03 maio 2016

FUSÕES E AQUISIÇÕES: 83 TRANSAÇÕES REALIZADAS EM ABRIL/16

  Crescimento do número de fusões & aquisições no mês de abril/16.  Foram realizadas 83 transações no mercado brasileiro, no mês de abril/2016, correspondendo a um investimento da ordem de R$ 32,2 bilhões. Representa um crescimento de 76,6% em relação ao número de operações do mês anterior e de um aumento de 191,7% dos montantes investidos.
    O valor total dos negócios no primeiro quadrimestre de 2016, alcançou R$ 64,0 bilhões, representando uma queda de 10,2%  em relação ao mesmo período do ano anterior. No volume de transações, no total de 228, também representou uma queda de 10,2%.
    Cerca de 60% das transações do 1º quadrimestre são do porte de até R$ 50 milhões - das 228 transações 141 são deste porte.
    O valor médio das transações no 1º Quadrim/2016 ficou estável, em R$ 280,9 milhões
    Os setores de TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO (TI) e OUTROS  foram os mais ativos no mês de abril.
    O maior apetite no mês ficou por conta dos investidores Estratégicos  com 70 operações (84%).
    Sob a ótica do país de origem do investidor, os de origem Nacional responderam, em abril, por 46 operações e os Estrangeiros com 37. No acumulado do ano, os Nacionais responderam por 59,2% do volume de operações e 52,9% do montante.  Por país, os EUA, com 9 operações,  foi o maior investidor, representando 41,9% dos investimentos estrangeiros.
    A maior transação no mês foi a fusão da  BM&FBovespa e a Cetip em um negócio avaliado em quase R$ 12 bilhões.
    No gráfico do acumulado dos 12 meses assinala uma mudança da direção do viés de queda, não só pelo crescimento do operações no mês, como também pela expressiva quantidade de transações de grande porte.
    Quanto às Percepções de Mercado, merece destacar: (i) Bancos esperam mais perdas com calotes. (ii) Crise é a pior em 100 anos, afirma presidente do Itaú. (iii) FMI vê Brasil encolhendo mais em 2016 e estagnado no ano seguinte. (iv) Para BC, fim do impasse político permite reação rápida da economia. (v) Valor de mercado das empresas brasileiras cresce 17% até abril.

Operações de Fusões e Aquisições divulgadas com destaque pela imprensa brasileira no decorrer do mês de ABRIL de 2016.

ANÁLISE DO MÊS

Setores mais ativos - Os 5 setores mais ativos responderam por 60,2% do total das operações e 47,5% do valor total dos investimentos.

Foram divulgadas com destaque pela imprensa neste mês 83  transações em 20 setores da economia brasileira, registrando um crescimento de 76,6 % em relação ao mês anterior ( 47 operações).

Evolução nos últimos 4 anos  - No acumulado do 1º quadrimestre de 2016, apuradas 228 operações, registra-se uma queda  de 10,2% se confrontado com igual período de 2015,  quando foram realizadas 254 operações.


Maiores apetites x maiores quedas. O segmento com maior apetite  neste mês foi o de TI, com a realização de 17 transações representando 20,5% do total.
No gráfico dos setores mais ativos nos primeiro quadrimestre de 2016, além de TI, destacam-se OUTROS  e ALIMENTOS, BEBIDAS E FUMO.
Os setores que apresentaram maiores quedas no nº de transações nos quatro primeiros meses do ano, em relação ao mesmo período de 2015, foram TI, COMPANHIAS ENERGÉTICAS e  OUTROS. Por sua vez, o setor que mais cresceu no nº de operações foi PRODUTOS QUÍMICOS E FARMACÊUTICOS.


Acumulado volume de transações dos últimos doze meses sinaliza queda - O mês sinaliza nova queda, de 2,1% do número de transações de M&A acumuladas nos últimos doze meses -  abril de 2016, com  816 operações, comparativamente com o mesmo período do mês anterior.
No gráfico do acumulado dos 12 meses, pode-se inferir ciclos distintos de crescimento e queda do número de transações,  incluindo prováveis fatores que mais estão influenciado os investimentos. Interessante assinalar a mudança da direção do viés de queda, não só pelo aumento significativo do número de operações no mês, como também pela expressiva quantidade de transações de grande porte.



Operações de pequeno porte são maioria nos últimos 3 anos. Nos últimos três anos as operações de pequeno porte - até R$ 49,9 milhões - são maioria. Por sua vez, as operações de valor superior a um  bilhão de reais  apresentaram notável crescimento.

Porte das transações: 59% das transações são do porte de até R$ 50 milhões - Das 83 transações apuradas no mês,  49 são de porte até R$ 49,9 milhões -  59,0% do total e responderam por 2,3% do seu valor.
Para este mesmo porte de operações, no acumulado do ano de 2016, registraram 141 transações representando 61,8% do total  e  3,3% do valor.


No quadrimestre cerca de 6% das operações  respondem por 68% dos montantes envolvidos - No topo da pirâmide foram apuradas 5 transações em abril, com porte acima de R$ 1,0 bilhão, representando 6,0% do número de operações e responderam por  74,9% do valor das transações. No acumulado, são 14 transações que correspondem a 6,1% e respondem por 68,4% do valor total das transações.

Crescimento de 192% do montante em relação ao mês anterior. Quanto aos montantes dos negócios realizados em abril de 2016, estima-se o total de R$  32,2 bilhões, representando um crescimento de 191,7% em relação ao mês anterior - considerando Valores Divulgados ( 87,6%) e Não Divulgados (12,4%). 
Vale notar que o montante dos investimentos de abril/16, é ligeiramente superior ao total dos investimentos apurados no primeiro trimestre de 2016.


Queda de 10,2% do investimento quadrimestral. O valor total dos negócios no primeiro quadrimestre de 2016, alcançou R$ 64,0 bilhões, representando uma queda de 10,2%  em relação ao mesmo período do ano anterior.


Valor médio das transações no 1º quadrimestre de 2016 ficou estável. Quanto ao valor médio das transações realizadas neste ano, ficou praticamente estável, alcançando R$ 280,9 milhões, contra R$ 280,8 milhões no mesmo período de 2015.


Investidores estratégicos estão com maior apetite - O maior apetite neste mês ficou por conta dos investidores Estratégicos  com 70 operações (84,3%), e responderam por 72,5% dos montantes investidos. No acumulado do ano, os estratégicos, com 183 operações responderam por 80,3% dos negócios e 74,1 % dos investimentos. Os Financeiros, por sua vez, realizaram 13 operações no mês e 45 no quadrimestre.
Predomínio dos investidores Nacionais. Os investidores de Capital Nacional foram responsáveis por 46 operações, no mês, enquanto os investidores de Capital Estrangeiro realizaram 37 operações.
No acumulado ano, os Nacionais responderam por 59,2% do volume de operações e 52,9% do montante.


Os investidores Estrangeiros responderam por 47,1% dos investimentos realizados no quadrimestre.
Por país, os EUA, com 9 operações,  foi o maior investidor, representando 41,9% dos investimentos estrangeiros.


Maior transação do mês  -  A maior transação em abr/16, foi a fusão da  BM&FBovespa e a Cetip em um negócio avaliado em quase R$ 12 bilhões. 08/04/2016

“PERCEPÇÕES” DO MERCADO - notícias que se destacaram: 
    Bancos esperam mais perdas com calotes. Os bancos estão mais preocupados com o aumento da inadimplência no país em função da deterioração da economia brasileira. O Relatório de Estabilidade Financeira (REF) relativo ao segundo semestre de 2015, divulgado ontem pelo Banco Central, mostra que, diante da situação, as instituições financeiras aumentaram suas provisões para perdas, restringiram a oferta de crédito e passaram a renegociar as dívidas dos clientes. “O cenário de retração econômica, juros elevados, piora das condições de emprego e redução no nível de confiança dos consumidores e dos empresários começou a se refletir de maneira mais pronunciada nos indicadores de crédito. Para fazer frente a esse cenário, os bancos vêm preservando a cautela na concessão de crédito, renegociando e reestruturando as dívidas dos tomadores e, no caso dos bancos privados, aumentando de modo significativo a cobertura das provisões para a inadimplência”, diz o texto.08/04/2016
    Crise é a pior em 100 anos, afirma presidente do Itaú. O Brasil atravessa uma recessão profunda e sem precedentes, que preocupa os bancos e empresas do país. O presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, demonstrou inquietação com a piora no cenário econômico. Pelas estimativas da instituição financeira, o Produto Interno Brasileiro (PIB) encolherá 4% neste ano, depois de ter se reduzido 3,8% em 2015. “O Brasil passa por um dos momentos mais desafiadores da história. Se o PIB recuar 4% neste ano, será a crise mais profunda do século”, afirmou Setubal. Na avaliação do banqueiro, nesse cenário desafiador, com “elevada incerteza” na economia e na política, há alguns poucos sinais “encorajadores”: a inflação parece finalmente ceder e as contas externas caminham para um “bom nível”. 08/04/2016
    FMI vê Brasil encolhendo mais em 2016 e estagnado no ano seguinte. O FMI (Fundo Monetário Internacional) voltou a piorar sua projeção de encolhimento da economia do Brasil este ano e alertou que as estimativas estão sujeitas a grandes incertezas, destacando a necessidade de uma política monetária apertada para levar a inflação à meta até 2017. O FMI calcula que o PIB (Produto Interno Bruto do Brasil) recuará 3,8% em 2016, contra projeção de contração de 3,5% feita em janeiro. Se confirmado, esse resultado repetiria o desempenho da economia em 2015, que foi o pior desde 1990. Na América Latina, o quadro desenhado pelo Brasil só não é pior do que as quedas de 8% e 4,5% previstas respectivamente para Venezuela e Equador neste ano, ainda segundo os cálculos do FMI.12/04/2016
    Para BC, fim do impasse político permite reação rápida da economia. A votação do impeachment não altera a estratégia de curto prazo do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, mas é vista por membros do colegiado como um importante passo para reduzir o nível de incerteza que atrapalha do trabalho desinflacionário e a retomada do crescimento da economia. Nos últimos dias, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, e o diretor de Assuntos internacionais da instituição, Tony Volpon, destacaram que o processo de ajuste da economia estaria mais avançado se não fosse a incerteza política, em conversas com investidores estrangeiros durante a reunião de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, em Washington.  18/04/2016
Valor de mercado das empresas brasileiras cresce 17% até abril. Bradesco e Petrobras são as empresas que mais se valorizaram na bolsa. O valor de mercado as empresas de capital aberto aumentou R$ 72,28 bilhões ou 17,54% no acumulado no ano até o fechamento dos mercados na terça-feira (26), aponta levantamento da provedora de informações financeiras Economatica. As 238 empresas de capital aberto brasileiras valem atualmente na bolsa R$ 484,26 bilhões contra R$ 411,98 bilhões no final de 2015. O crescimento acontece na esteira da valorização do Ibovespa, que no ano acumula alta de mais de 22%.27/04/2016

SUMÁRIO DOS DESTAQUES DO MÊS - FUSÕES E AQUISIÇÕES
A ordem da relação das transações de Fusões e Aquisições segue a data em que foram divulgadas pela imprensa e/ou  postadas no blog fusoesaquisicoes.blogspot.com. e podem ser localizadas nos endereços abaixo.

DESTAQUES DA:


DESTAQUES DO MÊS ANTERIOR


M&A - QUEM, O QUÊ, QUANDO, QUANTO, COMO e POR QUÊ
 A pesquisa FUSÕES E AQUISIÇÕES - DESTAQUES DO MÊS tem o propósito de captar o “clima” do mercado das operações de Fusões e Aquisições bem como sinalizar suas principais tendências. Trata-se da compilação de notícias visando tornar mais acessíveis e conhecidos os negócios de fusão, aquisição e venda anunciados/realizados entre empresas com atuação no Brasil. Todas as informações sobre os negócios citados no presente relatório são obtidas a partir de notícias consideradas confiáveis publicadas pela imprensa e divulgadas no “estado" pelo blog FUSOESAQUISICOES.BLOGSPOT http://fusoesaquisicoes.blogspot.com.br , não sendo feita qualquer verificação quanto à sua veracidade, precisão ou integridade do conteúdo. Sempre que possível, serão mencionados os nomes dos compradores – investidor estratégico ou fundos de private equity, dos vendedores, a tese de investimento e principais “value drivers”, o valor da transação, forma de pagamento, múltiplos praticados (Valor da Empresa/EBITDA, Valor da Empresa/Receita) etc. Muitas vezes a notícia não é clara a respeito dos valores/forma de pagamentos e respectivos múltiplos. É bem-vinda toda e qualquer contribuição para tornar as informações mais precisas e transparentes.  

03 maio 2016



02 maio 2016

Unipar fecha compra da Solvay

A Unipar vai anunciar hoje a compra dos ativos da belga Solvay no Brasil e na Argentina.

O negócio foi fechado por 200 milhões de dólares. Por Tiago Lethbridge Leia mais em primeirolugaronline.exame 02/05/2016
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Unipar Carbocloro  Fato Relevante 

Unipar Carbocloro S.A. ("Unipar" ou "Companhia"), em cumprimento ao disposto na Lei das S.A. e na Instrução CVM nº 358/02, informa a seus acionistas e ao mercado em geral que, nesta data, celebrou contrato de compra e venda de ações ("Contrato") com a Solvay Argentina S.A. ("Solvay Argentina S.A."), por meio do qual se obriga a adquirir ações representativas de 70,59% do capital social votante e total da Solvay Indupa S.A.I.C. ("Solvay Indupa"), produtora de PVC e soda, mediante o cumprimento de certas condições previstas no Contrato ("Aquisição").

O Contrato prevê, ainda, que, em decorrência da Aquisição e conforme estabelecido na legislação argentina, a Unipar deverá lançar oferta pública para a aquisição de até a totalidade das demais ações representativas do capital da Solvay Indupa, atualmente negociadas na Bolsa de Comercio de Buenos Aires - BCBA.

A Solvay Indupa possui uma planta localizada na cidade de Bahía Blanca, na Argentina, com capacidade instalada para produção de 220 mil toneladas de PVC e 160 mil toneladas de soda.

A Solvay Indupa detém, ainda, ações representativas de 99,9% do capital social votante e total da Solvay Indupa do Brasil S.A. ("Indupa Brasil"), proprietária de planta em Santo André, SP com capacidade de produção de 290 mil toneladas de PVC e 150 mil toneladas de soda, e 58% do capital social total da Solalbán Energía S.A. ("Solalban"), empresa detentora de ativos de geração de energia na Argentina.

As duas plantas industriais integradas adquiridas possuem posição geográfica privilegiada, por conta de sua proximidade a grandes mercados consumidores.

Para a Unipar, a Aquisição tem por objetivo fortalecer sua posição na fabricação de cloro, soda e outros produtos químicos derivados, além de integrar ao seu portfólio o negócio de vinílicos (PVC), no Brasil e na Argentina.

O valor da Aquisição baseia-se no valor da empresa (enterprise value) da Solvay Indupa da ordem de US$ 202 milhões, sujeito a ajustes usuais, na data do fechamento da operação, resultando, após esses ajustes, no preço a ser efetivamente pago pelas ações (equity value) da Solvay Indupa. O Contrato prevê a aquisição de 292.459.492 ações representativas de 70,59% do capital social votante e total da Solvay Indupa.

A conclusão da Aquisição está sujeita à aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica - CADE, além de outras condições precedentes usuais. A Aquisição será também comunicada à BMFBovespa S.A., à Comissão de Valores Mobiliários - CVM, à Comisión Nacional de Valores - CNV e à Bolsa de Comercio de Buenos Aires - BCBA, as duas últimas, instituições argentinas.

A Companhia manterá seus acionistas e o mercado em geral devidamente informados sobre todo e qualquer desdobramento relacionado à Aquisição. Leia mais em uniparcarbocloro 02/05/2016

02 maio 2016



Mercado de olho em fatia da Vale Presente

Carlos Wizard tem sido procurado por bancos, fundos de private equity e investidores estrangeiros interessados em comprar uma fatia da Vale Presente, empresa de tecnologia de serviços financeiros criada pelo empresário há três anos.

A Vale Presente detém hoje a maior operação de cartões pré-pagos da América Latina, e está avaliada pelo mercado em 1,5 bilhão de reais. Por: Vera Magalhães  Leia mais em radaronline.veja 02/05/2016 



Alpargatas conclui venda das operações de Toper e Rainha para Sforza

A Alpargatas informou em fato relevante que concluiu a venda das operações relacionadas às marcas Topper e Rainha ao Sforza, grupo de investimentos liderados por Carlos Wizard Martins. O negócio, avaliado em R$ 48,7 milhões, foi anunciado em 3 de novembro do ano passado.

O fechamento da operação estava sujeito a determinadas condições precedentes, que foram cumpridas segundo a Alpargatas. Uma das exigências era a reorganização societária para separação dessa unidade de negócios e constituição de uma nova empresa, denominada BRS Comércio e Indústria de Material Esportivo S.A. ("BRS").

Também foi fechado contrato de licença de uso de marca entre a Alpargatas e a BRS, para que os compradores, por meio da BRS, possam usar a marca "Topper", por até 15 anos, nos Estados Unidos e na China.

A Alpargatas informou ainda que recebeu a primeira parcela do preço de compra da operação Brasil, de R$ 24,3 milhões. O pagamento de segunda parte, no mesmo valor, corrigida pela taxa CDI, será efetuado em até 90 dias contados a partir desta segunda-feira. Leia mais em bol.uol 02/05/2016



PetroRio busca, nos EUA, sócio para fazer aquisições

Após a tentativa frustrada de compra dos campos de Bijupirá e Salema, operados pela Shell na Bacia de Campos, a PetroRio (ex-HRT) quer voltar ao mercado e está atrás de um sócio para financiar novas aquisições. Executivos da petroleira brasileira embarcaram para Houston, nos Estados Unidos, onde participarão esta semana da (OTC), uma das maiores feiras do setor de óleo e gás do mundo, em busca de fundos de investimento.

O objetivo da companhia é levantar no mercado US$ 1 bilhão, para sustentar o plano de crescimento da empresa.

Fundos de private equity e hedge funds são possibilidades, conta o diretor de Operações da petroleira, Roberto Monteiro. O cenário de baixa dos preços do barril não favorece a missão, mas ele acredita que há capital disponível para investimentos no setor. “Para campos com poucos riscos, com custos de produção baixos, existe capital”, disse.

Dona de apenas um campo de produção de petróleo, a PetroRio produz, hoje, cerca de 7 mil barris ao dia de óleo em Polvo, na Bacia de Campos, mas tem como meta atingir uma produção média de 100 mil barris/dia ao final de 2017.

Com caixa disponível de R$ 497 milhões ao final de 2015, a empresa apresentou uma proposta à Petrobras, recentemente, para aquisição de Baúna, no pós-sal da Bacia de Santos, o 12º maior campo do país, com produção de 38 mil barris diários. A expectativa é que o resultado da concorrência seja divulgado ainda em maio.

Além do programa de venda de ativos da Petrobras, a PetroRio avalia oportunidades de desinvestimentos de outras empresas no Brasil e na América Latina, onde a petroleira avalia inclusive campos terrestres. “Tem outras empresas colocando ativos à venda. Não é nosso plano ficar esperando [o programa de desinvestimentos da] Petrobras”, disse o diretor de Projetos da PetroRio, Nelson Queiroz Tanure. “Tem muita coisa à venda no Brasil.

Muitos projetos que começaram produzindo com o preço do barril alto e que se tornaram pouco atraentes para algumas petroleiras”, complementou.

A companhia está de olho em ativos em fase de produção, com reservas mínimas de 50 milhões de barris e com capacidade para produzir acima de 20 mil barris ao dia. Segundo ele, no entanto, a PetroRio “olha tudo”, desde ativos maduros como Bijupirá e Salema, a campos mais novos, como Baúna.

O importante, de acordo com Tanure, é que a companhia identifique oportunidades de redução de custos que permitam à empresa rentabilizar os negócios. “Primeiro olhamos custos. Tem um componente de custos com o qual temos que nos sentir confortáveis”, disse.

Em 2015, a PetroRio chegou a anunciar a compra de Bijupirá e Salema, por US$ 175 milhões, mas o negócio fracassou, porque a petroleira não conseguiu chegar a um acordo com a Agência Nacional de Petróleo (ANP) para reduzir os valores da garantia financeira exigida para assegurar os investimentos no abandono dos campos.

“A experiência serve de curva de aprendizagem para novas aquisições. A ANP deixou claro que não aceitará revisar os custos de abandono no decorrer de processos de venda de ativos. Temos que ter certeza a partir de agora que os valores contidos nos planos de desenvolvimento sejam compatíveis”, afirmou. Fonte: Valor Econômico Leia mais em ABEGAS 02/05/2016



Oracle compra empresa de nuvem Opower por US$ 532 milhões

A Oracle confirmou nesta segunda-feira (02) que está adquirindo a empresa Opower, especializada em serviços de nuvem e SaaS, por aproximadamente US$ 532 milhões.
Com este negócio, a norte-americana acumula cerca de US$ 1,2 bilhão de gastos em apenas três dias. Isso porque a gigante de software também adquiriu a Textura, prestadora de serviços contratuais e de nuvem, em um negócio que envolveu US$ 663 milhões.

A Opower trata-se de uma empresa de capital aberto que atua com clientes que precisam de serviços em nuvem para melhorar seu desempenho. Sua plataforma utiliza análise de dados para ajudar empresas a cortar custos, se envolverem melhor com os clientes e conseguirem atender às exigências do mercado. Entre os atuais clientes da Opower estão a PG&E, Exelon, Pepco e National Grid.

Com a aquisição, a Oracle quer criar um portfólio de nuvem mais robusto para os fornecedores de serviços públicos. "Eles [os fornecedores] querem soluções tecnológicas modernas que trabalhem em conjunto para atender às suas crescentes necessidades", disse Rodger Smith, vice-presidente sênior e gerente geral da Oracle Utilities Global Business Unit. "A combinação irá proporcionar à indústria aplicações em nuvem mais completas e modernas" disse o CEO e cofundador da Opower, Dan Yates. "Estamos muito animados para nos juntarmos à Oracle e trazer mais valor aos nossos clientes", completa.

O Conselho de Administração da Opower aprovou por unanimidade a transação, que deverá ser concluída ainda neste ano após a aprovação de entidades reguladoras de mercado. Recentemente, a Opower despediu cerca de 7,5% de sua força de trabalho, alegando que as demissões eram parte de um esforço para cortar gastos globais. No quatro trimestre de 2015, a empresa registrou um prejuízo de US$ 13,6 milhões. Leia mais em corporate.canaltech 02/05/2016



Estratégia do Fleury pode incluir aquisição

O grupo de medicina diagnóstica Fleury não descarta aquisições como parte de sua estratégia de crescimento.

Com o reposicionamento realizado desde 2013, a companhia passou a ter um nível de alavancagem baixo e apresenta um ... Leia mais em Valor econômico 02/05/2016



FUSÕES E AQUISIÇÕES - DESTAQUES DA SEMANA DE 25/abr a 01/mai/16

Anunciadas 14 operações de Fusões e Aquisições com destaque pela imprensa na semana de   25/abr a 01/mai/16. Envolvem direta ou indiretamente empresas brasileiras de 8 setores.

ANÁLISE DA SEMANA

Principais transações.


NEGÓCIOS DA SEMANA

"Market Movers" - Brasil
  • BRF faz acordo para deter totalidade de distribuidora em Omã.  O negócio foi avaliado  em 64 milhões de dólares. 25/04/2016
  • A AmBev anunciou a aquisição da fabricante da marca de sucos 'do bem'. Criada em 2007 no Rio de Janeiro, a do bem hoje tem operações na França, Espanha e Portugal. A companhia produz sucos e chás embalados e barras de cereais. 25/04/2016
  • O fundo Kinea, do Itaú, e o Global Environment Fund (GEF) compraram o controle da AGV Logística, que estava nas mãos da Tarpon. A maior parte da participação de cerca de 60% envolvida no negócio deve ficar nas mãos do GEF, enquanto o Kinea ficará como minoritário. 26/04/2016 
"Market Movers” - Exterior
  • Abbott compra concorrente local St. Jude. A Abbott, empresa americana de produtos médicos, fechou a compra de sua concorrente local St. Jude por US$ 25 bilhões. O negócio em dinheiro e ações vai criar uma das líderes mundiais no segmento de aparelhos cardiovasculares, incluindo desfibriladores, catéteres e produtos para intervenções coronárias e reparo de válvulas. A empresa combinada terá uma receita anual de US$ 8,7 bilhões na área.  29/04/2016
  • Oracle anuncia compra de empresa focada no setor de construção. De olho nos mercados de engenharia e construção civil, a Oracle está anunciando a compra da Textura, uma empresa focada justamente nesses setores. O negócio tem um valor estimado de US$ 663 milhões e deve unir as soluções da companhia adquirida com a plataforma Primavera, que já é voltada para esse mercado e deve se tornar ainda mais forte.28/04/2016
  • Nestlé e R&R criam empresa bilionária de sorvete. Nestlé: empresa fruta da parceria com R&R terá operação no Brasil, além de outros países. Uma empresa bilionária e mundial de sorvetes acaba de ser criada como resultado de uma joint venture entre a suíça Nestlé e a inglesa R&R. Batizada de Froneri, a nova companhia nasce com 2,7 bilhões de fracos suíços em vendas aproximadas e mais de 15.000 funcionários em mais de 20 países. 26/04/2016
  • Comcast comprará a DreamWorks Animation por US$ 3,8 bilhões. DreamWorks: a empresa tem um volume de negócios anual de quase 900 milhões de dólares, obtido com um número limitado de produções. O grupo americano Comcast anunciou nesta quinta-feira que pretende comprar o estúdio de cinema DreamWorks Animation, cofundado por Steven Spielberg, por 3,8 bilhões de dólares.28/04/2016
HUMORES & RUMORES

M & A - VENDA
  • Liquigás pode ser vendida por até R$ 1,5 bilhão. Liquigás: principais concorrentes da distribuidora já estão de olho na oferta, mas Ultragaz teria que se desfazer de ativos para não monopolizar mercado. A Liquigás, distribuidora e comercializadora de botijão de gás da Petrobras, começa a receber na semana que vem propostas para a venda de seu controle, apurou o jornal O Estado de S. Paulo com fontes familiarizadas com o assunto. A Ultragaz, do grupo Ultra; a Supergasbras, do grupo holandês SHV, terceira do setor; e a Copagaz, do empresário Ueze Zahan, estão entre os principais interessados no negócio, avaliado entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,5 bilhão, segundo apurou a reportagem. A estatal, que está em um amplo processo de desinvestimento, enfrenta dificuldades para se desfazer de seus principais negócios (leia mais abaixo). “29/04/2016
  • Eminence venderá 17% do capital que tem na BR Properties. BR Porperties: na véspera, a GP Investments informou que o preço a ser pago na OPA da BR Properties foi aumentado para 11 reais por ação. A BR Properties informou nesta quarta-feira ter recebido correspondência informando que a Eminence Capital mostrou interesse em vender sua participação de 17% do capital na companhia brasileira de imóveis comerciais na Oferta Pública de Aquisição (OPA) prevista para acontecer em 11 de maio. 27/04/2016
  • Fora de regra do BC, Gerador busca comprador. Com suas demonstrações de 2015 ressalvadas pelos auditores por "desvio de prática contábil", o banco pernambucano Gerador se prepara para submeter ao BC uma proposta de venda para outra instituição financeira, até a primeira quinzena de maio. A proposta, segundo o Valor apurou, inclui uma reestruturação societária e operacional da instituição financeira, cujo índice de solvência está desenquadrado há dois anos. No fim de 2014, diante dos primeiros sinais da recessão econômica, o último banco privado do Nordeste interrompeu a expansão e começou encolher. Os quatro sócios-fundadores Paulo Della Nora, Paulo Sérgio Macedo, Severino Mendonça e Antônio Lavareda - este conhecido pela atuação em marketing político - decidiram não aportar mais capital na instituição e iniciaram a desalavancagem do banco por meio da cessão de carteiras de crédito. 27/04/2016 
  • Odebrecht e bancos vão injetar R$ 6 bi para salvar a Agro. O acordo de renegociação da dívida de R$ 10 bilhões da Odebrecht Agoindustrial prevê uma injeção de R$ 6 bilhões para tentar recuperar a companhia–além de até 13 anos de prazo para o pagamento de alguns débitos. A produtora de etanol é uma das empresas mais endividadas do grupo Odebrecht e não paga os credores desde o ano passado. Os bancos tentam resgatá-la para evitar que recorra à recuperação judicial, o que lhes causaria perdas pesadas. Para cumprir sua parte no acordo, o grupo Odebrecht colocou à venda um pacote de empresas e negócios avaliados em R$ 12 bilhões. Parte do que for arrecadado vai para a Agroindustrial. Para completar a capitalização, o grupo também vai transferir para a Agroindustrial ativos de geração de energia avaliados em cerca de R$ 2 bilhões. Somando tudo, espera-se chegar à operação de R$ 6 bilhões. 26/04/2016
  • Odebrecht põe à venda participação em gasoduto no Peru. Odebrecht: "A Enagás mostrou interesse em comprar 6 por cento das ações que a Odebrecht Latinvest colocou à venda”. Odebrecht, envolvida em investigação por corrupção no Brasil, pôs à venda sua participação de 55 por cento no projeto de construção de um gasoduto no Peru, que inclui um investimento de pelo menos 5 bilhões de dólares, disse nesta sexta-feira o gerente do projeto. David San Frutos, gerente geral do consórcio Gasoduto Sur Peruano, disse à Reuters que a espanhola Enagás mostrou interesse em comprar uma pequena fatia do negócio que está à venda, para elevar de 25 para 31 por cento a participação detida no empreendimento. 22/04/2016
  • Venda da AES Sul deve sair ainda neste semestre. A venda da distribuidora AES Sul, que atende 118 municípios no Rio Grande do Sul e dos mesmos donos da Eletropaulo, caminha a passos largos. A expectativa é que o negócio seja concluído ainda neste semestre. No páreo, está a CPFL, que tem concessões na mesma área e vê ganhos de escala no negócio.25/04/2016
M & A - COMPRA
  • Via Varejo diz que estuda união com negócios de comércio eletrônico da Cnova no Brasil. A Via Varejo, rede de varejo de eletromésticos e móveis do Grupo Pão de Açúcar, afirmou nesta quinta-feira que está estudando com a Cnova uma combinação dos negócios de comércio eletrônico da Cnova no Brasil com suas operações. A Cnova, do grupo Casino, opera sites de varejo em vários países incluindo os das bandeiras Ponto Frio, Casas Bahia e Extra no Brasil. 28/04/2016
PRIVATE EQUITY
  • Brookfield negocia controle da Odebrecht Ambiental. O fundo canadense de infraestrutura Brookfield está fechando as negociações para assumir o controle da empresa de saneamento Odebrecht Ambiental, do grupo Odebrech. O valor do negócio, pela totalidade das ações da empresa, é estimado entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões. O grupo Odebrecht detém 70% do capital da companhia. A divisão de infraestrutura do Brookfield tem sido bastante ativa em aquisições no país. Tem ativos nas áreas de energia, ferrovia (26,5% da VLI) e de concessões rodoviárias (co-controla a Arteris com a espanhola Abertis). Recentemente, esteve próxima de assumir os 24,5% da OAS na holding de infraestrutura Invepar. 29/04/2016
RELAÇÃO DAS TRANSAÇÕES
  • BRF faz acordo para deter totalidade de distribuidora em Omã. BRF: companhia brasileira já detinha 40% da empresa do Oriente Médio e o negócio avaliou a distribuidora como valendo 64 milhões de dólares. A maior exportadora de carne de frango do mundo, BRF, informou nesta segunda-feira que acertou acordo para deter a totalidade da distribuidora de alimentos congelados Al Khan Foodstuff, em Omã.25/04/2016
  • Bicos recebe R$ 2 mi do SP Partners. A plataforma Bicos, que faz a ponte entre prestadores de serviço e contratantes, recebeu um investimento R$ 2 milhões do fundo SP Partners. O portal tem 40 mil cadastrados e permite a contratação de prestadores para serviços domésticos, de transporte, cuidados pessoais, aulas e para eventos. 25/04/2016 
  • Ambev anuncia compra de fabricante do suco do bem. A AmBev anunciou nesta segunda-feira a aquisição da fabricante da marca de sucos 'do bem', por valor não revelado. "A do bem chega para expandir e fortalecer a atuação da divisão de não alcoólicos da companhia", informou a AmBev em comunicado por email. "A transação não é material para a Ambev e, em momento oportuno, daremos mais detalhes”. Criada em 2007 no Rio de Janeiro, a do bem hoje tem operações na França, Espanha e Portugal. A companhia produz sucos e chás embalados e barras de cereais. 25/04/2016
  • Kinea, do Itaú, e fundo americano GEF compram empresa de logística da Tarpon. O fundo Kinea, do Itaú, e o Global Environment Fund (GEF), baseado em Washington, compraram o controle da AGV Logística, que estava nas mãos da Tarpon. A maior parte da participação de cerca de 60% envolvida no negócio deve ficar nas mãos do GEF, enquanto o Kinea ficará como minoritário — posição que costuma adotar em suas estratégias de investimento. Com sede em Vinhedo, a AGV é uma operadora logística integrada com presença em 20 Estados e fatura cerca de 550 milhões de reais.  26/04/2016 
  • Anglo American vendeu ativos no Brasil por US$ 1,5 bilhão. A grande empresa mineradora britânica Anglo American anunciou a venda de seus ativos relacionados à produção de fosfato e nióbio, localizados no Brasil, por 1,5 bilhão de dólares à empresa chinesa China Molybdenum. Estes ativos, que incluem minas, fábricas, complexos químicos e depósitos, estão situados nos estados brasileiros de Goiás e São Paulo, e tiveram em 2015 excedentes brutos de exploração (Ebitda) de 146 milhões de dólares, informou a Anglo American em um comunicado.28/04/2016
  • Neogen adquire Deoxi, empresa brasileira de genômica animal. A Deoxi foi fundada em 2008 e era concorrente da Neogen no mercado de genômica pecuária até esse momento. A Neogen Corporation  anunciou hoje a aquisição da Deoxi Biotecnologia Ltda (Deoxi), laboratório de genômica líder no país com o maior rebanho bovino mundial. A aquisição da Deoxi pela Neogen visa acelerar o crescimento do uso da genômica animal no Brasil, a partir da expansão do seu negócio GeneSeek, em um país com rebanho de mais de 200 milhões de cabeças de bovinos (como comparação, nos Estados Unidos há aproximadamente 90 milhões de bovinos). A Deoxi foi fundada em 2008 e era concorrente da Neogen no mercado de genômica pecuária até esse momento.  27/04/2016
  • Santander Brasil faz acordo com Hyundai para formar banco. O Santander Brasil firmou acordo para formar uma joint venture com a Hyundai a fim de constituir o Banco Hyundai Capital Brasil e uma corretora de seguros, informou em comunicado nesta sexta-feira. Subsidiária do Santander, a Aymoré Crédito, Financiamento e Investimento terá 50% da joint venture, enquanto a Hyundai Capital terá 25% e a Hyundai Motor Brasil terá os 25% restantes. A corretora de seguros fornecerá produtos e serviços financeiros para o financiamento de automóveis e de corretagem de seguros para os consumidores e concessionárias da Hyundai no Brasil.  29/04/2016
  • Chineses compram fatia na trading e processadora de grãos Fiagril. As companhias chinesas Hunan Dakang e sua controladora Pengxin fecharam acordo para comprar fatia na trading e processadora de grãos brasileira Fiagril, numa nova ofensiva de empresas da China no setor de commodities agrícolas para assegurar a oferta futura ao gigante asiático. Como consequência desse acordo, os acionistas da nova empresa serão a Hunan, os acionistas fundadores da Fiagril Participações S.A. e a Amerra Capital Management, segundo comunicado divulgado pela empresa brasileira com sede em Mato Grosso nesta sexta-feira. Uma fonte com conhecimento das negociação disse à Reuters que os chineses ficaram com cerca de 57 por cento da companhia. 29/04/2016
  • Financeira Omni fecha compra do Pecúnia e vai virar banco. A financeira Omni, especializada no crédito para a compra de veículos usados, vai virar banco. A instituição fechou a compra do Banco Pecúnia, que era controlado pelo francês Société Générale. O valor do negócio não foi revelado, mas a Omni já havia adquirido no ano passado a carteira de crédito do Pecúnia, considerada o ativo mais valioso do banco. A decisão de montar o banco vem em um momento difícil para o crédito. A Omni registrou lucro líquido de R$ 11 milhões no ano passado, uma queda de 69% em relação a 2014. Para 2016, a meta é manter o resultado estável, diz Silva. O índice de inadimplência da instituição, historicamente superior à média do sistema, subiu de 9,29% para 11,02%. 22/03/2016
  • Septodont adquire fábruca de anestésicos DLA. A Septodont adquire a DLA (unidade produtiva de anestésicos injetáveis para odontologia) da Dentsply International, localizada em Catanduva, São Paulo. A aquisição foi realizada através de sua afiliada brasileira, TDV. Hoje, a Septodont é líder mundial na fabricação de anestésicos injetáveis para odontologia, produzindo anualmente mais de 500 milhões de cartuchos de anestésicos. 02/02/2016
  • Fusão cria empresa de pagamentos maior que o PayPal no país.  As empresas alemãs de pagamentos móveis Payleven e SumUp acabam de assinar um acordo de fusão.  Só no Brasil, a companhia combinada vai processar um volume total de pagamentos (TPV) superior a 1 bilhão de reais por ano, o que a posicionaria entre as três maiores facilitadoras do país, à frente do PayPal e atrás da PagSeguro e da MercadoPago, operadora das transações do MercadoLivre. Ela terá presença em 15 países e uma base de 1 milhão de usuários, 260.000 deles brasileiros. A SumUp tem entre seus investidores o banco espanhol BBVA e o Groupon, enquanto a Payleven já recebeu aportes de fundos como o Rocket Internet. Por meio de um processo de “stock swap”, os investidores locais trocaram suas ações por participações na holding originada da fusão A nova SumUp já nasce com um time de 150 pessoas no Brasil (97 vindos da Payleven e 53 da SumUp). Até o fim do ano, os funcionários devem somar 190, mesmo com sinergias. 27/04/2016
  • Global Rastreamento adquire empresa de Teófilo Otoni. Com atuação em todo o território nacional, a Global Rastreamento anunciou a aquisição do grupo Tático Rastreamento, sediado em Teófilo Otoni, no Vale do Jequitinhonha. A nova aquisição faz parte do projeto de expansão do grupo. Com a mudança, os clientes Tático Rastreamento de Teófilo Otoni, Capelinha, Turmalina, Nanuque e toda a região dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri passam a contar com as vantagens e serviços de assistência diferenciados da Global Rastreamento. Além da aquisição da empresa em Teófilo Otoni, a Global Rastreamento tem planos de novas aquisições ainda para este ano, expandindo a capacidade de atendimento e a rede de credenciados.  01/05/2016
  • Para crescer, grupo mineiro quer comprar shoppings endividados. O grupo mineiro Tenco mudou a estratégia de expansão para aproveitar o mercado em baixa. Em vez de apenas construir novos shoppings, a empresa passa a comprar empreendimentos prontos de proprietários com dívidas. A primeira aquisição  foi feita em março, de um shopping em Jaraguá do Sul (SC). O valor do investimento foi de R$ 120 milhões, 30% pagos ao proprietário e 70% em financiamento do imóvel assumido pelo Tenco.  02/05/2016
RELATÓRIOS - DESTAQUES DA SEMANA
QUEM, O QUÊ, QUANDO, QUANTO, COMO e POR QUÊ
 A pesquisa FUSÕES E AQUISIÇÕES - DESTAQUES DA SEMANA tem o propósito de captar o “clima” do mercado das operações de Fusões e Aquisições bem como sinalizar suas principais tendências. Trata-se da compilacão semanal das notícias visando tornar mais acessíveis e conhecidos os negócios de fusão, aquisição e venda realizados entre empresas com atuação no Brasil. Todas as informações sobre os negócios citados no presente relatório são obtidos a partir de notícias publicadas pela imprensa e divulgadas no “estado" pelo blog FUSOESAQUISICOES.BLOGSPOT http://fusoesaquisicoes.blogspot.com.br, não sendo feita qualquer verificação quanto à sua veracidade, precisão ou integridade do conteúdo. Sempre que possível, serão mencionados os nomes dos compradores – investidor estratégico ou fundos de private equity, dos vendedores, a tese de investimento e principais “value drivers”, o valor da transação, forma de pagamento, múltiplos praticados (Valor da Empresa/EBITDA, Valor da Empresa/Receita) etc. Muitas vezes a notícia não é clara a respeito dos valores/forma de pagamentos e respectivos múltiplos. É bem-vinda toda e qualquer contribuição para tornar as informações mais precisas e transparentes. Caso o conteúdo estiver em desacordo, nos contate que estaremos retirando o mesmo ou corrigindo a respectiva  informação. Blog FUSÕES & AQUISIÇÕES



Mobius investe no Brasil porque impeachment não foi precificado

A Franklin Templeton está ampliando seus investimentos no Brasil apostando que o esperado impeachment da presidente Dilma Rousseff, neste mês, impulsionará os ativos do país.

O impacto da possível remoção de Dilma ainda não está totalmente precificado nas ações brasileiras, disse Mark Mobius, presidente-executivo do conselho do Emerging Markets Group da gestora de fundos, em entrevista televisiva à Bloomberg Markets Middle East.

O real, que teve uma valorização de 15% neste ano, é sua moeda favorita entre os mercados emergentes, disse ele.

Dilma pode ser forçada a sair temporariamente em meados de maio se uma maioria simples de senadores decidir em votação que ela deve ser julgada por supostamente ter maquiado as contas públicas para mascarar o tamanho do déficit orçamentário.

O vice-presidente Michel Temer, que seria seu sucessor, está montando uma equipe "market-friendly" que os investidores esperam que resolva rapidamente os problemas econômicos do Brasil. Essas apostas já começaram a impulsionar uma alta do real, embora membros do PT digam que Temer reduziria programas sociais para atender aos interesses do empresariado.

"Estamos adicionando dinheiro no Brasil", disse Mobius. "Se você olhar para onde caminhamos em comparação com as altas anteriores, notará que há um longo caminho a percorrer. Talvez mais 100% a 200%".

O Ibovespa subiu cerca de 25% neste ano com base na especulação dos investidores de que a saída de Dilma dará origem a um novo governo mais capaz de resolver os problemas econômicos e financeiros do país.

O Brasil registrou o maior déficit primário da história no primeiro trimestre, mostraram números oficiais no mês passado e a desaceleração das commodities prejudicou uma das maiores exportações do Brasil. As acusações de corrupção também assolaram a Petrobras.

As ações russas também poderão tirar proveito de grandes entradas de recursos se houver alguma decisão dos EUA ou da União Europeia de reduzir ou cancelar as sanções, disse Mobius.

O índice de referência russo, o Micex, subiu cerca de 11% neste ano e é negociado perto de uma alta recorde. Os analistas ampliaram suas projeções de lucros porque a recuperação do petróleo aumenta a probabilidade de o país emergir da recessão mais rapidamente.

"A outra grande oportunidade é a Rússia, porque está fechada para nós e para muitos outros investidores por causa das sanções", disse Mobius. "Se as sanções forem retiradas, poderemos ver um enorme aumento nas ações russas". Bloomberg Manus Cranny e Matthew Martin   (Bloomberg) - Leia mais em Uol - 02/05/2016



Consumo fraco faz varejistas repensarem atuação na Bolsa

Diante da retração do consumo no continente, grandes varejistas da América Latina começam a repensar suas estratégias. A varejista francesa Casino está considerando fechar o capital da Cnova e a chilena Cencosud congelou o plano de listar sua unidade de shopping centers em Bolsa.

No caso do braço do conglomerado francês, fontes da imprensa internacional apontam a saída da Bolsa como a melhor opção antes de uma planejada absorção da unidade de comércio eletrônico. No plano, o Casino compraria a participação de acionistas minoritários na Cnova, que seria, em sequência, dividida em três unidades localizadas na França, no Brasil e na Colômbia, afirmou a fonte, anônima, uma vez que a transação ainda está sendo discutida.

A unidade francesa da Cnova CDiscount seria absorvida pelo negócio francês do Casino, enquanto a Nova.com, como a seção brasileira da Cnova é conhecida, seria fundida com a Via Varejo, rede de lojas de eletrodomésticos e móveis.

O Casino listou a Cnova na Nasdaq em novembro de 2014. Na última quinta feira (28), a Cnova afirmou a analistas que uma fusão de sua unidade brasileira com a Via Varejo está sendo analisada.

Segundo a fonte, o Casino financiaria a operação com recursos da venda de US$ 1,1 bilhão de uma cadeia de supermercados vietnamita para a TCC Holding, do bilionário tailandês Charoen Sirivadhanabhakdi.

Cerca de 6% das 441 milhões de ações da Cnova são negociadas na Nasdaq, tornando relativamente barato para o Casino deslistar a unidade. Com base nos preços atuais, o valor de um fechamento de capital poderia ser de cerca de US$ 100 milhões.

A Cnova tem valor de mercado de cerca de US$ 1,46 bilhão, com entre 40 e 45% o atribuído ao negócio brasileiro, acrescentou a fonte. No Brasil, o Casino controla o Grupo Pão de Açúcar. Procurada, a empresa não se pronunciou imediatamente.

América Latina

Já a varejista chilena Cencosud congelou o plano de listar sua unidade de shopping center em Bolsa, segundo o presidente do conselho de administração da companhia a acionistas Horst Paulmann.

"Em relação ao IPO, vemos que agora não é o momento, por isso estamos colocando em espera. Vimos outras empresas que têm ido ao mercado com IPO e não tem sido satisfatório", disse ele em conferência com analistas.

A Cencosud é dona dos supermercados Jumbo, da rede de loja de departamentos Paris e da cadeia de produtos domésticos Easy, e tem operações em cinco países da América Latina, inclusive no Brasil. Da Redação e Reuters - DCI Online Leia mais em portal.newsnet 02/05/2016



Estados vendem patrimônio para cortar gastos

Na busca por receitas extraordinárias, Estados vasculham seu patrimônio para verificar ativos capazes de atrair investidores privados, mesmo num momento de retração da economia. A ideia é livrar-se de ativos que geram prejuízos e despesas, principalmente daqueles que estão fora das atribuições essenciais de um governo estadual.

A Bahia, por exemplo, pretende, até agosto, passar a novas mãos a rede de supermercados Ebal, que até o ano passado contava com 275 lojas espalhadas por todo o território baiano e gerava despesas de R$ 7,7 milhões mensais com salários. Após uma reestruturação que inclui enxugar a rede para 98 lojas, o preço mínimo que o Estado pretende exigir é de R$ 81 milhões.

Em Alagoas, os planos imediatos são vender o banco do Estado, o Produban, atualmente em liquidação, e atrair investidores privados - o modelo ainda não está fechado - para colocar em atividade o Lifal, laboratório farmacêutico do governo que, mesmo desativado há uma década, gerava despesas próximas a R$ 7 milhões ao ano.

O Estado de Goiás também tem uma indústria farmacêutica que deve ser incluída no programa de desmobilização. A ideia do programa é fazer um inventário de todos os ativos que possam ser transferidos para o setor privado, de alguma forma, seja por alienação, concessão ou parceria.

Entre as operações mais imediatas, estão a concessão de estradas e a venda de imóveis. O objetivo é o "Estado mínimo", diz Ana Carla Abrão Costa, secretária de Fazenda do Estado. A expectativa é que o programa contribua para gerar receitas extraordinárias que façam frente aos restos a pagar de Goiás, que chegaram a R$ 3,5 bilhões de 2015 para este ano.

Na região Sul, o governo do Rio Grande do Sul vai lançar ainda neste ano programas de venda de ativos, de concessões e de parcerias público-privadas. Os planos têm como alvo desde imóveis ociosos e unidades da Companhia Estadual de Silos e Armazéns (Cesa) até rodovias, sistemas de esgoto, construção e manutenção de escolas e um parque zoológico.

Em inventário em andamento, o governo já identificou 214 imóveis "inservíveis" no Estado, parte deles ocupada irregularmente, além de cerca de 180 terrenos no município de Tapira, no Paraná, que faziam parte de um antigo projeto de colonização financiado pelo extinto Banco Pelotense e foram incorporados há décadas pelo Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul).

Até agora o Estado não tinha um mapeamento consolidado dos imóveis que possui. O levantamento, iniciado em 2014, já identificou quase 2,7 mil unidades, mas a estimativa é que o número alcance de 8 mil a 11 mil, sendo cerca de mil considerados "inservíveis". A lista inclui terrenos, prédios, lojas, casas, apartamentos, boxes de estacionamento e até duas cadeiras no estádio Beira-Rio, que foram vendidas em leilão no ano passado por R$ 160 mil.

Na Bahia e em Alagoas, a perspectiva é que alguns ativos já sejam privatizados até dezembro, abrindo possibilidade de recursos extraordinários entrarem em caixa ainda este ano.

A rede de supermercados Ebal foi criada na década de 80 para garantir abastecimento no Estado e regular preços. "Não se conseguiu nem uma coisa e nem outra", conta Marco Aurélio Cohim, presidente da Ebal.

A rede, na verdade, já foi alvo de edital de venda, mas não houve interessados no leilão, em dezembro do ano passado. A reestruturação está sendo feita, explica Cohim, para tornar o ativo mais atraente. A previsão, diz, é que um novo edital saia até junho e em agosto o supermercado já esteja em novas mãos. "Alienar a Ebal é um desejo do governador [Rui Costa (PT)] desde que assumiu. É estranho ao ente público ter uma rede de supermercados. Trata-se de caso único no Brasil." Segundo Cohim, até o fim do mês a rede deve ficar mais enxuta, com 98 lojas das 275 que tinha até o ano passado e com 1.400 dos 2.700 funcionários anteriores. Foram eliminadas as lojas mais deficitárias e cerca de 50% das remanescentes estão na região metropolitana de Salvador.

Dentre as 98 lojas que restarão, há ainda unidades que dão prejuízo. "Mas possuem grande potencial se houver ajustes como elevação do volume de vendas e redução de despesas administrativas e de pessoal", diz o presidente da Ebal. Além da despesa mensal com folha, a rede acumulou até dezembro prejuízos de R$ 800 milhões. Por conta desse quadro, diz Cohim, a rede tem créditos tributários e ainda outros ativos capazes de atrair investidores, como o programa Cesta Certa, em que os servidores públicos podem fazer compras com compensação consignada em folha 45 dias depois.

Da mesma forma que a Bahia, Alagoas também tem ativos que pretende privatizar ainda este ano. O Produban, banco com mais de 99% de participação do Estado de Alagoas, é considerado prioridade. A ideia é verificar antes a venda direta a bancos públicos. Caso não dê resultado, será publica um edital até junho para a realização de um leilão público, conta George Santoro, secretário de Fazenda de Alagoas.

Segundo o secretário, avaliação da FGV aponta que o ativo pode render R$ 550 milhões ao Estado. O valor inclui, além do banco, a venda da folha de pagamentos do Estado, com 70 mil servidores, que deverá ser transferida ao Produban ao fim deste ano. Atualmente a folha é paga pela Caixa, mas o contrato expira em novembro, diz Santoro.

Além da folha de pagamentos, o banco, que está em liquidação financeira, tem outros atrativos, diz o secretário, entre eles créditos tributários e ligados ao financiamento imobiliário, como o do Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS). Atualmente o banco gera para o Estado despesa operacional de manutenção de cerca de R$ 1,5 milhão ao ano.

Outro ativo que o Estado pretende oferecer este ano é o Laboratório Industrial Farmacêutico de Alagoas (Lifal). Desativado há dez anos, o laboratório, diz Santoro, tem equipamentos em bom estado e com poucos investimentos pode voltar a operar e gerar faturamento anual de R$ 500 milhões.

A ideia, diz o secretário, é fazer com que o laboratório volte a operar com participação do setor privado. Não se sabe ainda se haverá alienação total do ativo ou de parte da participação ou se será proposto algum tipo de parceria com os setor privado. Segundo o secretário, o laboratório tem potencial para ser uma empresa rentável e há investidores interessados. Para viabilizar o negócio, conta ele, o Estado demitiu os funcionários do laboratório que até o ano passado geravam despesa anual, incluindo folha, de cerca de R$ 7 milhões. A expectativa, diz Santoro, é ter um plano mais definido para o ativo até o fim de maio.

Goiás é outro Estado que quer vender ativos que dão prejuízo ao governo. A secretária de Fazenda Ana Carla Abrão Costa lembra que o Estado já lançou por decreto um programa de desmobilização de ativos do Estado. "A ideia é fazer o Estado mínimo. É um programa agressivo pelo qual não há órgão que não seja passível de ser inserido." Segundo ela, o objetivo é manter apenas ativos que sejam essenciais para as atribuições de um governo estadual.

O primeiro passo, diz Ana Carla, é fazer um inventário dos ativos que podem passar por um processo de privatização pura, de concessão com ou sem outorga ou de PPP. A avaliação deve ser feita pela FGV e a expectativa é que, a partir da contratação, que deve ser feita até o próximo mês, o levantamento de ativos com os respectivos modelos de atração de investidores esteja pronto em seis meses.

O programa, explica, tem duas vertentes: a primeira é a avaliação de ativos "vendáveis" do Estado. A segunda é a redução do passivo do Estado. Ela lembra que a situação financeira tem levado Goiás a carregar um valor cada vez maior de restos a pagar para o exercício seguinte. Este ano, o Estado carregou R$ 3,5 bilhões em restos a pagar de 2015, valor que representou alta de 63% em relação ao "herdado" no ano anterior.

Mas o governo ainda não tem estimativas do valor que pode arrecadar com o programa já que os ativos ainda estão sendo levantados e também por conta da retração econômica, que pode esfriar o ânimo dos investidores.

Segundo Ana Carla, também se estuda viabilizar o uso de recebíveis contra o governo para os interessados em participar dos programas de concessão. Para isso, porém, estudos ainda estão sendo feitos para se verificar a viabilidade, já que a legislação fiscal em vigor não permite a emissão de dívida pelo Estado.

De qualquer forma, entre os ativos no radar para o programa de desmobilização estão ativos como o ginásio olímpico, um autódromo, uma agência de notícias e a Iquego, empresa farmacêutica do governo goiano. "São ativos hoje que estão sob controle estatal e que dão prejuízo."

As iniciativas mais imediatas, e que contam com análise iniciada e paralela ao programa de desmobilização, são a venda de imóveis e a concessão de rodovias estaduais. A segunda, diz a secretária, é considerada viável economicamente porque as estradas são atrativas para investimentos, como importante via de escoamento agrícola da produção do Centro-Oeste. Valor Econômico - Leia mais em abinee 02/05/2016



Em fase de consolidação, corretoras buscam novos modelos de negócio

A H.H. Picchioni encerrou o serviço de "home broker", de compra e venda de ações pela internet, e transferiu sua área de investimentos para a Guide Investimentos. Segundo o diretor administrativo e financeiro da corretora mineira, Marivaldo Costa Chaves, não houve troca financeira no negócio, e a Guide absorveu a mesa de operações da área de produção da H.H. Picchioni, que envolve 14 funcionários. A corretora obteve lucro líquido de R$ 47 milhões em 2015, ante R$ 51 mil no ano anterior.

Chaves diz que a H.H. Picchioni continua operando e decidiu focar nos negócios de câmbio e em outras atividades do grupo empresarial, como logística, turismo, projetos imobiliários e participações societárias. A Guide não deu entrevista, mas via assessoria de imprensa informou que tem sido muito ativa ao identificar oportunidades no mercado. Já absorveu, por exemplo, as operações da Omar Camargo, Geraldo Correa, SLW e Simplific Pavarini.

O acordo entre a corretora mineira e a Guide é só mais um exemplo recente da onda de consolidação entre as casas que atuam com ações no Brasil.

Outra operação que está em curso, segundo fontes, é a união da Tullet Prebon com a Icap no Brasil. A inglesa Tullet Prebon fez uma oferta para comprar a área de corretagem global da Icap, que ainda está em andamento.

Consultadas no Brasil, as corretoras não se manifestaram.

Recentemente, a Fator Corretora anunciou que procura parceiro para terceirizar suas operações de ações. A corretora teve o pior resultado de uma lista de 76 casas no ano passado, segundo levantamento da Austin Rating, com prejuízo de R$ 43,8 milhões em 2015. Do total, 55 corretoras tiveram lucro, ante 58 no ano anterior. As casas com prejuízo passaram de 18 para 21.

O presidente da Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, Câmbio e Mercadorias (Ancord), Caio Villares, diz que a entidade vem conversando com a Bovespa, Comissão de Valores Mobiliários (CVM), BC e outras esferas do governo para tentar melhorar a estrutura tributária das corretoras independentes. "Elas possuem a mesma tributação das grandes, o que se torna pouco eficiente para uma companhia pequena", afirma. A ideia é criar um tipo de empresa mais semelhante a um agente autônomo, diminuindo os encargos. O pedido foi protocolado há mais de um ano e Villares prevê um "longo caminho" nessa discussão.

Os lucros das corretoras que ficaram no azul no ano passado aumentaram 43,2%, para R$ 1,7 bilhão, enquanto, na ponta oposta, os prejuízos cresceram 69,4%, para R$ 175,6 milhões.

A maioria das corretoras com prejuízo é pequena e independente. Os bons resultados são liderados pelas grandes, atreladas a bancos, caso de Itaú, Bradesco e Santander. A única independente com lucro é a XP, em quarto lugar. Segundo o economista-chefe da Austin, Alex Agostini, corretoras de bancos têm mais facilidade para captar clientes no varejo, com valores menores. Já as casas independentes costumam atender o perfil com renda maior, mas mais difícil de atrair.

Para sobreviver, as instituições menores seguem buscando terceirizar alguns serviços, caso da Fator, ou a diversificação. Nessa nova fase, a Fator, que já foi muito tradicional em ações, com uma grande equipe de análise, pretende focar na renda fixa. É a aposta de muitas outras corretoras, que se confrontam com o menor interesse da pessoa física pelo mercado de renda variável nos últimos anos.
Na XP, o sócio-fundador Guilherme Benchimol diz que, em 2010, 98% do lucro vinha de corretagem de ações. Hoje, chega a no máximo 27%. A maior fatia vem da renda fixa (35%), depois de fundos (30%).

A XP trabalha agora para ter o próprio banco. "Estamos conversando com o Banco Central, mas ainda não fechamos com nenhum banco. Estamos avançados em dois cases e esperamos fechar nas próximas semanas", diz, referindo-se a intenção de fazer uma aquisição como um atalho para seus planos. O próprio Benchimol já declarou interesse pelas operações do Citi no Brasil, por exemplo. A ideia é ser uma empresa de investimentos completa, verticalizando ainda mais o processo com o banco e "vender tudo o que o mercado oferece". No processo de consolidação, a XP comprou a Clear há um ano e a carteira da UM Investimentos.

Para fazer frente aos investimentos, recentemente a XP recebeu um aporte de capital. A General Atlantic, uma de suas controladoras, decidiu comprar a fatia que a inglesa Actis possuía na corretora. No fim da transação, a GA desembolsará R$ 300 milhões pela parte da Actis e R$ 150 milhões para a própria XP, passando a deter 43% do capital.

A coreana Mirae quer aproveitar o momento de crise para crescer e contratou dois dos funcionários demitidos pela Fator, da área de ações. O diretor operacional, Pablo Spyer, diz que a casa vai contratar mais funcionários, pois tem tradição em montar estratégias em tempos de crise. "Queremos priorizar BM&F e Bovespa. Acreditamos que a crise é passageira e o país vai se recuperar", afirma.
A Mirae tem 6 mil clientes ativos de home broker e está reestruturando o segmento de renda fixa. Acaba de contratar Olavo de Souza, vindo do Banco Votorantim, para ser o responsável pela mesa da área. A instituição também espera migração de novas custódias da Ásia para o Brasil após a saída do HSBC dos títulos de renda fixa. A casa tem 45 funcionários no Brasil.

Na Planner, Carlos Arnaldo Borges de Souza, sócio e responsável pela holding financeira, afirma que a intenção é adequar sua estrutura tecnológica para atender mais corretoras menores que queiram operar sob o sistema de terceirização de operações. Para tanto, precisa investir entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões. Na sua plataforma, tem uma corretora e duas distribuidoras e negocia com mais uma corretora que vai migrar de modelo. - Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 02/05/2016