20 janeiro 2018

Operações de fusões e aquisições no Brasil bateram recorde em 2017

O número de fusões e aquisições envolvendo empresas brasileiras bateu um recorde histórico em 2017, segundo a consultoria KPMG, que acompanha o índice desde 1994.

O resultado do levantamento —que não considera o valor das operações, já que grande parte das empresas não divulga esse dado— surpreendeu, segundo o sócio responsável pelo estudo, Luis Motta.

"Já sabíamos que o ano seria mais forte que 2016, mas, até o terceiro trimestre, não esperava-se que chegaria a um recorde. Parece que muitas operações ficaram represadas e foram concluídas só no fim do ano", afirmou.

O último trimestre de 2017 registrou o maior número de transações da série histórica. Foram 246 compras e fusões no período —enquanto a média dos demais trimestres do ano foi de 195.

Com isso, o total de aquisições no ano passado chegou a 830 e superou em 12% o número de 2016. O crescimento reflete um aumento na confiança por parte dos investidores, segundo Motta.

"Há uma maior disposição em fazer investimentos de longo prazo. A queda dos juros também favorece", diz.

As empresas de internet responderam pela maior fatia das transações: foram 104 delas em todo o ano. Apesar do alto volume, o montante movimentado pelas operações desse segmento em geral é baixo, diz o sócio.

Em segundo lugar, vêm as companhias de tecnologia da informação e, em seguida, as prestadoras de serviços (categoria que engloba diferentes ramos).

Apesar de as transações de menor porte responderem pela maior parte do volume, analistas também destacam as grandes operações nos setores de infraestrutura.

"Foi um ano ativo. Houve uma grande quantidade de operações de maior porte, mantendo a tendência de 2016, com os desinvestimentos da Petrobras, a venda de ativos de empresas envolvidas na Lava Jato e algumas privatizações", afirma Lior Pinsky, sócio de fusões e aquisições do Veirano.

Para os analistas, a perspectiva para este ano é que haja uma movimentação positiva de fusões e aquisições, pelo menos até que a discussão eleitoral tenha uma definição mais clara.

"Ainda é cedo para dizer se o número de operações vai ter um aumento em 2018, mas a expectativa é de um ano forte. A não ser que tenha uma sinalização de ruptura no país, a retomada gradativa do mercado deverá seguir em curso", diz Motta.  Fonte mercado folha de sao paulo Leia mais em mtmais 20/01/2018
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FUSÕES E AQUISIÇÕES: 856 TRANSAÇÕES REALIZADAS EM 2017. CRESCIMENTO DE 9,0% - Foram realizadas 856 transações no mercado brasileiro de fusões & aquisições em 2017,   com um investimento da ordem de R$ 261,9 bilhões. Representa um crescimento de 9,0% em relação ao número de operações do ano anterior e de um aumento de 4,8% dos volumes financeiros.... Leia mais em fusoesaquisicoes.blogspot resultado 2017





20 janeiro 2018



Energia do lixo

A comercializadora de energia Capitale vai investir R$ 100 milhões neste ano em três projetos de geração distribuída (quando a produção ocorre no local de consumo ou nas proximidades).

A companhia comprou uma participação minoritária da empresa ZEG Environmental, especializada em queimar resíduos sólidos para transformá-los em gás, vapor ou eletricidade.

"Dois dos projetos já contratados serão com lixo urbano, e o outro será com dejeto industrial", diz Daniel Rossi, sócio-fundador da Capitale.

Uma parcela dos R$ 100 milhões é própria, e outra parte foi captada com investidores e um fundo.

O objetivo das empresas é aumentar a oferta de energia limpa e serem vistas como responsáveis por solucionar o tratamento de resíduos.

"Assim que entregarmos algumas das etapas do projeto, vamos a mercado fazer uma captação extra, hoje estimada em US$ 250 milhões (R$ 804 milhões)", diz Rossi.

"Só na área industrial, a demanda que a ZEG possui atualmente requer R$ 800 milhões em investimentos."

R$ 800 milhões é o faturamento estimado da Capitale Energia
800 MWm (Megawatt médio) são comercializados por mês
Por Maria Cristina Frias Fonte: Folha de S. Paulo Leia mais em udop 19/01/2018



Investimento chinês no Brasil é o maior em 7 anos

País asiático aportou US$ 20,9 bilhões no Brasil em 2017, maior valor desde 2010

A China investiu US$ 20,9 bilhões no Brasil em 2017, maior valor desde 2010, com a recessão reduzindo o preço dos ativos, atraindo investidores, segundo o Ministério do Planejamento brasileiro. ... leia mais em estadao 20/01/2018



19 janeiro 2018

'Donas' da linha 4 vencem concessão de Alckmin para operar metrô em SP

 Após uma greve para desgastar os planos do governo Geraldo Alckmin (PSDB) e uma disputa judicial que quase suspendeu a realização do leilão das linhas 5-lilás e 17-ouro do Metrô, um grupo liderado pela CCR venceu a licitação com proposta de pagamento que excedeu em 185% a quantia mínima exigido pelo governo paulista.

A empresa já opera a única linha concedida à iniciativa privada no Estado, a 4-amarela, desde 2010. Mas diferentemente da linha 4, quando teve que comprar equipamentos e trens, desta vez ela assumirá as linhas já prontas.

A expectativa do governo é de que a linha 5-lilás esteja nas mãos da concessionária em julho ou agosto, quando mais seis estações do ramal deverão estar prontas.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB), que pretende se candidatar à Presidência da República, esteve no anúncio do vencedor do leilão e encapou o discurso de que o Estado deve ser apenas fiscalizador e regulador de certos setores públicos. Ele comemorou ainda o cronograma de futuras concessões paulistas.

"Esperamos ganhos de eficiência e qualidade de serviço para a população", disse.

O lance do grupo vencedor foi de R$ 553,88 milhões -ante os R$ 194,3 milhões mínimos exigidos e uma proposta concorrente de R$ 388,5 milhões. Além desse montante, o grupo terá de pagar 1% de sua receita bruta mensal. A concessão será por 20 anos.

Só dois interessados apresentaram propostas -a competitividade era um dos questionamentos de opositores.

"A participação de dois consórcios ficou dentro do esperado. Não foi um sucesso estrondoso, mas um sucesso relativamente interessante", afirma Marcos Ganut, da consultoria Alvarez & Marsal.

O consórcio ganhador é composto pela CCR (com 83% de participação) e pelo Ruas Invest, que já atua no setor de mobilidade com três operações -entre elas, a linha 4-amarela e a linha 6-laranja. A empresa é um braço do Grupo Ruas, líder no setor de ônibus urbanos em São Paulo.

A proposta derrotada foi do consórcio da CS Brasil, do grupo JSL, que se associou à coreana Seul Metrô.

POLÊMICA

O leilão foi confirmado só na noite de quinta (18), quando a Justiça derrubou liminar que suspendia sua realização.

A decisão provisória atendia a um pedido dos vereadores Sâmia Bomfim e Toninho Vespoli, ambos do PSOL. Eles criticavam a obrigação do governo estadual de compensar eventuais perdas de receita caso o número de passageiros não chegue ao planejado.

A concessão das linhas sofre forte oposição do sindicato dos metroviários, que realizou uma greve na quinta e um protesto na porta da Bolsa de Valores durante o leilão.

Na última semana, a entidade divulgou comunicados falando em direcionamento da licitação à CCR, que acabou sendo a vencedora.

Metrô e CCR negam as acusações. Os metroviários chamaram a concorrência de "jogo de cartas marcadas".

Para Frederico Bopp Dieterich, do escritório Azevedo Sette, o baixo número de concorrentes está ligado à complexidade dos projetos e à crise de empreiteiras envolvidas na Lava Jato. "Há cinco anos, seriam empresas que participariam da concorrência."

Além disso, os constantes atrasos de obras de metrô por parte do Estado sinalizam aos investidores que os cronogramas não se cumprirão.

Outro ponto citado para reduzir o interesse é a modelagem, já que a linha 5-lilás foi licitada junto com a 17-ouro, cuja viabilidade financeira é questionada por analistas.

AS LINHAS

Em construção desde 2012, a linha 17-ouro deveria pronta em 2014, para a Copa. Após vários atrasos, deverá ser entregue até 2019. Em formato de monotrilho, ela sai do aeroporto de Congonhas e seguirá até a estação Morumbi, da CPTM, na marginal Pinheiros.

Já a linha 5-lilás, que parte da estação Capão Redondo e vai até a estação Brooklin (ambas na zona sul), é atualmente gerida pelo próprio Metrô -e está em expansão. Até julho, o trajeto deverá chegar até a estação Chácara Klabin, onde conectará com a linha 2-verde. No caminho, ela ainda fará conexão com a linha 1-azul e a 17-ouro.

As obras de expansão da linha foram suspensas em 2010 após a Folha revelar que os vencedores dos lotes de construção já eram conhecidos seis meses antes da licitação. O caso segue na Justiça. FABRÍCIO LOBEL E TAÍS HIRATA  (FOLHAPRESS) - Leia mais em yahoo 19/01/2018

19 janeiro 2018



IPO da Blau Farmacêutica pode girar até R$ 1,105 bilhão

A Blau Farmacêutica fará um oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) que pode movimentar até R$ 1,105 bilhão. O valor corresponde à distribuição primária de 50 milhões de papéis e secundária (do vendedor) de 7,5 milhões de ações, além de outros 7,5 milhões de papéis em lote suplementar, se exercido integralmente, e considerando o teto da faixa indicativa de preço, que é de R$ 13 a R$ 17.

As ações serão negociadas a partir de 9 de fevereiro na B3 com o código BLAU3, no segmento Novo Mercado. A operação, segundo a Instrução CVM 400, prevê oferta de varejo de, no mínimo, 10% e, no máximo, 20% da totalidade das ações. O período de reserva é entre 25 de janeiro e 6 de fevereiro. O preço da ação na oferta será definido após procedimento de coleta de intenções de investimento (bookbuilding), no dia seguinte, 7 de fevereiro.

A coordenação é do Banco Itaú BBA (líder), com J. Safra, JPMorgan e Morgan Stanley. O acionista vendedor é Marcelo Rodolfo Hahn, detentor de 100% do capital. De acordo com as informações do site da farmacêutica, sua especialidade são medicamentos de alta complexidade, como oncologia, nefrologia, hematologia, infectologia, entre outros.

O departamento de pesquisa e desenvolvimento (P&D) da Blau Farmacêutica é dividido em dois setores: produtos biológicos e drogas sintéticas. Além da fábrica em Cotia (SP), a empresa conta com seis subsidiárias em países da América Latina - Uruguai, Colômbia, Argentina, Peru e Chile - e afirma que terá em breve uma na Cidade do México.

Os recursos obtidos com a oferta primária serão destinados para expansão da capacidade produtiva e de distribuição no Brasil; aceleração de sua política de investimento em P&D; expansão da atuação na América Latina; capital de giro para novos investimentos; e pagamento de dividendos, conforme venham a ser declarados anteriormente à precificação da oferta. - Jornal do Comércio Leia mais em jcrs.uol 19/01/2018



TI nacional movimentou R$ 34 bilhões em fusões e aquisições

O setor de tecnologia da informação foi o preferido dos investidores no Brasil em 2017 com 21% do total transacionado. Foram realizados 132 negócios, contra 104 transações em 2016. Crescimento de 21% no volume total.No total, o mercado de fusões e aquisções movimentou US$ 48,9 bilhões em 2017 com 643 transações.

O volume de negócios é 8% maior que o acumulado entre janeiro e dezembro de 2016, quando foram registradas 597 transações com valor total de US$ 37,6 bilhões. Apenas no mês de dezembro, 68 negócios foram anunciados no país, um crescimento de 24% em relação a dezembro do ano anterior, mês que registrou 55 transações. As informações constam no relatório anual de fusões e aquisições da PwC Brasil.  Convergencia Digital – Ana Paula Lobo  Leia mais em  Mediatelecom 19/01/2018 



Trevo conclui joint venture com Ehrmann

A empresa mineira de lácteos Trevo Alimentos e a alemã - do mesmo segmento - Ehrmann AG anunciaram, este mês, a criação de uma joint venture que vai explorar, por meio de novas tecnologias e produtos, o mercado brasileiro de iogurtes e sobremesas. Serão investidos R$ 200 milhões, nos próximos cinco anos, na expansão da fábrica localizada em Sete Lagoas, na região Central, contratação de mão de obra e ampliação do portfólio da Trevo Alimentos no País.

O diretor administrativo da Trevo Alimentos, Marcelino Rezende, afirma que a parceria é de grande importância para a empresa, que ainda atua em nível regional. “Temos o objetivo de voos mais altos como, por exemplo, ser nacional. Entendemos que alcançar o mercado nacional com o respaldo tecnológico e organizacional garantidos por uma parceria como essa é mais rápido e seguro”, afirma.

Por outro lado, ele destaca a importância da joint venture também para a Ehrmann AG, que há algum tempo tem interesse em chegar ao mercado brasileiro. Rezende lembra que a parceria é uma ótima oportunidade para a empresa alemã se aproximar não só do Brasil, mas também do mercado latino-americano de maneira geral.

O CEO da Ehrmann AG, Christian Ehrmann, explica que a transação faz parte de uma estratégia de diversificação internacional da empresa. “A estratégia da Ehrmann é fortalecer sua posição na Alemanha e crescer internacionalmente. Esse crescimento deve ser atingido organicamente e por meio de parcerias. Por meio desta joint venture no Brasil, a Ehrmann fortalece sua presença em um País que tem sido analisado pela empresa há alguns anos”, afirma.

A Ehrmann AG é uma das maiores empresas de lácteos na Alemanha. Além da planta sede, a empresa possui indústrias na Rússia e nos Estados Unidos, escritórios na Itália, Espanha, República Checa, Polônia, Finlândia e China. A Ehrmann tem mais de dois mil empregados, que trabalham na fabricação de produtos que são vendidos em mais de 50 países. A receita bruta da empresa é de 750 milhões de euros.

O diretor da Trevo Alimentos não detalha os planos para a joint venture, mas garante que o ponto principal dessa parceria será o investimento de R$ 200 milhões nos próximos cinco anos. O aporte será usado no desenvolvimento de novas tecnologias de produção e, consequentemente na ampliação do portfólio da Trevo Alimentos, que hoje produz iogurtes, bebidas lácteas, manteiga, requeijões e petit suisse. “A gama de produtos que ainda não disponibilizamos é grande e precisamos diminuir esta lacuna”, destaca.

Para suportar a expansão de portfólio, a ampliação da fábrica em Sete Lagoas também é certa, segundo o diretor. Ele não detalha, mas garante que a planta ganhará novas linhas de produção, o que resultará, também, em novas contratações. Atualmente, a fábrica tem 275 funcionários e receita bruta de R$ 150 milhões.

Rezende acredita que o mercado brasileiro de produtos lácteos ainda tem muitas lacunas que podem ser aproveitadas. Para ele, o consumo ainda é baixo no Brasil e, por isso, a associação a uma grande empresa como a Ehrmann AG pode ajudar na conquista de novos clientes. “Conhecemos o mercado brasileiro e sabemos das nossas limitações para acessá-lo integralmente. Mas também acreditamos que parceiras como essas podem transformar essas limitações em planejamento para transpor desafios”, diz. Fonte: Diário do Comércio de Minas Leia mais em abras 19/01/2018



SoftBank compra parcela de 15% da Uber por US$ 7 bilhões

Após semanas de deliberações e rumores, a SoftBank finalmente se tornou a maior acionista individual da Uber. O anúncio da conclusão da negociação foi feito nesta sexta-feira (19), com a multinacional japonesa adquirindo, por US$ 7 bilhões, uma parcela de 15% das ações da empresa de transporte por aplicativos a partir da carteira de cotas de investidores e funcionários.

Conforme já havia sido antecipado, a transação foi feita com um desconto de 30%, de forma a tornar o negócio mais atrativo aos asiáticos. Enquanto a Uber tem uma avaliação de mercado estimada em US$ 68 bilhões, o negócio foi feito com base em um valor de US$ 48 bilhões. É menos dinheiro entrando, mas, em compensação, para a companhia, trata-se da oportunidade de trazer um dos principais nomes do mundo dos negócios para seu lado.

Essa união, entretanto, não veio sem alguns requisitos, prontamente atendidos pela Uber. No centro das exigências feitas pelo SoftBank está Travis Kalanick, o fundador e ex-CEO da empresa, que fica impedido de apontar integrantes para a diretoria da companhia sem aprovação majoritária de todos os outros ocupantes das cadeiras.

Como consequência disso, a Benchmark, outra grande investidora da Uber, concorda em abandonar o processo judicial que vinha movendo contra o ex-presidente da empresa justamente por conta de seu controle considerado exacerbado. Além disso, o conglomerado japonês passa a ter dois assentos exclusivos na diretoria, de um total de seis a serem abertos com a nova entrada de capital.
Além dos US$ 7 bilhões, a SoftBank também participa de uma rodada de investimentos na casa dos US$ 1,25 bilhão, feita ao lado de grandes investidores como Sequoia Capital e Dragoneer Investment Group. O valor equivale a um total de 2,5% das ações da empresa, estas sim adquiridas a partir da avaliação de mercado real da Uber, representando ainda mais dinheiro em caixa para a companhia.

Em breve comunicado oficial sobre a transação, a empresa de transportes disse que o novo aporte financeiro será utilizado em investimentos de tecnologia e expansão, de forma a levar seus serviços a mais pessoas e localidades ao redor do mundo. Além disso, a Uber cita o investimento como um fortalecimento de sua própria governança e uma demonstração de confiança nos rumos atuais do serviço.

A expectativa é de que a transação, como um todo, seja concluída ao final de janeiro. Além disso, a Uber prepara uma abertura de capital para o ano que vem, com a entrada da SoftBank pavimentando ainda mais o caminho para esse salto, além de garantir mais confiabilidade aos esforços de reorganização gerencial, em andamento após um ano turbulento e cercado de acusações e processos judiciais. Fonte: Fortune, CNN Money Leia mais em canaltech 19/01/2018



PagSeguro: um novo unicórnio brasileiro a caminho

Se conseguir realizar o seu IPO nos Estados Unidos, a empresa brasileira do grupo de internet UOL conseguirá atingir um valor de mercado que pode variar entre US$ 5,4 bilhões e US$ 6,3 bilhões
PagSeguro: um novo unicórnio brasileiro a caminho

O PagSeguro prepara-se para abrir o capital na Bolsa de Nova York (Nyse) no dia 23 de janeiro deste ano. Se conseguir realizar o seu IPO (da sigla Initial Public Offering), a empresa brasileira do grupo de internet UOL conseguirá atingir um valor de mercado que pode variar entre US$ 5,4 bilhões e US$ 6,3 bilhões, considerando a faixa de preço das ações entre US$ 20,50 e US$ 17,50.

Será, em um período de menos um mês, a segunda “startup” brasileira a ser avaliada em mais de US$ 1 bilhão, o que a transforma em um unicórnio, termo usado pelos executivos de fundos de venture capital para se referir a uma empresa bilionária.

No começo de janeiro, o aplicativo de transporte 99 foi comprado pela chinesa Didi Chuxing. Com a transação, a companhia fundada pelos empreendedores Paulo Veras, Ariel Lambrecht e Renato Freitas foi avaliada em US$ 1 bilhão.

Caso atinja essa capitalização, o PagSeguro terá um valor que representa um terço do da Cielo, no melhor cenário. No pior, será de 25%. A empresa do Bradesco e do Banco do Brasil era avaliada em US$ 20 bilhões na B3 (antiga BM&FBovespa).

Os desafios da empresa de pagamentos digital do UOL, no entanto, não são triviais. Ela tem a missão de competir com a Cielo e a Rede – está última pertencente ao Itaú Unibanco.

Mas um relatório do banco de investimento suíço UBS, publicado em outubro do ano passado, mostra que, ao que tudo indica, ela está se saindo bem nessa disputa.

Em uma pesquisa informal com 70 negócios da cidade de São Paulo, a maioria pequenas empresas, a UBS descobriu que Cielo e Rede estão perdendo participação para pequenas empresas, como o PagSeguro, Bin, Stone e SafraPay.

“Essa é uma evidência do crescimento da competição entre os adquirentes, puxados pela questão regulatória, que acaba com as redes exclusivas de cartões”, diz um trecho do relatório.

Mais: o levantamento com 70 varejistas indicou que o PagSeguro já é o terceiro preferido entre as empresas pesquisadas, atrás apenas de Cielo e Rede.

O PagSeguro, segundo o prospecto de abertura de capital, conta com quase 2,5 milhões de clientes ativos. Nos nove primeiros meses deste ano, processou 24,8 bilhões de reais de transações. O faturamento, no mesmo período, foi de 1,7 bilhão de reais. O lucro atingiu R$ 290 milhões.

A estratégia do PagSeguro foi criar um modelo de negócio, a partir de 2013, que se diferenciou de seus principais concorrentes. Em vez de cobrar um aluguel mensal da máquina de transações, passou a vender sua própria solução, batizada de “moderninha”, por um preço acessível.

Dessa forma, o PagSeguro conseguiu atingir um grande contingente de pequenos comerciantes e profissionais liberais que ficavam de fora desse mercado pela questão de custos e que não eram alvo de Cielo e Rede.

Com a abertura de capital, o PagSeguro pode captar até US$ 1,9 bilhão na Nyse. Uma parte desse dinheiro deverá ser utilizada em aquisições seletivas de negócios, tecnologias ou produtos complementares. Os recursos poderão ainda ser usados para financiar seu capital de giro ou para outro uso corporativo, segundo o prospecto.

Quando surgiu, o PagSeguro queria ser um concorrente do Paypal. Hoje, sua briga é com peixes graúdos. É exatamente aí que reside o maior risco para quem pretende investir na empresa. Leia mais em istoedinehrio 16/01/2018



Processadora de cartões de crédito brasileira Stone Pagamentos planeja IPO em Nova York

O objetivo da operação é angariar fundos para competir com os rivais maiores Cielo e a Rede

A empresa de processamento de cartões de crédito e débito Stone Pagamentos SA está planejando uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em Nova York no segundo semestre do ano, disseram três pessoas com conhecimento do assunto. O objetivo da operação é angariar fundos para competir com os rivais maiores Cielo e a Rede, divisão do Itaú Unibanco.

A Stone discutiu com os bancos de investimento uma transação na qual a empresa levantaria recursos e alguns acionistas venderiam parte de suas participações, acrescentaram as fontes, pedindo anonimato porque as negociações ainda são sigilosas. A Stone ainda não contratou assessores.

A empresa, controlada pelos fundadores André Street e Eduardo Pontes, tem entre seus acionistas minoritários a empresa britânica de aquisição Actis LLP e a brasileira Gávea Investimentos Ltda.

Outros acionistas incluem a Madrone Capital Partners, uma empresa de investimentos com sede nos EUA que gerencia parte da fortuna da família Walton -- principal proprietária do gigante de varejo Wal-Mart Stores Inc, e três dos fundadores do 3G Capital: Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira.

A Stone, Gávea e Madrone não comentaram imediatamente. Actis não quis comentar. (Por Carolina Mandl) Reuters Leia mais em epocanegocios 19/01/2018




Cargill e fabricante de proteína vegetal Puris formam joint venture

A proteína de ervilha é usada na fabricação de produtos como pastas e alternativas vegetais à carne

A Cargill é uma das maiores produtoras mundiais de carne, mas quer aumentar suas apostas em alternativas vegetais (Foto: Divulgação/Cargill)

A Cargill, uma das maiores produtoras mundiais de carne, está aumentando suas apostas em alternativas vegetais à carne e em outros alimentos para vegetarianos. A companhia anunciou na quarta-feira (17/1) uma joint venture com a Puris, maior fabricante de proteína de ervilha da América do Norte. O ingrediente é usado na fabricação de produtos como pastas e alternativas vegetais à carne.

A Cargill vai ajudar a Puris na abertura de uma segunda unidade de produção, disseram as companhias. No ano passado, a Cargill anunciou um investimento na startup Memphis Meats, que pretende produzir carne usando células animais. Fonte: Dow Jones Newswires

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Venda de ativos da JBS fica abaixo do esperado

Os quatro ativos vendidos pela companhia, que é controlada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista,
renderão R$ 4,8 bilhões à empresa de alimentos

Sete meses depois de anunciar que iria se desfazer de parte de seus negócios para reduzir dívidas, a JBS finalizou na quarta, com a venda de parte da Five Rivers nos Estados Unidos, seu programa de vendas com receitas abaixo do previsto.

Os quatro ativos vendidos pela companhia, que é controlada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, renderão R$ 4,8 bilhões à empresa de alimentos. O valor corresponde ao que de fato entrará no caixa da JBS. O montante ficou aquém dos R$ 6 bilhões definidos como meta pela empresa ao anunciar em junho do ano passado seu "programa de desinvestimentos" - jargão do mercado para venda de empresas e negócios. A JBS não quis comentar os números.

Quase 70% dos R$ 4,8 bilhões levantados vieram de "dentro" da JBS. É que a companhia de alimentos britânica Moy Park foi vendida para a Pilgrims Pride, companhia americana também controlada pela JBS. Na operação, a empresa nos Estados Unidos assumiu dívidas da Moy Park e pagou R$ 3,250 bilhões (pelo câmbio da época) a sua controladora

Para isso, pegou empréstimos no mercado - dívida que também passou a ser de sua dona, a JBS.Com o negócio, a companhia dos Batistas conseguiu alongar sua dívida (colocou no caixa um bom dinheiro em troca de financiamentos de longo prazo e mais baratos) e pôde manter a Moy Park no portfólio.

A JBS levantou ainda R$ 786 milhões com a venda de sua fatia na companhia de lácteos Vigor e R$ 780 milhões com a venda das operações de confinamento da Five Rivers no Canadá e nos Estados Unidos. A empresa afirma que, com isso, encerrou as vendas no mercado.

O movimento foi reação à crise desencadeada pela delação dos irmãos Batistas. Com a revelação dos crimes praticados pelos empresários, os bancos restringiram o crédito à companhia, que tinha dívida líquida de mais de R$ 50 bilhões (diferença entre o que deve na praça e o que tem em caixa). Era um valor visto como elevado pelo mercado, já que correspondia a 4,16 sua geração de caixa.

Ao fim de setembro, último resultado divulgado, a dívida líquida recuara para R$ 45,5 bilhões e a alavancagem baixara para 3,42 (dívida/EBTIDA). - POR ESTADÃO CONTEÚDO Leia mais em epocanegocios 19/01/2018