18 outubro 2017

Vale procura sócio para maior mina de níquel do mundo

A mineradora brasileira Vale está procurando por um sócio para investir em uma das maiores minas de níquel do mundo.

A medida faz parte da estratégia de seu novo diretor-presidente Fabio Schvartsman, que tem o objetivo de reduzir a dívida da companhia e se desfazer dos ativos com baixo desempenho.... leia mais em valoreconomico 18/10/2017


18 outubro 2017



Dommo Energia assina acordo para vender 30% dos campos de Atlanta e Oliva para Azibras

Companhia passou por um longo processo de recuperação judicial, que teve início em 2013 e foi encerrado apenas em agosto deste ano

O Conselho de Administração da Dommo Energia (ex-OGX) aprovou um acordo para a venda de 30 por cento da participação da empresa no bloco BS-4, onde estão os campos de Atlanta e Oliva, na Bacia de Santos, para a Azibras, subsidiária do Grupo Seacrest, informou em comunicado na noite de terça-feira.

O negócio, de cerca de 60 milhões de dólares, faz parte da estratégia da Dommo para equalizar valores junto às demais sócias do ativo e também para reforçar o caixa da companhia, que passou por sérios problemas financeiros após a grande crise sofrida por seu fundador, Eike Batista.

A então OGX passou por um longo processo de recuperação judicial, que teve início em 2013 e foi encerrado apenas em agosto deste ano.

A conclusão da venda irá depender da aprovação dos credores, dos demais sócios do ativo, da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e da celebração de um contrato de venda.

Atualmente, a Dommo Energia detém participação de 40 por cento no bloco BS-4, em parceria com Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP), operadora do bloco, e com a Barra Energia, ambas com 30 por cento.

Em julho, a QGEP anunciou que o campo de Atlanta irá entrar em operação no primeiro trimestre de 2018. (Por Marta Nogueira) Reuters Leia mais em dci 18/10/2017



Cade aprova por unanimidade acordo de fusão da AT&T e Time Warner com condições

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou por unanimidade nesta quarta-feira a fusão entre as norte-americanas AT&T e Time Warner, desde que as empresas mantenham suas operações separadas no país.

Os conselheiros seguiram o voto do relator do caso, Gilvandro Araújo. Além da separação das operações no país, o relator recomendou que todos os acordos de licenciamento de conteúdo sejam informados a um auditor independente a ser nomeado pelo Cade, que se encarregará por avaliar se os termos desses acordos são anticompetitivos. (Por Bruno Federowski) Reuters Leia mais em dci 18/10/2017



Kraft Heinz vende fábrica nos EUA para Reich Brothers Holdings

A Kraft Heinz informou, nesta quarta-feira (18), que fechou acordo para a venda do prédio histórico da marca Oscar Mayer, localizado no número 910 da Mayer Avenue, em East Side, Madison, capital de Wisconsin, para a Reich Brothers Holdings.

A Kraft Heinz fechou a fábrica, que funcionava no local desde 1919, em junho deste ano, após uma revisão de custos e uso de capacidade produtiva. Os cachorros-quentes Oscar Mayers, os cortes a frio e os alimentos que eram produzidos nessa fábrica foram transferidos para outras instalações da Kraft Heinz nos Estados Unidos... Leia mais em valoreconomico 18/10/2017



Startup de recrutamento Revelo recebe aporte de R$14 milhões

A startup brasileira de tecnologia para recrutamento Revelo recebeu aporte de 14 milhões de reais (4,6 milhões de dólares) em uma rodada de investimentos envolvendo grupos internacionais, disse a companhia nesta quarta-feira.

A empresa pretende utilizar os recursos obtidos junto ao fundo Valor Capital Group e o grupo australiano de recursos humanos Seek para impulsionar o crescimento de sua plataforma.

"O aporte tem como objetivo acelerar o desenvolvimento do produto e levar a nossa solução para grandes empresas", disse em nota um dos cofundadores da companhia, Lucas Mendes.

Trata-se da segunda rodada de financiamentos da empresa fundada em 2014, que anteriormente já havia recebido aporte de 3 milhões de reais e tem como investidores os fundos Social Capital e Graph Ventures.

No entanto, a startup ainda não dá lucro, devido ao foco em crescimento, disse à Reuters um dos cofundadores, Lachlan de Crespigny.

A Revelo opera um sistema voltado ao recrutamento de profissionais de tecnologia e negócios, em que os candidatos passam por testes da plataforma e, se aprovados, ficam à disposição de companhias clientes, em vez de se candidatarem diretamente a vagas publicadas. Segundo a Revelo, isso permite que as empresas reduzam o processo de contratação e a rotatividade de funcionários.

A companhia, que atualmente conta com 100 mil perfis de candidatos cadastrados, não pretende combinar suas operações com as da Catho, uma das maiores empresas no setor de recrutamento online no Brasil, controlada pela Seek.

"A Seek é um investidor financeiro minoritário e não existe nenhuma relação além do investimento", disse de Crespigny.

A startup tem entre seus clientes Itaú Unibanco, 99, B2W, Natura, Cielo, Hospital Albert Einstein e GPA. (Por Natália Scalzaretto) Reuters leia mais em dci 18/10/2017



GuiaBolso recebe aporte de R$ 125 milhões e aposta em serviços financeiros

Quinta rodada de investimentos envolveu seis fundos

OGuiaBolso, aplicativo de controle financeiro, deu mais um passo em seu objetivo de se tornar uma plataforma integrada para oferecer serviços financeiros. A fintech recebeu um aporte de R$ 125 milhões, em sua quinta rodada de investimentos, que envolveu seis fundos (Vostok Emerging Finance, Ribbit Capital, IFC, QED Investors, Endeavor Catalyst e Omidyar Network).

De acordo com Benjamin Gleason, sócio do GuiaBolso, o montante será utilizado em três frentes. Primeiro, em continuar aumentando a base de usuários, que já chega a 3,5 milhões. Segundo, em ampliar sua plataforma de crédito, a Just Online, um marketplace que oferece opções mais baratas de empréstimos a seus usuários. Até hoje, diz ele, o Just Online intermediou empréstimos de R$ 200 milhões.

Em terceiro lugar, o GuiaBolso pretende desenvolver mais produtos. “Além do empréstimo pessoal, a ideia é começar a oferecer produtos como investimentos e cartão de crédito por meio de parcerias com outras instituições financeiras, possivelmente com fintechs”, afirma Gleason. “Nosso objetivo é tornar cada vez mais o GuiaBolso um aplicativo essencial para o consumidor tomar todas as decisões financeiras em um só lugar, seja em relação ao orçamento, ao crédito ou aos investimentos.”

Com a plataforma de finanças pessoais, o aplicativo tem uma visão geral da situação financeira dos usuários. Isso, defende Gleason, possibilita oferecer as melhores opções, sejam empréstimos mais baratos do que o usado atualmente ou oportunidades de investimento melhores. “Por exemplo, se uma pessoa tem todo o seu dinheiro guardado na poupança, podemos mostrar que ela pode trocar por um fundo de renda fixa em uma corretora e, com isso, o usuário terá um rendimento melhor com taxa menor do que a corretora”, afirma o sócio.

Nos empréstimos, ter as informações financeiras do usuário permite também oferecer alternativas mais baratas. “Faltam dados para que as instituições financeiras avaliem o risco daquela pessoa”, diz ele. Por isso, muitas vezes acabam cobrando juros mais caros do que aceitariam se soubessem a situação financeira do indivíduo.

Em captações anteriores, o GuiaBolso havia recebido R$ 220 milhões em financiamento. Com mais de 3,5 milhões de usuários, o aplicativo cria automaticamente uma planilha financeira. Além de ajudar no controle de gastos, é um marketplace de contratação online de empréstimos — os usuários podem ver opções oferecidas por várias instituições financeiras e contratar uma delas. Leia mais em epocanegocios 18/10/2017



Dona da Zorba compra Alternative Apparel por US$ 60 milhões

A Hanesbrands, companhia americana de vestuário dona das marcas Zorba, Hanes, Kendall e Tensor, anunciou hoje a aquisição da também americana Alternative Apparel, que produz camisetas, roupas de lã, tops e outros itens de moda básica.

A Hanesbrands fez a aquisição em dinheiro, por aproximadamente US$ 60 milhões. A Alternative Apparel foi fundada em 1995 e é uma marca conhecida por produzir peças confortáveis e com responsabilidade social. A companhia tem sede em Norcross, no estado americano da Georgia. A empresa tem vendas estimadas ... Leia mais em valoreconomico 18/10/2017



Linx adquire ShopBack por até R$56,5 mi

A companhia de sistemas de tecnologia para varejo Linx anunciou nesta quarta-feira a compra da ShopBack, empresa de softwares voltados à conversão de compras.

Em comunicado, a Linx pagará 39 milhões de reais à vista pela ShopBack e adicionais 17,56 milhões caso sejam atingidas metas financeiras e operacionais entre 2017 e 2019.

Fundada em 2015, a ShopBack atua na retenção, reengajamento e recaptura de usuários que deixam sites sem fazer compras. A empresa tem 800 clientes e cerca de 85 por cento do tráfego do varejo online brasileiro passa por soluções da companhia.

"A aquisição está alinhada com os objetivos estratégicos de aquisições de tecnologias para o varejo, especialmente as que ajudem clientes a melhorar a experiência de compra dos consumidores", disse o presidente da Linx, Alberto Menache.

Desde 2008, a Linx tem crescido por meio de aquisições, tendo comprado 23 empresas. Recentemente, a companhia anunciou uma reestruturação, com a criação de uma nova vice-presidência com foco na expansão para novos mercados comandada pelo ex-diretor financeiro Dennis Herszkowicz. (Por Natália Scalzaretto) Reuters Leia mais em dci 18/10/2017




UnitedHealth negocia hospitais da família Bueno

Dona de 36 hospitais no Brasil, a UnitedHealth Group pode acrescentar outros seis importantes hospitais a sua rede. Isso porque o grupo americano negocia com a família Bueno a aquisição da Rede Ímpar, holding formada pelos hospitais 9 de Julho e Santa Paula (SP), São Lucas e Complexo Hospitalar Niterói (RJ), Hospital Brasília e Maternidade Brasília (DF), segundo fontes do setor.

A UnitedHealth tem a preferência de compra do ativo devido a um acordo fechado na época da venda da Amil, em 2012. Os americanos também negociam uma fatia de 10% da Amil que ainda está nas mãos da família Bueno.

No último feriado, o CEO da UnitedHealth Group, David Wichmann, esteve reunido em Londres com a família Bueno para discutir a venda dos ativos. Ainda de acordo com fontes, a ex- mulher de Edson Bueno (fundador da Amil) Dulce Pugliesi e sua filha Camila têm interesse em vender todos os negócios e estariam abertas a receber uma parte do pagamento em ações do grupo americano. Hoje, o único integrante que está à frente dos negócios da família é Pedro Bueno, presidente da Dasa, maior rede de laboratórios de medicina diagnóstica do país.

A expectativa é que neste ano a Ímpar registre um faturamento de R$ 2,5 bilhões, o que representa uma alta de 15% em relação a 2016. Os ativos ligados a hospitais tiveram grande valorização devido à aprovação da lei que permite participação de capital estrangeiro e da carência de redes de hospitais no Brasil. Fonte: Valor Econômico Autor: Beth Koike Leia mais em tudofarma 18/10/2017



Cade reprova compra da Mataboi pela JBJ, de irmão de Joesley

Para Alexandre Cordeiro, relator do processo, a relação de parentesco do dono da empresa e os controladores da JBS poderiam gerar problemas

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) reprovou nesta quarta-feira, 18, a compra dos frigoríficos Mataboi pela JBJ, empresa de José Batista Júnior, irmão de Joesley e Wesley Batista. Na segunda-feira, 16, o Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, adiantou que a tendência era o conselho vetar a operação.

As empresas terão 30 dias para separar seus negócios. Todos os conselheiros seguiram o relator do processo, Alexandre Cordeiro.

Em seu voto, o conselheiro afirmou que, isoladamente, a fusão Mataboi/JBJ não traz preocupação concorrencial, mas a relação de parentesco do dono da empresa, conhecido como Júnior Friboi, e os controladores da JBS poderiam gerar problemas. "As relações entre JBS e JBJ são suficientemente fortes para levar à coordenação entre as empresas, a ponto de ser melhor prevenir riscos concorrenciais", afirmou.

Nas últimas análises de operações envolvendo a JBS, o Cade já havia determinado que a JBS não poderia comprar novos frigoríficos em mercados em que já tem entre 30% e 50% de participação.

A defesa da JBJ alega que a empresa é independente da JBS. A advogada da Mataboi, Priscila Brolio, afirmou que Júnior Friboi fundou a JBJ justamente porque queria separar a vida familiar da vida empresarial. "A intenção dele é ter o seu grupo de forma totalmente separada da sua família", afirmou.

Priscila disse que existem apenas "especulações infundadas" e não há evidência de atuação coordenada entre as duas empresas. A advogada da Mataboi ressaltou os investimentos elevados feitos na empresa desde a aquisição, que permitiu que saísse da recuperação judicial. "Isso é totalmente incompatível com a ideia de querer tirar um concorrente de mercado ou favorecer outras empresas", afirmou.

Voto

O relator lembrou, em seu voto, o parecer da Superintendência-Geral do Cade, que considerou o cenário de eventual coordenação entre a JBS e a JBJ, já que as relações entre os controladores poderiam levar a um alinhamento entre as empresas.

Cordeiro também fez sua análise considerando as participações conjuntas da JBS e JBJ nos mercados de atuação da Mataboi e o impacto concorrencial disso. "Quando analisado todo o cenário, poucas empresas são realmente capazes de concorrer com a JBS", afirma.

Ele ressaltou o pai de Júnior Friboi, José Batista Sobrinho, fundador e atual presidente da JBS, tem pequena participação societária da JBJ e que Júnior atuou por muitos anos na empresa da família, da qual era sócio até 2013.

Em setembro de 2013, os irmãos Joesley e Wesley Batista foram afastados da presidência pela Justiça e Júnior Friboi foi indicado para assumir a presidência interinamente, o que não chegou a se concretizar porque os irmãos Batista chegaram a um acordo com o Judiciário antes. "Há interesses financeiros suficientemente elevados para caracterizá-los como grupo econômico ou poder de influência", afirmou.

Cordeiro concluiu que a aquisição mesmo que de apenas um frigorífico elevaria ainda mais a concentração da JBS. "Não há remédios para a operação, devendo a decisão ser no sentido da reprovação da operação", completou.

Essa deverá ser a última sessão do conselheiro, que foi indicado para assumir a Superintendência-Geral do Cade.

Prazo

O Cade deu agora 30 dias para que as empresas desfaçam a operação - a Mataboi já vinha sendo administrada por Júnior Friboi, que comprou a empresa em 2014, quando o frigorífico estava em recuperação judicial. O movimento ocorreu após ele deixar o grupo JBS em 2013 com planos de concorrer ao governo de Goiás, que não se concretizaram.


As três unidades compradas da Mataboi formam todos os ativos frigoríficos da JBJ, que tem também fazendas de gado para abate e empreendimentos imobiliários. A operação só foi notificada ao Cade em 12 de novembro de 2016, fora dos prazos legais. Com isso, o tribunal multou as empresas em R$ 664 mil no fim do ano passado. Leia mais em epocanegocios 18/10/2017



Conselheiros da Cosan aprovam compra de ações da Comgás por R$ 1,16 bilhão

A Comgás é a maior distribuidora de gás natural canalizado do Brasil

Os conselheiros independentes da empresa de energia e logística Cosan aprovaram a aquisição de ações da distribuidora de gás natural Comgás junto à sua controladora Cosan Limited, segundo comunicado divulgado pela companhia na noite de segunda-feira.

O negócio por 16,77% do capital da Comgás envolverá o pagamento pela Cosan de R$ 1,16 bilhão, sendo R$ 948,2 milhões à vista e R$ 214,9 milhões a prazo.

A Cosan Limited anunciou a compra da fatia na Comgás em 10 de outubro, após a petroleira Shell exercer uma opção de venda de suas ações na distribuidora de gás para a companhia, conforme contrato celebrado por ambas as empresas em 2012.

A Comgás é a maior distribuidora de gás natural canalizado do Brasil, com uma rede de mais de 14 mil quilômetros e 1,7 milhão de consumidores, segundo informações do site da companhia.POR AGÊNCIA REUTERS Leia mais em epocanegocios 17/10/2017



TI - RADAR de Fusões e Aquisições, em setembro/2017

   O volume de fusões e aquisições de empresas de Tecnologia da Informação – TI e Telecom no Brasil,  nos primeiros nove meses do ano de  2017,  alcançou o total de 196 transações, com um crescimento de 8,9% sobre igual período do ano anterior.  Em relação  ao valor dos negócios, verificou-se uma queda de 33,9%, com o montante de  R$ 7,2 bilhões.
   No mês de setembro/17 foram realizadas 21 transações,  representando uma reducão de 27,6% em relação a setembro/16. Os segmentos de maior volume de operações foram os de SOFTWARE  e  SERVIÇOS DE TI. No acumulado do ano os maiores apetites são de SOFTWARE e MÍDIA.
   Em setembro, os investidores financeiros foram  mais ativos em volume, como também os de capital nacional.
   No acumulado do ano,  os Investidores Financeiros realizaram 101 operações, enquanto os Investidores Estratégicos alcançaram 95 negócios.
   Os Investidores estrangeiros responderam, nesse mesmo período,  por 61,2%, com montante estimado em R$ 4,4 bilhões, enquanto os Nacionais foram responsáveis por 38,8%, com um valor de R$ 2,8 bilhões.
   Em  setembro/17, cincos países de origem distinta foram responsáveis por 8 operações. No acumulado do ano, foram 61 operações com investidores estrangeiros. Os EUA foram responsáveis por cerca de 41,0 % desses negócios.
   O Indicador de Volume de Transações de M&A do mês sinaliza uma interrupção do crescimento verificado até o mês passado, sinalizando um novo ciclo de queda..
    A maior transação no mês de setembro/17, com valores divulgados, foi a da ComparaOnline, empresa de venda online de seguros e créditos,  recebendo  aporte de US$ 14 milhões do International Finance Corporation (IFC) e do fundo de private equity Bamboo Capital Partners. 22/09/2017

Operações de Fusões e Aquisições de Tecnologia da Informação – TI e Telecom, noticiadas com destaque na imprensa brasileira ao longo do mês corrente As informações deste relatório, elaborado pelo Blog FUSÕES & AQUISIÇÕES (http://fusoesaquisicoes.blogspot.com.br) estão apresentadas em blocos, detalhando as transações por Volumes e Valores, Segmentos, Racional do Investimento, Porte das empresas, Perfil do Investidor, Destaques do mês, etc.

ANÁLISE DO MÊS

Principais constatações.

No acumulado dos primeiros nove meses de 2017, com 196 transações, verificou-se um crescimento de 8,9% comparativamente ao mesmo período de 2016. No mês de setembro/17, foram realizadas 21 transações,  representando uma queda de 27,6%  em relação ao mesmo mês do ano passado (29 operações).


No fluxo trimestral de transações realizadas, verificou-se uma queda no 3ºtrim/17, em relação ao trimestre anterior.


O objetivo do Indicador de Volume de Transações de M&A é sinalizar uma expectativa de tendência, com base na análise do verificado nos períodos semestrais móveis. O período móvel findo em setembro/17, sinaliza uma queda, interrompendo um crescimento iniciado em março/17.


Os segmentos de maior volume de operações em set/17, foram os de SOFTWARE  e SERVIÇOS DE TI.

Na classificação entre os Segmentos de TI no mês de setembro, os subsegmentos de Finanças, Comunicações, Educação, Saúde, Energia e Meio ambiente, Setor público.. Recursos Humanos.. (Verticais App) de SOFTWARE  e os subsegmento BPO: serviços financeiros; contabilidade, recursos humanos...; Outsourcing; Treinamento de SERVIÇOS DE TI foram os mais ativo. No acumulado dos primeiros nove meses do ano, SOFTWARE  vem liderando o número de transações, seguido por MÍDIA.

O montante de transações no acumulado de 2017, alcançou   R$ 7,23 bilhões, representando uma queda de  33,9% sobre igual período do ano anterior. No mês de setembro, o total das transações, incluindo as operações que divulgaram os valores (38,1%) e as não divulgadas (estimados) 61,9%, alcançaram cerca de R$  R$ 250 milhões, representando uma queda de 79,4%%  em relação ao mês de setembro/16.

Comparando-se o número de transações do acumulado dos primeiros nove meses do ano, por segmentos, compiladas nos últimos três anos,  verifica-se  o significativo crescimento dos segmentos de SOFTWARE e de MÍDIA. De outro lado, queda do segmento de  SERVIÇOS DE TI.


Quanto à representatividade das transações por segmentos,  nos últimos 5 anos - considerando somente 9 meses em 2017 -, constata-se um aumento expressivo de 3 segmentos: Software, Serviços de TI e Mídia. Em 2013, estes e segmentos representavam 56,4% do total das operações, atualmente concentram 77,0%.


RACIONAL DO INVESTIMENTO
A intenção é distinguir as transações de M&A na área de TI, Telecom e Mídia, em função da Tese de Investimento, ou seja, os conceitos que prevaleceram para a aquisição da empresa-alvo. Na maior parte das vezes a notícia não é muito clara a respeito dos direcionadores de valor que levaram à aquisição. Mesmo assim, procurou-se identificar as premissas sobre o Racional da transação para segregar em 4 grandes grupos, de modo a permitir o entendimento das principais vetores que estão orientando os investidores estratégicos e financeiros.
No acumulado do ano, as operações com o racional do investimento direcionado para Escala prevaleceram - voltadas para ampliar a participação de mercado em alguns segmentos ou geografias.

(1) Aumentar a atual capacidade ou faturamento; penetrar em novos mercados geográficos
(2) Aumentar ofertas de novos produtos e serviços – expansão/ complemento do mix, ampliar competências
(3)Aumentar market-share, aproveitar sinergias e economias de escala, geralmente entre duas companhias com negócios similares
(4) Empresa brasileira adquire empresa de capital estrangeiro – acesso a mercados globais seja no âmbito do escopo, seja de escala;

PORTE DAS EMPRESAS
O objetivo é proporcionar uma visão das transações classificadas em função do porte das empresas. Utilizou-se o critério adotado pelo BNDES e aplicável a todos os setores para a classificação do porte em função da Receita Bruta anual (informada ou estimada).
Em relação ao porte, os investidores deram preferência para empresas de pequeno e médios portes no presente mês.

 • Microempresa <= R$ 2,4 milhões
 • Pequena empresa > R$ 2,4 milhões e <= R$ 16 milhões
 • Média empresa > R$ 16 milhões e <= R$ 90 milhões
 • Média-grande empresa > R$ 90 milhões e <= R$ 300 milhões
 • Grande empresa > R$ 300 milhões

Quanto à representatividade das transações sob a ótica do Porte,  nos últimos 5 anos - considerando somente 9 meses em 2017 -, observa-se um aumento expressivo da participação das pequenas e médias operações.  Em 2013, estes e segmentos representavam 51,8% do total das operações, atualmente concentram 62,8%.


PERFIL DO INVESTIDOR
Em relação ao perfil do investidor das 21 operações destacadas, os Investidores Financeiros foram responsáveis por 12 negócios em set/17. Desse volume, 6 operações foram realizadas por empresas de capital nacional e 6 de capital estrangeiro. Os investidores Estratégicos realizaram  9 negócios, sendo 7 de capital nacional.
No acumulado dos nove primeiros meses de 2017, o Investidor Financeiro se destaca com maior número de operações - 101.
Por sua vez,  o Investidor de Capital Nacional foi mais ativo com 135 operações, enquanto o Investidor Estrangeiro foi responsável por 61 negócios



Já no que tange ao montante das transações no mês, de R$ 250 milhões, os Investidores Nacionais foram responsáveis por 32,2% dos investimentos enquanto os Estrangeiros ficaram com 67,8%. No acumulado do ano, R$ 7,2 bilhões, queda de 34,0% comparado ao mesmo período do ano passado,  os Investidores estrangeiros responderam por 61,2%, com montante estimado em R$4,4 bilhões, enquanto os Nacionais foram responsáveis por 38,8%, com um valor de R$ 2,8 bilhões.
(1) Empresa adquire outra empresa (controladora ou não) relevante do ponto de vista estratégico, a fim de ter acesso a tecnologia, produto ou serviço.
(2) Fundo de Investimento Private Equity; Venture Capital, Angel;
(3) Empresa de capital nacional adquirindo participação em empresa brasileira (controladora ou não).
(4) Fundo de Investimento de capital estrangeiro adquirindo participação em empresa brasileira (controlador ou não).

VALOR MÉDIO
O valor médio das transações nos primeiros nove meses de 2017, por Segmento de TI,  foi de R$ 36,9 milhões, representando uma queda de  39,4%  em relação ao valor médio do mesmo período do ano passado.

NACIONALIDADE DOS INVESTIDORES
Em relação à nacionalidade das empresas que estão investindo no Brasil no mês de setembro/17, foram registrados 8 operações de 5 países de origem. No acumulado do ano, foram 61 operações com investidores estrangeiros. Os EUA foram responsáveis por cerca de 41,0 % dos negócios.


MAIOR TRANSAÇÃO DIVULGADA NO MÊS
A maior transação no mês de setembro/17, com valores divulgados, foi a da ComparaOnline, empresa de venda online de seguros e créditos,  recebendo  aporte de US$ 14 milhões em sua terceira rodada de investimento. Dessa vez os recursos vieram do International Finance Corporation (IFC), braço do Banco Mundial, e do fundo de private equity Bamboo Capital Partners. 22/09/2017

RELAÇÃO DAS TRANSAÇÕES
A relação das transações de Fusões e Aquisições na área de TI, segue a data em que foram divulgadas pela imprensa e compiladas pelo blog fusoesaquisicoes.blogspot.com. Todas podem ser pesquisadas e localizadas no blog.

RELATÓRIO ANTERIOR: TI - RADAR de Fusões e Aquisições, em agosto/2017

M&A - QUEM, O QUÊ, QUANDO, QUANTO, COMO e POR QUÊ
 O RADAR de M&A em TI tem o propósito de captar o “clima” do mercado das operações de Fusões e Aquisições bem como sinalizar suas principais tendências. Trata-se da compilação de notícias visando tornar mais acessíveis e conhecidos os negócios de fusão, aquisição e venda anunciados/realizados entre empresas com atuação no Brasil. Todas as informações sobre os negócios citados no presente relatório são obtidas a partir de notícias consideradas confiáveis publicadas pela imprensa e divulgadas no “estado" pelo blog FUSOESAQUISICOES.BLOGSPOT http://fusoesaquisicoes.blogspot.com.br , não sendo feita qualquer verificação quanto à sua veracidade, precisão ou integridade do conteúdo. Operações divulgadas em relatórios anteriores podem sofrer alterações, por conta de cancelamentos, renegociações, atualizações,  etc. Sempre que possível, serão mencionados os nomes dos compradores – investidor estratégico ou fundos de private equity, dos vendedores, a tese de investimento e principais “value drivers”, o valor da transação, forma de pagamento, múltiplos praticados (Valor da Empresa/EBITDA, Valor da Empresa/Receita) etc. Muitas vezes a notícia não é clara a respeito dos valores/forma de pagamentos e respectivos múltiplos. É bem-vinda toda e qualquer contribuição para tornar as informações mais precisas e transparentes.