05 maio 2015

SAP manteve conversações com Salesforce, mas nega interesse em adquirir a empresa

Os diretores executivos da SAP e da Salesforce.com mantiveram conversações no ano passado sobre uma possível aliança estratégica entre as duas empresas, segundo pessoas com conhecimento no assunto disseram à Bloomberg. As tratativas também incluíram a possível aquisição da Salesforce pela SAP.

Segundo uma das fontes, as discussões entre o presidente e CEO da Salesforce, Marc Benioff, e o CEO da SAP, Bill McDermott, começaram depois de Benioff contatar McDermott via telefone antes de a SAP divulgar os resultados trimestrais em 17 de abril de 2014. Mas a multinacional alemã nega ter interesse em comprar a empresa. "Não é verdade que a SAP esteja considerando ou já considerou adquirir a Salesforce", disse Nicola Leske, porta-voz da SAP.

A aquisição da Salesforce, que tem valor de mercado de US$ 48,1 bilhões, foi alvo de rumores na semana passada após circular no mercado a informação de que teria contratado consultores financeiros para se defender de eventuais ofertas hostis, depois de ter sido abordada por um potencial comprador.

A agência de notícias disse que não conseguiu confirmar se realmente existe alguma discussão entre a Salesforce e a SAP. A aquisição da Salesforce seria a maior de uma empresa de software no mercado e daria ao comprador a liderança no mercado de software de gestão de relacionamento com o cliente (CRM) e reforçaria a atuação no segmento de computação em nuvem.

A coCEO da Oracle, Safra Catz, disse na semana passada que a aquisição da Salesforce por um concorrente seria bom para a Oracle. "Vai causar muita perturbação nesse mercado", disse ela, que se recusou a comentar se a Oracle estava interessada na empresa.

A desaceleração do crescimento do principal negócio da Salesforce, o software de CRM fornecido na nuvem, é o que também tem contribuído para fomentar os boatos sobre sua aquisição, já que ela forçosamente terá de se expandir para outros segmentos, como marketing e analytics, por meio de fusões, aquisições ou o desenvolvimento de novos produtos. Leia mais em tiinside 04/05/2015

05 maio 2015



04 maio 2015

FUSÕES E AQUISIÇÕES - DESTAQUES DA SEMANA DE 27/abr a 03/mai/15

Foram 18 operações de Fusões e Aquisições anunciadas com destaque pela imprensa no decorrer da semana de 27/abr. a 03/mai/15. Envolvem direta ou indiretamente empresas brasileiras de 7 setores.

ANÁLISE DA SEMANA
Principais transações.

NEGÓCIOS DA SEMANA

"Market Movers" - Brasil
  • Grupo ABC investe no mundo on-line com aquisição. O Grupo ABC, maior conglomerado de comunicação e publicidade de capital nacional, deve anunciar hoje a aquisição da consultoria digital 2Action e a criação de uma nova unidade de negócios chamada Mindigitall. A empresa não informa o valor da aquisição, mas ressalta que os recursos aplicados englobam o aporte do fundo Kinea no ABC em 2013, no valor de R$ 170 milhões.  27/04/2015
  • iFood anuncia compra da startup A Deliveria. Em menos de dois meses, o iFood, site especializado em delivery online, anunciou a aquisição de outro player do segmento: a startup A Deliveria.  Em março, a marca incorporou a startup Apetitar. Com a aquisição, o iFood expande suas operações para Londrina, no Paraná, e cidades adjacentes. Atualmente, A Deliveria tem 15 mil pedidos mensais e 150 estabelecimentos cadastrados. 28/04/2015
"Market Movers” - Exterior
  • Capgemini adquire Igate por US$ 4 bilhões, com foco no mercado norte-americano. A Capgemini, empresa francesa de serviços de consultoria, tecnologia e terceirização, anunciou que assinou acordo para incorporação da Igate, empresa americana de serviços de TI, que também opera na Europa, Austrália e Japão. A transação, avaliada em US$ 4,04 bilhões. 27/04/2015
  • GoPro compra sociedade francesa Kolor. O grupo americano GoPro, famoso por suas minicâmaras usadas por adeptos de esportes radicais, anunciou nesta terça-feira a compra da sociedade francesa Kolor, especializada em vídeos panorâmicos e esféricos que podem ser usados em realidade virtual.l 28/04/2015
  • Accor anuncia aquisição da FastBooking. A Accor anunciou a aquisição da FastBooking, um provedor de serviços digitais para a indústria hoteleira de origem francesa, fundada em 2000, que presta apoio diário a cerca de 4.000 hotéis no mundo inteiro. Suas principais áreas de especialização são desenvolvimento de sites para hotéis, soluções de gestão soluções de canais de distribuição, gestão de campanhas de marketing digital, ferramentas de otimização de gestão de receitas e inteligência competitiva. Seus dois principais mercados são Europa e Ásia. 29/04/2015
  • XPO Logistics compra Norbert Dentressangle. Os norte-americanos da XPO Logistics chegaram a acordo com os acionistas da francesa Nortbert Dentressangle para aquisição daquele que é um dos principais operadores europeus de transportes e logística. O valor do negócio é de 3, 2 bilhões de euros, estando prevista a compra da maioria das ações da Norbert Dentressangle pela XPO Logistics e o lançamento de uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre o restante capital. 29/04/201
  • Twitter adquire empresa de tecnologia de marketing personalizado por US$ 533 milhões. O Twitter revelou na quarta-feira, 29, que concordou em pagar US$ 533 milhões em ações para adquirir a provedora de tecnologia de marketing personalizado TellApart. A rede de microblogs havia anunciado a compra um dia antes, junto com os resultados financeiros referentes ao primeiro trimestre, os quais decepcionaram Wall Street. 30/04/2015
  • ClickSoftware é adquirida pelo fundo Francisco Partners por US$ 438 mi. O anúncio feito pela ClickSoftware, desenvolvedora israelense de soluções para gestão automatizada de força de trabalho e otimização de serviços de empresas para recursos móveis e fixos, de que assinou acordo definitivo para ser adquirida pelo Francisco Partners, fundo de investimento em empresas (private equity), por US$ 438 milhões, fez com que as ações da empresa na bolsa eletrônica Nasdaq operassem em forte alta nesta quinta-feira, 30, com valorização de 26,4% na Nasdaq. 30/04/2015
  • Tereos adquire Napier Sugar Brow Limited. O Grupo Tereos, um dos maiores grupos globais do setor sucroalcooleiro, especializado na produção de açúcar, etanol, além de amido de milho, anunciou a aquisição da totalidade do capital social emitido pela Napier Brown Sugar Limited, da Real Good Food plc. A transação está sujeita à aprovação dos acionistas da Real Good Food e deve ser concluída até o final de maio deste ano. Fundada há 90 anos, a Napier Brown é a maior distribuidora independente de açúcar da Europa e distribui aproximadamente 300 mil toneladas de açúcar por ano. A marca de varejo da Napier Brown, Whitworths Sugar, é bastante popular entre os consumidores no Reino Unido e seu segmento de distribuição no varejo teve um forte crescimento nos últimos anos e detém uma participação de mercado de mais de 20%.  30/04/2015
HUMORES & RUMORES

M & A - VENDA
  • Brasil: Odebrecht Energia venderá fatia em ativos de energia renovável. Odebrecht Energia, uma subsidiária da Odebrecht, está à procura de investidores estrangeiros interessados em comprar fatias de ativos de energia renovável, em um momento em que se deterioram as condições de crédito no Brasil. A Odebrecht Energia já está em negociação com quatro fundos de pensão internacionais que estariam interessados em seus projetos eólicos, hidrelétricos e de biomassa, segundo Felipe Jens, diretor de investimentos da empresa com sede em São Paulo. A companhia tem 2,4 gigawatts de capacidade instalada em projetos de energia renovável no Brasil. 27/04/2015
  • Distribuidora de medicamentos Celesio decide sair do Brasil. A Celesio, uma das maiores distribuidoras mundiais de medicamentos, colocou à venda suas operações no Brasil, em uma estratégia em que a empresa aumentará foco em mercados e clientes europeus. A companhia opera no Brasil pelas empresas Panpharma, que detém 15 por cento de participação do mercado de distribuição nacional de medicamentos, e a Oncoprod, voltada a medicamentos de alta complexidade. A Celesio havia incluído a Panpharma em seu grupo em 2012 e completado a aquisição de 40 por cento da Oncoprod que ainda não possuía em agosto do ano passado.27/04/2015
  • Centaurus admite vender ativos em Minas. Diante da dificuldade em levantar recursos para financiar seus empreendimentos, principalmente devido à queda nos preços internacionais do minério de ferro, a australiana Centaurus Metals poderá vender parte de seus ativos em Minas ou buscar .24/04/2015
  • Justiça determina venda do Hospital Espanhol em seis meses. A Justiça do Trabalho determinou que a Real Sociedade Espanhola venda em seis meses os prédios do Hospital Espanhol. A decisão, tomada nesta sexta-feira, 24, visa quitar as dívidas trabalhistas, calculadas até o momento em cerca de R$ 20 milhões, referentes a 600 ações. Além delas, ainda existem mais 1.000 reclamatórias pulverizadas em todo o Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (Bahia). 27/04/2015
  • NII conclui venda de ativos no México para AT&T; apoiará operações no Brasil. A NII Holdings, dona da operadora de telecomunicações Nextel, anunciou nesta quinta-feira a conclusão da venda das operações da Nextel México para a norte-americana AT&T. A companhia afirmou que parte do ganho líquido de 1,45 bilhão de dólares obtido com a transação será usada para dar suporte às operações no Brasil. 30/04/2015
M & A - COMPRA
  • WPP e Publicis disputam agência Ideal. As negociações para a venda do controle da agência de relações públicas Ideal envolvem hoje o grupo francês Publicis, segundo informações que circulam no mercado. Além dos ingleses do WPP, que mantém conversas com a agência desde o ano passado, o Publicis teria voltado a sondar os sócios brasileiros da Ideal nas últimas semanas, apurou o Valor. As empresas não se manifestaram. Até semanas atrás, apenas a WPP negociava com a Ideal porque as conversas com o grupo Publicis não teriam avançado. Mas o grupo francês voltou a mostrar interesse na empresa brasileira recentemente.27/04/2015
  • Galp analisa compra de ativos no Brasil. A Galp está a analisar a compra de ativos no Brasil, anunciou hoje o novo presidente executivo da empresa, Carlos Gomes da Silva."Estaremos atentos a qualquer ativo que possa ser colocado à venda no Brasil", disse esta tarde na conferência de apresentação dos resultados do primeiro trimestre de 2015, referindo-se a áreas e projetos de exploração de petróleo.27/04/2015
  • Santander nega contato com HSBC Brasil para compra da unidade. O presidente do Santander Brasil, Jesús Zabalza, disse que o banco não teve contato com o HSBC Brasil para uma possível negociação e futura compra do ativo. "Nosso foco é crescimento orgânico, mas vamos avaliar todas as oportunidades de aquisições", afirmou ele, em teleconferência com a imprensa. Em adquirência, segmento no qual o banco atua por meio da GetNet, o Santander também não vislumbra crescer por aquisições já que o faturamento avança em torno dos 50% no trimestre. 28/04/2015
  • Mercado já sabe que o Bradesco comprará o HSBC Brasil. São cada vez mais insistentes no mercado financeiro as informações de que o Bradesco vai assumir o controle do HSBC Brasil. Já teria até aval do governo para que isto aconteça. A gestão da negociação não foi  divulgada ao mercado financeiro, ainda, nem a informação do tempo que vai levar para o Banco Central autorizar a operação de compra do segundo maior banco estrangeiro no País, pelo Banco brasileiro.  28/04/2015 
PRIVATE EQUITY
  • Fundo de Lemann nega compra do Colégio Bandeirantes. O fundo de investimentos Gera Ventures negou que estaria em negociações para a compra do Colégio Bandeirantes.O fundo voltado à educação de Jorge Paulo Lemann conversou, de fato, com a diretoria do colégio, mas ambos desmentira os boatos de compra.O diretor-presidente do Bandeirantes, Mauro de Salles Aguiar, disse à EXAME.com que “descartamos qualquer negociação que coloque em cheque o nosso propósito”. 28/04/2015
  • Invest Tech estrutura fundo para empresas novatas no país. Gestora brasileira planeja captar entre R$ 50 milhões e R$ 80 milhões até o fim de 2015 para investir em empresas de tecnologia e telecomunicações em estágio inicial e com faturamento anual de até R$ 4 milhões.29/04/2015
IPO/OPA
  • Maior rede de faculdades do mundo planeja IPO de US$ 1 bi. A Laureate Education, maior de faculdades do mundo, está avaliando com bancos uma oferta pública inicial (IPO) de ações nos Estados Unidos, disseram fontes, e tem expectativa de ser avaliada em US$ 5 bilhões. Com sede em Baltimore, a rede tem 84 universidades, a maioria em países emergentes. No Brasil, é dona da Anhembi Morumbi e, em meados de 2013, se associou ao grupo Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU). Se for avaliada em US$ 5 bilhões, a Laureate se tornará a segunda maior companhia do índice, atrás apenas da Graham Holdings Co., proprietária dos cursos preparatórios Kaplan, de escolas online e da revista "Foreign Police". 23/04/2015
  • Controlador da Arteris fará OPA para cancelar registro de companhia aberta. A Arteris distribuiu nesta quinta-feira, 30, fato relevante informando que recebeu hoje correspondência de seu acionista controlador, Partícipes, referente a Manifestação de Intenção de Realização de Oferta Pública de Aquisição (OPA) de Ações da Arteris para fins de cancelamento de registro de companhia aberta como emissora de categoria A e saída do Novo Mercado da Bovespa. 30/04/2015
RELAÇÃO DAS TRANSAÇÕES
  • 01 - EDP Energias do Brasil vende fatia de 45% na EDP Renováveis Brasil Conforme o memorando de entendimento a EDP Energias do Brasil vendeu 45% de sua participação no capital total e votante da EDP Renováveis Brasil para a EDP Renováveis. O preço total da transação é de até R$ 190 milhões, sendo R$ 176 milhões na conclusão do negócio, previsto para o segundo semestre de 2015, e até R$ 14 milhões em pagamentos de earn-out. 27/04/2015
  • 02 - Carlyle assume fatia de 8% na Rede D'Or São Luiz por R$1,75 bi, diz fonte. O Carlyle aceitou pagar 1,75 bilhão de reais para virar sócio do Rede D´Or São Luiz, maior grupo privado de hospitais do Brasil, na primeira grande transação no segmento no país desde que o governo federal permitiu no começo do ano a entrada de capital estrangeiro no setor hospitalar. Pelo acordo, que envolveu a família fundadora Moll e o BTG Pactual, sócios na rede, o grupo norte-americano de private equity fará um aumento de capital para ficar com 8 por cento da Rede D'Or, disse uma fonte com conhecimento direto do assunto. A transação avalia a Rede D´Or São Luiz em cerca de 19 bilhões de reais, disse a fonte. Atualmente, a Rede D'Or tem 27 hospitais próprios e dois administrados, 30 clínicas de oncologia no Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco e Brasília. 27/04/2015
  • 03 - Grupo ABC investe no mundo on-line com aquisição. O Grupo ABC, maior conglomerado de comunicação e publicidade de capital nacional, deve anunciar hoje a aquisição da consultoria digital 2Action e a criação de uma nova unidade de negócios chamada Mindigitall. A 2Action, de quatro sócios brasileiros, teve seu controle adquirido há 15 dias pelo ABC, que tornou-se controlador, com 60% da empresa, e a operação passa a fazer parte da Mindigitall - que trabalhará para as 17 agências do ABC, com coleta e análise de dados no mundo digital. A empresa não informa o valor da aquisição, mas ressalta que os recursos aplicados englobam o aporte do fundo Kinea no ABC em 2013, no valor de R$ 170 milhões. A Mindigitall terá equipe com cerca de 15 funcionários. 27/04/2015
  • 04 - Agência Digi investe R$1 milhão na compra da empresa especializada em serviços de mídias digitais I.CON. A Digi, agência de Live Marketing especializada em promover relacionamentos transformadores entre pessoas e marcas, investiu R$ 1 milhão na aquisição da I.CON, empresa especializada em serviços de social media fundada por Sara Bonenkamp. O movimento faz parte da estratégia de expansão e crescimento do Grupo Digi, que busca sempre oferecer aos clientes o que há de melhor em comunicação moderna.“O objetivo da aquisição foi somar à nossa estratégia de promover relacionamentos transformadores entre pessoas e marcas a expertise de uma agência especialista em promover conversas através das redes sociais, gerando assim mais valor agregado para a Digi e fortalecendo uma área muito estratégica para o nosso conceito”, afirma Pedro Bannura, presidente da Digi.24/04/2015
  • 05 - iFood anuncia compra da startup A Deliveria. Em menos de dois meses, o iFood, site especializado em delivery online, anunciou a aquisição de outro player do segmento: a startup A Deliveria. O valor da compra não foi divulgado pelas empresas. Em março, a marca incorporou a startup Apetitar. Com a aquisição, o iFood expande suas operações para Londrina, no Paraná, e cidades adjacentes. Atualmente, A Deliveria tem 15 mil pedidos mensais e 150 estabelecimentos cadastrados. 28/04/2015
  • 06 - Mercado Eletrônico: aporte de R$ 30 milhões. O Mercado Eletrônico acaba de receber um aporte de R$ 30 milhões da DGF Investimentos. O movimento faz da gestora de fundos de participações (private equity) uma sócia minoritária da companhia. Com os recursos do fundo, o Mercado Eletrônico pretende buscar empresas de médio porte como clientes, segundo o Valor. Eduardo Nader, fundador e presidente do Mercado Eletrônico também mira oportunidades de consolidação, com planos de atuar fora do país. O Mercado Eletrônico tem aproximadamente 90% de receitas em bases recorrentes, provenientes das mensalidades pagas pelos clientes. A empresa deve fechar 2015 com faturamento da ordem de R$ 50 milhões, um aumento de 20% em relação ao valor registrado no ano passado. 29/04/2015
  • 07 - Ronaldo Fenômeno e Carlos Wizard lançam franquia de futebol. Carlos Wizard e Ronaldo: a Ronaldo Academy terá oito unidades até o final do ano. Ronaldo Fenômeno anunciou hoje sua mais nova empreitada no mundo do empreendedorismo: a rede de franquias de escolas de futebol Ronaldo Academy. E, para impulsionar o negócio, o ex-jogador resolveu apostar em um sócio de peso. Seu parceiro no empreendimento é Carlos Wizard Martins, fundador do Grupo Multi e hoje dono da Mundo Verde.  A Ronaldo Academy terá oito unidades até o final do ano, e cinco delas já estão com local confirmado: São Paulo (SP), Campinas (SP), Salt Lake City (Utah, EUA), Boca Raton (Flórida, EUA) e Fort Lauderdale (Flórida, EUA), onde Ronaldo é sócio da liga de futebol Strikers. A meta do grupo é chegar a 100 escolas em cinco anos. 29/04/2015
  • 08 - Sprinklr se expande na América do Sul com acordo para adquirir Scup. Sprinklr, Inc., a mais completa empresa de tecnologia social corporativa, anunciou hoje a expansão de suas operações globais para a América do Sul com seu acordo para a aquisição do Scup, fornecedora líder brasileira de monitoramento de mídias sociais, atendimento ao cliente e tecnologia analítica. Essa aquisição dá continuidade à estratégia de consolidação social da Sprinklr e amplia a liderança mundial da empresa em direção ao mercado sul-americano. A Scup é uma reconhecida líder em matéria de tecnologia e uma inovadora em gestão de mídias sociais no mercado sul-americano. Fundada em 2009 em São Paulo, ela foi a primeira plataforma brasileira de mídias sociais certificada pelo Twitter. A empresa atende atualmente a mais de 500 das maiores marcas sociais do Brasil.  A Scup está presente hoje em três continentes e atua com um quarto das 100 maiores e melhores empresas classificadas pela revista Exame.  Com mais de 70 funcionários apaixonados pela inovação, a Scup é a única tecnologia do seu tipo na América Latina certificada tanto pelo Twitter como pelo Facebook.  30/04/2015
  • 09 a 11 - GTFoods, dono da Frangos Canção, prevê crescer 30% Apesar de ter levado o grupo paranaense GTFoods a pisar no freio e retardar o projeto de construção de uma fábrica de embutidos, o cenário mais delicado da economia brasileira não deverá reduzir o ritmo de crescimento da companhia. Desde 2011, quando foi criado a partir da aquisição da Avícola Felipe pela Frangos Canção, o grupo vem investindo na construção de aviários para os produtores integrados para promover o incremento dos abates. Afora a produção de carne de frango, "coração" dos negócios da GTFoods, o grupo vem diversificando sua atuação. No início deste ano, concluiu a aquisição da Fresh Foods, especializada em pratos prontos, e de 50% da Chef Foods, que produz pão de queijo e produtos congelados. Juntas, as duas empresas faturam cerca de R$ 180 milhões, de acordo com a GTFoods. Além dessas aquisições, o grupo também aguarda os últimos trâmites burocráticos para assumir a Lorenz, empresa de condimentos e conservas comprada no ano passado em leilão judicial. Paralelamente, a empresa também aposta na distribuição de alimentos produzidos por terceiros e vendidos com a marca Canção. Entre esse produtos, estão pão de queijo, bacalhau e batata. O segmento de distribuição representa 8% do faturamento do GTFoods.  29/04/2015
  • 12 - Empresa Nutrifarma é vendida ao Grupo Nuscience. Nuscience, a divisão de especialidades do grupo Royal Agrifirm, adquiriu a empresa Nutrifarma Nutrição e Saúde Animal, empresa líder na produção de premixes, concentrados, rações especiais, aditivos e serviços. Nutrifarma está perfeitamente localizada na importante área de produção pecuária do sul do Brasil. Com escritório central em Taió (Santa Catarina) e unidades de produção em Maripá (Paraná) e Teutônia (Rio Grande do Sul) a Nutrifarma abrange de forma eficiente este grande território. As novas instalações recentemente construídas proporcionam um forte potencial de crescimento.28/04/2015
  • 13 - Fusão da MWV com RockTenn criará gigante do setor. A MeadWestvaco Corporation, empresa estadunidense que tem na MWV Rigesa, de Três Barras, uma das suas filiais no Brasil, deve concluir até junho o processo de fusão com a Rock-Tenn Company (“RockTenn”), criando uma nova empresa líder global em embalagens ao consumidor e de papelão ondulado em uma transação com valor patrimonial combinado de US$ 16 bilhões. A nova empresa, cujo nome será definido, terá vendas líquidas combinadas de US$ 15,7 bilhões e EBITDA (Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de US$ 2,9 bilhões, incluindo um impacto estimado em US$ 300 milhões em sinergias anuais que devem ser alcançadas em três anos. A MWV possui 125 unidades e 16 mil funcionários ao redor do mundo e é reconhecida pelo seu desempenho financeiro e sua gestão ambiental, ocupando lugar de destaque no renomado Índice Dow Jones de Sustentabilidade desde 2004. No Brasil, a empresa conta com mais de três mil funcionários nos seus negócios de Beauty & Personal Care, Healthcare e Home & Garden, com uma unidade de Plásticos Primários; Specialty Chemicals, líder no mercado de Pine Chemicals – com uma biorrefinaria e uma fábrica de derivativos; e Industrial Packaging (MWV Rigesa), uma das líderes no mercado de embalagens de papelão ondulado, cujas operações envolvem uma fábrica de papel, quatro de embalagens de papelão ondulado e o gerenciamento de 54 mil hectares de florestas de pinus e eucalipto, incluindo 21 mil de preservação da mata nativa. 29/04/2015
  • 14 - Duas Rodas adquire a Mix. Dentro da estratégia de expansão de negócios no mercado nacional e internacional, a Duas Rodas Industrial anunciou a aquisição da empresa Mix Indústria de Produtos Alimentícios, com sede em São Bernardo do Campo (SP) Fundada em 1990, a Mix fabrica produtos nas linhas de confeitaria e chocolateria, como corantes, aromas alimentícios, coberturas para confeitaria, granulados e pasta americana. Tradicional fabricante de ingredientes para a indústria de alimentos e de bebidas, a Duas Rodas Industrial está completando 90 anos de atuação no mercado global, com uma carteira de mais de 10 mil clientes e um portfólio de mais de 2 mil itens. A empresa conta atualmente com três fábricas no Brasil – em Jaraguá do Sul, Sergipe e Manaus –, e quatro unidades fabris na América Latina – Argentina, Chile, Colômbia e México.  30/04/2015
  • 15 - OndaLocal atrai interesse de investidores estrangeiros. A startup paulistana OndaLocal, especializada na área de soluções de marketing digital para micro e pequenas empresas, está atraindo o interesse de investidores estrangeiros. A empresa chamou a atenção de John Berkowitz, fundador da americana Yodle e do fundo Narbona Hills, de Hong Kong, que aportaram US$ 1 milhão no negócio. 30/04/2015
  • 16 - Plano de Voo": EloGroup e Lecom investem R$ 20 mi. EloGroup e Lecom S.A., atores do milionário mercado brasileiro de tecnologia, se associam em um projeto com metas nada modestas. Juntas, vão investir R$ 20 milhões para desenvolver "a mais sofisticada plataforma de software de BPM (Business Process Management) já vista no Brasil", diz Leandro Jesus, sócio da EloGroup. A união vai ao encontro de um plano de desenvolvimento acelerado feito pela Lecom. "Estamos reinvestindo 50% de nossos resultados líquidos, além de aportes obtidos junto ao BNDES e Finep. A partir do acordo com a EloGroup esse total crescerá ainda mais", diz João Cruz. As duas associadas entram em campo com previsão de faturamento consolidado anual de R$ 80 milhões em 2017. 16/03/2015
  • 17 - Avis Budget Group adquire 100% da participação no seu licenciado no Brasil. Avis Budget Group, Inc. uma provedora líder de serviços de locação de veículos, anunciou hoje que adquiriu 100% de posse de seu licenciado no Brasil através da compra interesses de capital e dívida no negócio por aproximadamente US $ 40 milhões. 30/04/2015
  • 18 - AFLG investe US $ 50 milhões em Quimatec do Brasil. AFLG, uma empresa de private equity, com sede em Tampa, EUA, realizou investimento inicial de US $ 50 milhões na Quimatec. Dentro de cinco ou seis anos, AFLG considera fazer uma oferta pública inicial de ações da empresa.nA Quimatec Produtos Químicos instalada em Aaraquara, SP, é uma fornecedora de antibióticos, bactericidas, clarificantes, desengraxantes, neutralizantes, entre outros, para a indústria sucroalcooleira. 16/04/2015
RELATÓRIOS - DESTAQUES DA SEMANA
QUEM, O QUÊ, QUANDO, QUANTO, COMO e POR QUÊ
 A pesquisa FUSÕES E AQUISIÇÕES - DESTAQUES DA SEMANA tem o propósito de captar o “clima” do mercado das operações de Fusões e Aquisições bem como sinalizar suas principais tendências. Trata-se da compilacão semanal das notícias visando tornar mais acessíveis e conhecidos os negócios de fusão, aquisição e venda realizados entre empresas com atuação no Brasil. Todas as informações sobre os negócios citados no presente relatório são obtidos a partir de notícias publicadas pela imprensa e divulgadas no “estado" pelo blog FUSOESAQUISICOES.BLOGSPOT http://fusoesaquisicoes.blogspot.com.br, não sendo feita qualquer verificação quanto à sua veracidade, precisão ou integridade do conteúdo. Sempre que possível, serão mencionados os nomes dos compradores – investidor estratégico ou fundos de private equity, dos vendedores, a tese de investimento e principais “value drivers”, o valor da transação, forma de pagamento, múltiplos praticados (Valor da Empresa/EBITDA, Valor da Empresa/Receita) etc. Muitas vezes a notícia não é clara a respeito dos valores/forma de pagamentos e respectivos múltiplos. É bem-vinda toda e qualquer contribuição para tornar as informações mais precisas e transparentes. Caso o conteúdo estiver em desacordo, nos contate que estaremos retirando o mesmo ou corrigindo a respectiva  informação. Blog FUSÕES & AQUISIÇÕES 


04 maio 2015



Cade aprova compra de divisão da GE pela Electrolux

A Superintendência do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições a compra da divisão de eletrodomésticos da americana General Eletric (GE) pela sueca Electrolux. A aquisição envolve ainda uma participação de 48,4% na companhia mexicana Mabe.

Em setembro do ano passado, a Electrolux anunciou que desembolsaria US$ 3,3 bilhões pela divisão de eletrodomésticos da americana General Electric (GE).

Em nota técnica, a Superintendência concluiu que existem empresas capazes de rivalizar com a Electrolux e a GE.

"Os clientes e concorrentes sinalizaram a operação como positiva ou neutra do ponto de vista concorrencial", informou a nota. Valoronline | leia mais em Bol.Uol 04/05/2015



Tendência de fusões e o ‘roll-up’

Companhias dos mais variados setores produtivos têm recorrido à fusão como alternativa para reduzir custos operacionais e tentar desbancar a concorrência

As notícias acerca do mercado de fusões e aquisições têm sido cada vez mais frequentes na imprensa, tanto nacional quanto internacional. Recentemente, por exemplo, foi anunciada a junção da Kraft com a Heinz, duas gigantes do segmento alimentício.

Companhias dos mais variados setores produtivos têm recorrido à fusão como alternativa para reduzir custos operacionais e tentar desbancar a concorrência.

De acordo com levantamento das consultorias Transactional Track Record e Merrill DataSite, o volume de fusões e aquisições no Brasil alcançou US$ 20,4 bilhões no primeiro trimestre deste ano, aumento de 20,4% em relação ao mesmo período de 2014, quando 180 negócios foram realizados. Nos primeiros três meses de 2015, foram 213 operações.

Esse cenário traz uma preocupação para empresas familiares, que hoje representam grande parte do empreendedorismo nacional: o que fazer para enfrentar a concorrência diante dessa tendência de fusões e aquisições?

Uma estratégia interessante a ser considerada é o ‘roll-up’. Trata-se de um processo de consolidação de várias pequenas empresas pertencentes ao mesmo setor para, juntas, se tornarem uma única grande companhia.

Tal estratégia é amplamente recomendada para setores bastante fragmentados e compostos por diversas empresas familiares sendo que, normalmente, o esforço é liderado por uma empresa do setor, a qual agirá como adquirente. Outras empresas são conectadas a essa para, assim, gerar economias de escala em compras, logística, produção, bem como em despesas gerais e administrativas.

Em última instância, espera-se que a nova grande companhia seja mais rentável e eficiente que a soma de suas partes e, dessa forma, possa crescer de forma mais eficaz e equilibrada, com condições melhores de enfrentar a concorrência de grandes companhias, fruto dessa tendência de fusões e aquisições.

Outros dois importantes benefícios obtidos com a implementação do ‘roll-up’ no Brasil são o crédito e a saída da empresa. O primeiro está relacionado à obtenção de crédito, pois diversas instituições financeiras têm reestruturado a forma de atendimento às contas corporativas de médio porte, elevando os níveis mínimos de faturamento para R$ 200 milhões ou, por vezes, R$ 300 milhões.

É desnecessário afirmar que tal valor exclui grande parte das empresas brasileiras dos mercados de crédito. Essas, por sua vez, são forçadas a procurar linhas de crédito alternativas, sujeitas às taxas de juro e percentuais de garantia demasiadamente elevadas.

Com uma estratégia de ‘roll-up’ bem sucedida, empresas que separadamente não atingiriam o perfil das instituições financeiras conseguem, unidas, melhores linhas de crédito, evitando taxas e outras exigências desnecessárias.

O segundo benefício se dá pelo fato de o ‘roll-up’ poder ser considerado uma estratégia de saída para empresas familiares que não possuem um plano de sucessão definido, o que comumente ocorre no Brasil. Na ausência clara de sucessor, ao incorporar uma empresa em outra, também se unifica a condução da mesma, possibilitando que, mesmo sem a presença do fundador ou proprietário, os negócios sigam adiante, consolidados e prontos para enfrentar a concorrência, independentemente do porte que ela tenha.

Se o movimento crescente de fusões visa colocar em prática o ditado de que “unidos venceremos”, o ‘roll-up’ também deve ser visto pelas empresas familiares como estratégia semelhante para se alcançar o sucesso no mundo dos negócios. Por  Benjamin Yung, Especialista no segmento de reestruturação financeira e fundador da consultoria Estratégias Empresariais Leia mais em Administradores 27/04/2015



KKR lidera aporte de US$ 15 milhões em plataforma de investimentos online

A empresa global de investimentos KKR liderou uma rodada de investimentos de US$ 15 milhões na Artivest, série A, plataforma de investimentos online. O recurso será utilizado pela empresa para acelerar o crescimento de sua tecnologia, infraestrutura, equipes de vendas e execução de seu roadmap de produtos.

Fundada em 2012 e com sede em Nova York, a Artivest fornece a fundos de hedge e empresas de private equity acesso a excepcionais oportunidades de investimentos. Também participaram do financiamento a RRE Ventures, Peter Thiel, Nyca Partners, Anthemis Group eFinTech Collective. O valor investido pela KKR não foi revelado.

"A maioria das empresas de private equity está interessada no acesso a esse capital, mas não tem a capacidade técnica ou operacional para fazê-lo hoje. Estamos ansiosos em fazer parceria com a Artivest, na medida em que eles expandem os seus negócios", disse Ed Brandman, CIO da KKR, que irá juntar-se ao Conselho de Administração da Artivest. Leia mais em tiinside 04/05/2015



Cade aprova sem restrições venda de ativos florestais da Klabin para Araupel

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, operação de venda de ativos florestais da produtora de papel Klabin no Paraná para a empresa de biomassa e produtos florestais Araupel.

O aval do órgão antitruste foi publicado em despacho no Diário Oficial da União desta segunda-feira.
Com o negócio, os ativos adquiridos da Klabin na microrregião de Guarapuava, no Paraná, vão fornecer matéria-prima para a fábrica da Araupel que está sendo construída a aproximadamente 70 quilômetros da área.

"O racional desta operação reside exatamente na construção dessa fábrica, para que os ativos adquiridos da Klabin sirvam de garantia de suprimento de matéria prima", afirmaram as companhias em documento entregue ao Cade. A fábrica da Araupel, que já adquiria matéria-prima anteriormente da Klabin, tem previsão de conclusão até o final de 2016.

A operação tem como interveniente a New Growth Brazil, controlada pela New Growth LLC, uma empresa detida por um fundo de pensão estrangeiro.

O documento entregue pelas empresas ao Cade não revela o valor da operação. (Por Priscila Jordão; Edição de Luciana Bruno) Reuters Leia mais em yahoo 04/05/2015



Impsa fatia ativos para facilitar plano de reestruturação

Para sair de maneira sustentável do processo de recuperação judicial, o grupo argentino Impsa e seus assessores financeiro e jurídico traçaram três pilares para o plano de reestruturação da dívida de R$ 3,2 bilhões, a valores atuais, da Wind Power Energia (WPE). Primeiro, a venda dos ativos de geração de energia; segundo, trazer um novo sócio para a WPE, que ficaria só com a unidade de fabricação de equipamentos geradores; e, terceiro, readequação da dívida com credores financeiros e fornecedores ao fluxo de caixa da companhia.

Do passivo da WPE, o correspondente a US$ 390 milhões estão em poder de credores estrangeiros, os bondholders, e US$ 150 milhões são com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Bancos diversos, como Bradesco, Votorantim e do Brasil têm R$ 680 milhões a receber. Clientes, a título de antecipação, R$ 560 milhões. E fornecedores em torno de R$ 300 milhões. Há ainda dívidas entre empresas do grupo com a controladora de R$ 400 milhões.

Na execução do plano, está prevista a separação entre a Energimp, operadora dos parques eólicos em Santa Catarina e Ceará, da WPE, que tem 55% do seu capital acionário. Os demais 45% são do fundo FI-FGTS (gerido pela Caixa Econômica Federal). O fundo, em maio de 2010, fez aporte de R$ 400 milhões no negócio de geração de energia da Impsa.

Somente os ativos de Santa Catarina, com potência de 222 MW já gerando energia, poderiam render na operação ao menos R$ 800 milhões. "Isso mudaria bastante o rumo da recuperação judicial", disse ao Valor o presidente da WPE, Luis Pescarmona, membro da família controladora do tradicional grupo fabricante de equipamentos de Mendoza e representante de seus negócios do Brasil. "Entramos em 2006 no Brasil e fizemos investimentos acima de R$ 4 bilhões no país no setor elétrico, que apontava perspectivas enormes de expansão. Acreditamos no país", afirmou.

Graciema Bertoletti, sócia-sênior da G5/Evercore, responsável pela implementação do plano, informa que há negociações muito avançadas para venda do parque eólico Ceará II, que tem 120 MW prontos para gerar e outros 90 MW em fase de construção. "Com o dinheiro, pode-se concluir o restante do parque e depois o saldo da venda vai para o caixa da Energimp".

Na parte jurídica, que se encarregou da ação de recuperação judicial, a WPE é assessorada pelo escritório Sergio Bermudes.

A executiva diz que há também interessados para as fábricas de geradores eólicos e hidráulicos, que podem ficar com um único dono, ou com dois, pois têm contabilidades distintas e podem atuar como negócios distintos. "Há vários formatos para o portfólio de ativos", diz Graciema. Os potenciais investidores, do Brasil e exterior, são os próprios credores, fundos com apetite para voltar ao país, grupos que atuam em geração eólica e operadores de fábricas como a da WPE.

No caso dos parques de Santa Catarina, há uma pendência judicial com a Eletrobrás, que tentou tirar o empreendimento do programa Proinfra, de estímulo à geração de energia renovável, a cargo da estatal. Quando ficou pronto, em 2011, a estatal se recusou a pagar a energia, apesar de pareceres favoráveis de vários órgãos do governo federal e da Aneel (agência do setor), conforme relata Pescarmona. A estatal vem pagando sob força de uma ação liminar. São cerca de R$ 18 milhões ao mês.

Nesse ativo, o investimento do grupo foi de R$ 1,3 bilhão - 40% de capital próprio da Impsa. Pescarmona avalia que, depois de tanto embate com a Eletrobras, o grupo busca uma maneira que leve à venda do ativo da Energimp. "Acredito que a família saindo da Energimp, como está disposta, esse problema será resolvido com a Eletrobras".

Para os leilões de hidrelétricas o grupo fez, também em Suape, uma fábrica de turbinas hidráulicas e ganhou concorrência para quatro das 18 da usina Belo Monte. Um contrato de R$ 820 milhões, que a dona de Belo Monte (a Norte Energia) está tentando cancelar. "A primeira delas está prevista só para 2016. Acreditamos que há condições de entregar com a recuperação definida". A WPE foi à Justiça e obteve uma liminar para manter o contrato.

O empresário diz que a Impsa investiu mais de R$ 300 milhões apenas nas duas fábricas de geradores de energia e chegou a ter quase 20% do mercado nacional de turbinas eólicas, com mais de 2 mil subfornecedores locais. "Ao comprarmos o parque eólico de Santa Catarina, acreditamos no Proinfra como um programa para desenvolver esse potencial do país e isso nos estimulou a montar a fábrica em Suape, a mais moderna do país", afirma Pescarmona.

No Estado do Ceará, a controlada Energimp investiu, com apoio do FI-FGTS, em vários parques eólicos, participando de leilões de energia de 2009 a 2011. O Ceará I, de 100 MW, também do Proinfra, está operando. O Ceará II - com total de R$ 1 bilhão, sendo R$ 550 milhões de dívida - está na etapa de negociação. Por falta de recursos para implementar, o Ceará III (150 MW) foi vendido e o IV (120 MW) está parado na empresa.

O empresário aponta que a WPE sofreu alguns contratempos, como restrições do BNDES a projeto do Proinfra, a MP-571 do setor elétrico que atrasou repasses e a decisão da Eletrobras, que causaram descasamento de caixa na empresa enquanto investia. Mas admite que o grupo cometeu alguns erros estratégicos. Primeiro, não perceber a questão da Eletrobras, ter investido em várias frentes ao mesmo tempo, com muito capital e garantias do grupo e ter recorrido ao mercado financeiro pagando custos elevados para tomar recursos.

"Essa situação me entristece, pois fizemos um esforço grande de investimento no Brasil nesse setor. Trouxemos tecnologia e agora só temos 450 empregados [chegaram a 2 mil]", afirma Pescarmona. "Vamos fazer com que os credores recuperem o máximo possível".

Na quinta-feira, a agência de classificação de risco Fitch rebaixou os ratings da Impsa de calote seletivo ("RD") para calote ("D"), decido à recuperação judicial. E rebaixou também para "D" os ratings Venti, holding controladora. Fonte: Valor Econômico/Ivo Ribeiro | De São Paulo Leia mais em portosenavios 04/05/2015



TCU desaprova compra da Rio Linhas Aéreas pelos Correios

Parecer técnico do Tribunal de Contas da União (TCU) identificou riscos ao erário e ao interesse público na associação entre os Correios e a Rio Linhas Aéreas, empresa de transporte de carga postal. Num documento de 20 de abril, a equipe técnica recomenda o fim do negócio por medida cautelar que pode ser adotada pelo TCU.

A estatal e a empresa estão em fase final de negociação. Os Correios querem comprar 49,99% do empreendimento e contratá-lo sem licitação para operar a rede postal noturna. Isso é investigado pelo tribunal desde fevereiro.

Os auditores que assinam o parecer listam sete razões para que a medida cautelar seja adotada, entre elas a existência de uma dívida de R$ 99,7 milhões da empresa e a obrigação de a estatal fazer um aporte adicional de R$ 13 milhões na compra dos 49,99%, além do investimento mínimo de R$ 24 milhões. Não há "clareza quanto ao efetivo custo de aquisição dos 49,99% do capital da Rio Linhas Aéreas, o que introduz o risco de a transação custar mais do que os valores previstos", diz o relatório.

Desde 2010, a empresa já assinou pelo menos seis contratos com os Correios para operar a rede postal noturna, no valor de R$ 517,2 milhões. Mesmo em caso de concretização da sociedade, a estatal pretende executar os contratos até o fim. "Surge razoável dúvida se haverá uma duplicação de gastos e esforços por um período significativo com a manutenção dos atuais contratos", apontou o relatório do TCU.

Outros problemas apontados são o fato de o processo de aquisição estar avançado e a alegação dos Correios de que a nova empresa será administrada como sociedade privada, pois o acordo de acionistas definiu "elevado grau de controle" pela estatal.

O parecer ressaltou que a dispensa de licitação envolverá serviços de "centenas de milhares de reais" e afronta a Lei de Licitações e a Constituição. A dispensa foi defendida pelos Correios com base em parecer do Ministério das Comunicações, pasta à qual está vinculado.

Por conta da dívida da Rio Linhas Aéreas, a estatal pediu que seus donos apresentassem fiança bancária de R$ 33 milhões antes da compra. Além disso, o parecer técnico cita a existência de irregularidades na execução dos contratos, que levaram à aplicação de multas de R$ 19 milhões, definidas pela própria estatal.

A decisão sobre a adoção da medida cautelar caberá ao ministro relator do processo, Bruno Dantas, que decidiu ouvir antes as partes envolvidas. Os prazos se encerram nesta semana.

O entendimento prevalecente é de que os Correios adotaram o modelo de empresa paralela para se livrar da fiscalização e da necessidade de fazer licitação para serviços básicos, nos moldes do foi feito por Caixa e Petrobras. Nestes casos, foram usadas sociedades de propósito específico (SPEs) e não empresas já existentes.

Em resposta ao GLOBO, os Correios afirmaram que não fecharão a operação de compra de 49,99% da Rio Linhas Aéreas em caso de inadimplência da empresa. E a parceria só prosseguirá se aprovada pelo Ministério da Fazenda e por seus órgãos estatutários: "A empresa assinou e vem honrando termo de confissão de dívida reconhecendo tais débitos (...). Foi autorizado o parcelamento desses débitos, devidamente atualizados, a serem integralmente quitados".

Sobre a dívida da Rio Linhas Aéreas, os Correios disseram que o valor foi identificado pela consultoria e considerado para determinar o preço da empresa. A Rio Linhas Aéreas não respondeu até o fechamento desta edição. (Vinícius Sassine)Por O Globo | Leia mais em Yahoo 04/05/2015



03 maio 2015

FUSÕES E AQUISIÇÕES: 66 TRANSAÇÕES REALIZADAS EM ABRIL/15

Foram realizadas 66 transações no mercado brasileiro de fusões & aquisições no mês de abril/2015, correspondendo a um investimento da ordem de R$ 11,2 bilhões. 
Representa uma queda de 21,4%, em relação ao número de operações do mês anterior e de uma redução de 71%  dos montantes envolvidos.
No primeiro quadrimestre do ano, apurou-se 254 operações, um crescimento de 26,4% no total das transações comparativamente ao mesmo período de 2014.
Os setores de TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO (TI); OUTROS; COMPANHIAS ENERGÉTICAS e ALIMENTOS, BEBIDAS E FUMO,  foram os mais ativos no mês de abril. 
O maior apetite em abril ficou por conta dos investidores Estratégicos  com 55 operações (83,3%). Sob a ótica do país de origem do investidor, os de origem Estrangeira responderam por 42,4% dos negócios e 47,6% dos valores envolvidos.
A maior transação anunciada no mês de abril foi a realizada por Abilio Diniz que aumentou sua participação no gigante varejista francês Carrefour, passando a possuir 5,07% do capital. 
Quanto às Percepções de Mercado do mês, a expectativa é de que em 2015 os investimentos dos fundos de private equity e venture capital voltem a crescer já que têm muito dinheiro disponível. Os setores mais atrativos continuam os mesmos de anos anteriores. Entre eles, varejo, consumo, educação e infraestrutura.

Operações de Fusões e Aquisições divulgadas com destaque pela imprensa brasileira no decorrer do mês de ABRIL de 2015.

ANÁLISE DO MÊS 

Os 5 setores mais ativos responderam por 66,7% do total das operações e  33,9% do valor total dos investimentos.
Foram apuradas 66 transações  anunciadas com destaque pela imprensa no mês de abril de 2015, em 21  setores da economia brasileira, registrando uma queda de 21,4% em relação ao mês anterior ( 84 operações).


Constata-se crescimento de 6,5% no comparativo do número de transações realizadas no mês de abril de 2015, comparativamente ao mesmo mês de 2014.
Já em relação ao acumulado no primeiro quadrimestre de 2015, apuradas 254 operações, registra-se um crescimento de 26,4% se confrontado com igual período de 2014,  quando foram realizadas 201 operações.


Em abril/15, o segmento com maior apetite foi o de TI, com a realização de 22 transações representando 33% do total.
No gráfico dos setores mais ativos no primeiro quadrimestre de 2015, além de TI, destacam-se OUTROS; COMPANHIAS ENERGÉTICAS e ALIMENTOS, BEBIDAS E FUMO.
Os setores que apresentaram maiores quedas no nº de transações nos quatro primeiros meses de 2015, em relação ao mesmo período de 2014, foram PETRÓLEO E GÁS e IMOBILIÁRIO.
Por sua vez, os setores que mais cresceram em nº de operações nos primeiros quatro meses de 2015, em relação ao mesmo período de 2014, foram TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO e OUTROS.

O mês sinaliza um crescimento de  0,5% do número de transações de M&A acumuladas nos últimos doze meses -  abril de 2015, com  786 operações, comparativamente com o mesmo período do mês anterior.

Das 66 transações apuradas no presente mês,  38 são de porte até R$ 49,9 milhões - 57,6% do total e responderam por 4,6% do seu valor. Para este mesmo porte de operações, no acumulado do ano de 2015, registraram-se  163 transações representando 64,2% do total  e  2,6% do valor.
No topo da pirâmide foram apuradas 11 transações no primeiro quadrimestre/15, com porte acima de R$ 1,0 bilhão, representando 4,3% do número de operações e responderam por  71,6% do valor das transações.

Quanto aos montantes dos negócios realizados em abril de 2015, estima-se o total de R$  11,2 bilhões, representando uma queda  de 71,7%, em relação ao mês anterior - considerando Valores Divulgados (58,6%) e Não Divulgados (41,4%).

O valor total dos negócios no primeiro quadrimestre de 2015, alcançou R$ 71,3 bilhões, representando um crescimento de 146,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

ALIMENTOS, BEBIDAS E FUMO foi o setor de maior expressão entre os investimentos realizados no primeiro quadrimestre/15, no cômputo total dos investimentos - com R$ 34,2 bilhões.
No gráfico dos setores TOP's, abaixo, estão relacionados por ordem de relevância os investimentos acumulados, por setor, realizados no 1º quadrim./15.
A maior transação anunciada no mês de abril/15, foi a realizada por Abilio Diniz que aumentou sua participação no gigante varejista francês Carrefour, passando a possuir 5,07% do capital.  Diniz também é dono de 10% da filial brasileira do Carrefour. 09/04/2015

O maior apetite em abril ficou por conta dos investidores Estratégicos  com 55 operações (83,3%), e responderam por 64,9% dos montantes investidos. Por sua vez, os investidores Financeiros realizaram 11 transações ( 16,7%).

Sob a ótica do país de origem do investidor, os de origem Nacional predominaram com 57,6% das operações (38) e 52,4% dos montantes investidos. Os de origem Estrangeira responderam por 42,4% dos negócios e 47,6% dos valores envolvidos. Os EUA foram os mais ativos e responderam por 39% do número de operações dos investidores estrangeiros.

“PERCEPÇÕES” DO MERCADO - notícias que se destacaram:
Investimentos de fundos de private equity e venture capital caíram 18% em 2014. A expectativa é de que em 2015 os investimentos voltem a crescer, apesar de terem sido "feitos poucos negócios até agora”.  Do ponto de vista macroeconômico, houve piora. Mas a bolsa de valores, que compete com os fundos, está "muito fraca". É hora de falar com quem tem capital. Tem muito dinheiro disponível. Os setores mais atrativos continuam os mesmos de anos anteriores. Entre eles, varejo, consumo, educação e infraestrutura.

SUMÁRIO DOS DESTAQUES DO MÊS - FUSÕES E AQUISIÇÕES
A ordem da relação das transações de Fusões e Aquisições segue a data em que foram divulgadas pela imprensa e postadas no blog fusoesaquisicoes.blogspot.com. e podem ser localizadas nos endereços abaixo.

DESTAQUES DA:
DESTAQUES DO MÊS ANTERIOR
M&A - QUEM, O QUÊ, QUANDO, QUANTO, COMO e POR QUÊ
 A pesquisa FUSÕES E AQUISIÇÕES - DESTAQUES DO MÊS tem o propósito de captar o “clima” do mercado das operações de Fusões e Aquisições bem como sinalizar suas principais tendências. Trata-se da compilação de notícias visando tornar mais acessíveis e conhecidos os negócios de fusão, aquisição e venda realizados entre empresas com atuação no Brasil. Todas as informações sobre os negócios citados no presente relatório são obtidas a partir de notícias consideradas confiáveis publicadas pela imprensa e divulgadas no “estado" pelo blog FUSOESAQUISICOES.BLOGSPOT http://fusoesaquisicoes.blogspot.com.br , não sendo feita qualquer verificação quanto à sua veracidade, precisão ou integridade do conteúdo. Sempre que possível, serão mencionados os nomes dos compradores – investidor estratégico ou fundos de private equity, dos vendedores, a tese de investimento e principais “value drivers”, o valor da transação, forma de pagamento, múltiplos praticados (Valor da Empresa/EBITDA, Valor da Empresa/Receita) etc. Muitas vezes a notícia não é clara a respeito dos valores/forma de pagamentos e respectivos múltiplos. É bem-vinda toda e qualquer contribuição para tornar as informações mais precisas e transparentes.

03 maio 2015



02 maio 2015

Fusão com GVT deu a Telefônica 100 milhões de clientes no Brasil

O presidente da Telefônica, César Alierta, declarou estar "muito satisfeito" com a recente compra da operadora brasileira GVT, o que deu à empresa espanhola 100 milhões de clientes no Brasil.

"Mais satisfeito ainda" afirmou estar pela educação digital de crianças desfavorecidas que a Fundação Telefônica desenvolve no país.

O Brasil voltará a crescer "muito antes" do que dizem os organismos internacionais, declarou Alierta em entrevista à Agência Efe após receber neste sábado a Grande Cruz da Ordem de 2 de Maio, máxima distinção concedida pela região de Madri.

Na próxima quarta-feira, 6 de maio, o presidente da Telefônica viajará para São Paulo, onde se reunirá com o ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini.

Será sua primeira viagem após a aquisição pela Vivo SA - Telefônica Brasil - da GVT, cuja rede chega a 156 cidades e abrange telefonia celular, fixa, banda larga e TV por assinatura.

"Depois da fusão da Vivo com a GVT, me reunirei com toda a equipe e com o ministro das Comunicações para falar dos planos que temos para acelerar a digitalização da sociedade brasileira", disse Alierta.

Para a compra da GVT "fizemos uma ampliação de capital que foi a maior feita no Brasil nos últimos anos. Estamos muito contentes de ter havido muitos investidores estrangeiros que investiram na Telefônica Brasil, o que é um dado de confiança na economia brasileira", explicou.

Sobre a desaceleração da economia brasileira, disse que "a economia crescerá mais do que acreditam as pessoas fora do Brasil. Todo mundo diz que o Brasil vai crescer dentro de dois anos, mas vai crescer muito antes, o sei", disse, otimista.

"Minha experiência é que os organismos internacionais nunca acertam, não acertam com a Espanha, não acertam com a América Latina. Vão sempre atrás, esta é minha experiência de muitos anos. O que dizem os organismos internacionais é o chão, a pior parte, e sempre é melhor que isso", explicou Alierta.

Ele afirmou que o que mais tem gostado da atuação da empresa no Brasil "é a educação digital das crianças, principalmente os que estão em regiões mais distantes", e que vai a mudar a perspectiva de muitas crianças.

A Fundação Telefônica, através do programa Pró-menino, está contribuindo no Brasil para "tirar as crianças do trabalho e dar formação", que nos últimos anos se centrou em melhorar a educação digital.

Para isso, Telefônica proporciona "as tablets e os cursos e forma aos professores que são os que não são digitais ali, e o governo brasileiro colabora muito", explicou.

"A educação é o que vai permitir que uma criança no Mato Grosso e uma de Munique tenham a mesma educação".

"Tanto o governo federal como os governos dos estados brasileiros sabem que contam com o apoio total da Telefônica para digitalizar tudo: a sociedade, a cultura, a economia, porque é fundamental para o futuro", concluiu.  Juliana Leao-Coelho  (EFE).-  Leia mais em Bol.Uol 02/05/2015

02 maio 2015



01 maio 2015

AFLG investe US $ 50 milhões em Quimatec do Brasil

AFLG, uma empresa de private equity, com sede em Tampa, EUA, realizou investimento inicial de US $ 50 milhões na Quimatec. Dentro de cinco ou seis anos, AFLG considera fazer uma oferta pública inicial de ações da empresa.

A Quimatec Produtos Químicos instalada em Aaraquara, SP, é uma fornecedora de antibióticos, bactericidas, clarificantes, desengraxantes, neutralizantes, entre outros, para a indústria sucroalcooleira. Leia mais em em abvcap 16/04/2015

01 maio 2015



Monsanto abordou Syngenta novamente por aquisição, dizem fontes

A Monsanto Co., maior empresa de sementes do mundo, abordou a Syngenta AG para uma aquisição, quase um ano após o fracasso de uma tentativa anterior, segundo fontes a par do assunto.

A Monsanto discutiu seu interesse na Syngenta nas últimas semanas, disseram duas das fontes, que pediram anonimato por discutir informação condifencial. A Syngenta, que tem um valor de mercado de cerca de US$ 35 bilhões, tem preocupações em relação a uma combinação, que enfrentaria obstáculos antitruste, disseram as fontes, e as empresas poderiam não conseguir chegar a um acordo, segundo elas.

Combinada com a Syngenta, a Monsanto se tornaria o maior player do mundo nos ramos de sementes e produtos químicos para plantações e um concorrente gigantesco da Bayer AG, da Basf SE e da Dow Chemical Co. A Syngenta, que tem sede na Basileia, é a maior fabricante mundial de produtos químicos para plantações, enquanto a Monsanto, com sede em St. Louis, é a maior fabricante de sementes e domina o mercado global de grãos geneticamente modificados, como milho e soja.

Uma porta-voz da Monsanto preferiu não comentar, e um representante da Syngenta informou que não tinha comentários imediatos a fazer quando contatado por telefone.

Esforço inicial

As empresas mantiveram conversas preliminares no ano passado com assessores a respeito de uma combinação antes que a administração da Syngenta decidisse não apoiar as negociações, disseram fontes a par do assunto na época. Nenhum acordo foi fechado porque surgiram preocupações a respeito da adequação estratégica, de questões antitruste e de realocação da empresa.

Para resolver problemas antitruste, a Monsanto planejou um acordo que incluiria a venda de porções da empresa combinada, disse uma das fontes na quinta-feira. No ano passado, a empresa dos EUA abordou potenciais ofertantes para esses ativos, incluindo a Bayer, disse essa fonte.

Um porta-voz da Bayer disse que a empresa não comenta sobre rumores ou especulações.

Investigações sobre semente

O domínio da Monsanto na indústria de sementes foi objeto de investigações antitruste nos EUA em níveis federal e estadual há alguns anos. A divisão antitruste do Departamento de Justiça dos EUA abandonou a investigação a respeito de possíveis práticas anticompetitivas na indústria de sementes em 2012, e um mês depois pelo menos sete estados, liderados por Iowa, concluíram sua investigação de cinco anos sem adotar nenhuma medida.

A oposição às sementes geneticamente modificadas levou a Basf SE a anunciar, em 2012, a transferência da divisão de ciência do plantio, que desenvolve essas sementes, da Alemanha para os EUA.

Durante as negociações do ano passado, a aquisição da Syngenta era -- em parte -- vista como uma oportunidade para que a Monsanto mudasse seu endereço fiscal para a Suíça, onde os impostos corporativos são mais baixos que nos EUA. Desde então, esses acordos, conhecidos como inversões, foram colocados sob a apuração dos parlamentares dos EUA e não há certeza de que uma nova oferta seria estruturada em torno de uma mudança no endereço oficial da Monsanto.

Título em inglês: 'Monsanto Is Said to Approach Syngenta Again About a Takeover'. | Andrew Noël, Aaron Kirchfeld e Ed Hammond (Bloomberg) -- Leia mais em Bol.Uol 01/05/2015