29 abril 2017

Silvio Tini torna-se o segundo maior acionista da Rossi

Com uma fatia de cerca de 14% na Rossi, Tini começou a comprar ações da companhia em janeiro, desbancando o fundo Vinci, que detém cerca de 9%

O investidor Silvio Tini, dono da holding Bonsucex, que tem participações relevantes em empresas como Alpargatas (calçados), Gerdau e as mineradoras Buritirama e Paranapanema, tornou-se o segundo maior acionista da construtora Rossi, que está em processo de reestruturação de suas pesadas dívidas. Com uma fatia de cerca de 14% na Rossi, Tini começou a comprar ações da companhia em janeiro, desbancando o fundo Vinci, que detém cerca de 9% do negócio. O controle está nas mãos da família Rossi, dona de cerca de 25% da empresa.

O avanço de Tini na construtora, que está há 18 meses em processo de reestruturação, gerou desconfiança no mercado sobre a atuação do investidor, que é conhecido por ter uma postura questionadora nas empresas nas quais tem participação. Ao adquirir participação relevante na Rossi, Tini ganhou direito a indicar um nome para o conselho de administração e outro para o conselho fiscal.

Ao Estado, Tini disse que tinha ações em diversas empresas do setor imobiliário, entre elas PDG (que está em recuperação judicial), Helbor, Even e JHS, mas que decidiu apostar em apenas uma, com potencial de crescimento nos próximos dois a cinco anos. Ele vê a volta da família controladora ao comando do grupo como positiva.

“Eles estão colocando o patrimônio deles em risco. Vejo isso como sinal de confiança de que querem que a empresa volte a se recuperar”, disse.

Novo conselho

Ontem, a companhia confirmou em reunião o nome do empresário João Rossi Cuppoloni como presidente do conselho de administração e de seu filho, Rafael Rossi Cuppoloni, como vice-presidente. José Paim, da consultoria Maxcap Real State, que fazia parte do conselho e da história do grupo ao se tornar sócio minoritário e ajudar a implementar o Plano 100 (projeto voltado à classe média), deixou o conselho.

Paim teve o contrato de sua consultoria rescindido com o grupo, uma decisão que já tinha sido tomada no fim de 2016, quando a família decidiu voltar ao comando do negócio.

Tini indicou o nome do administrador Fabio Gallo, especialista em finanças, como conselheiro independente. Para o conselho fiscal, o nome de confiança do investidor colocado na empresa é do Massao Oya, especialista em governança corporativa.

Reestruturação. A companhia intensificou nos últimos meses o processo de renegociação de seus débitos com os bancos, que somam cerca de R$ 2,5 bilhões. Deste total, R$ 1,2 bilhão é de dívidas corporativas, referentes à captação de recursos para financiar seus projetos. O Bradesco é o principal credor. A companhia tem ainda mais R$ 1,3 bilhão em débitos, reunidos em Sociedades de Propósitos Específicos (SPEs), que são responsáveis por cada uma de suas obras.

Assim como grandes empresas do setor, a Rossi tomou decisões estratégicas que colocaram em risco a saúde financeira da companhia. A aposta na diversificação geográfica e de produtos para diversos perfis de clientes se mostrou frágil para a companhia, segundo fontes ouvidas pelo Estado.

O grupo é assessorado pela consultoria RK Partners, de Ricardo Knoepfelmacher, a mesma que reestrutura a PDG, para alongar suas dívidas e ganhar mais fôlego para seguir adiante. A PDG protagoniza o maior processo de recuperação judicial da história do setor imobiliário – caminho que a Rossi diz querer evitar.

Procurado, Fernando Miziara, diretor financeiro da companhia, afirmou que vê com bons olhos a entrada de acionistas que acreditam na companhia no longo prazo. Miziara disse que o grupo tem buscado negociar com seus principais credores “com objetivo de perenizar a companhia”. “Tinha ações em várias empresas do setor, mas decidi apostar em uma. O setor está um fubá, mas acredito na recuperação da Rossi no médio prazo.”  Por Estadão  Leia mais em exame 29/04/2017

29 abril 2017



28 abril 2017

Didi, concorrente do Uber, recebe rodada de investimento de US$ 5, 5 bilhões

A gigante chinês Didi Chuxing, empresa que comprou o negócio chinês da Uber no ano passado, fechou uma rodada de financiamento de US$ 5,5 bilhões, valorizando a empresa em mais de US$ 50 bilhões, tornando-a uma das empresas de tecnologia privadas mais valiosas do mundo.

A empresa divulgou que o empréstimo será usado para apoiar sua estratégia global e investimentos contínuos em tecnologias baseadas em Inteligência Artificial.

Isso faz com que seja uma das maiores startups de tecnologia, atrás da Uber, que vale cerca de US$ 66 bilhões e a filial de pagamento da Alibaba, Ant Financial, que vale US$ 60 bilhões.

O start-up pretende investir em novas tecnologias, particularmente a inteligência artificial. Em março, criou o Didi Labs em Mountain View, Califórnia, para pesquisar esse tema.

"Com base em suas capacidades analíticas competitivas baseadas em AI, Didi está trabalhando para avanços sistêmicos em tecnologias de condução inteligente e arquitetura de transporte inteligente", disse a empresa em um comunicado. Leia mais em tiinside 28/04/2017

28 abril 2017



Emmi adquire 40% de participação no Laticínio Porto Alegre

A 0anunciou hoje (28) uma participação de 40% no Laticínio Porto Alegre Indústria e Comércio S/A, sediado em Ponte Nova, no estado de Minas Gerais. A Porto Alegre está entre os cinco maiores laticínios de Minas Gerais na coleta de leite, com fortes posições nas categorias de queijo, queijo fresco, leite UHT, manteiga e soro em pó. Com essa transação, a Emmi está fortalecendo sua presença no Brasil e avançando com seu programa de crescimento internacional.

A estratégia da Emmi é além de fortalecer a sua posição de mercado na Suíça, crescer internacionalmente. Esse crescimento deve ser alcançado organicamente e por meio de aquisições. Segundo comunicado, a Emmi está fortalecendo a sua presença em um país no qual outras empresas também estão de olho. A Emmi tem uma presença de longa data no mercado brasileiro como um dos principais exportadores de queijo para fondue e queijos de leite cru da Suíça.

A participação de 40% na Laticínios Porto Alegre Indústria e Comércio S/A fortalece a posição da Emmi na América do Sul e cria uma posição forte junto ao Chile. Os 60% restantes da empresa, que foi fundada em 1991, serão mantidos pelos irmãos José Afonso e João Lúcio Barreto Carneiro. Este último é o CEO da empresa. Ele vai ficar na empresa e ajudar a impulsionar o seu desenvolvimento futuro, juntamente com Emmi.

O CEO da Emmi, Urs Riedener, comentou: "O Laticínio Porto Alegre tem feito um excelente trabalho nos últimos anos de dificuldades econômicas. A sua forte posição proporciona à Emmi a possibilidade de complementar a sua carteira de produtos com conceitos inovadores e marketing, criando assim oportunidades adicionais num mercado com muito potencial a longo prazo".

O Laticínio Porto Alegre possui uma forte posição no mercado de queijo muçarela, queijo fresco, requeijão, UHT e manteiga. Também fabrica soro em pó para a indústria alimentícia brasileira. Em 2016, a empresa gerou vendas de aproximadamente R$ 500 milhões e empregou cerca de 1000 pessoas. Sua sede e uma unidade de produção estão localizadas em Ponte Nova, com outra fábrica em Mutum. Ambos os locais ficam a poucas centenas de quilômetros de São Paulo e Rio de Janeiro. A empresa também comprou recentemente infraestrutura de produção em Barbacena para se concentrar na fabricação de produtos como o queijo fresco.

As partes concordaram em não divulgar o preço da participação. As informações são da Emmi, resumidas e traduzidas pela Equipe MilkPoint. Leia mais em milkpoint 28/04/2017



Senior Solution quer ir ao Novo Mercado

A Senior Solution, desenvolvedora de softwares para o setor financeiro, deve ser a primeira a migrar do segmento Bovespa Mais (mercado de acesso da bolsa paulista) para o Novo Mercado (nível mais elevado de governança corporativa).

A companhia vai em busca de novos investidores - estrangeiros e fundos de pensão - para aumentar sua visibilidade e ... leia mais em valoreconomico 28/04/2017



Empresa do BB compra R$ 4 bilhões em créditos 'podres' do Bradesco

A Ativos, empresa controlada pelo Banco do Brasil, adquiriu um total de R$ 4 bilhões em carteiras de crédito vencidas do Bradesco, conforme apurou o Valor.

A operação foi realizada no fim do ano passado, mas foi contabilizada em duas etapas, nos balanços do Bradesco no quarto trimestre do ano passado e nos três primeiros meses deste ano. Procurado, o banco confirmou a operação de venda, mas sem dar detalhes sobre o comprador ou as condições. O BB não comentou o assunto. As carteiras compradas pela ... Leia mais em val-econômico 28/04/2017



Arteris oferta R$1,213 bi e vence leilão da Rodovias dos Calçados; ágio de 438%

A operadora de concessões de rodovias Arteris venceu nesta terça-feira o leilão de concessão paulista da chamada Rodovias dos Calçados, com uma oferta de 1,213 bilhão de reais, valor 438 por cento superior ao mínimo definido para primeira prestação da outorga.

Com isso, a Arteris, que já opera alguns trechos do lote concedido, terá direito a operar a concessão da Rodovias dos Calçados por 30 anos a partir de 2018. Os trechos rodoviários da concessão ligam os municípios de Itaporanga e Franca, em um total de cerca de 730 quilômetros.

Além dos valores de outorga, a companhia deverá fazer investimentos totais ao redor de 5 bilhões de reais para obras de melhoria e duplicação de pouco mais de 200 quilômetros da concessão.

A Arteris venceu oferta da Ecorodovias, a outra única competidora no certame, que apresentou lance de 727 milhões de reais. As ações da Ecorodovias ampliavam alta após o leilão, com investidores avaliando o resultado do leilão como demonstração de disciplina financeira da companhia. Às 15:55, as ações da Ecorodovias subiam cerca de 1 por cento, enquanto o Ibovespa mostrava ganho de 0,8 por cento.

O contrato deve ser assinado ainda no primeiro semestre e o pagamento da primeira parcela da outorga, na segunda metade do ano, disse a jornalistas o presidente-executivo da Arteris, Davi Díaz.

No início de março, o fundo de investimento Pátria Infraestrutura III venceu o leilão de concessão da Rodovias Centro Oeste Paulista, que corre em paralelo aos trechos que foram a concessão das Rodovias dos Calçados. O ágio ofertado pelo Pátria foi de 131 por cento.

Na ocasião, o diretor geral da agência de rodovias de São Paulo (Artesp), Giovanni Pengue Filho, afirmou que um total de 140 grupos tinham se cadastrado para acessar a sala de dados da Rodovias Centro Oeste Paulista. Por Aluísio Alves  - Leia mais em reuters 25/04/2017



27 abril 2017

BD anuncia intenção de compra da Bard por US$ 24 bilhões

Aquisição poderá criar uma empresa de tecnologia médica altamente diferenciada focada na prestação de soluções inovadoras de saúde para melhorar os resultados clínicos e a competitividade econômica

A BD – Becton Dickinson and Company anunciou, em sua sede nos Estados Unidos, a intenção de compra da Bard Medical em um negócio de US$ 24 bilhões, o dobro da até então maior aquisição da história da empresa, a compra da Carefusion, em 2015. A Bard é uma empresa americana de tecnologia médica, fundada em 1907, e líder nas áreas vascular, de urologia, oncologia e especialidades cirúrgicas.

A aquisição deve direcionar e fortalecer a BD na sua estratégia de crescimento fora dos EUA, sobretudo nos mercados emergentes, como o Brasil, por meio de um portfólio expandido de soluções. Apenas em 2016, a Bard registrou cerca de 500 novos produtos internacionalmente. Para adequar essas novas soluções que chegam, a BD espera criar em breve um terceiro segmento de negócio, o Interventional.

“Estamos confiantes de que, ao unirmos a experiência da Bard em melhorar os resultados clínicos com as capacidades da BD em vendas estratégicas, informática e fornecimento de soluções, a fusão de ambas será um parceiro ainda mais forte para nossos clientes. Esperamos que a transação contribua de forma significativa para os planos da BD em termos de crescimento de receita e expansão de mercado, além de gerar valor proeminente a curto e longo prazos para os acionistas”, destacou Vince Forlenza, Chairman e CEO da BD.

Com vendas anuais de US$ 3,7 bilhões, a Bard conta com 16 mil funcionários, que devem se somar futuramente aos 50 mil associados da BD. A concretização da aquisição por parte das autoridades financeiras deve ser aprovada ainda em 2017.

Mercado brasileiro - Com mais de 60 anos de atuação no Brasil, a BD anunciou recentemente um investimento de 30 milhões de dólares em uma nova linha de produção de tubos de coleta de sangue no país. A nova fábrica está em construção ao lado da planta já existente em Curitiba (PR) e deverá abastecer os mercados nacional, da América Latina e até mesmo mundial. por Pamella Cajano
(Redação - Agência IN) Leia mais em investimentosenoticias 27/04/2017










27 abril 2017



Criador do Peixe Urbano lidera fundo de investimento

Em apenas três meses de operação, o Canary - criado pelo brasileiro Julio Vasconcellos - levantou US$ 20 milhões e já investiu em três startups

O cofundador e chefe de tecnologia do Instagram, Mike Krieger, é um dos 37 parceiros do fundo de investimentos Canary, criado em janeiro desse ano pelo brasileiro Julio Vasconcellos, executivo do site brasileiro de compras coletivas Peixe Urbano, e outros quatro sócios. Em apenas três meses de operação, o Canary levantou US$ 20 milhões e já investiu em três startups. Segundo apurou o Estado, a meta é levantar um total de US$ 50 milhões.

Em um manifesto no site do Canary, seus sócios afirmam que o fundo é focado em startups brasileiras que querem transformar o mercado por meio da tecnologia. "Queremos impulsionar o ecossistema brasileiro de startups", informam os sócios. A intenção do fundo é investir em startups em estágio inicial, por meio de capital semente."O Canary tenta ocupar o espaço que existe entre o investimento anjo e o venture capital", explica o diretor de inovação da Accenture e parceiro do fundo, Guilherme Horn.

"Nesse estágio, as startups ainda não têm números muito maduros e um empreendedor pode enxergar o que está por vir."O fundador do Peixe Urbano vendeu o controle do site para o gigante chinês Baidu - o principal buscador na China - em outubro de 2014. O valor da transação não foi revelado. Desde então, o site se transformou numa espécie de base de operação da chinesa na América Latina. Atualmente, Vasconcellos continua ligado à empresa como presidente do conselho e ajuda o controlador a decidir sobre fusões e aquisições na região. Desde 2016, o executivo se estabeleceu em São Francisco, onde é empreendedor residente do fundo Benchmark Capital.

Primeiras apostas
O Canary investiu em três empresas brasileiras desde janeiro. Em março, anunciou um aporte em conjunto com o Monashees na IDWall, uma startup que oferece serviços de verificação e validação online de identidade. O objetivo é prevenir fraudes na abertura de contas-correntes, quando criminosos usam documentação falsa. Os dois fundos investiram, juntos, R$ 2 milhões na startup, que tem apenas sete meses de existência.

Anteontem, o Canary anunciou novos investimentos em mais duas empresas. A primeira delas é a Rapidoo, que oferece crédito rápido para pequenas e médias empresas com base na compra de notas fiscais e antecipação do pagamento de duplicatas. A outra startup que receberá aporte do Canary é a Volanty, um site de compra e venda de carros usados. Os termos - e valores - dos acordos firmados com as empresas não foram revelados.  POR ESTADÃO Leia mais em epocanegocios 27/04/2017



Engie diz ter mais de 15 interessados em térmicas a carvão

Mais de 15 empresas manifestaram interesse nos ativos de geração a carvão colocados à venda pela Engie Brasil Energia (antiga Tractebel Energia), até o momento.

Segundo o diretor-presidente da companhia, Eduardo Sattamini, a etapa de sondagem de mercado ainda está em andamento. "Ainda estamos no processo de recebimento dos acordos de confidenciali... Leia mais em valoreconomico 27/04/2017



Volkswagen considera a venda da italiana Ducati

De acordo com a Reuters, a Volkswagen considera a venda da Ducati, famosa fabricante italiana de motocicletas. A marca foi comprada através da Audi em 2012 por € 860 milhões. A VW contratou uma empresa para avaliar as possibilidades no caso da Ducati e encontrou possíveis compradores, porém, sem uma decisão definitiva sobre se a venda seria viável ou não.

A Ducati lucra anualmente em torno de € 100 milhões e teria valor de mercado em torno de € 1,5 bilhão. Ou seja, 15 vezes o lucro líquido obtido. É o mesmo que a Ferrari, por exemplo. Interessados, de acordo com um banqueiro, estariam propondo algo em torno de 10 vezes o rendimento da empresa.

Entre os potenciais compradores, estão fabricantes chineses de motocicletas, a indiana Hero e o consórcio que adquiriu a Aston Martin em 2007. Não se sabe se os grandes fabricantes de motos, especialmente os japoneses, estariam interessados na Ducati que, oficialmente, teve faturamento de € 593 milhões e lucro líquido de € 51 milhões, em 2016.

A Volkswagen está em busca de liquidar o processo do Dieselgate, que deve consumir mais de US$ 20 bilhões em compensações, indenizações, recompra e correções em 11 milhões de veículos em todo mundo, sendo a maior parte do custo associado com os processos nos EUA. A empresa já chegou a considerar a venda de ativos para levantar fundos para resolver a questão do EA189 e o NOx excessivo.

Se fosse em outra época, a Volkswagen só teria esse problema para resolver. No entanto, a fim de se afastar da imagem negativa oriunda do Dieselgate e não perder a corrida evolutiva do mercado automotivo internacional, a montadora tem ainda que custear um enorme programa de desenvolvimento de carros elétricos, que serão vendidos para as massas, gerando assim volumes de até 3 milhões por ano em 2025. Fonte: Reuters Leia mais em noticiasautomotivas 27/04/2017




Bolsa norte-americana ICE vende sua participação na B3

A bolsa americana ICE vendeu, nesta semana, sua participação na B3, empresa fruto da fusão entre BM&FBovespa e Cetip. A ICE era a maior acionista individual da Cetip, com 12%. Com a fusão e a consequente relação de troca, a ICE estava com cerca de 1,3% da B3. Na Cetip, a ICE detinha um assento no conselho de administração, posição que não manteve após a operação.

Arquirrival
A BM&FBovespa também tinha em seu capital social uma bolsa americana, a CME, arquirrival da ICE. No entanto, ela liquidou suas ações no início do ano, antes mesmo de o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) ter aprovado a operação. Leia mais em colunadobroad.estadao 27/04/2017



26 abril 2017

Spotify compra empresa para identificar dono dos direitos autorais de uma música

O Spotify anunciou nesta quarta-feira (26) que adquiriu a startup Mediachain Labs, startup de Nova York responsável por criar um sistema que encontra trabalhos criativos pela internet. O protocolo open source desenvolvido pela companhia serve basicamente para garantir que direitos autorais (de artistas dos detentores de direitos sobre as obras) não são violados.

A startup foi iniciada no ano passado e a sua plataforma utiliza uma base de dados ponto a ponto a fim de rastrear e identificar a presença de trabalhos criativos na web. Ela realiza buscas específicas, permitindo assim verificar exatamente quem é o autor de uma obra ou então quem detém os direitos autorais sobre ela.

No Spotify, a ferramenta deve garantir que os verdadeiros donos de uma obra sejam pagos por ela. A companhia passa por alguns problemas em relação a isso, especialmente quando se trata de selos e artistas independentes. Com a nova aquisição, deve ficar mais simples encontrar quem deve receber o dinheiro devido pela liberação de uma música ou disco dentro da plataforma.

Segundo afirmou a empresa sueca no comunicado à imprensa no qual anuncia a compra da Mediachain, o recurso criado “é essencial para a saúde da indústria da música”. Assim, a equipe da Mediachain se junta às equipes da plataforma de streaming na cidade de Nova York para “auxiliar na jornada do Spotify rumo a uma indústria musical mais justa, transparente e recompensadora para criadores e detentores de direitos autorais.”

Blockchain aplicada à música

Um dos diferenciais do Mediachain é que eles aplicam à música uma tecnologia usada como uma espécie de registro público descentralizado de transações de bitcoins, os blockchain. Segundo o cofundador da Mediachain Jesse Walden, este recurso aplicado à música funcionaria como “um lugar único para publicar toda a informação a respeito de quem fez tal música, sem ter que confiar em uma organização terceirizada.”

Nem Spotify nem Mediachain revelaram os termos do acordo que selou a negociação entre as duas companhias. Fonte: Spotify Leia mais em corporate.canaltech 26/04/2017


26 abril 2017