22 julho 2014

Grupo Ser Educacional compra Faculdade Santa Emília por R$ 9,7 milhões

O grupo Ser Educacional, das faculdades Uninassau, Maurício de Nassau e Joaquim Nabuco, adquiriu a Faculdade Santa Emília (Fase), de Olinda. Com a aquisição, o grupo conta agora com 30 unidades de ensino superior, distribuídas em 20 cidades, de 11 estados. A Faculdade Santa Emília tem 1.500 alunos e será incorporada às Faculdades Joaquim Nabuco – que tem duas unidades no município de Paulista e uma em São Lourenço da Mata. A compra foi realizada pelo valor de R$ 9,7 milhões.

A Fase tem cursos de Administração, Ciências Contábeis, Sistemas de Informação, Licenciatura em Pedagogia, Marketing, Logística, Gestão de Recursos Humanos, Gestão Hospitalar e Engenharia de Produção. Também serão incorporados ao Ser Educacional os curso de pós-graduação da entidade.

A instituição possui nota 3 no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), do Ministério da Educação (MEC) – numa pontuação que vai de 1 a 5. Segundo o grupo Ser Educacional, em breve serão criados mais vinte novos cursos da Faculdade Joaquim Nabuco, nas áreas de Saúde, Exatas e Humanas.

Fundado em 2003, o grupo Ser Educacional é composto por sete instituições de ensino, com mais de 250 cursos técnicos, de graduação e pós-graduação. Desde o ano passado, a holding se transformou numa instituição de capital aberto, com atividades na Bolsa de Valores. Ao todo, são 125 mil alunos nas regiões Norte e Nordeste. Leia mais em Diario de Pernambuco 21/07/2014

22 julho 2014



Applebee’s à venda

A operação brasileira da rede americana Applebee’s, dona de mais de 2 000 restaurantes em 15 países, está à venda. Concorrente do também americano Outback, a rede desembarcou por aqui em 2004 e hoje tem 13 restaurantes, controlados por três empresários brasileiros.

Estão na mesa propostas da própria matriz da Applebee’s e da dupla formada pelo fundo de private equity Kinea e o grupo mexicano Alsea, que tem as franquias de Starbucks, Domino’s Pizza e Burger King em diversos países da América Latina.

Estima-se que a venda dos 13 restaurantes custe cerca de 100 milhões de reais. Procuradas, as empresas não comentaram o assunto. Ana Luiza Leal Leia mais em primeirolugaronline exame 21/07/2014



Facebook compra fabricante de óculos de realidade virtual por US$ 2 bi

Pouco mais de um mês depois de anunciar sua maior aquisição, o aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp, por US$ 19 bilhões, o Facebook fechou mais um negócio bilionário: a compra da fabricante de óculos de realidade virtual Oculus, por US$ 2 bilhões.

"O móvel é a plataforma de hoje, e agora estamos nos preparando para as plataformas de amanhã", disse o presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, após o anúncio.

A Oculus é uma start-up (empresa iniciante) que recebeu uma injeção de US$ 75 milhões no ano passado por parte de investidores.

OCULUS

Fundada dois anos atrás pelo americano Palmer Luckey, 21, a empresa ainda não vendeu para consumidores seu dispositivo de realidade virtual, mas já comercializou 75 mil aparelhos com desenvolvedores de games.

"A Oculus tem a oportunidade de criar a mais social das plataformas já feitas e mudar o modo como trabalhamos, jogamos e nos comunicamos", afirmou Zuckerberg, em comunicado.

O negócio foi anunciado um mês após Zuckeberg afirmar que havia "parado por enquanto" com as aquisições, após fechar a compra de US$ 19 bilhões do WhatsApp.

O Facebook, que em 2012 gastou US$ 1 bilhão na compra do Instagram, tem aproveitado a valorização das suas ações (que subiram pouco mais de 150% em 12 meses) para realizar aquisições que possam lhe ajudar a manter o posto de principal rede social do mundo. Leia mais em folha.uol 21/07/2014




Vizury recebe aporte de US$ 16 milhões da Intel Capital

A Vizury, empresa indiana de soluções de marketing digital, recebeu uma nova rodada de investimentos de US$ 16 milhões, Série C, liderada pela Intel Capital, braço de investimentos estratégicos da fabricante de chips. O aporte também teve a participação da Ascent Capital, um dos maiores fundo de investimentos privados da Índia, e dos investidores Nokia Growth Partners e Inventus Capital Partners.

Segundo a companhia, os recursos serão usados para inovação de produtos móveis e de multicanais, assim como na expansão da empresa no Brasil e demais países da América Latina, China, Japão, Oriente Médio e Coreia.

Atuando no Brasil desde 2012, a Vizury tem entre seus principais clientes grandes varejistas e líderes em comércio eletrônico em toda América Latina como Hoteis.com, Netshoes, Fastshop, entre outros. No ano passado, o faturamento da empresa no país foi de R$ 70 milhões. Leia mais em tiinside 21/07/2014



Yahoo está prestes a fechar compra da empresa de análise de dados Flurry, dizem fontes

O Yahoo está próximo de fechar um acordo para adquirir a Flurry, empresa norte-americana de análise de dados de apps e venda de publicidade móvel, o que pode ajudá-lo a expandir seu negócio móvel, frente ao declínio do segmento de publicidade no formato display.

Segundo fontes próximas ao acordo, o Yahoo deve desembolsar algo entre US$ 300 milhões e US$ 1 bilhão pela compra da startup. Outros potenciais compradores incluíam a Amazon, que logo foi descartada pelo seu lento interesse em avançar na construção de seus próprios serviços de análise móvel.

Fundada em 2005, a Flurry já levantou US$ 60 milhões em financiamento de risco de investidores como Draper Fisher Jurvetson e First Round Capital. Com sede em San Francisco, na Califórnia, a empresa também possui escritórios em Nova York, Londres, Chicago e Mumbai (Índia). Com informações de agências internacionais. Leia mais em tiinside 21/07/2014



21 julho 2014

FUSÕES E AQUISIÇÕES - DESTAQUES DA SEMANA DE 14 a 20/jul/14

Na semana de  14 a 20/jul/14, foram anunciadas com destaque pela imprensa 18 operações de Fusões e Aquisições.  Envolvem direta ou indiretamente empresas brasileiras de 10 setores.

ANÁLISE DA SEMANA 
Principais transações.

Destaque para a transação em que  o banco brasileiro PTG Pactual comprou  100% da gestora de recusos baseada na Suíça BSI, que pertencia ao grupo italiano Assicurazioni Generali, por um valor de 1,5 bilhão de francos suíços, o equivalente a US$ 1,68 bilhão(cerca de R$ 4 bilhões).

 TOPs - MAIORES TRANSAÇÕES EM VALOR
A MAIOR

  • BTG Pactual anuncia compra do banco suíço. O banco brasileiro PTG Pactual anunciou  a compra de 100% da gestora de recusos baseada na Suíça BSI, que pertencia ao grupo italiano Assicurazioni Generali, por um valor de 1,5 bilhão de francos suíços, o equivalente a US$ 1,68 bilhão(cerca de R$ 4 bilhões). 

 NEGÓCIOS DA SEMANA 
"Market Movers" - Brasil 

  • BTG Pactual anuncia compra do banco suíço. O banco brasileiro PTG Pactual anunciou  a compra de 100% da gestora de recusos baseada na Suíça BSI, que pertencia ao grupo italiano Assicurazioni Generali, por um valor de 1,5 bilhão de francos suíços, o equivalente a US$ 1,68 bilhão(cerca de R$ 4 bilhões). 
  • Cemig compra 50% de projeto de parques eólicos da Renova na Bahia. A companhia mineira de energia Cemig anunciou que vai comprar 50 por cento do Projeto Zeus, conjunto de parques eólicos da Renova na Bahia, por até 113,45 milhões de reais.  Os parques serão instalados na cidade de Jacobina e somam capacidade de 676,2 megawatts.17/07/2014
  • Petrobras negocia venda de 40% na Gasmig para Cemig. A Petrobras anunciou que está em negociação com a Cemig para vender sua fatia de 40 por cento na distribuidora de gás natural Gasmig.  O Conselho de Administração da Petrobras aprovou a venda da participação acionária de 40 por cento da empresa na Gasmig para a Cemig, em negócio de 600 milhões de reais. 16/07/2014

"Market Movers” - Exterior 

  • Abott venderá fatia de produtos genéricos para Mylan. A empresa Abbott Laboratories anunciou que venderá uma parcela do negócio de produtos farmacêuticos genéricos para a Mylan, em uma transação de ações avaliada em US$ 5,3 bilhões.
  • LinkedIn adquire serviço que envia notificações quando contatos são mencionados na web. O site de contatos profissionais LinkedIn anunciou  a aquisição do Newsle, serviço que permite ao usuário importar seus contatos do Facebook ou LinkedIn e ser notificado quando alguém na sua rede foi mencionado na web. 
  • Reynolds acerta compra da Lorillard por US$ 25 bilhões. A Reynolds American concordou em comprar a Lorillard em um ambicioso e arriscado negócio de US$ 25 bilhões. Essa operação, se efetivada, irá reformular o cenário para as empresas de tabaco nos EUA e tornar o cigarro de mentol Newport ainda mais competitivo diante da Marlboro, marca pertencente à Altria Group. Com essa transação, a Newport, atualmente a segunda marca de cigarro mais vendida nos EUA e pertencente à Lorillard, passará a fazer parte do portfólio da Reynolds, que inclui marcas como Camel e Pall Mall. A Reynolds espera conseguir mais de US$ 11 bilhões em receitas e US$ 5 bilhões em lucro operacional após o acordo.
  • Italiana Gtech vai comprar fabricante de máquinas caça-níqueis norte-americana IGT. A italiana Gtech irá comprar a fabricante norte-americana de máquinas caça-níqueis International Game Technology por 6,4 bilhões de dólares incluindo dívida, o que vai tirar o foco da operadora de máquinas de jogo de azar de seu mercado doméstico, que enfrenta dificuldades. A aquisição da IGT, baseada em Las Vegas, é a mais recente compra de uma companhia estrangeira por uma empresa italiana neste ano e desafia uma tendência de empresas na Itália de sucumbir a ofertas de outros países diante da estagnação da economia local.
  • 3M compra fatia da Sumitomo em joint venture no Japão por US$885 mi. A 3M vai pagar cerca de 885 milhões de dólares pela fatia da Sumitomo Electric Industries na joint venture que possui com a empresa no Japão, assumindo o controle total do negócio, disse a diversificada companhia norte-americana nesta quarta-feira. O negócio deve adicionar 0,08 dólar por ação ao lucro nos primeiros 12 meses após sua conclusão, disse a 3M. Analistas, em média, esperam que a 3M lucre 7,46 dólares por ação em 2014, de acordo com a Thomson Reuters I/B/E/S.
  • Twitter adquire startup de pagamentos que vincula promoções online a cartões de crédito. O Twitter anunciou que adquiriu a CardSpring, startup de pagamentos que possibilita aos comerciantes trabalharem com as principais editoras na criação de promoções online e offline vinculadas a cartões de créditos. O valor do negócio, no entanto, não foi revelado.
  • Farmacêutica AbbVie finalmente conquista Shire com oferta de US$55 bi. A farmacêutica AbbVie comprou a Shire  em um negócio de 32 bilhões de libras (54,7 bilhões de dólares) que permitirá à empresa dos Estados Unidos reduzir custos tributários ao transferir sede para a ilha Jersey, na Inglaterra. A companhia britânica, que fabrica medicamentos caros para tratar doenças raras, rejeitou quatro ofertas anteriores da AbbVie até que a empresa norte-americana elevou seu preço para 52,48 libras por ação. O valor será pago em dinheiro, equivalente a 24,44 libras por papel, e com a emissão de 0,8960 novas ações da AbbVie.

 HUMORES & RUMORES 
 M & A - COMPRA

  • Possível fusão entre Inbev e Sab faz ações subirem. Carlos Brito, CEO da Anheuser-Busch InBev (AB InBev), vende uma em cinco cervejas no mundo, incluindo Budweiser, Corona e Stella Artois, mas, aos 54 anos, o brasileiro parece ter apetite para mais. Expectativas de que ele esteja estudando uma oferta para comprar a SABMiller têm ajudado as ações desta empresa a subir 27% em relação a fevereiro, quando estavam em baixa. A valorização também reflete a diminuição do temor sobre riscos em mercados emergentes, que respondem por 75% das vendas da SABMiller.
  • Tech Mahindra planeja nova aquisição no Brasil para atrair bancos. Busca por sócio no País faz parte da estratégia da prestadora de serviços de TI indiana para que filial contribua com 10% da receita global em dois anos. Com metas agressivas para avançar no Brasil, a Tech Mahindra, uma forte concorrente da Tata, estuda uma nova aquisição no País ou formação de joint venture. Os novos planos para o mercado local da companhia, que faz parte do conglomerado indiano Mahindra Group e é considerada uma das cinco maiores prestadoras globais de serviços de TI, após a compra da Satyam, foram anunciados durante a visita a São Paulo, na semana passada, do Chief Executive Officer (CEO) da coporation, GP Gurnani. 
  • Mercado de Outlets no Brasil tem nova onda de investimento. Com a maturidade do varejo, shoppings com lojas com itens com descontos devem fechar o ano com dez empreendimentos no país. Depois de uma tentativa mal sucedida de implementação de outlets no Brasil, nos anos 90, a indústria de shoppings volta a olhar para esse mercado, embalada pelo desenvolvimento do varejo no país e, mais uma vez, pelo poder de compra da classe média. Não há um número fechado de quanto os empreendedores de shoppings estão investindo no segmento. Mas segundo uma fonte do setor, o custo gira, em média, entre R$ 80 milhões e R$ 150 milhões por shopping erguido. De acordo com a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), o Censo 2013-2014 da entidade mostrou que 13% dos shoppings são especializados. Desses, 12% pertencem à categoria dos outlets. Em 2012, esse percentual correspondia a 6%. Existem seis outlets em funcionamento e outros quatro com previsão de abertura ainda neste ano.
  • TIM desmente especulações sobre fusão com a GVT. Em comunicado, a operadora nega também negociações com a Oi. Em resposta a ofício da CVM/Bovespa, a TIM Participações enviou comunicado ao mercado negando negociações com a Oi, ou com a GVT. Em notícia veiculada na edição desta sexta-feira (18), o jornal Valor Econômico, publica que “Calote na PT afeta Oi e abre caminho para união de TIM e GVT”. Entre outras informações, a reportagem diz que a potencial fusão entre a TIM e a GVT poderia criar uma companhia de R$ 50 bilhões de valor e que, juntas, sem contar as sinergias que poderiam ser obtidas, as empresas teriam receita líquida superior a R$ 25 bilhões.

M & A - VENDA

  • Grupo Espírito Santo coloca ativos não financeiros à venda no Brasil. O Grupo Espírito Santo (GES) colocou boa parte dos ativos não financeiros no Brasil à venda, diante da necessidade de levantar recursos para quitar compromissos com credores, entre os quais está a Portugal Telecom. A informação foi confirmada por duas fontes próximas ao GES. Levantamento feito pelo Valor conseguiu identificar ativos avaliados em pouco mais de € 290 milhões, ou quase R$ 900 milhões, que poderiam ser vendidos. Entre os mais valiosos está a fatia de 11% da holding Rioforte no grupo brasileiro Monteiro Aranha, em valor aproximado de € 75 milhões, embora ainda não exista um processo formal em curso. Já há conversas em andamento para venda de empreendimentos na área agrícola, enquanto os ativos na área de energia também devem começar a ser negociados.
  • Marca da Yves Rocher busca parceiro. A fabricante de cosméticos Flormar, do grupo francês Yves Rocher, busca um master franqueado no Brasil. O parceiro pode ser outra empresa do ramo ou um investidor. A Flormar é uma das principais marcas de maquiagem da Turquia, e os preços de seus produtos geralmente se equiparam aos da Avon e da Maybelline, da L'Oréal.
  • Telco oficializa saída de acionistas, diz Anatel. O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Rezende, afirmou  que o órgão regulador recebeu comunicações da Telco, que controla a TIM no Brasil, informando de sua dissolução e da incorporação dos seus sócios no capital da Telecom Itália. A empresa espanhola - que controla a Vivo - passaria a ser a maior acionista individual da Telecom Itália. Em setembro do ano passado, a Telefônica fechou um acordo de 324 milhões de euros par aumentar sua fatia na Telco com a possibilidade de ampliar seu poder de voto na empresa italiana, mas o Cade barrou a operação devido ao seu potencial de prejudicar o mercado brasileiro, uma vez que Tim e Vivo passariam a pertencer ao mesmo grupo econômico.  

PRIVATE EQUITY & VENTURE CAPITAL

  • Gávea e Fleury estão no fim da negociação. Já se passaram quatro meses desde que a gestora de recursos Gávea e a rede de laboratórios Fleury anunciaram que estavam em negociações sem que até o momento fechassem negócio. Apesar de a demora poder levar alguns no mercado a avaliar a possibilidade de que a operação não seja fechada, o Valor apurou que os médicos acionistas do Fleury e o Gávea já chegaram a um acordo de preço para a venda da participação. O que está em discussão, agora, é como ficará o comando e a participação de cada sócio na nova empresa, uma vez que o Gávea deseja unir a rede Fleury ao laboratório mineiro Hermes Pardini, outro investimento do fundo na área de saúde, feito há quase três anos. Apesar de ainda indefinidas, as negociações caminham para a fase final.
  • Sócia do Hermes Pardini barra compra do Fleury. A demora na conclusão da venda da rede de laboratórios Fleury para o fundo de investimento Gávea tem uma “culpada” — a empresária Áurea Pardini, uma das sócias do laboratório mineiro Hermes Pardini. O que uma coisa tem a ver com a outra? O Gávea, hoje sócio minoritário do Hermes Pardini, pretende unir as duas empresas. Ao longo da negociação, porém, Áurea sentiu que estava sendo prejudicada. Ela e seus dois irmãos se tornariam sócios minoritários da empresa resultante da fusão. E passariam o controle de sua companhia adiante sem ganhar, para isso, um prêmio, o que é praxe em negociações desse tipo. Áurea decidiu, então, contratar a butique americana de fusões e aquisições Greenhill para negociar com o Gávea melhores condições para sua família.
  • CVC negocia aquisição da Rextur Advance. A CVC, maior operadora de turismo do país, está negociando uma aquisição que pode alterar profundamente o mercado brasileiro. O alvo é a Rextur Advance, uma das líderes do setor e que, com forte presença no segmento corporativo, fatura cerca de 3 bilhões de reais. As negociações estão avançadas. Estima-se que a aquisição custará entre 400 milhões e meio bilhão de reais. Com a compra, a operadora — hoje controlada pelo fundo de private equity americano Carlyle — praticamente dobraria de tamanho.
  • Policard abre o apetite de private equities. Além do recorrente assédio da francesa Sodexo e da inglesa GRSA, a mineira Policard também vem despertando o apetite de graúdos fundos de investimento. A norte-americana Advent e o BTG Pactual já teriam demonstrado interesse em comprar uma participação na operadora de cartões- benefício.

IPO

  • BNDES espera até oito aberturas de capital em um ano. Nos próximos 12 meses, entre seis e oito empresas de médio porte devem abrir o capital na Bolsa. A previsão é do superintendente da área de capital empreendedor do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luiz Souto. O braço de participações do banco estatal é acionista direto em 35 empresas que se enquadram nessa categoria. A busca dessas companhias por financiamento no mercado de capitais deverá ser impulsionada pela Medida Provisória 651, publicada há uma semana. Entre outros pontos, a medida isenta de ganho de capital os investidores pessoa física que adquirirem ações. Outro impulso vem do programa lançado recentemente pelo banco de fomento que injetará até R$ 1 bilhão em companhias que se listarem no Bovespa Mais, segmento de acesso da Bolsa brasileira. "A listagem é educativa", completa Márcio Spata, chefe do departamento de gestão de participações da área de capital empreendedor do banco. Ele pondera que nem todas as empresas sob o guarda-chuva do BNDES vão acessar o mercado, mas para outras o movimento faz sentido. Entre as companhias da carteira, Spata afirma que 15 têm faturamento de até R$ 50 milhões, nove entre R$ 50 milhões e R$ 100 milhões e outras nove faturam mais R$ 100 milhões. Segundo a Bolsa, de 125 aberturas de capital dos últimos 10 anos, apenas 11 foram de empresas de pequeno ou médio porte.

RELAÇÃO DAS TRANSAÇÕES

  • 01 - BTG Pactual anuncia compra do banco suíço. O banco brasileiro PTG Pactual anunciou  a compra de 100% da gestora de recusos baseada na Suíça BSI, que pertencia ao grupo italiano Assicurazioni Generali, por um valor de 1,5 bilhão de francos suíços, o equivalente a US$ 1,68 bilhão(cerca de R$ 4 bilhões). O BSI, com 140 anos de história como banco privado, administra cerca de US$ 100 bilhões em ativos e conta com cerca de dois mil funcionários em 10 países, segundo um comunicado do banco brasileiro. 14/07/2014
  • 02 - JBS Foods adquire ativos da Céu Azul por R$ 246 mi. A JBS Foods celebrou um memorando de entendimentos vinculante com a Céu Azul Alimentos envolvendo a aquisição de duas unidades de processamento de aves, incluindo duas fábricas de ração e três incubatórios, localizadas em Guapiaçu e Itapetininga, ambas no Estado de São Paulo. As unidades têm capacidade de abate conjunta de 330 mil aves por dia, e estão habilitadas para os principais mercados de exportação, segundo a JBS. O preço total a ser pago ao Grupo Céu Azul será de aproximadamente R$ 246 milhões. 14/07/2014
  • 03 - Ex-MPX conclui venda de 50% de Pecém II por R$ 400 milhões. A Eneva (antiga MPX) concluiu hoje a venda de 50% da usina térmica de Pecém II para a DD Brazil Holdings, subsidiária da controladora E.ON, por R$ 400 milhões. A operação, anunciada em maio, é parte de um conjunto de medidas anunciadas pela companhia -que tem o controle compartilhado entre a alemã E.ON e Eike Batista -para obter recursos adicionais e fortalecer sua estrutura de capital. 14/07/2014
  • 04 - Interfreight e LNP anunciam fusão. A empresa de origem norte-americana Interfreight Logistics e a mineira LNP Logística Internacional, anunciaram, no início deste mês de julho, a fusão de suas estruturas e carteiras de clientes. Juntas, as empresas se tornam um grupo e passam a atuar sob a marca Interfreight. Não houve valores envolvidos no processo.Ambas são agentes de carga especializados na gestão de processos customizados de importação e exportação, atuando com os modais rodoviário, aéreo e marítimo. Agora, além da matriz no Rio de Janeiro, dos escritórios em Vitória, Belo Horizonte, Curitiba e São Paulo, o Grupo Interfreight passa a contar com uma unidade em Juiz de Fora, cidade sede da LNP.15/07/2014
  • 05 - BrasilAgro vende parte de fazenda em Goiás por R$41,3 mi. Negócio envolve 1.164 hectares - dos quais 913 são agricultáveis - da Fazenda Araucária, situada em importante região produtora goiana. A empresa de comercialização de propriedades rurais BrasilAgro informou nesta terça-feira a venda de parte de uma fazenda em Mineiros (GO) por 735 mil sacas de soja, ou 41,3 milhões de reais, segundo comunicado.15/07/2014
  • 06 - FCC e Nukote criam joint venture no país. A FCC, fabricante de adesivos, vedantes e elastômeros termoplásticos para a indústria, formou joint venture com a americana Nukote Coating Systems, que produzirá um novo tipo de revestimento para uso industrial, na construção civil e em obras de infraestrutura. A nova empresa entrará em operação em janeiro de 2015 junto à matriz do sócio brasileiro, em Campo Bom (RS), e exigirá investimentos de R$ 7 milhões, divididos em partes iguais entre os dois parceiros. 16/07/2014
  • 07 - CBC toma o controle da forjas Taurus em capitalização. Uma consolidação no setor de armas no Brasil, há anos especulada pelo mercado, saiu do papel. A Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) atingiu participação de 49,75% no capital da Forjas Taurus e deve ampliar ainda mais a participação, tornando-se sua principal acionista. Ao longo de junho, a companhia aumentou sua participação nas ações ordinárias da Taurus para 15,6% por meio de compras em bolsa e de uma fatia do próprio presidente do conselho, cuja participação caiu de 44% para 37% do capital votante. Até o momento, o aumento de capital soma R$ 60 milhões. 16/07/2014
  • 08 e 09 - Rico e DirectaInvest anunciam fusão que criará 2 maior corretora independente da Bolsa.  A Rico, plataforma de investimentos da Octo CTVM e o DirectaInvest, homebroker da CGD Securities, anunciaram hoje a fusão de suas operações e a intenção de aquisição por parte da CGD de 51% das ações da Octo CTVM. Com a sua união, as empresas formam a segunda maior corretora independente de varejo do Brasil , com 90 mil clientes, atrás apenas da XP Investimentos. A união tem como estratégia o crescimento das companhias, colaborando com a consolidação do mercado. A gestão das operações da Rico e do DirectaInvest será liderada pela equipe executiva da Octo CTVM, procedimento que será mantido também após a conclusão da aquisição.07/07/2014
  • 10 - Cemig compra 50% de projeto de parques eólicos da Renova na Bahia. A companhia mineira de energia Cemig anunciou que vai comprar 50 por cento do Projeto Zeus, conjunto de parques eólicos da Renova na Bahia, por até 113,45 milhões de reais. A compra se dará por meio de participação da Cemig em metade de uma empresa específica a ser criada pela Renova que terá todos os contratos relacionados ao projeto. Os parques serão instalados na cidade de Jacobina e somam capacidade de 676,2 megawatts.17/07/2014
  • 11 - Petrobras negocia venda de 40% na Gasmig para Cemig. A Petrobras anunciou nesta quarta-feira que está em negociação com a Cemig para vender sua fatia de 40 por cento na distribuidora de gás natural Gasmig. De acordo com a Petrobras, a Gasmig é a concessionária exclusiva de distribuição de gás natural canalizado em Minas Gerais e responsável pela distribuição de 4,1 milhões de metros cúbicos por dia por uma rede de cerca de 850 quilômetros de gasodutos.  O Conselho de Administração da Petrobras aprovou a venda da participação acionária de 40 por cento da empresa na Gasmig para a Cemig, em negócio de 600 milhões de reais, segundo comunicado divulgado pela estatal federal  16/07/2014
  • 12 e 13 - Investidores compram controle da Micelli e Meridional.  A holding MO, que agrupa sete investidores brasileiros, adquiriu 53% das companhias Micelli, especializada em medicina ocupacional, e da Meridiano, de gestão ambulatorial de empresas, que terão seus ativos combinados. Segundo Carlos Fagundes, principal investidor da MO, o objetivo da operação é fazer com que essas duas empresas, juntas, tornem-se as grandes consolidadoras desse setor. O valor do negócio não foi divulgado.  O faturamento das duas empresas, juntas, foi de R$ 97 milhões no ano passado, dos quais R$ 54 milhões atribuídos à Micelli e R$ 43 milhões à Meridional. Para este ano, a projeção é de que as duas companhias atinjam receita de R$ 110 milhões. 18/07/2014
  • 14 - Camargo Corrêa terá a totalidade da SAO Parking. O grupo Camargo Corrêa assinou contrato para adquirir a participação de 20% detida pela Socicam Terminais Rodoviários na SAO Parking - concessionária que explora o estacionamento do aeroporto de Congonhas, na cidade de São Paulo. A Camargo Corrêa já tem 80% das ações da companhia. 18/07/2014
  • 15 - Cinépolis assume comando das salas do Cinemais em Manaus. Empresa mexicana terá 26 salas de cinema em Manaus. O Cinépolis irá assumir o comando das 16 salas da rede Cinemais em Manaus. A negociação  foi confirmada pelo diretor de Marketing e Programação da empresa mexicana, Paulo Pereira. Além da capital amazonense, o Cinépolis ainda adquiriu, por valor não divulgado, os complexos do Cinemais nas cidades de Cuiabá (MT), São José do Rio Preto (SP), Marília (SP) e Uberlândia (MG). Com aquisição das salas do Cinemais, o Cinépolis terá a maior parte dos cinemas em funcionamento em Manaus. Serão ao todo 26 salas, sendo 10 no Ponta Negra Shopping, oito no Millenium Shopping e outras oito no Manaus Plaza Shopping. Logo depois, estão o Playarte (10 salas no Manauara Shopping), Cinemark (8 salas no Studio 5) e Kinoplex Severiano Ribeiro (2 salas no Amazonas Shopping). 15/04/2014
  • 16 e 17 - General Shopping vende sua fatia de 50% no Santana Parque. A General Shopping anunciou que a Acapurana, subsidiária da Aliansce, irá adquirir a totalidade de sua participação indireta no Santana Parque Shopping, de 50%, por R$ 144,5 milhões. O comunicado vem na esteira do anúncio, feito pela Aliansce, de que o Canada Pension Plan Investment Board (CPPIB), acionista do seu bloco de controle, e o Government of Singapore Investment Corporation (GIC), acionista com participação relevante na companhia, firmaram acordo para capitalizar a subsidiária Acapurana. Com a operação, a administradora de shoppings irá diluir a participação na subsidiária de 99,99% para 50%. CPPIB e GIC irão adquirir, da Aliansce, participação indireta de 16,66% do shopping, pelo preço de R$ 48,3 milhões à vista. A compra está sujeita a verificação da performance do empreendimento nos 12 meses seguintes e poderá atingir R$ 53,3 milhões. Acapurana irá utilizar os recursos da capitalização justamente para comprar a fatia da General Shopping no Santana Parque. 14/07/2014
  • 18 - De parceiros a sócios. Depois de quinze anos de parceria, a Inpress vendeu uma participação minoritária da empresa ao grupo Omnicom, dono da Porter Novelli.  A gestão da Inpress Porter Novelli continua nas mãos de Kiki Moretti. 

RELATÓRIOS - DESTAQUES DA SEMANA


QUEM, O QUÊ, QUANDO, QUANTO, COMO e POR QUÊ
 A pesquisa FUSÕES E AQUISIÇÕES - DESTAQUES DA SEMANA tem o propósito de captar o “clima” do mercado das operações de Fusões e Aquisições bem como sinalizar suas principais tendências. Trata-se da compilacão semanal das notícias visando tornar mais acessíveis e conhecidos os negócios de fusão, aquisição e venda realizados entre empresas com atuação no Brasil. Todas as informações sobre os negócios citados no presente relatório são obtidos a partir de notícias publicadas pela imprensa e divulgadas no “estado" pelo blog FUSOESAQUISICOES.BLOGSPOT http://fusoesaquisicoes.blogspot.com.br, não sendo feita qualquer verificação quanto à sua veracidade, precisão ou integridade do conteúdo. Sempre que possível, serão mencionados os nomes dos compradores – investidor estratégico ou fundos de private equity, dos vendedores, a tese de investimento e principais “value drivers”, o valor da transação, forma de pagamento, múltiplos praticados (Valor da Empresa/EBITDA, Valor da Empresa/Receita) etc. Muitas vezes a notícia não é clara a respeito dos valores/forma de pagamentos e respectivos múltiplos. É bem-vinda toda e qualquer contribuição para tornar as informações mais precisas e transparentes.  

21 julho 2014



CYLK recebe aporte de capital e nomeia Carlos Carnevali Jr. como presidente

O Grupo IHC, que engloba as empresas InLearn, HighCast e CYLK, com atuação nas áreas de serviços profissionais, integração de sistemas e treinamento em TI & Telecom, acaba de ser alvo de uma primeira rodada de investimentos e nomeia Carlos Carnevali Jr. como presidente da operação.

A negociação, envolvendo valores não divulgados, combina a injeção de recursos nas empresas do grupo sob o comando de Carnevali Jr., que aposta na expansão também em novos mercados verticais, como saúde, varejo e serviços e geografias – contemplando também a abertura de operações na América Latina.

O executivo ocupou, recentemente, o cargo de diretor executivo da Network1, além de ter ocupado posições no Brasil e na América Latina na Cisco. É também membro do Conselho Executivo da Relatório Bancário. Leia mais em uol 21/07/2014



Holcim e Lafarge recebem mais de 100 manifestações de interesse por ativos

As fabricantes de cimento Holcim e Lafarge receberam mais de 100 manifestações de interesse por ativos que têm de vender antes de sua planejada fusão, disse o presidente-executivo da companhia suíça nesta segunda-feira.

As duas companhias propuseram uma série de vendas de ativos de vários bilhões de euros em seu esforço para conseguir aprovação regulatória para a fusão, revelada em abril, que criará um grupo combinado com 44 bilhões de dólares em vendas anuais.

O presidente-executivo da Holcim, Bernard Fontana, disse a jornalistas em uma coletiva em Zurique que as companhias receberam mais de 100 manifestações de interesse, incluindo de fundos de private equity e outras fabricantes de cimento, com vários interessados indicando um desejo de comprar todo o portfólio de ativos.

O número representa um avanço ante as 50 manifestações de interesse que as companhias tinham recebido quando publicaram a lista de alienações no dia 7 de julho.

Fontana afirmou que as companhias vão começar as discussões com potenciais compradores em agosto, mas não quis dizer qual será o prazo final para as ofertas.

Os dois grupos cimenteiros estão buscando compradores para operações na Áustria, Hungria, Romênia, Sérvia, Grã-Bretanha, Filipinas, Maurício e Brasil para responder a preocupações de reguladores de competição sobre seu poder combinado de mercado.

A venda afetará cerca de 10 mil funcionários de um total de 130 mil pessoas, e corresponderá a cerca de 3,5 bilhões de euros (4,7 bilhões de dólares) em vendas.

Questionado se a Holcim dará preferência para licitantes que garantirem que não vão cortar funcionários ou fechar instalações, Fontana não quis ser específico, mas reiterou que os ativos à venda não são casos de reestruturação.

Ele acrescentou que uma oferta pública inicial de ações ou uma cisão para alguns ativos permaneciam sendo opções. (Por Caroline Copley e Leila Abboud) Reuters |  Leia mais em yahoo 21/07/2014



XP negocia a compra da corretora Clear

Diante de um mercado de margens pressionadas e retornos escassos, a XP Investimentos negocia a compra da corretora paulista Clear, que estaria enfrentando um desentendimento entre os sócios, segundo afirmam fontes a par do assunto.

A ideia é manter a marca Clear, que segmentaria os clientes com maior volume de negociação e maior foco no curto prazo - os chamados "heavy users" -, evitando, assim, conflitos comerciais com outros nichos atendidos. Autor: Vinculado ao valor.com | leia mais em ecofinancas 21/07/2014



Cargill e IndoAgri disputam usina Goiasa

Dois gigantes do setor de alimentos, a americana Cargill e a indonésia IndoAgri, estão metidos numa disputa por uma usina de açúcar e álcool brasileira — a Goiasa, do conglomerado paulista Construcap.

A aquisição custará cerca de meio bilhão de reais. A Cargill é dona de 19 fábricas no Brasil. A IndoAgri estreou no país em janeiro de 2013, ao comprar 50% da sucroalcooleira Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA).

A Construcap informou que “desconhece essa operação e as informações” sobre o assunto. Cargill e IndoAgri não comentaram. Por Tiago Lethbridge | Leia mais em primeirolugaronline exame 21/07/2014



Uma pausa para o café

Uma notícia curta para a hora do cafezinho: a trading asiática Olam pretende anunciar em até três meses a aquisição de uma torrefadora de café no Brasil.

O grupo é dono da Seda Solubles, líder na produção de cafés solúveis na Espanha. Leia mais em relatorioreservado.ig 21/07/2014



Eike estrutura operação para salvar mineradora

Um dos mais prováveis desenhos da operação é a venda isolada da subsidiária MMX Sudeste

Após a derrocada do "Grupo X", o empresário Eike Batista tenta salvar uma das últimas companhias que ainda estão sob seu controle - a mineradora MMX.

Um dos mais prováveis desenhos da operação de salvamento da empresa é a venda isolada da subsidiária MMX Sudeste, que engloba a mina de Serra Azul, em Minas Gerais, principal ativo do grupo.

Na operação, a MMX S.A, que tem 59,3% das ações nas mãos de Eike, seria transformada em uma holding de participações. Enquanto tenta atrair um sócio estratégico para a mina, a empresa busca alternativas financeiras como a venda de energia elétrica e dos direitos minerários em Corumbá, no Mato Grosso do Sul.

A separação da MMX Sudeste da holding é uma forma de tirar dos ombros do futuro dono do projeto de minério de ferro Serra Azul uma autuação de R$ 3,8 bilhões por tributos supostamente devidos no ano de 2007, diz uma fonte.

O grupo contesta as multas, mas a disputa com a Receita é o calcanhar de Aquiles na negociação com investidores. A ideia é que a holding concentre o risco fiscal.

Tudo caminha para que as ações de Eike, ainda controlador da mineradora, sejam diluídas em um aumento de capital, como ocorreu na venda de outras empresas. Ao longo dos últimos dois anos, companhias como LLX (logística) e MPX (energia) foram vendidas para grupos estrangeiros e rebatizadas de Prumo e Eneva.

A petroleira OGX, estopim da crise, e a companhia de construção naval OSX estão em processo de recuperação judicial. A CCX Carvão Colômbia vendeu duas minas por US$ 125 milhões à Yildirim Holding. O Porto do Sudeste, que embarcará o minério da MMX, foi 65% vendido.

A mineradora chegou a fechar uma lista com dois candidatos estrangeiros ao papel de sócio estratégico na expansão de Serra Azul, mas as negociações foram paralisadas pela queda dos preços do minério de ferro no primeiro semestre.

Sem um novo controlador será difícil ter acesso a crédito, já que o BNDES fechou as portas ao projeto após a crise do grupo. A expansão da capacidade a 15 milhões de toneladas de minério/ano requer investimento de US$ 1,4 bilhão.

Os moldes da venda do controle de Serra Azul são semelhantes à ocorrida com o consórcio Trafigura/Mubadala, que assumiu 65% do Porto do Sudeste.

A venda incluiu a transferência das dívidas da MMX para os novos donos do porto. A empresa saiu quase livre de débitos bancários, hoje de R$ 70 milhões.

Apesar disso, a MMX tem dois outros passivos que pesam nas discussões com potenciais compradores: o contrato de "take or pay" (que prevê pagamento obrigatório mesmo sem uso do serviço) para transporte ferroviário de minério com a MRS Logística e uma dívida de R$ 431 milhões com fornecedores de equipamentos.

Reestruturação

O conselho da MMX acaba de aprovar a contratação da Angra Partners, consultoria que está à frente da reestruturação da EBX, para conduzir as negociações com os fornecedores de equipamentos para Serra Azul.

Há pequenos fornecedores envolvidos, mas 90% do crédito se concentram em 10% deles. Um pedido de recuperação judicial, a exemplo de OGX e OSX, não é cogitado.

Já o contrato com a MRS está sendo discutido em uma câmara arbitral na Fundação Getulio Vargas (FGV). A MMX segue provisionando os valores correspondentes às multas por descumprir parte do contrato.

O caso foi levado também à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Ao mesmo tempo, os grupos tentam costurar uma solução amigável.

Enquanto não encontra um sócio, a MMX busca alternativas para ganhar liquidez. No dia 1º de julho, o conselho de administração aprovou a venda de parte da energia elétrica contratada pela empresa para consumir nos anos de 2016, 2017 e 2018.

A transação será intermediada pela Cia Positiva de Energia. O grupo tem disponíveis 6.120 MW nos três anos para venda no mercado livre, cujos preços explodiram este ano diante do baixo nível dos reservatórios no País.

O conselho também deu sinal verde para a assinatura de contratos de arrendamento dos direitos minerários da subsidiária MMX Corumbá, com opção de compra futura. A reportagem apurou que há um grupo estrangeiro e um nacional interessados nos ativos.

Em setembro, a MMX anunciou negociações potenciais com a Vetria Mineração, sociedade entre ALL, Vetorial Participações e Triunfo. Com aval do conselho, a MMX pode dar prosseguimento às conversas com os investidores. Uma das propostas prevê a entrada de algum dinheiro no caixa da companhia, que encerrou o primeiro trimestre em R$ 86,7 milhões.

A escolha pelo arrendamento com opção futura de compra e não a venda direta em Corumbá também é reflexo das pendências da MMX com a Receita. Assim, a outra parte pode assumir o ativo plenamente após sanada a questão fiscal.

A MMX também estuda a venda de um terminal ferroviário em Minas e não descarta se desfazer da fatia de 35% no Porto do Sudeste. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Mariana Durão, do Estadao | Leia mais em exame 21/07/2014