mercados finais".

O sócio geral da JMI, sr. Hersman, e a diretora Suken Vakil passarão a ser membros do Conselho de Administração da Arena. ... Leia mais em PRNewswire 22/08/2017



A gigante Accera compra capital do aplicativo Trade Force

A Accera, especialista em informações sobre vendas e estoques de varejistas e atacadistas, anunciou hoje a compra do capital da Trade Force, empresa que gerencia equipes de Trade Marketing.

O valor exato não foi divulgado, mas especula-se que a negociação foi fechada por mais de R$ 20 milhões. Há mais de 10 anos no mercado, a Accera fornece soluções para a gestão da cadeia de suprimentos e demanda, ou seja, identifica a falta dos produtos nos pontos de venda e explica o porquê dos itens não estarem expostos ao alcance do shopper.

Já a Trade Force opera um aplicativo que monitora ações das equipes da indústria nos pontos de venda, além de fornecer pesquisas, auditorias de merchandising, exibição dos produtos e soluções para dinamizar as vendas.

Com a fusão, a promessa é que as informações sejam transmitidas de forma inteligente aos varejistas, atacadistas e distribuidores. Leia mais em glamurama.uol 18/08/2017



Sinais de recuperação se disseminam pela economia.

Nas últimas semanas, a economia colheu vários indicadores que apontaram para o início de um processo de recuperação, após quase três anos seguidos de retração. O indicador que consolidou os sinais positivos foi o IBC-Br, chamado de a prévia do Produto Interno Bruto (PIB) do Banco Central, que subiu 0,5% em junho em comparação com maio, acumulando 0,25% no segundo trimestre, menos do que o 1,2% dos primeiros três meses do ano. O Monitor do PIB/FGV, da Fundação Getulio Vargas, divulgado ontem, mostrou um salto ainda maior em junho, de 2,65%, mas fechou o segundo trimestre com recuo de 0,24% em comparação com o primeiro.

O primeiro sinal animador veio da produção industrial, que cresceu 1% no primeiro trimestre e reduziu a velocidade no segundo trimestre para 0,2%, perdendo o ritmo em onze das 15 localidades pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e nos segmentos de bens de capital e bens de consumo duráveis, que vinham tendo os melhores desempenhos. A indústria extrativa segue à frente da de transformação.

Varejo e serviços tiveram maior influência na expansão do IBC-Br. As vendas no varejo restrito cresceram 2,5% no segundo trimestre, anulando a queda de 2,7% do primeiro; e aumentaram 2,9% no ampliado, superando os 2,2% dos primeiros três meses do ano, o que não ocorria desde 2014. Destacaram-se as vendas de tecidos, vestuário e calçados, móveis e eletrodomésticos e material de construção.

Já o faturamento do setor de serviços aumentou 0,3% no segundo trimestre, compensando o recuo de igual intensidade no primeiro, impulsionado pelas operações de transporte, correios e serviços e pelo transporte terrestre da safra agrícola. A avaliação é que o setor de serviços deve estar se estabilizando antes do esperado. De todas as atividades, a de serviços é geralmente a última a ser afetada por uma crise, mas é também a última a sair dela. Especialistas acreditam que esse avanço seria resultado da queda da inflação, aumento da renda real e mesmo alguma melhora nas estatísticas de emprego no país.

Os diversos segmentos da atividade econômica andam em velocidades diferentes e os indicadores ainda podem mostrar divergências, mas já é possível constatar uma onda de revisão de expectativas para o PIB deste ano nas consultorias e instituições financeiras, que deixaram para trás números negativos e agora trabalham com previsões que variam de estabilidade para ligeiramente positivo.

Posta em dúvida até há algum tempo, a tendência de recuperação da economia agora é dada como certa. Ninguém espera, porém, uma arrancada. Um dos motivos é que alguns dos fatores que impulsionaram a reação não vão se repetir ou vão perder a intensidade. É o caso do impacto da liberação das contas inativas do FGTS, que injetaram cerca de R$ 44 bilhões na economia, e a safra agrícola recorde. Há quem interprete a perda de dinamismo da indústria no segundo trimestre como consequência desses fatores, embora o setor venha sendo impulsionado também pelo aumento da exportação de alguns manufaturados, notadamente de veículos. A retomada do consumo das famílias, favorecida pela redução da taxa de juros e aumento da população ocupada, mesmo que na informalidade, pode, também, incentivar a indústria, além das vendas no varejo.

Outro motivo para a cautela com as previsões é que as perdas acumuladas na produção industrial, no consumo, no emprego, na renda real e no faturamento das empresas foram profundas e o ambiente macroeconômico ainda é pouco favorável ao crescimento, em função do desemprego elevado, dos juros ainda altos em comparação com os níveis de inflação, do crédito escasso e muito caro, da dificuldade da retomada dos investimentos em infraestrutura frente à contração do investimento público e da dificuldade para a aprovação das reformas econômicas.

O diagnóstico mais generalizado é que o consumo das famílias deve puxar o crescimento do PIB neste ano. A melhora das condições financeiras por causa da queda da inflação, da redução dos juros do crédito e do saque do FGTS, e o pequeno aumento da população ocupada, ainda que no mercado informal, estimulam as famílias a voltar às compras. O Banco Central já vê sinais de retomada do crédito em praticamente todas as modalidades, com o aumento das concessões e a queda da inadimplência (Valor 21/8). As revisões não são drásticas, mas já é possível dizer que o pior ficou para trás.- Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 22/08/2017



Alimentícias investem em novos nichos e em fusões e aquisições

Perspectiva. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia), o setor voltará a crescer em 2017 após dois anos em queda, com expansão de até 1% no faturamento

Panorama do mercado
A retomada do crescimento do setor de alimentos vai ser acompanhada por um intenso movimento de fusões e aquisições.

O processo deverá ser capitaneado por players que, apesar da crise, estão altamente capitalizados e buscam novas áreas de a... Leia mais em dci 22/08/2017



21 agosto 2017

Hospital de Olhos do Brasil (Pátria Investimentos) adquire Grupo INOB

Em Agosto de 2017 a holding de Olhos do Brasil, controlada pelo Pátria Investimentos, adquiriu 100% do Grupo INOB, rede de clínicas oftalmológicas fundada em 1996 com sede em Brasília, DF.

Os quatro sócios do Grupo INOB, médicos oftalmologistas, receberão, entre outros meios de pagamento, ações da holding, que já conta com outros empreendimentos no Nordeste e Distrito Federal e almeja uma abertura de capital nos próximos anos.

O escritório Portugal Vilela Almeida Behrens – Direito de Negócios foi o Advisor Jurídico, em trabalho coordenado pelo sócio Bernardo Portugal. Leia mais em portugalvilela 16/08/2017

21 agosto 2017



NVIDIA investe em startup de caminhões autônomos

A Nvidia anunciou um investimento de US$20 milhões na startup chinesa TuSimple. Fundada em 2015, a startup tem como foco o desenvolvimento de tecnologias para caminhões autônomos.

O TuSimple tem mais de 100 funcionários em dois centros de P&D, em Pequim e San Diego. A startup usa NVIDIA GPUs, NVIDIA DRIVE PX 2, Jetson TX2, CUDA, TensorRT and cuDNN para desenvolver sua solução de condução autônoma. Em junho a empresa concluiu com sucesso um teste no percurso de San Diego para Yuma, Arizona, usando GPUs NVIDIA e câmeras como o sensor primário.

“A NVIDIA é incomparável no desempenho computacional necessário para veículos autônomos”, disse Xiaodi Hou, Chefe de Tecnologia do TuSimple. “Ao combinar a tecnologia NVIDIA com nossa experiência em visão computacional e Inteligência Artificial, estamos construindo uma plataforma de classe mundial que irá perturbar o setor de frete. Valorizamos nossa parceria estratégica com a NVIDIA “.

A NVIDIA continua expandindo seu portfólio de investimentos iniciais, somando nove empresas em quatro países no ano passado. Novos investimentos incluem:

ABEJA; Datalogue ; Deep Instinct ; Element AI ; Fastdata.io ; Optimus Ride ; SoundHound ; TempoQuest ; Zebra Medical

O investimento foi feito através do NVIDIA GPU Ventures, uma extensão da empresa no ecossistema de Inteligência Artificial. A NVIDIA conta também com o programa Inception, que inclui cerca de 1.750 startups de todo o mundo, que recebem apoio e acesso a tecnologia, e expertise estratégica. Leia mais em startup 21/08/2017



Grupo de Caxias do Sul compra Sbardecar e reabre concessionárias na Região Metropolitana

Betiolo comprou a operação da Sbardecar e pretende manter parte dos funcionários

Com sede em Caxias do Sul, o Grupo Betiolo deu um grande passo na expansão do negócio. A empresa comprou a operação da rede de concessionárias de veículos Sbardecar. Das cinco lojas, reabrirá quatro já nas próximas semanas. Três delas ficam na Região Metropolitana.

- Sempre foi um desejo nosso estar na Região Metropolitana de Porto Alegre. - comenta o gerente comercial das unidades Fiat do Grupo Betiolo, Rodrigo Salton.

No dia 28 de agosto, o Betiolo abre as revendas de Camaquã e Guaíba. No início de setembro, será a vez das unidades de Porto Alegre e Canoas. Ainda não há planos para a loja que a Sbardecar tinha em Cachoeirinha.

Segundo o gerente, tem sido feito um trabalho para, inclusive, manter parte dos funcionários que já atuavam nas unidades. Até a compra da Sbardecar, o Grupo Betiolo estava com mais de 300 empregados.

Com a aquisição, o grupo amplia de oito para 12 o número de lojas. Além da marca Fiat, trabalha com Mitsubishi e  Suzuki. Atua também com atacado de peças, aluguel de veículos e comercialização de usados. Movimenta de 800 a 900 carros por mês.

O que motivou este investimento agora? Salton vê um ótimo momento do mercado.

- O mercado de locação está crescendo 19%, a venda de carro zero está aumentando e a Fiat está lançando agora novos modelos.

Nesta segunda-feira, a Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras quase duplicou a previsão de crescimento na liberação de recursos para financiamento de veículos para este ano. Passou de 5,5% para 10,2%, acreditando que atinja R$ 90,6 bilhões ao longo de 2017.Giane Guerra Leia mais em gaucha.clicrbs 21/08/2017



Volkswagen não tem pressa de vender ativos, investimento é mais importante, diz executivo

Empresa está mais concentrada em desenvolver veículos elétricos

AVolkswagen está mais focada no reposicionamento em veículos elétricos e serviços de transporte do em que numa venda potencial da marca de motocicletas Ducati ou da fabricante de transmissões Renk, disse o líder de estratégia da empresa.

Analistas e banqueiros vêm esperando que a maior montadora da Europa venda ativos em breve para ajudar a cobrir os custos do escândalo de fraude no teste de emissão de poluentes em veículos a diesel, que já custou US$ 25 bilhões.

Mas Thomas Sendran disse que a alemã não tem pressa para fazer desinvestimentos, que são combatidos poderosos sindicatos. "É muito mais importante discutir em quais áreas novas de negócio a empresa entrará. Desinvestimentos são menos relevantes", disse o executivo à Reuters.

"Grandes decisões, como expandir ou otimizar o portfólio de negócio de uma companhia global, necessitam de tempo e precisam ser desenvolvidas por consenso", disse ele.

A Volkswagen pediu que bancos analisassem opções para a Ducati e Renk, incluindo a venda das divisões, disseram fontes, à medida que revisa seus negócios depois de anunciar, há um ano, um impulso significativo em carros elétricos e serviços como viagens compartilhadas.

Mas um potencial acordo hoje não tem o apoio da maioria no conselho de supervisão da empresa, com líderes trabalhistas - que ocupam metade dos acentos do conselho - resistindo a uma venda, a menos que haja motivos financeiros convincentes. (Por Andreas Cremer e Jan Schwartz) Reuters leia mais em epocanegocios 21/08/2017



Governo espera arrecadar R$ 20 bilhões com a venda da Eletrobras

O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, disse que a decisão da pasta de propor ao governo federal a privatização da Eletrobras vai dar mais “agilidade” e “capilaridade” à estatal. A União tem 51% das ações ordinárias da empresa (com direito a voto). O ministro explicou que a estatal vai fazer uma emissão de ações, que não serão subscritas pelo governo. Dessa forma, a participação da União na empresa será diluída e o governo perderá o controle da estatal. O ministro estimou em R$ 20 bilhões o potencial de arrecadação com venda, que deve ser concluída em seis meses.

— Nesta proposta, não tem venda de ação da União. A gente vai pegar as usinas, retirar da MP (medida provisória) 579, para isso precisa da lei, para devolvê-las para a Eletrobras. Eles vão pagar pelas usinas com recursos adquiridos com a emissão primária de ações, que vai ser ofertada ao mercado, e a Eletrobras paga à União. Isso dilui a participação da União e a União perde o controle da estatal. Não dá para estimar, é muita grana, em torno de R$ 20 bilhões de arrecadação. Vai ser suficiente para ir ao encontro da necessidade fiscal. É possível concluir esse processo em seis meses — disse Coelho Filho, em entrevista ao GLOBO. O Globo Leia mais em newsstand 21/08/2017

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Governo propõe venda do controle da Eletrobras

O Ministério de Minas e Energia anunciou nesta segunda-feira que vai propor a venda do controle da estatal de energia elétrica Eletrobras , em um modelo semelhante ao adotado em empresas como Vale
e Embraer , em que mantém direito a veto em decisões estratégicas da companhia.

"Apesar de todo o esforço que vem sendo desenvolvido pela atual gestão, as dívidas e ônus do passado se avolumaram e exigem uma mudança de rota para não comprometer o futuro da empresa", afirmou o ministério em nota, acrescentando que os problemas decorrem de ineficiências acumuladas nos últimos 15 anos, que impactaram a sociedade em cerca de um 250 bilhões de reais.

As ações da Eletrobras subiram na bolsa paulista nesta segunda-feira, num dia em que o Ibovespa teve leve baixa de 0,12 por cento. A ação ON subiu 3,35 por cento, enquanto a PNB avançou 2,65 por cento.

A proposta de venda do controle da Eletrobras deve ser incluída na pauta da reunião da próxima quarta-feira do órgão de governo que cuida de desestatizações, o Programa de Parceria de Investimentos (PPI), disse uma fonte do governo que acompanha o assunto.

Pela proposta, o ministério tem intenção de migrar a Eletrobras do Nível 1 para o segmento de mais alto nível de governança corporativa da B3, o Novo Mercado. "Esse movimento permitirá à Eletrobras implementar os requisitos de governança corporativa exigidos no Novo Mercado, equiparando todos os acionistas – públicos e privados – com total transparência em sua gestão", afirmou o ministério em nota à imprensa.

O poder de veto permitirá que decisões estratégicas no setor elétrico sejam preservadas nas mãos do governo, tais como os encargos setoriais e o financiamento de projetos de revitalização do Rio São Francisco.

"A nova Eletrobras segue um modelo de êxito adotado em diversos países, como Portugal, França e Itália, que transformaram suas estatais de energia elétrica em grandes corporações que atuam no mundo inteiro e mantêm sua identidade nacional", disse o ministério no comunicado. (Por Roberto Samora e Leonardo Goy, edição Alberto Alerigi Jr.)  Reuters Leia mais em ultimoinstante 21/08/2017




Além do orçamento

A operadora de saúde Hapvida planeja inaugurar até o fim do ano um hospital em Teresina (PI). "É a única cidade de relevância estratégica no Norte e no Nordeste em que ainda não temos um hospital próprio", diz o presidente Jorge Pinheiro.

A companhia previa um aporte total de R$ 200 milhões em 2017, mas o valor deverá ser superado, diz o executivo.

A Hapvida também inaugurou, no início de agosto, um hospital em Camaçari (BA), aquisição que não estava originalmente no orçamento.

A empresa não revela o valor do investimento nos dois hospitais por questões contratuais.

Além de planejar fazer novas compras no ano que vem, a companhia estuda abrir capital na Bolsa, afirma Pinheiro.

"Estamos preparados para ir a mercado, do ponto de vista estrutural. É um processo natural a empresa se tornar aberta, mas ainda avaliamos o momento mais favorável."

3,8 MILHÕES  é o número de beneficiários da Hapvida
16 MIL  são os funcionários diretos  Fonte: Folha de S.Paulo  Autor: Maria Cristina Frias Leia mais em tudofarma 21/08/2017



Buaiz, ex-sócio da 9ine, vende metade de agência

Ex-sócio da 9ine, empresa de marketing esportivo e entretenimento e primeira empreitada do jogador Ronaldo Fenômeno no mundo dos negócios, o empresário Marcus Buaiz decidiu vender 50% da Act1on, agência de gestão de imagem de celebridades criada por ele há um ano.

A participação foi comprada por Charles Martins, filho de Carlos Martins, fundador da rede de ensino de inglês Wizard e hoje dono de negócios como as lojas Mundo Verde, de produtos naturais, e da BR Sports, das marcas Topper e Rainha no Brasil. A aquisição foi feita por meio da Santorini, holding de investimentos de Martins que tem participação em vários dos negócios da Sforza, empresa de investimentos da família.

Com o fim da 9ine, comprada pela gigante britânica WPP, que decidiu fechar a agência brasileira, a Act1on já nasceu com um casting de peso, porque vários dos clientes atendidos pela antiga agência optaram por continuar com Buaiz.

Em função disso, a Act1on tem hoje contratos com o jogador Neymar Jr., a cantora Cláudia Leitte e a atriz Paolla Oliveira. Fazem parte ainda dos clientes da agência o preparador físico Márcio Atalla e o apresentador Márcio Garcia.

“O mercado de agências está em transformação e, com a força das redes sociais, as celebridades ganham mais relevância”, diz Charles Martins. O empresário afirma que tem procurado investir em empresas líderes de mercado ou com um modelo diferente. Na sua avaliação, a Act1on tem as duas características.

Com o investimento do novo sócio, um dos objetivos da companhia é trazer inteligência e tecnologia para esse mercado. Ainda neste semestre, a empresa espera lançar uma plataforma para a gestão de celebridades e influenciadores digitais com recursos de inteligência artificial e cognitiva.
“Quanto mais informação tivermos, mais poderemos saber sobre o valor que uma celebridade pode gerar para determinada marca”, explica Buaiz.

O empresário ressalta que a agência trabalha a imagem das celebridades como no mercado americano, onde a imagem da personalidade é um ativo em separado. “Não temos nada sobre os direitos federativos das celebridades”, detalha Buaiz.

A Act1on trabalha nas duas pontas: tanto atendendo a empresas que procuram o melhor nome para suas marcas, quanto prospectando oportunidades para as personalidades.

Criada em julho de 2016, a Act1on deve fechar este ano com receita de R$ 20 milhões, segundo cálculos da companhia. A perspectiva é atingir R$ 50 milhões de faturamento até 2019 e movimentar R$ 200 milhões em contratos por ano.

Buaiz destaca que espera alcançar a marca de cem campanhas publicitárias até o fim do ano. Segundo ele, a Act1on realizou nos últimos meses 15 campanhas nacionais e internacionais com personalidades como Usain Bolt, Kaká e Fernando Alonso. / CATIA LUZ

“O mercado de agências está em transformação e, com a força das redes sociais, as celebridades ganham mais relevância” Catia luz Charles Martins Estadão Leia mais em newsstand 21/08/2017



Marubeni negocia compra de porto no Sul

A gigante japonesa Marubeni, cuja principal atuação é como trading de grãos, está em conversas avançadas para comprar o Terminal Portuário de Santa Catarina (Tesc), instalação multiuso localizada no porto de São Francisco do Sul (SC), conforme adiantou o Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor, na semana passada ... leia mais em valoreconomico 21/08/2017



Estácio contrata BTG para analisar aquisições, diz jornal

O colunista Lauro Jardim, do jornal "O Globo", afirmou em seu blog que a Estácio contratou o banco BTG Pactual para assessorar a companhia do setor de educação em aquisições que pretende fazer utilizando seu caixa de R$ 600 milhões.

O movimento acontece após o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) rejeitar, no fim de junho, a fusão entre a Estácio e a rival Kroton, por conta da dimensão que teria a companhia, muito maior que as principais rivais. Após o cancelamento da operação, uma série movimentações societárias elevaram a participação do fundo Advent para 10,48%, tornando-se o ... Leia mais e valoreconomico 21/08/2017



Chaim Zaher vende fatia da Estácio por R$ 430 milhões

O empresário Chaim Zaher levantou cerca de R$ 430 milhões na venda de suas ações da Estácio , segunda maior empresa de ensino superior privado do país, para a gestora de fundos Advent.

Os recursos serão usados para expansão do SEB, seu grupo de educação básica, com faturamento anual de R$ 600 milhões. O avanço pode vir por meio de crescimento orgânico ou aquisições de colégios. Leia mais em valoreconomico 21/08/2017



Chinesa SPIC Overseas suspende acordo de aquisição da Santo Antonio, diz Valor

A companhia chinesa SPIC Overseas suspendeu a assinatura do acordo de aquisição da usina hidrelétrica de Santo Antonio em razão do atraso no aumento da garantia física da unidade, de acordo com reportagem do jornal Valor Econômico desta segunda-feira.

Cemig e Odebrecht, que compartilham o controle da usina, localizada no rio Madeira (RO), queriam assinar o contrato de venda até o fim de agosto, para que a operação pudesse ser finalizada até outubro. A garantia física é a energia assegurada que o empreendimento tem para vender. (Reuters) –   Fonte: http://www.valor.com.br/empresas/5087486/chinesa-posterga-compra-de-santo-antonio Leia mais em ultimoinstante 21/08/2017



Recuperação de crédito atrai investidores

O mercado de recuperação de crédito está atraindo novos investidores no Brasil, interessados na taxa de retorno que podem obter em meio à imaturidade do segmento e a retomada da economia. O movimento mais recente foi feito pelo Santander Brasil, que em julho comprou 70% da empresa de empréstimos vencidos inadimplentes Ipanema Credit Management. Investidores nacionais e estrangeiros estão olhando esse mercado mais ativamente, diz Nicolas Malagamba, da PWC.

Em novembro de 2016, o BTG Pactual voltou a atuar nesse segmento de recuperação de crédito, com a criação da Enforce. Um ano antes, o banco teve de vender para o Itaú a Recovery, líder nesse mercado. À época, o BTG teve de se desfazer de vários ativos por conta da crise desencadeada com a prisão de seu fundador André Esteves, acusado de tentar obstruir as investigações da Lava Jato.

Alexandre Camara, sócio do BTG Pactual, afirma que a Enforce tem R$ 30 bilhões em carteira sob gestão e R$ 1 bilhão para investir na expansão da nova companhia, que foca suas operações na recuperação de crédito no segmento corporativo. Camara foi o executivo que ajudou a estruturar a Recovery, adquirida pelo BTG em 2010.

Com a recuperação da economia, os investidores apostam que os credores - pessoas físicas e jurídicas - estão mais dispostos a pagar o que devem. Segundo Camara, uma plataforma independente tem maior eficiência para fazer essa cobrança. "O segmento corporativo, por oferecer garantias para obtenção de crédito, é o mais atraente nesse momento."

Já o Itaú, que viu na crise gerada pela prisão de Esteves a oportunidade de comprar um competidor líder de mercado e ainda reforçar sua operação de cobrança, continua investindo na Recovery. A companhia detém R$ 60 bilhões em créditos de cerca de 12 milhões de pessoas físicas. Flávio Suchek, gestor da empresa, conta que a Recovery tem canais alternativos de pagamento, com foco em educação financeira.

O Santander, que é bastante atuante na venda de carteiras vencidas no mercado externo, tem mantido a oferta de créditos ao mercado. De acordo com fontes ouvidas Estadão/Broadcast, o banco colocou à venda uma carteira de cerca de R$ 50 milhões. Outra instituição que também aguarda propostas de interessados para se desfazer de seus créditos podres é o Votorantim, que ofertou um lote de R$ 300 milhões.

Procurados, Santander não quis dar detalhes de sua operação e Votorantim confirmou a informação.

Contido

Apesar de a crise ter elevado o volume de créditos inadimplentes nas carteiras dos bancos, no primeiro semestre deste ano, o Banco do Brasil foi mais contido na transferência de operações para a Ativos, seu braço de extensão de recuperação de empréstimos em atraso. Foram cerca de R$ 2,9 bilhões na primeira metade do ano contra R$ 3,6 bilhões em igual intervalo de 2016.

Para o segundo semestre, uma quantia similar deve ser transferida, de acordo com o vice-presidente de Controles Internos e Gestão de Risco do BB, Márcio Hamilton Ferreira. Ele explica que a queda reflete o aumento da concessão de créditos com garantias como os destinados à compra de imóveis, operações que não vão para a Ativos. "Utilizamos a Ativos no âmbito da nossa estratégia de cobrança. Geralmente, transferimos créditos sem garantia e voltados a pessoas físicas. O restante preferimos acompanhar dentro do banco", diz o executivo.

Já a Caixa, que segue impedida de vender carteiras de crédito pelo TCU, adotou neste mês um esforço dentro de casa para recuperar seus empréstimos vencidos. Na mira do banco estão operações concedidas a pessoas físicas e empresas e também o habitacional, mercado do qual é líder com fatia de 68%. Procurada, a Caixa não comentou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Estadão Leia mais em dci 21/08/2017

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Inadimplência leva bancos a negociarem R$ 200 bilhões em 'créditos podres'

A piora da inadimplência por causa da recessão gerou um volume bilionário de créditos em atraso no País. O movimento obrigou os bancos a intensificarem a venda dessas operações para empresas especializadas em cobrança, em um mercado conhecido como o de "créditos podres" - dívidas que já estão há bastante tempo vencidas e, portanto, de difícil recuperação. A estimativa é que as instituições financeiras movimentem entre R$ 30 bilhões e R$ 40 bilhões em créditos podres este ano, ante uma média de R$ 20 bilhões a R$ 25 bilhões negociada nos últimos anos, segundo fontes ouvidas pelo 'Estadão/Broadcast'.

Nos últimos três anos, o sistema financeiro brasileiro "limpou" de seus balanços cerca de R$ 200 bilhões em prejuízos. Ou seja, os bancos reservaram esse valor para fazer frente às perdas com devedores duvidosos. Mas o tamanho do mercado total de dívidas em aberto - de pessoas físicas e empresas, considerando, além de bancos, financeiras - pode chegar a R$ 400 bilhões. Desse montante, que engloba operações renegociadas e em atraso, apenas R$ 100 bilhões são dívidas consideradas recuperáveis, diz Flávio Suchek, presidente da Recovery, empresa líder em gestão e recuperação de crédito, que desde o fim de 2015 pertence ao Itaú Unibanco.

Embora a economia esteja dando sinais de reação, com juros e inflação em queda, o total de brasileiros e de empresas que já não consegue pagar suas dívidas continua alto. Em junho, o número de consumidores inadimplentes bateu 60,6 milhões de pessoas, uma leve queda sobre maio - quando atingiu recorde de 61 milhões brasileiros, de acordo com dados da Serasa Experian.

No caso das empresas, a situação é parecida. Em maio, houve um crescimento de 15,9% das companhias com débitos atrasados, com 5,1 milhões de CNPJs "negativados" - o maior índice desde março de 2015, quando o levantamento passou a ser feito. O valor total de dívidas em aberto das empresas é de R$ 119,2 bilhões.

Carteira

Pela regulação, dívidas com mais de 180 dias de atraso, e que foram 100% provisionadas (montante que os bancos reservam para arcar com essas possíveis perdas), são retiradas do balanço das instituições (baixadas a prejuízo). É na tentativa de diminuir a perda com esses empréstimos que já são considerados dinheiro perdido, que o bancos negociam os "créditos podres" para instituições especializadas em fazer a cobrança com mais eficiência. Essas carteiras de dívidas são vendidas com desconto e, por conta da crise, que impulsionou o volume dessas operações, têm atraído cada vez mais investidores.

"A crise é o principal motor e a melhora da situação da economia foi o acelerador desse processo de venda de créditos vencidos no Brasil. Isso porque, no ápice da crise, os bancos estavam muito mais preocupados em reestruturar créditos importantes", avalia Guilherme Ferreira, sócio da Jive Investments, empresa especializada na recuperação de dívidas vencidas.

Agora, essas transações voltam ao radar dos bancos. Na prática, a venda dos créditos podres tem pouco efeito em termos de resultados para as instituições financeiras. A vantagem, segundo executivos do setor, está no fato de que, ao se desfazerem dessas dívidas, os bancos desafogam sistemas e equipes. Com isso, conseguem dar maior foco à recuperação de créditos ainda vigentes, que trazem maior retorno.

"A venda de carteiras de crédito já baixadas a prejuízo libera recursos financeiros e humanos e permite a probabilidade de uma recuperação maior. De fato, temos apresentado resultados importantes na cobrança de outros créditos", disse o vice-presidente do Bradesco, Alexandre Gluher, na teleconferência de resultados do segundo trimestre.

Compensação. O Bradesco, que por anos relutou recorrer ao mercado de crédito podre, já vendeu quase R$ 9 bilhões no mercado. Além da crise, pesou o fato de o HSBC, cuja operação no Brasil foi incorporada no ano passado, ter aumentado a sua carteira de operações problemáticas. A estreia do banco no segmento é, inclusive, vista como o grande incentivador do mercado de créditos podres este ano. Isso porque supriu a ausência de outros bancos, como a Caixa Econômica Federal, o mais ativo nesse segmento. O banco público está impedido há mais de um ano pelo Tribunal de Contas da União (TCU) de vender carteiras após o órgão identificar irregularidades nas operações já feitas.

A maior atividade dos concorrentes no segmento possibilitou ao Banco do Brasil reforçar o seu braço de recuperação de créditos inadimplentes, a Ativos, em operação desde 2003. A empresa já comprou quase R$ 4 bilhões em operações somente na primeira metade deste ano, o dobro do volume adquirido em todo o exercício de 2016. "Sob a ótica da Ativos, a crise gerou uma oportunidade de negócio. O processo de uma crise bastante alongada teve impacto na carteira dos bancos e fez com que eles procurassem alternativas para operações de crédito que já estavam na carteira em perda", explica vice-presidente de Controles Internos e Gestão de Risco do BB, Márcio Hamilton Ferreira. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Estadão Leia mais em dci 21/08/2017



Total vai comprar Maersk Oil por US$ 7,45 bilhões

A empresa francesa Total anunciou nesta segunda-feira a compra da empresa petroleira Maersk Oil por 7,45 bilhões de dólares e ações e em dívida da dinamarquesa A.P. Møller–Mærsk.

"A integração das atividades da Maersk Oil fará da Total a segunda operadora no Mar do Norte, com o posições de destaque no Reino Unido, Noruega e Dinamarca", afirma em um comunicado Patrick Pouyanné, presidente da Total.

A operação, que inclui a totalidade da Maersk Oil, foi aprovada pelos conselhos de administração das duas empresas.

A Total aportará 4,95 bilhões de dólares de suas próprias ações a A.P. Møller–Mærsk e assumirá 2,5 bilhões de dólares de dívida da Maersk Oil, ou seja, uma transação de US$ 7,45 bilhões.

A A.P. Møller–Mærsk receberá assim ações que representam quase 3,75% do capital da Total, que propôs ainda uma vaga em seu conselho de administração a holding que controla a empresa dinamarquesa.

O acordo deve ser concluído no primeiro trimestre de 2018.

A dinamarquesa Maersk Oil tem atividades de exploração no Brasil e no México. Leia mais em yahoo 21/08/2017



Cade aprova compra da Check In, do Grupo Trend, pela CVC

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições a aquisição, por parte da operadora de turismo CVC, de 90% do capital social da Check In, conforme despacho publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (21).

A Check In Participações faz parte do Grupo Trend. Para fechar o negócio, a Check In passará por uma reorganização societária para adquirir a totalidade do capital social de Shop Hotel, Trend Tech, Trend Travel e TCW, além dos 30% antes pertencentes à Trend Travel no capital social da VHC Hospitality, todas subsidiárias do Grupo Trend.

Com isso, após a compra da Check In já reorganizada, a CVC deterá o controle do negócio de intermediação de produtos e serviços turísticos terrestres (incluindo hotéis, ingressos de parques, aluguéis de carros e receptivos) e aéreos, seja para o segmento de lazer seja para o corporativo, dessas empresas que integravam a Trend.

"A CVC não irá adquirir as quotas integrantes do capital social da Trend Participações, da Trend Operadora e da Trend Fairs, mas tão somente os principais negócios destas sociedades, de modo que tais sociedades deverão transferir ativos e passivos para a Check In, que terá sua denominação social alterada para Trend Viagens S.A.", cita parecer do Cade sobre o negócio.

A operação foi anunciada em maio por cerca de R$ 258 milhões. Segundo a CVC, o Grupo Trend tem cerca de 800 funcionários. "A aquisição da Check In constitui uma excelente oportunidade estratégica, complementar às operações da companhia (CVC), fortalecendo, assim, sua posição de liderança no setor de viagens no Brasil", disse a empresa, em comunicado ao mercado. Estadão - Leia mais em  JornaldoComércio 21/08/2017



Itaú não poderá ir às compras

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, na quarta-feira 16, a compra das atividades de varejo do Citibank no Brasil pelo Itaú Unibanco.

A compra foi aprovada com restrições: da mesma forma que ocorreu após a compra do HSBC pelo Bradesco, o Cade proibiu o Itaú de comprar novas instituições financeiras pelos próximos 30 meses. A aquisição da XP, porém, não será afetada.   - IstoÉ Dinheiro Leia mais em portal.newsnet 21/08/2017



20 agosto 2017

Rosneft conclui aquisição de US$ 12,9 bilhões na Índia

Um consórcio liderado pela russa Rosneft - uma das maiores empresas petrolíferas do mundo - deve concluir a aquisição da companhia privada indiana do setor de refino e distribuição Essar Oil por US$ 12,9 bilhões.

A operação deve ser anunciada nesta segunda-feira, segundo informação da agência de notícias Reuters.  A Rosneft terá uma participação de 49% na Essar e dois investidores, o comerciante europeu Trafigura e o fundo russo UCP, terão os outros 49%, segundo a ... Leia mais em valoreconomico 20/08/2017

20 agosto 2017



Sócio vende parcela de agência de celebridades

Rumo às estrelas

Marcus Buaiz vendeu 50% da Act10N, empresa que agencia celebridades do quilate de Neymar e Paolla Oliveira. Quem comprou foi Charles Martins, filho de Carlos “Wizard”.Por Mauricio Lima Leia mais em radar.veja 20/08/2017



Banco Votorantim oferta R$ 300 mi em créditos podres

O banco Votorantim está ofertando R$ 300 milhões em empréstimos vencidos e inadimplentes, os chamados créditos podres. Interessados ainda estão fazendo ofertas pelo ativo. Procurado, o banco confirmou a informação. Leia mais em colunadobroad.estadao 20/08/2017



Em 20 anos, marca Batavo passou de mão em mão

Depois de passar 70 anos sob a administração da cooperativa que a fundou, a marca Batavo trocou quatro vezes de mãos em menos de 20 anos. A Cooperativa Agrícola Batavo se desfez do nome em 1998, por cerca de R$ 150 milhões, em valores da época, depois de receber uma oferta da Parmalat, que ainda não tinha entrado na espiral decadente que a levou a um longo processo de recuperação judicial.

Em meio às dificuldades que logo se avolumaram na Parmalat, a Batavo acabou sendo vendida para a Perdigão em 2000. Na época, além de lácteos, o rótulo também começou a expandir ainda mais seu portfólio para alguns tipos de carnes, como mortadelas e salsichas. Em 2009, com a criação da BRF - união da Perdigão com a Sadia, a Batavo chegou ao seu terceiro dono em pouco mais de uma década.

Em 2014, já com Abilio Diniz como sócio, a BRF resolveu se desfazer da operação de lácteos e vendeu, por R$ 1,8 bilhão, o portfólio que incluía Batavo e Elegê para a Lactalis. Embora não tenha sido um caso de repasse de marca, como ocorreu com a combalida Parmalat - hoje também nas mãos da Lactalis -, o valor do negócio é reduzido em relação a outros acordos do setor, como a recente venda da Vigor, do grupo J&F (dono da JBS), à mexicana Lala por R$ 5,7 bilhões.

O valor da negociação da Batavo já refletiu, na opinião de especialistas em marketing, a perda de relevância da marca em relação ao seu auge - nos anos 1980 e 1990, a empresa chegou a ter 12% do setor, ao lado de gigantes como Danone e Nestlé. Hoje, a fatia da Batavo reduziu-se a menos de um quarto dos números exibidos nos tempos áureos.

Queda
Além disso, dados da consultoria Euromonitor compilados pela Sonne Consulting mostram que a Batavo perdeu cerca de um terço de sua participação no mercado de laticínios nos últimos cinco anos. O resultado foi pior que o de suas concorrentes diretas, que conseguiram manter suas participações em um segmento que continua a ser bastante pulverizado.

A Batavo viu seu domínio em laticínios cair de 3,3%, em 2013, para 2,2%, no ano passado. Ao longo do mesmo período, a perda de participação se repete em outras categorias, como manteiga e iogurte. "Olhando os dados, a Batavo já estava na última posição entre as principais marcas e só perdeu espaço desde então", diz Maximiliano Tozzini Bavaresco, presidente da Sonne Consuling, especializada em reputação e construção de marcas.

Procurada, a Lactalis, respondeu a questões da reportagem apenas por e-mail. O grupo francês não comentou a perda de mercado dos últimos anos, mas afirmou que a marca liderou o ganho de participação de mercado na categoria iogurtes no País entre janeiro e março de 2017, citando dados Nielsen. Não forneceu, no entanto, números de sua fatia de mercado nem de suas concorrentes.

A Lactalis informou ainda que acabou de colocar no ar uma campanha da marca em que o foco é uma de suas apostas em termos de produto: o iogurte com pedaços de fruta. O filme tenta resgatar a história da Batavo ao mostrar os consumidores se transformando em "holandeses" toda a vez que consomem um produto da marca. Além de exibir a propaganda em televisão, a Lactalis também está patrocinando o programa de competição culinária Master Chef, da Band. Fernando Scheller, enviado especial Leia mais em mackenziesolucoes 20/08/2017





19 agosto 2017

Quero ser grande

Quinto maior grupo de ensino superior do País, mas com uma participação de apenas 2,3%, a Ser Educacional investe em ensino a distância, aquisições e novos campi para fazer frente às gigantes do setor

Para um observador desatento, a movimentação no mercado brasileiro de ensino superior privado, no início de julho de 2016, sugeria um quadro desanimador para a Ser Educacional. Comandado pelos irmãos Jânyo e Janguiê Diniz, o grupo acabara de perder a disputa pela carioca Estácio para a Kroton, do CEO Rodrigo Galindo. Com um valor de mercado de R$ 30 bilhões e uma base de 1,6 milhão de alunos, a nova operação criava uma gigante com uma escala incomparável em relação aos demais concorrentes. Engana-se, porém, quem pensa que a Ser Educacional ficou de braços cruzados. O caminho escolhido foi acelerar um plano iniciado três anos antes, quando a companhia captou R$ 619 milhões em sua abertura de capital.

Agora, a Ser Educacional começa a enxergar os primeiros frutos dessa estratégia. “Estamos vivendo um dos nossos melhores momentos”, afirma o paraibano Jânyo Diniz, CEO da companhia. O plano ganhou ainda mais fôlego no fim de junho, quando o Conselho Administrativo de Defesa Econômica vetou a fusão bilionária. Na ocasião, Diniz chegou a afirmar que não descartava uma nova investida em uma fusão com a Estácio. Mas, na sexta-feira 18, essa alternativa ficou mais distante. A gestora de private equity Advent comprou as ações do empresário Chaim Zaher na Estácio, por R$ 76 milhões, assumindo uma participação de 8,67% na empresa e duas cadeiras no conselho.

Zaher, que também é dono do grupo SEB, focado no ensino médio e fundamental, vinha tendo uma relação conflituosa com o conselho. “Eu não queria mais brigar”, disse Zaher. “Estava deixando de cuidar do meu negócio para me concentrar em um lugar onde não me queriam.” Longe dessa briga, a Ser busca ganhar musculatura e não tem medido esforços. Quinto maior grupo de ensino superior privado do País, mas com uma participação de mercado ainda baixa, de apenas 2,3%, a Ser Educacional, hoje, se vê mais preparada para ocupar um novo espaço no setor. Nessa trilha, o principal atalho é o ensino a distância (EAD).

Publicada no início de junho, uma portaria do Ministério da Educação (MEC) que flexibiliza e acelera a oferta de cursos superiores nessa modalidade é o combustível por trás dessa aposta. “Todo o mercado está entrando na corrida do ouro do ensino a distância”, diz William Klein, CEO da consultoria Hoper Educação. Entre outras questões, o formato é visto como uma alternativa para ampliar rapidamente o alcance do ensino superior e atrair alunos que, hoje, têm menor poder aquisitivo, especialmente em um contexto de crise e de redução do Financiamento Estudantil (FIES). “O marco muda profundamente a dinâmica do mercado e a Ser Educacional tem totais condições de ser uma das protagonistas nesse novo contexto”, afirma Klein.

Hoje, o segmento de EAD é liderado pela Kroton, com cerca de 37% de participação, segundo a Hoper Educação. A Ser Educacional estreou nesse mercado em 2014, anos depois do que boa parte de seus principais concorrentes. E ainda não figura no ranking. A vertente representa 1,7% da receita do grupo, que faturou R$ 1,12 bilhão em 2016. Os planos de expansão, no entanto, são ambiciosos. Com a flexibilização das regras, a companhia já tem autonomia para o lançamento de 550 polos de EAD por ano. Outros 250 estão em fase de liberação, sob a bandeira da Universidade da Amazônia (Unama), adquirida no fim de 2014.

Diante desse novo desenho, a Ser Educacional já está se movimentando. O grupo vai adicionar 100 polos à sua base atual de 18 unidades de EAD até o fim de 2017. Desde o início do segundo semestre, todos esses polos já estão em fase de captação de alunos. Com a estimativa de oferecer cursos com preços das mensalidades de 30% a 40% menores do que na modalidade presencial, a estratégia da empresa seguirá uma abordagem regional. No Nordeste, a bandeira usada será a da Uninassau, enquanto nas regiões Norte e Sudeste, terão como marcas a Unama e a Univeritas, respectivamente.

O crescimento na modalidade de ensino presencial é outro pilar que vem sendo construído desde 2014 e que ganhou força nos últimos meses. Com 48 campi, o plano é adicionar 45 novas unidades até 2019. Desse total, 23 já obtiveram aprovação, 17 delas no primeiro semestre desse ano, em cidades como Porto Velho, Rio Branco, Macapá e em municípios do interior de Pernambuco. “Nossa expectativa é encerrar 2017 com 31 novas unidades credenciadas”, afirma Diniz. Além de consolidar a já forte presença do grupo no Norte e no Nordeste, a expansão para outras regiões é mais uma prioridade. Nessa frente, um dos principais passos foi a chegada a São Paulo, com a integração da Universidade de Guarulhos (UNG), comprada no fim de 2014, por R$ 200 milhões.

No início desse ano, a Ser Educacional também lançou a Univeritas, marca que, com três unidades, simbolizou sua estreia nas capitais Belo Horizonte e Rio de Janeiro, e no Centro-Oeste, com um campi em Anápolis (GO). Sob os mesmos preceitos da expansão orgânica, a terceira frente que sustenta a estratégia da Ser Educacional para os próximos anos é o investimento em aquisições. Diniz observa que há uma série de negociações em andamento, especialmente com ativos de pequeno e médio porte. Ele ressalta, no entanto, que também há espaço para aquisições de maior fôlego.

“Temos uma situação de caixa e uma capacidade de alavancagem bastante confortáveis”, afirma. A empresa encerrou o primeiro semestre com R$ 341,3 milhões em caixa e com uma dívida líquida de R$ 95,8 milhões. No início do mês, o grupo também anunciou uma segunda emissão de debêntures, com o plano de captar até R$ 200 milhões. A partir desses números, o empresário reforça a confiança no plano traçado pela companhia. “Nenhuma instituição se preparou tanto quanto a Ser nos últimos anos. E todos os nossos projetos de crescimento estão começando a se materializar agora.”Moacir Drska Leia mais em istoe 18/08/2017

19 agosto 2017



Zaher deixa Estácio e fatia do fundo americano Advent atinge 10%

Empresário, que era um dos principais acionistas no grupo, zerou posição; fundo quer transformar Estácio em consolidadora

O fundo americano Advent voltou às compras nesta sexta-feira, 18, e aumentou sua fatia no grupo de educação Estácio para mais de 10%. Segundo fato relevante divulgado pela empresa carioca ontem, o FIP Rose, veículo utilizado pela Advent para comprar ações, já detém 10,48% do capital social da empresa.

A gestora de private equity (que compra participação em empresas) se tornou a terceira maior investidora da Estácio, atrás dos fundos Oppenheimer, Coronation e Fidelity, e já tem direito a duas cadeiras no conselho. Assim como fez com a Kroton, hoje líder de mercado, a Advent quer fazer da Estácio uma grande consolidadora do setor, afirmam fontes próximas ao fundo. Procurado, o Advent não comentou.

Hoje, em conversa com jornalistas, o empresário Chaim Zaher, que era um dos principais acionistas do grupo, afirmou que zerou a posição na companhia após um desgaste com o conselho de administração. O empresário discorda da proposta apresentada pelo colegiado de incluir no estatuto da empresa a obrigatoriedade de um prêmio de 30% em ofertas de controle. O intuito é transformar o grupo em uma companhia de controle pulverizado. Uma assembleia de acionistas foi convocada para o dia 31 deste mês para votar o assunto.

Na avaliação de Zaher, a proposta cria “uma barreira antieconômica ao investimento na companhia”, conforme escreveu em carta enviada ao conselho nesta semana. O empresário afirmou ainda que uma convocação para uma reunião do conselho para discutir a entrada da Estácio no ensino médio seria uma forma de inviabilizar a sua presença no colegiado, já que haveria conflito de interesses – o empresário é dono do grupo SEB, que tem a maior parte dos negócios voltada para esse segmento. Procurada, a Estácio preferiu não se manifestar.

“Não quero brigar. Vou cuidar do meu negócio”, disse Zaher. Com o dinheiro da venda de sua participação na Estácio, cerca de R$ 435 milhões, o empresário quer investir no seu grupo, que reúne 252 escolas, 32 delas próprias, e quase 100 mil alunos. O SEB faturou cerca de R$ 500 milhões no ano passado. “Quero abrir o capital na bolsa em 2019 ou 2020. E estamos avaliando a compra de escolas.”

As ações ordinárias (com direito a voto) da Estácio fecharam nesta sexta em alta de 3,35%.

Retorno. A Advent voltou à área de educação em 2015, dois anos após ter vendido suas ações da Kroton, com a compra do Centro Universitário da Serra Gaúcha, de Caxias do Sul (RS). Segundo fontes, o fundo estaria disposto a investir até R$ 900 milhões para ficar com ativos que a Kroton teria de vender se a união fosse aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Como a fusão foi barrada em junho, essa munição desse se voltar à compra de ações da Estácio, garantem pessoas familiarizadas com o assunto. Cátia Luz, O Estado de S.Paulo Leia mais em estadão 19/08/2017