30 agosto 2016

Smiles vê oportunidades de aquisição, mas dentro do turismo

Smiles: "Temos sido procurados por muita gente, inclusive por seguradoras para atuarmos como corretora, mas isso não é nossa prioridade"

A Smiles observa oportunidades de ampliar suas fontes de receita, inclusive com aquisições, mas não planeja comprar negócios fora da área de turismo, disse o presidente-executivo da companhia, Leonel Andrade.

"Temos sido procurados por muita gente, inclusive por seguradoras para atuarmos como corretora, mas isso não é nossa prioridade", disse Andrade em entrevista à Reuters.

A declaração foi feita alguns dias depois da maior rival da Smiles, a Multiplus, ter lançado uma corretora de seguros.

De acordo com Andrade, dada a natureza do negócio, em que as empresas de programas de fidelidade acumulam volumes altos de caixa, e a elevada base de clientes, a sondagem de investidores e parceiros potenciais é constante.

"É hora de olhar oportunidades, mas no caso da Smiles, se houver algo, vai ser no nosso 'core business'", afirmou.

Controlada pela companhia aérea Gol, a Smiles é a segunda maior empresa listada do setor, com 11,5 milhões de clientes.

Diante do aumento da concorrência no setor, com o lançamento em junho da Livelo, joint venture do Bradesco com o Banco do Brasil e dos efeitos da economia em recessão sobre as margens, as empresas de programas de fidelidade têm rapidamente expandido suas atividades para poder diversificar as fontes de receita.

Em julho, a Multiplus fez parceria com a Expedia para atuar em reservas de hotéis. No dia seguinte foi a vez da Smiles fazer uma parceria similar com a Rocketmiles, braço do grupo norte-americano Priceline.

Segundo Andrade, dada a expectativa de maior concorrência, com o surgimento de novos participantes no mercado, a tendência é de gradual queda nas margens de lucro das empresas do setor.

No caso da Smiles, no entanto, a margem ao redor de 36 por cento no segundo trimestre, deve se manter no próximo ano, disse ele.

"No curto prazo não há risco de a margem cair, também por causa do nosso foco no controle dos custos", disse Andrade.

Um dos fatores que devem pressionar as margens do setor, segundo o executivo, é a tendência de queda da quantidade de pontos acumulados por clientes e que expiraram antes de serem utilizados, chamado no jargão do mercado como breakage.

Na prática, o breakage resulta em ganho para a empresa de fidelidade a custo zero. Na média, cerca de 20 por cento das receitas das empresas do setor são oriundas do breakage. Na Smiles, essa taxa caiu à metade, para cerca de 15 por cento, nos últimos três anos.

No lançamento da Livelo, executivos disseram que um dos objetivos da companhia é estimular os clientes a resgatar pontos com mais frequência, usando-os para comprar artigos de valores menores, inclusive para comprar créditos para telefone celular.

Regulamentação

Para o presidente da Smiles, a manutenção de margens de lucro saudáveis das maiores empresas do setor, comparativamente com os demais setores da economia, que têm sofrido mais de forma mais intensa os efeitos da recessão, têm atraído o interesse de mais investidores a atuar em gestão de programas de fidelidade.

Isso é preocupante, segundo ele, porque o setor não é regulamentado e as práticas prudenciais de capital dependem das próprias companhias.

Para o executivo, a eventual dificuldade de uma grande empresa do setor em conseguir cumprir com obrigações financeiras poderia criar incertezas sobre a solidez do setor.

"Deveria ser mais difícil criar um programa de fidelidade", disse Andrade.

"É questão de tempo: vamos ser regulados com certeza." O executivo avalia que a regulação do setor, que tenderia a ser feita pelo Banco Central, pode criar exigências mínimas de reserva de capital tais como as exigidas para os bancos, e possível quebra de contratos de exclusividade. Aluísio Alves, da REUTERS Leia maias em exame 30/08/2016

30 agosto 2016



Fundo quer vender controle de terminal

O fundo americano de investimento Advent International contratou os bancos Morgan Stanley e BTG Pactual para assessorar na venda do controle do Terminal de Contêineres de Paranaguá, empresa que opera o porto paranaense, segundo pessoas familiarizadas com a negociação.

O Advent já havia anunciado a sua intenção de negociar a sua fatia de 50% na empresa que administra o segundo porto mais movimentado do país. Segundo uma das fontes, os americanos pretendem receber R$ 3,5 bilhões (US$ 1,1 bilhão) pela sua participação na companhia.

Os seus sócios no negócio (que inclui fundos brasileiros e empresas espanholas) também podem estar dispostos a entrar na transação. Três operadores de portos na Ásia (dois deles chineses) já manifestaram interesse pela companhia.  - Folha de S.Paulo Leia mais em portal.newsnet 30/08/2016



Retomada de IPOs global pode trazer maior regulação

À medida que os dias de cão de agosto aproximam-se do fim, os banqueiros estão cruzando os dedos, torcendo por um reaquecimento outonal das ofertas públicas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês). Mas isso pode trazer alguma atenção indesejada.

Até agora, foi um ano difícil para os especialistas em mercado de capitais: o ritmo de IPOs diminuiu 61%. A situação é ainda pior na Europa, onde os IPOs caíram 73%. Há, porém, razões para otimismo. Os mercados descartaram o pânico inicial em torno do Brexit, a volatilidade nas bolsas se dissiparam e os bancos centrais estão mantendo as taxas de juros baixíssimas por mais tempo. O J.P. Morgan afirmou que tem mais de 20 IPOs mundiais na fila para setembro.

No entanto, a retomada dos IPOs pode trazer maior fiscalização. Agências regulatórias e gestores de fundos estão pressionando por maior transparência num processo que permanece opaco e carregado de potenciais conflitos de interesse. Uma retomada dos IPOs é, evidentemente, boa notícia para os bancos no curto prazo - mas poderá criar o campo de testes para novas medidas que poderão reduzir suas receitas no longo prazo.

Considere o processo de alocação de investidores que decide quanto cada parte recebe em uma abertura de capital. No Reino Unido, a Autoridade de Conduta Financeira (FCA) publicou estudo condenatório - embora pouco surpreendente - que conclui que bancos tendem a recompensar os maiores clientes com alocações favoráveis e também favorecer "flippers" (compra e revenda de curto prazo) em detrimento de investidores de longo prazo. Isso pode parecer uma pequena parte do processo - mas os bancos ganham mais dinheiro dos investidores do que com as comissões cobradas das companhias emissoras, de acordo com o estudo da FCA.

A autoridade regulamentadora disse que quer melhorar o processo para garantir que mais informações fiquem disponíveis e para assegurar que o mercado "permaneça aberto a entradas e a inovação". Nada disso soa bem para a capacidade dos bancos de ganhar dinheiro em um ambiente já competitivo - especialmente na Europa, onde as comissões cobradas pelos bancos para o gerenciamento de IPOs tendem a equivaler a um terço das praticadas nos EUA.

A fiscalização regulatória também cria a perspectiva de introdução de mais tecnologia e automação num mercado que tem resistido totalmente a tais inovações. Os passos, até agora, têm sido hesitantes: uma associação comercial, a Fix, testou recentemente um sistema automatizado de pedidos de ações em IPOs que envia ordens de compra e recebe alocações eletronicamente. À primeira vista, isso parece puramente uma maneira de evitar erros manuais ou uma trilha complexa de burocracia, mas imagine as futuras consequências da adoção generalizada de uma auditoria de operações eletrônica, transparente e que pode ser rastreada (embora não seja pública).

Um gestor de fundos seria teoricamente capaz de pressionar pela disponibilização de informações mais detalhadas sobre o porque de uma alocação inicial ter sido reduzida mais do que conforme o pedido posterior de um fundo de hedge, por exemplo. Em consequência, isso poderia mudar o comportamento e as receitas de clientes.

É improvável que isso faça com que os banqueiros envolvidos em IPO estejam passando preocupadas noites em claro, por enquanto, e é provável que eles resistam a mudanças drásticas. Eles também já superaram escândalos regulatórios passados: lembram-se do boom no setor pontocom? Maior fiscalização focada nas alocações pode não ser suficiente para forçar uma reestruturação radical ou comprometer as receitas de um serviço que inclui de tudo: de subscrição de risco a avaliações financeiras.

Mas não é preciso ir muito longe para ver o que acontecerá com as receitas depois que automação e transparência começarem a fazer progressos. Os negócios eletrônicos com ações cortaram muita gordura em termos de comissões de corretagem. Os negócios com títulos revelaram-se muito mais resistentes, mas novas plataformas eletrônicas estão ganhando força.

É possível que os IPOs não se submetam a mudanças. Mas se a história servir de guia, os pequenos passos de hoje são o presságio de saltos maiores amanhã. - Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 30/08/2016



Centro de Imagem Diagnósticos pede registro para IPO

A Centro de Imagem Diagnósticos protocolou nesta segunda-feira na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pedido de registro para realizar uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).

A operação, que envolve ofertas primária (ações novas) e secundária (papéis detidos por sócios da companhia), será coordenada por Itaú BBA, Bank of America Merrill Lynch e Santander Brasil, segundo o prospecto preliminar da oferta.

A companhia mineira, criada em 2010 e que opera sob a marca Alliar Medicina Diagnóstica, pretende se listar no Novo Mercado, segmento da BM&FBovespa com regras mais rígidas de governança.

A empresa se apresenta como a segunda maior do setor de diagnósticos por imagem do Brasil em número de equipamentos de ressonância magnética e terceira maior em prestação de serviços de medicina diagnóstica do país em receita líquida.

A receita líquida consolidada pro forma não auditada da companhia foi de 460,1 milhões de reais no primeiro semestre.

A empresa tem entre os sócios o Pátria Investimentos, com 25,7 por cento do capital; a Kinea, do Itaú Unibanco, com 6,35 por cento; e um grupo de médicos e outros acionistas, com 67,95 por cento.

Desse último grupo, os acionistas Sérgio Tufik (23,36 por cento das ações) e Roberto Kalil Issa (17,29 por cento das ações) participam como acionistas vendedores.

Segundo o prospecto, os recursos que devem ser levantados com a oferta primária serão usados para expansão orgânica da companhia e amortização de passivos bancários. Por Aluísio Alves (Reuters) - Leia mais em uol 30/08/2016



Freio em aquisições faz bancos perderem US$ 32 milhões este ano

De janeiro de 2015 até julho deste ano, 21 operações em curso naufragaram

Os efeitos da recessão econômica estão sendo sentidos muito além do aumento do desemprego e da queda nas vendas da indústria e do varejo. O clima de incerteza vem fazendo emperrar operações de fusão e aquisição entre empresas, que acabam não sendo concluídas. Com isso, os bancos que fazem a assessoria financeira dessas transações vêm perdendo receitas milionárias. De janeiro do ano passado até julho, nada menos que 21 operações de fusão e aquisição, envolvendo cerca de US$ 14,3 bilhões, naufragaram no meio do caminho, mostram dados compilados pela consultoria Dealogic.

No mundo dos grandes bancos de investimento, que são os responsáveis pela maior parte das operações de grande porte, os contratos preveem o recebimento somente em caso de sucesso do negócio. Se as transações são canceladas ou contestadas, as instituições não recebem nada, ou quase nada. Segundo a Dealogic, as receitas perdidas pelos bancos que atuam no país já somam US$ 89 milhões no período, sendo US$ 32 milhões apenas neste ano.

"Os bancos menores e consultorias ainda cobram uma remuneração mensal além da taxa de sucesso, mas os grandes bancos trabalham apenas com essa cláusula de sucesso. A praxe é prever qual a receita esperada com a transação. Quando a operação não é concluída, não só essa receita não se confirma como os bancos ainda têm que arcar com despesas do processo", explica Carolina Lacerda, consultora de fusões e aquisições.

US$ 57 bilhões
Os valores dessas perdas de receita não é tão alto para as receitas totais dos bancos, mas são ruins em um ambiente já fraco de negócios para os bancos de investimento.

Em 2011, o volume de perdas de receitas com operações não levadas a cabo foi elevado: US$ 104 milhões. No ano anterior, o setor assistira um recorde nas fusões e aquisições no país: US$ 157,06 bilhões. Além disso, outras atividades de bancos de investimento, como emissões de títulos de renda fixa e de ações, também estavam em alta, minimizando essas perdas de receita.

Neste ano, as ofertas de ações praticamente inexistem e poucas empresas se arriscam a emitir títulos de dívida, no Brasil ou no exterior.

Segundo especialistas, o motivo mais comum para os fracassos de fusões ou aquisições é a discordância em torno de preços ou das participações acionárias (no caso de fusões). No contrato inicial, o vendedor pode estipular um preço com base em seu volume de vendas. Mas, ao longo do processo, percebe que as receitas são menores que o esperado, o que leva o comprador a desistir do negócio se o preço não cai.

Divergência de preço
A falta de consenso sobre esses termos foi o que levou, na semana passada, ao fim das conversas entre Restoque, dona das marcas Le Lis Blanc e Rosa Chá, e Inbrand, que detém a Ellus e Richards, que desistiram da fusão.

Outro fator comum para a frustração dessas transações são as contingências trabalhistas, fiscais e ambientais.

"Os negócios que não saíram, na maior parte, foi em razão das expectativas de valor, que não se confirmaram. Além disso, os diversos tipos de contingências acabam elevando riscos da operação, principalmente para estrangeiros", explica Carolina.  AGÊNCIA O GLOBO - Leia mais em epocanegocos.portaldoholanda 30/08/2016



29 agosto 2016

Mondelez desiste de buscar fusão com Hershey

A fabricante de alimentos americana Mondelez informou nesta segunda-feira que desistiu de tentar uma fusão com a produtora de chocolates Hershey.

"Após discussões sobre a fusão, e levando em consideração as recentes respostas da Hershey, nós determinamos que não há mais caminho no sentido de um acordo. Embora estejamos decepcionados com esse resultado, continuamos comprometidos com nossa estratégia de criar valor ao acionista, inclusive por meio de aquisições", afirmou Irene Rosenfeld, presidente da Mondelez.

A Hershey rejeitou em junho deste ano a proposta de aquisição da Mondelez, de US$ 107 por ação. A fusão criaria uma gigante mundial de doces, unindo as duas marcas mais conhecidas do setor.

As ações da Hershey caíam 11,42% no pós-mercado americano para US$ 98,95. A Mondelez operava com alta de 3,62%, a US$ 44,60. Valor Econômico Leia mais em bol.uol 29/08/2016

29 agosto 2016



Petrobras deve fechar maior venda da história com NTS

Petrobras: no centro do maior escândalo de corrupção do Brasil, a petroleira estabeleceu meta de venda de US$ 15,1 bilhões em ativos para reduzir sua dívida

A Petrobras está em fase final da venda de uma rede de gasodutos para um grupo liderado pela Brookfield Asset Managment, e pode vender mais que os 81% previstos anteriormente, no que seria a maior venda de ativos em valor já feita pela empresa, disseram duas pessoas com conhecimento direto do processo, que pediram anonimato porque não estão autorizadas a falar publicamente.

A petroleira pode fechar venda da Nova Transportadora Sudeste antes do final de setembro e o negócio está estimado entre US$ 5,5 bilhões e US$ 6 bilhões, disseram as pessoas.

O fundo soberano de Cingabura GIC, China Investment Corp., Greenwich e First Reserv Corp. também fazem parte do grupo de compradores.

A Petrobras e a Brookfield não quiseram comentar o assunto.

No centro do maior escândalo de corrupção do Brasil e lutando para recuperar investimentos em refinarias não-rentáveis, a Petrobras estabeleceu meta de venda de US$ 15,1 bilhões em ativos em dois anos até 2016 para reduzir sua dívida, a maior do setor petroleiro.

A companhia vendeu US$ 700 milhões em ativos em 2015 e tem acelerado as negociações desde a entrada de Pedro Parente para o cargo de presidente em junho deste ano.

A Petrobras continuará a vender ativos nos próximos anos como parte de um esforço para reduzir pela metade sua dívida em três anos, disse Parente na segunda-feira, em uma conferência em Stavanger, Noruega.

A petroleira já levantou US$ 4,6 bilhões em venda de ativos na Argentina, Chile e Brasil entre 2015 e 2016. A venda do Campo offshore de Carcará à Statoil por US$ 2,5 bilhões foi uma das maiores já feitas pela companhia.

A companhia não fechará a venda da unidade de combustível BR Distribuidora este ano, segundo Anelise Lara, gerente executiva da Petrobras, em entrevista a repórteres em 22 de julho.

"A Petrobras está desesperadamente tentando vender subsidiárias para fazer frente a uma montanha de dívida em 2017, 2018 e 2019”, disse o analista Thomas Olney, da consultoria FGE.

As vendas de ativos são uma parte importante da estratégia para reduzir a alavancagem, disse Ivan Monteiro, diretor financeiro da Petrobras, a repórteres em 11 de agosto. Sabrina Valle, da Bloomberg Cristiane Lucchesi e Scott Deveau, da Bloomberg Leia mais em exame 29/08/2016



Engevix e Queiroz Galvão têm dificuldades para vender ativos

Engevix: a Engevix enfrenta "grandes dificuldades financeiras" e tem tentado "sem sucesso" vender a hidrelétrica de São Roque

As empreiteiras Engevix e Queiroz Galvão têm enfrentado dificuldades na busca por compradores para seus ativos no setor de energia, segundo três fontes próximas às negociações e um documento oficial visto pela Reuters, em meio a investigações em andamento sobre as empresas e um cenário político ainda turbulento no país.

Com investimentos bilionários no setor, as empresas colocaram ativos à venda em meio a dificuldades financeiras após serem envolvidas em investigações da Operação Lava Jato, que apura casos de propina em estatais, empresas privadas e partidos políticos.

Segundo um documento do Ministério de Minas e Energia visto pela Reuters, a Engevix enfrenta "grandes dificuldades financeiras" e tem tentado "sem sucesso" vender a hidrelétrica de São Roque, atualmente em construção em Santa Catarina.

No documento, o ministério aponta que atualmente não há previsão de conclusão da usina de cerca de 140 megawatts, que foi licitada em 2011 e precisaria ter entrado em operação neste ano.

As obras foram paralisadas em meio à crise financeira da Engevix.

Duas fontes que participam das negociações disseram à Reuters, sob a condição de anonimato, que tem havido pouco avanço na tentativa de encontrar comprador para a usina.

Já a Queiroz Galvão também tem enfrentado dificuldades para negociar sua subsidiária de energia, que possui parques eólicos, hidrelétricas de médio e pequeno porte e usinas a biomassa.

A Queiroz Galvão estima que seus ativos de energia receberam aportes de 4 bilhões de reais, enquanto a hidrelétrica de São Roque, da Engevix, é orçada em cerca de 700 milhões de reais pela companhia.

Negociação difícil 

A Reuters já havia publicado em junho de 2015 o interesse da companhia em buscar um "sócio estratégico" para os ativos em energia.

Segundo três fontes, que falaram sob a condição de anonimato porque as negociações são privadas, as chinesas State Grid e Three Gorges estão entre interessados, assim como a canadense Brookfield.

Do lado dos chineses, segundo uma fonte, há interesse, mas também cautela diante do ambiente político do Brasil.

"Eles acreditam que não têm porque não esperar mais... dar uma segurada porque pode acontecer alguma coisa no cenário político e impactar em dólar, em preço", afirmou a fonte.

A segunda fonte disse que há também, ao menos por parte dos canadenses, uma tentativa de barganhar o preço dos ativos, dada a presença da Queiroz Galvão entre as empresas investigadas na Lava Jato, que poderia levantar riscos de problemas futuros para um eventual comprador.

"Tem que ter preço, não adianta, para quem vai vender? Senão vai morrer abraçado (com os ativos)", afirmou.

Em agosto, a Queiroz Galvão se tornou o alvo principal de uma nova fase da Operação Lava Jato, com profissionais envolvidos nas acusações lançando graves acusações de crimes contra a companhia.

De acordo com a primeira fonte, os riscos de compliance associados ao envolvimento da Queiroz Galvão na Lava Jato preocupam os interessados e estão no radar, mas não devem impedir um negócio. "Eles sabem com o que estão se metendo", disse.

Procurada, a Engevix disse que não comentaria, enquanto a Queiroz Galvão Energia não respondeu imediatamente.

A Three Gorges disse que está atenta a oportunidades no Brasil, mas não comenta projetos específicos. State Grid e Brookfield preferiram não comentar.  Luciano Costa, da REUTERS



Gestora Permira faz primeiro aporte no mercado brasileiro

A Permira, gestora europeia de fundos de private equity que tem € 25 bilhões sob sua gestão, está fazendo seu primeiro investimento direto no Brasil.

Até agora, sua exposição ao país se restringia à participação em companhias estrangeiras com alguma atuação aqui, como Informatica (de software), Magento (de comércio eletrônico) e Hugo Boss. A "escol... Leia mais em Valor Econômico 29/08/2016 








Nutanix compra PernixData e Calm.io pra fortalecer sua nuvem empresarial

Os valores das transações não foram divulgados, mas devem dar à Nutanix melhores condições de competir com as gigantes de TI.

A provedora de computação em nuvem empresarial Nutanix anunciou a compra da PernixData, de analytics, e da Calm.io, de soluções para DevOps. Os valores das transações não foram divulgados, mas devem dar à Nutanix melhores condições de competir com as gigantes de TI.

Em comunicado, a empresa diz que as novas aquisições darão à sua nuvem empresarial “agilidade, automação e simplicidade de uma nuvem pública à segurança e atratividade econômica de longo prazo de uma infraestrutura local”.

Serão integradas novas camadas de software para sistemas de armazenamento de memória, com a melhora da mobilidade das aplicações com o Application Mobility Fabric (AMF) e da orquestração e automação do fluxo de trabalho no software de gestão Prism.

Com incorporação da PernixData,  as empresas desenvolverão uma camada de dados avançada para substituir os silos de armazenamento tradicionais e as redes de alta latência com tecnologia pioneira de armazenamento de memória e de interconexões. São investimentos estratégicos previstos em novas tecnologias de servidor e armazenamento para “oferecer aos clientes uma reinterpretação da malha de interconexão de dados para a era pós-flash da computação empresarial”.

“A solução da PernixData tem ajudado centenas de clientes a virtualizar suas aplicações sem comprometer o desempenho e visibilidade”, diz o CEO e co-fundador da PernixData, Poojan Kumar, em comunicado.

Com a Calm.io, por outro lado, a ideia é integrar as equipes de ambas as empresas para dar flexibilidade na escolha da gestão e do uso da infraestrutura de TI com automação na nuvem e gerenciamento de recursos já existentes na camada de software num painel simples que reúna nuvens, pessoas e plataformas.

“Infraestrutura de data center deve ser totalmente automatizada, simples de implementar e fácil de utilizar”, diz CEO e fundador da Calm.io, Aaditya Sood. O CEO e presidente da Nutanix, Dheeraj Pandey, por sua vez, celebrou o dia que chamou de “muito especial na história” da empresa com a expectativa de construir “a próxima geração de produtos inovadores e verdadeiramente ajudar nossos clientes a realizar a visão da nuvem empresarial”. Leticia Cordeiro,  Leia mais em bitmag 29/08/2016




Odebrecht Ambiental adquire participação remanescentes do capital da Odebrecht Ambiental – Projetos Ambientais S.A.

Aquisição, por parte da Odebrecht Ambiental S.A, dos 30% restantes do capital da Odebrecht Ambiental – Projetos Ambientais S.A. ("OAPA"), pertencentes à Campo Novo.

Resumo da decisão: a atuação da OAPA se dá somente no mercado de saneamento de água e
esgoto, mediante concessões e demais modalidades de contratação junto ao Poder Publico. Esse
mercado é entendido pela jurisprudência do CADE como um monopólio natural de abrangência
municipal, uma vez que sua estrutura não permite o desenvolvimento da atividade por mais de
uma empresa em determinada localidade, além do que está sujeito às regras pré-estabelecidas da
concessão pública.

Considerando que a OAPA já integra o Grupo Odebrecht e que o referido grupo econômico não
possui outras empresas com atividade no tratamento de água e esgoto nos mesmos municípios de
atuação da OAPA, quaisquer preocupações concorrenciais foram afastadas.

Dessa forma, a SG-CADE concluiu que a presente operação não suscita preocupações no âmbito
concorrencial, aprovando-a sem restrições. Leia mais em loboderizzo ACnº 08700.004506/2016-88  01/07/2016



Distribuidoras de cosméticos Classy Brands e Florale anunciam fusão

A Classy Brands, importadora e distribuidora de marcas nacionais e internacionais, e a Florale, tradicional marca de cosméticos, anunciam sua fusão, realizada neste mês de agosto. O objetivo é unir os portfólios das duas empresas e buscar sinergias para dar mais força aos negócios.

Segundo Igor Malatesta, Diretor Comercial da Classy Brands, o propósito da fusão é aproveitar o potencial das duas empresas e expandir as vendas. “Juntas, conseguimos atingir metas que antes seriam impossíveis para um dos lados individualmente”, explica.

Já realizada pela Florale, a distribuição das marcas Petúnia, Piment, My Baby, Julie & Joy e Freshquitas pela Classy Brands começará em setembro em todo o país. “Queremos atingir a nova classe média brasileira”, diz Malatesta.

Com essa parceria, a expectativa da Classy Brands é dobrar o faturamento em um período de três anos. A empresa espera ainda que a venda desses produtos represente um aumento de 15% nos lucros. Leia mais em investimentosenoticias 18/08/2016