24 maio 2018

9 startups de fintech brasileiras que podem virar unicórnios em breve

Essas 9 startups possuem potencial para se transformar em unicórnios nos próximos anos, conheça-as

Não importa para onde você olhe, o Brasil tem um talento e um potencial gigantesco para empresas inovadoras na área de finanças – as famosas startups de fintech. A maior delas do Brasil no momento é o Nubank, com valuation estimado de US$ 2 bilhões, enquanto as principais empresas privadas do Brasil são bancos (Itaú e Bradesco) e um dos principais cases de empreendedorismo das últimas décadas também é na área de finanças (XP Investimentos).

Por conta desse potencial e talento, existem várias startups nacionais com capacidade de se tornarem fintechs. Com a retomada de investimentos e crescimento no Brasil, é possível que alguma delas já se torne um unicórnio – isto é, uma empresa com valor de mercado acima de US$ 1 bilhão – já este ano. Contudo, a proximidade da eleição pode ser um empecilho para tal já neste ano.

Várias delas estarão conosco no Fintech Conference, nosso evento para o setor que será realizado no dia 6 de junho. Teremos a participação de grandes nomes do mercado brasileiro e estrangeiro (como Eddie Deng, da Ant Financial), em um dia de muito aprendizado, networking e conhecimento de como a tecnologia vai mudar de maneira definitiva a experiência financeira. Conheça-as:

GuiaBolso
Uma das principais fintechs do Brasil, o GuiaBolso é um aplicativo espetacular para que as pessoas tomem o controle das suas próprias finanças. Conectado com seu banco, a empresa lê todas as informações, analisa e classifica de acordo com o tipo de gasto que foi. É muito interessante, pois abre vários insights que as pessoas nunca tinham pensado a resoeito.

A empresa também tem o Just, que realiza empréstimos pessoais a taxas mais baratas que o mercado, colaborando para a monetização, usando a base de dados do GuiaBolso para conseguir filtrar melhor os riscos. O GuiaBolso já recebeu vários aportes, vem expandindo a equipe e os produtos (deverá entrar em crédito em breve) e está no caminho de se tornar um unicórnio neste ano ou nos próximos.

Creditas
O Creditas nasceu com nome de BankFacil – o que dava a entender que ela iria entrar eventualmente no ramo de bancos digitais, como Nubank está fazendo agora – , mas hoje ela opera com empréstimos abaixo da taxa do mercado, desde que seja dado uma garantia (como imóvel ou carro).

Além disso, a empresa funciona como um marketplace, o que faz com que diversos players estejam lá, permitindo a queda dos juros de maneira geral. Com isso, a Creditas consegue entregar empréstimos com um quinto do juro de outros players de mercado em seu processo online e simplificado.

Geru
Já a Geru também opera no mercado de crédito, mas com foco em empréstimo pessoais sem garantia e no segmento do crédito consignado, que também costumar ter taxas muito menores do que o que os grandes bancos. Além disso, a estrutura super enxuta e a plataforma online que garante maior exigência na concessão também fazem a Geru ter taxas mais atraentes.

O fato de que duas das startups já citadas focam em crédito e a outra tem uma área relevante disso explica muita coisa. Crédito no Brasil é muito caro e com muito risco, então plataformas que conseguem entender melhor o usuário ou que tenham garantias tendem a operar com taxas menores por conta disso.

4all
Entrando no meio de pagamentos, a 4all é outra startup que se mostra muito promissora e que pode ser um unicórnio um dia. A ideia dela é trazer para o Brasil uma das grandes tendências do mundo financeiro na China: o pagamento através do celular, criando uma super-plataforma capaz de fazer quase tudo.

A ideia é ser uma solução tanto no mundo de meio de pagamento quanto para varejistas, integrando tudo – como o próprio nome diz. Assim, você pode tanto pedir uma pizza através do aplicativo quanto pagar por ela dentro da própria pizzaria. A empresa opera primariamente no Rio Grande do Sul, mas vem expandindo aos poucos para outras regiões.

PicPay
Outra empresa que gostaria de fazer com que pagamentos sejam realizados pelo celular. O PicPay permite que pessoas transfiram dinheiro entre elas, ou paguem estabelecimentos através do aplicativo.

Basta conectar seu cartão de crédito, ou transferir uma quantia, e começar a realizar os pagamentos (para pessoas ou empresas). É simples e funcional, como toda startup tem que ser. Ela também permite que empresas operem com taxa ZERO (desde que você espere 80 dias para sacar seu dinheiro), o que é um grande diferencial para qualquer startup.

Contabilizei
Se tem um segmento no Brasil que é complicadíssimo, é o de contabilidade. Burocracias e mais burocracias, impostos que não acabam mais e uma grande confusão que fazem que contabilidade seja impossível de fazer sozinho. Por isso a Contabilizei surgiu com o intuito de colocar a contabilidade das empresas (a grande maioria pequenas empresas) na internet.

Isso salva tempo e dinheiro das pessoas, disruptando o mercado de contabilidade. Com isso, mais pessoas podem ter acesso aos serviços de contabilidade profissional, reduzindo as chances de errarem e terem que prestar contas para a Receita Federal. Além disso, é mais dinheiro que sobra no final do mês.

Neon
O Neon tinha acabado de levantar mais de US$ 70 milhões para expandir suas operações quando o Banco Central resolveu liquidar o Banco Neon, fruto de um acordo operacional com um banco tradicional. Alguns dias de caos se passaram, mas a empresa conseguiu retomar suas operações ao realizar uma parceria com o Banco Votorantim.

A empresa opera uma espécie de banco virtual, sem agências, mas já com conta-corrente. Deixado o caos das últimas semanas para trás, a empresa tem uma ótima oportunidade para crescer e se tornar o primeiro banco virtual completo do Brasil a nascer como startup – pois o Banco Inter já realiza tudo isso.

Bidu
Quer contratar um seguro online? Vá atrás da Bidu Corretora, uma startup que quer levar a contratação de seguros para a internet. Por lá, você acessa os seguros de diversas parceiras, com diversas modalidades: seguro auto, residencial, viagem, moto… enfim você escolhe.

A empresa está evoluindo para oferecer outros produtos de fintechs também, como cartões de crédito de parceiros (o Nubank é um deles) e planos de saúde. Ou seja, é uma empresa que olha para todo o ecossistema de startup e tenta integrá-las.

Warren
Warren Buffett é o maior investidor da história. A startup que carrega seu nome, embora por coincidência, é uma das mais promissoras para o setor de investimentos. Ele ajuda você a estabelecer um objetivo para seus investimentos (sejam eles de curto, médio ou longo prazo) e procura os melhores investimentos condizentes com esse objetivo.

Tudo isso ele faz de maneira rápida e sem que o usuário, maximizando os ganhos conforme ele vê oportunidades para tal. A empresa se estabeleceu nos Estados Unidos mas, com fundadores brasileiros, veio para o nosso país para revolucionar nossos investimentos antes de embarcar em mercados um pouco mais avançados que o nosso. por Felipe Moreno - editor-chefe do StartSe e fundador da startup Middi, era editor no InfoMoney antes Leia mais em atrase 24/05/2018

24 maio 2018



Fundos compram R$ 1,5 bi em shoppings

Leandro Bousquet, ex-BRMalls e sócio da Vinci: captação de quase R$ 500 milhões para elevar carteira de empreendimentos de 7 para 11 ainda este ano

Em menos de seis meses, fundos de investimento captaram R$ 1,5 bilhão para a compra de participação em shopping centers, num movimento de entrada de novos investidores no setor. Para efeito de comparação, a soma equivale à construção, a partir do zero, de três a quatro empreendimentos de grande porte. São recursos captados pelas gestoras XP, Vinci Real Estate e Brasil Plural e que têm sido direcionados para a compra de fatias minoritárias de 11 ativos, calculou o Valor.

A expectativa de uma retomada no ritmo de crescimento do setor explica o maior interesse. Houve também uma oferta maior por parte dos vendedores. Empresas de capital aberto passaram a oferecer no mercado fatias em shoppings não estratégicos para melhorar a sua estrutura de capital. Além disso, famílias donas de empreendimentos que estão endividadas sondam sócios para se desfazer de até 49% de seus ativos.

Parte das negociações envolvendo o montante de R$ 1,5 bilhão ainda está em andamento. Cerca de 80% dessa soma deve ser direcionada para concluir aquisições nos próximos meses.

Entre as operações recentes está a liderada pela Vinci Real Estate, numa emissão de cotas de quase R$ 500 milhões. A oferta foi finalizada há menos de um mês por meio de um fundo específico para este setor. Os recursos devem ser aplicados na aquisição, em fase de negociação avançada, de três a quatro shoppings, disse Leandro Bousquet, ex-BRMalls e sócio da Vinci responsável pela área de real estate. A intenção é elevar a carteira de 7 ativos para 11 neste ano.

O foco são empreendimentos maduros em cidades com mais de 250 mil habitantes. Entre os sete empreendimentos já na carteira estão fatias minoritárias no Shopping Granja Vianna, em Cotia; no Ilha Plaza, no Rio de Janeiro; e no Shopping Paralela, em Salvador.

Segundo Bousquet, em outubro foi concluída uma emissão de R$ 230 milhões, e, em abril, foram mais R$ 500 milhões por meio de nova oferta. Os R$ 230 milhões reduziram o nível de alavancagem e foram gastos, em dezembro, na aquisição de 12,5% do Granja Vianna, que custou R$ 32,5 milhões. O fundo, com 70% de cotistas como pessoa física, é negociado na B3 desde novembro.

Nos últimos dois anos foram avaliadas 50 "potenciais transações" pela Vinci, representando cerca de R$ 10,8 bilhões em negócios (só uma parcela foi finalizada). O Valor apurou que as famílias Sá Cavalcante e Almeida Junior, com atuação em shoppings no Sudeste e no Sul, respectivamente, estiveram em contato com a gestora. A Vinci não confirma as informações. "É possível que as transações não realizadas retornem ao mercado ao longo dos próximos meses", afirma o prospecto da Vinci.

A Almeida Junior nega que tenha feito contato com a gestora Vinci.

"Nessa fase de retomada do setor, quase todos estão vindo com gestão ativa do portfólio. No nosso caso há um pacote mínimo de governança corporativa que é aplicado", diz Bousquet.

Na XP Gestão de Recursos, uma oferta de emissão de cotas de R$ 780 milhões foi informada em maio, por meio de fundo criado no ano passado. A oferta tem como foco a compra de participação nos shoppings e no outlet da JHSF Participações. "É operação com dinheiro carimbado porque o investidor entra no fundo e sabe o que está comprando", diz uma fonte ouvida.

Na operação entre XP e JHSF, o Valor apurou que está sendo vendida, por R$ 745 milhões, 30% da carteira que reúne o Shopping Cidade Jardim, Shopping Bela Vista, Shopping Ponta Negra, Catarina Fashion Outlet e Cidade Jardim Shops, este último ainda a ser construído em São Paulo. No começo do mês, foi informada a assinatura do compromisso de compra e venda entre as partes. A transação ainda não foi finalizada. O "cap rate de entrada" é de 7,7% (rentabilidade esperada com a aquisição dos ativos). Quanto menor esse índice, maior a qualidade do ativo comprado (a compra de parte do Shopping Higienópolis pela Iguatemi em 2015 teve "cap rate" de 6,6%).

"Não existe mais 'cap rate' de 6%, 7%, assim como não dá para pagar mais múltiplos [para aquisição de participações] que existiam antes da crise. Muitas operações com fundos não são fechadas porque há shoppings que ainda têm a cabeça daquela época", diz um gestor ouvido.

Compõem o fundo da XP fatias minoritárias do Caxias Shopping, no Rio, do Parque Shopping Belém e do Shopping Cidade São Paulo. A gestora tem avaliado ativos de empresas abertas com administração mais profissional dos shoppings e com menores riscos em relação à governança, apurou o Valor. Procurada, a XP Gestão de Recursos preferiu não se manifestar. O fundo é negociado na B3.

As negociações com a JHSF ajudam a empresa a tentar equilibrar a sua estrutura de capital, por conta do aumento de sua alavancagem. Se for concluída, a JHSF pode não avançar na abertura de capital de seu braço de shoppings, apurou o Valor. Já a venda de fatia do Caxias Shopping pela Aliansce foi motivada por não ser mais considerado um ativo estratégico. Nessas situações, os fundos entram como uma solução para as empresas.

Paralelamente, há outro motivador para novas negociações envolvendo fundos. Está em discussão a reforma de uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) que deve impedir que fundos de pensão invistam diretamente em imóveis.

Esses fundos podem, com isso, se desfazer de suas participações em shoppings, aumentando o volume de ativos para venda no mercado. Eles podem também criar fundos imobiliários com esses ativos, mas a perspectiva é que isso ficaria caro para eles.

Uma definição mais clara sobre esse assunto é esperada para os próximos dias, quando o CMN se manifestar. "Uma série de encontros estão acontecendo entre fundos de pensão e gestoras para tentar entender como esses fundos devem se posicionar se isso avançar", diz uma fonte ouvida.

Outra gestora, a Brasil Plural, fechou em dezembro a sua primeira emissão de um fundo de shoppings, em R$ 186 milhões, mas o valor ficou abaixo da captação esperada, de pouco mais de R$ 300 milhões. Há um imóvel na carteira, o Maceió Shopping. Procurada, a gestora preferiu não comentar.Publicado em 24/05/2018 por Valor Online Leia mais em gsnoticias 25/04/2018



LyondellBasell avalia Braskem em r$ 41,5 bi em oferta à Odebrecht

Há tempos interessada no negócio, a terceira maior produtora de resinas plásticas do mundo, a holandesa LyondellBasell, preparou sua proposta à Odebrecht na tentativa de comprar o controle da Braskem. A oferta será válida para a sócia Petrobras.

O modelo para a transação, que prevê pagamento em dinheiro e em ações da LyondellBasell, avalia Braskem em R$ 41,5 bilhões, ou US$ 11,5 bilhões. Trata-se de um prêmio de 12% sobre o valor da petroquímica na B3, que fechou o dia em R$ 37,1 bilhões, pouco mais de US$ 10 bilhões.

Trocando em miúdos, a avaliação equivale a R$ 52,00 por ação da Braskem, mas o pagamento não é todo em dinheiro. Listada na bolsa de Nova York (Nyse), a LyondellBasell encerrou a quarta-feira em US$ 45,5 bilhões, com a ação cotada em US$ 115,66.

A combinação dos dois negócios resultaria, sem considerar sinergias, na maior produtora mundial de resinas plásticas, avaliada em US$ 57 bilhões, com receita líquida próxima de US$ 50 bilhões - LyondellBasell com US$ 34,5 bilhões e Braskem, US$ 13,5 bilhões.

Odebrecht e Petrobras controlam a petroquímica brasileira com participações bastante próximas. O conglomerado criado por Noberto Odebrecht tem 50,1% das ações ordinárias (ON) e 38,3% do capital total, considerando a fatia em preferenciais classe A (PNA). A petroleira estatal tem pouco mais de 47% das ON e 36,1% do capital total.

A estrutura em discussão considera que a participação da Odebrecht seria paga em ações, o que daria ao grupo cerca de 10% no negócio resultante - equivalente a US$ 5,7 bilhões, sem embutir sinergias (R$ 21 bilhões). Nas conversas preliminares entre as partes já realizadas, o grupo deixou claro que busca ter atuação no conselho da empresa combinada.

Já a Petrobras receberia boa parte do pagamento em dinheiro e mais uma parcela em ações. O plano da holandesa é comprar também as ações de mercado da Braskem, pagando com uma cesta de dinheiro e ações. Consultada, a estatal não se manifestou até o fechamento desta edição.

Se concretizado, o interesse da Lyondell é que, do investimento total em Braskem, 60% seja quitado em ações e 40%, em dinheiro.

As conversas entre Odebrecht e LyondellBasell ganharam consistência durante o Carnaval e foram paralisadas no começo do mês, segundo fontes envolvidas com o tema. O diálogo sofreu interrupção diante do avanço na operação de financiamento que o grupo brasileiro está fechando com os cinco maiores bancos públicos e privados do Brasil, para obtenção de R$ 2,6 bilhões em crédito novo e alongamento de R$ 7 bilhões de dívidas já existentes. O acordo está na fase final de assinatura e envolve as ações da Braskem, dadas em garantia às instituições.

O objetivo dos envolvidos é retomar o diálogo após o fechamento da operação de financiamento. Qualquer negócio exige aval dos bancos credores. Essa é a realidade desde julho de 2016, quando foi feita a primeira reorganização de dívida da Odebrecht envolvendo a petroquímica como garantia.

Ao Valor, a Odebrecht "nega ter recebido proposta sobre a sua participação na Braskem" e afirma que "segue trabalhando em alternativas que agreguem valor à Braskem e a todos os seus acionistas". Além disso, "reafirma a intenção de manter a sua presença no setor petroquímico." Contudo, fontes próximas ao grupo confirmam a existência do diálogo.

Já a Braskem disse que não tem conhecimento do assunto, que é da alçada dos acionistas.

Além do envolvimento da alta cúpula das companhias, as conversas entre Odebrecht e LyondellBasell tem intermediários. O conglomerado brasileiro é representado, fora do Brasil, pelo Lazard. Já a holandesa é assessorada pelo Morgan Stanley e pelo executivo de fusões e aquisições Gordon Dyal, ex-Goldman Sachs.

Apesar da disposição ao diálogo, as indicações de valores feitas pelo grupo holandês até o momento foram recebidas com muito ceticismo pela controladora da Braskem, segundo o Valor apurou com pessoas próximas ao assunto.

Para seguir adiante, as negociações tem condições da parte da Lyondell. As principais são um acordo de abastecimento de nafta pela Petrobras de longo prazo e que o preço de suas ações na Nyse fique entre US$ 105 e US$ 120.

Para seguir adiante, as negociações têm condições da parte da Lyondell, como o acordo de fornecimento de nafta

Há grande preocupação a respeito da receptividade da Petrobras. A estatal tem direito a "tag along" (venda conjunta) de 100%. Mas há temor de que o negócio enfrente entraves, além do acordo de nafta, relacionados às preocupações da Petrobras com o Tribunal de Contas da União (TCU), uma vez que a oferta não é fruto de um processo competitivo formal.

A LyondellBasell aposta que este é o momento ideal para uma união das companhias - "mais oportuno do que nunca" conforme fonte com conhecimento do tema. A avaliação é que os interesses convergiram: a Petrobras quer vender, a Lyondell continua querendo comprar e a Odebrecht precisa valorizar seu ativo petroquímico. A conjunção é coroada pelo ciclo de alta do setor, que alcançou o pico no ano passado e ainda tem gerado bons resultados.

No Brasil, a LyondellBasell tem pequena operação, com uma fábrica de compostos de polipropileno (PP) para a indústria automotiva no interior de São Paulo. Além disso, importa resina produzida em outras unidades para o país.

Não é nova a tentativa de aproximação da empresa holandesa, cujo principal acionista é o investidor bilionário Len Blavatnik, de 60 anos. Há tempos, o empresário soviético vê com grande interesse a combinação das companhias.

Da união dos negócios, nasceria a maior produtora de polietileno e polipropileno do mundo. O portfólio das duas companhias, que juntas dão origem a uma gigante no setor petroquímico, é complementar. Mais do que escala em resinas, interessa à Lyondell o portfólio de produtos químicos da Braskem usados como matéria-prima em outras indústrias, como butadieno, benzeno, solventes, entre outros.

Nascido na Ucrânia, Blavatnik foi criado na Rússia e se transferiu para os Estados Unidos em 1978. Em 2007, liderou a aquisição da Lyondell Chemical, em uma operação de US$ 20 bilhões em assunção de dívidas, e deu origem à LyondellBasell após fundi-la com a Basell, da qual era dono.por Valor Econômico Leia mais em gsnoticias 24/05/2018



Multilaser pede registro para IPO

A empresa de produtos eletrônicos Multilaser submeteu à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta quinta-feira um pedido de registro de companhia aberta e para realizar uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).

A operação, que envolve lotes primário (ações novas) e secundário (papéis detidos pelos atuais sócios), será coordenada por Itaú BBA, JPMorgan, BTG Pactual, Citi, Credit Suisse e Safra, segundo o prospecto preliminar da oferta. (Por Aluísio Alves) Reuters Leia mais em dci 24/05/2018



Fintech Creditas pede registro para ser banco

A Creditas, plataforma de serviço financeiro especializada em crédito com garantia, registrou nesta quinta-feira um pedido no Banco Central para ser uma instituição financeira. Este é o primeiro pedido do tipo após o Banco Central ter regulamentado em abril a atividade das fintechs de crédito.

Segundo o fundador e presidente da Creditas, Sergio Furio, o objetivo da iniciativa é ganhar autonomia para poder operar produtos e serviços de forma independente e com custos menores.

"Pretendemos lançar por exemplo uma linha de crédito com garantia, que vai funcionar como uma espécie de cheque especial, porém bem mais barata do que as oferecidas por bancos", disse.

Criada em 2012, a Creditas oferece crédito tomando imóveis ou veículos como garantia, em parceria com instituições financeiras Sorocred, Santana, CHP e Fapa.

A regulamentação do BC em abril abriu espaço para que as fintechs possam operar sem um intermediário, seja como Sociedade de Crédito Direto (SCD), realizando operações com recursos próprios, ou como Sociedades de Empréstimo entre Pessoas (SEP).

Segundo Furio, a Creditas deve liberar cerca de 340 milhões de reais neste ano, dentro do plano de tornar a companhia a maior de empréstimos com garantia na América Latina.

Em dezembro, a Creditas recebeu aporte de 165 milhões de reais liderado pelo fundo de private equity sueco Vostok, no maior investimento de 2017 no setor na América Latina. Reuters Leia mais em dci 24/05/2018





Bancos médios dos EUA devem passar por consolidação

Oferta do Fifth Third nesta semana, de US$ 4,7 bi, para comprar o MB Financial trouxe novo ânimo para o segmento

Os bancos dos Estados Unidos em grande medida ficaram de fora da onda generalizada de fusões e aquisições dos últimos anos. Enquanto quase todos os setores de negócios viram transações com valores recorde, os grandes bancos passaram praticamente em branco. E a atividade de fusões e aquisições entre os bancos pequenos e médios - 5.607 pelo último levantamento - foi ainda menor.

Mas, na segunda-feira, quando o Fifth Third Bancorp, de Cincinatti anunciou sua oferta de US$ 4,7 bilhões pelo MB Financial, de Chicago, as ações de outros bancos na área de Chicago também começaram a subir. Os papéis do Wintrust, um banco de tamanho similar com sede em Rosemont, Illinois, encerraram o dia em alta de quase 4%, enquanto os do First Midwest, de Itasca, avançaram 3%.

As implicações são óbvias: depois de anos de poucas fusões bancárias, essa aquisição poderia ser o marco de uma virada.

As condições para as fusões e aquisições parecem estar melhores do que nunca desde a crise financeira. Taxas de juros mais altas e impostos mais baixos impulsionaram os lucros dos bancos, dando às equipes executivas plataformas mais sólidas para contemplar passos ousados. Dados divulgados na terça pelo Federal Deposit Insurance Corp. (FDIC), agência do governo dos EUA que garante depósitos bancários, mostraram que o lucro líquido dos bancos no primeiro trimestre subiu 27% em relação ao mesmo período de 2017, somando o recorde de US$ 56 bilhões.

Acionistas ativistas também começaram a pressionar, defendendo novas maneiras de elevar os lucros de nomes como Ally Financial, Comerica, Citigroup, Morgan Stanley e Regions Financial, entre outros.

E, mais importante ainda, houve uma mudança de atitude dos órgãos reguladores.

Durante grande parte do período pós-crise, as agências de supervisão fechavam a cara para qualquer transação que pudesse tornar os bancos maiores, mais complexos e mais difíceis de policiar. Várias propostas de fusão foram abandonadas porque as autoridades demoravam muito para avaliá-las, como a oferta do New York Community Bancorp pelo Astoria Financial e a do Investors Bancorp pelo The Bank of Princeton. A combinação de US$ 5,3 bilhões entre o M&T Bank, de Nova York, e o Hudson City Bancorp, de Nova Jersey, levou mais de três anos para ser concluída.

Agora, sob a presidência de Donald Trump, há claros sinais de que essa atitude vem mudando. Em 2017, o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) facilitou a fusão de bancos ao elevar, de US$ 25 bilhões para US$ 100 bilhões, o limite de ativos combinados que exige investigações reguladoras mais profundas.

Além disso, o Fed estuda mudar a forma como classifica as equipes administrativas dos bancos, de uma escala de cinco pontos para uma de quatro. Na prática, disse Rodgin Cohen, presidente sênior do conselho de administração da Sullivan & Cromwell, isso pode significar que muitos executivos vão passar de uma nota 3 ("abaixo de satisfatória") para uma 2 ("satisfatória"). No passado, ter uma nota 3 era um obstáculo para fusões, deixando à margem muitos interessados em negócios.

Outro incentivo à consolidação foi o novo projeto de lei de ajuda aos bancos aprovado na terça pelo Congresso, que vai liberar os de pequeno e médio porte de muitas das restrições que se aplicam aos megabancos, como J.P. Morgan Chase e Bank of America.

Os beneficiados mais óbvios são as instituições regionais, com ativos entre US$ 50 bilhões e US$ 100 bilhões, disse Quyen Truong, sócia da Stroock & Stroock & Lavan.

Ela destacou que esses bancos agora se encontram livres de todos os "padrões prudenciais incrementados" do Fed - exigências mais rigorosas de capital e de liquidez, limites à alavancagem e à concessão de empréstimos, comitês obrigatórios de avaliação de riscos, planos de liquidação ordenada das operações e testes anuais de resistência. Os bancos com ativos entre US$ 100 bilhões e US$ 250 bilhões ainda vão precisar passar por testes periódicos de resistência, mas vão ficar livres das outras exigências 18 meses depois da entrada em vigor da lei.

Tudo isso sugere a probabilidade de termos mais aquisições bancárias. "Acho que estamos em um possível ponto de virada", disse Cohen. "Você tem bons incentivos para fazer fusões e a remoção de obstáculos para fazer fusões."

O único porém, por enquanto, é o valor relativo das ações de bancos. Os papéis do Fifth Third tiveram a maior queda em quase dois anos na segunda-feira, de 8%, depois de os investidores receberem mal a notícia sobre a transação com o MB Financial. Criticaram, em particular, a projeção de aumento no lucro por ação em 2019 de apenas 2% - mesmo presumindo altos cortes de custos - e a estimativa de que vai levar sete anos para que se supere o impacto no valor patrimonial tangível, bem maior do que os três a cinco anos considerados normal para aquisições bancárias, segundo especialistas em fusões.

Chris Marinac, cofundadora da FIG Partners, uma firma de assessoria e análises financeiras com sede em Atlanta, disse que o Fifth Third pode ter sido pressionado a agir pelos rumores, na semana passada, de interesse no MB de outros possíveis compradores. Dois dos bancos relacionados ao MB, o US Bancorp e o Bank of Montreal, não comentaram o assunto.

A queda nas ações do Fifth Third foi "claramente um alerta" para outros possíveis compradores, segundo Marinac. "Você precisa ter sua transação bem amarrada e com um período mais rápido de retorno."

Caso uma onda de fusões e aquisições realmente ganhe força, os investidores podem acabar analisando com melhores olhos os que se anteciparem em vez dos que perderem o bonde.  por Valor Online Christopher Dilts/Bloomberg Leia mais em gsnoticias 24/05/2018



Incerteza do ano eleitoral pode afetar fusões e aquisições, diz PwC

A atividade de fusões e aquisições no Brasil em 2018 deve permanecer estável, na comparação com o ano passado, com os investidores apostando na recuperação da economia e nos efeitos que as aquisições podem ter em suas operações e resultados financeiros no longo prazo para fazer investimentos, afirma Alessandro Ribeiro, sócio da consultoria PwC.

Mas ele alerta que a incerteza provocada pelo cenário eleitoral polarizado e indefinido pode prejudicar o andamento de novas operações.

No acumulado do ano até abril, foram realizadas 195 negociações no país, uma queda de 1,5% em relação ao mesmo período de 2017,.. Leia mais em valoreconomico 24/05/2018

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FUSÕES E AQUISIÇÕES: 73 TRANSAÇÕES REALIZADAS EM ABRIL/18

   O mercado de fusões & aquisições apresenta redução no número de negócios e crescimento no montante dos investimentos, considerando as  transações registradas no primeiro quadrimestre de 2018. Queda de 3,8%, no volume, referente a 255 operações,  e um aumento de 69% no montante dos investimentos, com cerca de  R$ 98,3 bilhões.

   No mês foram realizadas 73 transações, com um crescimento de 15,3%, e investimentos de R$ 24,9 bilhões - representando uma redução de 36,4%, comparativamente ao mês anterior.... Fonte fusoesaquisicoes.blogspot



Fusões e aquisições crescem no Brasil no início do ano, aponta KPMG

No primeiro trimestre de 2018, foram realizadas 234 operações de fusão e aquisição, um aumento de 16,4% na comparação com o mesmo período de 2017. Este foi o maior número dos últimos 20 anos, segundo pesquisa realizada pela KPMG.

Já na comparação com o quarto trimestre de 2017, houve uma queda de 4,9%. Naquele período, ocorreram 246 negócios. De janeiro a março de 2018, o setor que teve destaque foi o de companhias de internet, com 38 transações, seguido por tecnologia da informação, com 26, e óleo e gás, com 24.... Leia mais em valoreconomico 23/05/2018

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Mais startups criam programas de opções de ações para executivos

Na esteira dos grandes grupos, startups estão oferecendo opções de compra de ações para os funcionários.

Conhecido como "stock options", o modelo de bonificação é geralmente cedido a executivos em postos de liderança, atrelado ao desempenho da empresa.

As ações são vendidas a um preço pré-estabelecido, depois de um determinado período de permanência do profissional na organização. A iniciativa funciona para manter e atrair  talentos que dificilmente iriam trabalhar em uma companhia em crescimento, sem um bom pacote financeiro.

Na Endeavor, organização de estímulo ao empreendedorismo que apoia mais de 300 empresas em oito cidades do Brasil, cerca de 15% do total já utilizam o método... Leia mais em valoreconomico 24/05/2018



LyondellBasell volta a rondar a Braskem

Após várias conversas com a Odebrecht com o objetivo de comprar a Braskem, a companhia holandesa LyondellBasell prepara uma nova oferta pela petroquímica, segundo fontes com conhecimento do assunto.

Terceira maior produtora global de resinas, a empresa passaria a ser líder global do setor com a aquisição da companhia brasileira, que tem a Odebrecht e a Petrobrás como controladoras. A holandesa já teve conversas com o grupo brasileiro em outubro e em dezembro do ano passado, apurou o jornal O Estado de S. Paulo.

Como a Petrobrás já anunciou sua intenção de se desfazer da Braskem, o desafio da LyondellBasell seria a negociação com a Odebrecht. O grupo, em dificuldades financeiras após o envolvimento na Operação Lava Jato, cogitaria manter uma parte das ações, para virar sócio, ainda que minoritário, de uma companhia bem maior, segundo fonte próxima ao tema. A holandesa voltaria a ter ativos no Brasil com o negócio - no passado, atuou no País em parceria com a Suzano.

A Odebrecht negou ter recebido proposta. A Braskem não comentou. A Petrobrás não respondeu o contato. A Lyondell Basell não foi encontrada. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Leia mais em dci 24/05/2018



Brasil é atrativo para investidores estrangeiros

 Segundo o presidente do conselho consultivo do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef), Carlos Alberto Bifulco, mesmo com o adiamento das reformas, as empresas estrangeiras mantém interesse em investir em longo prazo no Brasil.

Para ele, o País continua atrativo aos investidores estrangeiros, pois dá sinais de segurança financeira e de um mercado atrativo, uma vez que a instabilidade política se encerre com a realização das eleições no final deste ano. “A situação atual é um pouco complicada, o mercado financeiro estava vindo muito bem até a desistência da votação da reforma da previdência e o que ela sinalizou, além da recente expansão da economia americ a n a”, comenta ao DCI.

“Mas o cenário ainda é positivo, existe muita gente esperando para investir aqui, eles sabem principalmente que o Brasil tem reservas cambiais muito fortes”, afirma.

Carlos Bifulco comenta ainda que o momento é de observação com a alta da taxa do dólar e questiona os recentes cortes da taxa de juros básica, Selic, feitos pelo Banco Central (BC). “Não entendi como o Banco Central continuou baixando até pouco tempo a taxa de juros. Não faz sentido porque o efeito da Selic é relativo quando comparado às taxas altíssimas oferecidas pelos b a n c o s”, pondera.

Premiação do setor A Pe t ro b ra s foi a vencedora do Prêmio Golden Tombstone 2018. A operação classificada como vitoriosa foi a oferta de US$ 9,6 bilhões em bônus (bonds) no mercado internacional realizada no ano passado.

Essa emissão concorreu com outros nove finalistas. Leia mais em dci 24/05/2018



23 maio 2018

Banrisul anuncia fundo de R$ 50 milhões para as fintechs

Banco será investidor âncora, com aporte de R$ 25 milhões

O Banrisul anunciou nesta quarta-feira (23), durante o 11º Fórum Internacional de Tecnologia da Informação (foto), a instituição do primeiro fundo de corporate venture totalmente voltado às fintechs. Pioneiro no mercado, o Fundo Fintech Ventures foi estruturado em conjunto com a Gama Investimentos. Como investidor âncora, o Banrisul aportará R$ 25 milhões e buscará, com a Gama, outros R$ 25 milhões junto a investidores privados. O diretor de Tecnologia da Informação do Banrisul, Jorge Krug, explica que as fintechs já integram o ecossistema de negócios financeiros do Brasil. Elas já são mais de 400 no país, combinando tecnologia com modelos de negócios inovadores. “Queremos ser cada vez mais eficientes e oferecer soluções melhores, mais ágeis e mais amigáveis aos nossos clientes, sem abrir mão da força da nossa tradição”, afirma ele. “Não temos dúvida de que o Banrisul e seus parceiros e clientes têm muito a ganhar com a nossa exposição e uso das fintechs por meio do Fundo”.

Pela iniciativa, o Banrisul receberá as fintechs investidas, em formato open banking, num processo a que Krug chama de sinérgico, por promover mútuo crescimento. Uma equipe composta por empreendedores e executivos com experiência acumulada em tecnologia, mercado financeiro e na administração de fundos de venture capital e private equity fará a gestão do Fundo Fintech Ventures.

A Era da Disrupção 
A atualidade e o futuro da transformação digital foram temas destacados no primeiro dia do Fórum Internacional de TI Banrisul. Na 11ª edição, que tem como tema central A Era da Inovação Disruptiva, o Teatro do Bourbon Country estava completamente lotado na solenidade de abertura, que ocorreu na manhã de quarta-feira (23).

No primeiro painel do encontro, A Era da Disrupção Transformando Empresas, o painelista Carlos Giusti, sócio da empresa PwC Brasil, afirmou que “quando a gente fala de tecnologia, inovação e transformação, temos que entender que isso passa por comportamento humano. Eu não consigo criar valor para o meu negócio se eu não atender uma necessidade reconhecida de meu usuário ou cliente”.Giusti enfatizou que “se a gente prestar atenção aos grandes modelos de negócios disruptivos dos últimos anos, veremos que a tecnologia utilizada está presente de forma madura há uma década. O que é disruptivo é o modelo de negócio, é entender demandas, abandonar o que se tem hoje e construir novos modelos a partir de uma tela em branco”.

Para o painelista Frank Meylan, sócio da empresa KPMG Brasil, a disrupção digital mudou radicalmente o ambiente de negócios e as funções de atendimento estão sendo digitalizadas. “A digitalização é pegar o processo que se tem hoje e embutir tecnologia, e a transformação digital é mudar o modelo de negócios. Isso exige uma forma de pensamento mais radical e um entendimento de como será a indústria no futuro”, ressaltou. Uma pesquisa feita pela KPMG constatou que os executivos estão vendo a transformação digital com uma grande ansiedade. “Os CEOs acreditam que os próximos três anos vão ser muito mais críticos para as suas indústrias do que os últimos 100 anos. É diferente você falar de digitalização e falar de transformação digital. Na digitalização é você pegar o processo como ele está hoje e embutir tecnologia para ganhar eficiência. Transformação digital é você repensar o se modelo de negócio”, atestou Meylan.

Internet das Coisas
O palestrante Laércio Albuquerque, presidente da empresa Cisco Brasil, que participou do segundo painel Uma Viagem pelo Mundo da Internet das Coisas, demonstrou onde nós estamos inseridos neste assunto, trazendo para a realidade do Brasil. “Conectar coisa com coisa diretamente é uma guinada total em termos de inovação tecnológica. E isso vai afetar literalmente todas as áreas que se possa imaginar, desde a área da saúde, até o agronegócio, por exemplo”, definiu Albuquerque.

Sobre o agronegócio, aliás, ele destacou que é um dos setores com maior automação e informatização, atualmente. Para ele, é fato que os modelos de negócios irão mudar. Antes, mudava a maneira de fazer o negócio. A Internet of Things (IOF – sigla em inglês para internet das coisas), reinventará completamente a experiência do consumidor. A IOF nada mais é do que “sensorizar” uma cadeia de produção, dando todo o tipo de informação sobre as diversas etapas do processo, até a sua conclusão.

Essas novas informações, exatas e detalhadas, chegarão às mãos do gestor, podem e mudarão todo esse processo e a linha de produção. Lembrando um tema importante, as Smart Cities (Cidades Conectadas), o presidente da Cisco Brasil dá exemplos de como esta tecnologia não é um luxo, mas sim um investimento em qualidade de vida. “Bueiros e lixeiras que sinalizam quando devem ser esvaziados ou limpos; idosos que utilizam um colar que sinaliza e chama o atendimento de emergência em casos de mal súbito; são apenas algumas das infinitas utilidades que se pode ter em uma cidade”, concluiu.

Até 2020, teremos 50 bilhões de devices (dispositivos) conectados, e o dado será processado diretamente na “ponta final”, não mais será enviado para uma “nuvem”, que então retorna uma resposta. A resposta tem que ser, e será imediata. “A palavra transformação digital já passou. Transformação digital a gente já vive ela. Não é de hoje. Nós todos já somos completamente digitais. Então, as nossas empresas, os negócios não têm mais projetos de transformação. O que temos são projetos de uma era em que milhões de cidadãos já se transformaram e digitais. Todo o mundo, dos mais novos aos mais velhos já são digitais”, opinou.  Por Dirceu Chirivino Leia mais em amanha 23/05/2018


23 maio 2018