20 agosto 2017

Rosneft conclui aquisição de US$ 12,9 bilhões na Índia

Um consórcio liderado pela russa Rosneft - uma das maiores empresas petrolíferas do mundo - deve concluir a aquisição da companhia privada indiana do setor de refino e distribuição Essar Oil por US$ 12,9 bilhões.

A operação deve ser anunciada nesta segunda-feira, segundo informação da agência de notícias Reuters.  A Rosneft terá uma participação de 49% na Essar e dois investidores, o comerciante europeu Trafigura e o fundo russo UCP, terão os outros 49%, segundo a ... Leia mais em valoreconomico 20/08/2017

20 agosto 2017



Sócio vende parcela de agência de celebridades

Rumo às estrelas

Marcus Buaiz vendeu 50% da Act10N, empresa que agencia celebridades do quilate de Neymar e Paolla Oliveira. Quem comprou foi Charles Martins, filho de Carlos “Wizard”.Por Mauricio Lima Leia mais em radar.veja 20/08/2017



Banco Votorantim oferta R$ 300 mi em créditos podres

O banco Votorantim está ofertando R$ 300 milhões em empréstimos vencidos e inadimplentes, os chamados créditos podres. Interessados ainda estão fazendo ofertas pelo ativo. Procurado, o banco confirmou a informação. Leia mais em colunadobroad.estadao 20/08/2017



Em 20 anos, marca Batavo passou de mão em mão

Depois de passar 70 anos sob a administração da cooperativa que a fundou, a marca Batavo trocou quatro vezes de mãos em menos de 20 anos. A Cooperativa Agrícola Batavo se desfez do nome em 1998, por cerca de R$ 150 milhões, em valores da época, depois de receber uma oferta da Parmalat, que ainda não tinha entrado na espiral decadente que a levou a um longo processo de recuperação judicial.

Em meio às dificuldades que logo se avolumaram na Parmalat, a Batavo acabou sendo vendida para a Perdigão em 2000. Na época, além de lácteos, o rótulo também começou a expandir ainda mais seu portfólio para alguns tipos de carnes, como mortadelas e salsichas. Em 2009, com a criação da BRF - união da Perdigão com a Sadia, a Batavo chegou ao seu terceiro dono em pouco mais de uma década.

Em 2014, já com Abilio Diniz como sócio, a BRF resolveu se desfazer da operação de lácteos e vendeu, por R$ 1,8 bilhão, o portfólio que incluía Batavo e Elegê para a Lactalis. Embora não tenha sido um caso de repasse de marca, como ocorreu com a combalida Parmalat - hoje também nas mãos da Lactalis -, o valor do negócio é reduzido em relação a outros acordos do setor, como a recente venda da Vigor, do grupo J&F (dono da JBS), à mexicana Lala por R$ 5,7 bilhões.

O valor da negociação da Batavo já refletiu, na opinião de especialistas em marketing, a perda de relevância da marca em relação ao seu auge - nos anos 1980 e 1990, a empresa chegou a ter 12% do setor, ao lado de gigantes como Danone e Nestlé. Hoje, a fatia da Batavo reduziu-se a menos de um quarto dos números exibidos nos tempos áureos.

Queda
Além disso, dados da consultoria Euromonitor compilados pela Sonne Consulting mostram que a Batavo perdeu cerca de um terço de sua participação no mercado de laticínios nos últimos cinco anos. O resultado foi pior que o de suas concorrentes diretas, que conseguiram manter suas participações em um segmento que continua a ser bastante pulverizado.

A Batavo viu seu domínio em laticínios cair de 3,3%, em 2013, para 2,2%, no ano passado. Ao longo do mesmo período, a perda de participação se repete em outras categorias, como manteiga e iogurte. "Olhando os dados, a Batavo já estava na última posição entre as principais marcas e só perdeu espaço desde então", diz Maximiliano Tozzini Bavaresco, presidente da Sonne Consuling, especializada em reputação e construção de marcas.

Procurada, a Lactalis, respondeu a questões da reportagem apenas por e-mail. O grupo francês não comentou a perda de mercado dos últimos anos, mas afirmou que a marca liderou o ganho de participação de mercado na categoria iogurtes no País entre janeiro e março de 2017, citando dados Nielsen. Não forneceu, no entanto, números de sua fatia de mercado nem de suas concorrentes.

A Lactalis informou ainda que acabou de colocar no ar uma campanha da marca em que o foco é uma de suas apostas em termos de produto: o iogurte com pedaços de fruta. O filme tenta resgatar a história da Batavo ao mostrar os consumidores se transformando em "holandeses" toda a vez que consomem um produto da marca. Além de exibir a propaganda em televisão, a Lactalis também está patrocinando o programa de competição culinária Master Chef, da Band. Fernando Scheller, enviado especial Leia mais em mackenziesolucoes 20/08/2017





19 agosto 2017

Quero ser grande

Quinto maior grupo de ensino superior do País, mas com uma participação de apenas 2,3%, a Ser Educacional investe em ensino a distância, aquisições e novos campi para fazer frente às gigantes do setor

Para um observador desatento, a movimentação no mercado brasileiro de ensino superior privado, no início de julho de 2016, sugeria um quadro desanimador para a Ser Educacional. Comandado pelos irmãos Jânyo e Janguiê Diniz, o grupo acabara de perder a disputa pela carioca Estácio para a Kroton, do CEO Rodrigo Galindo. Com um valor de mercado de R$ 30 bilhões e uma base de 1,6 milhão de alunos, a nova operação criava uma gigante com uma escala incomparável em relação aos demais concorrentes. Engana-se, porém, quem pensa que a Ser Educacional ficou de braços cruzados. O caminho escolhido foi acelerar um plano iniciado três anos antes, quando a companhia captou R$ 619 milhões em sua abertura de capital.

Agora, a Ser Educacional começa a enxergar os primeiros frutos dessa estratégia. “Estamos vivendo um dos nossos melhores momentos”, afirma o paraibano Jânyo Diniz, CEO da companhia. O plano ganhou ainda mais fôlego no fim de junho, quando o Conselho Administrativo de Defesa Econômica vetou a fusão bilionária. Na ocasião, Diniz chegou a afirmar que não descartava uma nova investida em uma fusão com a Estácio. Mas, na sexta-feira 18, essa alternativa ficou mais distante. A gestora de private equity Advent comprou as ações do empresário Chaim Zaher na Estácio, por R$ 76 milhões, assumindo uma participação de 8,67% na empresa e duas cadeiras no conselho.

Zaher, que também é dono do grupo SEB, focado no ensino médio e fundamental, vinha tendo uma relação conflituosa com o conselho. “Eu não queria mais brigar”, disse Zaher. “Estava deixando de cuidar do meu negócio para me concentrar em um lugar onde não me queriam.” Longe dessa briga, a Ser busca ganhar musculatura e não tem medido esforços. Quinto maior grupo de ensino superior privado do País, mas com uma participação de mercado ainda baixa, de apenas 2,3%, a Ser Educacional, hoje, se vê mais preparada para ocupar um novo espaço no setor. Nessa trilha, o principal atalho é o ensino a distância (EAD).

Publicada no início de junho, uma portaria do Ministério da Educação (MEC) que flexibiliza e acelera a oferta de cursos superiores nessa modalidade é o combustível por trás dessa aposta. “Todo o mercado está entrando na corrida do ouro do ensino a distância”, diz William Klein, CEO da consultoria Hoper Educação. Entre outras questões, o formato é visto como uma alternativa para ampliar rapidamente o alcance do ensino superior e atrair alunos que, hoje, têm menor poder aquisitivo, especialmente em um contexto de crise e de redução do Financiamento Estudantil (FIES). “O marco muda profundamente a dinâmica do mercado e a Ser Educacional tem totais condições de ser uma das protagonistas nesse novo contexto”, afirma Klein.

Hoje, o segmento de EAD é liderado pela Kroton, com cerca de 37% de participação, segundo a Hoper Educação. A Ser Educacional estreou nesse mercado em 2014, anos depois do que boa parte de seus principais concorrentes. E ainda não figura no ranking. A vertente representa 1,7% da receita do grupo, que faturou R$ 1,12 bilhão em 2016. Os planos de expansão, no entanto, são ambiciosos. Com a flexibilização das regras, a companhia já tem autonomia para o lançamento de 550 polos de EAD por ano. Outros 250 estão em fase de liberação, sob a bandeira da Universidade da Amazônia (Unama), adquirida no fim de 2014.

Diante desse novo desenho, a Ser Educacional já está se movimentando. O grupo vai adicionar 100 polos à sua base atual de 18 unidades de EAD até o fim de 2017. Desde o início do segundo semestre, todos esses polos já estão em fase de captação de alunos. Com a estimativa de oferecer cursos com preços das mensalidades de 30% a 40% menores do que na modalidade presencial, a estratégia da empresa seguirá uma abordagem regional. No Nordeste, a bandeira usada será a da Uninassau, enquanto nas regiões Norte e Sudeste, terão como marcas a Unama e a Univeritas, respectivamente.

O crescimento na modalidade de ensino presencial é outro pilar que vem sendo construído desde 2014 e que ganhou força nos últimos meses. Com 48 campi, o plano é adicionar 45 novas unidades até 2019. Desse total, 23 já obtiveram aprovação, 17 delas no primeiro semestre desse ano, em cidades como Porto Velho, Rio Branco, Macapá e em municípios do interior de Pernambuco. “Nossa expectativa é encerrar 2017 com 31 novas unidades credenciadas”, afirma Diniz. Além de consolidar a já forte presença do grupo no Norte e no Nordeste, a expansão para outras regiões é mais uma prioridade. Nessa frente, um dos principais passos foi a chegada a São Paulo, com a integração da Universidade de Guarulhos (UNG), comprada no fim de 2014, por R$ 200 milhões.

No início desse ano, a Ser Educacional também lançou a Univeritas, marca que, com três unidades, simbolizou sua estreia nas capitais Belo Horizonte e Rio de Janeiro, e no Centro-Oeste, com um campi em Anápolis (GO). Sob os mesmos preceitos da expansão orgânica, a terceira frente que sustenta a estratégia da Ser Educacional para os próximos anos é o investimento em aquisições. Diniz observa que há uma série de negociações em andamento, especialmente com ativos de pequeno e médio porte. Ele ressalta, no entanto, que também há espaço para aquisições de maior fôlego.

“Temos uma situação de caixa e uma capacidade de alavancagem bastante confortáveis”, afirma. A empresa encerrou o primeiro semestre com R$ 341,3 milhões em caixa e com uma dívida líquida de R$ 95,8 milhões. No início do mês, o grupo também anunciou uma segunda emissão de debêntures, com o plano de captar até R$ 200 milhões. A partir desses números, o empresário reforça a confiança no plano traçado pela companhia. “Nenhuma instituição se preparou tanto quanto a Ser nos últimos anos. E todos os nossos projetos de crescimento estão começando a se materializar agora.”Moacir Drska Leia mais em istoe 18/08/2017

19 agosto 2017



Zaher deixa Estácio e fatia do fundo americano Advent atinge 10%

Empresário, que era um dos principais acionistas no grupo, zerou posição; fundo quer transformar Estácio em consolidadora

O fundo americano Advent voltou às compras nesta sexta-feira, 18, e aumentou sua fatia no grupo de educação Estácio para mais de 10%. Segundo fato relevante divulgado pela empresa carioca ontem, o FIP Rose, veículo utilizado pela Advent para comprar ações, já detém 10,48% do capital social da empresa.

A gestora de private equity (que compra participação em empresas) se tornou a terceira maior investidora da Estácio, atrás dos fundos Oppenheimer, Coronation e Fidelity, e já tem direito a duas cadeiras no conselho. Assim como fez com a Kroton, hoje líder de mercado, a Advent quer fazer da Estácio uma grande consolidadora do setor, afirmam fontes próximas ao fundo. Procurado, o Advent não comentou.

Hoje, em conversa com jornalistas, o empresário Chaim Zaher, que era um dos principais acionistas do grupo, afirmou que zerou a posição na companhia após um desgaste com o conselho de administração. O empresário discorda da proposta apresentada pelo colegiado de incluir no estatuto da empresa a obrigatoriedade de um prêmio de 30% em ofertas de controle. O intuito é transformar o grupo em uma companhia de controle pulverizado. Uma assembleia de acionistas foi convocada para o dia 31 deste mês para votar o assunto.

Na avaliação de Zaher, a proposta cria “uma barreira antieconômica ao investimento na companhia”, conforme escreveu em carta enviada ao conselho nesta semana. O empresário afirmou ainda que uma convocação para uma reunião do conselho para discutir a entrada da Estácio no ensino médio seria uma forma de inviabilizar a sua presença no colegiado, já que haveria conflito de interesses – o empresário é dono do grupo SEB, que tem a maior parte dos negócios voltada para esse segmento. Procurada, a Estácio preferiu não se manifestar.

“Não quero brigar. Vou cuidar do meu negócio”, disse Zaher. Com o dinheiro da venda de sua participação na Estácio, cerca de R$ 435 milhões, o empresário quer investir no seu grupo, que reúne 252 escolas, 32 delas próprias, e quase 100 mil alunos. O SEB faturou cerca de R$ 500 milhões no ano passado. “Quero abrir o capital na bolsa em 2019 ou 2020. E estamos avaliando a compra de escolas.”

As ações ordinárias (com direito a voto) da Estácio fecharam nesta sexta em alta de 3,35%.

Retorno. A Advent voltou à área de educação em 2015, dois anos após ter vendido suas ações da Kroton, com a compra do Centro Universitário da Serra Gaúcha, de Caxias do Sul (RS). Segundo fontes, o fundo estaria disposto a investir até R$ 900 milhões para ficar com ativos que a Kroton teria de vender se a união fosse aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Como a fusão foi barrada em junho, essa munição desse se voltar à compra de ações da Estácio, garantem pessoas familiarizadas com o assunto. Cátia Luz, O Estado de S.Paulo Leia mais em estadão 19/08/2017



Transocean adquire Songa Offshore

A Transocean comprou todo o capital social da Songa Offshore, em uma transação estimada em cerca de US $ 3,4 bilhões.

A empresa provavelmente estabelecerá um Centro de Excelência na Noruega para servir o Mar do Norte e outros mercados ambientais difíceis.

"A combinação de Songa Offshore e Transocean é um ajuste estratégico", disse Frederik W. Mohn, presidente da Songa Offshore. "Ao adicionar as quatro plataformas Cat-D da Songa Offshore à atual frota de ambiente severo da Transocean, a empresa será o líder desse segmento, que está mostrando sinais de recuperação".

O CEO da Transocean, Jeremy Thigpen, acrescentou: "A aquisição fortalecerá a posição da Transocean como o principal perfurador offshore com exposição a mercados de águas profundas".

A empresa operará uma frota de 51 unidades móveis de perfuração offshore (com uma carteira de contrato de US $ 14,3 bilhões), composta por 30 plataformas flutuantes deáguas ultra profundas, 11 plataformas flutuantes de ambientes agressivos, três plataformas flutuantes de águas profundas e sete plataformas flutuantes de águas calmas.

Além disso, a Transocean possui quatro embarcações de águas ultra profundas em construção, incluindo duas contratadas com a Shell por 10 anos cada. Leia mais em portosenavios 18/08/2017



18 agosto 2017

Medartis adquire antiga parceira de vendas no Brasil

A Medartis, sediada em Basileia, fabricante líder e fornecedora de dispositivos médicos para a fixação cirúrgica de fraturas ósseas e osteotomias para a região craniofacial, bem como para extremidades superiores e inferiores, anunciou hoje que adquiriu 100% do distribuidor brasileiro Extera, a partir de 14 de agosto de 2017. Como resultado dessa aquisição, a Medartis fortalece sua posição de mercado no Brasil com uma subsidiária própria.

O Brasil é uma das maiores economias do mundo e um dos três principais mercados distribuidores da Medartis. A Extera opera uma extensa rede de vendas no setor de saúde e medicina em todo o Brasil, por vendas diretas ou através de parceiros de distribuição. A empresa está sediada em São Paulo e atualmente emprega cerca de 70 funcionários. As partes concordaram em não divulgar os termos financeiros da transação.

Segundo Willi Miesch, CEO da Medartis, "Nos últimos 10 anos, a Extera construiu com sucesso a nossa linha de produtos APTUS® (implantes para extremidades) no mercado brasileiro, em estreita colaboração com a equipe Medartis. A nossa cooperação será intensificada e reforçada através desta aquisição, o que ajudará a expandir a nossa presença no mercado. Com nosso novo negócio de vendas diretas, nosso objetivo é aumentar significativamente nossa participação de mercado no Brasil".

Sobre Medartis - Fundada em 1997 e com sede em Basileia, a Medartis AG é um dos principais fabricantes e fornecedores mundiais de dispositivos médicos para a fixação cirúrgica de fraturas ósseas e osteotomias para a região craniofacial, bem como para extremidades superiores e inferiores. Em 2016, a Medartis empregou mais de 360 ​​pessoas em todo o mundo e alcançou um volume de negócios de quase 100 milhões de francos suíços. A Medartis está representada em todo o mundo em onze mercados com sua própria força de vendas e em mais de 35 países através de uma ampla rede de distribuidores. Para o bem-estar dos pacientes, a Medartis está empenhada em fornecer aos cirurgiões e ao pessoal de cirurgia com implantes e instrumentos de titânio mais inovadores, bem como os melhores serviços de classe que representam avanços na osteossíntese. Www.medartis.compor  Vanessa Brauer  Leia mais em segs 18/08/2017

18 agosto 2017



Brasil deve voltar ao radar das empresas de Private Equity que buscam expansão em mercados emergentes

Depois de passar por um período de um grande boom de crescimento e, logo na sequência, de dois anos de correção econômica, o Brasil está no caminho da estabilização e se tornando atrativo para empresas de Private Equity (PE) que querem se diversificar em mercados emergentes. A recuperação contínua, as reformas pró-negócios e o crescimento em indústrias-chave estão criando uma clara oportunidade para empresas de PE. Essas conclusões são apresentadas peloThe Boston Consulting Group (BCG) em seu relatório Private Equity Strategies for Brazil's New Economic Reality, que está sendo lançado hoje.

A economia do Brasil está mais madura que a de outros mercados emergentes. Com cerca de um terço da população da América Latina, o Brasil atraiu quase a metade de todos os investimentos de Private Equity na região entre 2008 e 2015. Em comparação com mercados desenvolvidos, como os EUA, ainda há espaço para crescimento. "Essa combinação de fatores coloca o Brasil no ponto ideal para empresas dispostas a investir em economias emergentes", diz Heitor Carrera, sócio do BCG e um dos autores do relatório. "Durante a próxima década, o país vai oferecer uma oportunidade rara para empresas globais que desejam adicionar mercados emergentes em suas carteiras e também para empresas locais que querem intensificar os seus investimentos aqui."

Crescimento Estável e Melhora no Clima para os Negócios
A maioria dos economistas prevê que, apesar de alguma volatilidade no primeiro semestre de 2017, o PIB do Brasil vai estabilizar em um período de crescimento lento, mas constante - cerca de 1,8% ao ano até 2021, o que ainda é mais rápido do que a dos países do G7. Além disso, o governo do Brasil introduziu uma série de reformas - como a redução da burocracia necessária para arquivar alguns impostos ou iniciar uma nova empresa - que visa promover um ambiente mais favorável às empresas.

Embora a recente correção econômica tenha atingido fortemente alguns setores, muitos outros - particularmente em segmentos de consumo, como de alimentos e saúde - continuaram expandindo em taxas de dois dígitos, com perspectiva de manter o crescimento. Esses setores são agora os principais candidatos para o tipo de estratégias de criação de valor que as empresas de PE podem aplicar.

Cinco Estratégias de Adaptação para Prosperar 
Para se obter sucesso no Brasil, é necessária uma profunda compreensão dos aspectos únicos do seu mercado de PE. Por exemplo, o tamanho médio de negócios no Brasil é menor do que em muitos outros mercados, e até mesmo grandes empresas globais competem para fechar negócios menores.

Além disso, IPOs são relativamente escassos, e as empresas são mais propensas a vender suas empresas de portfólio para os compradores estratégicos, não financeiros.

Tendo em conta estes fatores, o BCG identificou cinco estratégias cruciais para empresas de PE que pretendem competir no Brasil:

  • Olhar além de alvos convencionais - onde a concorrência é forte - e considerar o investimento em empresas em estágio inicial, ou até mesmo o lançamento de novas empresas a partir do zero. 


  • Renovar o processo de triagem para um ambiente de crescimento lento. Identificar pequenos bolsões de crescimento, ou comprar ativos de empresas em dificuldade. 


  • Explorar todas as opções para criação de valor. Dado que o crescimento global será mais difícil no futuro, as empresas deverão se concentrar em margens de lucro e outras abordagens. 


  • Trazer conhecimentos específicos do setor para a mesa. Em um mercado onde a experiência local é crítica, as empresas precisam construir equipes fortes, que podem fazer as melhorias operacionais necessárias para criar valor em suas empresas de portfólio. 


  • Proteger-se contra a volatilidade da taxa de câmbio da moeda brasileira, definindo, potencialmente, períodos de investimento de longo prazo.

"O Brasil deu aos investidores uma aventura turbulenta na última década", diz Carrera. "Mas agora, com a entrada de um período de crescimento mais lento, oferece fortes desafios e oportunidades para firmas PE. As empresas que constroem a base certa, entendem o mercado local e adotam uma visão de longo prazo vão se estabelecer e saberão tirar vantagem do momento." Website: http://www.bcg.com.br Leia mais em terra 07/08/2017





Citigroup lidera grupo de bancos para IPO da BR Distribuidora, diz fonte

O Citigroup e outros sete bancos devem coordenar a oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da BR Distribuidora, que deve ocorrer provavelmente em novembro, segundo uma pessoa com conhecimento direto do assunto.

A Petrobras está avaliando se fará a listagem da BR Distribuidora em São Paulo e Nova York, onde um crescente número de investidores mostrou interesse na transação, afirmou a fonte, que pediu anonimato.

A Petrobras trabalha com a unidade de banco de investimento do Citigroup desde 2015, quando a ideia de fazer o IPO da BR Distribuidora começou a ser discutida.

A Petrobras deve vender uma participação de 30 a 35 por cento da BR Distribuidora em novembro, na última janela para transações de ações do ano.

Além do Citi, a Petrobras também deve envolver as unidades de banco de investimento do Bank of America, Morgan Stanley, JPMorgan, Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander Brasil, disse a fonte.

Representantes da Petrobras, Morgan Stanley, Bank of America, Itaú, Bradesco e Banco do Brasil preferiram não comentar o assunto. Os outros bancos não comentaram de imediato.

Ao listar a BR Distribuidora em mais de uma bolsa, a Petrobras pode aumentar a demanda pelos papéis e dar aos investidores mais alternativas de negociação.

Um IPO internacional da BR Distribuidora seria um teste do apetite de investidores internacionais pela subsidiária de distribuição de combustíveis após investigações relativas a corrupção contra a Petrobras nos Estados Unidos.

Após uma série de interrupções nos últimos dois anos, a Petrobras retomou o projeto do IPO em junho, para reduzir dívida e investimentos em atividades consideradas de baixo retorno.

A Petrobras tem vendido ativos e cindido ativos para reduzir sua dívida, de 95 bilhões de dólares, que é a maior entre as maiores empresas de petróleo do mundo.

A BR Distribuidora deve ser listada no Novo Mercado, o segmento de mais alta governança da B3.

Outra alternativa em avaliação seria listar a empresa apenas no Brasil, mas permitir investimentos internacionais por meio da regra 144A da Securities and Exchange Comission, o regulador do mercado de capitais nos Estados unidos. Por Tatiana Bautzer  Reuters  Leia mais em dci 18/08/2017



Na saúde, a nova menina dos olhos do Pátria

No último ano, silenciosamente, o Pátria Investimentos vem construindo um império da oftalmologia.

A gestora já comprou sete clínicas e hospitais especializados e colocou todos sob uma holding, a Hospital de Olhos do Brasil, que já se apresenta como “a maior empresa do setor na América Latina”.

O faturamento combinado das empresas adquiridas já chega a R$ 700 milhões, e a meta é faturar R$ 1 bilhão em 2018.

A estratégia do Pátria é conhecida no mercado financeiro como um 'roll up': o investidor escolhe um setor pulverizado e sai comprando empresas até construir massa crítica, pagando parte em dinheiro e parte em ações da holding.

É um modelo que já foi tentado na Brasil Brokers e na Brasil Insurance, por exemplo, e que sofre – às vezes de forma letal – se os interesses dos novos sócios não forem bem alinhados.

No caso da Olhos do Brasil, os médicos continuam à frente das clínicas e deixam de se preocupar com as áreas-meio. Além disso, passam a contar com a expertise do Pátria para achar um comprador para a holding ou levar o negócio para a Bolsa quando tiver musculatura suficiente.

A mais recente aquisição foi há dez dias, quando a holding fechou a compra do Grupo Inob, que tem dois hospitais em Brasília focados em processos de alta complexidade. Desde abril de 2016, a Olhos do Brasil já comprou o Instituto Olhos de Freitas, a DayHorc e a Clínica Villas, na Bahia; o Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB); e o Hospital de Olhos Santa Luzia, em Alagoas.

Amaury Guerrero, ex-CEO da operação brasileira da Alcon – a divisão oftalmológica da Novartis – foi contratado neste ano para comandar o negócio.

Ao contrário da medicina diagnóstica, que já conta com diversos competidores consolidados e listados na Bolsa, os hospitais oftalmológicos ainda são um 'oceano azul' para investidores.

Trata-se de um negócio em que se ganha na consulta, no exame e nas cirurgias, que são normalmente de baixa complexidade.

“O paciente faz tudo em um lugar. Normalmente, são cirurgias rápidas e com certa escala. Não tem as margens dos procedimentos de alta complexidade, mas, por outro lado, corre-se muito menos risco de estouro de custo e é mais fácil de padronizar processos”, diz uma fonte que conhece o setor.

No ano passado, a UnitedHealth, dona da Amil, comprou a rede de 18 clínicas oftalmológicas do então presidente do Einstein, Claudio Lottenberg, por R$ 200 milhões. Meses depois, Lottenberg assumiu a presidência da UnitedHealth no Brasil.

A experiência mais recente do Pátria com um 'roll up' não faz brilhar os olhos.

A Alliar, empresa de medicina diagnóstica criada pelo Pátria com o mesmo modelo da Olhos do Brasil, nunca valeu mais que os R$ 20/ação de sua estreia na Bolsa, em outubro do ano passado. O papel chegou a cair para R$ 11,80 em março e hoje negocia na faixa dos R$ 16,50. Natalia Viri Leia mais em braziljournal 18/08/2017



Just capta R$ 120 mi com cotas de FIDC

A plataforma de crédito Just, unidade do aplicativo de finanças pessoais GuiaBolso, captou R$ 120 milhões por meio de cotas de direitos creditórios (FIDC).
A Just captou R$ 120 milhões por meio de cotas de direitos creditórios (FIDC). Foto: Divulgação.

De acordo com a Reuters, o movimento marca a estreia de uma fintech local no mercado de capitais.
Os recursos serão usados para ampliar a oferta de crédito para pessoas físicas. Fundada em 2016, a Just concedeu R$ 150 milhões em empréstimos.

As cotas foram distribuídas junto a gestora Captalys a 12 investidores qualificados, incluindo assets de grandes bancos no país, cujos nomes não foram revelados.

A Reuters lembra que a Just já tinha levantado R$ 100 milhões no começo deste ano numa oferta restrita.

O anúncio mostra a força das fintechs que ofertam crédito pessoal mais barato do que os grandes bancos comerciais, um segmento que vem crescendo no Brasil. As empresas atuam com base em modelos matemáticos que apresentam taxas de juros equivalentes ao perfil de risco do tomador.

Segundo a Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD) as fintechs no país devem emprestar mais de R$ 1 bilhão em 2017.
Com a oferta direta de crédito, o GuiaBolso deve ampliar as fontes de receitas, hoje concentradas em comissões pagas por instituições parceiras.

Lançado em 2014, o aplicativo é focado no gerenciamento das finanças pessoais. A ferramenta tem hoje 3,5 milhões usuários cadastrados.Júlia Merker Leia mais em baguete 18/08/2017