24 fevereiro 2017

Brasil será destaque em fusões neste ano, diz PwC

As operações de fusões e aquisições nos segmentos de energia elétrica somaram US$ 293 bilhões em 2016, montante recorde e 47% superior ao registrado em 2015, de acordo com um levantamento da PricewaterhouseCoopers (PwC).

Para 2017, a expectativa é de continuação do crescimento. Segundo Arthur Ramos, sócio da PwC Brasil especialista no setor de energia, o Brasil deve ter destaque nesse cenário, com a conclusão da compra bilionária da CPFL pela chinesa State Grid, além de outras operações esperadas, como a privatização das distribuidoras da Eletrobras.

"Temos um terreno fértil para transações", disse Ramos. Ao mesmo tempo em que há muitos investidores com situação financeira confortável para comprar ativos, o mercado brasileiro no setor elétrico enfrenta diversos problemas.

A redução da demanda por energia é outro problema que pressiona algumas empresas do setor elétrico no país. "A demanda vai voltar, mas ao longo do tempo. Quem estava no meio do caminho de projetos, com balanço mais fraco e dificuldade de financiamentos, acaba sofrendo. Ao mesmo tempo, há muitos investidores interessados e com caixa, que olham oportunidades", disse Ramos. Segundo ele, o cenário é mais favorável para investidores internacionais.

Outra questão no país que incentiva operações de fusões e aquisições envolve problemas das empresas que quebraram ou entraram em recuperação judicial. "Esses problemas que atrasam tudo precisam ser resolvidos. O ambiente é propício para transações porque todo mundo está interessado em resolver esses imbróglios."

De acordo com Ramos, há muitos ativos à venda no setor elétrico brasileiro e uma consolidação "é algo provável", liderada por aquelas companhias mais bem estruturadas.

No relatório global da PwC, das operações de fusões e aquisições de 2016, US$ 148,7 bilhões foram na área de energia, que inclui ativos de transmissão, distribuição e geração convencional. O montante representou alta de 77% ante 2015. Na área de ativos de gás, foram US$ 106 bilhões, ganho de 77,3%. Na área de energia renovável, foram US$ 38 bilhões, queda de 31,3%.

A América do Norte liderou as operações, com 57% do total do volume financeiro negociado. A região da Ásia Pacífico ficou em segundo, com 18%, seguida pela Europa, com 17%. O grupo composto por América Latina, Oriente Médio e África somou apenas 8% do total.

"A perspectiva é de que o volume de transações vai continuar crescendo. Evidentemente, nos Estados Unidos há uma expectativa de que o [Donald] Trump vai levar adiante um processo no setor de óleo e gás, carvão também", disse.

Segundo Ramos, o Brasil acabou não tendo destaque no relatório de 2016 pois as maiores operações do setor elétrico não foram concluídas naquele ano. A compra da CPFL, por exemplo, só foi concretizada em janeiro.

O grande número de oportunidades de investimentos no país, combinado à expectativa de retomada da economia, deve resultar num elevado volume de transações neste ano. "Saímos de um patamar baixo na economia no ano passado, e infraestrutura é uma das saídas para retomar investimentos. Precisamos colocar alguns negócios nos eixos, isso deve levar a novas transações, um ambiente forte para 'deals'", disse.

Mesmo as incertezas políticas não devem afetar essa expectativa. Para Ramos, o investidor olha mais os fundamentos econômicos do que a situação política de curto prazo. Como o setor elétrico oferece contratos com bons retornos e fundamentos, "acho que fica tranquilo garantir os investimentos", afirmou. Valor Econômico - Camila Maia - Leia mais em nma16/02/2017

24 fevereiro 2017



Fusão em Minas Gerais dá origem a uma das maiores corretoras de seguros do Brasil

Com a união das empresas Vertex e Forts, anunciada ontem, nova companhia de seguros deve ter crescimento de 60% em 2017

Apesar da instabilidade econômica pela qual passa o país, o mercado de fusões e aquisições começou o ano com boas notícias. Depois de apresentar queda de 20% no número de operações no Brasil em 2016, quando foram registradas 597 negociações, esse mercado iniciou 2017 em alta. Dados do relatório mensal elaborado pela empresa de consultoria e auditoria PwC Brasil revelam que houve, em janeiro, 45 transações, o que representa um crescimento de 6% em relação ao mesmo mês de 2016. Neste cenário promissor para o ano, uma das negociações que acaba de ser anunciada é a fusão da Vertex Seguros e da Forts Seguros. Com a operação, a nova companhia espera aumentar em 60% o faturamento da Vertex Forts.

Nos próximos dois anos, a expectativa com a fusão é de um crescimento da ordem de 20%. “Esperamos um ganho de sinergia, porque nossas operações são complementares. A Forts, apesar de ser uma empresa nova, tem profissionais com grande experiência que estão no mercado há mais de 20 anos. Eles são especializados em seguros corporativos, grandes riscos e de benefícios. A Vertex, que comemora 20 anos em fevereiro, é uma das líderes em distribuição de seguros no varejo”, explica Frederico Cattoni, presidente do Grupo Vertex, uma das cinco maiores corretoras nacionais.

Juntas, as duas empresas mineiras passam a representar uma grande parcela do mercado de seguros. “Com a fusão, vamos ampliar nosso leque de atuação, aumentar nosso poder de negociação, melhorar as condições de cobertura e, consequentemente, teremos preços mais competitivos. Todo mundo sai ganhando”, comenta Andre Emrich, acionista da Vertex. De seguros de garantia estendida a seguros de plataforma de petróleo, passando por seguro saúde, de transportes e seguros financeiros, a capilaridade de atendimento com a fusão é enorme e abrange uma ampla gama do segmento no país.

Idealizada em 1997 pelo administrador Cattoni, a Vertex iniciou sua operação em sistema de home office, em Belo Horizonte. De lá para cá, a empresa passou a ocupar uma pequena sala de 25m² na avenida Prudente de Morais e, atualmente, está sediada em um andar com mais de 500m² em Belo Horizonte. Além disso, possui escritórios em São Paulo e Rio de Janeiro. A empresa chegou à liderança nacional no segmento de concessionárias e montadoras, atendendo a 350 concessionárias e três montadoras (Mitusubishi, Audi e Suzuki), com uma carteira de 50 mil automóveis segurados.

Ascensão e liderança
A Vertex é fruto da visão empresarial de Cattoni. Aos 17 anos, o jovem trabalhava com vendas em uma empresa de informática. Um dia, foi convidado pelo chefe para trabalhar em sua outra empresa e a vender seguros de porta em porta. Em três meses, ele já era o melhor vendedor de seguros da companhia. Depois de passar por duas corretoras, Cattoni, aos 21 anos de idade, resolveu abrir a sua própria empresa. “Desde cedo, percebi que para crescer nessa área é preciso ter escala e, para ter escala, me associei a canais de distribuição”, explica.

Em 2004, a empresa firmou uma parceria com a Audi, que originou um grande salto nos negócios e a colocou em posição de destaque no cenário nacional. Em 2006 em uma operação inédita no Brasil, montou uma empresa com a Mitsubishi Motors, dando origem à MitVertex, primeira joint venture entre uma montadora de automóveis e uma corretora de seguros. A Vertex foi a responsável pela concepção, implementação e gestão dos programas nacionais de seguros das montadoras Audi, Mitsubishi e Suzuki. Em 2009, lançou o primeiro programa de seguros massificados para o comércio esportivo no Brasil em parceria com o Grupo SBF (Centauro e By Tennis). Em 2011, expandiu seus negócios e firmou parceria com a ALE Combustíveis em três canais de vendas (gestão de seguros para toda a rede de postos, gestão de seguros corporativos do Grupo AleSat e venda de seguros através dos postos de combustíveis para o cliente final). Atualmente, está presente em cerca de 1.800 postos em todo o país.

O ano de 2013 foi um período de mudança de posicionamento e de reformulação de estratégias de vendas, o que mais uma vez colocou a Vertex como uma das maiores do Brasil. Em uma megaoperação concluída em junho de 2013, a empresa vendeu sua participação no programa Mitseguro para a Mitsubishi e apostou alto no segmento do varejo. Com uma associação com a Máquina de Vendas - terceira maior varejista de eletro-eletrônicos do país, detentora das marcas Ricardo Eletro, Insinuante, Citylar, Eletroshopping e Salfer, rede de mais de 1.000 lojas e atuação em todos os estados - a Vertex passou a ser a maior gestora de seguros e serviços para o varejo do Brasil, por meio de um inovador e diferenciado modelo de negócio, passando a realizar toda a gestão dos seguros massificados e serviços da Máquina de Vendas. O canal de massificados é responsável pela gestão da operação de garantia estendida de produtos e do Caminhão da Sorte (seguros de riscos diversos com títulos de capitalização).

Para crescer e explorar o mercado de seguros, em 2013, a Vertex se dividiu em duas áreas de atuação: Vertex Affinity (venda de seguros através de canais de distribuição) e Vertex Seguros (seguros corporativos e seguros de benefícios).

Os números só ressaltam o crescimento da Vertex. Apesar dos desafios da seguros e 1 milhão de certificados emitidos por mês. Atualmente, está presente em 3.150 pontos de venda (sendo 1.350 lojas de varejo e 1.800 postos de gasolina). “Estamos no caminho certo. Hoje, a Vertex atua fortemente no setor de varejo, benefícios e seguros corporativos, temos especialistas em vários segmentos, o que nos dá propriedade para atuar nacionalmente e com todos os ramos de seguro. A fusão com a Forts ocorre num momento muito oportuno, ganhando mais escala e fortalecendo ainda mais a relação com os clientes. Com isso, trazemos para o mercado nacional uma empresa muito sólida e com grande relacionamento com as principais seguradoras do país”, conclui Cattoni.

Sobre a Forts
A Fort’s Seguros nasceu da experiência de mais de 20 anos de atuação no mercado de Seguros de seus sócios e diretores. A empresa é focada na prevenção de perdas visando ajudar os clientes na remediação de imprevistos.
Atuando nacionalmente no mercado segurador brasileiro, opera com as maiores seguradoras do país, possibilitando operações nos mais variados segmentos de seguros incluindo Transportes, Vida, Incêndio, Responsabilidade Civil Geral e Garantia.
 economia brasileira, a empresa cresceu dois dígitos (22%) em 2015 e 8% em 2016. São milhares de clientes, mais de R$ 600 milhões em prêmios anuais de seguros e 1 milhão de certificados emitidos por mês. Atualmente, está presente em 3.150 pontos de venda (sendo 1.350 lojas de varejo e 1.800 postos de gasolina). “Estamos no caminho certo. Hoje, a Vertex atua fortemente no setor de varejo, benefícios e seguros corporativos, temos especialistas em vários segmentos, o que nos dá propriedade para atuar nacionalmente e com todos os ramos de seguro. A fusão com a Forts ocorre num momento muito oportuno, ganhando mais escala e fortalecendo ainda mais a relação com os clientes. Com isso, trazemos para o mercado nacional uma empresa muito sólida e com grande relacionamento com as principais seguradoras do país”, conclui Cattoni.

Sobre a Forts
A Fort’s Seguros nasceu da experiência de mais de 20 anos de atuação no mercado de Seguros de seus sócios e diretores. A empresa é focada na prevenção de perdas visando ajudar os clientes na remediação de imprevistos.
Atuando nacionalmente no mercado segurador brasileiro, opera com as maiores seguradoras do país, possibilitando operações nos mais variados segmentos de seguros incluindo Transportes, Vida, Incêndio, Responsabilidade Civil Geral e Garantia. Leia mais em maxpress 23/02/2017



Redmas, Empresa Da Cisneros Interactive, Adquire Populis Brasil

A Populis Brasil torna-se a RedMas Brasil, adicionando mais de 250 sites afiliados e 27 milhões de usuários únicos por mês à principal rede de anúncios da América

A RedMas, empresa da Cisneros Interactive, anuncia a aquisição da Populis Brasil, uma rede de conteúdo premium com mais de 250 sites afiliados no país.

Com a integração da Populis Brasil, a RedMas fortalece sua posição como uma das principais redes de publicidade digital nas Américas, aumentando seu alcance ao adicionar centenas de sites à sua oferta e incrementando sua audiência em mais de 27 milhões de visitantes únicos por mês, um total que agora abrange mais de 162 milhões na região.

“Agora a Populis é RedMas no Brasil”, conta German Herebia, CEO da Redmas. “Com esta aquisição conseguimos iniciar nossa operação no Brasil com o portfólio completo: Audio.ad para publicidade em áudio digital, Story.ad para mídia nativa e Smartycontent, para vídeo online”, complementa.

À frente da operação no país está o executivo Rodrigo Tigre, ex-Diretor da Populis e atual sócio da RedMas Brasil. Segundo Tigre, a integração da Populis/ Redmas possibilita uma atuação maior junto ao mercado, com uma entrega 360 que inclui desde displays e conteúdo até áudio e vídeo para todos os dispositivos.

Estabelecida em São Paulo, a Redmas conta uma equipe de doze colaboradores e mais de trinta clientes, incluindo IBM, Cacau Show e Renault. Além do Brasil, a RedMas tem escritórios nos EUA, Argentina, Chile, Colômbia, México, Peru, Venezuela e Uruguai. Desde 2011 faz parte do Grupo Cisneros, um dos maiores grupos privados de mídia, entretenimento, telecomunicações e produtos destinados às comunicações de massa no mundo.

Sobre a Redmas

A Redmas, da Cisneros Interactive, é uma empresa líder em soluções de publicidade digital na América Latina e no mercado hispânico dos Estados Unidos. Oferece soluções de publicidade online por meio de diferentes frentes da empresa: Audio.ad (soluções de publicidade em áudio digital), Story.ad (especializada em publicidade nativa) e Smartycontent (unidade de negócios especializada em formatos publicitários em vídeo). A empresa também tem a representação comercial preferencial da Deezer na Colômbia. Atualmente RedMas atinge uma audiência online e móvel de 135 milhões de usuários únicos por mês na América Latina e no mercado hispânico dos Estados Unidos.

Sobre Cisneros Interactive - A Cisneros Interactive é uma divisão corporativa do Grupo Cisneros que engloba todas as suas iniciativas digitais e se concentra na publicidade digital. Possui várias empresas neste segmento: RedMas - unidade de negócios de publicidade online com 135 milhões de usuários únicos por mês na América Latina e no mercado hispânico dos EUA, e Adsmovil - principal rede de publicidade móvel da região. Outros investimentos da Cisneros Interactive incluem Audio.Ad, FLUVIP, Tail Target Latino e Coyote Media House. Leia mais em segs 23/02/2017



23 fevereiro 2017

Cade avalia até abril fusão da Bolsa com Cetip

São Paulo - O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) analisará o ato de concentração da fusão entre BM&FBovespa e Cetip até abril, conforme o pedido de prorrogação feito pelas companhias.

De acordo com parecer divulgado pelo Tribunal do órgão, na quarta-feira (22), apesar da prorrogação, a "prestação jurisdicional em prazo célere é dever do Cade, ou seja, seu exercício deve se dar em atenção aos princípios da eficiência e duração razoável do processo, devendo analisar o caso assim que disponha dos subsídios necessários para tanto".

No documento, o Cade destaca ainda que essa dilação "não prorroga automaticamente o proferimento da decisão sobre seu mérito". Conforme o documento, se todo o prazo de 60 dias chegar a ser utilizado, "uma nova dilação excepcional por decisão do Conselho não poderá superar os 30 dias restantes à ultimação do prazo excepcional final". A prorrogação foi deferida no dia 15 pela conselheira Cristiane Alkmin.

O prazo legal de uma análise de concentração é de 240 dias, podendo chegar as prorrogações ao máximo de 330 dias.

Executivos da BM&FBovespa disseram, na terça-feira (21), ter propostas adequadas para remediar preocupações do Cade sobre a fusão com a Cetip. "Apresentamos propostas adequadas para resolver as principais preocupações do regulador, que são a política de preços e o acesso a dados", disse o diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, Daniel Sonder. DCI Leia mas em portal.newsnet 23/02/2017 

23 fevereiro 2017



ArcelorMittal compra setor de aço largo da Votorantim no Brasil

O grupo siderúrgico ArcelorMittal anunciou nesta quinta-feira que sua filial brasileira fechou acordo para comprar as atividades de aço longo no Brasil do grupo Votorantim

Segundo o acordo, a Votorantim Siderurgia se converterá em uma filial da ArcelorMittal Brasil, enquanto que o grupo brasileiro possuirá uma participação minoritária na ArcelorMittal Brasil, conforme um comunicado do líder mundial da siderurgia.

As atividades combinadas de aço longo das duas empresas implicarão uma capacidade de produção anual de 5,6 milhões de toneladas, e uma campacidade anual de 5,4 milhões de toneladas.

Dessa forma, serão agrupados em um mesmo grupo cinco locais de produção da ArcelorMittal Brasil (Monlevade, Cariacica, Juiz de Fora, Piracicaba, Itaúna) e dois da Votorantim Siderurgia (Barra Mansa, Resende).

"A fusão gerará sinergias de custos, logísticos e operacionais", afirma o comunicado.

As atividades de aço longo da Votorantim na Argentina (Acerbrag) e na Colômbia (PazdelRio) não estão incluídas no acordo.

A operação, cujo montante não foi revelado, está submetida às autorizações regulamentares no Brasil, entre elas a da autoridade de concorrências. Leia mais em yahoo 23/02/2017



Sites Shop2gether e OQVestir unem operações

Enquanto o varejo de vestuário no Brasil encolheu 10,9% no ano passado, na internet, as vendas cresceram 6,4%, para a R$ 2,5 bilhões, segundo a ebit. As vendas pela internet representam 2% da receita total do varejo de moda no país e especialistas do setor estimam que essa participação possa chegar a 10% no futuro, como já acontece nos Estados Unidos e em países da Europa.

Essa perspectiva levou muitas companhias de internet e até varejistas tradicionais a abrirem suas lojas virtuais. Mas, apesar do rápido crescimento em vendas na internet, as companhias enfrentam dificuldades para lucrar. Mesmo empresas já consolidadas no setor, como Netshoes e Dafiti, ainda não atingiram lucro no país.

Para sair do vermelho, as empresas Shop2gether e OQVestir se juntaram, formando a Icomm Group, empresa que começa o ano com uma receita de R$ 160 milhões e lucro zero. Eduardo Kyrillos, diretor executivo do Icomm Group, disse que os dois sites vão funcionar de forma independente mas, as áreas administrativa, jurídica, de recursos humanos e logística serão unificadas. As duas marcas também vão operar com um único centro de distribuição.

"Com essa unificação, a Icomm ganha escala e reduz custos, o que vai permitir à companhia começar a apresentar Ebitda [lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização] positivo a partir de abril", afirmou Kyrillos. O executivo não informou qual foi o prejuízo alcançado pelas duas empresas separadamente em 2016.

Kyrillos acrescentou que a meta da Icomm Group é ter um crescimento na receita de 30% ao ano, mas, em 2017, o aumento será menor, de 25%, para R$ 200 milhões, por conta do processo de fusão.

De acordo com o executivo, apenas 20% dos clientes cadastrados já compravam nos dois sites. Ele também observa que metade das marcas eram comuns às duas lojas. "Existe muito espaço para crescer, com o fortalecimento da oferta de itens nas lojas e aumentar o número de clientes em cada loja", disse Kyrillos. - Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 23/02/2017



22 fevereiro 2017

SulAmérica tem olhado oportunidades de aquisição, diz Portella

A SulAmérica tem olhado oportunidades de aquisição e considera fazer eventuais compras, em saúde ou odontologia, caso surjam "boas oportunidades", de acordo com o presidente da seguradora, Gabriel Portella.

"Temos olhado e vamos olhar oportunidades de aquisição que sejam estratégicas e acrescentem valor como as feitas no passado. Se não tiver oportunidade, não muda a nossa trajetória orgânica", disse ele, em teleconferência com analistas e investidores, na manhã desta quarta-feira, 22.

Sobre a possibilidade de a SulAmérica ter olhado a carteira da Golden Cross, conforme noticiou a Coluna do Broad, na primeira quinzena do mês, o vice-presidente de Controle e de Relações com Investidores da SulAmérica, Arthur Farme d'Amoed Neto, afirmou, em entrevista na terça ao Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado), que a companhia não comenta.

Conforme a Coluna do Broad noticiou no dia 10 de fevereiro, a SulAmérica chegou a avaliar os números da Golden Cross para uma possível compra, mas teria desistido por conta de um grande passivo tributário e uma carteira formada, majoritariamente, por planos de pequenas e médias empresas que pode esvaziar ao trocar de mãos.

Questionado sobre a SulAmérica ter conquistado a conta do seguro saúde dos funcionários do Santander Brasil, Portella não comentou nomes específicos e disse que não há nenhum contrato novo em vigor neste ano. Afirmou, porém, que o pipeline para novas contas é grande. A analistas, d'Amoed Neto destacou ainda que o nível de capital da SulAmérica está adequado para esse e para os próximos anos. Aline Bronzati Estadão Leia mais em mackenziesolucoes 22/02/2017

22 fevereiro 2017



Ternium adquire a CSA, da Thyssen, por R$ 4,9 bilhões

Após ter investido em torno de € 8 bilhões para erguer o complexo siderúrgico da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), e não ter obtido nada de retorno, o grupo alemão Thyssenkrupp fechou ontem a venda da empresa para a companhia ítalo-argentina Ternium. O negócio foi fechado pelo valor de € 1,5 bilhão (o correspondente a R$ 4,9 bilhões).

A Thyssen tentava se livrar da CSA desde 2012, pouco depois de a siderúrgica entrar em operação em 2010, ainda com problemas operacionais e ambientais. A CSA está situada em Santa Cruz, distrito do Rio de Janeiro. Entrou em operação em meados de 2010 e dispõe de capacidade para fazer 5 milhões de toneladas de placas (aço plano semiacabado que é utilização na laminação de chapas).

O grupo industrial e de tecnologia Thyssenkrupp comunicou ontem à noite a venda da siderúrgica brasileira. A Ternium já havia mantido interesse pela CSA em 2012, mas as negociações não avançaram. No ano passado, logo depois que a Vale se desfez de sua parcela de 27% na siderúrgica para a própria Thyssen, os ítalo-argentinos voltaram a negociar.

O valor da operação - com pagamento de € 1,26 bilhão em dinheiro -, segundo informou Thyssen, foi baseado na avaliação da CSA em 30 de setembro (data do balanço fiscal 2015/2016). A diferença, € 300 milhões, referem-se a uma dívida contraída com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES).

A CSA é um complexo integrado de produção de aço. Além da usina, que faz placas de elevada qualidade (high-end), abriga um porto de águas profundas e uma geradora de energia de 490 MW.

Com isso, o grupo alemão põe fim à sua aventura no setor nas Américas. Em 2014 se desfez de da laminadora no Estado de Alabama (EUA), vendida por valor semelhante aos grupos ArcelorMittal e Nippon Steel & Sumitomo. "Com a venda da CSA, nos separamos definitivamente da Steel Americas. Isso é um marco importante no redirecionamento da Thyssenkrupp para um grupo industrial forte", disse Heinrich Hiesinger, CEO do grupo, na nota. A companhia informou que receberá entrada de fluxo de caixa que reduzirá expressivamente sua dívida financeira. E lembrou que firmou acordo com a Ternium para que continue fornecendo 2 milhões de toneladas de placas de aço da CSA por ano, em contrato até 2019, para a laminadora (Calvert) do Alabama.

O negócio representa uma grande tacada por parte da Ternium, que desde 2012 já está no Brasil como uma das acionistas do bloco de controle da Usiminas, ao lado da Nippon Steel. O grupo ítalo-argentino se posiciona fortemente no país e reforça sua estratégia nas Américas. A CSA resolve um problema de déficit no suprimento de placas que existe nas operações da Ternium no México e EUA da ordem de 3,7 milhões de toneladas por ano.

A aquisição pode ainda abrir caminho para a solução do conflito com a Nippon Steel envolvendo a Usiminas. Desde 2013, os dois acionistas disputam a gestão da siderúrgica. As desavenças ganharam tal dimensão, com afastamento de executivos da Ternium e questionamentos de decisões do conselho, que acabaram parando na Justiça de Minas.

Com um novo ativo, só seu, um caminho é uma possível saída da Usiminas - vendendo sua parte aos japoneses, ou levando ativos. A unidade de Cubatão (SP), que tem operações de laminação de aço, faria sentido, pois iria complementar a usina da CSA. E Cubatão tem também um porto.

Segundo a Ternium, em comunicado, os ativos a serem adquiridos tiveram no ano calendário de 2016 vendas anuais consolidadas de € 1,6 bilhão, despachos de 4,3 milhões de toneladas e lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) de € 256 milhões.

A Ternium antecipa que vai financiar a aquisição com empréstimo bancário e espera começar a consolidar o balanço da CSA e os resultados das operações a partir do terceiro trimestre de 2017.

"Ao concluir essa transação, a Ternium está incorporando mais uma usina siderúrgica de última geração ao seu parque industrial. Isso vai permitir aumentarmos nossa diferenciação e fortalecer nosso negócio em setores industriais estratégicos na América Latina", afirmou o presidente da companhia, Daniel Novegil.  Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 22/02/2017





OLX compra startup para lançar novo portal especializado

OLX lança site com informações sobre vizinhança de imóveis anunciados

A OLX, empresa de origem argentina dona de site de classificados on-line presente em 45 países, lançou no mercado brasileiro um portal para anúncios de imóveis para o Brasil nesta semana.

Chamado Storia Imóveis, o site vai atuar em mercado em que a própria OLX está presente e no qual possui 1,6 milhão de anúncios on-line.

Também concorrerá com portais populares no segmento, como o ZAP Imóveis (1,6 milhão de anúncios) e o VivaReal (5,5 milhões).

A novidade trazida pelo portal é a adição de informações sobre o bairro em que estão as casas e dos apartamentos anunciados.

Em cada página de anúncio estão destacados locais de interesse na região do imóvel, como bancos, shoppings e hospitais. Também há informações demográficas (renda média dos moradores e se há mais solteiros ou famílias com filhos), lista de escolas próximas e suas avaliações em rankings oficiais.

O site também terá conteúdos sobre como é morar em diferentes bairros, incluindo textos e fotos. Inicialmente o material produzido irá tratar de áreas da região Sudeste, informa a empresa.

Igor Pereira, gerente geral de imóveis na OLX, diz que a opção por dar informações sobre a vizinhança dos imóveis disponíveis para venda e locação segue o princípio de que, no mercado imobiliário, o mais importante é a localização.

"É uma premissa básica do setor que é ignorada no mercado on-line brasileiro", diz.Segundo ele, dar esse tipo de informação logo que o comprador visita um anúncio acelera as vendas, por evitar ligações desnecessárias ao corretor para pedir informações básicas sobre o local onde fica o imóvel de interesse.

DIVERSIFICAÇÃO

Pereira diz que o novo portal atende à busca da empresa por ampliar o perfil de clientes que usam seus serviços.

Segundo ele, a OLX atrai principalmente quem buscam e anunciam imóveis com valor de até R$ 500 mil. O novo portal, por sua vez, deve atender principalmente a interessados em imóveis de médio e alto padrão, diz.

Enquanto a OLX permite a qualquer pessoa fazer anúncios, a Storia Imóveis só oferecerá imóveis anunciados por corretoras e incorporadoras selecionadas pela companhia. A empresa também deve oferecer ferramentas de comunicação e gestão de vendas para os corretores cadastrados.

O site entrou no ar com cerca de 200 mil imóveis disponíveis em sua plataforma. Durante os três primeiros meses, a empresa não irá cobrar pelos anúncios.

CRISE

Apontando a crise como fator que deve impulsionar o crescimento do novo negócio, Pereira, da OLX, afirma que o cenário de retração econômica e juros altos cria a necessidade de corretoras e incorporadoras buscarem alternativas para recuperar o ritmo de vendas.

"Se eu estivesse trazendo o produto para o mercado em 2012, teria dificuldade maior para entrar, as pessoas diriam que já estavam vendendo muito, não precisavam de algo novo. Hoje, não é assim, o mercado precisa de canais que acessam consumidores mais dispostos a comprar", diz.

De fato, enquanto o mercado imobiliário sofre com a crise, os portais de anúncios na internet afirmam ter crescido nos últimos dois anos.

Eduardo Schaeffer, presidente do ZAP Imóveis, afirma que as pessoas estão demorando mais para vender seus imóveis, de um lado, e para comprar, de outro.Com isso, os anúncios ficam no ar por mais tempo e os consumidores navegam mais em seu site, diz.

Como diferencial de sua empresa para ser competitiva no mercado, Schaeffer destaca ferramenta de avaliação automática de preços de imóveis oferecida pela companhia.

O serviço, lançado em 2015, permite que qualquer usuário receba uma avaliação do preço de um imóvel baseada em cerca de 40 variáveis (como bairro, proximidade de metrô e ofertas ao redor).

Lucas Vargas, presidente do VivaReal, afirma que o site passou de menos de 3 milhões de anúncios no início de 2015 a 5,5 milhões no começo deste ano.

Ele afirma que, além de buscar impulsionar o crescimento do site, a empresa aposta na criação de ferramentas que aumentem as negociações no mercado, como serviços que ajudem corretores e incorporadoras a gerenciar suas vendas -inclusive as que são feitas sem depender do portal.

Para isso, a companhia comprou a start-up SuaHouse, de tecnologia para corretores e incorporadoras, no final de 2015, e a empresa Geoimovel, especializada no mapeamento de lançamentos imobiliários, no início deste ano. Com informações da Folhapress. Leia mais em noticiasaominuto 22/02/2017




BTG PActual esclarece que avalia e negocia transação envolvendo a Brasil Pharma

O BTG Pactual esclarece que avalia e negocia, dentre outras alternativas, uma potencial transação envolvendo a Brasil Pharma.

Sobre à B&A Mineração, o banco informou que não há nenhuma negociação atualmente em andamento ou mesmo a definição de venda por parte da BTGP.

O esclarecimento ocorre em resposta a notícias publicadas na imprensa. O BTG Pactual também informou que não é controlador da Brasil Pharma, mas sim da BTGI Stigma LLC, controlada da BTGP. De acordo com o banco, a Brasil Pharma "está atualmente em processo de turnaround", sua "performance recente tem sido insatisfatória" e "estratégias para o desinvestimento sendo avaliadas" pela BTGP. Marcelle Gutierrez Estadão leia mais em mackenziesolucoes 22/02/2017



Advent prepara venda da empresa de portos TCP e compra de farmacêutica

Depois de anunciar duas aquisições em menos de dois meses – a distribuidora química quantiQ, que pertencia à Braskem, e a faculdade gaúcha Cesuca -, o fundo de investimento americano Advent está prestes a fechar outros negócios no País. Apontado como favorito para comprar a fabricante de medicamentos genéricos Teuto, que tem a gigante americana Pfizer como sócia, o Advent também deverá concluir em breve a venda do terminal portuário TCP, de Paranaguá (PR), empresa avaliada em cerca de R$ 3 bilhões, segundo fontes ouvidas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Essas duas operações são consideradas relevantes pelo mercado, mas não são as únicas em que a gestora está envolvida, segundo pessoas a par do assunto. Fontes de mercado afirmam que o fundo de private equity – que compra participações em empresas – deverá ser um dos mais ativos no Brasil este ano.

A gestora também está em conversas avançadas para abrir o capital da farmacêutica Biotoscana, que no Brasil controla a United Medical. Além disso, avalia a Via Varejo, divisão de eletroeletrônico do grupo francês Casino. Neste último caso, ainda não há negociações em curso. A rede foi colocada à venda pela varejista francesa, que contratou o Santander para assessorar a transação.

Apesar de ter atraído a atenção de investidores de peso, como a rede chilena Falabella, Lojas Americanas e o próprio Advent, a venda da Via Varejo, dona da Casas Bahia e Ponto Frio, pode demorar mais do que o previsto, uma vez que, mesmo que a recessão acabe, o setor de eletrodomésticos deve ser um dos últimos a se recuperar.

Saúde. Com foco em setores considerados resilientes, o interesse do Advent pelo segmento de saúde tem crescido nos últimos anos. Em setembro de 2015, comprou 13% de participação do laboratório de diagnóstico Fleury, por cerca de R$ 400 milhões. Em dezembro do mesmo ano, o laboratório Biotoscana, controlado pelo fundo, adquiriu a argentina LKM. O objetivo da gestora é reforçar sua presença em saúde na América Latina. “A compra do laboratório Teuto, com foco em genéricos, reforça esse tese”, frisou uma fonte à reportagem.

As negociações entre Advent e Teuto já estiveram mais firmes no fim do ano passado, mas esbarram em preço. O ativo – que tem como acionistas a Pfizer, com 40%, e a família Melo, com 60% -, chegou a ter seu valor de mercado estimado em R$ 1,5 bilhão.

No entanto, segundo fontes envolvidas na negociação, a expectativa é de que a operação seja fechada por um valor mais baixo. O contrato poderia ainda conter metas de desempenho futuro do negócio. “Havia uma expectativa de que a Pfizer exercesse seu direito de preferência para comprar os 60% restantes da companhia. Porém, uma mudança da estratégia global da Pfizer, que pode sair do segmento de genéricos, fez a companhia rever essa posição”, disse outra fonte. Procuradas, Pfizer e Teuto não comentaram.

Outro segmento considerado prioritário pelo fundo é de educação. A compra da faculdade Cesuca, no fim de 2016, dois anos após ter saído da Kroton – que está em processo de fusão com a Estácio -, demonstra que a gestora voltou a ter apetite neste setor, apesar da redução da verba para o programa de financiamento estudantil do governo, o Fies.

Dentro do processo de união de Estácio e Kroton, o Advent pretende olhar os ativos que terão de ser vendidos pelas para obtenção do aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para a fusão.

Logística. Enquanto analisa ativos no Brasil e na América Latina – o Advent levantou US$ 2,1 bilhões, no fim de 2014, para investir na região -, a gestora poderá levantar dinheiro novo com a venda de sua fatia de 50% do terminal portuário TCP. O Advent pagou R$ 1 bilhão por 50% do terminal, em 2011. O plano inicial, segundo fontes, era abrir o capital do TCP, mas o interesse de investidores pelo ativo fez com que a gestora colocasse o negócio à venda.

Entre os cotados para ficar com o negócio estão a Dubai Ports World, a China Merchants e a APM Terminals, com sede na Holanda, que já é acionista da TCP. Procurado, o Advent não comenta. As outras empresas não retornaram pedidos de entrevista. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.  Estadão Leia mais em istoedinehiro 22/02/2017



Camargo Corrêa quer vender participação no Estaleiro Atlântico Sul

Investigada na Lava Jato, empresa liderou implantação do empreendimento no Estado

Investigada na operação Lava Jato, a Camargo Corrêa está tentando vender vários de seus ativos no País. Em Pernambuco, a participação de 50% no Estaleiro Atlântico Sul (EAS) é um deles. Hoje a empresa divide meio a meio com a Queiroz Galvão a sociedade no empreendimento. A empreiteira quer dar foco na atividade imobiliária ao invés de se dedicar a segmentos de menos estratégicos.

Assim como está acontecendo com outros ativos, os efeitos da Lava Jato estão emperrando a venda dos ativos. No caso do setor naval a situação se agrava pela crise na Petrobras (também por conta da operação da Polícia Federal), que colocou em xeque o Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) da Transpetro. Isso porque a retomada da construção de navios no País estava ancorada no programa estatal.

O desafio da Camargo Corrêa será convencer empreendedores interessados numa indústria que tenta se reestruturar no Brasil, depois de viver um longo período de dependência da Petrobras. No caso do Atlântico Sul, o estaleiro acumula uma dívida de R$ 2,5 bilhões e está tentando consolidar encomendas no mercado. Depois que a Transpetro cancelou a encomenda de sete navios com o EAS, por conta da Lava Jato e do programa de desinvestimento da Petrobras, a empresa foi ao mercado. Em dezembro do ano passado, o Fundo de Marinha Mercante (FMM) concedeu prioridade de apoio financeiro à Satco (empresa com braço em Cingapura) para aquisição de oito navios ao EAS.

Com o negócio, o estaleiro terá um investimento de R$ 2,2 bilhões e garante carteira até 2020. O pacote também significa novo fôlego para os empregos no setor em Pernambuco, que fechou 3 mil vagas entre 2014 e 2016, por conta da crise na Petrobras. Além do cancelamento dos petroleiros, o EAS também perdeu a encomenda de sete navios sonda, que seriam utilizados na exploração do pré-sal. Na avaliação do mercado, diante de tantas adversidades será difícil a Camargo Corrêa encontrar interessados em comprar sua participação no EAS quando o setor está em baixa no País e outros empreendimentos navais também estão à venda.

Por enquanto não se tem informação de interessados na compra do EAS, mas a Camargo Corrêa estava em conversas avançadas com a China Communications Construction Company (CCCC) em outro negócio, mas a transação emperrou na falta de segurança jurídica para evitar a herança das investigações da operação Lava Jato.

SOCIEDADE
A Camargo Corrêa sempre capitaneou as negociações para implantação do Estaleiro Atlântico Sul em Pernambuco. No início das negociações com o governo Federal, durante a gestão do ex-presidente Lula, o empreendimento chegou a ser chamado de Estaleiro da Camargo Corrêa. Depois a empresa se associou à Queiroz Galvão e a PJMR (grupo de empreendedores do setor naval do Rio, que foram minoritários no projeto e saíram).

A coreana Samsung chegou a ser parceira tecnológica e a ter participação de 6% na sociedade, mas também deixou o negócio em 2012. Em seguida foi a vez do grupo japonês IHI Corporation entrar também como parceira tecnológica e sócia e atingiu 33% de participação acionária. Mas os constantes prejuízos do empreendimento e necessidade da realização de vários aportes por parte dos acionistas provocaram a fuga dos asiáticos.

Após tentar implantar um plano de reestruturação no EAS e de executivos japoneses ocuparem cargos de direção, a IHI decidiu abandonar o negócio. O estopim foi a necessidade de investir R$ 500 milhões em 2015 e R$ 340 milhões em 2016 para aumentar o capital social do EAS. Procurada pelo JC a Camargo Corrêa informou que os questionamentos deveriam ser encaminhados ao EAS e o estaleiro não deu retorno o pedido de entrevista. Leia mais em confine.n10.uol 22/02/2017