20 setembro 2017

Multiplan confirma aquisição de 50,1% do shopping Diamond Mall, do Atlético

Compra será parcelada ao longo de três anos e indexados pela taxa CDI

Atlético receberá R$ 250 milhões por 50,1% do Diamond Mall; valor será parcelado em três anos
O grupo Multiplan confirmou nesta quarta-feira que foi aprovado pelo conselho deliberativo do Atlético a proposta de venda da participação de 50,1% do clube no shopping center Diamond Mall, em Belo Horizonte, para a companhia por R$ 250 milhões.

O Diamond Mall, inaugurado em 1996, foi desenvolvido e administrado desde a sua abertura pela Multiplan, em terreno arrendado do clube pelo período de 30 anos, até novembro de 2026. O custo do arrendamento representa 15% da receita bruta das locações dos espaços do shopping center, e 10% da receita bruta de cessão de direitos.

A negociação contempla a extensão do contrato de arrendamento por mais quatro anos, até novembro de 2030, simultaneamente com a aquisição de 50,1% da propriedade.

O custo do arrendamento será reduzido da participação adquirida de 50,1% ao final do quarto ano após a formalização do contrato. O valor a ser pago pela Multiplan será de R$ 250 milhões, parcelados ao longo de três anos e indexados pela variação da taxa CDI.

Conforme informado pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, a concretização do negócio está sujeito à aprovação da construção da Arena MRV, estádio do Atlético, pelo poder público nas tramitações que ocorrerá ao longo dos próximos seis meses. A obra precisará ser validada pela Câmara de Vereadores de Belo Horizonte, pois exige alterações no zoneamento local. Em seguida, passará por licenciamento na prefeitura. O Broadcast apurou também que o contrato entre o Atlético e a Multiplan não prevê multa por rescisão do contrato caso o projeto acabe barrado.

Em comunicado divulgado nesta quarta, a Multiplan mencionou que o Diamond Mall apresentou, historicamente, um dos maiores desempenhos em vendas do portfólio. No período de 12 meses encerrado em junho de 2017, o shopping center registrou vendas totais de R$ 28,8 mil por metro quadrado, a segunda maior venda nesse quesito do portfólio no período. No final de junho de 2017, a taxa de ocupação era de 98,7%, 100 pontos-base acima da média do portfólio.  Agência Estado Leia mais em mg.superspots 20/09/2017

20 setembro 2017



Ibovespa fecha nos 76 mil pontos pela 1ª vez

O principal índice acionário da B3 fechou nesta quarta-feira no patamar de 76 mil pontos pela primeira vez, com a ponta positiva liderada pelos ganhos de ações da Braskem e da Petrobras, apesar de alguma cautela após o Federal Reserve decidir manter os juros dos Estados Unidos.

O Ibovespa fechou com variação positiva de 0,04 por cento, a 76.004 pontos, o suficiente para renovar a máxima histórica de fechamento pela segunda vez nesta semana.

O giro financeiro somou 12,27 bilhões de reais, acima da média diária para o mês até a véspera, de 10,4 bilhões de reais, com destaque para o movimento do grupo de diagnósticos Fleury, devido ao leilão de seus papéis.

O Fed decidiu nesta quarta-feira manter os juros norte-americanos na faixa entre 1 por cento e 1,25 por cento, mas sinalizou que ainda espera mais um aumento até o fim do ano apesar das recentes leituras fracas de inflação. O banco central dos EUA informou ainda que vai começar a reduzir seu balanço patrimonial a partir de outubro.

"O mercado acaba reagindo à decisão do Fed, mas na verdade ela não trouxe nenhuma grande novidade. A inflação ainda está baixa e eles continuam de olho nisso", disse o gerente de renda variável da H.Commcor Ari Santos, acrescentando que o gradualismo no ritmo de normalização da política monetária nos EUA deve ser mantido.

No front local, o cenário de inflação baixa, corroborado nesta manhã pelos dados do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo e à expectativa de manutenção de cortes de juros ajudou a limitar impactos negativos na bolsa, mantendo o índice em nível recorde.

Apesar do cenário local mais favorável para renda variável, alguma cautela ainda rondou os negócios, diante da espera pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a mais recente denúncia contra o presidente Michel Temer. O julgamento ainda acontecia após o fechamento do mercado e tinha a maioria dos ministros votando pelo envio da denúncia à Câmara. Por Flavia Bohone Leia mais em dci 20/09/2017



Alpargatas anuncia conclusão de venda do controle para Itaúsa e Cambuhy

Companhia pertence a holding J&F e faz parte do plano de desinvestimento da empresa controlada pela família Batista

A Alpargatas anunciou nesta quarta-feira a conclusão da venda de seu controle acionário para a Itaúsa e a Cambuhy Investimentos, no valor de 3,5 bilhões de reais.

Revelada em 12 de julho, a venda do equivalente a 54,2 por cento do capital total da Alpargatas --sendo 85,78 por cento do capital votante e 20,95 por cento das ações preferenciais - pertencente a holding J& f faz parte do plano de desnivelamento da companhia controlada pela família Batista para arcar com multas de 10,3 bilhões de reais oriundas de acordo de eminência firmado entre o grupo e o Ministério Público Federal após um escândalo de corrupção.

A Alpargatas disse em fato relevante que os compradores têm a obrigação de realizar uma oferta pública de aquisição(OPA) das ações com direito a voto de propriedade dos demais acionistas da companhia, detentores de ações ordinárias, de modo a assegurar a tais acionistas o preço no mínimo igual a 80 por cento pago por ação ordinária à J& f. (Por Natália Scalzaretto) Reuters Leia mais em dci 20/09/2017



Google está perto de comprar ativos da fabricante de smartphones HTC, diz Bloomberg

O Google, da Alphabet, está perto de adquirir ativos da fabricante de smartphones taiwanesa HTC, informou a Bloomberg, citando uma pessoa familiarizada com o assunto.

A bolsa de valores de Taiwan disse nesta quarta-feira que os negócios com as ações da HTC serão interrompidas a partir de 21 de setembro devido a um anúncio pendente.

A Bloomberg noticiou no mês passado que a fabricante de celulares disse que estava explorando opções que poderiam ir desde a venda de negócio de realidade virtual até a venda de seu controle.

O Google e a HTC não quiseram comentar o assunto. (Por Munsif Vengattil) Reuters Leia mais em dci 20/09/2017



Nestlé terá de vender marcas para rival menor

Nestlé e Garoto irão se desfazer de marcas Serenata de Amor, Chokito e Lollo

Gigante suíça terá que vender para outras empresas parte dos ativos para finalizar compra da fábrica capixaba

A Nestlé não poderá vender para concorrente de grande porte um pacote de marcas e ativos do qual terá de se desfazer para conseguir, 15 anos depois, que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprove a compra da Garoto. A proibição consta do acordo firmado entre a empresa e o Conselho no ano passado.

O prazo para a venda dos ativos vai até outubro. Segundo fontes que acompanharam as negociações, o pacote inclui os chocolates Serenata de Amor, Chokito, Lollo e Sensação - o detalhamento dos ativos que a empresa terá de vender é mantido sob sigilo.

Com a proibição de que as marcas sejam repassadas para um concorrente de grande porte, fica de fora das negociações a Lacta (do grupo Mondelez), hoje vice-líder de mercado, atrás da Nestlé. A tendência é que os ativos sejam comprados por concorrentes menores, como Arcor e Hershey’s. O comprador terá de ser apresentado ao Cade e aprovado pelo conselho antes da operação.

Modelo de fusão mudou leis

A fusão de Nestlé e Garoto foi firmada em 2002. Dois anos depois, foi vetada pelo Cade, tendo sido suspensa pela Justiça em 2005. Com isso a Nestlé teve de manter separados os ativos da Garoto e ficou impedida de incorporar totalmente a marca.

No ano passado, a Nestlé procurou o conselho para apresentar uma proposta de acordo que possibilitasse dar fim ao processo e à longa disputa judicial. O Cade entendeu que as soluções apresentadas pela Nestlé endereçam todas as questões concorrenciais decorrentes da fusão, com a venda de ativos, plantas e marcas e homologou o acordo em outubro do ano passado, dando prazo de um ano para a venda.

Na época da fusão, a Nestlé tinha 34% de participação no mercado de chocolate do país - ao comprar a Garoto sua fatia chegaria a 58%, contra 33% da Lacta. Mesmo com a entrada de concorrentes, o mercado continuou sendo dominado pelas três empresas 15 anos depois.

O caso Nestlé/Garoto é um dos mais emblemáticos da história do Cade e influenciou o trabalho a legislação posterior. Em 2002, fusões e aquisições eram analisadas depois de o negócio já ter sido fechado. Isso muitas vezes acontecia anos depois da operação, quando as duas empresas já estavam funcionando conjuntamente.

Em 2012, com a nova lei da concorrência, os negócios passaram a ser analisados previamente. Empresas só podem fundir plantas de produção e administrações após o aval definitivo.

Procurada, a Nestlé disse que o processo ainda está em andamento no Cade e corre sob sigilo e, portanto, não poderia comentar o assunto. ESTADÃO CONTEÚDO Leia mais em odia.ig 20/09/2017



“Momento é oportuno para ativos brasileiros”, diz MUFG

O diferencial entre as taxas de juro local e externa e a distância que o Ibovespa tem a percorrer até alcançar seu recorde em dólar são dois atrativos que o investidor internacional tem a considerar quando pensa  em Brasil.

A Selic caiu 600 pontos-base em um ano, para 8,25% em vigor até 25 de outubro, mas supera com significativa vantagem os juros praticados nas maiores economias. O Ibovespa tem renovado recordes nominais há semanas, mas está quase 50% abaixo do recorde em dólar, de 44.367 pontos, registrado em 2008.

As oportunidades de investimento em projetos de infraestrutura e participação em empresas no país têm muito a oferecer. Não à toa, o investimento externo direto já .. Leia mais em valoreconomico 20/09/2017



Grupo Positivo, prestes a entrar para o ‘clube do bilhão’, sai às compras de colégios e universidades

Empresa paranaense deve encerrar o ano com receita recorde de R$ 1,04 bilhão e já mira aquisições para continuar crescendo

O Grupo Positivo, sexta maior empresa do setor de educação do Brasil, deve encerrar o ano com receita recorde: R$ 1,04 bilhão. O valor é fruto da estratégia de verticalização e comercialização do sistema de ensino da companhia, que, além de colégios, cursos e universidades no Paraná e em Santa Catarina, conta com editora e gráfica próprias, estrutura que faz com que a metodologia e os materiais Positivo alcancem 814 mil alunos em várias parte do país. E vem mais por aí. Desde o ano passado, pela primeira vez em seus atuais 45 anos de história, o grupo saiu às compras de colégios e universidades para, aos poucos, crescer fisicamente e bater de frente com os grandes nomes do setor.

Em 2016, o Grupo Positivo consolidou a sua posição como sexta maior empresa de educação do país ao registrar uma receita líquida de R$ 974,5 milhões, o que inclui os cursos, colégios, universidade, gráfica e editora. Ficou atrás somente de Kroton, Estácio, Somos Educação, Ser Educacional e FGV, nomes com presença nacional mais forte e com foco no ensino superior. Para este ano, a expectativa do grupo paranaense é crescer 6,7% e chegar a uma receita líquida de R$ 1,04 bilhão.

Sistema de ensino vira principal negócio do grupo

Os resultados do Grupo Positivo são explicados pela estratégia de verticalização e comercialização do sistema de ensino da companhia. A empresa, que começou como um cursinho pré-vestibular idealizado por um grupo de oito professores, em pouco tempo se transformou em um grupo com gráfica e editora próprias para comercializar país afora os materiais e a metodologia Positivo.

“A gente tem um business de educação nacional que é o sistema de ensino. A editora, há décadas, vende a nossa metodologia para escolas no Brasil inteiro. Isso nos permitiu crescer muito em escala empresa e, com isso, crescer muito a receita e o resultado”, afirma Lucas Guimarães, vice-presidente do Grupo Positivo.

A ideia de ser uma escola que vende método de ensino surgiu ainda na década de 1970, época em que o cursinho foi criado em Curitiba. Escolas de fora começaram a bater na porta do curso, interessadas no sistema de ensino recorde em aprovação no vestibular. Depois de muito debate entre os sócios, que tinham receio de “entregar o ouro” para os concorrentes, houve a decisão de tornar o Positivo mais que uma escola.

A comercialização do sistema de ensino cresceu tanto que virou o principal negócio do grupo. Hoje, são 814 mil alunos do ensino fundamental ao médio que utilizam os materiais Positivo, a grande maioria de escolas e colégios conveniados espalhados pelo país. A editora e a gráfica respondem, juntas, por 57% do faturamento do grupo, enquanto os colégios e universidades contribuem com 43%.

A Positivo Tecnologia, antiga Positivo Informática, que nasceu dentro do Grupo Positivo para fazer computadores acessíveis a escolas, virou uma empresa de capital aberto, com balanço financeiro independente do Grupo Positivo.

Colégios e universidades ficam restritos a Curitiba

Mas o sucesso do sistema de ensino, ao mesmo tempo que fez o grupo crescer nacionalmente através da venda dos materiais e métodos, fez a companhia ficar fisicamente restrita a Curitiba. Ate o início de 2016, o Grupo Positivo tinha dois cursinhos pré-vestibular, cinco colégios e sete polos universitários instalados em Curitiba.

“O negócio da editora cresceu tão bem e acabou tomando tanto o nosso foco que, na parte de escolas, principalmente nos anos 1990, a gente perdeu um pouco do empreendedorismo e deixamos de ver as possibilidades que esse mercado apresentava”, afirma Lucas Guimarães.

Solução foi sair às compras

Esse cenário, porém, mudou definitivamente no ano passado. Depois de reestruturar os seus colégios em Curitiba, com mudanças na gestão e introdução de novos produtos, o Grupo Positivo deu início ao plano de expansão: comprar colégios e universidades para crescer nacionalmente.

A primeira aquisição foi do Colégio Posiville, de Joinville, Santa Catarina, em 2016. Neste ano, o grupo comprou a Faculdade Arthur Thomas, de Londrina, no interior do Paraná, fato que marcou a entrada da companhia no interior do estado, já que antes estava presente apenas com polos de educação superior a distância (EAD).

“Vimos que se a gente não empreendesse em escola, não só deixaríamos de capturar as oportunidades nesse segmento, como também de criar diferenciais no nosso sistema de ensino”, explica Guimarães. “Com a retomada do crescimento das nossas escolas em Curitiba, naturalmente começamos a pensar em ir para outras praças. E para ir para outras praças, a aquisição é o melhor atalho.”

O grupo busca entrar em cidades com boas oportunidades no setor de educação e, dentro dessas cidades, quer adquirir colégios e universidades com marcas tradicionais e que tenham força regional, além de potencial de crescimento.

As aquisições, que não vão parar no Posiville e na Arthur Tomas, podem acontecer tanto no ensino básico quanto no superior. No caso do ensino básico, a preferência é por quem já usa o método Positivo, caso que aconteceu com o Posiville. E, no superior, não há nenhum problema em concorrer localmente com as líderes do setor, como Kroton e Estácio.

Guimarães estima que, dentre cinco anos, com as futuras aquisições, é possível passar dos atuais 12,2 mil alunos no ensino básico (fundamental, médio e cursinho pré-vestibular) para 30 mil estudantes. Já no ensino superior, o que inclui os estudantes presenciais e do EAD, deve saltar dos mais de 28 mil para 50 mil.

“A gente está pensando grande, mas com prudência. E esses números [de crescimento de alunos] não são nenhum absurdo. Eles são factíveis”, diz Guimarães. Resta aguardar pelas próximas aquisições do Grupo Positivo.  Leia mais em gazeteadopovo 18/09/2017



Advent começa desembarque do Fleury

A Advent vai vender 40% de sua participação no Fleury, dois anos depois de investir na rede de medicina diagnóstica e após ter multiplicado seu capital por quatro (em dólar), nas contas de gestores que acompanham o papel.

O bloco de 18,5 milhões de ações será negociado amanhã às 11h30 pela corretora Credit Suisse, mas os brokers já indicaram que, se houver demanda, a Advent está disposta a vender toda sua participação, que chega a 45,8 milhões de ações. O CS já encontrou compradores para o lote inicial a R$ 27,25/ação, e passou o dia trabalhando o mercado para gerar interesse. O papel fechou o dia a R$ 28,25.

A saída da Advent, que investiu no Fleury em setembro de 2015, devolverá a governança do Fleury às mãos dos médicos fundadores — donos de 24,3% do capital — e da Bradesco Seguros, dona de 16,3%.

No mercado, a Advent é amplamente vista como a responsável por ter robustecido a governança do Fleury. Com dois assentos num conselho de 10, a gestora recomendou executivos para a rede de medicina diagnóstica, incluindo o atual CFO, e fortaleceu os três comitês do conselho — remuneração, auditoria, e gestão de riscos e finanças — e criou um quarto, o de projetos. A Advent tem um membro em cada.

Coincidência ou não, a entrada da Advent também marcou um ponto de inflexão operacional. Nos últimos dois anos, a geração de caixa do Fleury aumentou 40%, e sua ação multiplicou por cinco. O papel, que negociava a um múltiplo de 6 vezes a geração de caixa, hoje negocia a 15x.

Boa parte do crédito pelo turnaround se deve ao time formado pelo CEO Carlos Marinelli, que assumiu o cargo no segundo semestre de 2014, e Adolfo Nunes de Souza Neto, CFO desde 2013. (Quando a Advent entrou na companhia, o acordo de acionistas lhe dava o direito de indicar o CFO, mas a gestora manteve Adolfo, que saiu só recentemente da empresa.)

Cerca de dois trimestres depois da Advent anunciar seu investimento, os resultados do Fleury — até então medíocres — começaram a mudar.

A virada operacional focou no ganho de produtividade dos funcionários no atendimento e na coleta de análises clínicas, no aumento da utilização dos equipamentos de tomografia e ressonância, e na melhora da satisfação dos clientes. Como resultado, a margem EBITDA, que fechou 2014 em 17,8%, hoje está em 24,6%.

Para alguns gestores que estão considerando comprar o papel no leilão de amanhã, a saída de um investidor de referência e com perfil ativista gera incerteza sobre o futuro da governança na companhia.

A ação do Fleury inicialmente mergulhou com a notícia da oferta, recuperou-se em seguida e voltou a negociar em alta, mas entregou tudo na última hora e fechou em queda de 1,6% nesta terça. Geraldo Samor Leia mais em braziljournal 20/09/2017



Jimmy Choo: acionistas aprovam a aquisição da marca pela Michael Kors

A marca de sapatos de luxo Jimmy Choo Plc disse na segunda-feira que os seus acionistas votaram a favor de uma aquisição no valor de US $ 1,2 bilhão pelo grupo de moda Michael Kors Holdings Ltd.

Quase todos os cerca de 318 milhões de votos emitidos na reunião geral de accionistas da Jimmy Choo foram favoráveis ao acordo.

A Michael Kors concordou comprar a Jimmy Choo em julho. A empresa de calçado britânica, famosa pelos seus saltos stilettos, anunciou que quase triplicou os seus lucros em relação aos seus últimos resultados semestrais.

O acordo ocorre meses depois da empresa de moda rival Coach chegar a um acordo para comprar a marca de moda Kate Spade & Co, um sinal de que as chamadas empresas de luxo acessíveis estão a ser obrigadas a olhar para novos mercados e bases de clientes para aumentar as vendas. Leia mais em fashionnetwork 19/09/2017



Bayer deve concluir compra da Monsanto em janeiro

Empresa pediu à Comissão Europeia o prolongamento do prazo de revisão do acordo, inicialmente previsto para dezembro

A Bayer pediu na segunda-feira (18/9) à Comissão Europeia o prolongamento do pedido de revisão do acordo para a conclusão da compra da Monsanto. Agora, o negócio que vai criar a maior empresa da área agrícola do mundo deve ser concluído em 22 de janeiro. Inicialmente a conclusão estava prevista para dezembro deste ano. O anúncio foi feito na manhã desta terça-feira (19/8) pelo presidente da Divisão de Ciências Agrícolas da Bayer, Liam Condon, na sede da empresa na cidade de Monheim, na Alemanha.

"Estamos em plena fase de aquisição. Não é aqui que vamos discutir a estratégia da nova empresa, mas já podemos falar que queremos ser motores de inovação em benefício do consumidor", disse.

Condon falou durante a abertura do congresso mundial da Bayer, que discute inovação para uma agricultura sustentável. Segundo o executivo, o objetivo da nova companhia será criar um líder em agricultura sustentável ao mesmo tempo em que trabalhará para moldar o futuro da produção. A Bayer tem consciência de que as críticas que hoje pesam sobre a companhia pesarão ainda mais, disse Condon.

"Temos que ser honestos. Antes queríamos ser a salvação da agricultura e da alimentação no mundo. Sabemos quais são os desafios da produção e sem entusiasmo não vamos conseguir superá-los", discursou.

Entre esses desafios, está a indisponibilidade de novas áreas para produção. "Para produzir mais com menos vamos precisar de mais inovação na agricultora. Queremos atender todas as necessidade dos nossos clientes de forma individual, oferecer soluções para os grandes produtores e também para os pequenos".

Durante sua apresentação, Condon mostrou uma pesquisa feita com pesquisadores e intelectuais de todo o mundo -- entre os quais muitos ganhadores do prêmio Nobel -- sobre as principais preocupações para o futuro em todas as áreas.

Segundo a pesquisa, 34% se preocupam com o crescimento da população e com a degradação ambiental. Em segundo lugar ficou a guerra nuclear (23%) e em terceiro doenças infecciosas e resistência de doenças a drogas (8%).

Quanto à denominação da nova companhia, Condom disse que não  há nenhuma decisão. "Mas posso dizer que temos muito orgulho do nosso nome", disse. "A decisão será tomada no momento do fechamento do contrato". POR POR VINICIUS GALERA Leia mais em revistagloborural 19/09/2017



Bolsa a 100 mil pontos entra no radar

Mesmo depois de ter renovado a máxima histórica, os analistas de ações não só mantêm o otimismo com o desempenho da bolsa de valores como passaram a revisar seus cenários. Projeções colhidas junto a 11 instituições apontam para uma valorização média adicional de 5% até o fim deste ano, para cerca de 80 mil pontos. Para 2018, as estimativas chegam a superar 100 mil pontos.

As previsões estão baseadas na visão de que o lucro das empresas vai crescer no cenário de retomada gradual da economia e, principalmente, de queda do juro. Hoje, o mercado trabalha com uma taxa Selic de 7% até o fim de 2018.

O Bradesco BBI, que revisou no começo de setembro as projeções para o Ibovespa de 73 mil para 78 mil pontos neste ano, vê um crescimento de 24% no lucro das empresas do Ibovespa neste ano. Segundo André Carvalho, estrategista de ações para América Latina e chefe de análise de ações do banco, a redução dos juros vai acelerar a recuperação da demanda doméstica, com efeito sobre o resultado das empresas. "Esse cenário aumenta o apetite por ativos de risco", diz.

Os analistas da Itaú Asset Management ainda não revisaram suas estimativas para o Ibovespa, mas começam a considerar o efeito positivo que a queda de juros deve trazer para o desempenho das empresas, em maior grau do que a própria aceleração da atividade. Em relatório, a gestora diz que a queda de aproximadamente 7 pontos percentuais da Selic desde o início do ciclo de alívio monetário deve produzir um crescimento médio de 17% no lucro combinado das empresas que fazem parte do Ibovespa neste e no próximo ano.

Nas contas da Guide Investimentos, o Ibovespa tem potencial para encerrar o ano entre 82 mil e 85 mil pontos, e alcançar 100 mil pontos no fim de 2018. Segundo o economista Ignácio Crespo, o cálculo considera uma alta de 12% no lucro das companhias. Apesar de acreditar na valorização do Ibovespa, Crespo mantém recomendação neutra. "É possível que façamos um revisão em breve, recomendando adicionar mais risco às carteiras", diz.

A safra de balanços referentes ao segundo trimestre já trouxe bons indicadores, confirmando a leitura de que as empresas, assim como a economia, poderiam começar uma trajetória firme de recuperação. O estrategista da Itaú BBA, Luiz Cherman, observa que 41% das empresas acompanhadas pela instituição apresentaram resultados melhores que o esperado nesse período. Ele ainda não redefiniu as projeções para o Ibovespa, mas admite que os indicadores corroboram um cenário mais positivo. "Os dados econômicos domésticos têm mostrado sinal de recuperação, o que já levou à revisão para cima do PIB de 0,3% para 0,8%, puxado principalmente pelo setor de serviços, exportações e consumo mais forte", diz.

Embora o juro seja o elemento preponderante na reavaliação das estimativas para o Ibovespa, os analistas admitem que a expectativa melhor para a economia também tem influenciado positivamente o cenário para a bolsa. Segundo a última pesquisa Focus, a projeção de crescimento do PIB está em 0,6% neste ano e em 2,20% em 2018. Mas já há economistas com um cenário ainda mais otimista, de expansão perto de 3% para 2018, sustentado por surpresas positivas vindas de dados de varejo e produção industrial.

O estrategista da Eleven Research, Adeodato Volpi Netto, também enxerga na combinação entre queda estrutural de juros e retomada consistente da atividade um elemento benigno para o lucro das empresas. E destaca que o juro menor traz um benefício adicional à bolsa, que deve receber fluxo novo de recursos com a menor atratividade da renda fixa. "É o fim definitivo do paraíso da renda fixa", diz.

O sócio-gestor da Canepa Asset Management, Alexandre Póvoa, concorda que a posição técnica dos investidores locais - pessoas físicas e clientes institucionais -, é um elemento importante nesse ambiente positivo para a renda variável, uma vez que eles com uma exposição baixa em bolsa, o que ajuda muito no processo de alta das cotações. "No momento em que há expectativa de manutenção de juros baixos por um período mais longo e o retorno esperado para o mercado de juros e dólar ficam menores, cresce o fluxo potencial para a bolsa", diz.

Por ora, quem tem sustentado em grande parte a recuperação da bolsa é o investidor estrangeiro, ao ampliar consistentemente sua participação no mercado local como reflexo de um ambiente global muito favorável ao risco. Os não residentes respondem por mais de 50% das negociações no mercado de ações e desde o início do ano já colocaram R$ 14,28 bilhões na bolsa de valores. Com os juros baixos ao redor do mundo, os investidores procuram ativos que oferecem melhor potencial de retorno, caso da bolsa brasileira.

Vale observar que esse investidor olha para os preços das ações em dólar, que estão ainda longe de retomar os picos históricos. Quando o Ibovespa atingiu os 73.516 pontos, em maio de 2008, o valor em dólar era equivalente a cerca de 44 mil pontos. Hoje, está perto dos 24 mil pontos.

O ambiente político considerado menos adverso hoje é outro elemento favorável para a bolsa, uma vez que aumenta as chances de continuidade da agenda de reformas, avalia o estrategista da Garde Asset Management, Alexandre Lintz. A avaliação dos investidores é de que a nova denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer não deve ser aceita pela Câmara dos Deputados, abrindo espaço para que a reforma da Previdência seja votada no mês que vem.

Para o economista da INVX Global, Eduardo Velho, há uma chance real de aprovação da reforma da Previdência ainda neste ano. "Nesse cenário de aprovação até dezembro, o Ibovespa atingiria 80.400 pontos. Na ausência dessa reforma, o índice ficaria em 78 mil pontos", diz.

Essa diferença pode ser explicada, entre outras razões, pelas expectativas sobre o rumo do juro. Sem uma reforma da Previdência, dizem analistas, a Selic pode voltar a subir mais rápida e intensamente a partir do fim de 2018, com efeito reverso sobre o mercado de ações.

Apesar de as condições macroeconômicas estarem melhorando, o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves, chama atenção para a péssima situação fiscal do país e as enormes incertezas sobre o rumo da reforma da Previdência. Na visão dele, há uma torcida combinada com tolerância por parte dos investidores, que favorece o Ibovespa.

De todo modo, é o quadro político - e seus efeitos sobre o rumo das reformas estruturais - o principal risco para esse cenário mais positivo que está sendo traçado pelos analistas. A incerteza acerca da eleição nubla as projeções para a bolsa em 2018, na visão de Póvoa, da Canepa. Ele considera que só a partir de março ou abril será possível fazer uma estimativa mais consistente para o índice. "As eleições vão ditar as regras do mercado."

Outro elemento de incerteza vem de fora. Uma mudança nas condições de liquidez internacional ou o início de um conflito entre Estados Unidos e Coreia do Norte poderiam mudar a disposição dos investidores. Ontem, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu novas sanções à Coreia do Norte, em discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

São esses riscos que têm feito os investidores vez por outra embolsar os ganhos quando o Ibovespa anda mais um pouco. Desde que renovou o recorde histórico após de nove anos, na semana passada, o índice tem passado por momentos de realização de lucros. Depois de subir 0,31% na segunda-feira, o Ibovespa fechou ontem praticamente estável, a 75.974 pontos.  - Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 20/09/2017
 



Otimismo do investidor com Brasil pode ser um sonho

As ações brasileiras têm se saído muito bem neste ano. O índice Ibovespa acumula valorização anual de 26% em moeda local - com um acréscimo de 3,6% para os investidores estrangeiros devido à valorização do real em relação ao dólar.

Dificilmente você poderia imaginar que esse é um país abalado pela crise. Mas é o que acontece. Na semana passada, o presidente Michel Temer foi acusado pela Procuradoria Geral da República de liderar "uma organização criminosa". Bastante impopular, ele corre o risco de se tornar o segundo presidente em dois anos a ser engolido por um escândalo de corrupção que já derrubou alguns dos maiores nomes da política e dos negócios no Brasil.

Mesmo que Temer sobreviva, seu mandato vai apenas até o fim do ano que vem. Se as pesquisas de opinião estiverem certas, um de seus prováveis sucessores é Jair Bolsonaro, um populista de extrema-direta que acha que a polícia deveria ter licença para matar. As perspectivas de uma reforma liberal e que beneficiem o crescimento são sombrias.

Mesmo assim, os investidores estão embutindo um cenário de "perfeição" nos preços. Como é possível? É fácil acusá-los de otimismo cego. As ações brasileiras vêm subindo desde janeiro do ano passado, quando o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, ocorrido em agosto, começou a parecer provável.

Acusada de manobras contábeis, o verdadeiro crime de Dilma foi destruir a economia. Mesmo com o PIB encolhendo 3,6% no ano passado, depois de queda de 3,8% no ano anterior, os investidores mantiveram a fé, acreditando que qualquer substituição representaria uma melhora em relação ao intervencionismo de Dilma. Mas há também motivos mais sólidos para otimismo. Não se trata apenas de a economia ter voltado a crescer este ano. Mesmo com o turbilhão político, Temer e sua administração vêm conseguindo trabalhar.

Eis o caso para otimismo. Primeiro, Temer montou uma equipe econômica dos sonhos, pró-mercado e pró-reformas, com Henrique Meirelles no Ministério da Fazenda, Ilan Goldfajn no Banco Central e Pedro Parente na Petrobras, a estatal de petróleo abalada por um escândalo.

Em seguida, eles iniciaram reformas. Primeiro, foi o teto de gastos com o objetivo de estabilizar as contas públicas. A governança nas companhias estatais melhorou, especialmente na Petrobras, que agora ajusta os preços de acordo com os mercados, em vez da política do governo. As leis trabalhistas estão sendo simplificadas. Uma reformulação do sistema previdenciário, insustentável e injusto (porque beneficia o setor público à custa do privado), está em andamento.

Parte disso vem sendo abafado pelo barulho da política. Isso se aplica especialmente a uma importante reforma aprovada neste mês, que promete acabar com os empréstimos subsidiados que custam aos contribuintes dezenas de bilhões de reais todos os anos. Muitos economistas afirmam que isso vem impedindo o desenvolvimento dos mercados de crédito no Brasil e há décadas frustra o crescimento.

Os potenciais benefícios dessa reforma, sozinha, são tais que até mesmo os mais otimistas dos investidores não estão conseguindo compreender. Infelizmente, o otimismo deles em outras áreas parece exagerado. A razão do pessimismo é simples. A tarefa desse governo era promover um ajuste fiscal que tiraria as contas públicas do vermelho. Mas, até agora, o governo fracassou e dá poucos sinais de que está sendo bem-sucedido na continuidade dos esforços.

Apesar do teto dos gastos públicos, as despesas não foram cortadas. O governo caminha para apresentar um déficit fiscal primário de 2,7% do PIB neste ano. Só para equilibrar suas contas, ele precisa de um superávit primário equivalente a 3% a 3,5% do PIB. Seu trabalho, então, é promover um ajuste fiscal igual a cerca de 6% do PIB. Nada do que fez até agora chega perto e nada indica que vá fazer.

A reforma da Previdência, que poderia ter sido vendida como uma questão de justiça social, em vez disso vem sendo apresentada como um fardo adicional para uma população que já paga impostos demais e, assim, a seguridade social continuará contribuindo para o déficit fiscal nos próximos anos.

Cerca de 85% dos gastos públicos são estabelecidos pela Constituição. Os investimentos já foram cortados até o osso. Nem mesmo um maior crescimento econômico permitirá mais gastos, graças ao teto. Somente mudando a constituição os políticos conseguirão resolver os desafios fiscais. E ninguém está prometendo isso. A perfeição que os investidores embutiram nos preços deverá continuar sendo um sonho.  - Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 20/09/2017