31 outubro 2014

Autodesk cria fundo de investimento voltado a startups de impressão 3D

A Autodesk, fabricante de software de desenho 2D e 3D, anunciou nesta quinta-feira, 30, que vai criar um fundo de investimento com recursos de até US$ 100 milhões para serem aplicados em empresas de impressão 3D ao longo dos próximos anos. O Fundo de Investimento Spark, que será operado dentro da companhia, é o primeiro desse tipo voltado a empreendedores, startups e pesquisadores dessa tecnologia.

No início deste ano, a Autodesk lançou a Spark, uma plataforma de software aberto e gratuito para impressão 3D que vai conectar a informação digital com as impressoras 3D de uma maneira nova. A Spark vai se conectar a qualquer hardware, e a empresa está convidando toda a comunidade de impressão 3D para colaborar, construir e melhorar a plataforma.

Empresas e pessoas que trabalhem com desenvolvimento de hardware, software e espaços inovadores são encorajados a se inscrever para participar do portfólio de investimentos do Fundo de Investimento Spark. Além do apoio, os beneficiários farão parte do programa de parceria Spark e terão a diversos serviços de desenvolvedores disponíveis. O objetivo da empresa é fortalecer o "ecossistema" Spark e estimular a inovação em impressão 3D.

"O Fundo de Investimento Spark irá capacitar inovadores a melhorar o processo de impressão 3D, além de nos ajudar a descobrir o que essa tecnologia irá nos proporcionar futuramente", enfatiza Samir Hanna, vice-presidente e gerente geral de produtos e de consumo de impressão 3D da Autodesk. Leia mais em tiinside 30/10/2014

31 outubro 2014



Senior Solution obtém crédito de R$ 15 milhões do BNDES e estuda aquisições

A Senior Solution empresa de softwares aplicativos para o setor financeiro no Brasil, fechou hoje a contratação de um financiamento do BNDES no valor de R$ 14,8 milhões. O empréstimo é o quinto obtido pela companhia no âmbito do Programa BNDES para o Desenvolvimento da Indústria Nacional de Software e Serviços de Tecnologia da Informação – BNDES Prosoft.

Os recursos serão destinados prioritariamente para projetos de pesquisa e desenvolvimento que, além de ampliar a oferta de softwares da companhia, promovem melhorias técnicas e funcionais nos produtos já existentes.

Também serão desenvolvidas ações comerciais, de marketing e treinamentos. “O quinto Prosoft financia a continuidade dos investimentos que mantém nossos softwares atualizados tecnologicamente e aderentes à evolução do ambiente de negócios, viabilizando o crescimento orgânico, e direcionando os recursos captados na oferta pública de ações para a realização de aquisições”, afirma Bernardo Gomes, Diretor Presidente da Senior Solution.

Espaço para aquisição de empresas

O financiamento fará com que a empresa tenha maior disponibilidade de caixa para realizar aquisições, diz o executivo. “A empresa investe de 4% a 6% de sua receita líquida em projetos e desenvolvimento e poderá dar sequência aos seus planos de expansão”, afirma. “Temos mais de 100 empresas mapeadas que atuam nesse segmento, que ainda é muito pulverizado”, explica  Gomes, lembrando que, desde 2005, a Senior Solution já comprou seis empresas.

Segundo Gomes, o BNDES tem sido um importante parceiro financeiro da Companhia. “Há 12 anos, o banco liberou o primeiro financiamento, que nos possibilitou desenvolver a primeira família de softwares da empresa”, disse em comunicado enviado à imprensa. “Esse quinto financiamento nos ajudará a continuar ampliando nossas ofertas de softwares e atender todas as áreas de negócio da vertical financeira.”

O financiamento possui carência de 24 meses, prazo de amortização de 48 meses e custo correspondente à TJLP + 1,1% a.a. além de fiança bancária. Segundo o executivo, as características da operação estão em linha com as habitualmente contratadas. A estrutura de endividamento da empresa é composta por financiamentos de prazo longo, variando de 4 a 6 anos, e custo baixo, geralmente inferior à taxa SELIC.   Angelo Pavini | Leia mais em Arena do Pavini 22/10/2014



Finep incentivará novas empresas de educação para que abram seu capital

Fórum de Abertura de Capital promovido pela Bolsa de Valores de São Paulo e a Financiadora de Estudos e Projetos já levou seis companhias ao mercado e levantou R$ 2,6 bilhões em recursos

Além do foco em empresas de TI, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) pretende incentivar as pequenas e médias companhias inovadoras do setor de educação à abertura de capital no segmento de acesso da Bolsa de Valores, Bovespa Mais.

"A inovação tecnológica é a principal prioridade da Finep. O setor de educação está mais ativo na adoção de tecnologias de ensino à distância e devemos incentivar esse segmento no mercado de capitais", apontou o gerente de investimento em participações da Finep, Augusto Ferreira da Costa Neto, após participar ontem do 9º Fórum de Abertura de Capital, na sede da Bolsa de Valores, em São Paulo (BM&FBovespa).

No evento de ontem, a Finep apresentou mais 5 pequenas e médias empresas inovadoras aos investidores, corretoras de valores e fundos de private equity (de participações em empresas), sendo 2 do setor educacional (Damásio, Eduinvest), 2 de tecnologia (Datora e MXT) e 1 de saúde (Plena Saúde).

Ao longo das edições anteriores em parceria com a BM&FBovespa foram 31 empresas apresentadas ao mercado. Dessas, 6 empresas abriram capital no Novo Mercado, 1 no Bovespa Mais e as demais receberam aportes de fundos de private equity. "Ao todo, essas empresas receberam aportes de R$ 2,6 bilhões", afirmou o diretor executivo de produtos e relações com investidores da BM&FBovespa, Eduardo Guardia.

Costa Neto lembrou que a Finep possui uma carteira de 110 empresas investidas através de 32 fundos de investimentos em participações (FIPs) com mais de R$ 1 bilhão em capital comprometido. "Nessa semana estamos fazendo nossa 15ª chamada de fundos", avisou Costa Neto sobre a etapa atual de inscrições.

Ele contou que dentro do FIP Inova Empresa, que possui R$ 500 milhões em recursos, a Finep deve selecionar as duas primeiras companhias até o final de 2014. "Estamos na fase de prospecção de empresas, os recursos devem atender entre 8 a 12 companhias", apontou Costa Neto.

Futuros IPOs potenciais

Entre as 5 empresas apresentadas ontem aos investidores, a Eduinvest pretende captar até R$ 60 milhões em recursos nos próximos dois anos via fundos de private equity e depois acessar a Bolsa de Valores.

O Grupo Eduinvest já possui 3,5 mil alunos em três colégios, o Anhembi Morumbi, no Brooklyn em São Paulo, e os colégios Anchieta e Politec, em São Bernardo do Campo.

Em porte maior, a Damasio Educacional - que possui 50 mil alunos em cursos preparatórios, de graduação e pós-graduação - busca entre R$ 60 milhões a R$ 100 milhões em investimentos nos próximos dois anos. "Somos líderes em cursos preparatórios para o certificado da OAB [Ordem dos Advogados do Brasil] e com a tecnologia de ensino a distância via satélite e on-line estamos chegando a salas presencias em 234 cidades médias no Brasil", disse o presidente da Damasio, Thiago Sayão.

A Damasio já possui sociedade com o fundo de private equityVictoria Capital Partners desde 2008. "O fundo tem 54% de participação e horizonte de dez anos a doze anos", disse Sayão. Com os novos recursos a serem captados no mercado, a Damasio pretende adquirir até 8 novas unidades presenciais e alcançar 300 cidades com educação a distância. Hoje, possui 4 unidades presenciais, 2 em São Paulo, em Brasília e no Rio de Janeiro.

Já o diretor administrativo da Plena Saúde, Roberto Ranieri Sobrinho, busca recursos para expandir o atendimento a nova classe média da região metropolitana de São Paulo. "Faturamos R$ 105 milhões no ano passado. Temos 50 mil vidas, 2 hospitais e 3 clínicas na região noroeste da cidade", diz.

Para Luciano Bordon, da consultoria Grant Thornton, o potencial para pequenas e médias abrirem capital na Bolsa está próximo devido aos incentivos recentes. "As empresas precisam se preparar em governança corporativa e ter uma auditoria externa. Esse é um processo que pode levar de dois a três anos", orientou. Autor: Ernani Fagundes  Fonte: DCI Leia mais em portalneo1 29/10/2014



Invest Tech: fundo de R$ 209 mi para TIC

A Invest Tech, focada na gestão de fundos de Venture Capital e Private Equity para o mercado de TIC, iniciou a operação do seu segundo Fundo de Investimento em Participações (FIP), o Capital Tech II, que tem capital comprometido de R$ 209 milhões.

O fundo tem como foco empresas inovadoras do setor de TIC. Foto: Ismagilov/Shutterstock.com

O valor é cerca de 14% maior do que o previsto inicialmente e foi obtido a partir de investidores internacionais, como CAF e Grupo Telefónica, além dos nacionais mais tradicionais e técnicos do setor, como FUNCEF, FINEP e BNDES.

O fundo tem como foco empresas inovadoras do setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), com faturamento entre R$ 5 milhões e R$ 200 milhões no ano.

O Capital Tech II prevê investimentos em sistemas de TI relacionados a gestão de mobilidade, infraestrutura, tomadas de decisão, processos de TI, cloud e sistemas embarcados.

Há também interesse por soluções da área de saúde, para monitoramento de pacientes, prontuários, processos e custos, além de modelos de eficiência em tecnologia verde, referentes à reciclagem, Smart Grid, otimização da cadeia de recursos naturais, entre outros.

“De uma forma geral, buscamos empresas onde a tecnologia da informação possa ser utilizada como alavancadora de performance e catalisadora de diferenciais operacionais”, afirma Maurício Lima, diretor executivo da Invest Tech.

O Capital Tech II tem prazo inicial de oito anos, podendo ser estendido por mais dois. O período de investimento é de quatro anos, sendo que o reinvestimento (capital desinvestido passível de ser reinvestido) pode ser feito a qualquer momento até o sexto ano.

A Invest Tech realiza, desde 2008, a gestão do Capital Tech I, fundo de participações de R$ 31,4 milhões voltado para empresas médias com atuação nos segmentos de saúde, tecnologia limpa e tecnologia da informação, com investimentos do BNDESpar, FINEP, FUNCEF, BID e pessoas físicas. Júlia Merker Leia mais em Baguete 30/10/2014



Lenovo finaliza aquisição da Motorola Mobility e garante: nada muda para o Brasil

A Motorola Mobility agora é oficialmente uma empresa da Lenovo. A transação, anunciada em janeiro por US$ 2,91 bilhões (podendo haver alguns ajustes pós-transação), foi concluída nesta quinta-feira, 30, depois de receber aprovações regulatórias de autoridades de competição nos Estados Unidos, China, União Europeia, Brasil e México, além do Comitê de Investimento Estrangeiro nos EUA (CFIUS). E a estratégia de não mexer em time que está ganhando parece estar definida, já que na teleconferência para a imprensa uma das palavras mais repetidas pelos executivos das empresas foi "manter". Mas, se por um lado elas vão continuar diferenciando as marcas e seus produtos, poderão aproveitar as sinergias das cadeias de fornecimento e de venda, por exemplo. E isso vale para a atuação brasileira também, que terá não apenas duas, mas três marcas do mesmo grupo.

Perguntado por este noticiário se haveria alguma mudança nos planos das empresas no Brasil, o presidente e diretor executivo de operações (COO) da Motorola, Rick Osterloh, confirmou: "Não haverá nenhuma mudança no Brasil, estamos bem comprometidos. Consideramos o País como nossa segunda casa, temos várias fábricas e vamos continuar com os compromissos", assegurou, ressaltando que o mercado brasileiro é "uma parte crítica da nossa operação".

Até porque, como lembrou o vice-presidente da Lenovo e presidente da divisão Mobile Business Group da fabricante chinesa, Liu Jun, o Brasil é "um dos maiores mercados para a Motorola, onde temos 16% de share". Isso não afetará também a operação local da companhia com outro negócio adquirido, a CCE. "Vamos manter a marca, mas é uma posição diferente. A CCE é nível de entrada (de aparelhos), enquanto a Motorola e a Lenovo são mais mainstream. É outra complementaridade, uma combinação", declarou Jun, que agora também será chairman da mesa de diretores da Motorola.

A fabricação de aparelhos da Motorola no País continuará. A estratégia da empresa no mundo é de parceria OEM, enquanto a Lenovo faz um modelo híbrido, com OEM e capacidade interna. Embora Jun diga que está trabalhando em planos futuros, garante que a estratégia continua a mesma a curto prazo.

Essa estratégia para o Brasil parece ser a mesma que será adotada para mercados em desenvolvimento. "Ambas as marcas têm bons negócios na Índia, com a Lenovo talvez nos canais offline, e a Motorola no online. Acho que é uma boa combinação", declara Jun. Juntas, as empresas serão o terceiro maior player no mercado indiano, atrás apenas de Samsung e da fabricante local Micromax, citando dados do IDC.

Como está

Além de manter Rick Osterloh no comando, a Motorola continuará com sua sede mundial em Chicago, e trará cerca de 3,5 mil funcionários no mundo (incluindo 2,8 mil dos Estados Unidos) para a Lenovo. O Google manterá também a maioria do portfólio de patentes da Motorola Mobility, enquanto a fabricante receberá a licença de uso dessas e de outras propriedades intelectuais. A Motorola manterá mais de dois mil ativos de patente e vários acordos de licença cruzada, além da marca.

De acordo com Osterloh, um dos pontos mais festejados das recentes linhas de smartphones da Motorola, o Moto G, E e X, será também o mesmo: a utilização do sistema Android quase que limpo e com atualizações rápidas. "Não há planos para mudar a estratégia de software, é essencial para marca e é o que as pessoas querem. Damos às pessoas a oportunidade de personalizar seus telefones, e isso está intrínseco com a identidade da Motorola", declara. Isso, no entanto, não mudará a política de relação da Lenovo com seus smartphones, que continuarão com sua interface modificada.

Se essas estratégias relacionadas às marcas permanecem, no operacional as empresas esperam por um grande ganho de escala. "Há uma sinergia enorme em complementaridade entre os negócios. Se você ver o que a Motorola faz hoje em 45 países, e o que a Lenovo faz hoje no mundo, há grande oportunidade para vender produtos da Motorola pelos canais da Lenovo, e produtos Lenovo pelos canais da Motorola", explica Rick Osterloh. "Em algumas cadeias de valor, como a de fornecimento e força de venda, vamos tentar entregar ambos os lados para fazer negócio", explica o CEO da Lenovo, Yang Yuanqing.

O CEO rechaça, inclusive, que poderia haver qualquer preocupação com o fato de que a Lenovo é uma empresa chinesa. Ele lembra que obteve a aprovação de vários governos, incluindo o norte-americano, e que tem o apoio desses países. "Não achamos que temos problemas de segurança em mercado algum do mundo. A Lenovo tem sido vista como uma companhia transparente. Não somos só uma companhia chinesa, somos globais."

Futuro

Embora não tenham falado de planos de longo prazo, os executivos mostraram empolgação com as possibilidades. Yuanging ressalta o recente sucesso da Motorola com sua linha Moto e os recém-lançados Nexus 6 e Droid (nos Estados Unidos, em parceria com a operadora Verizon), além do wearable Moto 360. "A Motorola Mobility já está vencendo no mercado, e prevejo crescimento forte para a Lenovo no futuro", disse. "Nossa meta é vender um milhão de dispositivos nesse ano fiscal, que encerra em março. E eu estou certo que vamos chegar a isso", completa, afirmando que espera que o negócio gere lucro em três a quatro trimestres.

Outra possibilidade com a incorporação é a volta da Motorola ao mundo dos tablets. "A Lenovo é o número três no mundo, então é uma oportunidade bem grande, estamos muito empolgados com a possibilidade futura", espera Rick Osterloh. Leia mais em tiinside 30/10/2014



30 outubro 2014

Dona do metrô de Paris pode comprar empresa no Brasil

Não se sabe quem, mas a RATP, dona do metrô de Paris, pode comprar uma companhia de engenharia no Brasil até o fim deste ano.

Segundo reportagem do Valor Econômico, desta quinta-feira, a Systra, subsidiária da RATP, estaria negociandoa aquisição de uma empresa brasileira do setor de engenharia.

A ideia, com a aquisição, é criar uma plataforma de engenheiros para atuar em toda América Latina, afirmou Pierre Mongin, presidente da RATP, ao Valor.

A estatal francesa já possui equipe no país e avalia operar em alguns negócios por aqui, como o metrô de Porto Alegre.  Daniela Barbosa Leia mais em exame 30/10/2014

30 outubro 2014



Totvs tem alta no lucro do 3º tri, mas retira projeções

A fabricante de softwares Totvs teve alta no lucro líquido do terceiro trimestre graças a despesas menores, mas retirou suas projeções para margem Ebitda e receita líquida internacional devido a cenário econômico adverso e transição para novo modelo comercial.

A empresa teve lucro líquido de 68,1 milhões de reais no terceiro trimestre, alta de 20,7 por cento na comparação anual. O resultado foi positivamente influenciado pelo menor crescimento das despesas com depreciação e amortização, que somaram 21,4 milhões de reais, alta de 7,6 por cento.

A receita líquida atingiu 445,6 milhões de reais no período de julho a setembro, avanço de 8,6 por cento sobre o terceiro trimestre de 2013. Apesar da alta, as receitas foram afetadas pelo cenário econômico adverso, que atingiu negativamente as vendas de licenças de softwares, especialmente para empresas de maior porte, disse a empresa.

"Já as vendas a empresas de médio e pequeno porte reaceleraram, com consequência da estratégia de ampliação das vendas de subscrição de Software como Serviço (SaaS)", disse a companhia em seu balanço de resultados.

A empresa passa por um processo de transição de modelo comercial, obtendo maior crescimento das receitas de serviços e manutenção na comparação com as receitas com taxas de licenciamento de software, principalmente entre pequenas e médias empresas.

Por conta dessa transição, o crescimento da receita líquida e do Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) será afetado negativamente, disse a companhia, já que esse modelo tende a afetar a margem no curto prazo e beneficiá-la no longo prazo.

A Totvs retirou nesta quarta-feira suas projeções de crescimento da margem Ebitda -- entre 27 e 30 por cento para exercícios encerrados entre 2013 e 2016, além das projeções de despesas com pesquisa e desenvolvimento no patamar de 12 por cento da receita líquida consolidada em 2016.

Foi retirada também a projeção de receita líquida das operações internacionais entre 3 e 5 por cento da receita líquida consolidada em 2016 e o ponto de equilíbrio das operações internacionais, correspondente a Ebitda igual a zero, no segundo semestre de 2014.

"Quando estabelecemos as projeções (em 2009), imaginávamos um contexto diferente para a companhia. Ao longo do tempo, por iniciativa nossa e por demanda de mercado, vimos uma desaceleração das vendas de licença, mas aceleração nas vendas de outras modalidades de pagamentos mensais (recorrentes)", disse Gilsomar Maia, diretor de Relações com Investidores da Totvs. O cenário de crescimento econômico de 2009 também era notavelmente diferente do atual, disse Alexandre Mafra, vice-presidente executivo e financeiro da companhia. No terceiro trimestre, a Totvs teve Ebtida (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) de 105 milhões de reais, leve alta de 0,1 por cento em relação ao mesmo trimestre de 2013. Reuters | Leia mais em Exame 30/10/2014
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A Totvs publica em seu site apresentação referente Divulgação de Resultados do 3T14. Abaixo alguns slides do referido documento.





Entenda o ágio e suas novas alterações

Assunto subjetivo aos olhos das pessoas jurídicas e físicas, o aproveitamento do ágio se tornou mais claro após modificações feitas pela Lei 12.973/14

Em primeiro lugar, é indispensável ressaltar que o ágio é o pagamento a maior do que o valor patrimonial, a fim de futuramente obter possíveis vantagens. Temos também o deságio, que é quando acontece o inverso do ágio; é pago um valor a menos. O ágio fiscal é utilizado para dedução do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e pode ser aproveitado até cinco anos após seu recolhimento. Já quando ocorre o deságio, deve-se fazer a baixa do valor pago a menos e colocá-lo na despesa de sua empresa.

Nos dias atuais, um exemplo da prática do pagamento do ágio é na compra de ações: se a empresa A adquiriu 100% das quotas do capital social da Empresa B (sendo seu Patrimônio Líquido de 3,5 milhões) por um valor de R$ 25 milhões, o preço pago nesta aquisição excedeu o valor do Patrimônio Líquido da Empresa B, tendo em vista a rentabilidade futura da mesma, gerando um ágio de R$ 21,5 milhões na transação.

São duas as formas pelas quais é contabilizado esse investimento da empresa na compra de quotas ou ações de outra empresa: o método de custo, do qual resumidamente os efeitos são irrelevantes para a investidora e é avaliado pelo custo de aquisição e o método da equivalência patrimonial (MEP), onde os efeitos são relevantes para a investidora e a lei tributária manda desdobrar o custo de aquisição em subcontas do ativo não circulante.

A medida provisória 627/2013, que tratava sobre o aproveitamento do ágio de forma vaga foi convertida na Lei 12.973/14 com alterações que deixaram sua redação mais clara. O que se pode observar é que as alterações feitas referentes ao ágio e ao deságio decorrente da aquisição de investimento relevante em sociedade controlada ou coligada refletiram de forma significativa no planejamento fiscal. Quem mais vai sentir essas modificações são as empresas que fazem negócios com outras, caso gerador de efeito fiscal.

Dentre as alterações feitas, a questão das subcontas em que o valor do investimento era dividido em duas dessas sofreu modificações. Antes da Lei a divisão ficava assim: (a) o valor do patrimônio líquido da investida, na época da aquisição, proporcionalmente à participação adquirida; e (b) o ágio ou o deságio na aquisição, acompanhado da indicação de seu fundamento econômico.

Após a Lei, a divisão ficou: (a) o valor da cota ou ação com referência ao patrimônio líquido da investida; (b) a mais ou menos-valia, correspondente à diferença entre o valor proporcional do patrimônio líquido e o valor justo dos ativos líquidos da investida, na proporção da porcentagem da participação adquirida; e, finalmente, (c) o ágio por rentabilidade futura (goodwill), correspondente à diferença a maior entre o custo de aquisição do investimento e o somatório de “a” e “b”.

Fora esse ponto, a MP não previa um controle sobre o pagamento do ágio, não exigindo documento comprovatório de que a fundamentação econômica para tal valor a ser pago estava correta. O aproveitamento do ágio era declarado na contabilidade da empresa por juízo pessoal; agora é necessário incluir o valor dos ativos (tangíveis e intangíveis) da investida no goodwill. Além disso, o valor dos ativos (a mais ou menos valia) deverá ser obtido mediante laudo elaborado por perito independente, sujeito a uma série de formalidades para produzir efeitos.

Foram consolidadas as seguintes formas de dedução no aproveitamento do ágio nas operações societárias: ágio fundado no valor de mercado nos bens da investidas, ágio fundado em intangíveis ou outras razões econômicas e ágio fundado em rentabilidade futura (goodwill). Foi acrescentando que essas deduções precisam ser: condicionadas à elaboração e tempestivo protocolo do laudo de avaliação dos ativos e limitadas à sua fundamentação econômica, que incluirá tanto a mais-valia dos ativos (tangíveis e intangíveis), como o goodwill.

Como alteração importante sobre a questionada possibilidade de aproveitar o ágio quando se tratasse de operações societárias realizadas entre partes dependentes (ágio interno), a Lei define que a dedução do ágio passe a ser possível somente quando as operações societárias fossem realizadas entre “partes não dependentes”.
No regime anterior ao da Lei, não havia dispositivo legal que vedasse a dedução do ágio para fins de apuração da Contribuição Social sobre o Lucro quando fosse dada sua baixa na contabilidade, agora há possibilidade de dedução do ágio para fins de apuração da CSLL.

Tais alterações tornaram o entendimento sobre o aproveitamento do ágio bem mais completo, o que agora deverá evitar tantos questionamentos. Porém, pode acarretar na diminuição de negócios, levando em conta que as mudanças podem desestimular os empresários, pois os mesmos terão de se familiarizar com a extensa relação de novas normas. José Carlos, Leia mais em Administradores 29/10/2014




29 outubro 2014

Dono do Booking compra 20% do Nofeela

Um aplicativo brasileiro, chamado Nofeela, que como o próprio nome sugere quer reduzir ou evitar o tempo que as pessoas passam em filas no seu dia a dia, chamou a atenção do dono do site de viagens Booking, Kees Koolen.

O investidor entrou como sócio com fatia de 20% da empresa, criada por executivos brasileiros vindos do mercado financeiro. O valor do investimento não foi divulgado. Leia mais em Valor Econômico 23/10/2014

29 outubro 2014



Bolsa vê potencial em saúde e educação para IPO

Cinco empresas dos setores de educação, saúde e serviços de tecnologia foram selecionadas pela BM&FBovespa para apresentar seus negócios a investidores durante o 9º Fórum Abertura de Capital, realizado ontem pela manhã na capita paulista.

No processo seletivo, além de olhar para o negócio de cada companhia, a bolsa considerou também os setores mais promissores. "Educação e saúde têm mostrado um bom desempenho na bolsa e achamos o segmento de tecnologia, embora pouco representado hoje, promissor", disse Cristiana Pereira, diretora comercial e de desenvolvimento de empresas da BM&FBovespa. Para ela, esse último é um setor dinâmico e tem potencial para atrair o interesse de mais investidores.

A empresa Plena Saúde, por exemplo, que presta serviços médicos e hospitalares para população de baixa renda na zona oeste da região metropolitana de São Paulo, foi uma das selecionadas para o evento e espera conseguir um aporte para ajudar em seu plano de expansão na periferia. "Temos 50 mil associados hoje e queremos chegar a 1,5 milhão no médio prazo", contou o presidente executivo da empresa, Roberto Ranieri.

Com um aporte, a perspectiva para entrar no Bovespa Mais, mercado de acesso da bolsa, também aumenta. "Agora, com as novas medidas que oneram menos as empresas de médio e pequeno porte, achamos que será possível", disse Ranieri. A Plena Saúde espera um faturamento de R$ 105 milhões em 2014, acima dos R$ 97 milhões que teve no ano passado.

No setor de educação, a Damasio, conhecida por atuar na área de ensino de direito, tem hoje 55 mil de alunos no ensino superior e espera crescer em outras áreas da educação, como administração e ciências contábeis. "Nossa intenção é investir em instituições de pequeno porte nas áreas que almejamos e, depois, priorizar o crescimento de alunos", afirmou Thiago Sayão, presidente executivo da companhia.

A Damasio planeja abrir sete faculdades de direito em todo Brasil nos próximos anos, com tíquete médio de R$ 1 mil. No médio prazo, a ideia da companhia também é se juntar ao grupo das empresas listadas.

"O governo do PT trouxe coisas boas para o setor de educação. O ProUni foi um programa muito importante, já que, hoje, qualquer jovem pode estudar numa instituição de ensino superior, o que só depende de sua dedicação no Enem ou no vestibular", disse Sayão, que espera um crescimento da receita da companhia na faixa de 20% ao ano. "Continuaremos a ter um vento favorável no governo Dilma", acredita.

Assim como a Damasio, outras pequenas companhias do setor de educação não querem ficar de fora do que consideram ser um bom momento para o segmento. Com a reeleição de Dilma Rousseff, as maiores empresas do segmento estão entre as preferidas dos investidores na bolsa, por conta da expectativa de que os programas do governo, como o Fies, ProUni e Pronatec, continuem a beneficiar os negócios. A ideia das menores, desta forma, é ficar com uma parte deste bolo.

"Tenho plena convicção de que 2015 será favorável ao nosso setor", disse Marcos Gregori, fundador da Eduinvest - que administra escolas de ensino básico e é dona de três colégios em São Paulo. Ele planeja comprar mais dez instituições nos próximos anos. Gregori espera em breve faturar o suficiente para listar a companhia no Bovespa Mais. "Talvez daqui a dois ou três anos", acrescentou.

Embora o mercado ainda mostre mau humor com o horizonte para a bolsa de valores após a reeleição da presidente Dilma, os ânimos devem entrar em equilíbrio, ressaltou Cristiana Pereira, da BM&FBovespa. "Assim que o cenário se definir, o investimento voltará ao normal."

No evento, estiveram presentes mais de 30 investidores, representando os principais fundos de private equity e bancos de investimentos do país, entre eles BR Partners, Brasil Plural, Bradesco e Goldman Sachs.  Fonte: Valor Econômico Autor: Ligia Tuon Leia mais em Luchefarma 29/10/2014



Conselho da Lupatech aprova venda de empresas na Argentina

O Conselho de Administração da Lupatech, empresa de equipamentos para o setor de petróleo, aprovou na terça-feira a venda de empresas controladas na Argentina por 22 milhões de dólares, no âmbito do plano de reestruturação do seu endividamento financeiro e estrutura de capital.

Em fato relevante divulgado nesta quarta-feira, a companhia informou que a transação fechada com o fundo argentino de private equity Sophia Capital envolve as companhias Válvulas Worcester de Argentina, Esferomatic, Norpatagonica, Válvulas W. San Luis e Industria Y Tecnologia en Aceros.

Segundo a Lupatech, a operação da companhia Jefferson Sudamericana e suas unidades não integrou a aquisição neste primeiro momento, sendo que foi concedido ao Sophia Capital o direito de exclusividade para realizar essa compra até 31 de outubro de 2014.

"As sociedades alienadas para o Sophia representaram 17 por cento da receita líquida consolidada e 7 por cento dos ativos consolidados do Grupo Lupatech em 2013 e 19 cento da receita líquida consolidada e 7 por cento dos ativos consolidados do Grupo Lupatech no primeiro semestre de 2014", disse a companhia.Marcela Ayres, da REUTERS Leia mais em exame 29/10/2014



Mercado de fusões e aquisições continuará em queda no 1T15, prevê Intralinks Deal Flow Predictor

A Intralinks Holdings anunciou hoje, 28, o lançamento do Intralinks Deal Flow Predictor (DFP), um indicador único das atividades futuras de Fusões e Aquisições (F&A). A Intralinks também divulga detalhes de sua Pesquisa de Intenção Global, aferindo as opiniões entre os profissionais no ambiente de negócios futuros. Juntos, estes indicadores fornecem uma visão única das tendências globais de F&A para o primeiro trimestre de 2015.

O Intralinks DFP prevê as mudanças no volume global de F&A que deverão ser anunciadas nos próximos seis meses. O indicador sugere que para o primeiro trimestre de 2015 a região da América Latina terá uma queda nas atividades de F&A iniciais de 11%. Segundo o DFP, a principal razão dos números negativos é o enfraquecimento da economia brasileira.

“Em um ano atípico de eleições e Copa do Mundo, que provocou queda acentuada as atividades no país por quase dois meses, os investidores não veem um bom cenário no Brasil”, diz Claudio Yamashita, Diretor Geral da Intralinks no Brasil. “O próximo governo tem nas mãos a árdua tarefa de retomar a credibilidade do país, reduzindo os gastos públicos e cessando os desvios na administração, criando uma política cambial sólida e contendo o fantasma da inflação”.

Em termos mundiais, o DFP sugere que veremos uma redução de 5%, em comparação ao trimestre anterior, e um crescimento de 8% em comparação ao ano de 2014 no estágio inicial das atividades de F&A do primeiro trimestre de 2015, com desempenho particularmente forte na America do Norte e na região Ásia-Pacífico. O DFP do primeiro trimestre de 2015 aponta um crescimento duradouro para 2015.

Neste último relatório, a Intralinks continua prevendo que os volumes de F&A em 2014 continuarão a subir entre 7% e 11% em comparação a 2013, o que representaria o primeiro aumento anual no número de F&A anunciadas desde 2010.
“A combinação do aumento da concorrência entre compradores, junto com a busca ativa de empresas à procura de novas oportunidades, está aumentando o movimento do mercado” diz Matt Porzio, vice-presidente de Estratégia de F&A e de Marketing de Produto da Intralinks. “Vendedores estão motivados e compradores têm acesso ao financiamento, permitindo-lhes crescer. O volume de negócios continua a subir e nós esperamos ver um bom número de anúncios de alto nível no início de 2015, especialmente em setores como TMT (Tecnologia, Mídia e Telecomunicações), industriais e consumo.”

“Este é o melhor ambiente de F&A nos Estados Unidos desde 2006-2007”, diz Joshua Rosenbaum, co-autor de ““Investment Banking: Valuation, Leveraged Buyouts and Mergers & Acquisitions” (sem tradução no Brasil) e Diretor da RBC Capital Markets. “A economia dos EUA continuará tomando força enquanto o crédito e o mercado de ações continuam vibrantes. Para 2015, a direção fundamental para F&A – a necessidade de compradores e vendedores de entregar valor ao acionista – promete permanecer no lugar.” por Michele Rios (Redação – Agência IN Leia mais em investimentosnoticias 29/10/2014