21 outubro 2014

Yahoo! negocia compra de companhia de publicidade online

Yahoo!: empresa pode comprar a BrightRoll por cerca de US$ 700 milhões

A empresa de sistema de buscas e de publicidade online Yahoo! está negociando a compra da provedora de publicidade digital em vídeo BrightRoll por cerca de 700 milhões de dólares, publicou o blog de tecnologia TechCrunch nesta terça-feira.

Os termos do acordo foram assinados e o preço, se o negócio for fechado, pode ficar na casa dos 700 milhões a 725 milhões de dólares, publicou o site sem citar fontes.

A BrightRoll, que ajuda anunciantes a publicar anúncios em sites, celulares e TVs conectadas à Internet, levantou mais de 40 milhões de dólares junto a investidores e teve mais de 100 milhões de dólares em receita em 2013, segundo o blog.

Representantes do Yahoo! não puderam ser contactados de imediato e a BrightRoll não se manifestou sobre o assunto.Soham Chatterjee, da REUTERS Leia mais em Exame 21/10/2014

21 outubro 2014



Valor de fusões e aquisições no Brasil cresce 27%

As operações de fusões e aquisições no Brasil cresceram 27,1% em valor nos primeiros noves meses do ano, para US$ 45,06 bilhões. Em número de transações, de janeiro a setembro houve 207 operações, contra 272 vistas um ano antes, de acordo com dados divulgados pela Merrill DataSite em parceria com Mergermarket.

O montante ganhou um impulso em setembro, com a compra da GVT pela Telefônica. No mês passado as transações no mercado brasileiro somaram US$ 15,3 bilhões, registrando assim o melhor mês deste ano em termos de valores.

Em relatório, a Merrill DataSite destaca a atividade dos fundos de private equity, aquecida neste ano e à frente de muitas operações que aconteceram no mercado brasileiro. Entre os grandes negócios envolvendo os fundos no Brasil está a compra da Aceco TI pela KKR e da Intermédica pela Bain.

Considerando os dados de fusões e aquisições até o fim de agosto, as operações no mundo subiram 5% em volume e 77% em valor, chegando em 1.270 transações que somaram US$ 341,6 bilhões.

No mundo, assim como na América Latina, os fundos de private equity tiveram um papel de destaque, com os desinvestimentos também acontecendo por meio de venda a um comprador estratégico ou para outros fundos.Fernanda Guimarães, do Estadão Leia mais em Exame 21/10/2014



Startup de realidade virtual Magic Leap levanta US$542 mi com Google

A startup de realidade virtual Magic Leap disse nesta terça-feira ter levantado 542 milhões de dólares em uma rodada de financiamento liderada pelo Google.

Ainda não se sabe muito sobre o produto desenvolvido pela Magic Leap, mas seu fundador e presidente-executivo, Rony Abovitz, disse em fevereiro que a missão da companhia era "desenvolver e comercializar a interface computacional vestível mais natural e amigável do mundo".

Investidores na última rodada incluíam Qualcomm, a maior fabricante de chips para celulares do mundo, Andreessen Horowitz, KKR e Legendary Entertainment.

Sundar Pichai, vice-presidente sênior de Android, Chrome e aplicativos do Google, entrará no Conselho da Magic Leap. Paul Jacobs, presidente do Conselho da Qualcomm, entrará no Conselho da empresa como observador.

Parte importante dos planos da Magic Leap envolve um aparelho vestível que irá detectar o globo ocular dos usuários e projetar imagens dentro deles, disseram fontes ao blog Re/code.

A Magic Leap diz que pode entregar uma experiência 3D mais realista que aquelas oferecidas pelas tecnologias atuais incluindo Oculus Rift, uma fabricante de fones de ouvido 3D, escreveu o Re/code.
Com o Oculus Rift e outras experiências de realidade virtual, o que os usuários veem é uma imagem plana e flutuante no espaço a determinada distância. O que a Magic Leap propõe é fazer o usuário pensar que está vendo um objeto de 3D em cima do mundo real, escreveu o Re/code.

O Facebook comprou a Oculus Rift por 2 bilhões de dólares este ano.

A Magic Leap, com sede na Flórida, disse que usará os recursos para desenvolvimento de produtos, entre outras coisas. (Por Sai Sachin R em Bangalore) Reuters | Leia mais em 21/10/2014



A nova face do outsourcing - empresas querem provedores que ajudem ampliar os negócios

Mercado demanda serviços que geram valor e ampliam negócios, e não apenas redução de custos e aumento de produtividade

Empresas globalizadas estão mais exigentes na seleção de provedores de serviços de terceirização. Para se diferenciarem, e assim conseguirem maior participação de mercado, precisam adotar melhorias contínuas nos processos de negócios.

Pressionados a entregarem resultados, os gestores querem agora soluções que excedam somente a redução de custos e aumento de produtividade, fatores que embalaram a primeira fase da terceirização. O que conta nesta fase da economia - em que não há mais espaço para erros - é utilizar todas as armas para gerar valor ao negócio. Como resultado, disparou a demanda pelos serviços de outsourcing orientado ao negócio. O Grupo ASSA, consultoria internacional especializada em transformação de processos de negócios, teve que expandir a sua capacidade de atendimento por parte de sua rede mundial de Delivery Centers voltada para dar suporte aos clientes, no serviço conhecido por AMS (Application Management Service).

- Cada dia mais empresas exigem de seus parceiros de serviços de outsourcing uma abordagem mais proativa, destaca Raphael
Faggion, gerente de AMS do gA. “O mercado evoluiu drasticamente, os gestores não querem apenas reduzir custos, são pressionados a evoluir seus processos e gerar valor ao seu negócio”, acrescenta o executivo do gA.

A nova fase do outsourcing passa por equipes formadas por especialistas em negócios e tecnologia. “O provedor de AMS precisa trazer maior conhecimento ao negócio do cliente, ter diagnóstico preciso de seus principais problemas e oportunidades de melhorias, identificar, por exemplo, como otimizar a gestão financeira, como melhorar o processo de supply chain, como auxiliar na geração de informação para possibilitar a utilização de créditos de impostos, etc. Enfim, ter uma atuação completa em busca de melhorias contínuas nos processos de negócios dos clientes.


Entre os pontos que geram valor ao cliente está a aplicação da metodologia de dBT® (Digital Business Transformation) do Grupo ASSA ao serviço de AMS. “Com esse foco, de prestar serviço capaz de

gerar a transformação continua do negócio do cliente por meio da tecnologia, conseguimos de maneira recorrente produzir melhorias de processo e ganhos mensuráveis pelas empresas”.

O formato também evoluiu. O gA provê equipes que trabalham de forma remota ou diretamente nas instalações do cliente. “O que mais cresce é a demanda por serviço remoto. Até 2017, pretendemos triplicar o atendimento na linha de serviços de Application Management Services, em que a empresa delega as tarefas de sustentação e evolução dos seus sistemas, sempre com foco no negócio”, relata Faggion.

Outra área de negócio que cresce de forma exponencial é a prestação de serviços de outsourcing dentro do conceito da “Fábrica de Soluções”, ou “AMS Evolutivo”, com o diagnóstico e implementação de pontos de melhorias dentro da companhia.

Uma das vantagens do gA na sua oferta de serviços é a unificação de processos com a utilização da metodologia ITIL (Information Technology Infrastructure Library), que assegura maior eficiência, qualidade de atendimento e integração na ampla rede de Delivery Centers espalhados pelo Brasil, Argentina, México, Chile e Colômbia, além de escritórios nos Estados Unidos.

“Agora operamos virtualmente com todos os Delivery Centers. Hoje podemos usar um profissional de Curitiba, Buenos Aires, Tandil ou Cidade do México, por exemplo, para atender uma chamada de São Paulo. Os clientes contam com uma base de conhecimento e soluções de AMS três vezes maior”, explica o Diretor do Grupo ASSA, Federico Branchini.

O novo modelo também favorece a abertura de novas unidades pela América Latina, região em que a companhia investe pesado na expansão de seus centros de atendimento. “Mais companhias buscam a terceirização de serviços de TI e a América Latina transformou-se em uma base importante na oferta de outsourcing”, complementa o fundador e CEO da companhia, Roberto Wagmaister.

Acompanhar o crescimento e a expansão internacional das empresas é algo que o Grupo ASSA adotou como estratégia de fortalecimento. Atualmente, o serviço já chega a mais de 30 países em clientes como Lojas Marisa, Eldorado Brasil, Amcor, Astrazeneca e GRSA, entre outros. A corporação inova com plataformas de transformação em negócios e aplicativos de tecnologia que se comunicam digitalmente. Esse modelo permite transformar informação básica em conhecimento e cria oportunidades para atingir eficiência operacional. Leia mais em dino 21/10/2014



Technisys capta US$ 13 mi em segunda rodada de investimentos

Desenvolvedora de softwares para instituições financeiras, como o Cyberbank Omnichannel, Technisys busca expansão no Brasil

A desenvolvedora de softwares bancários Technisys anunciou que recebeu 13 milhões de dólares em investimentos na segunda rodada de captação de recursos da empresa.

Entre os investidores, estão a Intel, a Alta Venture, a KaSZek Ventures, a Endeavor Catalyst e a Holdinvest, que já havia investido 1 milhão de dólares em uma rodada anterior.

Fundada na Argentina, em 1996, a Technisys cresceu na América Latina fornecendo sistemas e programas que unificam os canais digitais de bancos e varejistas.

Atualmente sediada em Miami, a empresa inaugurou um escritório em São Paulo em novembro de 2013, com 50 funcionários.

Entre principais os clientes da empresa no Brasil, estão o Itaú, Citibank e o Original, banco do grupo JBS.

De acordo com o presidente da Technisys Miguel Santos, o investimento captado será usado para fazer a empresa entrar em novos mercados e investir em pesquisa e desenvolvimento.

"Estamos pensando em relógios e outras tecnologias vestíveis", disse Santos ao Wall Street Journal.

Para Steven Long, vice-presidente e gerente geral da Intel na América Latina, a  "convergência do canal digital é uma das tendências mais relevantes em digital banking hoje."  Gabriel Garcia, da INFO Leia mais em info.abril 21/10/2014



O passo a passo para levar sua empresa ao mundo digital

Recentemente, voltei a Boston e ao MIT Sloan Executive para o curso “How to Revitalize your Digital Business Model”. No fórum, representantes de agências de publicidade, consultorias, emissoras de tv, empresas de hardware e software e operadoras de telecom unidas pela mesma necessidade: adaptar seus modelos de negócio ao mundo digital; um mundo onde há cada vez menos fronteiras entre o real e o digital.

O curso foi inspirado num projeto de pesquisa liderada pelo MIT Center for Information Systems Research (CISR) com o envolvimento de 118 empresas e com o objetivo de entender os principais desafios de atuar num ambiente cada vez mais digital. O estudo teve duração de 2 anos e uma das principais descobertas foi o fato de que as empresas que lideravam o ranking de digitalização apresentavam taxas de crescimento de receita 8.5% maiores do que a dos seus concorrentes no mesmo segmento.  As margens também eram 7.8% maiores.

Três tendências aumentam a necessidade das empresas de fortalecer o seu modelo de negócio digital. A marcha contínua de digitalização dos diferentes pilares de um negócio; o crescimento dos nativos digitais, que esperam simplicidade, rapidez e segurança nas interações nos canais online; e o surgimento da “voz do consumidor“, que além de buscar informações sobre produtos e serviços de forma rápida, agora pode avaliar e comentar sobre eles nas redes sociais.

Diante deste novo cenário, as empresas buscam formas de engajar clientes e desenvolver uma experiência digital diferenciada. Ainda são muitas as barreiras para que isto ocorra. Se eu não tivesse trabalhado por anos em grandes corporações, talvez tivesse me surpreendido com as dificuldades descritas por meus colegas no processo de digitalização de suas empresas. Elas vão desde executivos receosos em desafiar o tradicional modelo “físico” até o excesso de burocracia. Isso sem contar a necessidade de novos investimentos, que é sempre uma grande barreira.

No mundo digital, o valor para o cliente passa a ser criado por uma combinação de conteúdo, experiência e plataforma. 

O conteúdo é o que é consumido. Uma das melhores maneiras de ganhar a atenção e a confiança do consumidor é criando conteúdo que agregue ao dia a dia. Isso permite que uma empresa construa progressivamente um relacionamento com o seu público-alvo e dessa forma conquiste a confiança e a preferência das pessoas.

A experiência de uso é a forma como o conteúdo é “empacotado” e envolve uma série de fatores, que começam nas ferramentas de busca e vão até a possibilidade de consultar o histórico de todas as interações com a empresa. Estamos falando de orientar e auxiliar o consumidor durante o processo de interação nos canais digitais, de “pegá-lo pela mão” e oferecer um experiência completa e integrada.

Já a plataforma envolve o modelo de distribuição e consiste numa combinação de processos, dados e infraestrutura. Ela deve ser capaz de colher os dados dos clientes, interpreta-los e gerar inteligência o tempo todo. Além disso, ela deve estar integrada com as diferentes plataformas externas, que são smartphones, tablets e computadores, e oferecer uma experiência customizada para cada um destes ambientes. É necessário ter uma parceria com as redes de telecomunicações, de forma a permitir o envio de alertas e o tracking das compras com segurança.

É necessário ser líder nas 3 áreas? A boa notícia é que não. Se o objetivo da sua empresa é fazer receita no meio digital, melhore  a informação sobre seus produtos e serviços; se o objetivo é promover cross-selling e aumentar a receita por cliente, melhore a experiência dele nos seus canais digitais; se o objetivo é ter eficiência e flexibilidade, foque em construir uma plataforma digital eficiente.

Comece com um pilar e seja o melhor nele. Trabalhe com parcerias para desenvolver os outros dois, mas já tenha planos para desenvolver este pilar também. Olhe estes 3 componentes e veja onde sua empresa se destaca. Escolha este para focar e seja o melhor entre seus concorrentes.

Não tenho dúvidas de que este é o momento das empresas fortalecerem seus modelos de negócio na área digital. O número de usuários de internet já ultrapassou a metade da população brasileira, alcançando a marca de 85 milhões; o número de celulares já supera o número de habitantes do país e a publicidade digital começa a ganhar relevância no mix de marketing das empresas.

Num cenário onde o online ganha cada vez mais relevância, você tem que ser o melhor ou tão bom quanto ele. Este é o momento certo de checar se o seu budget para 2015 contempla melhorias no seu conteúdo, na experiência de uso e nas suas plataformas. Todas as empresas, tenham elas nascido ou não na era digital, vão precisar fortalecer sua presença no meio online se quiserem sobreviver. Estejam certos de que quem sair na frente dominará o mercado nos próximos 3 ou 4 anos.
*Fiamma Zarife é publicitária e relações públicas, pós graduada em marketing e especializada pela Singularity University e pelo MIT. Tem passagens por empresas como Samsung, Oi e Claro. Hoje, atua como Vice-Presidente de Atendimento e Novos Negócios na agência RIOT.  Leia mais em Canaltech 21/10/2014



AQUILLA Fato Relevante Mudanca de Controle

Fato Relevante   Mudanca de Controle / Composicao do Patrimonio

A empresa enviou o seguinte fato relevante:

AQUILLA SECURITIZADORA S.A. ( Companhia ), em cumprimento a Instrucao CVM n.
358/02, comunica ao publico em geral, que em 20.10.2014, a Assembléia Geral Extraordinária da Companhia aprovou e ratificou a aquisição pela VEYRON CONSULTORIA EMPRESARIAL LTDA., sociedade limitada, com sede na Cidade do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, na Av. Marechal Camara, n. 160, sala 1118 (parte), Centro   CEP: 20020-010, inscrita no CNPJ/MF sob o n.
16.974.992/0001-98 ( VEYRON ), da totalidade das 100.000 (cem mil) ações ordinárias da Companhia, tornando-se, dessa forma, a única acionista da empresa.

Na mesma ata foi deliberado o aumento de capital social da Companhia de R$ 100.000,00 (cem mil reais), para R$ 1.102.000,00 (um milhão, cento e dois mil reais), com um aumento, portanto, de R$ 1.002.000,00 (um milhão e dois mil reais), mediante a emissão, para subscrição privada, de 1.002.000 (um milhão e duas mil) novas ações ordinárias, sem valor nominal, e com preço de emissão de R$ 1,00 (um real) por ação. As novas ações foram totalmente subscritas e integralizadas pelas VEYRON.

Por fim, a Companhia informa que se trata de uma restruturação interna do Grupo Aquilla, de forma que nao vai acarretar qualquer tipo de alteração na estrutura administrativa da Companhia. Sao Paulo, 20 de outubro de 2014. Leia mais em bmfbovespa 21/10/2014



Com crise, crescem pedidos de reestruturação de empresas

A maior parte das empresas que usam o serviço são familiares, com médio ou grande porte, estão no ramo industrial e têm problemas com fornecedores e capital de giro

A sensação para o empresário pode ser comparada a de uma amputação: dolorosa, porém necessária. A opção pela reestruturação da empresa, mecanismo que procura recuperar firmas que perderam a saúde financeira e não conseguem se reerguer por conta própria, cresceu em meio à desaceleração econômica.

A demanda pelo serviço aumentou a ponto de, conforme apurou o DCI, algumas consultorias rejeitarem pedidos. "O que se comenta no mercado é que existam 38 mil empresas com dificuldade para pagar suas contas", apontou o presidente da Corporate Consulting, Luiz Alberto Paiva.

De acordo com ele, somente na Corporate, a procura pelo serviço aumentou 40% do ano passado para 2014 e, atualmente, a consultoria possui mais de 30 clientes ativos.

O processo de reestruturação começa com um diagnóstico da situação da empresa em crise, no qual é feita uma varredura nas áreas financeira e operacional da companhia, analisando os ativos e os passivos, os meios de precificação dos produtos, os contratos com fornecedores, entre outros.

Depois disso, avalia-se a possibilidade de recuperação da firma, em um processo que se estende por aproximadamente dois meses. "Existe um bocado de empresas que a gente vai analisar e elas já estão quebradas", observou Paiva.

Caso exista a possibilidade de recuperação, é traçada uma estratégia, que normalmente envolve vários setores da empresa, como administração, vendas e marketing, para definir um cronograma de ações para recuperação da companhia.

"A gente analisa a situação real da empresa e prepara um novo fluxo de caixa, com uma nova perspectiva", explicou o proprietário da Estratégia & Negócios, Fernando Hennemann.

O consultor afirmou que o mercado estagnou nos últimos seis meses, o que prejudicou as vendas de diversas empresas e aumentou a demanda pelo serviço de reestruturação. "É como se a semana tivesse quatro dias. Além disso, os bancos frearam nas concessões", comentou.

Médias e grandes

Segundo os executivos ouvidos pelo DCI, a maior parte das empresas que buscam a reestruturação são empresas familiares, de médio ou grande porte, e são do setor da indústria. "Em 110% dos casos o maior problema é má gerência", observou Hennemann.

Após o diagnóstico, a consultoria traça a estratégia para a reestruturação e pode, se a empresa optar, assumir interinamente o controle operacional e financeiro da companhia em crise até que ela esteja recuperada. O processo dura, em média, entre um e dois anos.

Segundo Hennemann, esse tipo de serviço não chega às pequenas empresas porque os credores não têm interesse em renegociar dívidas com valores menores, o que restringe a reestruturação às companhias de maior porte.

O sócio fundador da Global Trevo Consulting, Eduardo Peres, afirmou que, em sua carteira de clientes, os problemas mais comuns são descasamentos de prazos de pagamentos e recebimentos, o que prejudica a liquidez da companhia, e erros na precificação dos produtos comercializados. "A empresa, muitas vezes, vende com a precificação errada e trabalha sem margem", observou Peres.

De acordo com o consultor, embora no período da Copa a demanda pelo serviço tenha diminuído, os pedidos de reestruturação feitos na Global Trevo aumentaram de 2013 para 2014. "A gente tem visto muitas empresas reclamando da redução de margem operacional. Elas não estão conseguindo repassar os custos", afirmou.

Em alguns casos, a consultoria precisa tomar medidas mais drásticas, como corte de pessoal, para reduzir os excessos. "Muitas vezes, se retira as pessoas que levaram a empresa à situação em que ela se encontra", afirmou Hennemann.

Paiva ressaltou que a perda de controle financeiro é um dos problemas mais frequentes entre as corporações que procuram a consultoria. "Os gestores não organizam os pontos de risco, a companhia perde cada vez mais competitividade, as margens desaparecem e passam a ser financiadas por meio de dívidas, o que é fatal", apontou.

No caso da tecelagem Teka, uma das empresas assessoradas pela Corporate, a dívida com credores estão na casa dos R$ 2 bilhões.

Credibilidade

Um dos mecanismos usados pelas empresas de reestruturação é emprestar a credibilidade que possuem para renegociar débitos com fornecedores, funcionários e instituições financeiras. Apresentando o plano de recuperação das corporações assessoradas, as consultorias conseguem estender prazos e renegociar juros.

Além de elaborar a estratégia, a Corporate, em alguns casos, ainda assume os passivos da firma e injeta dinheiro próprio para resolver pontos críticos, como folha de pagamentos, fornecedores de insumos, e garantir capital de giro para retomar a produção.

Os preços praticados e os métodos de cobrança variam dependendo da consultoria. A Corporate cobra um percentual sobre a nova rentabilidade da empresa que costuma variar entre 3% e 10%. A Estratégia & Negócios cobra um percentual fixo e um variável, que depende de empresa para empresa. Já a Global Trevo cobra por hora de serviço.

Recuperação judicial

Dados da Serasa Experian apontam que 631 empresas entraram com pedido de recuperação judicial entre janeiro e setembro deste ano. Somente no mês passado foram 90 pedidos, número 38,46% maior que em agosto, quando 65 pessoas fizeram o pedido.

A ferramenta é usada por algumas consultorias quando a varredura feita na empresa mostra que não existe possibilidade de reestruturação. "A grande sacada é, no processo, utilizar uma consultoria que já tenha boa reputação com os credores que, normalmente, não acreditam mais nos sócios das empresas", observou Paiva.

Hennemann alertou, entretanto, que a recuperação pode ser perigosa e, caso o juiz não veja possibilidade de reestruturação, pode decretar falência. Pedro Garcia Leia mais em Dci 21/10/2014



Platform compra rival por US$ 3,5 bilhões

A Platform Specialty Products, companhia do setor químico, anunciou, a aquisição da rival Arysta LifeScience.

A operação foi fechada por 3,5 bilhões de dólares e anunciada na última segunda-feira.

Parte do valor pago pela operação será financiada. O acordo, segundo a companhia, deve ser finalizado ainda no primeiro trimestre do próximo ano.

A Arysta é uma empresa de capital fechado e foi fundada em 2001. A companhia tem portfólio de cerca de 3.600 produtos, entre fungicidas, herbicidas e inseticidas.

Em 2013, a Arysta registrou faturamento de 1,5 bilhão de dólares e prejuízo de 93 milhões de dólares no mesmo período.   Daniela Barbosa Daniela Barbosa, Leia mais em  EXAME 21/10/2014



WEG anuncia aquisição da FTC Energy Group

Com sede em Bogotá, na Colômbia, a empresa tem 30 anos na fabricação e montagem de painéis elétricos para automação de processos

WEG anunciou hoje a aquisição da FTC Energy Group (“FTC”), empresa que atua na fabricação e montagem de painéis elétricos para automação de processos com sede em Bogotá, na Colômbia.
A FTC foi fundada em 1984 e conquistou posição de destaque no mercado colombiano de óleo e gás, com vasta experiência em painéis especiais e salas elétricas. Em 2013, as receitas da FTC atingiram aproximadamente US$ 10 milhões.

A efetivação da transação está sujeita à aprovação das autoridades de proteção à concorrência e outras condições técnico-comerciais.

De acordo com o Diretor Superintendente da WEG Automação, Umberto Gobbato, “a FTC possui uma carteira de clientes qualificada. Poderemos consolidar nossa presença no mercado colombiano de petróleo e gás, oferecendo uma solução integrada. Naturalmente, esta aquisição também abre diversas oportunidades nos mais diversos segmentos industriais na Colômbia e na região”. Leia mais em weg 20/10/2014




Prosegur compra Transvig, de Roraima

A espanhola Prosegur acaba de fazer sua nona aquisição no Brasil.

A companhia de segurança e transporte de valores comprou a Transvig, líder nesse segmento em Roraima, por R$ 17,4 milhões. Leia mais em Valor Econômico 21/10/2014

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Prosegur compra Transvig e passa a operar em todo o Brasil

A Prosegur anunciou nesta terça-feira a compra da Transvig, de Roraima, por R$ 17,4 milhões, em uma operação que a transforma na primeira empresa de segurança privada a operar em todo o Brasil.

Segundo um comunicado divulgado pela companhia espanhola, com esta aquisição, a Prosegur absorverá os 500 funcionários e incorporará a frota de dez veículos da Transvig.

"Esta aquisição representa um grande passo para integrar o Brasil inteiro sob o amarelo da Prosegur", afirmou o CEO da empresa, Gonzaga Higuero.

Como parte de seu processo de expansão no Brasil, a Prosegur destacou a aquisição, em 2012, da Nordeste Segurança e da Transbank, operações que, segundo a empresa, garantiram sua presença nos estados de Pernambuco, Ceará e Alagoas.

A Prosegur conta com 114 filiais em todo o Brasil que empregam mais de 53 mil funcionários em todo o território nacional. Leia mais em Exame 21/10/2014



Spas e clínicas se unem para enfrentar concorrência

O setor de serviços, principalmente o voltado ao segmento de spas, viveu uma boa fase entre 2010 e 2011. Porém, com o arrefecimento da economia nos anos sequentes, esse mercado precisa encontrar alternativas para o faturamento do setor, com esforço, manter os R$ 370 milhões alcançados em 2013, segundo relatório da Associação Brasileira de Clínicas e Spas (ABC Spas).

A solução do mercado para o seu iminente desaquecimento é a fusão entre a gama de serviços oferecidos em spas, antes dedicados apenas aos procedimentos de relaxamento e bem-estar, com os de clínicas estéticas, voltados à beleza e aparência. "Atualmente 90% destes estabelecimentos nascem ou se adaptam para atender os dois. O mesmo acontece com as (clínicas) estéticas, que estão passando a inserir tratamentos de relaxamento no portfólio assim como o conceito e ambientação dos spas urbanos", explica a diretora executiva da ABC Spas, Ana Paula Marques.

Tendência

A solução está se mostrando eficiente não só para os negócios, mas também para os consumidores. A empresária Ivana Dalla Zanna, proprietária do Omega 4, um estúdio para o corpo que nasceu como spa, identificou uma demanda reprimida por meio dos clientes. Aberto em 2011, o espaço atendia um público específico, já familiarizado com procedimentos de relaxamento e aulas de pilates.

"Depois de seis meses da inauguração diagnosticamos que os frequentadores, à medida que alcançavam os resultados desejados, gostariam de dar continuidade aos cuidados com o corpo e também com a aparência. Muitos deles até sugeriam que devíamos ter tratamentos de beleza", explica.

Com isso, Ivana investiu em pesquisas na região do bairro Paraíso, em São Paulo, onde o Omega 4 está localizado. "Nos primeiros meses, a procura aumentou em média 35%. Hoje, por incrível que pareça, a busca por tratamentos estéticos já está quase equilibrada com a de spa, que é só 10% maior", diz.

O faturamento do negócio, em média de R$ 44 mil mensais, não chegou a sofrer queda com o desaquecimento do setor de serviços e ainda consegue abocanhar a fatia de clientes que agora concentram no local mais de uma atividade. "Hoje meus concorrentes são outros spas, clínicas estéticas e até academias por causa das aulas de pilates. Muitos clientes gostam do ambiente mais silencioso para se exercitar", analisa.

Situação semelhante a de Hilario Radra, fundador do Aum Universo em Movimento, um spa que não só passou a contemplar tratamentos estéticos, mas também de alimentação, com um restaurante especializado em refeições saudáveis.

De forma gradual, Radra, que só entrou no ramo depois de mudar radicalmente o estilo de vida e também o profissional, foi ampliando sua carta de serviços. Hoje o empreendimento atua em 13 diferentes núcleos. "Como cliente, tinha que ir a vários lugares diferentes durante a semana. Quando larguei a publicidade para montar um negócio queria resolver essa logística para as pessoas que moram em uma capital", explica.

Está funcionando. O negócio cresceu 20% desde as implementações. Segundo Radra, 60% do movimento vem do spa, 20% de tratamentos estéticos e 20% do restaurante. "É uma questão de pouco tempo para que as receitas se equilibrem. Quando o cliente atinge sua meta com tratamento de bem estar, a seguinte é ficar bonito", conclui. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Por Roberta Cardoso, especial para AE | Estadão Leia mais em Yahoo 21/10/2014