27 maio 2016

Pátria cria empresa de data center

A gestora de fundos Pátria Investimentos fundou a Odata para entrar no mercado de data centers. A empresa recebeu aporte inicial de R$ 200 milhões e vai começar a construir um centro de dados na cidade de Santana de Parnaíba, no interior de São Paulo, nas próximas semanas.

Segundo o Valor Econômico, a unidade, de 13,5 mil m2, ficará pronta no primeiro trimestre de 2017 e receberá mais R$ 250 milhões em recursos nos próximos três anos.

O investimento está sendo feito por meio do terceiro fundo destinado ao segmento de infraestrutura da Pátria, que conta com US$ 1,7 bilhão em recursos e tem cinco investidas, com a Vogel, focada em fibra óptica, e a Highline, de torres de telefonia móvel.

A Odata planeja montar mais três centros de dados em até cinco anos. A empresa ainda pretende adquirir companhias menores para estabelecer uma presença regional na América Latina.

Ricardo Alário, ex-diretor do fundo de investimento Intel Capital e presidente da Odata, relatou ao Valor que os alvos iniciais são companhias no Chile e na Colômbia.

A Odata vai atuar no segmento de colocation. A estimativa da empresa é que a procura por armazenamento em centros de dados neste modelo vá crescer mais de 20% na América Latina nos próximos anos.

Para a direção de infraestrutura e tecnologia, a Odata contratou Bruno Pagliaricci, que atuou na Tivit por 15 anos.

Os investimentos em data centers estão em alta no Brasil. A Equinix, que também atua com colocation, anunciou em março a construção de 4 novos data centers, que serão em São Paulo, Tóquio, Dallas e Sidney.

Segundo a empresa, o plano em São Paulo é atender a demanda reprimida por colocation no estado, visto que o site da empresa em Tamboré está operando quase em seu máximo. O novo centro dobrará a capacidade da companhia no Brasil.

Já a Ascenty, que também oferece colocation, iniciou a construção de seu primeiro data center na capital paulista, que representará um investimento de cerca de R$ 200 milhões. A empresa tem três centros localizados no estado de São Paulo – Jundiaí, Campinas e Hortolândia – e um na região metropolitana de Fortaleza, no município de Maracanaú.

No início deste ano, a TechxAct, uma empresa americana especializada em certificação e construção de data centers, anunciou planos para construir três centros de dados no Brasil, com um investimento total de US$ 5,4 bilhões.

O objetivo do investimento seria atender clientes da companhia que não querem ter seus dados armazenados nos Estados Unidos.Júlia Merker // Leia mais em baguete 27/05/2016 

27 maio 2016



Saint-Gobain modifica estratégia de investimentos para atravessar a crise

Para enfrentar o difícil momento da economia brasileira, a Saint-Gobain, um dos maiores grupos industriais do mundo, está mudando sua estratégia. A empresa irá realocar investimentos a fim de ganhar produtividade, diante da forte queda do mercado de materiais de construção.

"Vamos investir ainda mais na otimização dos processos produtivos para reduzir perdas e ganhar produtividade. Nosso mix de investimentos mudou", disse em entrevista ao DCI o presidente do grupo para Brasil, Argentina e Chile, Thierry Fournier.

O grupo investe anualmente entre 4% e 6% do faturamento que, em 2015, foi de R$ 8,7 bilhões no País. O executivo conta que, por ora, a companhia deixará de investir em aumento de capacidade instalada para priorizar robotização e produtividade.

"Tudo isso para limitar os repasses aos clientes", acrescenta. Segundo Fournier, o varejo resistiu mais tempo à retração da economia do que o segmento de construção civil. Porém, a crise agora atinge o setor em sua totalidade.

Conforme adiantou o DCI recentemente, a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) deve revisar a queda projetada para o setor, neste ano, de 4,5% para 7%.

"O desemprego, o aperto da renda e a falta de confiança já causam impacto real no nosso mercado", pontua Fournier. Com isso, a expectativa é que as vendas do grupo fiquem estáveis neste ano. "Diante do cenário, não há como manter o crescimento dos últimos anos."

Ele destaca que a apreciação do câmbio também trouxe impacto às operações. "Tivemos aumento importante dos custos, o que nos obrigou a trabalhar fortemente para reduzir a parte dolarizada da produção", revela Fournier.

Segundo ele, a valorização do dólar não é o principal problema nessa seara. "Temos que nos preparar para enfrentar a constante volatilidade."

Aquisições

Neste ano, a Saint-Gobain adquiriu a SG Plásticos, de tubos extrudados, além de 51% do capital da fabricante de fitas adesivas Poli Tape. Com isso, o grupo elevou o número de fábricas no País para 57.

"O que nos salva em meio à profunda crise do setor é a nossa capacidade de antecipação e reação", avalia Fournier.

Ele afirma que o grupo precisou fazer alguns ajustes de mão de obra, sem revelar o número exato. Hoje, a companhia conta com cerca de 17 mil funcionários diretos e indiretos.

O grupo também tem forte presença no varejo de material de construção, por meio da Telhanorte. A rede conta com 40 lojas em todo o País.

"O mercado de reformas está muito afetado pelo cenário. Vivemos um desalinhamento total da economia", comenta o presidente da Saint-Gobain.

Por esse motivo, o executivo revela que outra estratégia adotada pela companhia será o investimento em novos produtos. "Acreditamos muito na inovação como forma de ganhar mercado."

No mês passado, o grupo francês inaugurou o oitavo centro de pesquisa e desenvolvimento (P&D) em Capivari, interior paulista, o primeiro do Hemisfério Sul. Nos próximos três anos, serão investidos cerca de R$ 55 milhões no local.

O objetivo, segundo Fournier, é acelerar a inovação dos negócios da companhia no País por meio de novos produtos e soluções, adequados às condições climáticas brasileiras, além do aperfeiçoamento do que já existe no mercado.

"Abrir um centro de P&D é a melhor forma de a companhia demonstrar que acredita no País", observa Fournier.

No entanto, o executivo não esconde o ceticismo em relação à economia no País. "Não vai ser tão fácil a retomada."

Ele explica que os problemas do cenário político já chegam ao dia a dia dos consumidores. "O brasileiro não quer fazer reforma, comprar carro. As incertezas são muito fortes", avalia o executivo.

Founier espera, entretanto, que a instabilidade acabe logo. "A tempestade perfeita que vivemos hoje é conjuntural e vai passar", aposta.   DCI Leia mais em portalnewsnet 27/05/2016



BM&FBovespa e PwC lançam guias do Bovespa Mais

A BM&FBovespa e a PwC Brasil lançarão na próxima terça-feira (31) os guias “Bovespa Mais – Como abrir o capital da sua empresa de maneira gradual (um check-up para sua empresa)” e “Bovespa Mais – Como utilizar o mercado de capitais para financiar o crescimento da sua e m p r e sa ”.

Devem participar empresários e executivos, além de Ivan Clark, sócio-líder de Capital Markets da PwC Brasil e o professor José Paschoal Rossetti, autor da metodologia. Fonte DCI Leia mais em portal.newsnet 27/05/2016



Negócio (quase) fechado

O "Diário de S. Paulo" está sendo vendido para um fundo de investimentos. O anúncio  oficial do negócio será feito em breve.

Desde 2013, o jornal pertencia a Mario Cuesta, dono do grupo Cereja. Leia mais em bloglaurojardim.oglobo 27/05/2016



Participações da BNDESPar representam R$ 56 bilhões

Se vendesse as participações que detém em companhias de capital aberto, principalmente por meio de seu braço de participações, a BNDESPar, o BNDES poderia arrecadar cerca de R$ 56,2 bilhões.

Apesar de a venda de ativos... Leia mais em Valor Econômico em 27/05/2016



BTG busca vender fatia em joint venture com Petrobras

O Grupo BTG Pactual, banco brasileiro que foi forçado a vender ativos após a prisão de seu fundador, André Esteves, no ano passado, está avaliando a venda de sua participação de 50 por cento em uma joint venture africana com a Petrobras, segundo pessoas informadas sobre o assunto.

O BTG conversou sobre a venda com petroleiras independentes que operam no continente e com empresas locais, disseram as pessoas, pedindo anonimato porque a informação é privada. A unidade de investment banking do banco vem conduzindo as discussões com possíveis compradores, disseram as pessoas. Não existe garantia de que as negociações levarão a um acordo, disseram as pessoas.

O banco com sede em São Paulo entrou em um empreendimento com a Petrobras em 2013 e pagou US$ 1,5 bilhão por uma participação de 50 por cento na divisão africana da petroleira. As operações africanas passaram a ser questionadas em março deste ano, depois que o senador Delcídio do Amaral afirmou, em um acordo de delação premiada, que o BTG pagou um valor baixo pelos ativos de petróleo. O BTG disse que sua oferta foi a mais elevada de uma licitação na qual outras 14 empresas foram convidadas a participar.

O fundador e então CEO do BTG André Esteves foi preso em novembro em decorrência das investigações da Operação Lava Jato. O bilionário, que havia negado qualquer irregularidade, foi liberado posteriormente e retornou à empresa como sócio e conselheiro sênior em abril. A Petrobras, por sua vez, é peça central de um escândalo no qual altos executivos da empresa teriam conspirado com empreiteiras para cobrar valores excessivos por projetos com o objetivo de pagar propinas e ajudar a financiar campanhas políticas.

O investimento do BTG no empreendimento rendeu ao banco participações em ativos em Angola, Benim, Gabão, Namíbia, Nigéria e Tanzânia. Representante do BTG preferiu não comentar.  Dinesh Nair e Cristiane Lucchesi (Bloomberg) -- Leia mais em bol.uol 27/05/2016



Superintendência do Cade aprova Marcopolo no controle da Neobus

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições a incorporação, por parte da fabricante de carrocerias de ônibus Marcopolo, da L&M Incorporadora, controladora direta da San Marino Ônibus (Neobus).

Com a operação, anunciada em novembro do ano passado, a Marcopolo assume o controle da Neobus, elevando sua participação de 45% para a totalidade do capital total e votante, ao incorporar 55% da participação da L&M.

Acionistas da L&M, por sua vez, passam a deter ações preferenciais da Marcopolo, após a incorporação e extinção da L&M, e cargos de administração na Neobus.

Segundo parecer interno do Cade, dados indicam que a Marcopolo "continuará a enfrentar rivalidade efetiva por parte dos concorrentes, mesmo sendo detentora de uma participação de mercado expressiva."

Ao justificar a decisão, o parecer afirma que "o mercado de carrocerias encontra-se em seu pior momento nos últimos anos, com uma retração da demanda nacional de quase 50% em um ano".

Além disso, diz o documento, a situação financeira da Neobus é "bastante delicada", sendo "compreensível que a Marcopolo deseje assumir o controle integral da companhia para evitar a perda de seu investimento".

O parecer conclui que é "improvável que a operação resulte em prejuízos ao ambiente concorrencial". Fonte Valor Leia mais em bol.uol 27/05/2016



Vale estuda venda de fatia em cobre e fertilizantes:

Maior produtora de minério de ferro do mundo, a Vale está impulsionando sua estratégia agressiva de redução de dívida, mantendo conversas iniciais com banqueiros sobre a venda de participações em alguns de seus melhores ativos, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

Buscando captar cerca de US$ 10 bilhões até o ano que vem para pagar a dívida, a empresa com sede no Rio de Janeiro avalia a possível venda de uma participação minoritária de suas operações de cobre no Brasil e da totalidade ou parte de seu negócio de fertilizantes, disseram as pessoas, que pediram anonimato porque as conversas não são públicas.

A Vale também aventou a ideia de colocar à venda uma fatia no negócio de minério de ferro, embora seja desafiador conseguir um preço justo dadas as condições de preços fracos atuais da commodity, disseram as pessoas. As conversas estão nos estágios iniciais e a empresa ainda precisa se decidir sobre o curso de ação ou contratar banqueiros para aconselhar sobre as vendas de ativos, disseram.

Um representante da Vale preferiu não comentar sobre os planos de desinvestimento da empresa. As ações da mineradora caíram 0,2 por cento em Nova York nesta quinta-feira, quando os mercados brasileiros estavam fechados devido ao feriado. A ação negociada nos EUA está em alta de 23 por cento neste ano.

Em fevereiro, o presidente da Vale, Murilo Ferreira, abriu as portas para a venda de alguns dos ativos mais valiosos da empresa depois que a Vale reportou seu primeiro ano de prejuízos desde a privatização, em 1997. A empresa registrou um prejuízo líquido de US$ 8,6 bilhões no quarto trimestre.

A empresa já está tentando levantar até US$ 5 bilhões com ativos não 'core' neste ano, o que inclui a monetização de sua joint venture no setor de carvão em Moçambique, a venda de ativos de energia e uma emissão de ações que a Vale espera concluir neste ano, segundo uma apresentação da empresa.

A Vale se soma a outras mineradoras globais como Freeport-McMoRan, Glencore e Anglo American que também estão buscando vender ativos para quitar dívidas. Isto ocorre depois que a queda dos preços das commodities minou os lucros e elevou a alavancagem e o custo do crédito.

A ampliação do leque de ativos à venda para inclusão de parte de seus ativos mais valiosos ocorre em um momento em que o balanço da Vale está mais fragilizado pela pesada despesa de capital para a conclusão do maior projeto do setor de minério de ferro, chamado S11D.

Título em inglês: Vale Is Said to Weigh Sale of Copper Stake, Fertilizer Business  Dinesh Nair, Scott Deveau e R.T. Watson (Bloomberg) -- Leia mais em bol.uol 27/05/2016



26 maio 2016

Novartis pode vender ativos para financiar novas aquisições

Entre os ativos, estariam a posição de 33% na farmacêutica suíça Roche e e a Alcon, divisão de produtos oftalmológicos, diz a Jefferies.. Fonte Valor Econômico Leia mais em titles.ws 26/05/2016


26 maio 2016



Quanto a Microsoft perdeu com a fusão com a Nokia?

Houve um tempo em que a Microsoft, sob o comando de Steve Ballmer, acreditou que deveria criar seus próprios smartphones, e para isso precisaria controlar sua principal (e praticamente única) parceira, a Nokia. Por isso, foram investidos US$ 7,2 bilhões para comprar a divisão de dispositivos da finlandesa, que já não estava bem das pernas e acabou cedendo à oferta.

Agora, no dia 25 de maio de 2016, praticamente não sobrou nada dos 25 mil funcionários da antiga Nokia que vieram junto com a aquisição. A Microsoft já havia dado baixa nos US$ 7,2 bilhões gastos com a fusão e, agora com a nova onda de demissões, também deu baixa em mais US$ 950 milhões.

Ou seja: os prejuízos com a aquisição superam a casa dos US$ 8 bilhões em um experimento que claramente não deu certo. Apesar de a parceria ter dado origem a bons smartphones, eles nunca foram sucesso de público, e o investimento nunca chegou nem perto de se pagar, sangrando os cofres da Microsoft trimestre após trimestre.

É possível argumentar, no entanto, que a decisão foi a única possível na época. Como já se sabe, a Nokia era, de longe, a maior parceira do Windows Phone, representando mais de 90% das vendas de aparelhos com o sistema. A empresa finlandesa, no entanto, vendo seus lucros caírem junto com a participação no mercado, cogitava uma guinada para o Android, o que praticamente mataria o Windows nos celulares. Independentemente de ser a única opção, o negócio não vingou.

Com a chegada de Satya Nadella, as coisas começaram a mudar. O novo CEO (que já não é tão novo assim) percebeu que o negócio de smartphones não teria mais futuro, e começou a reduzir os gastos na área e redirecionar esforços a áreas mais rentáveis. Primeiramente, ele decidiu apostar em três pilares: aparelhos para o mercado corporativo, celulares baratos para quem precisa de um custo-benefício mais interessante e tops de linha para os verdadeiros fãs do Windows.

Isso foi em julho do ano passado. Quase um ano depois, a situação se agravou um pouco mais, e agora o foco tornaram-se apenas os clientes corporativos. “Estamos focados em nossos esforços em celulares onde temos uma diferenciação, com empresas que valorizam segurança, gerenciabilidade e nossa capacidade do Continuum, e os consumidores que valorizam o mesmo”.

Provavelmente a linha Lumia será encerrada a partir de agora, sem novos smartphones. Isso não significa que a Microsoft vai parar de produzir celulares ou de desenvolver o Windows 10 Mobile (que é uma parte importante da estratégia do Windows), mas a expectativa é que, em 2017, seja revelado um Surface Phone. A ideia é que o aparelho possa ressaltar a capacidade e a flexibilidade do Windows 10 de uma forma que os Lumias não conseguiram, similar ao que o tablet Surface fez. Foram necessários algumas versões, mas a empresa conseguiu transformá-lo em um negócio rentável em um mercado praticamente dominado pelo iPad. RENATO SANTINO Leia mais em olhardigital.uol 25/05/2016 



25 maio 2016

Chineses avaliam aquisições de eólicas e solares no Brasil

Energia eólica: transações atualmente em estudo envolvem "alguns bilhoezinhos" e que "sem dúvida" deve haver negócios fechados ainda neste ano, diz especialista

Grandes grupos chineses têm forte interesse no setor elétrico do Brasil e estão negociando atualmente a compra de 750 megawatts em usinas eólicas e 600 megawatts em projetos de geração solar, afirmou nesta quarta-feira um especialista que auxilia os interessados da Ásia a fazerem prospecções no país.

"Há muitas, muitas empresas... o Brasil neste momento é um país que dá bons retornos", disse a jornalistas o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China, Charles Tang, após participar de evento de energia eólica em São Paulo.

Ele disse ainda que as transações atualmente em estudo envolvem "alguns bilhoezinhos" e que "sem dúvida" deve haver negócios fechados ainda neste ano.

Sem citar nomes, Tang adiantou que o grupo de interessados inclui ao menos seis empresas de geração, além de fundos de investimento que querem comprar participação minoritária em projetos, e fabricantes em busca de fornecer equipamentos chineses para projetos no Brasil.

As eólicas na mira dos chineses pertencem a um grupo brasileiro que quer vender um pacote de usinas prontas e outras próximas de entrar em operação, segundo Tang.

Na área solar, as sondagens ainda envolvem apenas projetos, sem contrato de venda de energia, para participação em futuros leilões do governo federal.

"As empresas de geração querem ter o controle e serem operadores (dos ativos)", afirmou Tang.

Ele comentou que há também negociações em curso de interessados em uma hidrelétrica e em projetos termelétricos-- estes últimos somam 3 gigawatts em potência instalada.

No caso dos produtores de equipamentos, as interessadas estão de olho na vantagem que podem ter ao oferecer aos clientes financiamento de bancos chineses de apoio à importação. Há também casos de alguns fabricantes que, além de fornecerem equipamentos, querem participar como sócios em usinas solares.

"São grupos diferentes interessados em negócios diferentes", afirmou Tang.

Segundo ele, há muitas empresas gigantes na China e ainda sem presença no país, além de outras que apesar do tamanho ainda têm uma presença muito tímida no Brasil. "Tem muita empresa aqui que você nunca ouviu falar porque é uma gigante chinesa que tem uma sala em São Paulo, uma secretária e um chinês. Mas a State Grid começou assim", afirmou.

Exemplo da presença chinesa no país, a State Grid fez o primeiro investimento no Brasil em 2010, em uma aquisição de cerca de 1 bilhão de dólares. Desde então, a elétrica já fechou outras compras de ativos, além de ter participado de uma série de leilões de novos empreendimentos, principalmente em transmissão de energia. (Por Luciano Costa)Reuters  Leia mais em exame 25/05/2016

25 maio 2016



A dúvida dos credores da Oi

A reestruturação da empresa de telefonia Oi deve ser definida nos próximos dias em Nova York. Os detentores de títulos de dívida da companhia – entre eles, os bancos Citi, HSBC e Merrill Lynch – devem ficar com 95% da companhia, em troca dos 49 bilhões de reais de bonds detidos.

No entanto, um outro grupo de credores tem sinalizado preferência pelo calote da operadora de telefonia, pois tem seguro (CDS) contra esse tipo de evento e ganhariam mais com o seguro do que assumindo participação acionária de uma companhia fragilizada.

Entre esses credores está a gestora Aurelius Capital e a estimativa é que haja cerca de 38 bilhões de reais de títulos cobertos por CDS. Maria Luiza Filgueiras Leia mais em primeirolugaronline.exame 25/05/2016