27 julho 2017

Omega Geração precifica IPO em R$15,6 por ação

A oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da Omega Geração foi precificada a 15,6 reais por ação, abaixo do piso da faixa indicativa para a operação, de 17 a 22 reais, segundo dados do site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), nesta quinta-feira.

A oferta primária (novas ações) movimentou 38.051.111 ações, com giro financeiro de 593,6 milhões de reais. Já a secundária (papéis detidos por atuais sócios) teve 16.066.536 de ações vendidas, movimentando 250,64 milhões de reais.

Somadas, as ofertas primária e secundária movimentaram 844,2 milhões de reais. Por Sérgio Spagnuolo (Reuters) - Leia mais em noticias.R7  27/07/2017


27 julho 2017



IRB Brasil Re levanta R$ 2,003 bilhões e emplaca IPO na 3ª tentativa

O ressegurador IRB Brasil Re levantou R$ 2,003 bilhões em sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), tirando da gaveta a abertura de capital que estava ao menos há dois anos no planejamento.

Em sua terceira tentativa de listar ações na B3, a oferta foi apenas secundária, ou seja, o capital movimentado foi para o bolso dos acionistas que conta com pesos pesados como Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco e a Caixa.

A oferta de ações do IRB era apontada como uma das formas de o governo angariar recursos para compor suas contas fiscais. No entanto, a União, que possui 11,68% do IRB, não foi vendedor. Já o Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (Fgeduc) reduziu sua fatia, o que permitirá que o Fgeduc tenha liquidez e terá mais capacidade para a inadimplência do programa de crédito estudantil do governo, o Fies.

A ação do IRB foi fixada em R$ 27,24, no piso da faixa indicativa de preço, estabelecida entre R$ 27,24 e R$ 33,65. A demanda pela oferta, que representou mais de duas vezes o número de ações ofertadas, ganhou maior ritmo desde a quarta-feira, 26, de acordo com fontes próximas à operação.

Os coordenadores da oferta foram o Bradesco BBI (líder), BB Investimentos, Itaú BBA, JPMorgan, Brasil Plural, Bank of America Merrill Lynch e BTG Pactual.

Sua estreia na B3 será na próxima segunda-feira, 31, sob o código IRBR3. A listagem ocorre no Novo Mercado, segmento das mais elevadas exigências de governança corporativa da Bolsa brasileira.

O IPO do IRB era o último passo que faltava para que o ressegurador concluísse seu processo de desestatização. Fundada em 1939, a companhia deteve por cerca de 70 anos o monopólio do mercado de resseguros no Brasil. A operação foi aprovada pelo conselho de desestatização da companhia e teria de ocorrer até 2018. Estadão Conteúdo Leia mais em isto 27/07/2017



AGCO compra unidade de agricultura de precisão da Monsanto

A AGCO, fabricante norte-americana de equipamentos agrícolas, anunciou nesta quarta-feira, 26, que vai comprar a unidade de componentes de agricultura de precisão Precision Planting, da Monsanto. Os termos do negócio não foram divulgados.

Na terça-feira, 25, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a aquisição, sem restrições. Anteriormente, a Monsanto tinha tentado vender a unidade para a Deere, mas desistiu do negócio por pressão do Departamento de Justiça dos EUA. Segundo o departamento, a venda para Deere iria suprimir a concorrência no segmento de tecnologia de plantio.

Em comunicado, a AGCO disse que a aquisição vai fortalecer sua oferta de equipamentos para grandes produtores. A Precision Planting desenvolveu uma tecnologia que permite o plantio de sementes com precisão e até o dobro da velocidade de sistemas convencionais.

O equipamento pode ser instalado em plantadeiras existentes e algumas novas plantadeiras produzidas por outras empresas já estão saindo de fábrica com o equipamento instalado. Fonte: Dow Jones Newswires. Estadão Conteúdo Leia mais em isto 26/07/2017



Odebrecht e Cemig divergem sobre oferta chinesa pela usina de Santo Antônio, dizem fontes

Envolvida em uma enorme crise financeira desde que foi atingida pelas investigações da Operação Lava Jato, a construtora está ansiosa para vender sua fatia no empreendimento

A estatal mineira Cemig e a empreiteira Odebrecht têm se desentendido sobre uma oferta apresentada pela chinesa State Power Investment Corp. (SPIC) para aquisição da hidrelétrica de Santo Antônio, em Rondônia, onde ambas empresas são sócias, disseram à Reuters três fontes próximas ao assunto.

Envolvida em uma enorme crise financeira desde que foi atingida pelas investigações da Operação Lava Jato, a Odebrecht está ansiosa para vender sua fatia na usina, mas a Cemig tem travado o negócio por não concordar com o valor oferecido, disseram as fontes.

Uma primeira oferta da SPIC aos minoritários da usina já havia sido dispensada pela Cemig, mas uma segunda proposta feita no final de junho segue insatisfatória para os mineiros.

O aval dos mineiros é crucial para a operação, porque os chineses querem ser controladores, e a Odebrecht possui apenas cerca de 18 por cento do negócio.

Um dos problemas é que a proposta da SPIC avalia Santo Antônio por um valor bem menor do que o pago pela Cemig por parte da fatia da Andrade Gutierrez no empreendimento em 2014.

"Tem uma dificuldade, porque a Odebrecht aceita vender por um preço, mas a Cemig não quer aceitar porque pagou mais caro pelo ativo. Isso cria um certo impasse", disse uma das fontes, sob a condição de anonimato.

Orçada em 20 bilhões de reais, Santo Antônio já está completamente em operação e é uma das maiores usinas do Brasil, com cerca de 3,5 gigawatts em capacidade instalada.

O empreendimento tem como sócios a estatal Eletrobras, além de Cemig, Odebrecht, FIP Caixa Amazônia Energia e SAAG Investimentos, uma empresa de participações onde Cemig e Andrade e Gutierrez são sócias.

A Cemig e a Odebrecht têm capitaneado as conversas para vender a usina, enquanto a Eletrobras tem dito que vai aguardar essas negociações e poderá eventualmente acompanhar os demais sócios na venda.

Tanto Cemig quanto Eletrobras anunciaram grandes planos de desinvestimentos que incluem a previsão de venda de Santo Antônio e outros ativos para reduzir seus níveis de envididamento.

BRIGA INTERNA

Uma fonte próxima às negociações da Cemig disse que a transação tem gerado desentendimentos na cúpula da empresa, com parte dos acionistas favorável à venda da hidrelétrica e outros em busca de uma oferta melhor pelo ativo.

A fonte disse que a oposição à venda neste momento é comandada pela Andrade Gutierrez, que é sócia da Cemig e controla a diretoria responsável pelas fusões e aquisições da companhia.

"Eles falam que o preço é insuficiente para vender o ativo", afirmou.

As fontes não citaram valores envolvidos nas negociações.

Segundo duas das fontes, a avaliação sobre o valor de Santo Antônio tem sido impactada por diversos fatores, como uma discussão judicial sobre a produtividade da usina.

Em junho, uma avaliação da Aneel apontou que a usina tem "desempenho insatisfatório", com uma geração média entre 2013 e fevereiro de 2017 que representa apenas 42,3 por cento da garantia física, que é o montante de eletricidade que a usina pode comercializar no mercado.

"A questão do valor (ofertado pela usina) ser baixo tem muito a ver com os passivos regulatórios, são um problema importante", disse a primeira fonte.

Executivos da Cemig disseram em teleconferência no início de julho que a companhia estava "muito próxima" de vender sua fatia em Santo Antônio, mas desde então a companhia não comentou mais o negócio.

Procuradas, Cemig, Eletrobras, Caixa e Andrade Gutierrez disseram que não iriam comentar o assunto. A Odebrecht disse apenas que "seguem as negociações" pela venda da usina.

A Santo Antônio Energia, que reúne os sócios da hidrelétrica, não comentou a avaliação da Aneel sobre sua performance e disse que não acompanha as negociações dos sócios. Não foi possível contatar representantes da SPIC. Por Luciano Costa Reuters Leia mais em DCI 27/07/2017



Adidas anuncia venda da marca CCM Hockey por US$ 110 milhões

A Adidas informou hoje que fechou acordo definitivo para venda da sua marca CCM Hockey a uma filial recém criada da Birch Hill Equity Partners, por US$ 110 milhões.

A maior parte do valor será paga em dinheiro, e o restante na forma de emissão de ... Leia mais em valorecobomico 27/07/2017



Dona da Media Markt compra 24% da Fnac Darty e passa a maior acionista

A retalhista alemã Ceconomy, dona das lojas Media Markt, comprou 24,33% da posição da Artémis no grupo Fnac Darty, passando assim a maior acionista da Fnac. A operação totaliza 452 milhões de euros (70 euros por ação) e deverá ficar concluída até final de agosto.

"O investimento na Fnac Darty é uma grande oportunidade para a Ceconomy por duas razões: primeiro, permite-nos ganhar exposição ao mercado francês e, especialmente, ao forte consumo no segmento de eletrónica de consumo; em segundo, serve a nossa ambição de fortalecer a nossa posição como líder europeu de eletrónica de consumo", afirma em comunicado o presidente executivo da Ceconomy, Pieter Haas, citado pelo Dinheiro Vivo.

Com esta operação, que está apenas a aguardar a autorização dos reguladores, as ações da Fnac Darty dispararam 5,95% na bolsa de Paris, atingindo os 80 euros por ação.

A Ceconomy é a maior empresa europeia de eletrónica de consumo e conta com mais de mil lojas em 15 países da Europa. A Media Markt tem nove espaços em Portugal.

O grupo Fnac Darty é detentor de 664 lojas em todo o mundo, sendo que em Portugal passa, a partir desta quinta-feira, a ter 26 espaço. A Fnac Portugal vai abrir a sua 26.ª loja em Vila Real, no centro comercial "Nosso Shopping". A loja, que terá 845 metros quadrados, é a primeira da marca nesse distrito e contará com Rita Redshoes e Afonso Cruz como padrinhos, mantendo "a tradição da FNAC de forte promoção da cultura nacional", avança a insígnia em comunicado. Fonte: Dinheiro Vivo/Fnac Leia mais em storemagazine 26/07/2017



Bradesco fecha venda de cerca de R$ 4,8 bi em créditos podres

O Bradesco fechou nesta quarta-feira, 26, a venda de R$ 4,8 bilhões em carteiras de empréstimos vencidas e inadimplentes, os chamados créditos podres.

A Ativos, do Banco do Brasil, ficou com as operações do concorrente mais uma vez. A gestora levou quatro dos seis lotes ofertados, totalizando R$ 2,8 bilhões.

Os outros dois lotes foram para outro competidor e somaram R$ 2 bilhões. Dentre os candidatos que disputaram as carteiras de crédito podre do Bradesco, a Recovery, do Itaú Unibanco, também fez seu lance. O valor pago pelos compradores ficou próximo de 1% do valor de face das carteiras. No caso de vencimentos mais recentes, o preço foi mais alto. Leia mais em colunadobroad.estadao 27/07/2017



IRB já tem demanda para IPO

A resseguradora IRB Brasil já contava no início da noite de ontem com demanda por suas ações suficiente para concluir a oferta inicial de ações (IPO em inglês), segundo o Valor apurou com duas fontes que acompanham a transação.... leia mais em valoreconomico 27/07/2017



Estrangeiras devem avançar sobre espaço das estatais elétricas

Em meio a privatizações e vendas de ativos, as estatais elétricas brasileiras estão perdendo o protagonismo para empresas privadas, com destaque para chinesas e europeias.

Levantamento feito pelo Valor mostra que há mais de 20 gigawatts (GW) de potência em projetos que podem ser privatizados (quase o equivalente a duas hidrelétricas de Belo Monte)... Leia mais em valoreconomico 27/07/2017



TIM estuda compra de operadoras de médio porte

O presidente da TIM Brasil, Stefano De Angelis, afirmou ontem em teleconferência sobre o desempenho do segundo trimestre, que a empresa tem interesse em adquirir a Cemig Telecom, braço de telecomunicações da companhia energética mineira, e outras empresas de médio porte para ampliar a rede de fibra óptica da operadora.

Mais cedo, em outra teleconferência sobre o balanço, De Angelis já havia citado Nextel e Oi como exemplos de empresas com ativos considerados interessantes pela TIM Brasil, mas frisou que em ambos os casos há obstáculos a possíveis aquisições ... Leia mais em valoreconomico 27/07/2017



J&F recusou proposta de R$ 4 bi pela Alpargatas

Ao vender o controle da Alpargatas para o grupo de investidores formado por Cambuhy, Itaúsa e Brasil Warrant por R$ 3,5 bilhões, a J&F Investimentos deixou na mesa uma proposta 15%, ou R$ 500 milhões, mais alta. Outro consórcio - formado pela consultoria Visagio e pelas gestoras de recursos cariocas Squadra e Var Capital - ofereceu R$ 4 bilhões pela companhia.

Em 11 de julho, uma terça-feira, Joesley Batista recebeu para um jantar em sua casa representantes desse outro grupo de investidores, liderado pela Squadra. Eles saíram de lá com a certeza de que Joesley tinha se interessado pelo que ouviu, pois foram convidados a iniciar a auditoria na empresa. Em vez disso, souberam, no dia seguinte, pela imprensa sobre a venda para o grupo concorrente.

Segundo fontes que acompanharam a venda da Alpargatas, processo iniciado por causa dos desdobramentos das delações dos controladores da J&F, houve várias propostas pela empresa. Apesar de as cifras oferecidas terem sido diferentes, o negócio sairia, no fim das contas, por valores próximos ou até inferiores a R$ 3,5 bilhões, em função das condições impostas pelos interessados.

Essas condições incluiriam o cumprimento de metas de negócio pela Alpargatas, mais tempo para uma auditoria na empresa e também mecanismos de proteção referentes ao acordo de leniência firmado pela J&F com o Ministério Público Federal.

O objetivo era evitar que revelações dos irmãos Batista pudessem respingar de alguma forma na Alpargatas. Entre as preocupações estava o fato de que a J&F havia comprado o controle da dona da Havaianas, no fim de 2015, da Camargo Corrêa - envolvida na Lava Jato - com um empréstimo em condições favoráveis concedido pela Caixa Econômica Federal.

Pressa

O Cambuhy - veículo de investimento da família Moreira Salles - havia olhado o ativo em novembro de 2015 e, por isso, tinha mais conhecimento sobre a empresa do que os grupos que começaram a analisar o negócio mais recentemente. Já as gestoras cariocas teriam pedido 15 dias extras para examinar os números da empresa.

A Squadra confirmou a negociação e a proposta, formulada após seis executivos terem dedicado quatro semanas à análise da empresa. A ideia era captar um novo fundo de investimentos, de R$ 4 bilhões, que já estava com dinheiro comprometido por dez investidores.

O sócio-fundador da Squadra, Guilherme Aché, disse que a Alpargatas é um negócio que poderia ter um resultado melhor, pois é dono de uma marca reconhecida internacionalmente. No entanto, a empresa tem margem de lucro inferior à de concorrentes como Grendene (dona de Rider e Ipanema) e Vulcabrás (Azaleia e Olympikus).

O objetivo de Aché e seus associados seria levar uma cultura de ?dono? e repetir na empresa o modelo de gestão implementado pelo trio de investidores na Imaginarium, varejista de artigos de decoração e presentes.

Experiência

A Var Capital é uma administradora de recursos criada por Luis Moura depois que ele deixou a 3G Capital, onde atuou até 2011. A Visagio é uma consultoria de gestão que nasceu em 2003 no parque tecnológico da Coppe/UFRJ.

A Squadra foi fundada em 2008 por ex-executivos de Pactual, Dynamo e JGP. Em 2011, a gestora apontou o uso da contabilidade criativa que dificultava o entendimento dos balanços de companhias que faziam aquisições a toque de caixa. Nos últimos dois anos, trabalhou por mudanças nos conselhos da BR Malls (de shopping centers) e da CVC (operadora de turismo) para revistar a política de remuneração dessas empresas. A Squadra administra R$ 5,5 bilhões e investe em Equatorial Energia, Ultrapar, Bradesco e B3.

Procurada, a J&F não comentou o assunto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Leia mais em dci 27/07/2017



Ofertas de ações ganham fôlego e devem chegar a R$ 40 bilhões em 2017

Uma fila de até dez companhias está se formando para fazer ofertas de ações em outubro, de olho no apetite dos investidores e na abundância externa de capital, que têm atraído dinheiro novo para o Brasil. A despeito da turbulência política, a percepção do mercado é de que houve uma “separação” entre a economia e a crise no governo federal.

Isso deve fazer de 2017 o ano de maior movimento de emissões de ações no País desde 2010. Até 31 de dezembro, as ofertas podem superar R$ 40 bilhões.

De janeiro até agora, as ofertas de ações já somam R$ 21,9 bilhões, mais do que o dobro do registrado em 2016. E a essa conta vão se somar as cifras de IRB Brasil Re (resseguradora) e Omega Geração (empresa de energia), que vão definir preços de seus papéis hoje. Ambas poderão contribuir com mais R$ 4 bilhões em julho, após a varejista Carrefour e Biotoscana, do ramo de saúde, terem movimentado mais de R$ 6 bilhões na semana passada.

Caso a expectativa com IRB e Ômega seja confirmada, será o melhor desempenho do mercado de ações brasileiro desde 2010, quando as emissões somaram R$ 149 bilhões – o valor foi inflado por uma operação de R$ 120 bilhões da Petrobrás.

Uma das razões para todo esse otimismo no mercado de renda variável é o entendimento de que a direção da economia não deverá sofrer alterações significativas, afirma o diretor gerente do Bradesco BBI, Leandro Miranda. “Os investidores estrangeiros sempre estiveram mais positivos do que os brasileiros”, diz. Miranda informa que o banco tem hoje oito ofertas nas mãos que podem ser viabilizadas até o fim deste ano.

Apenas com essa carteira, o diretor do Bradesco BBI calcula que as ofertas de ações poderão somar um volume adicional de R$ 17 bilhões até o fim ano, sendo R$ 10 bilhões podem ser somente em outubro.

A Tivit (de tecnologia da informação) e a Camil (de alimentos) já entraram com pedido para realizar suas ofertas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês) na B3.  A Neoenergia (de energia) e a BR Distribuidora (braço de distribuição de combustíveis da Petrobrás, que desistiu de uma venda de controle) também se movimentam para abrir o capital.

Movimento. De acordo com Fábio Nazari, sócio do BTG Pactual, o momento da Bolsa brasileira permite não só a capitalização de companhias, mas também viabiliza a saída de sócios, como fundos de private equity (que compram participações em empresas).

“As ofertas de ações estão atraindo os investidores. Virão a mercado as histórias certas, com o valor de avaliação correto”, diz o responsável pelo Bank of America Merrill Lynch no Brasil, Hans Lin.

A crise, porém, influencia os objetivos que as empresas têm ao fazer um IPO. Ao contrário do que ocorreu no “boom” da Bolsa, há dez anos, o dinheiro captado não está sendo usado prioritariamente para financiar projetos de expansão, mas para reduzir o endividamento dos negócios. “O mercado tem aceitado bem essa intenção, pois o custo da dívida é alto”, frisa Nazari. O movimento também tende a deixar os negócios mais saudáveis para uma eventual retomada da economia.

A próxima janela de IPOs, em outubro, deve ser usada também por empresas que se preparavam para lançar suas ofertas de ações, mas desistiram depois da delação do empresário Joesley Batista, da JBS, que envolveu o presidente Michel Temer e abalou o Palácio do Planalto. O bom resultado da B3 em julho deve dar um ânimo adicional às companhias que estavam em dúvida sobre a ida à Bolsa.

O executivo do BTG recomenda que, diante do cenário instável do Brasil, as empresas devem fazer a preparação para o IPO com antecedência. Assim, vão estar prontas para aproveitar as oportunidades geradas por momentos mais positivos, como o atual.  - O Estado de S.Paulo Leia mais em portal.newsnet 27/07/2017